Dr. Who


Resumo

O episódio do Fronteiras da Ciência é dedicado à série de ficção científica britânica Doctor Who. Os participantes apresentam a premissa básica da série, que começou em 1963 e é a mais longa série televisiva de todos os tempos, com cerca de 800 episódios. Eles explicam que o protagonista é um alienígena conhecido apenas como “O Doutor”, que viaja pelo tempo e espaço em sua nave TARDIS, que externamente se parece com uma cabine telefônica policial azul dos anos 60, mas é “maior por dentro”.

A discussão aborda o mecanismo único da série para lidar com a longevidade: a regeneração. Quando o Doutor está à beira da morte, ele se regenera em um novo corpo com uma nova personalidade, mas mantendo as memórias. Isso permitiu que 11 atores diferentes interpretassem o papel ao longo de 48 anos. Os participantes comparam Doctor Who com outras séries clássicas de ficção científica como Star Trek, Perdidos no Espaço e Battlestar Galactica, destacando o humor nonsense tipicamente britânico, a estrutura em arcos de história e o foco em viagens no tempo.

Os convidados exploram como a série, produzida pela BBC, tem um papel educativo e de estímulo à curiosidade, sempre apresentando explicações racionais e científicas para os fenômenos apresentados, mesmo os mais fantásticos. Eles discutem os spin-offs como Torchwood (mais adulto) e The Sarah Jane Adventures (mais infantil), e a vibrante comunidade de fãs (“Whovians”), inclusive no Brasil.

O programa também aborda a evolução do personagem, que se tornou mais humanizado e complexo a partir do relançamento de 2005, e a sofisticação dos roteiros, capazes de contar histórias completas e emocionantes em 45 minutos. A trilha sonora icônica, criada por Delia Derbyshire em 1963 usando técnicas de música concreta, é destacada como uma obra de arte à parte.

Por fim, os participantes recomendam episódios para iniciantes, como “Blink” (da temporada de 2006), “The Girl in the Fireplace” e o episódio com Vincent van Gogh, enfatizando a qualidade do enredo, dos personagens e do inglês falado como motivos para assistir à série.


Indicações

Episodes

  • Blink — Episódio da temporada de 2006 (Série 3) com o Décimo Doutor. Frequentemente recomendado como o primeiro episódio para iniciantes, pois praticamente não apresenta o Doutor, focando em uma história autônoma e assustadora com os “Anjos Lamentadores”.
  • The Girl in the Fireplace — Episódio da segunda temporada do relançamento (com o Décimo Doutor). Descrito como uma das histórias mais bonitas, com um roteiro bem montado e totalmente surpreendente, onde se viaja ‘o universo todo num quarto’.
  • Episódio com Vincent van Gogh — Episódio de 2009 (com o Décimo Primeiro Doutor, Matt Smith). Citado como uma das histórias mais bonitas e tocantes de todas, envolvendo o Doutor encontrando o pintor Vincent van Gogh.
  • Silence in the Library / Forest of the Dead — Arco de duas partes da quarta temporada (com o Décimo Doutor). Recomendado por se passar em uma biblioteca que é um planeta inteiro. É a primeira aparição da personagem River Song e é elogiado pela originalidade das ideias.

People

  • Steven Moffat — Roteirista e produtor, citado como um dos responsáveis pelo sucesso do seriado Doctor Who a partir do relançamento. Também criou a versão moderna da série Sherlock.
  • Delia Derbyshire — Compositora do BBC Radiophonic Workshop que criou a icônica trilha sonora original de Doctor Who em 1963 usando técnicas pioneiras de música concreta, recortando e colando fitas magnéticas.

Series

  • Torchwood — Spin-off de Doctor Who voltado para um público adulto. É descrito como mais pesado, envolvendo uma organização secreta e lidando com temas mais maduros.
  • The Sarah Jane Adventures — Spin-off voltado para o público infantil, centrado em uma antiga companheira do Doutor, Sarah Jane Smith.
  • Sherlock (de Steven Moffat) — Série de televisão moderna sobre Sherlock Holmes, criada por Steven Moffat, um dos principais roteiristas de Doctor Who. Descrita como ‘fabulosa’, com personagens atualizados mas mantendo os elementos essenciais das histórias originais de Conan Doyle.

Linha do Tempo

  • 00:00:00Introdução ao programa e ao tema Doctor Who — Apresentação do programa Fronteiras da Ciência e do tema do episódio: a série de ficção científica Doctor Who. É destacado que a série é uma instituição nacional na Inglaterra, a mais longa série televisiva de todos os tempos, no ar desde 1963 com cerca de 800 episódios. Os convidados são apresentados: Juliana Pokoski, Bruno de Amorim Arantes e Jorge Kielfeld.
  • 00:01:16Premissa básica e explicação da TARDIS — Explicação da premissa básica de Doctor Who: um alienígena conhecido como “O Doutor” que viaja pelo tempo e espaço em sua nave TARDIS. A aparência externa da TARDIS é de uma cabine telefônica policial azul dos anos 60 devido a um defeito no sistema de camuflagem que travou nessa forma. É destacado que a nave é “maior por dentro”, um truque usado sistematicamente na série.
  • 00:03:17Comparação com outras séries clássicas de ficção científica — Discussão sobre as principais semelhanças e diferenças entre Doctor Who e outras séries clássicas de ficção científica como Star Trek, Perdidos no Espaço, Battlestar Galactica e Babylon 5. É destacado que Doctor Who tem um humor nonsense tipicamente britânico, enquanto séries americanas tendem a ser mais sérias, políticas ou militarizadas. A estrutura em arcos de história, comum em seriados ingleses, também é mencionada.
  • 00:05:10Explicação do mecanismo de regeneração do Doutor — Explicação de como a série consegue manter o mesmo personagem principal por décadas: o mecanismo da regeneração. Quando o Doutor está muito doente ou prestes a morrer, ele se regenera em um novo corpo com uma nova personalidade, mas mantendo as memórias. Isso é contrastado com soluções de outras séries longevas, como Star Trek, que usa diferentes momentos no tempo. Já houve 11 Doutores em 48 anos.
  • 00:08:23Interrupções, spin-offs e o universo expandido — Menção à grande interrupção da série entre 1989 e 2005 (com uma tentativa de retomada em 1996), período em que o universo foi mantido vivo através de livros e programas de rádio. Discussão sobre os spin-offs como Torchwood (voltado para adultos) e The Sarah Jane Adventures (voltado para crianças), que compartilham o mesmo universo, com participações esporádicas do Doutor.
  • 00:11:17O papel da curiosidade e a estrutura narrativa — Análise de como Doctor Who é, acima de tudo, um estímulo à curiosidade. O próprio nome “Doctor Who” (Doutor Quem) é uma pergunta. A série convida o espectador a entrar na TARDIS e explorar. A estrutura narrativa frequentemente envolve o Doutor e seus companheiros sendo separados, forçando-os a resolver problemas sozinhos, criando histórias completas e emocionantes em apenas 45 minutos.
  • 00:16:36Recomendações de episódios para iniciantes — Os participantes recomendam episódios para quem nunca assistiu à série. São sugeridos: “Blink” (da temporada de 2006, praticamente sem o Doutor), “The Girl in the Fireplace” (uma história bonita e bem montada), o episódio com Vincent van Gogh (tocado e bonito) e “Silence in the Library” (um arco de duas partes que introduz a personagem River Song). Eles enfatizam a originalidade das ideias e soluções narrativas.
  • 00:20:00O papel educativo e cultural da série — Discussão sobre o papel de Doctor Who como uma produção da BBC, com preocupação educativa e de estímulo. A série promove o pensamento crítico e científico, pois sempre oferece uma explicação racional para os fenômenos, ao mesmo tempo que conta histórias humanas e emocionantes. É mencionada a evolução do personagem para um ser mais humanizado e complexo a partir de 2005.
  • 00:23:00A comunidade de fãs (Whovians) e a cultura — Exploração da vibrante comunidade de fãs de Doctor Who, os “Whovians”. Eles mantêm portais como a Wikipédia, podcasts de análise, convenções e fanzines. É mencionado que existe um grupo de Whovians brasileiros em Porto Alegre que se reúne periodicamente. A moda característica de cada Doutor (cachecóis, gravatas borboleta) também é brevemente comentada.
  • 00:26:42Motivos para assistir e considerações finais — Argumentos finais sobre por que vale a pena assistir Doctor Who: a qualidade dos roteiros e personagens (é um seriado “cerebral”), a oportunidade de ouvir um inglês bem falado, e seu caráter acolhedor e familiar, onde qualquer pessoa pode encontrar algo para apreciar. É recomendado começar pela temporada de 2005 em diante e sobreviver à primeira temporada para se acostumar com a transição de tom.
  • 00:31:02Bônus: Discussão sobre relacionamentos e tempo — Nos minutos extras do podcast, os participantes discutem os relacionamentos mais complexos dos Doutores recentes (especialmente do Décimo com a Rose) e como isso contrasta com as temporadas clássicas. Eles enfatizam que o grande lance da série são as viagens no tempo e os paradoxos temporais, que são explorados com sofisticação, especialmente nas temporadas mais recentes. A predileção do Doutor pela Terra também é notada.
  • 00:37:13Autores e a icônica trilha sonora — Discussão sobre os roteiristas responsáveis pelo sucesso, como Steven Moffat (que também criou a versão moderna de Sherlock Holmes) e Russell T Davies. A conversa então se volta para a histórica trilha sonora, criada em 1963 por Delia Derbyshire do BBC Radiophonic Workshop usando técnicas de música concreta (recortando e colando fitas magnéticas). O som da materialização da TARDIS é o único elemento sonoro original que permanece. A música foi regravada e é considerada uma obra de arte, tendo sido sampleada por bandas como os Beatles e Pink Floyd.

Dados do Episódio

  • Podcast: Fronteiras da Ciência
  • Autor: Fronteiras da Ciência/IF-UFRGS
  • Categoria: Science
  • Publicado: 2011-12-19T09:10:05Z

Referências


Dados do Podcast


Transcrição

[00:00:00] Este é o programa Fronteiras da Ciência, da Rádio da Universidade, onde discutiremos

[00:00:11] os limites entre o que é ciência e o que é mito.

[00:00:15] Esse é o Fronteiras da Ciência, hoje a gente vai fazer um episódio mais sério, um pouco

[00:00:20] diferente do usual.

[00:00:21] A gente vai falar sobre uma série de ficção científica chamada Doctor Who.

