50 anos de Dr. Who


Resumo

Este episódio especial do Fronteiras da Ciência, gravado ao vivo durante o nono Skeptics in the Pub em Porto Alegre, celebra os 50 anos da série britânica Doctor Who. Os participantes discutem a história da série desde seu início em 1963, dividindo-a em período clássico (até 1987) e revival moderno (a partir de 2005). A conversa aborda o contexto do lançamento original, que coincidiu com o assassinato de John F. Kennedy, e como a série foi inicialmente concebida como educativa para crianças, com viagens no tempo e espaço para ensinar história.

Os participantes explicam conceitos fundamentais da série, como os Time Lords de Gallifrey, a capacidade de regeneração que permite mudanças de ator no papel do Doutor, e a TARDIS (Time and Relative Dimensions in Space), a nave espacial que é maior por dentro do que por fora e assume a forma de uma cabine de polícia azul. Discutem-se também os diversos spin-offs como Torchwood (mais adulto) e The Sarah Jane Adventures (para crianças), além das extensões da franquia em quadrinhos, livros e audiodramas.

Um ponto central da discussão é o especial de 50 anos que seria transmitido globalmente em simulcast no sábado seguinte, com a participação ativa dos fã-clubes brasileiros na organização de exibições em cinemas por todo o país. Os participantes analisam as razões do sucesso duradouro da série, atribuindo-o à versatilidade proporcionada pelo mecanismo de regeneração, à qualidade dos roteiros e à capacidade de se reinventar a cada nova encarnação do Doutor.

A conversa também aborda questões de representatividade, como a possibilidade de um Doutor mulher, negro ou de outras etnias, e compartilha recomendações de episódios para iniciantes, como “Blink” e “Vincent and the Doctor”. Cada participante revela seu Doutor favorito e discute o impacto cultural da série, incluindo como inspirou cientistas como o físico Brian Cox. O episódio termina com uma mensagem humorística pré-gravada de Jorge, outro participante que não pôde comparecer, brincando com conceitos de viagem no tempo típicos da série.


Indicações

Artigos

  • The Progressive Acronal Retrograde Domains in Space Time — Artigo científico real que explora conceitos de viagem no tempo e cuja sigla é TARDIS. Inclui ilustrações com referências a Doctor Who como Daleks e o Capitão Jack.
  • The Blue Box White Paper — Artigo complementar que explica os conceitos do artigo anterior para o público leigo, também com referências à série Doctor Who.

Episodios

  • Vincent and the Doctor — Episódio da série nova (11º Doutor) onde o Doutor conhece Vincent Van Gogh. Recomendado por Patrícia como um dos mais emocionantes da série inteira.
  • Blink — Episódio da série nova com pouca aparição do Doutor, focado nos Weeping Angels. Recomendado por Juliana e Jefferson como excelente para iniciantes, explorando conceitos de espaço-tempo.
  • The Girl in the Fireplace — Episódio da série nova eleito como melhor de toda a história da série. Recomendado por Jefferson.
  • Curse of the Fatal Death — Paródia especial de Doctor Who com Rowan Atkinson como o Doutor. Mencionado por Jefferson como uma recomendação humorística.

Pessoas

  • Brian Cox — Físico inglês especialista em partículas que participou de um especial de Doctor Who explicando a ciência da TARDIS. Mencionado como exemplo de alguém que foi inspirado pela série para seguir carreira científica.
  • Steven Moffat — Showrunner e produtor de Doctor Who durante a era moderna. Discutido no contexto das decisões sobre o futuro da série e possibilidade de um Doutor mulher.

Spin-Offs

  • Torchwood — Spin-off adulto de Doctor Who com o personagem Capitão Jack Harkness, contendo cenas fortes e temas maduros. O Doutor não pode aparecer nesta série.
  • The Sarah Jane Adventures — Spin-off infantil focado na companion Sarah Jane Smith. Teve quatro temporadas antes de ser cancelado devido à morte da atriz.

Linha do Tempo

  • 00:00:00Introdução ao Fronteiras da Ciência e ao tema Doctor Who — Apresentação do programa gravado ao vivo durante o nono Skeptics in the Pub em Porto Alegre. Jefferson Sorenson introduz o tema dos 50 anos da série inglesa Doctor Who e apresenta os participantes: Patrícia Duarte (coordenadora do fã clube Uvians RS) e Juliana Palkovsky (estudante de física). Explica que o evento é uma colaboração do Coletivo Ácido Sético e da Liga Humanista do Brasil.
  • 00:01:46Contexto histórico do lançamento de Doctor Who em 1963 — Jefferson explica que Doctor Who completa 50 anos desde o lançamento do primeiro episódio em 23 de novembro de 1963, totalizando mais de 800 episódios. Comenta que o lançamento foi ofuscado pelo assassinato de John F. Kennedy no dia anterior, obrigando a BBC a reprisar o episódio uma semana depois. Patrícia então divide a série em dois períodos: clássico (até 1987) e revival moderno (a partir de 2005), destacando as diferenças de abordagem e produção.
  • 00:03:52Origem educativa da série e concepção da TARDIS — Patrícia detalha como a série foi concebida pelo produtor Sidney Newman como uma série educativa para crianças, com viagens no tempo para ensinar história. Explica que o Doutor viajaria em uma cabine de polícia (TARDIS) porque o orçamento não permitia efeitos especiais elaborados. Apesar do investimento inicial baixo e do contexto histórico desfavorável, a série se tornou um ícone cultural britânico e mundial.
  • 00:05:24Episódios perdidos e preservação da série — Os participantes discutem que muitos dos mais de 800 episódios estão perdidos porque a BBC não dava importância à preservação, regravando fitas ou descartando material. Recentemente, alguns episódios foram recuperados. A BBC oferece recompensas como um Dalek em tamanho real para quem encontrar episódios perdidos. A série foi exibida no Brasil de forma esporádica desde a década de 1970.
  • 00:06:47Spin-offs e derivados de Doctor Who — A conversa aborda os diversos spin-offs da franquia: Torchwood (série adulta com cenas fortes, onde o Doutor não pode aparecer), The Sarah Jane Adventures (série infantil com uma companion clássica, cancelada após a morte da atriz), e K-9 (série australiana para crianças). Discutem também as diferenças de público-alvo e qualidade entre essas produções derivadas.
  • 00:09:37Outras mídias e o especial global de 50 anos — Patrícia descreve a expansão de Doctor Who para outras mídias: quadrinhos (desde 1964), literatura (mais de mil títulos), e audiodramas (considerados canônicos pela BBC). O foco então se volta para o especial de 50 anos que seria transmitido em simulcast global no sábado seguinte. Ela relata como os fã-clubes brasileiros, começando com Porto Alegre, conseguiram expandir as exibições cinematográficas para mais de 38 salas em todo o país, além de Argentina e México.
  • 00:14:18Quem é o Doutor: Time Lords, Gallifrey e regeneração — Os participantes explicam que o Doutor é um Time Lord alienígena de Gallifrey, com a capacidade de regenerar-se quando próximo da morte, mudando completamente sua aparência e personalidade. A regeneração foi inventada na série clássica para substituir o ator William Hartnell, que tinha problemas de saúde. Esse mecanismo permitiu que a série continuasse por décadas com diferentes atores no papel principal.
  • 00:17:42A TARDIS: funcionamento e características — Discute-se a TARDIS (Time and Relative Dimensions in Space), a nave do Doutor que é maior por dentro e pode viajar por todo tempo e espaço. Explicam que o circuito camaleão (que permite mudar de forma) “quebrou” na primeira temporada, fixando a aparência de cabine de polícia azul por questões orçamentárias. A nave é movida pelo Olho da Harmonia, uma estrela em colapso criando um buraco negro.
  • 00:21:01Ciência em Doctor Who e referências acadêmicas — Jefferson menciona o físico Brian Cox, que participou de um especial explicando a ciência por trás da TARDIS. Juliana cita um artigo científico real chamado “The Progressive Acronal Retrograde Domains in Space Time” (cuja sigla é TARDIS), que explora conceitos de viagem no tempo com referências à série, incluindo ilustrações com Daleks e o Capitão Jack. Discute-se brevemente a sexualidade do personagem Capitão Jack.
  • 00:23:57O segredo do sucesso e longevidade da série — Os participantes debatem por que Doctor Who permanece popular há 50 anos, enquanto outras séries desaparecem. Eles atribuem o sucesso à versatilidade do conceito: cada regeneração permite uma série completamente nova, a TARDIS permite qualquer tipo de história no tempo e espaço, e o foco está em roteiros inteligentes mais do que em efeitos especiais. A série também inspira crianças para a ciência, como no caso de Brian Cox.
  • 00:30:53Futuro da série: diversidade e próximas encarnações — Discute-se a próxima regeneração para Peter Capaldi (mais velho que os Doutores recentes) e a possibilidade futura de um Doutor mulher, negro ou de outras etnias. Patrícia explica que, embora o showrunner Steven Moffat não seja contra a ideia, a BBC não está disposta no momento. No entanto, o cânone da série já estabelece que Time Lords podem regenerar em outro gênero, abrindo possibilidades futuras.
  • 00:34:17Doutores e episódios favoritos dos participantes — Cada participante compartilha seu Doutor favorito e episódios recomendados para iniciantes. Patrícia prefere o terceiro Doutor (John Pertwee) e indica “Vincent and the Doctor”. Juliana prefere o quarto (Tom Baker) e o décimo (David Tennant), indicando “Blink”. Jefferson brinca com o Doutor de uma paródia (Rowan Atkinson) e também recomenda “Blink” e “The Girl in the Fireplace”. Eles destacam o desenvolvimento de personagens ao longo da série.
  • 00:39:42Mensagem final humorística de Jorge sobre viagem no tempo — O episódio termina com uma mensagem pré-gravada de Jorge, outro participante que não pôde comparecer. Em um tom cômico que imita a série, ele explica que não pôde estar presente devido a um acidente com uma máquina do tempo, enviando a mensagem através de tecnologia taquiônica. Brinca com conceitos como “pontos fixos no tempo” e “coisas wibbly wobbly timey wimey”, fechando com uma referência a sua aparição anterior no Skeptics in the Pub.

