Modelo Híbrido é o novo “Não sei”?


Resumo

O episódio discute criticamente a popularização do termo ‘modelo híbrido’ para descrever o futuro do trabalho e da educação após a pandemia. Os participantes questionam se o conceito não é apenas uma forma elegante de dizer ‘não sabemos ainda’, mascarando a falta de planejamento e a complexidade das decisões envolvidas.

No contexto do trabalho, são levantadas questões sobre desigualdade de benefícios (como vale-refeição vs. vale-alimentação), auxílios para internet e energia, a invisibilidade de funcionários juniores e estagiários em ambientes remotos, e a dificuldade de aculturação e mentoria. Empresas como Microsoft, Google, Apple, Goldman Sachs e IBM são citadas como exemplos de abordagens diferentes, muitas vezes decididas de cima para baixo sem consultar os funcionários.

Na educação, a discussão é ainda mais profunda, abordando o impacto catastrófico do ensino remoto emergencial, especialmente na alfabetização e na socialização de crianças. A falta de infraestrutura (computadores, internet, espaço adequado) nas famílias mais pobres é destacada como um agravante da desigualdade educacional. A merenda escolar como refeição essencial para muitas crianças também é mencionada.

O programa conclui que ‘modelo híbrido’ é um termo vago que esconde mais problemas do que resolve, e defende a necessidade de diálogos profundos e estruturados, tanto dentro das empresas (envolvendo as equipes) quanto na esfera pública (para políticas educacionais), ao invés de decisões precipitadas ou meramente modistas.


Indicações

Pessoas

  • Ken Fujioka — Foi convidado de um episódio anterior do Mupoca para discutir abordagens e problemas esquecidos sobre o home office, como as dificuldades de quem mora em casas apertadas ou com família.

Podcasts

  • Opsite — Mencionado brevemente no início, parece ser outro podcast que também discutiu temas relacionados ao trabalho e mudanças durante a pandemia.

Linha do Tempo

  • 00:02:16Introdução ao tema do modelo híbrido — Os apresentadores introduzem a discussão sobre o que estão chamando de ‘modelo híbrido’ no trabalho e na educação. Questionam se o termo não é apenas uma palavra bonita para mascarar a incerteza geral (‘não sei como vai ser’). Fazem uma analogia com o meme do cachorro ‘vamos ver o que vem por aí’.
  • 00:07:16Crítica à vagueza do termo ‘híbrido’ — Luiz Iassuda argumenta que ‘híbrido’ significa ‘nem lá nem cá’ e fala muito pouco sobre o que efetivamente será. Ele contrapõe a ideia de um ‘novo normal’ permanente, sugerindo que a situação atual é um ‘acidente de percurso’ e não um modelo definitivo. A falta de uma ‘cartilha’ ou diretriz clara para o modelo híbrido é destacada.
  • 00:10:57Questões trabalhistas e de benefícios — A discussão avança para os impactos trabalhistas do modelo híbrido, como a possível necessidade de regulamentação por sindicatos. São levantados problemas como a suspensão do vale-refeição, a dificuldade de implementar auxílios para internet e energia, e a zona cinza de acidentes domésticos durante o horário de trabalho. A metáfora ‘CNPJ não tem coração’ é usada para criticar a despersonalização das relações.
  • 00:20:51Invisibilidade de juniores e desafios de liderança — Gabriel Prado aponta que o modelo só funciona com processos de liderança muito bem estruturados. Ele destaca a penalização de pessoas juniores, estagiários e novos funcionários, que ficam ‘invisíveis’ e desamparados no remoto, perdendo a oportunidade de aprendizado por observação e aculturação. A dificuldade de mentoria e avaliação de desempenho é salientada.
  • 00:31:56O escritório como território e símbolo de poder — Thali Sione argumenta que, para grandes empresas, o escritório físico é um ‘território’ e um cartão de visitas que comunica poder e reputação. Esvaziar escritórios pode ser lido como um sinal de fraqueza para acionistas, fornecedores e o mercado. Empresas como Goldman Sachs e Apple são citadas como exemplos que dificilmente abririam mão desse símbolo físico.
  • 00:36:47Expansão da crítica para a educação híbrida — O escopo é ampliado para discutir o modelo híbrido na educação. Luiz Iassuda destaca que o impacto é muito mais amplo e profundo, envolvendo políticas públicas. Ele cita uma pesquisa onde 72% dos alunos reprovaram a qualidade do ensino remoto emergencial.
  • 00:39:31Impacto devastador na alfabetização e socialização — Silvia Ferrari, visivelmente emocionada, relata uma reportagem sobre uma mãe pescadora cujo filho está em fase de alfabetização. Ela enfatiza que processos como aprender a segurar a caneta e desenhar letras dependem crucialmente do contato físico presencial, algo ‘quase mágico’ que professoras experientes proporcionam. A perda de socialização para crianças também é lamentada.
  • 00:42:50Desigualdade educacional agravada pela falta de infraestrutura — Os participantes detalham como a educação remota aprofundou a desigualdade. Enquanto escolas particulares podem ter estrutura, na escola pública muitas famílias têm apenas um smartphone para várias crianças, um único cômodo para estudar e internet instável. A merenda escolar, muitas vezes a principal refeição da criança, também foi perdida.
  • 00:45:10Conclusão: a necessidade de diálogo, não de certezas vazias — O programa chega ao fim sem conclusões definitivas, mas com um alerta. Os participantes pedem cautela com gurus e modismos do LinkedIn que anunciam o ‘modelo híbrido’ como a solução definitiva. Eles defendem a necessidade de diálogos profundos e estruturados nas empresas e na sociedade sobre trabalho, educação e serviços, ao invés de aceitar termos vagos como respostas.