[00:00:26] Doctor Who é mais do que uma série, é uma instituição nacional na Inglaterra e

[00:00:32] é a mais longa série televisiva de todos os tempos.

[00:00:36] Ela está no ar desde 1963, já por volta de 800 episódios, ou seja, se alguém quiser

[00:00:42] começar a ver hoje, são quase três anos vendo todos os dias um episódio.

[00:00:47] Além disso, ela é a mais bem sucedida de todas as séries, tanto em termos de índices

[00:00:53] de audiência, quanto vendas de produtos relacionados.

[00:00:56] Quanto de downloads ilegais.

[00:00:58] Então, para falar nesse assunto, os nossos convidados hoje são a Juliana Pokoski, do

[00:01:04] Instituto de Física da URGS, o Bruno de Amorim Arantes, que é biólogo, e o Jorge Kielfeld

[00:01:10] da Biofísica.

[00:01:11] Então, eu vou pedir para alguém fazer um rápido resumo do que é o Doctor Who, do

[00:01:16] que se trata.

[00:01:17] A premissa básica, que é o que se mantém até hoje, constantemente, desde o primeiro

[00:01:21] episódio, que foi ao ar em 1963.

[00:01:24] É um homem sem nome.

[00:01:26] Ele tem frequência de dependência como um doutor, que é uma alienígena e viaja pelo

[00:01:30] tempo e espaço, livremente, numa nave que, a aparência externa dela é de uma cabine

[00:01:36] policial dos anos 60, na Inglaterra.

[00:01:39] Acho que vale a pena, talvez, explicar por que ela tem essa aparência, porque essa espaçonave

[00:01:46] tem um sistema de camuflagem, então, onde ela chega, para passar desapercebida, ela

[00:01:51] se mistura aos elementos do ambiente.

[00:01:53] Só que é um modelo muito antigo.

[00:01:55] É telepático.

[00:01:56] Com defeito.

[00:01:56] E, numa das viagens, ela travou, numa das primeiras viagens, na Inglaterra, da década

[00:02:02] de 60, ela travou nessa camuflagem de cabine telefônica e, dali em diante, ela ficou.

[00:02:06] Parece que o software que controlava a camuflagem era o Windows, né?

[00:02:10] Mas há controvérsia.

[00:02:11] Bom, não sei, ela é azul, né?

[00:02:13] Pode ser.

[00:02:15] Depois da morte dos jogos, é o que pensais.

[00:02:17] Bom, então, a gente estava discutindo um pouco da característica essa da TADIS, de parecer

[00:02:24] uma cabine telefônica.

[00:02:25] Mas, se você não se pensar, bom.

[00:02:26] Se ela é uma cabine telefônica, ela tem o tamanho de uma cabine telefônica, né?

[00:02:29] É um pouco apertado para viajar, mas isso, quando vocês entram, muda.

[00:02:33] É como é que ela é para dentro, né?

[00:02:35] Ela é maior.

[00:02:37] Maior para dentro.

[00:02:38] Ela é maior.

[00:02:38] Esse é um bom resumo.

[00:02:39] Então, esse é um dos truques que é usado sistematicamente nos episódios, toda vez

[00:02:44] que uma pessoa nova entra, né?

[00:02:46] Tem essa impressão.

[00:02:47] Bom, então, os elementos básicos de ficção científica que a gente tem nessa série,

[00:02:51] então, é o fato dele viajar no espaço e no tempo com essa máquina.

[00:02:56] Máquina do tempo.

[00:02:57] Não só isso, né?

[00:02:58] A visão do futuro também, como ele mostra o futuro, como ele mostra o passado, como ele

[00:03:03] interfere nos fatos.

[00:03:05] Eu acho que todos esses são elementos de ficção científica.

[00:03:08] Que, claro, estão sempre relacionados ao fato de ter uma máquina do tempo disponível.

[00:03:12] Mas, de acordo com vocês, quais são as principais semelhanças e as principais diferenças com

[00:03:17] outras séries clássicas de ficção científica?

[00:03:20] O que seriam séries clássicas?

[00:03:21] Bom, por exemplo…

[00:03:22] Star Trek.

[00:03:23] Star Trek.

[00:03:24] A melhor de todos os tempos de Jornal das Estrelas.

[00:03:25] Sim.

[00:03:26] A melhor de todos os tempos de Jornal das Estrelas.

[00:03:27] Tem outras também, mas, por exemplo, Jornal das Estrelas é uma série mais séria.

[00:03:30] Ela não é baseada no humor, é baseada numa descrição de uma federação, um futuro,

[00:03:35] que envolve até um número de civilizações, com civilizações inimigas, com seus conflitos

[00:03:39] e tal.

[00:03:40] Uma visão mais realística, né?

[00:03:41] Mas, ao mesmo tempo…

[00:03:42] Não, é futuro.

[00:03:43] Todas elas são tão realísticas, mas essa é mais, digamos, voltada para uma visão

[00:03:48] mais séria, né?

[00:03:49] Se eu pegar A Perdidos no Espaço, é uma série de ficção científica mais leve e

[00:03:53] bem humorada, mas baseada até num humor meio pastiche.

[00:03:55] Meio pastelão, muitas vezes.

[00:03:57] Battle Star Galactica seria mais política, mais…

[00:04:00] É, mais militar, né?

[00:04:01] Mais militar, é.

[00:04:02] E Babylon 5, sim, que é pura novelona no espaço, vamos dizer.

[00:04:06] E aí, comparando essas várias séries ali, é bom comparar também a diferença entre

[00:04:10] os seriados americanos e os europeus, né?

[00:04:12] Pelo menos os ingleses, né?

[00:04:13] Que os seriados ingleses, eles têm essa tradição que nos Estados Unidos não pegou bem de fazer

[00:04:17] arcos de história.

[00:04:18] Não que toda série, obviamente, toda série tem uma coisa em comum, os personagens alguns

[00:04:21] são os mesmos, mas, assim, são sequências, dois, três, cinco episódios.

[00:04:24] Com uma mesma história contada em capítulos.

[00:04:27] Pequenas noveletas dentro de uma novela maior.

[00:04:29] Isso no Doctor Who, é uma característica marcante.

[00:04:33] Muitas histórias são assinadas de final de ano e algumas no meio, muitas vezes.

[00:04:37] Esse tipo de coisa não é muito usado nos seriados americanos.

[00:04:40] Só em séries de fim de ano.

[00:04:42] É, eu não tenho certeza se essa característica acompanha desde o início a série.

[00:04:46] Aliás, o primeiro capítulo não foi assim.

[00:04:49] A série clássica é só em arcos.

[00:04:52] Todos os arcos de três.

[00:04:53] Exatamente.

[00:04:54] Eu também.

[00:04:55] Seis, eu não me lembro.

[00:04:56] Quatro, seis.

[00:04:57] E esse, assim, a primeira história lá, eu não sei que era em três, porque foi o único

[00:05:01] que eu assisti do primeiro temporada.

[00:05:02] Acho que vocês também, né?

[00:05:03] Nós.

[00:05:04] Outros.

[00:05:05] Uma outra coisa que acho que é importante retomar, que talvez alguns devam estar se perguntando,

[00:05:10] se a série começou em 1963, o ator que faz o Doctor Who, ou o Doctor Quem, segundo o

[00:05:17] Jorge, ele deve estar um pouco velho, né?

[00:05:19] Mas se vocês olham o ator que faz atualmente o Doctor Who, ele não deve, ele não deve

[00:05:23] ser, ele não é nascido na época.

[00:05:25] Pelo contrário, ele foi rejuvenescendo ao longo dos anos.

[00:05:27] Então?

[00:05:28] Porque o primeiro doutor era o mais velho de todos.

[00:05:30] Qual é, então, qual é o mecanismo?

[00:05:31] Qual é, dentro do contexto da história, qual é a justificativa para ter um ator jovem?

[00:05:37] Sem contar muitos spoilers, como é que você traduz spoilers, Jefferson?

[00:05:40] Não sei.

[00:05:41] Essa é a sua preocupação.

[00:05:42] Não tive tempo de olhar.

[00:05:43] É a minha preocupação, eu não tenho uma tradução para isso.

[00:05:46] Mas é…

[00:05:47] Não, nossa ideia é não dar, não ter spoilers no programa, porque a gente não vai entrar

[00:05:50] na discussão de episódios específicos, assim.

[00:05:51] Eu preparei vários.

[00:05:52] Específicos, assim.

[00:05:53] Mas eu discuti as generalidades do programa.

[00:05:56] Então, eu queria que alguém explicasse o que que acontece com uma série para conseguir

[00:06:00] manter um personagem durante todo esse tempo.

[00:06:03] Como que ele não envelhece?

[00:06:05] Bom, o primeiro doutor foi trocado porque ele queria sair.

[00:06:10] William…

[00:06:11] William Huck.

[00:06:12] Ele queria sair.

[00:06:13] E daí, fizeram essa história de regeneração.

[00:06:16] Então, o doutor regenera quando ele está muito doente ou prestes a morrer.

[00:06:21] E aí, ele se transforma em uma outra pessoa.

[00:06:24] Mas mantém as memórias, né?

[00:06:26] Mantém as memórias, mas não mantém a personalidade.

[00:06:29] O que é muito interessante, porque dá uma dinamicidade maior para a série.

[00:06:33] Facilita um monte também, por favor.

[00:06:35] E facilita.

[00:06:36] E é uma solução diferente, porque tem vários seriados, por exemplo, o próprio Star Trek,

[00:06:40] que durou, desde o início até hoje, várias décadas.

[00:06:44] E a solução encontrada ali é fazer as histórias se passarem em momentos diferentes no tempo.

[00:06:50] Sim.

[00:06:51] Então, com a articulação quando ela é nova, então tu pode pegar…

[00:06:54] Mas no Doctor Who também não faz sentido você falar em linearidade do tempo, né?

[00:06:58] Porque eu…

[00:06:59] É, mas a gente não tem isso.

[00:07:01] Mas esse negócio de trocar personagens em muitos seriados, não em jornadas de estrelas,

[00:07:05] mas, por exemplo, os seriados recentes, como Nikita, já trocou três vezes a trilha principal

[00:07:09] sem explicação nenhuma.

[00:07:10] E trata como se fosse a mesma de antes.

[00:07:13] Inclusive, a última é meio japonesa.

[00:07:15] A de antes era loira e a primeira era morena, que é a Jennifer Garner, né?