Dados do Episódio

  • Podcast: Fronteiras da Ciência
  • Autor: Fronteiras da Ciência/IF-UFRGS
  • Categoria: Science
  • Publicado: 2013-11-25T15:00:00Z

Referências


Dados do Podcast


Transcrição

[00:00:00] Este é o programa Fronteiras da Ciência, da rádio da Universidade, onde discutiremos

[00:00:09] os limites entre o que é ciência e o que é mito.

[00:00:13] Esse é o Fronteiras da Ciência, gravado ao vivo durante o nono Skeptics in the Pub,

[00:00:18] ou Taverna Sética em Porto Alegre.

[00:00:21] Como é costume, o tema é diferente em cada realização, e nessa aproveitamos os 50

[00:00:26] anos da série inglesa Doctor Who, e convidamos a Patrícia Duarte, coordenadora do funk

[00:00:33] clube Uvians RS, a Juliana Palkovsky, estudante de física, e eu, Jeffrey Sorenson, do Instituto

[00:00:40] de Física.

[00:00:41] O Skeptics in the Pub começou na Inglaterra em 1999, em Londres, e depois se espalhou

[00:00:50] pelo mundo como várias coisas inglesas.

[00:00:52] Doctor Who é um exemplo, Círculos e Implantações de Trigo é outro exemplo.

[00:00:57] A diferença dos outros episódios, esse de hoje, ele é um pouco diferente porque a

[00:01:03] gente pode classificá-lo como um episódio uber nerd, o super nerd é pouco.

[00:01:11] Bom, o Jorge, embora eu tivesse desde o início planejado para ele falar, ele se lembrou

[00:01:17] de uma coisa que nós fizemos na semana passada, que ele está no Will Bywood, infelizmente

[00:01:21] ele não, e infelizmente também, hoje são os 50 anos do Doctor Who, se fosse os 50

[00:01:27] anos do Tócho, por exemplo, a gente podia ter uma stripper no lugar do Jorge, mas como

[00:01:32] esse é um evento família, o Doctor Who é lugar da família, a gente chamou a Juliana,

[00:01:40] a Juliana tinha borboleta, enfim.

[00:01:43] Bom, por que Doctor Who?

[00:01:46] Então, aqui tem meia dúzia que nunca ouviu falar na série de Eric, que são meus amigos,

[00:01:51] então eu vou explicar.

[00:01:53] Então, o Doctor Who está fazendo essa semana 50 anos desde o lançamento do primeiro episódio

[00:01:59] no sábado, são mais de 800 episódios até hoje, eu recomendo que vocês vejam em ordem

[00:02:05] desde o início.

[00:02:07] Para quem tem toque é necessário.

[00:02:10] E o Doctor Who então começou, o primeiro episódio foi ao ano de 23 de novembro de 63,

[00:02:17] ninguém deu muita bola no dia que passou, porque um dia antes o Kennedy foi assassinado,

[00:02:23] então eles tiveram que uma semana depois repassar o episódio.

[00:02:27] Vou começar falando na divisão que a série tem em dois grandes períodos, então, de

[00:02:33] grande.

[00:02:34] Patrícia vai nos explicar o que é a série clássica, o que é a versão mais recente.

[00:02:38] A série clássica foi até 1987, e aí a gente teve um período de ato enorme no total

[00:02:48] desde a série em si de 89 até 2005, e em 96 teve um filme produzido em parceria da

[00:02:58] BBC com a Fox, que o pessoal ainda reluta em aceitar, embora o Doutor seja, tenha entrado

[00:03:05] no cânon da série.

[00:03:07] Então nós temos uma diferença bem pontual entre a série nova e a série clássica,

[00:03:14] a série nova, que nasceu em 2005, que na verdade é um revival, porque ela é uma continuação,

[00:03:20] porém com um toque de modernidade, e ela já traz os traços de uma série de ficção

[00:03:26] científica do nosso tempo, ela tem uns efeitos especiais um pouco melhores.

[00:03:33] Tem aquela coisa do personagem ter um interesse romântico na série, o que eu não gosto,

[00:03:45] porque eu sou velha e eu gostava da série clássica.

[00:03:49] Mas tem esses elementos mais modernos.

[00:03:52] A série clássica, ela nasceu para ser uma série educativa.

[00:03:55] O Sidney Newman chegou para Verity Lambert, que aliás é a primeira produtora mulher

[00:04:01] da televisão, e disse, eu quero fazer uma série de ficção científica diferente.

[00:04:08] Eu quero que tenha um personagem, que ele viaje pelo tempo, eu também quero que ele

[00:04:12] viaje pela história, eu quero que ele ensine história para as crianças, eu quero que

[00:04:16] ele seja um doutor e eu não quero nada de coisas feias, eu quero que tenha monstros,

[00:04:22] mas eu não quero monstros horrorosos, que nem dessas ficções científicas que a gente vê.

[00:04:26] E ele vai viajar numa caixa de polícia, numa cabine de polícia que depois vai virar

[00:04:34] qualquer coisa que ele queira, que o orçamento não permitiu e a gente está 50 anos com a

[00:04:39] cabine de polícia.

