Kubrick, o homem na Lua e as conspirações


Resumo

Este episódio do Fronteiras da Ciência, gravado ao vivo na Universidade Federal de Pelotas, aborda a figura do cineasta Stanley Kubrick e sua suposta conexão com uma das teorias conspiratórias mais persistentes: a de que a chegada do homem à Lua teria sido uma farsa filmada por ele. Os participantes apresentam um panorama da carreira de Kubrick, destacando filmes como ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’ e ‘Dr. Fantástico’, e discutem como o perfeccionismo e o realismo de suas obras alimentaram especulações.

A discussão central gira em torno da teoria de que a NASA, com a ajuda de Kubrick, teria forjado as imagens do pouso lunar em 1969. Os participantes examinam detalhadamente os argumentos dos conspiracionistas, como sombras inconsistentes, a bandeira tremulando e a ausência de estrelas nas fotos, oferecendo explicações científicas para cada um desses fenômenos com base na física e nas condições lunares.

Além das evidências técnicas, o programa aborda a implausibilidade logística de uma conspiração que envolveria centenas de milhares de pessoas, a falta de vazamentos ao longo de décadas e as provas materiais, como as rochas lunares e os refletores a laser deixados na superfície. A conversa também cita a resposta emblemática do astronauta Buzz Aldrin, que deu um soco em um teórico da conspiração que o acusava de participar da farsa.

O episódio expande o debate para outras teorias conspiratórias, como as que negam o aquecimento global, as que acusam vacinas de causar autismo ou as que envolvem flúor na água. Os participantes analisam os mecanismos psicológicos que levam as pessoas a abraçar essas ideias, como a necessidade de ordem e controle em um mundo incerto, e alertam para os perigos reais que algumas dessas crenças podem representar para a saúde pública e o engajamento social.

Por fim, é feita uma distinção entre teorias conspiratórias infundadas e conspirações reais (como Watergate), que tendem a ser menores e mais localizadas. O programa conclui reforçando a importância do pensamento crítico e da avaliação das evidências, incentivando os ouvintes a questionar de forma saudável, mas sem descambar para a desconfiança paranoica.


Indicações

Documentaries

  • Stanley Kubrick: A Life in Pictures — Documentário mencionado que explora a vida e a carreira do cineasta, incluindo entrevistas com colaboradores.
  • Room 237 — Documentário citado que compila diversas interpretações conspiratórias e simbólicas encontradas por fãs no filme ‘O Iluminado’ de Kubrick.

Films

  • 2001: Uma Odisseia no Espaço — Filme de Stanley Kubrick amplamente discutido, considerado revolucionário por seus efeitos especiais e realismo científico, e central para a teoria conspiratória lunar.
  • Dr. Fantástico (Dr. Strangelove) — Comédia satírica de Kubrick sobre a Guerra Fria e a ameaça nuclear, mencionada como exemplo de seu trabalho.
  • Capricorn One — Filme de ficção científica de 1978 que retrata uma missão tripulada a Marte forjada em estúdio, citado como influência nas teorias conspiratórias lunares.

People

  • Buzz Aldrin — Astronauta da Apollo 11 mencionado por ter dado um soco em um teórico da conspiração que o acusava de participar de uma farsa lunar.

Linha do Tempo

  • 00:00:00Introdução ao programa e apresentação do tema — Os apresentadores anunciam que o episódio será sobre Stanley Kubrick, a teoria conspiratória de que ele filmou a chegada do homem à Lua e uma discussão mais ampla sobre conspirações. São apresentados os participantes: Carlos Miraglia, Jorge Kieffel e Jeffery Sorenson.
  • 00:01:02Biografia e carreira de Stanley Kubrick — Inicia-se uma revisão da vida e obra de Stanley Kubrick, desde seus primeiros passos como fotógrafo autodidata até seus filmes mais famosos. São mencionados seus métodos de financiamento através de partidas de xadrez, seu perfeccionismo e a lista de seus principais trabalhos, como ‘Spartacus’, ‘Lolita’, ‘Dr. Fantástico’ e ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’.
  • 00:06:09Análise de ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’ e seu realismo — Os participantes discutem o impacto e a inovação de ‘2001’, destacando seus efeitos especiais pioneiros, a precisão científica e o silêncio nas cenas espaciais. Comentam sobre a dificuldade inicial do filme para o público e como sua produção coincidiu com os preparativos da missão Apollo, alimentando teorias conspiratórias.
  • 00:10:49Origem e contexto da teoria conspiratória lunar — Explica-se como surgiu a teoria de que o pouso na Lua foi uma farsa filmada por Kubrick, vinculando-a ao contexto político da Guerra Fria e à necessidade americana de uma vitória espacial. São mencionadas as várias versões da conspiração e o papel do filme ‘2001’ em alimentar essas especulações.
  • 00:17:59Exame das improbabilidades logísticas da conspiração — Os participantes argumentam sobre a inviabilidade de manter uma conspiração que envolveria centenas de milhares de pessoas da NASA, contratados e o governo americano. Destacam o custo astronômico, a necessidade de subornar todos os envolvidos e a impossibilidade de silenciar os rivais soviéticos, que monitoravam as missões.
  • 00:25:16A resposta de Buzz Aldrin e as evidências materiais — Conta-se a história de Buzz Aldrin, astronauta da Apollo 11, que deu um soco em um teórico da conspiração que o acusava de fraude. Discute-se também as evidências físicas do pouso, como as rochas lunares trazidas para a Terra, os refletores a laser instalados na superfície e as imagens de alta resolução obtidas por sondas orbitais recentes.
  • 00:30:37Explicação científica das ‘anomalias’ nas fotos lunares — São rebatidas as críticas mais comuns às imagens da Apollo, como sombras múltiplas, a bandeira tremulando e a iluminação dos astronautas. Explica-se que a luz refletida pela Terra, pelo solo lunar e pelos próprios trajes espaciais age como fonte secundária, e que a bandeira apresentava um movimento pendular simples, não causado por vento.
  • 00:35:01Mecanismos psicológicos por trás das teorias conspiratórias — Analisa-se por que as pessoas acreditam em conspirações, citando a tendência humana de enxergar padrões, a necessidade de controle e explicações simples para eventos complexos. Comenta-se que crenças em uma teoria conspiratória frequentemente levam a crenças em outras, mesmo que contraditórias.
  • 00:40:53O filme ‘Capricorn One’ e a linha entre ficção e realidade — Menciona-se o filme ‘Capricorn One’ (1978), que retrata uma missão tripulada a Marte forjada em estúdio, e como ele reforçou a ideia de que grandes eventos podem ser simulados. Os participantes contrastam essa ficção com a realidade, argumentando que conspirações reais existem, mas são menores e mais localizadas, como o caso Watergate.
  • 00:47:23Teorias conspiratórias perigosas: flúor e vacinas — O debate aborda teorias conspiratórias com consequências graves para a saúde pública, como a que acusa o flúor na água de ser um agente de controle mental e a que liga vacinas ao autismo. Destaca-se como essas crenças, embora infundadas, levaram a surtos de doenças evitáveis e colocam em risco a imunidade de rebanho.

Dados do Episódio

  • Podcast: Fronteiras da Ciência
  • Autor: Fronteiras da Ciência/IF-UFRGS
  • Categoria: Science
  • Publicado: 2014-06-02T22:40:00Z

Referências


Dados do Podcast


Transcrição

[00:00:00] Este é o programa Fronteiras da Ciência, da rádio da Universidade, onde discutiremos

[00:00:09] os limites entre o que é ciência e o que é mito.

[00:00:19] Esse é o Fronteiras da Ciência.

[00:00:20] Hoje a gente está gravando ao vivo na Universidade Federal de Pelotas, no Instituto de Física

[00:00:26] e Matemática.

[00:00:27] O assunto é bastante polêmico.

[00:00:29] Nós vamos falar sobre a obra do cineasta Stanley Kubrick, autor de vários filmes famosos.

[00:00:35] Vamos fazer uma conexão disso com a teoria conspiratória de que ele queria filmar a

[00:00:41] chegada do homem na lua.

[00:00:42] Obviamente, como não levaram Stanley Kubrick para a lua, ele queria filmar aqui na Terra

[00:00:46] e seria uma fácil.

[00:00:47] E no final a gente vai tentar fazer uma discussão um pouquinho mais ampla sobre conspirações

[00:00:51] em geral.

[00:00:52] Então hoje a gente vai participar do programa do nosso convidado, que é o Carlos Miralia,

[00:00:55] do Departamento de Filosofia da UFPL, Jorge Kylf, do Departamento de Biofísica da URX

[00:01:00] e o Jepha Sorenson, da Física da UFPL.

[00:01:02] O Stanley Kubrick nasceu em 1928, morreu em março de 1999.

[00:01:08] Foi um cineasta americano, frecoce, ele não teve uma educação formal.

[00:01:14] Ele era autodidata, ele começou fazendo fotografia, o pai dele era um aficionado de fotografia,

[00:01:20] eles eram razoavelmente bem-individu.

[00:01:23] Então eles tinham acesso a um laboratório onde eles podiam revelar as fotos, na época

[00:01:26] que se revelavam fotos.

[00:01:28] Então a carreira inicial como fotógrafo dele, que fez com que ele, mesmo não tendo

[00:01:32] estudado nada, ele ia para o colégio e não fazia os temas.

[00:01:36] Porque os interesses dele sempre foram outros.

[00:01:39] Então ele se focou já nessa mídia, fotografia e cinema, e fez um par de filmes não muito

[00:01:45] bem sucedidos comercialmente no início, mas ele ficou conhecido, com menos de 30 anos

[00:01:50] ele já gravava, já dirigia atores como o Kirk Douglas, que na época eram grandes

[00:01:56] expoentes.

[00:01:57] Acho que era bom tomar atenção para uma coisa importante na carreira dele, isso aparece

[00:02:01] nos filmes.

[00:02:02] Ele era um exímio jogador de xadrez, e os primeiros filmes que ele fez, ele conseguiu

[00:02:07] a verba ganhando partidas de xadrez.

[00:02:09] Ele vivia disso, ele gravava, no dia da semana ele interrompia as gravações, dava uma foto

[00:02:13] para o pessoal e ia para a fila do seguro-desemprego para pegar o dinheiro que ele usava para manter

[00:02:18] as filmagens.

[00:02:19] Esses dias eu estava vendo um documentário sobre ele, que é Stanley Kubrick, que é

[00:02:23] Life in Pictures, e aí estavam entrevistando alguém que trabalhava com ele, e eles iam

[00:02:27] dizer, mas Stanley, por que que tu é tão gentil, tão bacana com a gente?

[00:02:30] Porque se alguém fizer dinheiro com esses filmes, você é o único.

[00:02:34] Então o que resta para vocês é que eu seja simpático e legal.