Dados do Episódio

  • Podcast: Mupoca
  • Autor: Mupoca
  • Categoria: Society & Culture
  • Publicado: 2021-07-08T04:02:37Z
  • Duração: 00:49:47

Referências


Dados do Podcast


Transcrição

[00:00:00] Esse podcast é apresentado por b9.com.br

[00:00:10] E aí moçada, moçada inspirada e reluzente, ouvinte desse belo podcast, está começando

[00:00:36] Eu sou Luiz Iassuda e estou aqui hoje com os meus companheirinhos de bancada, Gabriel Prado

[00:00:42] Bom dia, boa tarde ou boa noite fica a seu critério

[00:00:47] E Thali Sione

[00:00:49] Oi do limbo aí que todos habitamos, né?

[00:00:51] É isso aí

[00:00:52] Talvez a Silvia faça… a Silvia Ferrari está tendo problemas técnicos aqui

[00:00:58] Ela talvez faça aparições aí durante esse programa no decorrer dele

[00:01:03] Vamos torcer para que tudo dê certo

[00:01:05] Se não der, ela aparece um áudio no fim do programa desejando uma grande semana a todos

[00:01:12] A Silvia está no limbo, tal qual eu estive na última semana mupóquica, mas estou aqui de volta

[00:01:20] A gente atrasou, porque foi uma semana do cão para todo mundo, né?

[00:01:25] Trabalho, vida pessoal

[00:01:28] Todo mundo sequestrado pelo contexto

[00:01:32] Então a gente atrasou este programa número 134 para esta semana

[00:01:37] Mas o que a gente vai tentar aqui é que o 135 não seja daqui 15 dias

[00:01:42] E sim que já seja na próxima semana para voltarmos a agenda

[00:01:48] Então o único que ficaria atrasado seria este aqui, o 134

[00:01:52] A gente atrasou o programa, mas está propondo aqui hoje uma discussão riquíssima, minha gente

[00:01:58] Uma discussão que realmente pode trazer luz a algumas coisas que estão acontecendo

[00:02:04] Que as pessoas não estão dando a devida importância, não é mesmo, Gabriel?

[00:02:06] Sim, mas não é que a gente atrasou, né? A gente só chegou mais tarde

[00:02:12] E lá vamos nós!

[00:02:16] Mas é isso, hoje nós vamos falar aqui um pouquinho de tudo o que estão chamando de modelo híbrido

[00:02:22] Eu fiquei aqui com a dúvida se essa questão de chamar o trabalho agora vai ser híbrido

[00:02:27] Educação agora é híbrida?

[00:02:29] Híbrido é uma palavra bonita para nenem

[00:02:33] Nenem? Como que vai ser a parada híbrida? Poderia ser assim, não sei também como é que vai ser

[00:02:39] Porque está todo mundo em dúvida

[00:02:41] É o casa grande mandando, vamos andando, né?

[00:02:45] Vamos andando aí, o famoso meme do cachorro

[00:02:48] Oi?

[00:02:49] Você falou o cara grande ou o casa grande?

[00:02:52] Casa grande

[00:02:53] Cara grande seria um belo apelido para ele também

[00:02:57] Também, exatamente, porque ele é um cara grande afinal

[00:03:01] E outra coisa também importante para a gente salientar nessa questão do modelo híbrido

[00:03:07] É aquele famoso meme do cachorro, vamos ver o que vem por aí

[00:03:11] Não dá para saber ainda, um grande momento essa internet

[00:03:14] Perfeitamente, é o padroeiro do modelo híbrido

[00:03:17] Isso, padroeiro do modelo híbrido, exatamente

[00:03:20] Mas antes de seguirmos para a pauta, eu tenho que lembrar a você, ouvinte

[00:03:24] Que o Mupoca é membro orgulhoso da família B9 de podcasts

[00:03:29] Você pode entrar lá em b9.com.br barra podcasts e ouvir todos eles

[00:03:35] Tem podcasts para todos os gostos, sabores, cores, amores

[00:03:40] Enfim, e modelos híbridos

[00:03:42] E modelos híbridos, muito obrigado, talissone

[00:03:45] Tem podcasts para todas as cores, sabores, amores e modelos híbridos de existência

[00:03:52] Que você quiser ou estiver desfrutando nessa vida

[00:03:57] Olha, coisa bonita que é tanto podcast junto, tanto podcast unido

[00:04:02] Com o Merchana Globo, não é mesmo minha gente?

[00:04:05] É tão bonito quando eu vejo Carlos Menino aparecer na Globo News

[00:04:08] Quando eu vejo Juliana Wallauer aparecer no Esporte TV

[00:04:11] É uma coisa maravilhosa

[00:04:12] É o Plim Plim, né?

[00:04:13] É o Plim Plim, trazendo grandes emoções para todos

[00:04:16] Mas estou aguardando o Merigo começar o programa do Opsite

[00:04:21] Opsite, ia ser genial, ia ser maravilhoso

[00:04:25] Mas chega de enrolação minha gente, vamos à pauta

[00:04:29] Vamos embora

[00:04:30] Cheguei, oiê

[00:04:32] Desde o começo da pandemia, o mundo foi severamente afetado

[00:04:35] Por mudanças em como nos relacionamos, em como consumimos informação

[00:04:39] E em como trabalhamos, em como aprendemos ou educamos

[00:04:43] Na pressa, e não dá pra achar mais de outra maneira

[00:04:45] Quem pôde se trancou em casa

[00:04:47] E decretou que este novo modelo de cativeiro para trabalho e educação

[00:04:51] Falamos sobre isso lá no podcast do Opsite

[00:04:54] E também sobre o programa do Opsite

[00:04:57] Para comprovar esse movimento, a gente viu diversas notícias

[00:05:01] De diversos segmentos do mercado

[00:05:03] Comentando, por exemplo, sobre adequar os futuros escritórios

[00:05:06] Para a nova era, essa nova era entre aspas

[00:05:09] Em que boa parte da força de trabalho seria proibida de ir ao escritório

[00:05:13] Houve até quem se empolgasse tanto

[00:05:15] E falasse até que a força de trabalho era proibida de ir ao escritório