[00:04:41] Todo mundo achou loucura, eles investiram muito pouco no primeiro episódio, como o

[00:04:45] Jefferson falou, quase ninguém viu porque o Kennedy tinha sido assassinado e ninguém

[00:04:50] ia dar bola para um cara maluco dentro de uma caixa azul com o presidente dos Estados

[00:04:55] Unidos, tendo sido assassinado.

[00:04:56] Mas já lá para cá muita coisa mudou e a série acabou virando um ícone da cultura

[00:05:01] não só britânica como mundial.

[00:05:03] A prova disso é que hoje a gente está aqui no Brasil comemorando os 50 anos da série.

[00:05:08] O que me espanta é que não tenha nenhum conspiracionista ainda que tenha juntado

[00:05:12] essas duas coisas.

[00:05:13] O Módulo Kennedy e o Mr. Doctor Who tem que ter orgulho.

[00:05:17] Bom, de todos esses 800 episódios que foram feitos até hoje, a gente pode ver todos eles?

[00:05:24] Não.

[00:05:25] A maioria, a maioria não.

[00:05:27] Vários deles estão perdidos.

[00:05:30] Foram recuperados agora 109?

[00:05:32] Não, foram recuperados 9.

[00:05:33] Eles foram perdidos por algumas razões.

[00:05:36] Uma delas é que a BBC não dava muita importância para a série, então às vezes eles precisavam

[00:05:42] de um rolo de filme e eles gravavam por cima de Doctor Who, ou eles estavam faltando

[00:05:47] espaço no almoço xarifado e eles botavam no lixo, queimavam, enfim.

[00:05:52] E hoje eles dão um Dalek, tamanho real, para quem conseguir qualquer episódio de

[00:05:57] Doctor Who.

[00:05:58] Então, cadam aí porque, inclusive, passou no Brasil, desde a década de 70, coisas aleatórias

[00:06:05] de Doctor Who ao longo da TV brasileira.

[00:06:07] Então, quem tiver aí do primeiro e do segundo Doutor.

[00:06:11] A Batista mencionou esse filme de 96, que o pessoal não aceitou muito bem.

[00:06:15] Existiu um segundo filme, que é um filme pornográfico também envolvendo o Dalek,

[00:06:19] que é muito mais acento.

[00:06:25] Doctor Who é uma série familiar.

[00:06:27] Como a Patrícia disse, ela foi feita inicialmente para ensinar as crianças, então a ideia é

[00:06:32] que as crianças pudessem ver junto com toda a família e depois pudessem ir para a cama

[00:06:36] e dormir.

[00:06:37] Então é uma série que tenta ter um final feliz, um final tranquilo, porque se tem uma

[00:06:43] coisa para as crianças que elas veem e depois não conseguem dormir, não serve muito.

[00:06:47] Mas existem essas outras, os spin-offs, os derivados da série?

[00:06:52] Então, o que vocês contassem um pouco, quais são e para quem são?

[00:06:56] Bom, entre os spin-offs a gente tem o Doctor Who Confidential, que foi cancelado.

[00:07:03] Agora, a BBC tem um probleminha, ela não cancela nada, ela deixa em reato.

[00:07:08] Eu vou deixar essa série aqui descansando.

[00:07:11] Doctor Who levou quase duas décadas.

[00:07:16] Tentartwood, Confidential, na verdade são os making-offs de como a série moderna foi produzida.

[00:07:22] Tentartwood, que eles pegaram um personagem que foi criado pelo Stephen Wolfitt, que todo

[00:07:27] mundo odeia, mas ama o Jack Harkness.

[00:07:30] Contradição.

[00:07:33] O Jack Harkness foi trabalhar num instituto criado pela rainha Elizabeth I para tratar

[00:07:40] dos assuntos de aliens.

[00:07:41] Essa história surgiu dentro de Doctor Who e eles acharam tão legal que eles resolveram

[00:07:46] expandir.

[00:07:47] Então, essa é uma série bem adulta, ela tem cenas bem fortes.

[00:07:51] E ela é tanto que o doutor, o personagem, o Doctor, ele não pode aparecer na série.

[00:07:57] Ele pode ser mencionado, mas ele não pode aparecer na série, porque realmente ela

[00:08:01] é uma série que tem um sexo e tem cenas mais fortes.

[00:08:05] E aí nós temos as séries para crianças, que é a The Sarah Jane Adventures e que é

[00:08:10] uma série derivada com uma companion que foi aqui mais tempo.

[00:08:14] Ela esteve com o doutor, ela passou por praticamente todos os doutores entre os áudios, livros,

[00:08:20] que é a Sarah Jane Smith.

[00:08:21] E a série estava muito bem, ela teve quatro temporadas e a atriz veio a falecer de câncer.

[00:08:26] Então, eles acharam por bem não continuar a série.

[00:08:29] Tem também uma série do Disney XD, que é a australiana chamada Kenai, que eles pegam

[00:08:36] o cachorro de lata do doutor e ele regenera bizarramente.

[00:08:41] Não tem nenhuma relação com a série, apenas com o personagem e o ator.

[00:08:45] Em um dos episódios da série clássica o Kenai regenera.

[00:08:50] Sim, mas não dessa maneira.

[00:08:53] Ele não regenera exatamente.

[00:08:57] É que o nome do episódio é Regeneration.

[00:09:03] E é uma série bem fraquinha, feita para crianças.

[00:09:06] Teve poucos episódios.

[00:09:08] E ainda tem o Kenai and Company, que esse foi uma grande judiaria, porque ele era tão

[00:09:13] ruim que era bom.

[00:09:14] Era com a Sarah Jane e com o Kenai, seria uma série bem tosquinha, sem nenhum tipo de

[00:09:21] efeito especial.

[00:09:22] Mas também não passou do piloto.

[00:09:24] Bom, Patricia, você pode comentar também os outros formatos, porque a série, a princípio

[00:09:29] era para televisão.

[00:09:31] Aqui outros formatos são divulgados.

[00:09:33] E já aproveita e fala também do formato do sábado.

[00:09:37] O que vai acontecer no sábado?

[00:09:41] Bom, mídias.

[00:09:42] Doctor Who, a partir de 1964, começou a se produzir outros materiais, outras mídias

[00:09:49] de Doctor Who.

[00:09:50] Porque se tornou realmente um fenômeno e as pessoas não estavam mais satisfeitas

[00:09:54] com somente aquele seriado de TV ao sábado.

[00:09:57] Então, eles começaram a produzir quadrinhos em 1964.

[00:10:01] A TV Comic publicava uma página de Doctor Who nas suas edições desde 1964.

[00:10:09] Depois passamos por várias outras revistas de coletâneas de quadrinhos, até que a Doctor

[00:10:14] Who Magazine, o primeiro passo dela, que era Doctor Who Weekly, foi criada.

[00:10:19] Na época do Tom Baker, que é o quarto doutor, que é o mais conhecido e é o do Cachicol.

[00:10:24] E aí, desde então, os quadrinhos continuam sendo produzidos.

[00:10:28] Então, são 50 anos de série, 49 anos de quadrinhos e 48 anos de literatura.

[00:10:35] Nós temos muito mais do que mil edições, mil títulos de livros de Doctor Who hoje

[00:10:43] no mercado.

[00:10:44] E tem os audiodramas também.

[00:10:46] Quando a série entrou em ato, o que hoje é conhecido como Big Finish e é considerado

[00:10:51] hoje canônico.

[00:10:52] A BBC oficializou que as audioaventuras que eles gravaram são parte do universo oficial

[00:11:00] de Doctor Who.