[00:02:38] O Kubrick ele era famoso também por ser um hiper-detalhista, e talvez aí também tenha

[00:02:43] a correlação dele ser um xadrista, onde tu precisa prestar atenção em detalhes,

[00:02:48] e essa obsessão pelos detalhes, pela perfecção, acaba alimentando todas essas teorias conspiratórias

[00:02:54] que o pessoal cria ao redor do nome dele.

[00:02:57] Existe um outro documentário, Quarto 237, que é uma sequência de nove episódios, onde

[00:03:04] eles contam várias interpretações conspiratórias feitas em cima do Iluminado, que é outro

[00:03:09] filme famoso.

[00:03:10] Alguém já viu Iluminado?

[00:03:11] Jack Nicholson?

[00:03:12] Alguém já ouviu falar em Stanley Kubrick?

[00:03:15] Os filmes do Stanley Kubrick, para citar, o Carlos conhece o mais antigo, talvez lembre,

[00:03:20] que é Spartacus.

[00:03:21] Spartacus é um filme que foi muito polêmico porque foi no meio daquele período das caças

[00:03:25] bruxas, do macratismo nos Estados Unidos, e eles de fato, os diretores que tinham força,

[00:03:30] ajudavam a encobrir escritores e atores que estavam desempregados pela perseguição

[00:03:34] por serem supostamente comunistas, então ele de fato encobriu vários caras, que aparecem

[00:03:38] com nomes…

[00:03:39] Esse filme tem uma história…

[00:03:40] É um filme muito bom.

[00:03:41] Só que ele teve que contar uma história de uma rebelião de escravos que, digamos, momentaneamente

[00:03:45] derrotou os romanos, depois os romanos acabaram debelando, de uma forma distorcida, por si

[00:03:49] ele fizesse, os escravos ganharam, como de fato ganharam a primeira vez.

[00:03:52] Os casinos confiaram.

[00:03:53] É um filme super legal, eu gosto muito, mas não é exatamente um filme da mão deles,

[00:03:58] ele foi contratado e aí, digamos, ele tinha que…

[00:04:01] Não foi isso, o que aconteceu é que…

[00:04:02] Ele tinha que seguir, assim, as diretrizes do estúdio.

[00:04:05] Não, não, não.

[00:04:06] Ele foi…

[00:04:07] É um filme…

[00:04:08] A produção era do Kirk Douglas, então o Kirk Douglas estava descontente com o diretor

[00:04:12] que ele tinha contratado, mandou embora o cara e chamou o Kubrick.

[00:04:16] Mas continuava sendo uma produção do Douglas, então a palavra final era dele.

[00:04:19] Então eles se desentenderam várias vezes, o Kubrick queria fazer de um jeito, o Kirk

[00:04:23] Douglas de outro, mas como a produção era dele, acabava sempre sendo uma voz final.

[00:04:27] Mas é um filme muito legal.

[00:04:28] É, mas é o que tu disse, não é…

[00:04:31] Não tem a identidade.

[00:04:32] Eu diria que é o primeiro grande filme dele, então, o segundo filme dele foi refilmado

[00:04:35] recentemente, se chama Lolita, que é com um homem mais adulto, com uma menina muito

[00:04:39] nova lá, enfim.

[00:04:40] Obviamente, imagina o escândalo disso em 1962, e é talvez o filme que ele foi mais criticado

[00:04:46] e acusado de tudo.

[00:04:47] Vários problemas.

[00:04:48] Depois ele, em 1964, gravou…

[00:04:49] Não, parece…

[00:04:50] A mesa aqui não está se entendendo.

[00:04:51] Mas é assim que a gente briga.

[00:04:52] É, o segundo filme, na verdade, é aquele filme da Primeira Guerra Mundial, o Raço

[00:04:53] e a Glória.

[00:04:54] É, tá, Caminhos da Glória.

[00:04:55] Mas é o segundo filme famoso que fez sucesso.

[00:04:56] Os Caminhos da Glória, o Raço e a Glória, é muito bom mesmo.

[00:04:57] Então esse foi o primeiro filme com o Kirk Douglas.

[00:04:58] Tá, vamos ver se eu vou terminar a lista dos filmes, depois se instingam eles todos.

[00:04:59] Não, depois eu volto com a lista dos episódios.

[00:05:00] Então, o Lolita é um filme polêmico, depois ele fez Doctor Strangelove, que é uma comédia

[00:05:13] de ficção científica.

[00:05:14] Em português é o Dr.

[00:05:15] Fantástico.

[00:05:16] O Dr.

[00:05:17] Fantástico, que tem um subtítulo, ou Como Parei de Me Preocupar e Amar a Bomba Atômica.

[00:05:21] Como parei de temer e passei a amar a bomba atômica.

[00:05:23] É, tem várias traduções.

[00:05:24] Esse filme, então, é sobre um pequeno incidente que deu origem à Terceira Guerra Mundial,

[00:05:29] que não existiam mísseis nucleares, com aviões que ficavam se cavando, carregando bombas

[00:05:33] nas divisas entre a União Soviética e os países do Ocidente, e aí houve um pequeno

[00:05:38] erro de comunicação e um avião entrou para bombardear Moscou e não teve mais como DT.

[00:05:41] Muita gente diz que essa é a melhor sátira da época da Guerra Fria.

[00:05:46] É um filme espetacular.

[00:05:47] Tu não cansa de ver, e é com o Peter Sellers, que depois gravou…

[00:05:51] O humor negro.

[00:05:52] Peter Sellers faz três papéis no filme, e antes de fazer a Pantera Gorda e Rosa, inclusive

[00:05:57] ele é o principal personagem, que é um psicótico perfeito, que é muito divertido.

[00:06:00] Depois que eu considero o maior filme dele, e na minha opinião, acho que vão concordar

[00:06:04] aqui também, para mim é o melhor filme de todos os tempos também, e isso não abro

[00:06:07] um, que é 2001, O Mordiceiro no Espaço.

[00:06:09] Qual que é o filme que nós vamos comentar mais?

[00:06:11] Quantas pessoas viram em 2001?

[00:06:12] Poucos ainda.

[00:06:13] Vocês têm chance.

[00:06:14] Pensa, eu tenho inveja dos que não viram, porque vão poder ver a primeira vez.

[00:06:18] A primeira vez é inesquecível.

[00:06:19] Não, mas só que tem um senão, eu acho que as pessoas…

[00:06:23] Quem é que viu 2001, O Mordiceiro no Espaço, no cinema aqui?

[00:06:27] Ninguém deve ter visto.

[00:06:28] Na época?

[00:06:29] Não vi.

[00:06:30] Bom, eu não tinha nascido quando o 2001 foi lançado.

[00:06:35] Na verdade, eu nasci no dia seguinte, porque ele foi lançado no dia 2 de abril, e eu fui

[00:06:38] nascido no dia 3 de abril.

[00:06:39] É, isso é o que ele conta, porque eu vi falar que era o primeiro, mas bom, deixa pra

[00:06:42] eu…

[00:06:43] Nós vamos falar um pouco mais sobre o 2001, então eu quero pular para os outros filmes.

[00:06:45] Depois ele filmou…

[00:06:46] Eu tenho uma outra experiência de ver esse filme, aliás, por uma série de outros filmes

[00:06:49] que a gente pode pensar, é diferente, é diferente ver no cinema e ver na TV, é uma

[00:06:54] outra coisa.

[00:06:55] E é diferente ver no cinema de verdade, em silêncio, religioso e respeitoso, e no

[00:06:59] cinema com gente comendo pipoca, arrotando e peidando, que é um problema muito sério

[00:07:03] hoje em dia, porque não existe mais cinema para você curtir o filme.

[00:07:06] Claro, se é para ver um filme americano, barulhento, não faz diferença.

[00:07:09] Isso parece, mas a gente não edita essa história, isso fica.

[00:07:12] Uma outra ressalva é que o 2001 é um filme difícil, então vocês têm que estar preparados

[00:07:17] para ver talvez duas ou três vezes antes de começar a gostar, mas depois que começa

[00:07:21] a gostar não para mais.

[00:07:22] Eu acho que é um desafio para quem faz física, tem algumas cenas que vale a pena prestar

[00:07:26] atenção nelas e ver assim, como é que o cara fez essas cenas, são muito engenhosas,

[00:07:31] sabe?

[00:07:32] Soluções técnicas, sem usar computador, sem nada assim, usando recursos, sem ópticos

[00:07:36] e mecânicos.

[00:07:37] Tinha computador, para você ter uma ideia do que é que se conseguia fazer em termos

[00:07:40] de computação na época, computador que era usado na Apollo, que pesava 30 quilos,

[00:07:45] que tinha 2K de memória RAM, menos que o meu relógio, não, ele é injusto comparar

[00:07:52] ele com os celulares de hoje, ele é equivalente em termos de capacidade a metade de um XT,

[00:07:58] que foi o primeiro computador pessoal a ser vendido em larga escala, uns 10 anos depois.

[00:08:02] E isso tudo eles tiveram que fazer, eles tiveram que levar esse computador, você pode imaginar

[00:08:06] o quanto conseguia fazer, porque eles tinham medo que os rostos pudessem interferir nas

[00:08:10] comunicações, eles precisavam fazer os cálculos de maneira independente.

[00:08:14] Bom, talvez isso a gente tenha que deixar bem claro, o homem foi para a Lua, não há

[00:08:18] nenhuma dúvida disso.

[00:08:19] Agora eles já não vão acreditar mais, tu começou.

[00:08:21] Agora o pessoal vai levantar e sair agora, pessoal, quem está pagando vocês?

[00:08:26] Eu continuo a tua lista?

[00:08:27] É, só para terminar a lista, depois de 2001 ele fez A Laranja Mecânica, que é outro

[00:08:31] filme que ficou muito conhecido, que é um filme maravilhoso, eu só vi 21 vezes ele,

[00:08:34] de todas as formas imaginais, até em Drive-In, que nem existe mais.

[00:08:37] Depois ele fez BR Lindon, que é um filme histórico que teve uma inovação interessante,

[00:08:42] porque ele tinha muitas cenas noturnas filmadas em salões de festa, iluminadas com velas,

[00:08:47] e nenhum filme da época permitia filmar cores com essa luminosidade tão fraca.

[00:08:51] Eles levaram um ano, um ano e meio para desenvolver uma película capaz de filmar naquela escuridão,

[00:08:57] foi o primeiro filme com essa tecnologia.

[00:08:58] Então ele fez um avanço tecnológico, depois foi usado para Pesquisa Cintírica, na Astronomia

[00:09:02] e tal, com um filme de sensibilidade especial que não existia, porque às vezes a arte

[00:09:05] puxa a ciência.

[00:09:06] Depois ele brilhou o Iluminado, vários anos depois, uns 5 anos, aí ele fez o Iluminado,

[00:09:11] que é um filme de terror muito particular.