[00:05:19] E que a força de trabalho era proibida de ir ao escritório

[00:05:22] E que a força de trabalho era proibida de ir ao escritório

[00:05:25] E que quem se empolgasse tanto

[00:05:27] E falasse até que era home office pra sempre

[00:05:29] Na mesma onda de empolgação

[00:05:31] Quem pôde também anunciou que, enfim

[00:05:33] Nós veríamos novidades

[00:05:35] Nessa área da educação

[00:05:37] Com modelos como o homeschooling

[00:05:39] O EAD, enfim, se estabelecendo

[00:05:41] Em todas as faixas de idade

[00:05:43] Falamos, inclusive, dos muitos cursos que estão brotando aqui

[00:05:47] A colar no mopoca 130

[00:05:49] Tudo o que você precisa saber sobre cursos

[00:05:52] Sobre tudo o que você precisa saber

[00:05:54] muito a respeito de tudo o que está acontecendo nesta área. Mas o tempo passou, a empolgação com

[00:06:02] ficarmos trancados em casa naturalmente arrefeceu. Alguém estava empolgado com isso mesmo? Enfim,

[00:06:07] a pandemia deu uma trégua no final de 2020 e toca todo mundo para fora de casa, lotar bares,

[00:06:14] restaurantes, serviços diversos e escritórios e escolas. O papo então, agora em 2021, passou a ser

[00:06:21] um novo modelo que teria um pouco de tudo, uns dias de escritório, uns dias em casa, uns dias de

[00:06:27] escola, uns dias de apostila, os tais dos modelos híbridos. Deu uma rápida busca aí na internet e

[00:06:33] veja você mesmo. Híbrido não é mais aquela coisa apenas dos carros, parte elétricos ou parte a

[00:06:39] combustão, é o termo do momento, estar nas políticas de volta ao escritório de uma série de empresas

[00:06:44] e parece de uma certa maneira equalizar questões anteriores que foram chamadas de aberração, por

[00:06:51] exemplo, algumas figuras importantes do mercado financeiro. Mas será que híbrido, aqui, não é uma

[00:06:57] certa simplificação para aquele meme, vamos ver o que vem por aí, não dá para saber ainda? Será que

[00:07:03] os problemas criados vão ser menores do que as aparentes soluções que esse modelo híbrido está

[00:07:09] trazendo? Enfim, tem muito pano para manga e é por isso que o Mupoca agora começa para valer.

[00:07:16] Vamos à discussão. Muito bem, minha gente, é o seguinte, estamos tendo diversas discussões,

[00:07:22] diversas futurologias, esse exercício gostoso até que o Mupoca faz, propondo que o modelo de

[00:07:30] trabalho, o modelo de educação, o modelo do que você quiser imaginar que foi muito afetado pela

[00:07:37] pandemia vai ser híbrido. E aí eu me peguei um pensamento de, minha gente, híbrido significa

[00:07:44] nem lá nem cá, um pouco dos dois, uma mistura, como se diz aqui no Brasil, e isso fala muito pouco

[00:07:54] a respeito do que, efetivamente, vai ser. Porque eu tenho a impressão de que, de fato, a gente não vai,

[00:08:01] as coisas como estão postas, hoje são um acidente de percurso, são uma coisa que a gente tem que

[00:08:07] fazer correndo. E neste momento está funcionando, as coisas estão indo, obviamente alguns custos

[00:08:13] estão sendo revistos, mas não significa exatamente que tudo isso vai durar para sempre, o que está

[00:08:19] aqui é o modelo que vai ficar. Nem nem. É o novo normal. Meu Deus, credo. Lembra, um ano atrás a

[00:08:28] gente falava do novo normal. É o novo normal que já saiu de moda, né? Já saiu, esse aí, esse termo já tá,

[00:08:39] mas é uma coisa engraçada, Silvia, você bem relembrou uma coisa importante, a gente até fez uma

[00:08:44] ponte aqui na introdução que é a seguinte, no ano passado vieram esses modelos, então a gente falou,

[00:08:48] ah, a pandemia acelerou o trabalho, então remoto, de uma maneira que empresários começaram a

[00:08:56] descobrir, uau, funciona. E aí a gente achou que ia ser a reinvenção do home office, e a gente até

[00:09:04] fez um mopoca no ano passado com o nosso ilustríssimo Ken Fujioka para falar justamente de

[00:09:09] algumas abordagens que a gente estava esquecendo, né? Sei lá, quem mora em casas muito apertadas,

[00:09:14] quem está preso com família, com filhos, né? Não está tendo exatamente o modelo de home office que

[00:09:20] se esperaria quando se podia optar por um home office no passado, né? Então era pergunta home

[00:09:25] office para quem? Porque naquela época teve um monte de empresário moderno, um monte de publicitário

[00:09:30] que chegasse, saia vindo a público, falar alguma coisa do tipo, não, descobrimos que home office

[00:09:35] funciona demais, vai ser assim para sempre. E a gente começa a andar e começa a ver que há uma

[00:09:42] reversão dessa tendência, ainda que o que está já sendo vendido neste momento é que todo e qualquer

[00:09:48] escritório vai ser modelo híbrido, e ninguém consegue explicar o que diabos, né? Ou como cada

[00:09:54] pessoa está criando o modelo híbrido, né? Assim, a mão livre, né? Não tem nada que indique o que

[00:10:03] vai ser de fato… Não tem cartilha, né? Não tem cartilha. É o Jesus no volante, né? Jesus no volante.

[00:10:08] Exato, e eu acredito que mais para frente, assim que entrar em prática um modelo híbrido no pós-vacina,

[00:10:15] vai ter muita questão aí de sindicato, querendo regulamentar o que é isso, para onde vai,

[00:10:21] o que vamos, o que vale e o que não vale, o que vai estar, porque o modelo híbrido passa pelo todo

[00:10:28] contrato de trabalho, né? E tem muitos contratos de trabalho de muitas profissões na área de serviços

[00:10:34] cuja função lá, o códigozinho, né? Ocupação, tal, etc. Tem um sindicato, tem um órgão

[00:10:42] regulamentador, enfim, que isso está ligado ou não se o trabalho prestado, o serviço prestado

[00:10:48] da empresa ou não, né? Então eu acho que é daí que vão vir os primeiros ajustes do modelo híbrido.