[00:11:01] Criou-se esse ato e alguns fãs começaram a gravar audioaventuras, inventando histórias.

[00:11:06] Com o tempo, atores que fizeram, os doutores e companhias, começaram a gravar também.

[00:11:11] Recentemente, inclusive, saiu um especial de 50 anos.

[00:11:15] Delight at the End, que são com os oito doutores clássicos.

[00:11:19] Outros atores fizeram os três primeiros que já faleceram e a gente teve um espetáculo

[00:11:25] interessante de áudio com oito doutores em cena.

[00:11:28] E no sábado vai acontecer uma coisa que a gente sabia que ia acontecer na Inglaterra,

[00:11:34] talvez nos Estados Unidos, mas que fosse chegar aqui…never.

[00:11:39] É um especial de 50 anos de Doctor Who, não só sendo transmitido.

[00:11:44] Essa é a parte que eu acho mais interessante, que a BBC fez questão quando eles entraram

[00:11:48] em contato com a gente, com os fã-clubs que eles cadastraram.

[00:11:51] Era que a ideia é que o evento fosse mágico, que pessoas ao mesmo tempo, em horários diferentes,

[00:11:59] em lugares diferentes, estivessem conectados.

[00:12:02] Então será um simulcast direto da BBC, de Wales, que vai ser transmitido pro mundo inteiro,

[00:12:09] sem cópias, nenhum cinema tem cópia.

[00:12:11] A BBC Brasil não tem cópia.

[00:12:14] E vai ser transmitido exatamente no nosso horário de Brasília 17h50, em todo o mundo,

[00:12:20] o especial de 75 minutos de Doctor Who.

[00:12:24] Aqui no Brasil, a gente tinha, primeiramente, a gente foi contatado e tínhamos conseguido…

[00:12:29] Eles tinham oferecido três salas no Brasil inteiro, que eram em São Paulo duas.

[00:12:34] Uma no Rio de Janeiro.

[00:12:35] Aí a gente conversou, mostrou os eventos que a gente fazia aqui no Sul,

[00:12:39] e a gente conseguiu uma salinha em Porto Alegre.

[00:12:41] Eles não acreditavam na gente, então eles botaram a nossa sala pra vender primeiro,

[00:12:46] porque eles pensaram, só pra eles não encherem o saco.

[00:12:49] A nossa sala esgotou em uma hora e meia.

[00:12:51] Aí eu entrei em contato.

[00:12:52] Isso aí é uma coisa legal da BBC, eles entraram em contato com a gente,

[00:12:56] mas eles realmente entram em contato.

[00:12:59] Então, é chat no Facebook, é telefone.

[00:13:01] Aí eu fui falar com o nosso contato, o Pedro, que é um mexicano da BBC Worldwide, engraçadíssimo.

[00:13:06] E ele disse, o que? O que passa? Porto Alegre? Você acabou? Você acabou?

[00:13:11] Aí ele, calma, calma.

[00:13:13] Aí começaram a correr e aí ele foi pedir ajuda pra todo mundo.

[00:13:16] Gente, diz pro cinema que não dá só três, quatro salas.

[00:13:19] E aí de lá pra cá a gente conseguiu mais de 38 salas.

[00:13:23] Agora estamos pra abrir mais ainda até sábado em todo o país,

[00:13:27] porque começamos com São Paulo, Rio, depois Porto Alegre,

[00:13:30] e agora a gente conseguiu no Nordeste, no Centro-Oeste, no Norte.

[00:13:34] A gente conseguiu também salas na Argentina e no México,

[00:13:37] ajudando o pessoal de lá com Twitter e coisas.

[00:13:40] O que nos levou ontem, inclusive, é fazer uma entrevista sobre direitos dos consumidores e internet.

[00:13:47] E é isso, assim, a gente tá vivendo um momento super mágico.

[00:13:51] E quem não conhece a história desse maluco alienígena de dois corações

[00:13:56] que viajam pelo tempo e pelo espaço,

[00:13:59] salvando pessoas, reescrevendo o universo, salvando mundos inteiros,

[00:14:04] eu recomendo, assim, dos 9 aos 90 é bem interessante.

[00:14:08] Bom, acho que agora a gente podia falar um pouco no C.A. do C.A.

[00:14:11] pra ver se já adiantou em algumas características físicas do doutor.

[00:14:18] Então eu queria que vocês fizessem um resumo de onde ele vem.

[00:14:23] Quem ele é, o que ele é, quem são os iguais a ele.

[00:14:27] Onde estão os iguais a ele?

[00:14:29] Ok, o The Doctor é um alienígena de Gallifrey.

[00:14:35] E ele é um Time Lord.

[00:14:39] E uma característica interessante dos Time Lords é que eles têm a capacidade de regeneração.

[00:14:46] Eles mudam a forma dele quando estão perto da morte.

[00:14:51] Ou porque sim.

[00:14:53] Ou porque sim.

[00:14:54] Just because.

[00:14:56] E isso foi porque o primeiro doutor, ele era muito velhinho,

[00:15:02] e a BBC não sabia como tirar ele, entendeu?

[00:15:07] E eles não queriam acabar com a série, entendeu?

[00:15:13] Não seja malvada, não foi pela idade dele, foi pela doença.

[00:15:17] Sim, é que ele era muito doente e eles não queriam que ele morresse.

[00:15:27] Pelo menos não na série, enquanto ele gravava.

[00:15:31] Aí eles estavam bolando ideias e uma ideia que eles tiveram é que tinha um ser mágico

[00:15:39] que iria transportar ele de um lugar para o outro e quando ele fosse transportado ele iria mudar de imagem, entendeu?

[00:15:48] E daí as pessoas não gostaram muito e a ideia foi crescendo e nasceu a ideia de regeneração.

[00:15:55] Que daí todas as células dele se mutam e ele muda de personalidade, de gostos, os quirks, né?

[00:16:06] De penteado.

[00:16:08] A roupa.

[00:16:10] Os gostos incluíam a roupa, né?

[00:16:13] É interessante dizer que a escolha do Patrick Troughton foi do próprio William Hartnell, ele que sugeriu o ator.

[00:16:20] E só para avisar, ele tinha artéria esclerose muito avançada e ele não conseguia mais decorar as falas.

[00:16:29] E embora ele não quisesse largar o papel, que no começo ele não queria aceitar,

[00:16:35] porque ele achou que era um seriado de criança e ele só fazia personagens do tipo boxeador e etc.

[00:16:43] E aí ele foi forçado, ele não tinha mais condições mesmo, eles chegavam a gravar a mesma cena 15 vezes e isso para BBC era impossível

[00:16:50] porque eles não tinham budget nem para um, nem filme que virava para 10.

[00:16:55] Naquela época se gravava em fita e fita é muito caro, então refazer uma cena como hoje que a gente apaga e grava.

[00:17:02] Uma pergunta difícil, pode caracterizar aonde se passa e quando se passa, sério?

[00:17:17] Em todos os universos.

[00:17:19] E everywhere, every time.

[00:17:22] Que permite o doutor de viajar por todos os cantos, os quatro cantos do universo, como a terra é um quadrado.

[00:17:34] E por qualquer instante no tempo é essa nave que comentou que é a TARDIS que significa

[00:17:42] Time and Relative Dimensions in Space.

[00:17:45] Se o Jorge estivesse aqui a gente não estaria falando em TARDIS, a gente estaria falando em TEDERI ou alguma coisa assim, ninguém saberia do que citar.

[00:17:53] Quando a TV Cultura começou a passar a gente ficava fazendo essas brincadeiras de tentar mudar o nome.

[00:18:01] Então como ela comentou, a nave assume vários formatos, inclusive o formato humano.