[00:09:13] Depois ele fez o Full Metal Jacket e, por fim, o de Olhos Bem Fechados, que é um filme

[00:09:18] estranho, não sei se alguém viu, bem diferente, esses últimos filmes aí são mais menos

[00:09:23] conhecidos.

[00:09:24] Um comentário sobre o Iluminado é que existe um outro documentário sobre ele, como ele

[00:09:28] foi feito depois do 2001, existem várias teorias conspiratórias de por que o Kubrick

[00:09:34] teria feito o Iluminado, e de que ele teria colocado mensagens dentro do filme para se

[00:09:39] desculpar ou para demonstrar arrependimento de ter participado dessa farsa da chegada do

[00:09:44] homem.

[00:09:45] Só para contar um, é esse documentário que se chama 4237, que tem no YouTube, personal.

[00:09:50] Deve ter.

[00:09:51] Então são nove entrevistas com pessoas adeptas de teorias conspiratórias que enxergam

[00:09:57] mensagens nesse filme que não são, digamos, de aceitação ampla.

[00:10:01] Então tem um deles que diz que o Iluminado, na verdade, se trata da conquista do Oeste

[00:10:06] americano e do massacre dos índios.

[00:10:08] Então quem viu o Iluminado sabe que não tem nada disso no filme, então o que as pessoas

[00:10:12] veem?

[00:10:13] Então a justificativa desse cara, eles não, mas na cena tal, se tu olha atrás, na estante

[00:10:18] tem uma lata de um produto cujo nome significa Kashimbu da Paz, depois ele aponta para vários

[00:10:24] quadros de índios na parede, tapetes, indígenas, então tem vários elementos e isso é bem

[00:10:29] típico, é bem característico de teorias conspiratórias, catar cerejas, onde convém,

[00:10:34] e esquecer a imagem completa.

[00:10:36] Nossa, deixa eu fazer um gancho, porque tá ficando estranho, porque eles estão falando

[00:10:39] que esconderam mensagens num filme de um cara que eu não vi nenhum filme, então tem que

[00:10:43] fazer essa ligação, na verdade, o tema central aqui é a teoria da conspiração que surgiu

[00:10:49] no fim dos anos 70 e que foi crescendo e crescendo e crescendo e que ainda tem adeptos, que apesar

[00:10:54] de ser amplamente documentado e sabido, não sei se já viram falar, o homem foi à Lua

[00:10:58] em 1969 e voltou várias vezes até 1972, na verdade foram seis missões Apolo que tiveram

[00:11:05] na Lua, seis astronautas caminharam sobre a Lua, três estiveram em modos orbitais, enfim,

[00:11:12] e teve várias missões Apolo que não chegaram tão longe, só fizeram em órbita, ou até

[00:11:16] a primeira que deu um azar desgraçado que ela explodiu na plataforma e morreram três

[00:11:19] astronautas que até quase interrompeu o programa, que foi um drama, e Apolo 13 que virou um

[00:11:26] filme que conta um pouco essa história, é um filme legal porque conta de uma missão

[00:11:29] que deu tudo errado, mas no fim não morreu, é um errado bacana porque tu vive e olha

[00:11:34] quando tu morre, morrer, vamos combinar, é um troço super chato, eu não sou a favor,

[00:11:40] eu acho que ninguém é de uma forma geral, então, mas enfim, pra entender isso, porque

[00:11:44] como é que, depois nós vamos entrar na parte da missão da Apolo mesmo, pra hoje em dia

[00:11:48] falar em missões pro espaço, voar em órbita, entrar em órbita e ir pra Lua ou ir pra

[00:11:52] outros planetas, não é uma novidade muito grande, todo mundo desde criancinha ouve

[00:11:56] essas notícias, mas em uns anos 60, 50 isso era pura ficção científica, já se falava

[00:12:01] nisso durante anos, durante décadas, tinha livros, H.G.U.L, Júlio Verne, tu tinha o

[00:12:06] cinema imaginando, sonhando com isso, as pessoas imaginavam, mas não se, sabiam como fazer

[00:12:12] isso, desde que a primeira vez que se entrou em órbita da Terra foi no ano de 1957, então

[00:12:17] os pais e alguns aqui talvez estivessem vivos, foi um pouco antes de dar uma senha, aliás,

[00:12:22] e aí em 1957, depois nos anos 60 começa o crescimento das missões espaciais, então

[00:12:29] era uma coisa muito mágica, é possível uma pessoa sem não aceitar, não, peraí,

[00:12:34] estou mentindo, imagina se vai até a Lua, e a Lua é uma coisa impossível, não dá,

[00:12:38] então aceitar uma coisa muito inovadora e diferente é compreensível e seja difícil,

[00:12:42] tem que ter provas disso, então nesse momento que quando o homem de fato foi pra Lua pessoalmente,

[00:12:48] que na verdade já tinha chegado a Lua usando as automáticas e outros antes, aí, digamos,

[00:12:53] foi feito uma grande propaganda, uma grande visibilidade, até porque aquilo não foi

[00:12:55] meramente um ato científico, foi também um ato político, que era a vitória na corrida,

[00:13:01] digamos, espacial dos americanos vencerem os soviéticos, porque os soviéticos tinham

[00:13:04] começado a corrida espacial vencendo os americanos.

[00:13:07] Inclusive a quantidade de dinheiro que foi colocado nesse projeto era muito maior do

[00:13:11] que teria sido colocado normalmente, justamente porque eles precisavam ganhar essa.

[00:13:15] O primeiro satélite soviético, o primeiro homem no espaço soviético.

[00:13:19] O primeiro animal no espaço soviético, a primeira mulher no espaço soviético,

[00:13:22] a primeira estação no espaço soviético, esses caras foram vencendo no início, até

[00:13:26] meia dos anos 60, a primeira sonda na Lua, a primeira sonda que desceu em Marte em 73,

[00:13:32] ninguém fala, mas foi imenso, foi soviética, em Vênus, aliás, a única sonda que desceu

[00:13:38] em Vênus tirou fotos sobre a superfície de Vênus, é a soviética, eles fizeram muitos

[00:13:42] Então os americanos tinham que fazer algo para compensar, então vamos levar o homem

[00:13:45] para a Lua, que na verdade é uma ideia meio boba, porque caro, complicado, é legal, mas

[00:13:49] assim não era exatamente necessário o ponto de vista científico, mas era necessário

[00:13:52] do ponto de vista político e ideológico, por isso tem muita visibilidade, então uma

[00:13:55] coisa que tem muita visibilidade é algo muito fantástico, é compreensível, as pessoas

[00:13:59] não acreditem, tem que encontrar uma outra explicação para isso, e aí surgiu o mito,

[00:14:03] alguém escreveu um livro lá dizendo, olha, acho que é tudo mentira, uma conspiração,

[00:14:07] aqueles caras trabalharam nessa missão, eles fingiram tudo e aquelas cenas na Lua,

[00:14:11] que todo mundo viu na TV, que tinha as fotos nas revistas, foram feitas em estúdio, foram

[00:14:15] filmadas por um cineasta, aí eles procuraram, que é o cineasta que fez um filme mais parecido

[00:14:19] com a realidade que estava se vendo ali, pois em 1968 estreou 2001, onde saiu No Espaço,

[00:14:23] que para a época foi o filme, assim, anos-luz a frente de qualquer outro filme de ficção

[00:14:27] científica anterior.

[00:14:28] Tem a coincidência de que a produção do 2001, que levou da ordem de 4 anos, ela coincidiu

[00:14:34] mais ou menos com os 4 anos de preparação da missão Apollo, então é super coincidência,

[00:14:40] foi o PCA que começou ao mesmo tempo.

[00:14:42] Será que o 2001 foi um ensaio?

[00:14:44] Exato, aliás, eram as ligações, agora só para depois nós vamos voltar nas conspirações,

[00:14:48] tem gente que diz que nenhuma das pouças da Lua foi de verdade, tem outros grupos que

[00:14:52] acham que apenas aquele primeiro foi falso, porque era para garantir que não desse errado,

[00:14:56] os outros foram de verdade, aí fica complicado, tem outros que diz que todos foram de verdade,

[00:15:00] mas as imagens eram ruins, eles não queriam entregar para o seu VF, então vamos fazer

[00:15:03] um estúdio aqui para enganar eles, e tem mais umas 15 outras versões que eu nem sei

[00:15:08] descrever porque são um pouco loucas demais.

[00:15:10] Enfim, então voltando ao filme, nós vamos entrar nessa conspiração daqui a pouco,

[00:15:14] por que que o 2001 foi tão inovador?

[00:15:16] Um filme com efeitos especiais incríveis e com um realismo incrível, até hoje é

[00:15:20] o único de dois filmes importantes da cinematografia mundial em que quando tem cenas no espaço,

[00:15:26] vamos dizer que agora tem três com gravidade, quando tem cenas no espaço não tem som.

[00:15:30] Não, mas gravidade tem som também no espaço.

[00:15:32] É verdade, tem som.

[00:15:34] Então, sempre que o cara está no espaço e são longas as cenas, não tem som.

[00:15:38] O que faz o 2001 um filme meio arrastado, lento e silencioso boa parte do tempo, que

[00:15:43] é meio inquietante para a nossa geração acostumada a movimento, agitação, MTV, sabe?

[00:15:48] Então assim, quando forem ver esse filme, sempre preparados para uma coisa lenta, complicada,

[00:15:52] mas se preparem para que a lentidão também penetra, e penetra mais fundo, é um negócio

[00:15:56] muito importante de dizer.

[00:15:57] Vai ter que editar essa aí.

[00:15:58] Não, mas eu não fiz nenhuma referência pornográfica, vocês estão muito imaginativos.

[00:16:02] Não, tem que cuidar que tem referências.

[00:16:04] Eu falei em penetração mental, não…

[00:16:09] Deixa eu reforçar a ideia do Jorge.

[00:16:11] Eu acho que é importante dar destaque para isso.

[00:16:14] Se você for pensar, eu fico, essa semana passada eu estava andando na rua e de repente

[00:16:18] eu vejo no horizonte a lua surgindo.

[00:16:20] É impressionante.

[00:16:21] É um milagre.

[00:16:22] É impressionante terem colocado uma lua na lua mesmo.

[00:16:24] É uma coisa assim, é uma facenha tecnológica que daria para suspeitar.

[00:16:28] Então tem assim, acho que tem um elemento que para a gente não ficar, ter aquele digamos

[00:16:32] um jeitão assim antipático e dentro da ciência assim, tem um elemento de ceticismo assim,

[00:16:37] né?

[00:16:38] Quando alguém faz um experimento em algum lugar do mundo dizendo que fez fusão a frio

[00:16:41] ou os pares, outros lugares vão ver, vão averiguar, vão ver se a coisa aconteceu mesmo.

[00:16:45] Então tem uma coisa assim, acho que tem uma coisa, salutar e de repente assim, diante

[00:16:50] de uma certa informação tão extravagante como essa, olhando assim, poxa vida, porque

[00:16:55] ela é uma entidade assim cosmológica, ela aparece assim para o nosso céu, ela tem

[00:17:00] o mesmo status do que o sol, do que o hidrônomo, inclusive.