[00:10:57] Eu fico imaginando, por exemplo, que nem na França, há uns anos atrás, teve a questão dos e-mails e

[00:11:04] ligações. E-mail e ligação enviado depois de horário de trabalho é hora extra, ponto assim. Então

[00:11:10] eu também entraria numa longa conversa aí sobre questões trabalhistas, porque realmente,

[00:11:17] os horários estão, a moda também é a mão livre, tá? Uhul, vamos aí! É livre, é liberal, é liberdade e,

[00:11:24] na verdade, está todo mundo só trabalhando 24 horas por dia. Exato, cara. Eu acho que faz um ano e meio

[00:11:29] que eu não sei mais o que é almoçar no horário de almoço. Olha aí. E, na real, isso abre margem

[00:11:36] pra CNPJ fazer o que gosta, né? Que é não ter sentimento. É verdade. Então… Né? Porque quem não

[00:11:44] vê cara não vê coração. Não vê mesmo. Então se você não tá ali na frente do brother… É,

[00:11:49] o chicote não passa pela fibra, né? Mas não só isso, né? As empresas deveriam prover as coisas.

[00:11:54] Não, pera aí. O chicote não passa pela fibra. Por favor, já escassou… Som de chicote. Som do

[00:11:59] chicote, né? O chicote não passa pela fibra ótica. Isso, isso. Exatamente. Obrigado,

[00:12:11] Thales, por brindar a gente com a sua sabedoria. Sabe que tem uma coisa engraçada, Thales? Que

[00:12:17] você comentou agora, né? CNPJ não tendo coração e tudo mais, mas você sabe que os CEOs estão muito

[00:12:23] preocupados, né? Oh, que pena. Mas é assim, eles estão realmente preocupados e isso aponta,

[00:12:27] realmente, porque cada um tá indo fazendo o que tá imaginando que seja híbrido, né? Então,

[00:12:32] por exemplo, você tem o exemplo da Microsoft falando, sendo um pouquinho mais aberta. Ah não,

[00:12:37] tá tudo bem, pô. Trabalha, né? Vamos cada um mais ou menos criar a sua política e tudo mais. Aí

[00:12:42] você tem empresas que estão restringindo mais, tipo o Google, tipo a Apple. Você até traz o

[00:12:46] exemplo. A Apple você até botou aqui um… Pô, a Apple gastou demais pra criar aquele escritório,

[00:12:51] lá. Seria uma pena que os funcionários agora trabalhassem em casa, né mesmo?

[00:12:57] E todo aquele conceito, né, de ser aberto pras pessoas se encontrarem. Serem de idade, né? É a

[00:13:05] palavra que o executivo senior gosta. Não dá pra você entrar numa sala de zoom aleatório e falar

[00:13:12] aí, o que vocês estão fazendo? Exatamente. Tal qual grande publicitário folclórico costumava

[00:13:20] fazer numa agência… Fictícia. Igualmente folclórica. Uma agência continental, eu diria.

[00:13:26] Uma agência… Exatamente. Ah, é. Grandes histórias. Eu ainda adoro uma que não dá pra contar no ar,

[00:13:33] mas enfim, voltemos aqui ao foco. É a seguinte, e uma coisa engraçada, você vê isso também se

[00:13:39] em outros tipos de empresa, né? Então, sei lá, você tem bancos, que nem o Goldman Sachs,

[00:13:44] que acham que trabalho remoto é aberração, então vai todo mundo voltar pro escritório? Bem.

[00:13:48] JP Morgan falando que, não, olha, é legal, tal, mas eu acho que muita gente vai querer voltar pro

[00:13:53] escritório, né? Mas vai ter uma parcela que vai ficar em casa. Aqui no Brasil a gente tem

[00:13:57] exemplos também de empresas que estão mega abraçando, empresas que estão mega não querendo e

[00:14:02] tem uma mistura nisso tudo mesmo, assim. A gente fica meio não sabendo pra onde olhar, porque eu

[00:14:08] não tenho entendido que essas decisões têm realmente partido das lideranças, né? Dos C-levels,

[00:14:14] né? Das empresas e o famoso tão esquecendo de combinar com os russos. É, e na verdade isso

[00:14:22] trouxe uma coisa legal, né? Que é tipo o trabalhador, assim, toca internacional no fundo,

[00:14:28] né? Porque o trabalhador não tá querendo voltar e não vai. É que tem de tudo, né? O que a gente precisa

[00:14:35] mais apontar é, tem de tudo nessa história. Eu acho que tem gente que quer voltar, tem gente que

[00:14:41] não quer, mas o ponto é, assim, me parece que os modelos estão levando muito pouco em consideração

[00:14:46] de se sentar com os times e efetivamente desenhar uma política. Exato. É, eu posso usar a minha

[00:14:52] empresa que eu trabalho agora, é um exemplo engraçado, né? Porque eles, ano passado ainda,

[00:14:58] eles falaram, vamos voltar pro escritório agora que tá mais de boa, né? Naquele alívio de

[00:15:04] E daí deu mó treta, e daí as pessoas falaram, nem a pau, e daí eles revisaram. E agora tem que ir

[00:15:10] duas vezes por semana, né? Mas vocês tão indo duas vezes por semana? A partir de agosto. A partir

[00:15:15] de agosto, ainda não. E quem não se sente seguro não precisa ir. É, era isso que eu ia perguntar,

[00:15:22] tem uma agenda definida pra ir ao escritório ou é só, tipo, ah, legal ir no escritório, né?

[00:15:28] Os times, cada time combina um dia pro time tá junto e daí tem um segundo dia que você vai quando

[00:15:34] for conveniente. E daí, tipo, quem não se sente seguro, sei lá, vai ter x tempos até o final do ano,

[00:15:41] não sei, pra se adaptar a ideia, né? Pra se adaptar, né? Pra perder o medo. Ou vai esperar dar uma

[00:15:46] calmada, né, ver o que vai dar da variante, sei lá. Mas vai ser uma mesma política pra todo mundo,

[00:15:51] então, assim, dependente do seu cargo, independente da sua posição, do que você faz. Então, não.