[00:18:08] E o que permite então que o doutor e seu companheiro viajem por todos os cantos.

[00:18:15] Então pode nos contar um pouco a história da nave.

[00:18:20] Bom, a raça do doutor, os senhores do tempo, eles dominam a viagem no tempo e no espaço.

[00:18:29] Então eles têm cápsulas que são TARDIS na verdade no começo, hoje se fala em TARDIS para qualquer coisa.

[00:18:35] Se vê um trailer ou qualquer coisa relacionada com o planeta natal dele, Gallifrey, vai se ver as pessoas falando TARDIS, mas nem sempre foi assim.

[00:18:44] A história conta que a neta do doutor, que é a primeira companheira dele de viagem, a Susan, inventou o nome.

[00:18:52] Ela não é chata, ela só é um personagem da década de 60, é complicado né?

[00:19:00] É uma mulher na década de 60 na TV britânica.

[00:19:04] Mas, enfim, pelo menos ela era alienígena.

[00:19:08] E aí ela inventou o nome, mas eles chamam em Gallifrey de cápsulas, cápsulas temporais.

[00:19:16] E elas têm um formato padrão, que é um cilindro, e eles têm um circuito, o circuito camaleão.

[00:19:24] Na verdade esse circuito foi inventado porque faltou orçamento para mudar o modelo.

[00:19:30] E eles inventaram com esse circuito, o camaleão da nave tinha quebrado.

[00:19:34] E aí com o tempo o doutor se afeiçoou, inclusive no sexto o doutor resolveu consertar e virou um órgão, virou uma penteadeira.

[00:19:44] E ele desistiu e voltou para a caixa azul, como o último doutor costuma falar.

[00:19:52] Ela é na verdade o que faz essa nave se mover, ela é transcendental, ela é muito maior por dentro.

[00:20:01] E quando eu digo maior por dentro é com direito à piscina, dos andares, biblioteca maior do que a biblioteca do Rio de Janeiro.

[00:20:08] Para quem nunca viu a TARDIS é essa cabine dos meus seis amigos que não conhecem.

[00:20:14] E o que move a TARDIS é o Olho da Harmonia, que é uma estrela sempre em vias de se extinguir,

[00:20:23] criando um buraco negro, é isso que mantém a nave e possibilita todas.

[00:20:28] Inclusive tem um especial agora que foi lançado de 50 anos com o Brian Cox,

[00:20:32] explicando o funcionamento do Olho da Harmonia na TARDIS, que é bem interessante,

[00:20:39] ele conseguiu fazer algumas coisas parecerem impossíveis.

[00:20:43] Para quem não sabe o Brian Cox é um físico inglês, a especialidade dele é físico de partículas.

[00:20:49] Ele também ficou famoso porque ele é novo, tem uma banda de rock e é físico, fala de coisas.

[00:20:56] Ele fala sobre quais aspectos os Dr. Who são possíveis, não são possíveis.

[00:21:01] Talvez o mais fascinante deles é a viagem no tempo, as questões da relatividade não impedem em princípio que a viagem no tempo corra.

[00:21:11] A Juliana me chamou a atenção, essa semana com um artigo que se chamava

[00:21:15] The Progressive Acronal Retrograde Domains in Space Time, que também se abrevia como TARDIS.

[00:21:24] É um artigo de física, sério, que é onde eles exploram um pouco isso de cultura pública.

[00:21:29] E ao mesmo tempo eles colocaram um segundo artigo que é The Blue Box White Paper,

[00:21:34] onde eles explicam para o público leigo do que se trata.

[00:21:39] E esse artigo, eu tenho aqui uma cópia, ele é cheio de ilustrações, e nas ilustrações aparecem Daleks, aparecem Captain Jack,

[00:21:49] tem até frases ambíguas, quando eles têm um exemplo onde aparece o Captain Jack atirando nos Daleks,

[00:22:00] e aí aparece o Capitão Jack, ele fala que a bala que ele vai atirar não vai atingir o Dalek,

[00:22:09] no matter how awesome his gun is.

[00:22:14] Não tem essas frases, amigos, falando da arma do Capitão Jack.

[00:22:18] Como a Patrícia disse, esse personagem pansexual…

[00:22:22] Homem, homi-sexual.

[00:22:24] Pansexual, é a mesma coisa que pansexual?

[00:22:26] Não.

[00:22:27] Tá bom.

[00:22:29] Os detalhes técnicos sobre a sexualidade do Capitão Jack, vocês podem discutir com elas.

[00:22:34] Talvez a pergunta mais importante, ou mais relevante, é para as pessoas que…

[00:22:39] Por favor.

[00:22:40] O que a Jackie quer dizer é que a pergunta que todo fã da série gostaria de saber é…

[00:22:45] Quem? Qual é o nome dele?

[00:22:48] Claro, qual é o nome dele?

[00:22:50] Please.

[00:22:53] Sem Uber Nerd, sem Uber Nerd.

[00:22:55] A gente sabe, mas a gente não vai contar.

[00:22:58] Ele me pediu para não dizer.

[00:23:00] Talvez são dos grandes mistérios também da série.

[00:23:03] Mas a pergunta que eu acho que é de interesse, até das pessoas que não conhecem o nome,

[00:23:07] é só aquelas pessoas que já viram dos 800, 800, 800.

[00:23:11] Os que estão disponíveis para assistir, sim.

[00:23:16] Inclusive os episódios perdidos, eles foram reconstruídos porque tinha.

[00:23:22] Então eles tinham fotos, tinham alguns áudio, então vocês podem ouvir,

[00:23:27] vendo cenas e cenas estáticas quando a gente tinha.

[00:23:31] E agora estão sendo substituídos por esses episódios que estão sendo encontrados.

[00:23:35] Mas a pergunta é, como uma série?

[00:23:38] Porque a gente está acostumado a ver séries desaparecerem depois de dois, três anos.

[00:23:42] Ou se fazem mais sucesso, ou Friends, sei lá, dos 12, 13 anos.

[00:23:47] Quantas?

[00:23:48] Dez.

[00:23:50] É difícil falar com especialistas em tudo, Guilherme.

[00:23:55] Qual é o segredo do sucesso?

[00:23:57] Por que vocês acham que a série consegue permanecer 50 anos?

[00:24:02] Por que faz tanto sucesso e que as pessoas não se cansam?

[00:24:05] Eu acho que a gente não é especialista, eu acho que a gente é apaixonado.

[00:24:08] Tem muita gente aqui que também é.

[00:24:10] Aliás, é complicado ser especialista num negócio que tem 50 anos e um monte de bifurcações.

[00:24:16] A gente que é físico, que trabalha com teorias, que tem 300, 400 anos.

[00:24:20] Pois é, mas não é TV.

[00:24:25] TV é muito mais complexo.

[00:24:28] Certamente não é TV.

[00:24:34] Bom, eu acho que o segredo de Dr. Mu é justamente essa mescla,

[00:24:39] essa coisa descompromissada de ter ciência envolvida,

[00:24:43] mas nem sempre ser uma ciência válida ou qualquer coisa do gênero,

[00:24:47] mas inspirar crianças.

[00:24:49] O próprio Brian Cox sempre disse que ele resolveu ir para a área de ciências

[00:24:54] porque ele via Dr. Wu e ele achava aquilo incrível.

[00:24:57] Ele se decepcionou um pouco em ver que não era bem assim,

[00:25:01] mas foi um ponto de partida para ele.

[00:25:04] E a série, hoje a gente está indo para a 12ª Regeneração do Doutor.

[00:25:10] Todos absolutamente diferentes do Doutor.