[00:17:04] Tem esse elemento, ou seja, tudo bem, vamos começar a duvidar.

[00:17:09] E outra coisa, sim, é possível, é possível que tudo tenha sido uma fase, sim, poderia

[00:17:15] ter sido feito em estúdios, sim, poderiam ter feito uma conspiração, um acordo entre

[00:17:21] milhares de funcionários da NASA, o congresso americano também em peso.

[00:17:28] 400 mil funcionários têm que ser subordinados para esconder essa informação.

[00:17:32] Existe essa possibilidade, existe essa possibilidade, então o que eu quero, o que eu gostaria de

[00:17:37] chamar a atenção, digamos, é uma das coisas que estão colocadas detrás de todo esse

[00:17:42] tipo de discussão é que aquela coisa, a gente começa com a dúvida e começa a pesar

[00:17:46] assim as possibilidades do que poderia ter sido feito para fazer algo como uma simulação

[00:17:52] de que o homem tenha ido à lua.

[00:17:53] A questão é que se a gente começa a levar isso a sério, começa a examinar os detalhes,

[00:17:59] essa possibilidade, ela começa a ficar mais implausível, ficar mais remota do que ter

[00:18:04] mandado o mesmo homem para a lua.

[00:18:05] Se a gente começa a examinar assim, não só com aquele espanto de, pô, como é que

[00:18:11] pode?

[00:18:12] Eu também, às vezes quando tem essas recaídas, eu vejo como é que pode dar o cara lá na

[00:18:15] lua.

[00:18:16] A lua agora, botaram o cara lá.

[00:18:18] 384 mil quilômetros daqui.

[00:18:21] Inclusive mais cara, porque se tu tem que pagar para que 400 mil pessoas envolvidas

[00:18:26] em diferentes etapas.

[00:18:27] Fiquem quietinhos.

[00:18:28] Fiquem quietas.

[00:18:29] Para o resto da vida.

[00:18:30] Eles dizem inclusive que os astronautas que morreram, os da Apollo 1, foi porque eles

[00:18:34] estavam ameaçando de abrir a boca, então eles foram lá e mataram.

[00:18:38] Mas é muito mais do que as 300 mil pessoas envolvidas.

[00:18:42] E muito, muito, muito, muito, muito dinheiro, uma ordem de trilhões.

[00:18:45] Claro, para começar eles esperam que convenceram os russos.

[00:18:50] Os russos, com a chegada dos americanos, eles perderam a corrida.

[00:18:53] Por que eles aceitariam facilmente isso?

[00:18:56] Por que eles dariam de mão beijada para os americanos se eles soubessem que eles estavam

[00:19:00] inventando toda a história?

[00:19:01] Eles teriam sido os primeiros a abrir a boca.

[00:19:03] Os russos inclusive, eles monitoraram tudo, eles tinham sondas, tinham satélites, eles

[00:19:07] monitoraram boa parte do percurso da Apollo.

[00:19:11] Especialmente isso.

[00:19:12] Eles estavam tentando encontrar qualquer furo para fazer uma Waze e é farsa.

[00:19:16] Então envolvem também os russos?

[00:19:17] Tem esse tipo de vigilante atento?

[00:19:19] Vocês já devem ter visto, o padrão, a bandeira está tremendo, tem vento, as luzes não coincidem.

[00:19:26] Então tem um monte de coisa, as estrelas não aparecem quando o cara tira foto da superfície.

[00:19:31] Que mais?

[00:19:32] Tem uma coisa incrível, fantástica, como é que você consegue explicar que a Terra aparece

[00:19:37] nessa fotografia desse tamanho, nessa outra fotografia a Terra aparece desse tamanho?

[00:19:40] Isso é impossível de ser explicado?

[00:19:43] Não dá para trocar de lente.

[00:19:44] Porque a gente nunca viu fotos da Lua com aproximações diferentes.

[00:19:48] Mas eu acho engraçado o seguinte, tem todo esse monte de coisa, as sombras que não coincidem,

[00:19:53] é como se a luz fosse totalmente plana, a bandeirinha está tremendo, a poeira quando

[00:19:58] o cara está passando o jipe no nar assim, meio que ela é levada pelo vento, mas ninguém

[00:20:03] nunca quando aparecem esses sites dando todas as evidências que o homem não foi a Lua,

[00:20:09] eles nunca explicam o sinal de rádio, que era detectado até por radioamadores, assim

[00:20:13] por triangulação, por telemetria fácil, tu sabe de onde é que vem, da origem do sinal

[00:20:19] de rádio, e vem o sinal de rádio da Lua, então alguma coisa estava na Lua lá mandando

[00:20:24] sinal de gente falando, com certeza, com certeza.

[00:20:27] Esse é o sinal mandado aqui, refletido lá e voltando.

[00:20:29] Eles poderiam ter mandado uma sonda não tripulada, enviando os sinais que pegaram a Lua.

[00:20:33] É, gravadorzinho e tal, mas começa a complicar, os chineses fazem parte dessa conspiração

[00:20:38] percebam?

[00:20:39] Vocês não viram assim?

[00:20:40] Os chineses mandaram agora uma sonda que chegou na Lua e usaram o mesmo cenário, exatamente

[00:20:44] o mesmo cenário, as mesmas imagens que aparecem na Lua.

[00:20:46] É mais barato?

[00:20:47] Claro, é o capitalismo agora na China.

[00:20:49] Bom, eu sei que quando terminou a missão Apollo em 1973, uma das coisas que é dita

[00:20:52] aqui, que foi uma farsa, foi porque eles decidiram não ir mais para a Lua em 1972, acabou.

[00:20:58] Então por que pararam-se, por que não continuaram indo, botaram uma estação e não estão

[00:21:02] morando lá, não tem uns colonos lá capinando, que nem o Futurama, né, ou os Jetsons?

[00:21:07] Bom, as razões para isso são simples, já em 1970 a NASA anunciaram, está muito caro

[00:21:11] esse programa, foi o programa mais caro, toda a história da astronauta americana,

[00:21:16] na prestação de condos em 1973, ele custou 25 bilhões de dólares, pouco mais do que

[00:21:21] isso, para a época, isso é mais ou menos perto de 900 bilhões de dólares, é um negócio

[00:21:29] absurdo hoje, não tem nada na NASA que se assemelha a isso.

[00:21:33] A segunda missão mais cara foi a missão Viking para a Marte, que usou o mesmo módulo

[00:21:36] só que uma miniatura dele, e foi a coisa da missão que a astronauta era mais cara,

[00:21:40] mas essa foi muito interessante, não veio ao caso, só que assim, a pola foi tão cara,

[00:21:45] mesmo assim, para subornar, 400 mil pessoas eram funcionários que sabiam todos os segredos,

[00:21:49] fabricaram as coisas, esconderam o negócio e tudo mais, e fazer uma farsa dessa sustentada

[00:21:53] por tanto tempo, é mais barato não ir para a Lua, Paul.

[00:21:56] Tem mais gente que precisa ser subornada, porque existem evidências físicas, principalmente

[00:22:01] na Lua, eles trouxeram 400 toneladas de pedras, e essas pedras tem sido analisadas por geólogos

[00:22:09] assim.

[00:22:10] 400 quilos de pedras.

[00:22:11] Ah, desculpa, 400 quilos.

[00:22:12] Meia tonelada.

[00:22:13] Trazendo trem na Lua.

[00:22:14] Tu faz parte da conspiração.

[00:22:15] Ele está querendo lavar calhabra, não conspira.

[00:22:16] Não, é que eu tinha anotado meia tonelada.

[00:22:17] É para não ter dúvida mesmo, 400 toneladas.

[00:22:18] A gente também é um frateiro assim, é um frateiro, é um frateiro, é um frateiro,

[00:22:19] é um frateiro, é um frateiro, é um frateiro, é um frateiro, é um frateiro, é um frateiro,

[00:22:20] a gente edita.

[00:22:21] Mas a gente admite.

[00:22:22] Então, eles trouxeram da ordem de meia tonelada de pedras, essas pedras, faz 50 anos que elas

[00:22:27] são analisadas por geólogos, então todos esses geólogos teriam que ser incluídos na

[00:22:31] lista de pessoas assim, pagas, para manter silêncio, porque essas pedras tem-se formado

[00:22:36] de um ambiente diferente, do ambiente terrestre, sem atmosfera, sem ar, sem água, sem água,

[00:22:41] sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água,

[00:22:46] sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água,

[00:22:49] sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água,

[00:22:50] sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água,

[00:22:51] sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água, sem água

[00:22:52] e eles tem outra composição, isso o diólogo treinado vai lá e identifica facilmente.

[00:22:56] Existem pedras…

[00:22:57] Isso tem também outro perfil de esót converts radiativos que também só, para quem esteja

[00:23:01] exposto ao vácuo do espaço teria.

[00:23:03] Isso, existem pedras da lua que foram achadas na Antártica, são meteorítos.

[00:23:10] Mas são de quantidade muito pequenas, para juntar meia tonelada dessas pedras aqui na

[00:23:15] Terra seria muito difícil.

[00:23:16] 70 meteoritos reconhecidos a origem lunar, acolhidos na Terra, a maioria na Antáfida,

[00:23:23] alguns no deserto do Sahara. Inclusive, alguns estão à venda. Eu mestei um pedaço de um

[00:23:28] milímetro cúbico, que é o que dá pra comprar com o meu salário.

[00:23:31] Pensei assim, ó, se o governo americano não conseguiu esconder uma ejaculação secreta

[00:23:39] do presidente, que ele tava lá, que manchou a roupa da sua estagiária, isso não deu

[00:23:44] pra comprar. Isso é notório, isso que você encontra na internet, é o caso de Clinton.

[00:23:49] Não deu pra esconder isso do presidente. Imagina se ia dar pra esconder, ia conseguir

[00:23:53] comprar 400 mil pessoas. É uma história tão boa como essa. Não tem nenhum funcionário

[00:24:00] da NASA ou que tenha trabalhado na época que alegue que foi mentira o que aconteceu.

[00:24:03] Isso nunca aconteceu, não tem nenhum. Acho que a melhor resposta que foi dada foi o Buzz

[00:24:08] Aldrin. O Buzz Aldrin foi um dos três astronautas da Apollo 11. O nome dele, o apelido dele,

[00:24:13] é o Buzz. É o que deu origem ao Buzz do Toy Story. É o Buzz Lightyear. É, em homenagem

[00:24:19] a ele. Quando perguntado por que que ele participava dessa conspiração, ele acertou um soco no

[00:24:24] queixo do cara. Ou seja, alguém que arriscou a vida em cima de um foguete com não sei quantas

[00:24:31] toneladas de combustível altamente exclusivo. Uma missão com boas chances de não dar certo.