[00:15:59] Duas vezes por semana. A galera de tecnologia tem esse regime, quem é de vendas tem que ir todo dia,

[00:16:06] o que, enfim, né? Quem cujo trabalho é coordenar a gente tem que ir três vezes. E daí os trabalhadores

[00:16:16] de foco que, tipo, que tem tarefas que você fica isolado boa parte do tempo vão duas vezes.

[00:16:22] É, tem três coisas que eu tenho observado por aí. Eu acho que, tirando pandemia de contextos, tá?

[00:16:29] Porque a gente tá falando de um futuro híbrido aí, né? Eu acho que os dois extremos, eles acabam

[00:16:35] sendo muito negativos, considerando o privilégio que é ter alguma função que possa ser exercida

[00:16:44] de maneira remota, né? É sempre bom a gente colocar esse disclaimer aqui, né? Que, querendo ou não,

[00:16:52] é algo que não é a maioria da população que pode fazer. Mas considerando, já que a gente tá

[00:16:59] falando de modelo híbrido, feito esse experimento, já ficou claro que não há uma necessidade real de

[00:17:06] ficar presente todos os dias. Ainda mais trabalhos de escritório, né? Que dependam de produção ou

[00:17:15] mesmo reuniões que, às vezes, acabam sendo muito mais produtivas quando feitas de maneira remota

[00:17:20] cada um no seu dispositivo aí, né? Exato, além do ganho que você tem com o tempo de equipe no

[00:17:27] deslocamento para reuniões. Exato, equipe, toda a qualidade de vida, por aí vai. Segundo ponto que

[00:17:33] você tá começando a apitar em algumas empresas, vem muito disso que o Thales falou. Começa a haver

[00:17:39] uma desigualdade de necessidades e uma desigualdade até de benefícios. Eu já soube de empresas que

[00:17:47] suspenderam, por exemplo, o Vale Refeição, começaram a oferecer só o Vale Alimentação,

[00:17:52] num valor às vezes inferior ao que era oferecido como Vale Refeição, porque o Vale Refeição,

[00:17:57] ele não é um direito adquirido, né? Ele é um benefício que fica um pouco a critério da empresa

[00:18:04] e eu não entendo exatamente se algum sindicato tem alguma influência nisso. Tem e é Vale Refeição

[00:18:12] e VA, dependendo do tamanho e tudo mais, você tem desconto imposto. Então, tanto é que tem

[00:18:20] muita empresa com dificuldade de fazer essa troca de VR para VA, tal, porque tem uma questão de

[00:18:26] imposto que acaba travando isso ou transformando o cartão, no cartão de multibenefícios e tal,

[00:18:33] então, impacta no tributário. Então, é uma adaptação aí que tem muita empresa olhando com

[00:18:39] calma ainda para fazer essa troca. Em muitos aspectos, né? A gente precisava de uma reforma

[00:18:45] na CLT, mas não a que a gente teve. Exato. A que a gente teve só foi nada. A gente teve foi

[00:18:54] uma organização do trabalho, né? Não foi uma reforma de fato. Exato. Mas aí, como estão jogando

[00:19:01] na mão de Deus, né? Como estão deixando os trabalhadores se degladiarem para definirem

[00:19:06] se vão ou não para escritórios, já acaba gerando algumas rixas entre equipes, né? O que acaba sendo

[00:19:14] negativo, né? No fim das contas. A mesma coisa acontece aí com a questão do se vai incluir nos

[00:19:21] benefícios, o auxílio, a conta de luz, internet ou não. É uma necessidade nova, necessária. A

[00:19:29] gente está aí enfrentando aí um aumento nesse momento de 15% na conta de luz para mais. Boa

[00:19:35] parte de home office, né? E aí, como que fica esse auxílio? E quem não precisa? E quem vai míbrido?

[00:19:40] Como que fica? Exato. Esse benefício vai ser reconhecido, vai conseguir descontar no tributo

[00:19:46] ou é o desembolso puro da empresa. Acidente doméstico. Enfim. Se você sofrer um acidente

[00:19:52] doméstico em horário de trabalho. Se é um acidente de trabalho. Ou é um acidente doméstico. Na

[00:19:57] verdade, na verdade eu estava até… Uma baita de uma zona cinza, né? Eu estava até ponderando. Se você

[00:20:02] pega a corona indo para o trabalho, é o que? Acidente de trabalho ou não? É pandemia. É estado de

[00:20:07] exceção. Estado de exceção. Como que chama isso em apólice de seguro em inglês? God’s will.

[00:20:14] Eventos não controláveis eles põem o termo God’s will. É muito louco, né? Tipo, o cara olha pra você falar foda, né?

[00:20:19] É tipo, você tá indo pro trampo e passou um tornado, cara. God’s will, cara. Se cai um cofre de um avião é um

[00:20:25] acidente de trabalho raro. Agora, tornado aconteceu, né? Acontece. Tornado, tsunami, pandemia. Isso.

[00:20:33] Vírus mortal, ataque zumbi. O último ponto que eu queria colocar aqui, bem leve superficialmente,

[00:20:40] que pra mim, na verdade, acaba sendo o ponto mais crítico, é que esse modelo ele só funciona

[00:20:45] se os processos de liderança estão muito bem azeitados. Porque outra coisa que eu tenho

[00:20:51] observado por aí, que muita gente tem sido penalizada, são pessoas júniors na equipe,

[00:20:57] estagiar nas empresas, estagiários, júniors, pessoas novas, que dependendo do processo de

[00:21:04] trabalho que elas têm, elas acabam ficando invisíveis. Invisíveis, desamparadas. Exato.