[00:07:18] O James Bond também.

[00:07:19] Mas o James Bond também é um caso de troca compulsiva de atores.

[00:07:24] Mas aqui é o único seriado que encontrou uma solução pra explicar isso.

[00:07:28] Na verdade, não é um cargo.

[00:07:30] Na verdade, as memórias, eles tentam ser, porque há pequenas contradições.

[00:07:33] Você começa a procurar e os fãs conhecem, tá na internet, na Wikipedia.

[00:07:37] Você enche as memórias dos doutores anteriores e volta e meia nas histórias eles resgatam.

[00:07:41] Inclusive, cenas de filmes anteriores, inclusive dos primeiros, que foram até agora 11 doutores.

[00:07:46] Estamos no 11º doutor.

[00:07:47] Em 48 anos.

[00:07:48] Em 48 anos, que é esse seriado da presa, mora há 50 anos.

[00:07:52] Novembro de 2013.

[00:07:54] Estamos perto.

[00:07:55] Cinquenta e anário vai ser uma data bem legal.

[00:07:57] Se o mundo não acabar até lá.

[00:07:59] É, tem um ano de trégua depois do fim do mundo pra gente esquecer daquela parceria.

[00:08:04] Então, por exemplo, o seriado trocou 11 vezes de doutor.

[00:08:08] Obviamente, aí teve pequenas interrupções.

[00:08:10] Uma não tão pequena, que foi entre 1996 e 2005.

[00:08:14] Foram nove anos sem ir ao ar um episódio novo.

[00:08:17] Mas como, na verdade, é um universo de atividades de vídeo, então tem programas de rádio e também livros.

[00:08:23] Foram lançados livros.

[00:08:24] Livros, a interrupção é uma continuidade.

[00:08:26] A interrupção na prática foi um pouco maior, porque de 89 a 96 também não teve.

[00:08:30] Também teve…

[00:08:31] Em 96 foi basicamente uma tentativa de retomada.

[00:08:34] Na verdade, foram praticamente 18 anos sem.

[00:08:37] Que ninguém gostou.

[00:08:39] Exatamente, esse é o The Movie, que eu não vi ainda.

[00:08:42] Tô curioso pra ver.

[00:08:44] Vou baixá-lo legalmente pra ver.

[00:08:47] Mas, enfim.

[00:08:48] O contato que os fãs, ou que estão ficando curiosos, é essa nossa ideia, nesse programa aqui.

[00:08:52] Porque, na verdade, a outra razão pra gente fazer esse programa, não só porque a gente é fã dele,

[00:08:56] mas porque a trilha sonora desse filme é a trilha sonora desse programa desde o início.

[00:09:00] E é esse tipo de indagação que se queria colocar.

[00:09:03] O que nos espera no próximo programa?

[00:09:05] O que será que vai vir aí de surpresa?

[00:09:07] E essa é uma das tônicas desse seriado.

[00:09:08] Ou seja, tu nunca sabe o que vai acontecer.

[00:09:10] E o impossível acontece, e as histórias são bastante dramáticas até.

[00:09:13] Há um humor, quase, não chega a ser pastiche.

[00:09:16] Então é nonsense.

[00:09:17] É um humor nonsense.

[00:09:18] É um humor nonsense tipicamente inglês, que tu não encontra esse tipo de coisa em seriados americanos.

[00:09:22] Inclusive temáticas que jamais vão ter lá, como homossexualidade e tal, jamais vão aparecer num seriado desse tipo.

[00:09:26] E não deixa de ser uma outra fronteira que a ciência faz com uma área como as artes, como o cinema.

[00:09:34] E como esse programa trata de fronteiras que a ciência faz, nada mais justo.

[00:09:38] E a paixão pela produção científica, já discutimos isso várias vezes aqui também,

[00:09:42] ele é um dos motores de muita gente que faz ciência.

[00:09:44] Não todos, é verdade.

[00:09:45] Mas muita gente.

[00:09:46] Porque ele às vezes aporta de entrada para a ciência para muita gente.

[00:09:48] E nada como uma boa entrada.

[00:09:50] Agora, vamos dizer assim, classificar o Dr. Who de seriado de ficção científica é meio problemático.

[00:09:56] Porque na verdade é muito louco o negócio.

[00:09:59] Contando as histórias todas.

[00:10:01] Mas sempre chega uma explicação, ou pelo menos quando ele esclarece, sempre alguma tecnologia, alguma coisa por trás.

[00:10:07] Não tem poderes mágicos, não tem nada do além.

[00:10:10] E quando tem coisas do além, como por exemplo bruxas fazendo feitiços, há uma explicação para isso.

[00:10:14] É uma explicação.

[00:10:15] É totalmente incrível.

[00:10:16] Ou vampiros.

[00:10:17] Ou vampiros.

[00:10:18] Shakespeare em Londres é o capítulo onde se desencontra a explicação da bruxaria.

[00:10:21] Não tem nada de Harry Potter.

[00:10:22] Aliás, eles falam o Harry Potter nesse capítulo.

[00:10:25] Faz uma homenagem.

[00:10:26] E vice-versa, porque o Tennant, que foi penúltimo doutor, ele também faz uma ponta em um dos episódios.

[00:10:30] Exatamente.

[00:10:31] Ele trabalhou no Harry Potter.

[00:10:32] Exatamente.

[00:10:33] Eu não sei que personagem foi, mas a minha filha lembra.

[00:10:35] Ele é o Vital Crush Junior.

[00:10:37] Muito bem.

[00:10:38] Isso é informação preciosa.

[00:10:39] Mas enfim, na hora de classificar com ficção científica, eu vou dizer que o mais legal dele,

[00:10:44] que faz ele uma história à parte, é que ele é um estímulo à curiosidade.

[00:10:48] A ideia toda do Dr.

[00:10:50] Who, ou seja, para começar ele não tem nome.

[00:10:53] Começa com uma pergunta.

[00:10:54] Quem?

[00:10:55] Isso é apenas doutor.

[00:10:56] Só isso.

[00:10:57] Então ele te convida para entrar numa cabine telefônica que é maior dentro do que fora.

[00:11:00] E não só te leva com uma nave espacial, é uma nave temporal.

[00:11:04] Ou seja, ela se mexe em todas as dimensões que interessam.

[00:11:06] Ela só não vai para o universo paralelo, embora isso tenha acontecido algumas vezes,

[00:11:09] por um certo respeito a algumas coisas.

[00:11:10] Mas ele está, digamos, confinado a esse universo que é bem grande já.

[00:11:14] E o legal disso é que cada capítulo é uma provocação.

[00:11:17] E aliás, ele usa como veículo isso os seus convidados ou parceiros.

[00:11:21] E tem sempre uma parceira.

[00:11:22] Aliás, ao longo dos quarenta e oito anos, os primeiros quarenta e seis foram sempre com parceiros femininos.

[00:11:28] Um acho que meninos, ocasionalmente.

[00:11:30] E mais recentemente, o último doutor está andando com um casal junto.

[00:11:35] Mas não é só uma correção?

[00:11:36] Não é verdade que ele se restringe a esse universo?

[00:11:39] Eu sei que não.

[00:11:40] Mas ele não passeia em universos aleatórios.

[00:11:42] Isso é uma coisa importante.

[00:11:43] As coisas que ele coloca, ele explica como parte desse universo que nós ainda não conhecemos.

[00:11:47] Tem alguns episódios que tem cruzamento.

[00:11:51] Foi o que eu falei.

[00:11:53] Eu vi os capítulos, inclusive…

[00:11:54] Nós estamos duramente tentando não dar spoilers.

[00:11:57] É muito importante isso para a parceira.

[00:11:59] Ou seja, todo mundo vai ter contato com a série e vai provavelmente assistir de 2005 para cá.

[00:12:02] Os últimos três doutores.

[00:12:04] E desses três doutores, que é o Christopher Eccleton, que fez o nome do doutor em 2005,

[00:12:08] ele ficou um ano e pouco apenas.

[00:12:10] Só uma temporada.

[00:12:11] A parceira dele continua…

[00:12:12] A parceira dele continua com o segundo ator.

[00:12:14] A Rose.

[00:12:15] A Rose, né?

[00:12:16] Que vai ser a parceira mais marcante de todas.

[00:12:18] Com o David Tennant, que fica há dois anos e meio.

[00:12:20] Que provavelmente nessa mesa aqui vai ser considerado também o melhor.

[00:12:24] O doutor preferido.

[00:12:25] É, ele é o preferido de todo mundo porque ele é um grande ator mesmo.

[00:12:28] Mas o Matt Smith, que assumiu então no fim de 2010 e está atuando mais recentemente,

[00:12:35] ele está crescendo.

[00:12:36] É uma questão de se acostumar.

[00:12:38] Isso é uma outra coisa.

[00:12:39] Eu também.

[00:12:40] Mas você precisa se acostumar.

[00:12:41] Eu estou assistindo dois…

[00:12:42] Mas demorou seis episódios para eu me acostumar com…

[00:12:43] Esse é o Fronteiras da Ciência.

[00:12:44] Hoje a gente está falando sobre o Dr.

[00:12:45] Who.

[00:12:46] Vocês podem encontrar esse episódio e os episódios anteriores, assim como links e

[00:12:47] sugestões.

[00:12:48] Infelizmente, não vamos poder botar links para vocês conseguirem.

[00:12:49] Vocês usam seus canais usuais.

[00:12:50] Mas o Dr.

[00:12:51] Who sabe.

[00:12:52] Então, o Dr.

[00:12:53] Who, na verdade, não é uma série de ficção científica ou de qualquer coisa.

[00:12:54] Ou seja, tem toda uma série de ficção científica.

[00:12:55] Então, o Dr.

[00:12:56] Who, na verdade, não é uma série de ficção científica.

[00:12:57] Ou seja, tem toda uma série de ficção científica.

[00:12:58] Então, o Dr.

[00:12:59] Who, na verdade, não é uma série de ficção científica.

[00:13:00] Ou seja, tem toda uma série de ficção científica.

[00:13:01] Ou seja, tem toda uma série de ficção científica.

[00:13:02] O que éادê tem todo esse problema da demarcação, o que é ficção científica, o que não é,

[00:13:05] onde começa, onde termina, entre ciência e pseudociência,

[00:13:18] onde terminam entre ciência e pseudociência, a gente não vai entrar nessa discussão.

[00:13:20] Mas ele não é uma única série.