[00:24:37] O cara foi lá, sentou em cima daquele foguete, acenderam o negócio, ele foi até a lua, voltou,

[00:24:43] e não morreu. Não morreu com um computador que é muito pior do que o pior celular que vocês já

[00:24:49] viram. Num lugar que eles não sabiam nada ou quase nada sobre o terreno. Eles não sabiam se onde eles

[00:24:55] iam pousar, se a camada de areia era de alguns centímetros ou se era funda. Se quando eles

[00:25:01] pousassem eles afundariam ou não. Se eles iam mover disso, se ter uma caverna desábil ter tragado,

[00:25:05] se vieram vermes gigantes da lua e engolissem eles vivos. Nada disso sabia. Então, é altamente

[00:25:11] exclusivo para a pessoa que teve envolvida, que participou, que botou a sua vida. Entrou para a história.

[00:25:16] Menos do que o Armstrong, que foi o cara que pisou. O Buzzardling deu um soco na cara do jornalista

[00:25:21] e foi processado e o juiz inocentou ele dizendo que ele foi ofendido. Deu a razão para o Alden

[00:25:27] dizer que dá mesmo. Digamos que tenha sido a resposta mais direta. Não há algum argumento,

[00:25:33] porque um soco não é muito educado. Pode usar outros dados. O senhor falou de provas que vieram de lá.

[00:25:38] Relato das pessoas que sentaram lá, que caminharam lá, que trouxeram materiais de lá. Segunda coisa,

[00:25:45] se deixaram materiais lá. Esses materiais são muitos pedaços das naves, instrumentos, bandeiras,

[00:25:51] as pegadas. E aí tem duas coisas importantes. Uma das coisas que foi colocada já de cara para fazer

[00:25:56] algumas medidas interessantes, foram os espelhos especiais para refletir raio laser tirado por

[00:26:01] telescópios. No momento que foi posicionado ele, tendo a coordenada exata, ele está colocado numa

[00:26:06] fonte frontal. Você pode, em alguns momentos, apontar para a Lua o teu telescópio, disparar um laser e pegar o reflexo

[00:26:12] e calcular um ângulo e medir a distância exata da Lua com precisão de centésimos de milímetro.

[00:26:18] Que é exatamente para fazer essa medição constante e tirar mais informações científicas. É um

[00:26:22] experimento que está acontecendo há mais de 40 anos. Então esse espelho está lá. Como é que esse espelho foi para lá?

[00:26:28] Pode ter sido um ovni que colocou. Ou ele encontrou, com um telescópio olhou de perto e viu uma pedra

[00:26:33] e usou ela como espelho. A sonda automática. É um espelho especial. Poderia ser uma sonda automática.

[00:26:37] Mas ela foi colocada, posicionada e testada. E a mais fantástica de todas é a seguinte, nós voltamos à Lua

[00:26:43] depois de muitas décadas, há uns 5 anos mais ou menos, se colocou em órbita da Lua uma sonda que se chama

[00:26:48] Lunar Reconnaissance Orbiter. É o reconhecimento lunar. Sonda de reconhecimento orbital lunar que tem

[00:26:54] uma câmera estupenda, com computadores de verdade, coisas assim. Então ela fotografa com uma resolução de 15, 20 centímetros.

[00:27:01] Então ela já fotografou todos os sítios de pouso das 6 sondas Apollo que posaram lá, que foi Apollo 11 em 69,

[00:27:08] Apollo 12 em 69, Apollo 14… Mas eu queria dizer que tudo isso faz parte da conspiração.

[00:27:13] Apollo 14, 14 e 15 em 71 e a 16, 17 e 72, que como vocês sabem levou também um jipe para a Lua

[00:27:20] e andou de jipe. Fizeram um rali, cavalinho de pau, tudo isso na Lua. Com um cesto da gravidade terrestre.

[00:27:27] Nos filmes aparece, inclusive, o bicho correndo lá e saltando com aquela velocidade lenta, né?

[00:27:32] Que a alegação dos conspiracionistas era, ah, é fácil fazer esse filme. Tu filma o cara correndo,

[00:27:36] depois tu passa mais devagar em slow motion e parece que está na Lua. É verdade, essa parte da velocidade daria

[00:27:43] para fazer uma imitação razoável. Mas quando tu olha que ele está correndo e está levantando poeira

[00:27:47] e a poeira da Lua está caindo, e se tu examina a forma como ela cai no filme, é absolutamente impossível

[00:27:54] fazer com ar aquilo. Então, ele faz trajetórias parabólicas de queda livre e de algo no vácuo.

[00:27:59] Isso na terra não acontece, porque o vento, o ar, que é invisível, força um fluxo, um movimento com essa poeira

[00:28:05] que é diferente. Aqui a poeira levanta e fica caindo devagarinho. Lá não, troça um voo e cai, isso, gente.

[00:28:10] É uma coisa balística, faz isso aqui. É um experimento clássico, não sei se é com um Armstrong que ele pega

[00:28:15] um martelo e uma pena e solta e cai no mesmo tempo. É a pena porque ele tem fiozinho.

[00:28:21] Está sempre para inventar, mas o que eu acho que é mais inacreditável é que a gente tem uma agência,

[00:28:26] a NASA, o governo americano, mantendo em silêncio 400, 700, sei lá, quantas mil pessoas.

[00:28:32] E essa mesma agência, super competente para manter essa conspiração, manter essa informação em segredo

[00:28:38] por 50 anos, faz erros primários em fotografias dessa missão. Eles tinham o melhor diretor do mundo,

[00:28:44] eles tinham os melhores fotógrafos, eles tinham os melhores equipamentos, eles vão fazer errinho de sombra,

[00:28:49] tipo assim, a nave está aqui com a sombra para lá e uma pedra com a sombra para agarrar.

[00:28:53] Vento dentro do estúdio, tem vento no estúdio. É, por isso que a bandeira está andulando.

[00:28:57] A bandeira não está andulando, a bandeira é que lá não tem gravidade, então você bota uma bandeira num poste assim

[00:29:02] e ela começa a cair para a sombra de gravidade. Por isso que eles queriam que ela ficasse bonita,

[00:29:05] espichada, porque não é uma bandeira americana, eles botaram uma haste nela, então ela é um standard, na verdade.

[00:29:10] Só que aí ficou muito chato, reto, então uma rotadinha nela para fazer um charme e ela ficou.

[00:29:14] No entanto, ela tem um pequeno movimento. Aqui, ó, físicos, o movimento é esse aqui, ó.

[00:29:18] Tinha, né?

[00:29:19] Tinha.

[00:29:20] Não, e logo que colocaram ela, ficou pendulando algum tempo. Em algumas fotos dá para ver esse movimento,

[00:29:24] em algumas filmagem, de leve. E isso é chamado de ondular ao vento. Não é, é um pendular.

[00:29:29] Pendular tem, porque tem gravidade lá.

[00:29:31] O mesmo vento que supostamente balançaria a bandeira não levanta nenhuma coelha.

[00:29:36] E, aliás, tem uma outra sequência de fotos que está na Wikipedia, se você orar na Wikipedia, vale a pena,

[00:29:40] Moon landing conspiracy theories.

[00:29:42] É gigantesco esse ambiente aqui, que está tudo aqui.

[00:29:45] É realmente que tudo te diverte lendo, dá gargalhadas, tem uns filminhos.

[00:29:48] Tem uma sequência de fotos do astronauta fazendo um movimento rotatório do lado da bandeira,

[00:29:52] que ele leva dois ou três segundos, e a bandeira está sempre enrugada do mesmo jeito em todas as fotos.

[00:29:57] Claro, poderia ser uma montagem, mas na verdade não é. A bandeira está parada e ela está parada,

[00:30:00] parecido com isso até hoje, ó. Basicamente isso.

[00:30:03] Outra… tem várias outras fases, por exemplo, fotografias que mostram uma pedra com a letra C aparecendo.

[00:30:09] É um objeto de cena, chama o prop, não é?

[00:30:11] No filme tu pega as pedras, só que tu tem que botar do jeito que não apareça a letra.

[00:30:15] Alguém fez uma burrada, ficou aparecendo a letra e está lá na foto.

[00:30:18] E os caras divulgaram essa foto com eco, pode ser?

[00:30:21] Quem sabe minifotografia, sabe que se tu pegar uma fotografia de alta resolução e mostrar,

[00:30:26] se tiver detalhe aí, tu pode ficar preocupado.

[00:30:28] Mas se tu fizer uma versão de baixa resolução, pequenininha e aumentar,

[00:30:31] certas coisas que não são, começam a aparecer.

[00:30:34] Então são ilusões produzidas pela qualidade da foto.

[00:30:37] A NASA divulgou a mesma foto que tirou em alta resolução e não tem a letra.

[00:30:41] Uma das críticas que aparece em várias fotos é assim, tem o astronauta, a nave, o sol atrás.

[00:30:47] E eles dizem assim, bom, se o sol que é a única fonte de alimentação está atrás,

[00:30:51] o que eu deveria ver é simplesmente a silhueta do astronauta, não tem atmosfera para difundir luz,

[00:30:56] deveria aparecer tudo para ele. Não aparece.

[00:30:58] Quando vocês olham as fotos, vocês conseguem observar todos os detalhes da roupa do astronauta.

[00:31:02] E isso é uma crítica que se faz a várias fotografias.

[00:31:05] Então o que eles esquecem é que o sol é sim uma fonte de luz, mas não é a única.

[00:31:10] A gente tem a Terra. A Terra, na Lua, pela falta de atmosfera e por ser maior,

[00:31:14] ela é da ordem de 70 vezes mais brilhante quando ela está cheia do que a Lua cheia.

[00:31:19] A Lua cheia, se vocês estão em um lugar sem iluminação artificial, ela já faz sombra.

[00:31:23] É uma coisa de 70 vezes mais brilhante que a Lua cheia.

[00:31:26] O chão, a areia, ela é clara, então ela reflete muita luz.

[00:31:30] E essa é basicamente a principal fonte de iluminação secundária.

[00:31:34] E tem a roupa do astronauta que está batendo a foto, que é branca, que está perto.

[00:31:38] Então tem esse reflexo. Na verdade são as quatro fontes de luz.

[00:31:41] Vou ter que fazer uma correção só, porque o chão não é branco.

[00:31:44] É cinza, mas não é muito preto.

[00:31:46] A Lua é praticamente cinza com a preto, que é basalto.

[00:31:49] A coloração é a seguinte, aparecer sem mais claro é pelo contrasto.

[00:31:54] No meio do vácuo do espaço, quando o fundo do céu é escuro,

[00:31:57] aquilo lá reflete alguma luz, então ele parece muito mais claro.

[00:32:00] A Lua cheia parece branca, mas é um paradoxo que uma coisa praticamente preta

[00:32:05] fique tão clara, mas é porque ela está iluminada e encheia

[00:32:08] contra um fundo que não tem luz.