[00:21:11] Esse ponto que você tá colocando, Gabriel, é um dos pontos que é um dos mais fortes argumentos

[00:21:17] levados assim, olha, as coisas vão voltar ao normal mais rápido do que vocês imaginam. Tem

[00:21:23] muita gente que tem pontuado que modelo híbrido é o caralho. Tipo, as coisas vão, estão num momento

[00:21:29] de atenção, vão passar mais um por um momento de ajuste. Claro que algumas carreiras vão mudar,

[00:21:35] porém, contudo, entretanto, o colarinho branco vai voltar. E justamente uma das coisas que estão

[00:21:41] pontuadas é isso. O CEO está com muito medo de você passar a cultura pra frente. Então, por exemplo,

[00:21:47] você ouve um CEO de uma JP Morgan, um CEO do Goldman Sachs, e eu já ouvi isso também de empresas

[00:21:52] brasileiras, tá sendo muito difícil você aculturar pessoas que estão entrando, tá sendo muito difícil

[00:21:57] pensar qual é que é a da empresa, aquela coisa de missão, visão e valores, cultura organizacional,

[00:22:03] como as coisas funcionam, etc, etc, etc. E justamente tem sido muito difícil fazer o processo de

[00:22:11] gerenciamento e mentoria. Não tem como você avaliar de uma maneira extremamente precisa como é que a

[00:22:19] pessoa tá absorvendo as informações, como é que ela tá aprendendo a fazer o que ela deve fazer,

[00:22:23] como é que ela tá entregando, porque você também coloca a questão de estamos todos num estado de

[00:22:29] exceção em perspectiva. Às vezes você tem trocas de liderança, então até o processo de liderança

[00:22:34] muda pra questão daqueles empregados, então fica muito difícil. Exato, essa questão do júnior é

[00:22:40] muito interessante porque, assim, a função do estágio, a função até do próprio júnior,

[00:22:45] do aprendiz e tudo mais, muito é da observação. É a vivência, né? É a vivência, né? Então

[00:22:53] tem muitos, muitos, muitos postos de trabalho administrativos que você aprende ali no corre,

[00:22:59] ali no contato, ali com o chefe, e você vai observando e aprendendo, observando,

[00:23:04] aprendendo, observando, aprendendo, tomando um alí, um aqui e tal, bababá, e você vai no corre.

[00:23:09] E de ler as pessoas e de, puta, eu fiz um negócio e a pessoa não falou nada, mas eu saquei que ela

[00:23:15] se decepcionou. Ah, não sei o quê, tem essa leitura de ambiente do você aprender a viver no ambiente

[00:23:21] profissional, né? Que tem um crescimento e aonde você constrói a tua postura, né? Aí você,

[00:23:29] você vira e fala, ó, isso a gente perdeu. Aí vai ter a galera, né, mais timbalaueiro,

[00:23:35] rolê da governança, tá? Imagina, as pessoas não têm que ser aculturadas, as pessoas vão lá

[00:23:41] contribuem, porque aí a coisa é diversa, as pessoas trazem a vivência delas e isso se soma.

[00:23:46] Tá por trás de uma tela, tá na tua casa, tá o seu caminhão do ovo passando a tua janela, entendeu?

[00:23:52] Sabe, você não tem tempo de você aculturar e trazer a tua vivência pro meio do rolê, entendeu?

[00:23:58] É diferente isso, né? Então, a gente, pras posições juniors, o que que vai acontecer? A

[00:24:03] gente vai ter uma geração junior, se isso se estender, completamente desconexa do que tava

[00:24:08] vendo, é uma ruptura. É, é, assim, novamente, é algo diferente. Eu trago aqui um texto do

[00:24:15] palco da Harvard, olha que bonito, né? Se achando que é mupoca, não tem citações em pauta maravilhosas,

[00:24:22] que é o seguinte, eles fazem uma série de ponderações a respeito dos modelos híbridos e até

[00:24:27] algumas sugestões pra que eles se tornem mais justos, seria aqui a tradução livre da palavra

[00:24:34] fair, de qualquer maneira. E uma palavra que eles usam muito no texto pra mencionar o qual é o

[00:24:40] desequilíbrio do modelo híbrido, é o desequilíbrio das relações de poder. Poder aqui é usado em um

[00:24:46] sentido muito amplo, né? Então, você estabelecer relação gerencial, gerenciados, você estabelecer

[00:24:54] essa coisa de você ir aprendendo com um mentor, você ir aprendendo com seu chefe ou até com a

[00:25:00] pessoa de outro departamento, você ir galgando degraus para atingir o momento de uma promoção,

[00:25:07] ou até se qualificar para ir para outro emprego, por exemplo, tudo isso está relacionado de certa

[00:25:14] maneira a poder. E o ponto é que, neste momento, o modelo híbrido torna esse jogo muito desigual,

[00:25:21] né? Então, pra quem já concentra o poder, por nenhum motivo, seja por conta do cargo,

[00:25:28] seja por conta do currículo, seja por conta de até se portar melhor nesse mundo emergencial

[00:25:35] que você está vivendo, essa pessoa naturalmente sai na frente, mas não é que ela saia na frente,

[00:25:39] ela está muito na frente, porque ela está, assim, o sistema está meio que… Ela só pegou o poder

[00:25:46] dela e levou para casa e continuou exercendo ele de lá. Exato, exatamente. E não tem uma estrutura

[00:25:53] física para… Não é nem questionado, porque eu acho que a questão não é nem questionar, mas a

[00:25:58] ou que novas relações se desenvolvam, porque é natural, você vai vendo uma pessoa que, por exemplo,

[00:26:07] está num cargo que não é de liderança, a pessoa vai crescendo no trabalho, isso é visível e, assim,

[00:26:12] é aí que você vai dando mais responsabilidades, vai incrementando posição, vai dando aqueles

[00:26:17] saltos de junior, pleno, sênior, que, enfim, tem empresas que são mega estruturadas, tem empresas

[00:26:24] que… Isso existe, de você saber exatamente quando é que está na hora, por exemplo, de promover

[00:26:30] alguém, quando é que está na hora de dar um aumento, quando é que está na hora de dar um cargo que

[00:26:35] traga outras responsabilidades, quando está na hora de alocar os clientes mais importantes de uma