[00:25:14] Não, querida, é a 12ª Encarnação 12.

[00:25:18] Desculpa, se são 12 Doutores, são 11 Regenerações?

[00:25:21] É, mas…

[00:25:24] Encarnações.

[00:25:25] Estamos indo para a 12ª Encarnação do Doutor.

[00:25:30] Pode ser assim?

[00:25:36] Já que ele falou, essa 13ª apareceu num episódio, num arco perdido do 6º Doutor

[00:25:45] como uma Encarnação do Mal do Doutor.

[00:25:48] Aqueles roteiros assim, a gente não tem escrever, vamos escrever isso,

[00:25:53] foi o Doutor que foi mais…

[00:25:55] Eu estava falando do Our Doctor.

[00:25:57] Tá, mas esse não conta ainda.

[00:26:00] Não é o Doutor.

[00:26:01] Enfim, deixa eu não perder a objetividade.

[00:26:06] Um dos segredos de Dr. Wu é isso.

[00:26:09] Cada Encarnação nova é uma série completamente diferente.

[00:26:14] E isso foi uma sacada de mestre deles

[00:26:16] do que simplesmente pegar um outro ator, colocar uma peruca

[00:26:19] e mandar fazer a mesma coisa que o anterior tinha feito

[00:26:22] como se nada tivesse acontecido.

[00:26:24] Essa criação da Regeneração a nível celular

[00:26:27] permitiu que cada ator que entrasse no papel e isso,

[00:26:30] todos os produtores sempre foram muito abertos.

[00:26:33] Faz o teu Doutor, inventa a tua personalidade e cria.

[00:26:38] Então, hoje em dia até os próprios atores escolhem inclusive

[00:26:42] as roupas que eles vão vestir e os bordões que eles usam.

[00:26:46] Antigamente havia pessoas que desenhavam os figurinos

[00:26:51] como do sexto Doutor, que tem cor até dentro da orelha,

[00:26:56] mas cada um deles é completamente diferente do outro.

[00:27:01] E cada escritor que entra para contribuir com alguma coisa da série

[00:27:05] ou efã desde pequenininho e ficava atrás do sofá

[00:27:09] enquanto os Daleks apareciam,

[00:27:11] ou se tornou fã de trabalhar naquele ambiente onde pelo menos

[00:27:16] 50% das pessoas que estão ali são fãs.

[00:27:19] Até as coisas mais idiotas como um monstro enorme,

[00:27:23] gordo imenso que rouba a pele das pessoas e fica lá dentro compactado

[00:27:29] porque ele ainda assim é muito grande e peida o tempo inteiro,

[00:27:32] solta pum o tempo inteiro e morre com vinagre, se torna divertido.

[00:27:37] Então o Doutor tem muito disto em episódios assustadores,

[00:27:40] como no caso dos episódios com os Weeping Angels,

[00:27:44] que é um monstro que quando você olha para ele, ele vira pedra,

[00:27:48] ele é quantum locked, em pedra.

[00:27:51] Quando você pisca, a tua morte simplesmente rouba os anos

[00:27:56] que te restam da tua vida e te manda para o passado.

[00:27:59] Sem spoilers.

[00:28:00] Não, mas isso é…

[00:28:01] Não, eu tenho os meus seis amigos.

[00:28:03] Já passou, não é spoiler.

[00:28:06] É de 2000 e… bom, enfim.

[00:28:09] É uma pequena amostra do que pode acontecer.

[00:28:12] Os Daleks são simpáticos saleiros, com o batedor de macarrão

[00:28:17] e de massa e o desentupidor de via.

[00:28:21] Os Daleks não são spoilers.

[00:28:23] É, eles são.

[00:28:24] E mesmo assim, eles chegam ao ponto de ser, às vezes, completamente assustadores,

[00:28:29] apesar de a gente olhar e não acreditar nisso.

[00:28:32] Mas eu acho que o segredo fundamental de Doutor Weeping

[00:28:35] é ser a mudança.

[00:28:36] São plotes impensáveis e mentes malucas fazendo série há 50 anos.

[00:28:42] Inclusive o Doudou’s Adams, para quem curte o Guia do Mochileiro,

[00:28:46] os dois primeiros foram escritos enquanto ele era funcionário do set de Doctor Who.

[00:28:51] No oitavo esquema que a gente fez sobre o Doudou’s Adams,

[00:28:54] a gente comentou que ele escreveu um roteiro, acho que, de dois ou três artes.

[00:28:59] Isso.

[00:29:00] Bom, eu acho que uma das razões do sucesso é essa versatilidade que eles têm.

[00:29:07] O fato de que, a cada regeneração, a gente vai ter a liberdade de trocar tudo.

[00:29:13] O seriado, ele se auto-rebobina automaticamente.

[00:29:17] Não é como as séries clássicas, como Star Trek, que eles precisam inventar uma maneira de rei,

[00:29:24] de fazer um reboot automático.

[00:29:26] O Doctor Who tem isso embutido já no seu mecanismo.

[00:29:30] E a possibilidade da Tades de viajar por todo o espaço, todo o tempo,

[00:29:34] permite o roteiro que vocês quiserem imaginar.

[00:29:38] E, na verdade, o ponto forte da série é o roteiro.

[00:29:43] Não é um seriado feito de explosões, perseguições…

[00:29:46] Não. Nem tem dinheiro para isso.

[00:29:49] Um pouco tem perseguições em corredores, em geral é todo mundo correndo a pé.

[00:29:56] É, estátuas perseguindo as pessoas.

[00:30:00] Então, um pouco tem, mas o forte é esse roteiro super intrincado,

[00:30:06] que, em geral, se resolve bem, as crianças poderem dormir no final.

[00:30:13] Voltando um pouco ainda ao tema da regeneração.

[00:30:16] Então, a gente sabe que o doutor vai morrer no final do ano.

[00:30:20] Em um episódio de Natal.

[00:30:22] Quê?

[00:30:23] Mas, o quê?

[00:30:28] Então, já se sabe quem vai ser o próximo.

[00:30:32] Quem?

[00:30:33] O próximo doutor, que eu amo, é o Peter Capaldi.

[00:30:37] Ele vai quebrar uma série de doutores mais jovens.

[00:30:45] Quase adolescente.

[00:30:48] E toda essa que acontece com a regeneração se abre a discussão.

[00:30:53] Como a Jacque disse, quando é que nós vamos ter um doutor rurico?

[00:30:59] Quando é que nós vamos ter um doutor de outro gênero, mulher?

[00:31:02] Quando é que a gente vai ter um doutor negro?

[00:31:04] Quando é que a gente vai ter um doutor gaúcho?

[00:31:07] Se todos os planetas têm um norte, eles têm que ter um sur também, né?

[00:31:22] Claro.

[00:31:23] O próprio Wolfgang, que tem um doutor, se justifica dizendo que, bom,

[00:31:29] uma mudança de ter um doutor negro poderia ser, não é o caso do próximo,

[00:31:35] seria uma coisa de se pensar.

[00:31:37] Mas ele acha muito improvável, pelo menos no futuro imediato, que seja mulher.

[00:31:42] E a desculpa dele é que as mulheres não querem isso.

[00:31:49] As mulheres querem ainda um doutor, homem, etc.

[00:31:52] Isso é uma ufa no nosso reino.

[00:31:55] Então, o que se sabe sobre o futuro da série?

[00:31:59] Existem especulações, vão ter outros spin-offs.

[00:32:04] Vamos ver o que vai acontecer nos próximos anos, antes dos 100 anos da série.

[00:32:09] A gente vai botar aqui comemorado.