[00:32:10] Mas a gente poderia ficar discutindo todas as anomalias que são escolhidas.

[00:32:14] Acho que o importante aqui é explicar qual é o mecanismo.

[00:32:18] O que o pessoal faz? O pessoal que não acredita.

[00:32:21] Eles pegam todas as evidências que são apresentadas como prova

[00:32:24] de que o homem chegou na Lua e usam isso como evidência de que o homem não chegou na Lua.

[00:32:29] O que eles fazem é, eu tenho essas evidências que se encaixam,

[00:32:32] que me mostram que eu tenho realmente uma coisa coerente, bem concatenada,

[00:32:36] e eu vou agora escolher dentro desse conjunto anomalias.

[00:32:39] Vou pegar a sombra aqui, que parece a sombra assim, a sombra assim,

[00:32:43] então não é uma fonte, tem duas fontes de luz.

[00:32:45] Ah, eu vou pegar o cara que deveria parecer silhueta, mas aparece,

[00:32:49] então tem mais de uma fonte de luz.

[00:32:51] Vou pegar a poeira e eu começo a, como eu disse antes, catar cereja.

[00:32:55] Esse é o mecanismo básico de toda teoria conspiratória.

[00:32:59] Eu faço uma primeira seleção de anomalias que mostram o que eu quero acreditar,

[00:33:05] o que eu acho que é a teoria, mas eu não me aprofundo mais do que isso.

[00:33:08] Então eu acho assim, existe eu, a NASA, o governo americano está escondendo a verdade.

[00:33:13] Bom, mas se eu acho que essa é a explicação, eu tenho que fazer o que a ciência faz.

[00:33:17] Eu vou a fundo. Como eles estão fazendo isso?

[00:33:19] Quem está pagando? De onde vem esse dinheiro?

[00:33:21] Como eles mantêm até hoje esse encobrimento das coisas?

[00:33:26] Eu poderia acrescentar dizer uma coisa horrível.

[00:33:28] Vocês ficam vendo no noticiário, por exemplo, agora no dia 18 de abril,

[00:33:31] saiu na Science, um artigo científico,

[00:33:33] provando pela primeira vez a existência de um oceano com água líquida sob o gelo,

[00:33:39] na lua Encelado, que é uma das luas de Saturno,

[00:33:42] foi onde foi flagrado em 2005 um geyser de água líquida, de vapor d’água.

[00:33:47] Todas as missões, a Cassini para Saturno, as Voyager e a Galileu para Júpiter,

[00:33:52] as pressões fulgurando, Netuno, Plutão, as que foram à Marte, que são muitas,

[00:33:56] nesse momento tem quatro sondas operando em Marte, inclusive duas na superfície funcionando,

[00:34:00] as que foram para outros planetas, mais Vênus e tal, em órbita.

[00:34:04] Tudo é mentira também, então, inclusive tudo é feito, são fotos,

[00:34:08] você pode levantar dúvidas sobre tudo o que é feito que você não tem acesso.

[00:34:12] E vamos estender um pouco mais, a gente vai falar em ciência, biologia molecular,

[00:34:15] fulano no laboratório publicou e que legal, mas ele pode ter fingido aquilo tudo,

[00:34:19] pode ser mentira, todas aquelas fotos no microscópio, aqueles vírus que tem foto,

[00:34:23] aquilo pode ser tudo mentira, tudo que a ciência fala pode ser mentira.

[00:34:26] Tecnicamente, você pode, e é isso que é bom, é o mesmo espírito que move a ciência,

[00:34:32] que é o espírito cético que o Carlos falava, que é desconfiar saudavelmente de algo.

[00:34:36] Tecnicamente nós podemos desconfiar de tudo, porque eu não estava no laboratório,

[00:34:39] eu não vi um fulano tirar foto.

[00:34:41] É legal desconfiar.

[00:34:43] Mas daí a gente pega a convergência de evidências, as outras milhares de pessoas

[00:34:47] que bateram fotos do mesmo fenômeno e as coisas são consistentes.

[00:34:51] Então tu começa assim, ó, aí tem um lado psicológico das teorias da conspiração,

[00:34:56] ela é no início a expressão de uma coisa saudável, a dúvida saudável, só que a dúvida

[00:35:01] ela tem que ter um ponto de terminação, tem que ter uma linha de corte onde eu digo,

[00:35:05] daqui a partir daqui as perguntas são irrelevantes, eu tenho que decidir onde que eu paro com elas,

[00:35:10] o que eu acredito, mas não é acreditar no sentido de fé religioso, é ter acesso ao conjunto de formações

[00:35:16] e aceitá-las enquanto tais porque tu também pode eventualmente contribuir pra elas.

[00:35:20] Tem que explicar algumas coisas do tipo assim, vocês sabem que, por exemplo, mesmo no crime organizado

[00:35:25] não tem como a gente abrir mão de documentação, algum tipo de dado que precisa ser contabilizado

[00:35:32] pra tu ter o controle, então uma empresa dessa envergadura usar bilhões de dólares

[00:35:37] pra optar também pessoas que vão participar dessa parça, não tem como, não tem algum tipo de documento envolvido.

[00:35:45] E agora não tenho certeza se é num frase de 30 ou 40 anos assim que é colocado pro governo americano,

[00:35:50] acho que é 40 anos, depois de 40 anos assim, não tem nenhum documento assim que não possa ser exibido a público.

[00:35:55] Se tem alguma coisa que foi documentada, então já deveria aparecer.

[00:36:00] Exatamente, tem que ser documentado isso, alguma coisa, algum tipo de contrato o cara lá da NASA

[00:36:06] vai ter que assinar assim, não, eu vou, eu me proponho a não divulgar nada, se não eu vou perder meu emprego e tal,

[00:36:13] aí eu assino alguma coisa, se compromete de alguma maneira, de alguma maneira oficial.

[00:36:17] Esse é Fronteiras da Ciência, hoje a gente tá falando sobre Stanley Kubrick, o Homem na Lua e Teorias Conspiratórias,

[00:36:22] só pra dar exemplos de como Teorias Conspiratórias não são visões tão implausíveis assim só de uma minoria

[00:36:29] paranoide da população, então 37% dos americanos negam o aquecimento global, 21% dos americanos

[00:36:36] 21% acreditam que o governo esconde evidências de alienígenas, 28% acreditam que é uma elite global

[00:36:42] com uma agenda de dominar o mundo, fora 11 de setembro que o Obama não é americano, os templários, é claro,

[00:36:49] os ilumináticos, os ilumináticos, os ilumináticos são a maçonaria e a igreja católica estão conspirando

[00:36:55] para o governo mundial, os judeus e na verdade eles são todos extraterrestres, são reptilianos

[00:37:01] e eles pintam a roupa das peles humanas para nos enganarmos.

[00:37:04] Existem Teorias Conspiratórias até sobre fatos secundários, fatos de fofoca, como quem matou a lei de Dayana.

[00:37:11] Tem alguma coisa nesse doutor, eu confesso pra vocês que a primeira vez que falaram pra mim assim que o 11 de setembro

[00:37:16] foi toda uma armação do governo americano, eu cheguei a dar uma vacilada, uma porra seria interessante,

[00:37:21] quem sabe eles fizeram isso mesmo, a primeira vista parece, é legal porque te acha esperto, diferente de uma coisa que

[00:37:29] eu percebi que ninguém mais percebeu.

[00:37:31] Mas existe uma regra que é a seguinte, pra que tipo de evento a gente tem Teorias Conspiratórias?

[00:37:37] Todos os exemplos que me vem à mente são aqueles eventos para os quais a gente tem uma quantidade de evidências

[00:37:43] que é esmagadora.

[00:37:44] Portanto ficaria ridículo.

[00:37:45] Então o que que sobra? Se aquilo ali não fecha com o que eu consigo entender, o que eu consigo aceitar,

[00:37:52] com o que eu fui criado diz, pra mim não serve aquilo.

[00:37:56] O que me resta se as evidências são esmagadoras?

[00:37:59] As evidências foram fabricadas. Só me resta a Teoria Conspiratória, eu não tenho saída.

[00:38:05] Então tem alguma coisa mais profunda e pessoasiva e que realmente convence as pessoas sobre elas

[00:38:11] e que faz com que esses números que eu dei antes sejam assim tão altos.

[00:38:15] Por exemplo, do homem na lua, o número é um pouco mais baixo, é da ordem de 5, 6%.

[00:38:20] No Estados Unidos.

[00:38:22] Eu conheço muita gente.

[00:38:24] No Estados Unidos, mas na União, na Rússia são 28% que acredito que não foi profundo.

[00:38:29] Pois é, mas é que as pessoas que defendem a teoria da conspiração, elas inflam os números também.

[00:38:35] Números um pouco mais confiáveis são menores, mas também tem gente que diz que existe uma fração

[00:38:40] da ordem de 5, 6% que responde sim pra qualquer pergunta.

[00:38:44] Então é difícil de saber.

[00:38:45] Mas tem alguma coisa mais profunda sobre a psicologia das pessoas que de longe são pessoas inteligentes.

[00:38:52] As pessoas que defendem teorias conspiratórias, elas são em geral muito inteligentes, muito criativas.

[00:38:58] Isso incentiva, se eu sou uma pessoa criativa, isso vai fazer com que eu consiga explicar, achar alternativas

[00:39:05] quando eu coloco em cheque.

[00:39:07] Ver padrões.

[00:39:09] Esse é um dos mecanismos.

[00:39:11] A gente tem essa tendência, vocês olhem para as nuvens, vocês enxergam padrões.

[00:39:15] Existe uma pressão seletiva para a gente enxergar padrões.

[00:39:18] Quando os ancestrais, nossos ancestrais viviam nas savanas, se eu enxergasse uma sombra, eu tinha duas opções.

[00:39:25] Essa sombra é um urso, acho que não tem urso nas savanas, mas essa sombra é um leão, e eu saio correndo.

[00:39:34] Ou eu digo, essa sombra é uma sombra e eu não vou gastar energia correndo.

[00:39:38] Então, eu posso ter um falso positivo, um falso negativo.

[00:39:41] Do ponto de vista evolutivo, é muito melhor eu achar que seja um leão sempre e sair correndo,

[00:39:46] porque a minha chance de sobrevivência é maior.

[00:39:48] Os que achavam que era só uma sombra, em geral, foram comidos e seus genes foram eliminados da piscina genética da população.

[00:39:55] Se fosse hoje, ganhariam para ir no Darwin, alguma dessas coisas.

[00:39:58] Então, a gente foi selecionado para enxergar coisas onde não existe nada.

[00:40:03] Se vocês recebem um conjunto de pontos, vocês enxergam alguma coisa.

[00:40:07] As pessoas olhavam para as estrelas e enxergavam animais da sua cultura.