[00:26:40] determinada empresa para o atendimento daquela pessoa, quando é hora de dar uma freada e recolocar

[00:26:46] a coisa em um treinamento, em alguma questão estruturada de feedback. E a gente vê que, assim,

[00:26:51] tem empresas que se prepararam para fazer isso mediado por tecnologia, por pior que seja o modelo

[00:26:59] disso ser, aí é um outro questionamento, se funciona ou não, algoritmos te medindo de cima

[00:27:04] a baixo, como, por exemplo, no Google, no Facebook da vida. Elas até respiram melhor, mas você vê

[00:27:11] que é realmente uma geração em dúvida, a gente está num momento, e o texto eu acho que elucida

[00:27:17] que há muitos desafios aí gerenciais, assim, que se impõe nesse momento para uma geração que já vem

[00:27:23] cheia de dúvidas, porque está sendo, sei lá, as primeiras experiências no caso de alguém que está

[00:27:27] em estágio, ou alguém que está nas vagas de assistentes, por exemplo, ou aprendizes, e você tem,

[00:27:33] e essa pessoa está tendo impactos também num outro ponto que a gente quer discutir nesse programa daqui

[00:27:38] alguns minutinhos, que é sobre educação, essa pessoa está terminando a faculdade dela num modelo

[00:27:42] e está sendo uma experiência tragédia, assim, trágica, né? Então tem tudo isso aí associado,

[00:27:49] e sendo um argumento contrário, realmente, a gente achar que a coisa vai ser por aí. E aí eu deixo

[00:27:57] aqui um pensamento para vocês, que é o seguinte, um outro texto mencionando também um guru de Harvard,

[00:28:03] mas é um texto da CNBC, enfim, uma reportagem que eles fizeram sobre as questões de riscos da volta

[00:28:08] ao escritório, eles deixam uma provocação que é a seguinte, eu achei interessante,

[00:28:12] enquanto provocação, que olha, a história não sugere que a gente não vai voltar aos escritórios,

[00:28:17] tiveram muitas empresas que no passado vieram com modelos híbridos ou remotos, uhu, somos modernos,

[00:28:24] vamos aí, perderam o terreno, voltaram rapidinho a, não galera, volta todo mundo para o escritório,

[00:28:31] ele cita aqui duas, o Yahoo e a IBM, no passado fizeram uma tentativa desse tipo de modelo de,

[00:28:37] vamos lá, todo mundo pode escolher onde quer ficar, quando quer ficar e tudo mais, e rapidamente,

[00:28:43] ou rapidamente, depois de uns anos, voltaram atrás, viram que estavam perdendo competitividade

[00:28:48] no mercado, o que vocês acham sobre tudo isso que eu joguei aqui? Olha, eu tenho opiniões fortes sobre

[00:28:53] isso, primeiro, sobre a questão da invisibilidade do júnior, evolução de carreira, questão do

[00:28:59] trabalho, eu acho que é um fracasso da gerência, eu acho que é um fracasso da gerência, assim,

[00:29:03] tipo, óbvio que vai de profissão para profissão, mas é de competência da gerência, vir com tipo,

[00:29:09] e eu não tô falando nem de coisa algoritma, mas vem com sistemas institucionais que garantem esse

[00:29:15] tipo de coisa, você tá a mercê de um gerente, você tá, mas tipo, você precisa criar isso, sabe,

[00:29:20] levels, é bem estruturado, você tá no level 1, o que você precisa fazer para o level 2, 3, 4,

[00:29:25] cabe você até sistema de mentorias, sistema de tipo, sistemas de facilitação de contato, conexão

[00:29:31] dentro da empresa, assim, são coisas que eu tento fazer para as pessoas que trabalham comigo,

[00:29:36] e assim, não faço isso direito, mas eu acho que é uma coisa que, eu acho que as empresas elas tendem a

[00:29:41] jogar essa carta sem pensar direito, que elas precisariam talvez readaptar isso, né, se a

[00:29:48] intenção da empresa é ficar remota, óbvio. É, eu acho que, só te complementando, Thales, eu acho que

[00:29:54] tem empresas mais e menos preparadas para isso, do que eu vi de empresa que já tinha processos de

[00:30:02] chegada, de boas-vindas aí, já bem estruturados, acho que elas sofreram menos do que empresas mais,

[00:30:11] tipo, que são daquele estilo de, chega aí, bem-vindo, senta aqui do meu lado, que eu vou te explicar

[00:30:18] o que você tem que fazer. Vamos andando aí, né, que aí você vai tendendo. Vamos andando aí, porque aí,

[00:30:24] quando o processo já existe, ele independe da pessoa, a pessoa só executa o processo,

[00:30:29] seja o gerente, seja a pessoa que tá recebendo ali o novo membro da equipe. Quando não há esse

[00:30:35] processo, ele fica muito dependente de um bom líder, o que não é… Não é ideal? Não, não é ideal nem um pouco.

[00:30:42] Não é ideal e nada garante, né? Sim, eu acho que, é, é isso. E você precisa dessas coisas institucionais,

[00:30:50] eu não acho que é uma coisa inconciliável, eu acho que é um fracasso institucional. E o segundo ponto é

[00:30:55] que eu não sei, cara, tem empresas que são essencialmente remotas, que são prósperas, sabe? Eu

[00:31:02] entendo algumas empresas não conseguirem ser remotas, mas você não pode falar que esse modelo

[00:31:06] talvez não funcione, porque o WordPress é essencialmente remoto e vai bem. Muito bem, obrigado.