[00:13:22] Tem uma série de…

[00:13:23] O que a gente chama de spin-off, que são séries derivadas das…

[00:13:26] Isso.

[00:13:27] Ia dar mais ou menos a κα Brian.

[00:13:28] Isso era um Rolando de dentro da original.

[00:13:30] Isso é tradição do spin-off.

[00:13:32] Que tem elementos,

[00:13:35] que compartilham elementos,

[00:13:36] inclusive o próprio personagem

[00:13:38] participa dessas séries. Então eu queria que vocês comentassem

[00:13:40] um pouco quais são essas séries

[00:13:42] e o que elas têm de diferente

[00:13:45] com o Dr. Ruelas. Basicamente elas devem

[00:13:46] se destinar a públicos diferentes, é isso?

[00:13:49] O Doutor não participa

[00:13:50] das espionagens.

[00:13:52] As participações esporádicas.

[00:13:54] Ele participou de qual?

[00:13:55] Só da Sarah Jane Smith.

[00:13:56] Ah, só da Sarah Jane.

[00:13:58] No Canino também, ou Canove.

[00:14:01] Isso é um problema de tradução.

[00:14:04] Canine é um dos…

[00:14:05] Se escreve Canove, se lê Canine,

[00:14:07] quer dizer canino, que é um robô cão.

[00:14:09] Ele não é apenas um cão.

[00:14:11] Mas independente dele aparecer

[00:14:13] no seriado ou não, ele é sempre mencionado.

[00:14:16] E as histórias são correlacionadas.

[00:14:18] Então quais são esses seriados?

[00:14:20] Que reprodução tiveram?

[00:14:21] Atualmente os dois que estão mais…

[00:14:24] Os dois que são produzidos

[00:14:25] é o Torture,

[00:14:26] que seria mais voltado

[00:14:28] para o público adulto.

[00:14:29] Mais adulto que o americano.

[00:14:32] A Sarah Jane, que é…

[00:14:34] Mas esse não está mais sendo conhecido.

[00:14:36] A Sarah Jane foi…

[00:14:37] Ela viajou no tempo e no espaço.

[00:14:39] Que era centrada em uma das antigas

[00:14:42] companhias do Doutor e era voltada

[00:14:43] mais para o público infantil.

[00:14:45] O infantil seria o Canove, não é mesmo?

[00:14:48] O Canine eu nunca assisti,

[00:14:50] mas ele não foi produzido pela BBC.

[00:14:52] Ah, não?

[00:14:52] Então, eu estava falando antes

[00:14:54] assim, porque é difícil fazer…

[00:14:56] Ficar com a confissão científica e exibir

[00:14:58] aquela provocação que ele faz ao convidar

[00:14:59] seus parceiros ou outros.

[00:15:01] Tipo assim, não está curioso para ver tal coisa?

[00:15:02] Todos, todos os cabelos têm essa característica.

[00:15:05] Eles provocam a sua curiosidade

[00:15:06] até não aguentar mais.

[00:15:07] Depois te levam a um lugar absolutamente absurdo.

[00:15:10] Conta uma história onde vai

[00:15:11] do mais alto pínculo da glória

[00:15:12] até o mais baixo nível do desespero.

[00:15:15] E uma das características que inclusive é usada

[00:15:16] nessa história de contar histórias em arcos,

[00:15:18] é o truque de fazer uma história

[00:15:19] em que ele vai com seus parceiros,

[00:15:21] os quais ele conta com eles,

[00:15:22] ele precisa deles,

[00:15:23] eles se ajudam mutuamente.

[00:15:25] E em determinado momento da história,

[00:15:26] ele perde a capacidade ou a possibilidade

[00:15:28] de ser ajudado por eles

[00:15:29] e tem que encontrar uma saída.

[00:15:31] Ou um dos parceiros tem que resolver o problema sozinho.

[00:15:33] Então torna, eu acho que é um dos elementos

[00:15:35] de contar a história

[00:15:37] que é utilizado nos roteiros,

[00:15:39] que faz esses seriados mais

[00:15:41] completos que eu já vi.

[00:15:43] Realmente, um episódio que são

[00:15:45] 42, 45 minutos,

[00:15:47] eu fico espantado mesmo

[00:15:48] quando a gente mergulha na história,

[00:15:51] como o tempo passa diferente

[00:15:52] quando está assistindo.

[00:15:53] Parece que é um viagem muito reduzida.

[00:15:55] Diz assim,

[00:15:56] mas é um viagem muito reduzida.

[00:15:56] Diz assim, mas é um viagem muito reduzida.

[00:15:56] Ele não vai poder contar uma história com pausas dramáticas

[00:15:58] ou ele para para chorar e fica pensando

[00:16:00] ou fica desesperado.

[00:16:01] Isso não cabe em um seriado de 45 minutos.

[00:16:03] Não pela lógica tradicional da televisão americana

[00:16:05] que a gente está acostumado.

[00:16:06] A gente consegue fazer caber

[00:16:07] e tu fica espantado que ele conseguiu contar

[00:16:10] tantas coisas em 45 minutos.

[00:16:11] Isso que é um marco que só vendo vários

[00:16:14] tu começa a entender.

[00:16:14] É outro diferencial da série.

[00:16:16] Uma história, por exemplo, que eu recomendo,

[00:16:18] que é 2009, que é uma das mais bonitas de todas,

[00:16:21] uma das mais tocantes,

[00:16:21] é a história que tem o Vincent no Van Gogh,

[00:16:23] como um dos atores que é.

[00:16:24] Vincent e o doutor.

[00:16:25] É maravilhoso.

[00:16:28] Os participantes ingleses famosos.

[00:16:30] Aproveitando que o Jorge está dando uma sugestão de episódio,

[00:16:33] eu ia terminar o programa com esse pedido.

[00:16:36] Nós vamos terminar o programa três vezes.

[00:16:38] Então, eu vou aproveitar e vou pedir

[00:16:44] para a Juliana e para o Bruno também

[00:16:45] recomendarem algum episódio

[00:16:47] para alguém que…

[00:16:49] Um comentário de uma frase sem spoilers, se é possível.

[00:16:51] Para alguém que nunca tenha assistido

[00:16:54] a série e aí desmontou.

[00:16:55] Bom, gostaria de começar.

[00:16:57] Qual dos oitocentos episódios é teu?

[00:17:00] Ju.

[00:17:00] Bom, eu ia falar do Van Gogh,

[00:17:02] que foi o episódio que eu comecei a gostar

[00:17:06] do Matt Smith.

[00:17:08] Até veio antes o dos anjos,

[00:17:10] mas eu não sei muito.

[00:17:12] Eu gosto muito…

[00:17:12] Confesso, tu chorou.

[00:17:13] Eu gostei mais da River Song do que do doutor no começo.

[00:17:16] É verdade.

[00:17:17] Ela é uma trilha mais forte.

[00:17:18] Mas tu chorou no Van Gogh?

[00:17:20] Não.

[00:17:20] O episódio dos anjos, que a Ju está dizendo,

[00:17:25] é o Blink.

[00:17:25] Não, o da nova temporada.

[00:17:28] Ah, das novas.

[00:17:29] Então, a tua recomendação?

[00:17:30] A minha recomendação seria o Blink, é óbvio,

[00:17:33] que é o primeiro episódio recomendado de qualquer…

[00:17:37] Na lista de todo mundo.

[00:17:38] Na lista de todos.

[00:17:39] Esse aí é da temporada de 2006,

[00:17:41] que é série 2, já com o Tenant.

[00:17:44] Com o décimo do…

[00:17:45] Mais ou menos, porque ele, na verdade,

[00:17:47] ele aparece correndo no final

[00:17:49] durante 30 segundos.

[00:17:52] Não, eu digo, ele não é um personagem

[00:17:54] do episódio, praticamente.

[00:17:55] É um daqueles episódios sem o doutor.

[00:17:58] O que é meio bom, porque tem a Marta também,

[00:18:01] que é uma das companheiras menos preferidas.

[00:18:05] Como?

[00:18:05] Menos preferidas?

[00:18:06] Eu não gosto dela.

[00:18:07] Eu adoro ela.

[00:18:08] Eu acho que ela tem um carisma maravilhoso.

[00:18:09] Sério?

[00:18:10] Eu gosto da dona.

[00:18:11] Eu gosto de todas.

[00:18:12] Todas as que apareceram.

[00:18:14] Até o Jack Ragnarson.

[00:18:16] Ah, ele.

[00:18:17] Eu gosto.

[00:18:17] Incluindo os dois.

[00:18:18] Bruno, qual é a tua sugestão?

[00:18:20] Para fugir do Blink, eu sempre…

[00:18:22] Tu também gosta.

[00:18:24] Mas eu sempre sugiro…

[00:18:25] The Girl in the Fireplace,

[00:18:27] A Garota na Lareira.

[00:18:28] Eu ia acertar isso também.

[00:18:29] É uma das histórias mais bonitas que eu vi.

[00:18:29] Da segunda temporada.

[00:18:30] Que é uma história bonita e com roteiro bem montado.

[00:18:34] É, A Garota na Lareira.

[00:18:35] Esse é totalmente surpreendente, na verdade.

[00:18:37] É coisa de usar e tu viaja o universo todo num quarto.

[00:18:41] É muito legal.

[00:18:42] Eu quero dizer que esse…

[00:18:43] Eu, apesar de não ter sugerido,

[00:18:44] os três primeiros episódios que eu havia pensado

[00:18:46] são exatamente esses.

[00:18:48] Não, eu não disse no meu.

[00:18:50] Eu citei dois exemplos.

[00:18:51] Eu tinha sido…

[00:18:52] Olha o do Shakespeare Code antes, né?

[00:18:53] O meu episódio favorito, se eu quiser sair,

[00:18:55] do Blink também, seria o outro.

[00:18:57] Seria Silêncio na Biblioteca.

[00:18:58] Que é um arco de duas histórias.

[00:19:01] É uma biblioteca, eu não posso resistir.

[00:19:03] Mas, além de tudo, é uma biblioteca que é um planeta.

[00:19:06] E isso eu posso contar.

[00:19:07] Então, o que acontece na história lá é muito interessante.

[00:19:10] É muito interessante mesmo.

[00:19:11] É a primeira aparição da River.

[00:19:12] Da River.

[00:19:14] Aliás, estou acompanhando os últimos

[00:19:15] para saber o que é a River.

[00:19:17] Então, eu não estou vendo o ponto.