[00:40:12] Então, essa padronização, por um lado, é boa em termos de sobrevivência,

[00:40:17] por outro lado, faz com que a gente veja rostinhos e alimente o Facebook com um monte de fotos interessantes.

[00:40:26] Ou então, com donos com a cara da Má de Tereza.

[00:40:31] Ou uma foto com Jesus Cristo nas geleiras.

[00:40:34] Então, isso é um subproduto?

[00:40:36] É uma filosofia.

[00:40:38] Mas assim, tem duas coisas que eu quero dizer que são importas.

[00:40:41] Uma, o cinema é fantasia, sempre, em princípio.

[00:40:44] Um fato importante é que a teoria de que o homem não foi para a Lua surgiu bem depois que o homem parou de a Lua, oficialmente, pelo menos pelos americanos.

[00:40:53] O livro que iniciou isso foi escrito em 1974, por um cara que não conseguiu ler um editor e publicou para o Contrapart em 1976.

[00:40:58] E aí, ficou ali, no Moro e tal, em 1977.

[00:41:01] Só que em 1978, foi feito um filme de ficção científica.

[00:41:04] 1977, 1978.

[00:41:05] Chama Capricornum com 1. Não sei se alguém já viu.

[00:41:08] É um baita filme, também.

[00:41:09] Eles não viam nem 2001.

[00:41:10] Então, esse é outro filme, Termini 1.

[00:41:12] E a minha interessa, galera, é você mostrar as razões.

[00:41:14] Capricornum 1 é o seguinte.

[00:41:15] É a história da primeira missão tripulada para Marte.

[00:41:18] De ficção.

[00:41:19] E aí, nesse filme, de fato, o governo ia fazer missão para Marte, mas descobriu que não tinha dinheiro para fazer missão para Marte, até o fim.

[00:41:26] Então, ele decidiu como fazer o foguete, botar os astronautas lá dentro, mas não tinha como fazer, nem chegar lá, nem voltar.

[00:41:31] Eles queriam morrer.

[00:41:32] Então, o que eles fizeram?

[00:41:33] Eles ensinaram aí, da Marte.

[00:41:35] Então, é um filme muito legal.

[00:41:36] É muito legal.

[00:41:37] Basicamente, aí, na hora, os caras tiram os astronautas, levam para um lugar no deserto e eles ficam presos lá dentro, gravando cenas em estúdio e telefonando para a mulher, dizendo que está tudo bem, durante três ou quatro anos.

[00:41:48] E, no final, então, eles voltam de novo no outro foguete e são recolhidos.

[00:41:51] E aí, tem uma farsa perfeita.

[00:41:53] Então, foi tão realista e usando efeitos tão bons que, na verdade, foi uma coisa…

[00:41:56] Em parte, ele brincou com essa conspiração que estava começando a aparecer, mas ele reforçou a ideia de que, com o cinema e trucagem, você pode fingir qualquer coisa.

[00:42:04] E, aliás, isso também funciona em política.

[00:42:06] Talvez vocês tenham visto um filme que se chama Walk the Dog, Manobras da Casa Branca, ou Mera Coincidência, com Dustin Hoffman e o Robert De Niro, que são dois assessores da Casa Branca,

[00:42:14] precisa acalmar, não sei por que razão lá, e eles têm que forjar uma guerra contra um país qualquer lá.

[00:42:19] Então, eles filmam no estúdio todas as cenas de bombardeio e tal, e é tudo mentira.

[00:42:23] Se dizer esse filme, ele é legal, é legal, porque brinca com essa mesma ideia.

[00:42:27] Mas, gente, vamos lembrar uma coisa, nós somos pessoas normais.

[00:42:30] É ficção. Ficção é legal, mas é ficção. Fazer isso na vida real envolve, como isso, muito mais gente e é impossível.

[00:42:37] Basta um fio solto. As pessoas entregam. Não tem segredo que dure muito tempo. Não tem.

[00:42:44] Aliás, o mesmo argumento é o Watergate, que é um escândalo real.

[00:42:47] Essa é a segunda coisa que eu vou falar.

[00:42:51] Por exemplo, umas coisas que os ufólogos adoram, eles são conspiracionistas por excelência.

[00:42:55] Eles acham que os governos escondem informações sobre os ETs.

[00:42:58] Essencialmente, essa é a frase básica.

[00:43:00] Os ufólogos brasileiros defendem que o governo brasileiro esconde informações sobre os ETs.

[00:43:06] Sério, eles fizeram um movimento para liberar as informações, os arquivos militares da Aeronáutica sobre óviles.

[00:43:13] Então, aí fico pensando, o que? O Brasil? O que a gente esconde aqui? Nada.

[00:43:18] Não tem. Tudo é transparente, mas é engraçado.

[00:43:22] E eles conseguiram. E os militares concordaram para fazer uma crise um tempo lá, faz um ano e meio, e eles liberaram os arquivos.

[00:43:29] Porque não tem nada.

[00:43:30] A população não está preparada para isso?

[00:43:31] Não, não tem nada. E quando os caras olharam e ouviram, não tinha nada.

[00:43:34] Eles disseram, não entregaram tudo, porque aqui não tem nada.

[00:43:36] Isso aqui não tem nada!

[00:43:38] Está muito divertido ver isso aí.

[00:43:40] Isso nos Estados Unidos ainda não aconteceu, porque o governo lá gosta de segredo.

[00:43:43] Bom, essa é a primeira coisa que eu queria dizer. A ficção existe e ela funciona.

[00:43:46] Mas tem uma segunda coisa que é importante. É o seguinte.

[00:43:48] A gente está fazendo teoria da conspiração e está jogando lama na ideia da conspiração, baseado numa teoria de conspiração maluca, que é a negação de como foi para a lua.

[00:43:56] Assim como existem algumas outras. Eu tenho uma lista aqui gigantesca.

[00:43:59] Aqui perto tem uma lista de teorias de conspiração de várias páginas.

[00:44:03] Gente, conspirações existem. De verdade.

[00:44:06] E elas são, deve chamar de conspirações, depois são descobertas, trazidas à luz, denunciadas e punidas eventualmente.

[00:44:12] Watergate, o escândalo do Nixon espionando lá para fraudar as eleições, foi descoberto, foi um escândalo.

[00:44:18] Esse negócio da internet, como é que é o nome do cara que traz lá na Rússia? O Snowden?

[00:44:23] É um escândalo, é uma conspiração.

[00:44:25] Ou seja, ele estava espionando os cidadãos, a presidente.

[00:44:28] Todo mundo está sendo espionado. Isso era uma conspiração.

[00:44:31] Na verdade, sempre que um país tem uma agência de espionagem que faz coisas embaixo do plano, em segredo, ela está conspirando.

[00:44:37] Porque conspiração define só isso.

[00:44:39] É uma trama urdida entre um grupo de pessoas para benefício expensível de um grupo, de uma parte do grupo,

[00:44:44] em prejuízo da maioria, organizado de forma sistemática e aplicado numa certa escala.

[00:44:49] Mas aí vários autores dizem, isso é importante dizer, a diferença está em que essas conspirações da internet é de grandíssima escala.

[00:44:57] Mas assim, de uma forma geral, as conspirações são localizadas e restritas, não são coisas muito grandes.

[00:45:02] Exatamente, porque é muito difícil manter um segredo com muitas pessoas.

[00:45:05] Então, as conspirações reais existem, mas não são muito massivas.

[00:45:08] Porque não tem como manter um segredo.

[00:45:10] Basta um cara lá abrir o bico.

[00:45:12] Toma um trago.

[00:45:13] E vai lá, pessoal.

[00:45:14] É tudo mentira.

[00:45:15] É tudo mentira, acabou.

[00:45:16] Então, assim, eu disse isso aqui.

[00:45:18] Sobre teoria da conspiração, também tem um outro fato.

[00:45:20] A gente tende a ridicularizar ela, considerando coisa de louco.

[00:45:24] O cara é louco.

[00:45:25] Tem até um filme chamado Teoria da Conspiração.

[00:45:27] Acho que é o Mel Gibson.

[00:45:29] Que ele é doido, ele anda no zisgôrdio, ele mora embaixo da ponte.

[00:45:32] E todos os teóricos de conspiração existem.

[00:45:34] Que é uma característica importante.

[00:45:36] Em geral, o cara está demonstrado que as pessoas que têm de acreditar em uma teoria de conspiração têm de acreditar em mais de uma.

[00:45:43] Na verdade, inclusive em todas.

[00:45:45] Inclusive todas que se contradizem.

[00:45:48] Essa aqui não bate com essa, não importa.

[00:45:50] Todas são certas.

[00:45:51] Eu conheço pessoas assim, você certamente conhece pessoas assim.

[00:45:54] Isso é um estudo recente.

[00:45:56] Tem o pessoal em psicologia que faz estudos.

[00:45:58] E eles realmente veem que é uma correlação positiva entre acreditar em teórias conspiratórias, desde que sejam conspiratórias.

[00:46:05] Não importa que sejam contraditórias.

[00:46:08] A gente poderia se perguntar, tá bom, que diferença faz a pessoa acreditar ou não se o homem foi na lua?

[00:46:13] Isso, que mal tem?

[00:46:15] Tem. É perigoso, sim.

[00:46:17] Porque a partir do momento que a gente acredita que essas teórias são válidas, de que algumas coisas que são realidade não são, por exemplo, aquecimento global.

[00:46:27] A partir do momento que a gente acha que existe uma farsa mundial pelos cientistas, por alguma razão eles se organizaram…

[00:46:33] Para acabar com o uso do petróleo e para atrasar o desenvolvimento do sistema.

[00:46:37] Então, se a gente acredita que existe uma farsa, a gente já não se engaja mais socialmente, politicamente,

[00:46:44] naquelas pequenas ações que a gente pode fazer para tentar diminuir a nossa carga de carbono que é lançada.

[00:46:51] Porque afinal é uma farsa. Por que eu vou me preocupar?

[00:46:54] Por que eu vou ter um custo, um custo financeiro, um custo de tempo?

[00:46:58] Vou encher meu saco fazendo coisinhas que melhorariam o meu ambiente?

[00:47:02] Militar não é só isso.

[00:47:03] Por que existir só uma farsa?

[00:47:04] Vou dar um exemplo um pouco mais contundente, porque o resumindo global é uma coisa real.

[00:47:08] Nós temos debatido bastante no nosso programa, já gravamos cinco programas sobre isso.

[00:47:11] Antropogênico?

[00:47:12] É antropogênico e é a única parte do aquecimento global que se a gente pode fazer alguma coisa é essa.

[00:47:17] Que é parar de produzir CO2, porque o resto está fora de nossas mãos, é outra escala planetária.

[00:47:21] Mas assim, eu dou um exemplo bem mais simples.

[00:47:23] Teoria de Conspiração, parecido com aquela que surgiu nos Estados Unidos, que aqui nunca pegou,

[00:47:27] de que lá no filme Dr. Strangelov, querido do Cúbreg, aparece essa história, que é um mito dos anos 50.