[00:32:12] Bom, como falaste antes, o Moffat, particularmente, não que ele seja contra uma doutora,

[00:32:22] que seja claro, é que o problema é que, assim, isso eu sempre falo,

[00:32:27] o Moffat é o produtor, é o heavy writer, é o showrunner, mas ele não é a BBC.

[00:32:34] No final das contas, quem manda na história, quem corta e quem diz que sim,

[00:32:39] é o resto do pessoal que manda na equipe de drama da BBC 1.

[00:32:44] E eles não estão dispostos, no momento, a ter uma mulher.

[00:32:48] E, na minha opinião, eu acho que com o Moffat não deveria ter mesmo.

[00:32:53] Porque ele ia ser uma mulher caricata demais, overpowered demais,

[00:32:58] que nem ele fez a River, não vou entrar em detalhes,

[00:33:01] tem gente que gosta e não gosta, mas enfim.

[00:33:03] Eu acho, quando eles anunciaram antes de anunciar o Capaldi,

[00:33:07] eu estava torcendo muito para um doutor negro,

[00:33:10] que é uma demanda que já vem de muitos e muitos anos em Doctor Who,

[00:33:14] sair daquela coisa do homem branco, e aí ele foi rejuvenescendo,

[00:33:18] mas eu fiquei assim, poderia ser bem pior, então eu fiquei muito satisfeita com o Capaldi ter assumido,

[00:33:23] que é um escocês que vai manter o sotaque, que tem 55 anos de idade

[00:33:29] contra os 26 do MET quando entrou, que é o último doutor.

[00:33:34] Então assim, infelizmente os passos são pequenos, mas eu acho assim,

[00:33:38] que nos próximos anos vai haver mais uma mudança de etnia,

[00:33:43] e aí depois possivelmente a gente veja uma regeneração em mulher,

[00:33:48] já que ela já entrou para o canon da série, isso não havia na série,

[00:33:54] os timelords trocarem sexo, e isso foi entrando em prosa, em literatura, em áudio,

[00:34:00] até que agora entrou no canon da série, então é possível na série de TV,

[00:34:05] oficialmente, que um timelord regenere em mulher, ou vice-versa, no caso.

[00:34:13] Eu queria que vocês dissessem qual é o doutor preferido de cada um,

[00:34:17] e qual é o episódio que vocês ou mais gostam, ou que indicaem para a pessoa.

[00:34:23] O meu doutor favorito é o terceiro doutor da série clássica, que é o John Pertwee,

[00:34:29] que eu acho que ele teve uma das missões mais difíceis numa série de ficção científica

[00:34:37] em que se viaja pelo tempo e pelo espaço.

[00:34:40] Não viajar pelo tempo e pelo espaço e ficar preso na terra por falta de orçamento.

[00:34:46] Eles usaram a desculpa de que ele tinha se desilado na terra do século XX,

[00:34:51] e mesmo assim ele fez um doutor brilhante, assim, meio James Bond,

[00:34:55] na faixa preta em Aikido Venusiano, então era bem interessante.

[00:35:00] Foi na época dele que nasceu o grande Nemesis, o doutor que também era um grande amigo dele,

[00:35:05] que é o Master, o Mestre.

[00:35:09] E o meu episódio favorito, eu vou colocar um da série nova,

[00:35:13] o meu favorito da série nova, porque a série clássica é mais complicada do pessoal começar a assistir,

[00:35:18] é Vincent and the Doctor.

[00:35:23] É um episódio em que o 11º doutor, o do Matt Smith, conhece Vincent Van Gogh.

[00:35:34] Eles tomam uma exposição no Louvre e aí eles veem a necessidade de ir até o Van Gogh.

[00:35:40] É um dos episódios mais emocionantes da série inteira.

[00:35:45] Eu assisti esses dias e chorei até.

[00:35:49] Eu choro também.

[00:35:51] Chorei muito.

[00:35:56] Ah, tá, eu tava chorando. Obrigada.

[00:36:01] É o teu também, né? Menos o doutor.

[00:36:04] Eu só concordo com a Patrícia em uma coisa, que é no episódio referido.

[00:36:10] Agora, eu sou muito clichê nas minhas escolhas de doutora.

[00:36:16] É sinônimo.

[00:36:18] David tendo um clichê.

[00:36:21] Da série clássica, o meu doutor preferido, que eu assisti mais aventuras, que eu tive mais contato,

[00:36:26] foi o Tom Baker, que é o quarto.

[00:36:30] Mas ele é legal.

[00:36:31] E da série nova, o meu preferido é o Tennant e ele continua sendo meu preferido.

[00:36:41] Um episódio que eu indico para começar, que a gente já passou inclusive na física para o povo assistir,

[00:36:51] foi Blink, que é, vamos dizer, é um Dr. Light.

[00:36:57] Não aparece muito do doutor, mas aparece tipo os monstros, aparece essa interação do espaço-tempo,

[00:37:05] o Willy Oble, realmente vem o termo Willy Oble Time Wime.

[00:37:10] É muito bom.

[00:37:12] Também tem que escolher um, né?

[00:37:14] Então, o meu doutor preferido é o Roland Atkinson,

[00:37:18] também conhecido como Mr. B.

[00:37:20] Muito bom.

[00:37:22] Então, teve um…

[00:37:28] Que na verdade não é um dos doutores oficiais, mas foi um…

[00:37:30] Do quê não? Não é do quê não?

[00:37:32] É um episódio que eu recomendo, não lembro como se chamava esse episódio.

[00:37:37] Curse of the Fatal Death.

[00:37:41] É a maldição da morte fatal.

[00:37:45] Que nesse episódio tem uma meia dúzia de regeneração que eles passam.

[00:37:49] Não vou contar o que acontece.

[00:37:51] Spoiler.

[00:37:53] E entre os episódios favoritos, eu conheço pouco da série clássica,

[00:37:58] até uma das razões com ela está em uma GQ que eu conheço pouco da série.

[00:38:03] Mas eu acho que o Blink é um dos meus preferidos, o Van Gogh também.

[00:38:08] E vocês vão me ajudar com o nome exato, mas acho que é The Lady in the Fireplace, algo assim.

[00:38:15] The Girl in the Fireplace.

[00:38:17] Foi eleito o melhor episódio de toda a história.

[00:38:20] É, esse é o meu episódio muito bom.

[00:38:22] Depois é Blink.

[00:38:25] Eu acho que uma das coisas também interessantes do seriado é que com oitocentos episódios

[00:38:32] se conseguiu desenvolver os personagens bastante bem.

[00:38:36] Então, a diferença de várias séries, a personalidade do doutor apesar dela mudar

[00:38:43] fissofrenicamente a cada regeneração tem uma certa continuidade.

[00:38:48] Ele mantém a sua memória, ele mantém vários tiques nervosos

[00:38:53] e as maneiras de se comportar.

[00:38:56] Bom, pelo menos para quem já viu os oitocentos episódios duas vezes

[00:39:00] em ordem alfabética, em ordem tecnológica.

[00:39:03] Agora eu já estou mais relaxada, eu já posso ver os arcos assim.

[00:39:07] Então, os personagens eles são bem construídos.

[00:39:09] Isso também é uma característica do seriado zionês em comparação com os seriados americanos

[00:39:14] que se fazem mais em explosões e coisas do jeito.

[00:39:17] Então, acho que esse é um seriado apesar de antigo, menor e velho.

[00:39:23] Então, eu recomendo fortemente.

[00:39:25] E recomendo que vocês, para quem vocês seis que nunca viram,

[00:39:29] que comecem por algum desses que a gente mencionou.

[00:39:33] Pode ser o do Mr. Blink também.

[00:39:36] É engraçado.