[00:19:18] Já não pode falar nada.

[00:19:19] Todo mundo pode contar nada.

[00:19:20] Estou ficando muito louco.

[00:19:21] Esse é um dos elementos importantes.

[00:19:23] A originalidade das ideias.

[00:19:25] As ideias ali.

[00:19:26] É impressionante.

[00:19:27] As soluções.

[00:19:28] As soluções.

[00:19:29] O próprio contexto da solução.

[00:19:32] Não só a solução como o problema

[00:19:34] que tem que ser resolvido é diferente.

[00:19:37] É um pecado que a gente não possa…

[00:19:38] Uma das críticas que se faz a seriados de TV

[00:19:40] é que é usada de uma forma menor de arte.

[00:19:43] Claro, comparado com um filme acabado,

[00:19:44] com uma história, até pode ser.

[00:19:46] Mas, assim, o objetivo dele é outro.

[00:19:48] Ele é feito pela BBC,

[00:19:49] que é uma rede pública de TV

[00:19:51] que tem uma preocupação…

[00:19:52] De multimídia, na verdade.

[00:19:53] Tem uma preocupação histórica

[00:19:54] em fazer um trabalho…

[00:19:55] Ao mesmo tempo educativo, estimulante.

[00:19:57] E o faz muito bem.

[00:19:59] Eu acho que, sim, o Dr. Ruel

[00:20:00] é a confluência de sucesso

[00:20:02] de todas as ferramentas

[00:20:03] que eles já controlam muito bem.

[00:20:05] É, talvez, uma das coisas mais bem sucedidas

[00:20:07] que eles produziram.

[00:20:07] Isso é muito comorrente.

[00:20:09] E aí, ele tem esse papel um pouco educativo.

[00:20:11] Por exemplo, para um jovem,

[00:20:12] ele fica, basicamente,

[00:20:13] é um programa inteiro de provocação,

[00:20:15] de estimulação da curiosidade.

[00:20:16] O ambiente é assim que, no fundo, no fundo,

[00:20:18] tem sempre uma explicação racional

[00:20:19] e científica para tudo.

[00:20:20] Isso é educação,

[00:20:21] pensamento crítico, pensamento científico.

[00:20:23] Mas, assim, de alto nível.

[00:20:25] É o mesmo tempo, também,

[00:20:25] uma história que tem todos os elementos

[00:20:27] de uma boa história,

[00:20:27] uma história emocionante, humana.

[00:20:30] Apesar de, bom, como foi mencionado,

[00:20:32] ele não é exatamente humano,

[00:20:33] mas é quase.

[00:20:34] E, aliás, isso é uma coisa interessante.

[00:20:36] As pessoas, as séries antigas,

[00:20:37] todas antes de 86,

[00:20:39] os primeiros anos,

[00:20:40] ele era, digamos, um ET diferente.

[00:20:43] Ele era mais pela estranheza dele

[00:20:45] do que pelo vigor

[00:20:46] e pelas frases expressivas

[00:20:47] que ele gosta de usar,

[00:20:49] que eu vou usar no final do programa.

[00:20:50] Eles eram mais pela estranheza.

[00:20:52] Mas, aí, o início desse arco todo,

[00:20:54] do conjunto de histórias de 2005,

[00:20:55] digo, para cá,

[00:20:56] posterior a um evento cataclísmico

[00:20:58] na história dessa civilização

[00:20:59] ao qual ele pertence,

[00:21:00] que eu não vou contar também o que é,

[00:21:02] que mudou a personalidade dele

[00:21:03] e tornou ele uma pessoa

[00:21:03] até um pouco mais amarga e sofrida

[00:21:05] e que, em vários momentos

[00:21:06] dessas histórias,

[00:21:07] isso é colocado a teste, inclusive.

[00:21:09] Esses elementos de pano de fundo,

[00:21:11] sim, eles vão sendo revelados

[00:21:13] aos poucos, né,

[00:21:14] ao longo do seriado.

[00:21:16] Sim, o filme de 96,

[00:21:19] as águas de Marte

[00:21:20] é uma das histórias

[00:21:21] que bota a teste

[00:21:23] de todos os defeitos e imprecisões, né?

[00:21:25] Águas de Marte é muito legal.

[00:21:27] É, porque ele é considerado diferente

[00:21:29] até pelos próprios Time Lords,

[00:21:31] que são os alienígenas

[00:21:32] da mesma raça que ele.

[00:21:34] Então, ele é um Time Lord diferente.

[00:21:37] Segura do tempo.

[00:21:38] Depois, eles tentam explicar isso

[00:21:40] de várias formas, né?

[00:21:42] Até o filme de 96 foi controverso

[00:21:45] porque foi a primeira vez que falaram

[00:21:47] que ele era um híbrido entre humano

[00:21:48] e um Time Lord.

[00:21:50] Mas isso não aparece.

[00:21:53] Não, falaram e aí…

[00:21:55] Tem que negar.

[00:21:55] É uma das descontinuidades que tem.

[00:21:58] É tipo o mid-chlorian.

[00:22:00] É, mas essa não é a única informação.

[00:22:03] Por exemplo, tem o fato

[00:22:04] de que ele só pode sofrer 12 regenerações.

[00:22:07] Então, ele só teria 13…

[00:22:08] Por isso 2012 é um filme novo.

[00:22:10] Tá tudo renovando.

[00:22:13] E já tá renovado o contrato.

[00:22:15] Vai ter 2012 e Dr. Who.

[00:22:17] Não, mas vai ser o Matt Smith.

[00:22:19] Isso já foi resolvido.

[00:22:20] Sim, mas se acontecer alguma coisa

[00:22:21] não tem que trocar ele.

[00:22:22] Vai ser o Matt Smith.

[00:22:24] Mas ele disse…

[00:22:25] Ele disse, mais ou menos,

[00:22:26] que vai ser a última temporada dele.

[00:22:30] Aqui, como todo ator que fica muito tempo

[00:22:33] no personagem, ele fica muito associado

[00:22:34] àquele personagem.

[00:22:35] É, consegue emprego depois.

[00:22:37] Esse é o Fronteiras da Ciência.

[00:22:39] Vocês vão encontrar vários dos links,

[00:22:43] informações que a gente tá mencionando

[00:22:44] aqui na página do programa,

[00:22:46] que é frontedaciencia.org.br,

[00:22:48] assim como os arquivos dos programas anteriores

[00:22:51] e desse.

[00:22:52] O Jorge?

[00:22:52] Não, na verdade, essa parte eu até não…

[00:22:55] Não conheço muito, acho que vocês conhecem mais,

[00:22:57] mas, assim, como uma série bem surgida

[00:22:58] há tantos anos, ele tem seguidores fanáticos,

[00:23:00] que, por exemplo, mantém um portal na Wikipédia.

[00:23:03] Que, por exemplo, tem várias páginas,

[00:23:05] que acompanham o seriado, comentando, analisando,

[00:23:08] ou seja, vivem nesse universo.

[00:23:09] Então, organizam convenções, fanzines,

[00:23:11] palestras, festas, enfim.

[00:23:14] Existem em cada episódio,

[00:23:15] existem em vários podcasts específicos

[00:23:17] daquele episódio pra discutir o…

[00:23:19] Aliás, na BBC em Londres,

[00:23:21] vamos dizer assim, que eles faziam

[00:23:23] antigamente, agora não sei se estão fazendo,

[00:23:25] faziam duas coisas, que era uma espécie de episódio

[00:23:27] aperitivo de um episódio,

[00:23:29] com cenas que não vão aparecer de novo lá naquele episódio,

[00:23:32] contando uma coisa que se passou

[00:23:33] na história anterior e que tem a ver com a seguinte,

[00:23:35] que se chama TARDISOLD,

[00:23:37] o episódio da TARDIS, né?

[00:23:39] Pequenininha, só tem um ano dessa série ali,

[00:23:41] mas ele ficou bem legal. E a outra é um documentário

[00:23:43] que se chama Doctor Who Confidential,

[00:23:45] que é uma espécie de making-of

[00:23:47] do filme, mas com…

[00:23:49] Cada episódio…

[00:23:51] Também, é, mas esse tem os últimos três anos,

[00:23:54] mais ou menos, né? Sim.

[00:23:55] Parece que é interessante. E, além disso, tem todas as atividades,

[00:23:58] porque tem toda a atividade de rádio

[00:23:59] do Doctor Who. O Doctor Who, ele ficou ininterrupto

[00:24:02] no rádio nesses anos todos.

[00:24:04] E é bom dizer, assim, escritores importantes

[00:24:06] passaram por lá, entre eles,

[00:24:07] o Douglas Adams, né, que fez

[00:24:09] pelo menos três ou quatro episódios da série clássica.

[00:24:12] O Neil Gaiman. O Neil Gaiman é muito bom,

[00:24:14] porque tá fazendo sucesso no cinema agora.

[00:24:16] Falando dos grupos

[00:24:18] de fãs, né, por exemplo,

[00:24:19] os fãs do Star Trek

[00:24:21] são chamados de Trekkers, os fãs do Doctor Who

[00:24:23] são chamados de Ouvians.

[00:24:25] E existe um movimento de

[00:24:27] Ouvians brasileiro também.

[00:24:30] Então, eu queria que a Ju comentasse um pouco sobre

[00:24:31] esses grupos que são

[00:24:33] organizados. Existe um grupo em Porto Alegre.

[00:24:36] Existe um grupo em Porto Alegre

[00:24:38] que tem um grupo no Facebook.

[00:24:40] E nós nos reunimos

[00:24:42] às vezes, assim,

[00:24:44] em algum lugar. A última vez

[00:24:45] foi na Casa de Cultura

[00:24:47] Maripintana. Só em algum lugar

[00:24:49] ou também em algum tempo?

[00:24:51] Em algum tempo. A gente marca

[00:24:53] o tempo é que o tempo não é muito

[00:24:55] importante, né? O tempo é relativo.

[00:24:57] É. O tempo é mais

[00:24:59] difícil de se

[00:25:00] precisar, mas a gente sempre marca

[00:25:03] reuniões pra ficar conversando, tipo,

[00:25:06] pro fim das temporadas,

[00:25:08] pra algum episódio especial.

[00:25:09] Por que vocês não registram?

[00:25:12] Vocês têm medo do quê, afinal?

[00:25:15] Os Trekkers, por exemplo,

[00:25:16] não têm vergonha de andar com orelhas

[00:25:17] pontudas e o uniforme da

[00:25:19] Federação. Inclusive, eu já tive alunos

[00:25:21] fazendo isso.