[00:47:33] Quando começou a fluretar a água para cuidar dos dentes das pessoas.

[00:47:36] Então, nos Estados Unidos surgiu um mito de que o flúor na água, na verdade, era uma substância química

[00:47:41] que lavava o cérebro das pessoas e transformava eles em zumbis a serviço do comunismo.

[00:47:45] Então eles ficavam automaticamente robôs, assim.

[00:47:47] E aí essa história aparece bem direitinho, que eu tenho um oficial paranoico que manda fechar a base

[00:47:53] e corta as relações com o Pentágono e declara a Guerra Rússia sozinho baseado nessa história.

[00:47:57] E não bebam mais água, começam uma ação a uísque.

[00:47:59] Ainda há gente que acredita nisso.

[00:48:01] Claro, e com isso que vai realimentar o negócio.

[00:48:03] Vocês são todos controlados pelo governo porque vocês bebem água com flúor.

[00:48:07] Você vê pela cara de vocês.

[00:48:08] É, vocês estão todos fluretados.

[00:48:09] Independente do fato que agora está se rediscutindo o flúor, porque eles também podem…

[00:48:12] Se escuta muita coisa mesmo, para alguns alunos que eu tenho.

[00:48:14] Eu também acredito em algumas coisas.

[00:48:16] Agora, esse exemplo parece ridículo e distante, anos 50 e tal.

[00:48:19] Mas vou pegar o mais recente.

[00:48:20] Começou a ter há mais ou menos uns 10 anos atrás, surgindo na Europa,

[00:48:24] o mito de que as vacinas dadas quantas certas doenças para as crianças

[00:48:28] estavam causando certas doenças, entre elas o autismo.

[00:48:31] Que coincidiu com a época em que o diagnóstico de autismo aumentou o número de pessoas com autismo.

[00:48:39] Diagnosticados com autismo.

[00:48:40] O que não quer dizer que tem uma epidemia e teria crescido o número.

[00:48:43] No caso, é porque está se diagnosticando mais adequadamente

[00:48:46] e isso faz aumentar o número até que estacione do que seria o percentual real.

[00:48:50] É o mesmo fato, por exemplo, quando a gente fala.

[00:48:52] Isso é uma coisa que eu aprendi muito recentemente.

[00:48:53] Eu acreditava, pelas evidências que eu tinha, eu também não sabia,

[00:48:56] eu podia falar em uma epidemia de câncer acontecendo atualmente.

[00:48:59] E estou convencido que não dá para falar em uma epidemia de câncer.

[00:49:01] Mas isso é recente. O artigo que provaria isso tem um ano.

[00:49:05] E foi descoberto com múmias.

[00:49:07] Mas essa história a gente conta depois.

[00:49:08] Múmias. Nós vamos fazer um programa sobre múmias.

[00:49:10] Mas assim, a história da vacina é muito grave.

[00:49:14] Olha o que uma teoria conspiratória dessa pode fazer.

[00:49:16] Está causando essa.

[00:49:17] Porque, na verdade, as vacinas antigamente, até uns 20 anos atrás,

[00:49:20] usavam uma molécula derivada do mercúrio como estabilizante.

[00:49:24] Porque o traço ficava na geladeira, saía da geladeira, voltava.

[00:49:26] E se não tinha aquilo, ela degradava muito rápido e aí o sinal ficava fraco,

[00:49:30] o cara vacinava para nada, dava a reação.

[00:49:32] Achava que estava imunizado e não estava.

[00:49:34] Isso é muito grave.

[00:49:35] Porque imunizar, falsamente, alguém é muito grave.

[00:49:37] Porque a pessoa pode ser contaminada, pegar doença e morrer dela.

[00:49:40] Inclusive sarampo, que sarampo mata também.

[00:49:42] Bom, no caso da vacina do sarampo, se usava essa substância.

[00:49:45] E foi demonstrado, depois de uns 10, 15, não, mais de 20 anos usando isso,

[00:49:49] que ela podia causar algumas doenças, mas não autismo.

[00:49:51] Porque o caso do autismo não se conhece até hoje.

[00:49:54] Causava algumas toxidez em alguns casos, porque teve um caso,

[00:49:56] teve um bate lá que ficou com uma concentração maior.

[00:49:59] Aí melhoraram o processo de preparação da vacina e substraíram essa substância.

[00:50:03] Ela não é usada há mais de 20 anos no mundo.

[00:50:06] Mas veja, o pessoal da conspiração não está informado.

[00:50:09] Eles ouviram falar que as crianças foram vacinadas, que tem o negócio do mercúrio,

[00:50:12] e ficaram autistas.

[00:50:13] Eu não quero meu filho ser autista, eu não vou vacinar meu filho.

[00:50:16] Então começou na Europa, na França, já voltou a epidemia pequena,

[00:50:21] de não sei quantos porcentos, é um número de 3%,

[00:50:24] começou as crianças a ter sarampo de novo e algumas morreram.

[00:50:27] Isso é absolutamente inaceitável, que tem que fazer um retrocesso,

[00:50:31] uma coisa bem estabelecida, são vacinas, são ouvidas.

[00:50:34] E veja, me disse um mito, uma teoria conspiratória dessas não é grave.

[00:50:40] Nesse caso é gravíssimo.

[00:50:41] Tem uma coisa que se esquece em geral, é que nem todo mundo pode ser vacinado.

[00:50:45] Nascidos não podem ser vacinados, pessoas muito idosas não podem ser vacinadas.

[00:50:49] Como eles não pegam doenças?

[00:50:50] Eles não pegam doenças porque existe uma coisa chamada de imunidade de bando.

[00:50:54] Acumulado.

[00:50:55] Que faz com que se as pessoas ao redor de vocês são vacinadas, elas protegem vocês.

[00:51:00] Então no momento que os pais decidem não vacinar crianças que vão para uma escola,

[00:51:06] onde tem crianças que às vezes tem alguma doença, não podem tomar vacinas,

[00:51:10] ou crianças pequenas que não podem tomar vacinas,

[00:51:12] se as crianças em volta não tomam vacinas, aquelas crianças podem morrer.

[00:51:18] A decisão dos pais de não vacinar seus filhos, além de colocar em risco seus filhos,

[00:51:23] coloca em risco um monte de homem.

[00:51:24] Toda a população.

[00:51:25] Que a vacina é baseada no efeito de massa.

[00:51:27] É uma coisa grave.

[00:51:28] A gente já gravou um programa sobre isso, vamos voltar a falar sobre isso,

[00:51:30] porque agora tem um outro debate que tem a ver com isso.

[00:51:32] Em algumas áreas isso é grave.

[00:51:34] Então alguns mitos alimentares, alguns mitos de uso de substâncias e outros,

[00:51:38] que acabam produzindo esse efeito negativo.

[00:51:41] Então o mito da lua é um ótimo exercício, mas sem consequência,

[00:51:43] porque não vai mudar a vida de ninguém se o homem foi ou não para a lua,

[00:51:46] na vida maior parte dos nossos.

[00:51:47] Esse era talvez para alguns astronautas e pessoas envolvidas na área.

[00:51:50] Mas da vacina sim, afeta todo o homem.

[00:51:53] O pensamento global também, e por aí vai.

[00:51:55] Porque a formação que o Jorge deu antes é que,

[00:51:58] se existe uma certa probabilidade de alguém que acredita numa teoria conspiratória,

[00:52:03] acreditar em muitas teorias conspiratórias.

[00:52:05] O governo é mal, esconde coisas, então ele também faz outras maldades.

[00:52:07] Aliás, no Brasil tem gente que não está vacinando os filhos,

[00:52:10] porque alguns pastores e algumas igrejas estão reviculando isso,

[00:52:13] e aí eles têm um poder muito grande de influência dentro dessas comunidades.

[00:52:16] Então tem lugares que não estão vacinando, já está acontecendo isso.

[00:52:19] Só que não há um controle tão grande.

[00:52:21] Isso é grave, tem que ficar atento.

[00:52:23] Se você ouve na sua comunidade algum parente ou outra,

[00:52:25] começa a falar com esse papo,

[00:52:26] não, o professor falou na aula que talvez não é para vacinar porque é perigoso.

[00:52:29] Levanta o alarme e converso com alguém.

[00:52:33] Isso tem que ser debelado antes que se espalhe.

[00:52:35] Porque infelizmente, teorias como essas têm um apelo psicológico,

[00:52:39] não é só louco que acreditam nisso.

[00:52:41] Pessoas saudáveis e normais podem,

[00:52:43] porque elas cumprem um certo papel psicológico.

[00:52:46] Elas permitem dar uma espécie de certeza diante do mundo,

[00:52:50] de um mundo que é incerto e inesperado e que não tem controle nenhum.

[00:52:54] Isso é uma coisa que psicologicamente é devastador para a maioria das pessoas.

[00:52:57] Ninguém gosta de viver na incerteza, na dúvida,

[00:53:00] no ah, meu Deus, sabe o que vai ser o dia de amanhã,

[00:53:02] que é o dia a dia nosso.

[00:53:03] Então as certezas arraigadas são confortáveis, mas elas são perigosas.

[00:53:08] Curiosamente, o mesmo debate que se dá em outros contextos.

[00:53:11] O universo em geral é um lugar inhóspito.

[00:53:13] Por exemplo, pega os atentados em Boston, na Maratona, 11 de Setembro.

[00:53:17] São coisas que são essencialmente aleatórias.

[00:53:19] A gente não tem controle.

[00:53:20] Elas podem acontecer de uma hora para a outra.

[00:53:22] Isso é terrível.

[00:53:23] Como é que a gente pode viver existindo coisas no mundo

[00:53:26] que a gente não tem controle, que a gente não entende?

[00:53:28] Tem duas formas.

[00:53:29] Uma é sem saber.

[00:53:30] Porque a maioria vive sem saber nada.

[00:53:32] E a outra é inventando uma explicação,

[00:53:34] que pode não ser verdadeira, mas que tranquiliza a pessoa.

[00:53:37] Então as pessoas tentam para entender esses mecanismos.

[00:53:40] Existem uma série de mecanismos psicológicos,

[00:53:43] que acho que não é o caso de discutir hoje.

[00:53:45] Então, esse foi o Fronteiras da Ciência.

[00:53:47] Hoje a gente falou sobre o cineasta Stanley Kubrick,

[00:53:50] a suposta filmagem da chegada do homem à lua

[00:53:53] e as teorias conspiratórias como essa e outras mais.

[00:53:56] Estiveram aqui hoje o Carlos Miraglia, da Alphapel,

[00:53:59] o Jorge Kieffel e o Jeffery Sorenson,

[00:54:01] da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

[00:54:08] O Programa Fronteiras da Ciência

[00:54:10] é um projeto do Instituto de Física da URGES,

[00:54:13] técnica de Gilson de César

[00:54:15] e direção técnica de Francisco Guazelli.