[00:39:38] Embora o Jorge que tivesse inicialmente programado para participar também,

[00:39:42] ele teve um pequeno imprevisto temporal

[00:39:46] e mandou essa mensagem pós gravada,

[00:39:49] que no dia a gente tocou, mas a qualidade não ficou muito boa.

[00:39:52] Então, a gente resolveu colocar aqui no final a versão original,

[00:39:56] onde vocês não vão ter o feedback do público.

[00:40:01] Então, eu acho que é muito bom.

[00:40:03] Alô?

[00:40:04] Alô?

[00:40:05] Alô?

[00:40:06] Alô?

[00:40:07] Alô?

[00:40:08] Estão me ouvindo?

[00:40:09] Ah, agora estão me ouvindo.

[00:40:10] Essas transmissões taquíonicas são indigencionais.

[00:40:13] Tinta a tecnologia arcturiana da era pzim.

[00:40:18] Espera aí.

[00:40:19] Ah, agora sim.

[00:40:20] Agora sim.

[00:40:21] Agora sim.

[00:40:22] Agora sim.

[00:40:23] Agora sim.

[00:40:24] Agora sim.

[00:40:25] Agora sim.

[00:40:26] Agora sim.

[00:40:27] Agora sim.

[00:40:29] Espera aí.

[00:40:30] Ah, agora sim.

[00:40:33] Eu sei que vocês estão me ouvindo porque o Jefferson me contou

[00:40:36] que tocou essa gravação quando nos encontramos na semana que vem,

[00:40:39] mas eles e vocês estão me escutando pela primeira vez, certo?

[00:40:42] Ah, eu não disse?

[00:40:44] Lamento não ter podido estar presente.

[00:40:46] Estava chegando pelas 7 horas, como combinado com o Jefferson,

[00:40:49] mas houve um acidente envolvendo a bateria do meu guia do mochileiro,

[00:40:53] um pote de creme protetor gama

[00:40:55] e uma máquina de tempo de segunda mão,

[00:40:57] que era do meu vizinho, o trafamoriano.

[00:40:59] Bom, eu fui apanhado por uma refasagem graviquântica da classe A3C,

[00:41:03] que acabei transportado por o dia 27 de dezembro de 2547.

[00:41:08] É, é uma quarta-feira.

[00:41:10] Bem chato, aliás, de chuva nessa área aqui das ruínas semi-submersas do Bonfim.

[00:41:15] O Jefferson não deveria estar falando nisso.

[00:41:17] Ah, bem, essa data não tem nada demais,

[00:41:20] mas como ela está blindada temporalmente após os bombardeios psíonicos da Terceira Guerra Dravidística,

[00:41:25] ela se transformou em um daqueles pontos fixos do tempo.

[00:41:28] Você já deve ter ouvido falar nisso.

[00:41:30] Então, o problema é que eu não tenho como voltar exatamente para essa data local que vocês estão,

[00:41:35] senão eu estaria entrando na sala exatamente agora.

[00:41:39] Ah, eu não estou entrando na sala agora, né?

[00:41:43] Espera aí, deixa eu tentar aqui.

[00:41:49] Não, não deve estar, não.

[00:41:51] Muito bem.

[00:41:52] Pois é, então, eu acabei voltando depois, claro.

[00:41:55] A única alternativa que me ressou foi essa.

[00:41:57] Foi enviar essa mensagem taquíônica,

[00:41:59] que, porém, devido à tecnologia ruim e ao ruído quântico,

[00:42:03] é um processo muito inexato.

[00:42:05] Só uma terceira tentativa que eu consegui postar essa gravação na internet da época de vocês

[00:42:09] e chegar no Jefferson.

[00:42:12] As tentativas anteriores não deram certo.

[00:42:15] Por exemplo, as tentativas estão gravadas.

[00:42:18] Estão gravadas.

[00:42:19] A primeira delas ficou gravada no disco de uma câmera digital

[00:42:22] que está escondida no sepulcro de um pregador SN,

[00:42:25] executado no Oriente Médio lá pelo ano 27, 28 da nossa era,

[00:42:29] que, aliás, ainda não foi descoberto,

[00:42:31] e no cilindro Blue Emberal,

[00:42:33] de cera gravado como ruído de fundo de um canto irlandês,

[00:42:37] que foi gravado em 1883, por sinal,

[00:42:40] mas que, infelizmente, acabou derretido no incêndio de 1915 na Filadélfia,

[00:42:44] e provavelmente vocês jamais vão encontrar.

[00:42:47] Não tem o que ficar explicando essas coisinhas.

[00:42:49] São os seus detalhes muito wibbly, wobbly, timey, wimey.

[00:42:53] Bom, vocês não sabem, mas um grande evento aconteceu

[00:42:57] durante essa gravação, essa sessão da taberna cética,

[00:43:02] porque, enquanto vocês me escutam, a terra foi sacudida por um terremoto intercordal pentadimensional.

[00:43:07] Verdade.

[00:43:08] Vocês sentiram alguma coisa?

[00:43:10] Não, vocês não vão sentir nada.

[00:43:12] A sensação é parecida com um estofamento,

[00:43:14] aquela sensação de preenchimento pela comida gostosa do midibar.

[00:43:18] Porém, esse tipo de fenômeno transtemporal é bem ruim,

[00:43:21] ele embaralha os dias da semana em outra ordem,

[00:43:24] que, aliás, causa muitos incômodos, especialmente de ordem trabalhista.

[00:43:28] Mas não se preocupem.

[00:43:30] A frota temporal do comandante Rastarcherã já está na área,

[00:43:33] já providenciou o conserto do problema,

[00:43:35] que, infelizmente, só se restringe a essa parte do sistema solar.

[00:43:38] Vocês nem vão notar a diferença.

[00:43:40] Todas as medidas foram tomadas para que os demais dias da semana

[00:43:43] transcorram normalmente, inclusive na ordem correta.

[00:43:46] Bom, minha bateria já está acabando, de novo.

[00:43:51] Então espero que vocês gostem, embora eu já tenha sabido que gostaram,

[00:43:55] dessa conversa do gesto da Patrícia sobre mim.

[00:43:58] Sim, isso mesmo.

[00:44:00] Eu já estive pessoalmente aí na taberna cética no ano passado.

[00:44:03] Eu estava falando sobre o OVNES com o amigo blogueiro e desenganador Kentaro Mori.

[00:44:08] Foi bem divertido.

[00:44:10] Mas, como a minha mais recente regeneração

[00:44:12] tomou a forma de um gordo barbudo e suareto,

[00:44:14] o pessoal achou que eu era o Jô Suárez.

[00:44:17] Foi constrangedor.

[00:44:19] Bom, é o que dá para fazer.

[00:44:22] Então, pessoal, nos vemos no sábado.

[00:44:24] Alô, Z!

[00:44:26] Alô.

[00:44:28] Bom, se agradar de tudo isso que o Jorge disse,

[00:44:31] daqui a pouco vai aparecer o transnega pelado.

[00:44:35] Esse foi o Fronteiras da Ciência de hoje,

[00:44:38] gravado ao vivo durante o nono Skeptics in the Pub em Porto Alegre.

[00:44:43] O tema foi Doctor Who, 50 anos da série.

[00:44:47] Skeptics in the Pub é uma colaboração do Coletivo Ácido Sético

[00:44:51] e da Liga Humanista do Brasil.

[00:44:54] E hoje contou com a presença da Patrícia Duarte,

[00:44:57] coordenadora do fã clube Uvians RS,

[00:45:01] da Juliana Paukowski, estudante de Física,

[00:45:04] e eu, Jefferson Sorenson, do Instituto de Física da URGES.