[00:25:22] Eu tenho dois corações.

[00:25:25] Mas eu não saio por aí mostrando, né?

[00:25:29] Tem a camiseta?

[00:25:30] Não!

[00:25:31] Bom, isso não dá pra mostrar, não sei se faz uma radiografia.

[00:25:34] As pessoas saem com

[00:25:35] duas orelhas. Eu saio com

[00:25:37] dois corações. Não, mas tu pode usar as roupas.

[00:25:39] Aliás, eu ia pedir pra comentar aí a moda do

[00:25:41] Dr. Ruinho. Que negócio é esse de arvata,

[00:25:43] borboleta, cachecó e as coisas?

[00:25:45] Isso tá… A roupa é associada também

[00:25:47] com a personalidade. Cada vez que ele muda

[00:25:49] e regenera e muda a personalidade,

[00:25:52] ele muda o figurino.

[00:25:53] É, isso foi bem marcante.

[00:25:55] O quarto doutor, quando ele se regenerou,

[00:25:58] e ele sai… Não, não,

[00:26:00] essa roupa não tá boa, vai lá

[00:26:01] dentro e sai com o cachecol, que

[00:26:03] foi a marca registrada dele durante

[00:26:05] as seis ou sete temporadas

[00:26:08] que ele fez. Foi a mais longa dele?

[00:26:10] Foi a mais longa. Ele é muito bom,

[00:26:12] aliás, eu assisto vários. Ele é muito bom.

[00:26:13] Ali é com ele que tem os episódios do Douglas Adams,

[00:26:16] inclusive. Sim. É verdade.

[00:26:17] Uma das coisas aí… Mas isso,

[00:26:19] essa informação toda deve estar arquivada dentro da

[00:26:21] TARDIS também, né? Porque a TARDIS tem esse hábito

[00:26:23] diferente do Windows. Ele fala,

[00:26:25] ele faz backup.

[00:26:27] Ele faz backup físico, inclusive,

[00:26:29] das coisas, mas isso não deixa as pessoas

[00:26:31] descobrirem como é feito. Bom, a gente tá se aproximando

[00:26:33] do final do programa,

[00:26:36] então eu queria que vocês

[00:26:37] fizessem um fechamento, alguma

[00:26:39] recomendação, alguma sugestão. Basicamente,

[00:26:42] por que as pessoas

[00:26:42] deveriam assistir esse seriado? Vale a pena

[00:26:45] perder tempo? Afinal, tem tanto seriado

[00:26:47] moderno, cheio de efeitos

[00:26:49] especiais. Doctor Who não é um seriado

[00:26:51] com efeitos especiais

[00:26:54] grandiosos.

[00:26:55] O grande ponto do episódio é

[00:26:58] o enredo, os personagens.

[00:26:59] É, é um seriado mais cerebral.

[00:27:01] Fazendo o estilo BBC e o estilo

[00:27:03] britânico, de fazer pra comparar.

[00:27:06] Eu acho que o melhor motivo pra assistir,

[00:27:07] e eu vou falar antes deles, que eles conhecem mais,

[00:27:10] é pra ouvir, isso não vem legendado,

[00:27:12] pra ouvir um inglês decente

[00:27:14] sendo falado. Muito.

[00:27:16] As expressões, as frases,

[00:27:18] tudo, né? Por exemplo, o Tennant dizendo

[00:27:19] como ele encontra uma coisa nova,

[00:27:21] começa a comentar como aquilo é bonito,

[00:27:23] tu fica em lágrimas, às vezes, em lugar de falar.

[00:27:25] Beautiful!

[00:27:27] Eu achei que tu preferia ser tudo dublado.

[00:27:29] Não, não. Uma coisa, em português,

[00:27:32] mas o seriado é feito lá,

[00:27:33] tu sabe que as dublagens brasileiras têm um problema muito sério.

[00:27:36] Apesar de serem as melhores do mundo, né?

[00:27:37] É, elas são muito boas.

[00:27:39] Só que são feitas pelas mesmas 15 pessoas.

[00:27:42] Aí fica complicado. Tu começa a reconhecer

[00:27:44] vozes e tu identifica uma voz. Roda só aquele ali,

[00:27:46] o Bruce Willis.

[00:27:47] Esse é o grande efeito da dublagem, né? E países que dublam tudo,

[00:27:49] como México e Itália, têm esse problema muito sério.

[00:27:52] Ou tu tem milhares de dubladores

[00:27:53] que não existem, ou tu tem as mesmas,

[00:27:55] as vozes aparecendo 20 vezes. E é muito estranho.

[00:27:58] Acaba que tu desacostuma.

[00:27:59] Mas esse é um bom motivo. Tem que aprender a língua

[00:28:01] do Império, afinal.

[00:28:03] Esse não é o Império. Não mais, pelo menos.

[00:28:05] É, ali não tem.

[00:28:06] É, eu acho que vale a pena quem quiser conhecer.

[00:28:09] É um seriado com roteiros bem

[00:28:11] elaborados, mas que ao mesmo

[00:28:13] tempo é bem, assim, digamos, acolhedor.

[00:28:16] Foi idealizado como

[00:28:17] um seriado pra toda a família.

[00:28:19] E qualquer tipo de pessoa encontra

[00:28:21] alguma coisa pra apreciar.

[00:28:23] Isso, na verdade, tem toda uma discussão, né?

[00:28:25] Porque ele não foi muito

[00:28:27] pensado pra crianças.

[00:28:29] Então, na verdade, as crianças são

[00:28:31] alucinadas pelo programa,

[00:28:33] mas teve bastante controvérsia,

[00:28:35] teve reações negativas.

[00:28:38] Eu só acho que eles não

[00:28:39] deviam assistir Torchwood.

[00:28:42] É, a não ser que tu não tenha

[00:28:43] problemas com trabalhar numa organização

[00:28:45] secreta e é chefiada por um

[00:28:47] homossexual lindíssimo que fica

[00:28:49] dando esse bruto todo mundo.

[00:28:50] Não é homossexual, é omnissexual.

[00:28:52] Ele é panossexual.

[00:28:53] Não, omni.

[00:28:55] Mas isso não é expressão tânia.

[00:28:57] Ou seja, ele faz sexo com qualquer coisa.

[00:28:59] Mas isso não é mostrado. Pelo menos eu não vi.

[00:29:02] É mostrado.

[00:29:04] E isso assusta porque lá vai aparecer.

[00:29:07] Ou não, se você for de menor.

[00:29:09] É, se for de menor, eu vou ter que

[00:29:10] se contentar com o K-9 e com o

[00:29:12] Nosso Era de…

[00:29:12] Tá bem legal também.

[00:29:15] Tem um adolescente bem gatinho também

[00:29:17] no Nosso Era de…

[00:29:18] Então, esse foi o episódio do Fronteiras da Ciência

[00:29:21] dedicado ao C.A. de Dificção Científica

[00:29:24] e ao Dr. Who. A gente teve

[00:29:25] hoje aqui a Juliana Palkowski

[00:29:27] do Instituto de Física,

[00:29:29] o Bruno de Amorim Arantes,

[00:29:31] que é biólogo, e o Jorge Kielfeld

[00:29:33] da Biofísica da URSS.

[00:29:35] E pra encerrar, eu não posso deixar de dizer

[00:29:36] Alonzi!

[00:29:38] Alguém vai dizer Jerônimo?

[00:29:41] Jerônimo é o melhor.

[00:29:43] Alonzi é o melhor.

[00:29:45] Eu tava fazendo uma lista das intervenções dele

[00:29:47] e qual que eu gostava mais.

[00:29:48] Ou então, I want some jelly babies.

[00:29:50] I want some jelly babies.

[00:29:52] Se usar essa do Alonzi, tem no YouTube

[00:29:54] tem 20 versões.

[00:29:55] Cara, gravaram um clipezinho e se botaram no YouTube.

[00:29:57] O Alonzi. Dois segundos, dez segundos.

[00:29:59] Muito bom.

[00:30:01] E o capítulo que tinha um Alonzo.

[00:30:03] Eu adoro Alonzi.

[00:30:04] Eu tentei ensaiar uma tentativa daquela forma

[00:30:07] que ele quando começa a pensar

[00:30:08] começa a associar palavras.

[00:30:10] Adoro essa palavra.

[00:30:13] Mas é difícil de fazer assim, né?

[00:30:16] Essa característica de personalidade

[00:30:18] não mudou nos três últimos doutores.

[00:30:20] Aliás, pelo menos os dois últimos fazem

[00:30:21] bastante parecido.

[00:30:23] O outro era mais amargo e faz sentido

[00:30:25] do que seja, porque ele é o cara pós-guerra, né?

[00:30:28] O Chris.

[00:30:28] O Equus.

[00:30:29] E a capacidade de flertar mudou bastante.

[00:30:33] Atualmente, o último doc, ele flerta bastante.

[00:30:37] Coisa que os outros não fazem.

[00:30:38] Sim, o primeiro doutor que teve um caso com alguém

[00:30:42] foi o oitavo, que é o do filme,

[00:30:44] que foi outra…

[00:30:46] Foi um desastre.

[00:30:46] Tu viu esse filme?

[00:30:48] Não, ele…

[00:30:49] Ele foi co-produzido com os americanos.

[00:30:52] Ah, aí fudeu.

[00:30:54] Agora o Luthor…

[00:30:54] Ele tá gravando isso aqui.

[00:30:56] Tá gravando.

[00:30:56] E esse é o bônus, né?

[00:30:57] Não, esse é o bônus.

[00:30:59] Mas nós não estamos…

[00:30:59] O Luthor chutando…

[00:31:00] Querido ouvinte, estamos noutra dimensão.

[00:31:02] Só que quem ouviu pela rádio não conhecerá jamais.

[00:31:05] São os minutos extras da série.

[00:31:07] Então, esses minutos adicionais aqui

[00:31:09] são exclusivos do podcast.

[00:31:12] Puta, tem que apagar aquele palavrão que eu disse.

[00:31:15] Coloca um…

[00:31:16] E não foi esse que vocês ouviram há pouco.

[00:31:19] Não foi o que ele tá querendo apagar.

[00:31:23] Não, mas vamos comentar então, Gregorio,

[00:31:24] que não estamos falando dos minutos extras, né?

[00:31:26] Das três companheiras importantes que teve nesse período,

[00:31:29] dos três últimos doutores.

[00:31:31] Só que não é um doutor e uma companheira.

[00:31:33] Rose, Dona…

[00:31:35] Não, a Marta Jones.

[00:31:36] A Rose, a Dona e a Amy Pond.

[00:31:41] Ela tem um problema com a Marta Jones, coitada.

[00:31:43] Tenho.

[00:31:44] Não, mas a Dona Nova…

[00:31:44] Não, mas tu também tem, porque tu disse três.

[00:31:46] É verdade.

[00:31:47] Mas a Dona Nova, na verdade…

[00:31:48] Ele tem problema com a Dona.

[00:31:49] Não, eu tô contando aquelas que ficaram mais de três episódios.

[00:31:52] A Dona foi pra uma série.

[00:31:54] Ficou, acho, no máximo…

[00:31:54] No máximo três ou quatro.

[00:31:55] Não, ela ficou uma temporada.

[00:31:59] Chegou a ser a temporada inteira, claro.

[00:32:00] Então é um erro meu.

[00:32:01] É verdade, ela ficou mais de três.

[00:32:02] Não, eu tô confundindo a Dona com a Sarah Jane também.

[00:32:05] Eu achava que era a mesma vez.

[00:32:08] Mas a Marta Jones ficou um bom tempo.

[00:32:10] Eu acho ela muito boa.

[00:32:12] E tem, no caso, no último ano, né?

[00:32:16] Então nós temos a Amy, que já veio com o seu namorado

[00:32:20] para acabar com, enfim…

[00:32:22] Não, na verdade, pra acabar não.

[00:32:23] Pra criar uma…

[00:32:24] Pra criar…

[00:32:24] Pra criar um triângulo.

[00:32:25] Mais uma coisa aqui em inglês que se chama threesome, né?

[00:32:27] Que é estranho ali, dos três.

[00:32:29] Que, aliás, é o que tá acontecendo, mas eu não posso contar.

[00:32:32] Deixa eu aproveitar que tem os dois aqui

[00:32:33] que conhecem bem mais as fofocas do Cerrado do que a gente.

[00:32:38] Se fala alguma coisa sobre ter uma próxima regeneração

[00:32:42] e ele virar uma mulher, ou negro, ou judeu, alguma coisa…

[00:32:48] Especula-se sempre.

[00:32:50] Toda vez que alguém anuncia que vai sair,

[00:32:53] aí surgem especulações do próximo.

[00:32:54] Vai ser negro ou mulher.

[00:32:56] Eles fazem bastante isso.

[00:32:57] Eu só espero que não apareça um adolescente

[00:32:59] com essa decrescência de idade.

[00:33:01] É porque a idade vem diminuindo bastante, né?

[00:33:03] Não, é.

[00:33:05] Não linearmente, mas…

[00:33:07] Mas ao mesmo tempo que o doutor ficou mais humanizado

[00:33:10] nessa reedição a partir de 2005,

[00:33:12] ele ficou mais interessante,

[00:33:13] porque o esotérico é uma coisa mais exótica, esotérica, né?

[00:33:16] As relações foram ficando mais complexas.

[00:33:18] E há sempre uma tensão que é construída.

[00:33:20] E isso é muito usado em vários seriados.

[00:33:21] Tensão sexual, até que é comum.

[00:33:23] Por exemplo, tinha…

[00:33:24] No Carquivo X, que é a coisa mais frustrante que eu me lembro,

[00:33:26] que tu ficava anos e anos e não rolava nada.

[00:33:29] Mas até que finalmente foi no Longa que resolveu o problema.

[00:33:31] Mas não é possível.

[00:33:32] Como é que se faz uma sacanagem dessa?

[00:33:33] Ali a coisa é um pouco mais, enfim, justificável.

[00:33:36] Porque, afinal, ele não é um humano.

[00:33:39] Ele realmente não é.

[00:33:40] E ali tu nota que onde termina a humanidade.

[00:33:42] Isso é uma reflexão interessante.

[00:33:43] Esse clima de relacionamento complexo também teve

[00:33:46] durante todas as temporadas do Tenet com a Rose.

[00:33:50] E a situação foi se complicando,

[00:33:54] mas o que o pessoal não está…

[00:33:56] Não, mas é que nas temporadas clássicas

[00:33:58] nunca houve nada do tipo, entendeu?

[00:34:01] Sim, na primeira temporada ele viajava com a sobrinha-neta.

[00:34:05] Não, com a sobrinha-neta e os…

[00:34:05] Deixa eu enfatizar uma coisa que nós não estamos enfatizando.

[00:34:09] Que é assim, embora ela seja uma nave espacial

[00:34:11] que eles logam no espaço, e ela também é temporal,

[00:34:13] as viagens principais, quando a gente fala em viajar,

[00:34:16] é pelo tempo.

[00:34:17] Pelo tempo mesmo.

[00:34:17] Então, na verdade, alguns vão pensar

[00:34:19] Ah, mas que filmezinho mais chato.

[00:34:20] Pelo que a gente está falando,

[00:34:21] se é só viajizinha para um planetinho

[00:34:23] onde as pessoas têm orelha,

[00:34:24] pontuda ou não,

[00:34:25] parece uma coisa sem graça.

[00:34:26] Mas o grande lance é que são viagens do tempo,

[00:34:28] muitas vezes em torno da Terra,

[00:34:30] ou coisas que…

[00:34:30] Ele tem uma predileção pela Terra.

[00:34:31] Tem uma predileção pela Terra,

[00:34:32] vai e vem muito frequentemente,

[00:34:34] e é o centro de várias coisas.

[00:34:36] E essa coisa do tempo, no último ano,

[00:34:38] vai ficando mais interessante,

[00:34:40] porque eu não vou entregar também,

[00:34:41] mas vou contar que existem pelo menos

[00:34:43] duas sequências que estão acontecendo

[00:34:45] que mostram as pessoas lá usando o tempo,

[00:34:48] o tempo real, por muito tempo.

[00:34:50] E isso torna a história mais interessante mesmo.

[00:34:53] Mas isso…

[00:34:54] Está sendo explorado mais no último ano.

[00:34:55] Se alguém for, por acaso, começar pelo último,

[00:34:57] muita gente faz,

[00:34:59] vai achar bastante radical.

[00:35:01] Mas, na verdade,

[00:35:02] eu sempre tive uma predileção

[00:35:03] por histórias de viagens no tempo

[00:35:05] e paradoxos temporais.

[00:35:07] Aliás, o TARDIS consegue fazer…

[00:35:10] Ela é a única nave no universo

[00:35:12] que consegue, inclusive,

[00:35:13] manter paradoxos,

[00:35:14] gastando energia.

[00:35:16] Interessante a ideia.

[00:35:18] Inclusive, ele gastou uma supernova inteira

[00:35:20] só para ele dar um beijo na…

[00:35:21] Bom, deixa para lá.

[00:35:24] Só pegando a ponte…

[00:35:25] Foi exatamente o que aconteceu.

[00:35:27] Só para enfatizar um pouco isso

[00:35:28] do que o Jorge disse,

[00:35:30] se alguém for começar a assistir o Doctor Who,

[00:35:32] comece e veja em ordem a partir de 2005.

[00:35:36] Se isso é a temporada do Eccles…

[00:35:36] Sobreviva a primeira temporada

[00:35:39] que todo mundo…

[00:35:41] Não parece tão persuasivo.

[00:35:42] O ator não é tão…

[00:35:44] Não é tão cativante.

[00:35:45] Mas eu gostei bastante.

[00:35:46] Eu comecei por ali e achei bom.

[00:35:48] Não, eu também comecei por ali.

[00:35:48] Mas foi uma transição importante, como eu disse.

[00:35:50] Foi a mudança do doutor estranho

[00:35:51] para um doutor amargo e mais humanizado.

[00:35:53] Isso é uma mudança.

[00:35:53] Mas eu gostei bastante.

[00:35:54] Eu gostei bastante.

[00:35:54] Eu fiquei chocado quando passou para o Tennant.

[00:35:55] Eu disse, não, mas como assim?

[00:35:56] Eu gostava tanto do Eccleston.

[00:35:57] Não, não.

[00:35:58] Eccleston, né?

[00:35:59] Mudei de ideia logo, mas…

[00:36:00] A minha transição para o Tennant

[00:36:02] foi bem suave, assim.

[00:36:04] Eu adorei.

[00:36:05] Aí, quando mudou para o Matt Smith,

[00:36:07] eu não, não gosto desse pirralho.

[00:36:09] Não quero mais ver.

[00:36:12] Não, não quero mais ver.

[00:36:14] Ah, é.

[00:36:15] A gravata borboleta.

[00:36:17] Mas pelo menos ele não usa um…

[00:36:18] Qual é a fruta que um dos doutores usava?

[00:36:21] O sétimo?

[00:36:22] Era um quiabo, não sei o que.

[00:36:23] Alguma coisa pendurada.

[00:36:24] Inclusive, tem um episódio

[00:36:26] desses curtinhos de fim de ano,

[00:36:28] que eles fazem episódios de poucos minutos,

[00:36:30] em que é uma especial de Natal

[00:36:32] de pré, assim, né?

[00:36:33] Cinco minutos, onde a máquina dele

[00:36:36] se cruza com a de outra versão dele.

[00:36:38] E ele e um dos doutores…

[00:36:39] Não, é um dos sétimo ou oitavo.

[00:36:42] Sétimo ou oitavo?

[00:36:43] É o quinto mesmo.

[00:36:44] É o quinto, né?

[00:36:45] Que é um ator que não ficou muito tempo,

[00:36:47] mas ele é um ator famoso agora,

[00:36:48] e ficou legal os dois lá discutindo

[00:36:50] e discutindo a roupa.

[00:36:52] Aliás, esses episódios curtinhos,

[00:36:54] também, em cinco anos, são muito bons.

[00:36:56] Um dos mais divertidos se chama

[00:36:58] Espaço e Tempo.

[00:36:59] E ele brinca com dois paradoxos.

[00:37:01] Um espaçar no temporal em cinco minutos.

[00:37:04] E conta duas histórias completas

[00:37:06] e é impressionante.

[00:37:07] Mostra, assim, o grau de

[00:37:09] sofisticação dos redatores.

[00:37:13] Isso é uma coisa

[00:37:14] que a gente não falou no corpo principal

[00:37:16] do programa, que são os autores

[00:37:18] dos episódios. A gente rapidamente comentou

[00:37:20] no New Gamer.

[00:37:21] E eu não falei na TV sonora

[00:37:23] que nós vamos botar…

[00:37:24] Acho que um dos responsáveis

[00:37:27] pelo sucesso do seriado

[00:37:30] é o Stephen Moffat,

[00:37:32] que é um dos…

[00:37:33] E o Russell, que é…

[00:37:35] Mas os grandes episódios

[00:37:38] são do Moffat.

[00:37:41] Não só do Doctor Who,

[00:37:42] ele também assina outras séries.

[00:37:43] Por exemplo, quem nunca assistiu

[00:37:45] a versão dele do Sherlock Holmes

[00:37:47] é fabulosa.

[00:37:48] É fabulosa.

[00:37:50] São quatro episódios.

[00:37:53] Aparentemente, está sendo produzido.

[00:37:56] Vai continuar.

[00:37:56] Está sendo produzido a segunda temporada.

[00:37:58] É pesado, ela é Torchwood.

[00:38:00] Mas é muito bom. É uma versão atual.

[00:38:03] É uma história do…

[00:38:05] É menos.

[00:38:07] Não, não. Torchwood é mais pesado.

[00:38:09] Você não assistiu o suficiente.

[00:38:11] Torchwood dentro.

[00:38:13] Essa versão do Sherlock Holmes

[00:38:14] se passa no tempo…

[00:38:17] São personagens modernos.

[00:38:19] Mas eles têm todos os elementos

[00:38:21] do Sherlock Holmes antigo.

[00:38:23] Por exemplo, o Watson.

[00:38:26] Ele é um veterano de guerra.

[00:38:28] Tanto na versão moderna

[00:38:30] quanto no original.

[00:38:32] Do Conan Doyle.

[00:38:33] E da Guerra do Afeganistão.

[00:38:34] São duas guerras que houve no Afeganistão

[00:38:37] nos dois momentos.

[00:38:38] Esse ator está muito bom.

[00:38:41] Eu acho ele melhor do que o Holmes.

[00:38:44] Eu gosto do Holmes.

[00:38:45] O ator que faz…

[00:38:46] É o que faz o Gui do Mochileiro

[00:38:49] das Galáxias.

[00:38:50] O Holmes, na verdade,

[00:38:51] nós já estamos desviando o seriado,

[00:38:53] mas ele é um ator bastante bom também.

[00:38:55] É um seriado…

[00:38:55] Essa é outra característica.

[00:38:57] Os atores de todos os seriados

[00:38:59] relacionados ao Doctor Who são muito bons.

[00:39:01] Pois é.

[00:39:02] Deixa eu aproveitar e falar

[00:39:02] que vocês ouviram na versão

[00:39:04] que foi ao rádio do programa

[00:39:05] um minuto lá a trilha da primeira versão

[00:39:08] da trilha sonora do Doctor Who.

[00:39:10] E é importante frisar

[00:39:12] que a que a gente está usando

[00:39:12] como cortina do programa

[00:39:13] desde o começo

[00:39:14] é uma regravação bem mais recente

[00:39:16] com um clima menos tétrico

[00:39:18] mas mais aventuresco

[00:39:20] e até heróico.

[00:39:21] Que é com baixos mais pesados,

[00:39:23] enfim, mais vibrante.

[00:39:25] Enquanto que a versão original

[00:39:26] era considerada assustadora.

[00:39:27] Inclusive,

[00:39:28] tinha uma pesquisa de opinião

[00:39:29] nos anos 60,

[00:39:29] crianças que tinham medo

[00:39:30] de ouvir aquilo

[00:39:31] e eles exatamente

[00:39:32] invocavam uma atmosfera assustadora.

[00:39:34] E o interessante

[00:39:34] foi feito em 63

[00:39:35] pela Delia Derbyshire

[00:39:37] a partir de uma composição

[00:39:38] do Ron Greiner.

[00:39:39] Esse cara fez

[00:39:40] uma composição genérica,

[00:39:41] mas a Delia Derbyshire

[00:39:43] dirigia o laboratório

[00:39:44] radofônico da BBC,

[00:39:46] onde eles faziam

[00:39:46] música concreta

[00:39:47] antes da invenção

[00:39:48] do sintetizador eletrônico.

[00:39:50] Era analógico

[00:39:51] ou anterior a isso.

[00:39:51] Basicamente,

[00:39:52] a gente gravava sons,

[00:39:53] e depois pegava

[00:39:54] a fita magnética do som,

[00:39:55] recortava com a tesoura

[00:39:56] e colava na ordem

[00:39:57] e para ter duração

[00:39:59] e posição serial certa,

[00:40:01] depois tocava

[00:40:02] e via como ficava

[00:40:02] e aí gravava

[00:40:03] de cima disso.

[00:40:04] E é legal que esses pedacinhos

[00:40:05] de mimatrizes

[00:40:06] e outros que foram

[00:40:06] um verdadeiro lego,

[00:40:08] um verdadeiro quebra-cabeças

[00:40:09] de sons,

[00:40:10] que é essa forma de construir,

[00:40:11] por exemplo,

[00:40:12] eles utilizam

[00:40:13] para produzir os sons

[00:40:14] que são usados até hoje.

[00:40:15] O som que é usado até hoje

[00:40:16] que é o som

[00:40:17] quando a tarde

[00:40:18] está se materializando

[00:40:19] num lugar

[00:40:20] ou indo embora,

[00:40:20] ele é feito

[00:40:22] raspando

[00:40:23] uma corda de piano

[00:40:23] em sequência

[00:40:25] e depois isso passa

[00:40:26] por um sintetizador.

[00:40:27] Esse é o único som

[00:40:27] que foi deixado inteiro

[00:40:28] da gravação original.

[00:40:30] O resto era um som

[00:40:30] ruído branco

[00:40:31] que depois foi todo recortado

[00:40:33] para se transformar

[00:40:34] em coisas

[00:40:35] que o tu ouve

[00:40:37] e não parece.

[00:40:38] O que seria o baixo

[00:40:39] também seria a repetição

[00:40:40] basicamente de um

[00:40:42] o que se chama

[00:40:43] um diapasão.

[00:40:44] Bota para vibrar,

[00:40:45] grava ele contínuo,

[00:40:46] depois recorta

[00:40:47] e usa

[00:40:47] para fazer ele pulsar.

[00:40:48] Então, realmente,

[00:40:49] é uma obra de arte

[00:40:50] e é considerado

[00:40:50] uma obra de arte

[00:40:51] de composição.

[00:40:52] Inclusive,

[00:40:52] o próprio Ron Greiner

[00:40:52] quando viu a versão final

[00:40:54] ele não acreditou

[00:40:55] e disse

[00:40:55] foi eu que compus isso.

[00:40:57] Isso parece

[00:40:58] que foi uma frase mal dita

[00:40:59] porque, por várias razões,

[00:41:01] ele não pertencia

[00:41:01] a esse

[00:41:02] Radiofônico Workshop

[00:41:03] da BBC

[00:41:03] e a BBC decidiu

[00:41:05] que a trilha sonora

[00:41:05] ia ficar anônima

[00:41:06] que seria do workshop.

[00:41:08] Então, ele acabou

[00:41:08] não levando os créditos.

[00:41:09] Nunca foi reconhecido

[00:41:10] como autor

[00:41:11] da música original.

[00:41:12] E essa música original

[00:41:13] já foi, inclusive,

[00:41:14] aproveitada

[00:41:14] por vários músicos

[00:41:16] e se alguém quer,

[00:41:17] por exemplo,

[00:41:18] baixar no álbum

[00:41:19] de 1971

[00:41:20] dos Beatles,

[00:41:21] o Metal,

[00:41:22] no One of These Days,

[00:41:24] tem três minutos

[00:41:25] de citações

[00:41:26] da trilha

[00:41:27] do Dr. Who

[00:41:27] do original

[00:41:28] dentro da música.

[00:41:31] Para dar um exemplo,

[00:41:31] tem vários outros músicos

[00:41:32] que colocaram

[00:41:32] um pouco menos conhecidos.

[00:41:34] Inclusive, tem uma versão

[00:41:35] cantada de 1972

[00:41:36] por um dos Drs,

[00:41:38] que é o

[00:41:38] Patrick,

[00:41:39] é o terceiro.

[00:41:40] Parece que até o Pink Floyd

[00:41:40] tocou a música.

[00:41:42] O Pink Floyd também

[00:41:43] fez uma versão ao vivo.

[00:41:44] Nós vamos encerrar

[00:41:46] esse bônus,

[00:41:48] esses minutos extras

[00:41:49] com essa versão original.

[00:41:51] Na íntegra.

[00:41:51] Na íntegra,

[00:41:52] na íntegra.

[00:41:52] Então, esse foi

[00:41:53] o apêndice

[00:41:55] do Fronteiras da Ciência

[00:41:56] sobre o Dr. Who.

[00:41:57] Em outra dimensão,

[00:41:58] porque só vocês

[00:41:59] do podcast

[00:42:00] ouviram.

[00:42:01] Então, esse foi

[00:42:01] o nosso presente de Natal.

[00:42:03] Beautiful.

[00:42:22] E se você gostou,

[00:42:24] comente, se inscreve no nosso canal.

[00:42:25] E se você gostou,

[00:42:25] comente, se inscreva

[00:42:25] no nosso canal.

[00:42:25] E se você gostou,

[00:42:25] comenta aqui embaixo.

[00:42:26] E se você gostou,

[00:42:26] metade do que a gente fez

[00:42:28] foi um grande ação.

[00:42:29] E você,

[00:42:29] se você gostou desse video,

[00:42:31] você pode deixar seu like

[00:42:31] e compartilhar com seus amigos.

[00:42:32] E não esquece de deixar o seu like

[00:42:32] aqui no canal,

[00:42:33] até a próxima,

[00:42:33] pela próxima.

[00:42:33] E até a próxima.

[00:42:33] Tchau, tchau.

[00:42:34] E aí,

[00:42:34] o que você acha

[00:42:34] da música que eu cantava?

[00:42:34] Fim,

[00:42:34] a música que eu cantei

[00:42:35] aqui,

[00:42:36] o que eu cantei?

[00:42:36] …

[00:42:40] Muitas golpes.

[00:42:41] Não sei.

[00:42:41] A CIDADE NO BRASIL

[00:43:11] A CIDADE NO BRASIL

[00:43:41] A CIDADE NO BRASIL

[00:44:11] A CIDADE NO BRASIL