[00:31:11] O GitHub também. O Shopify provavelmente vai se manter remoto e vai continuar forte, sabe? Eu acho

[00:31:17] que o momento das análises vem de tipo, vem de um pouco de tipo falta de vontade de reavaliar,

[00:31:22] porque é bastante trabalho, né? É bastante mesmo. Aí você pensa, assim, eu que sou ex-BM, né? Estive lá

[00:31:30] dentro. Me surpreende, por exemplo, uma empresa daquele tamanho, tipo, abrir mão da presença

[00:31:35] física no local, tá? Empresas grandes são representadas, como a gente falou lá em tal momento,

[00:31:42] no campus da Apple, tal, que não querem voltar, tal, porque existe, nós ainda somos, enfim,

[00:31:50] grupos e de um comportamento quase que tribal que a gente olha território. Então, assim,

[00:31:56] ainda a representação de uma sede e a sede grande e a sede bonita, a sede pavão comunica, sim,

[00:32:04] uma postura da empresa, entendeu? Quando você é uma empresa grandona como a IBM, enfim, e você

[00:32:11] começa a esvaziar o escritório, não tem como, assim, você tá passando uma mensagem de estou

[00:32:18] diminuindo esforço, estou fazendo, enfim, alguma economia, tal, isso é lido por fora de N maneiras,

[00:32:24] não só a maneira IUP de dizer somos modernos, não precisamos de amarras e tal, enfim, né? Tem isso,

[00:32:32] então tem muita empresa que vai optar pelo modelo híbrido ou mesmo voltar 100% o quanto antes,

[00:32:38] então a questão física territorial de ter uma sede, a sede ser bem decorada, a sede tá dentro

[00:32:45] de um prédio importante na Faria Lima ou na Berrini, né, aqui em São Paulo ou, meu, tipo, no centro do

[00:32:52] rio ou, enfim, lá no Porto, lá com vista em Pernambuco e tudo mais, é porque isso comunica

[00:33:00] Então esvaziar um escritório também é um processo de reputação institucional delicado, né? Você

[00:33:09] assusta fornecedor, você assusta acionista, você assusta, enfim, N públicos que você comunica, né?

[00:33:16] Então existe aí, ah, mas eu vou ligar e aí, como é que eu vou falar? Ah, eu sou, você é um veículo

[00:33:24] Você vai ligar pro comercial, você não tem o telefone do comercial, arroba, rádio xpto, não,

[00:33:31] você vai ligar no celular do fulaninho que tá em casa, você vai atender e vai atir o cachorro,

[00:33:35] entendeu? A gente tá comunicando com muitos públicos diferentes, de realidade diferente, que lê

[00:33:40] esses sinais de maneira diferente, entendeu? Então passa por isso, acho que empresas muito grandes,

[00:33:45] como por exemplo, uma Goldman Sachs, uma JP Morgan, que, meu, eles são o símbolo da Wall Street,

[00:33:51] eles dão aquele torinho lá no meio da coisa, né? Cara, pra eles é impossível eles virarem remotos,

[00:33:56] porque eles vão abrir mão de um território, sabe? É tipo a mesma coisa se virar pra um rei e falar

[00:34:01] assim, ó, você é rei do território, só que agora você pode governar de qualquer canto,

[00:34:05] ver ele falar, nem fudeu, né, que eu vou largar meu território, entendeu? Essa coisa aí espacial da

[00:34:10] reputação da empresa é muito importante pro negócio. Então agora nós só passamos pro processo

[00:34:16] Reset do game, né? Tá todo mundo falando, ah, vou diminuir o escritório aqui.

[00:34:21] É, agora a gente tá parando, tipo, foi aquela noite muito louca, agora a gente tá parando pra

[00:34:26] pensar o que aconteceu de fato. É, mas eu tô pensando no seguinte, olhando um pouquinho

[00:34:31] mais pra frente mesmo, ó, imagina que você, várias empresas estão falando aí em reduzir

[00:34:35] seus escritórios em 50%, né, de lugares, esse tipo de coisa. E aí você vai ter um momento,

[00:34:42] porque todo mundo tá nessa, então assim, ok, é uma corrida pelo vovô dar uma economizada aqui em

[00:34:48] espaço. Mas aí você vai ter, a partir daí vai ser de novo aquela brincadeira do meu é maior que o

[00:34:54] seu, sabe? E daqui o zero vai tá tudo… Eu chego no mesmo lugar.

[00:34:58] É, mas por isso que eu achei muito legal o que a Sílvia falou, porque ela falou da praia dela,

[00:35:01] né? Tipo, do escritório como uma ferramenta de… Comunicação.

[00:35:07] Comunicação. De comunicação, né, gente? Um cartão de visitas pro

[00:35:11] passado, né? Porque até, sei lá, começo de 2020 tava muito em voga o assunto da mudança

[00:35:18] dos espaços de trabalho, né? A adoção em massa de metodologias ágeis, o fim da baia, grandes

[00:35:28] espaços abertos, salas de squeds e… Mesas rotacionáveis, etc.

[00:35:36] Pra você colar post-it, colocar a mão no queixo e colaborar com o trabalho do colega,

[00:35:42] então de repente isso… Isso virou besteira, né? Virou exagero, porque olha aqui que legal.

[00:35:49] Eu acho que tem um fator cultural aí também, que a gente não parou pra pensar direito,

[00:35:53] que é a questão de, nossa, tava tudo uma merda tão grande, eu vou me apegar no lado positivo.

[00:35:59] Olha, eu tô trabalhando em casa, tipo, a gente tá sobrevivendo aqui,

[00:36:05] tipo, eu não precisei pegar trânsito e tal, mas tem o fator também de que todo o resto do

[00:36:09] contexto tão ruim, né? O pessoal trabalha, fica o dia inteiro na frente do computador,

[00:36:14] 8, 10, 12 horas, termina, liga o noticiário pra contar mortos e casos e vai, pede um iFood,

[00:36:22] vai dormir, acorda e faz tudo isso de novo, né? Sim, quando tem trabalho, né?

[00:36:27] Quando tem trabalho, eu tô falando da bolinha do privilégio ali de quem trabalha e manteve

[00:36:33] o emprego em escritório, né? Então… Então, por isso que é chegado o momento

[00:36:38] pra eu abrir um pouquinho o escopo, até porque, né, os mopocas agora são mais curtos,

[00:36:43] senão a gente não vai conseguir abordar aqui tudo, que é o seguinte, minha gente,

[00:36:47] eu queria falar um pouquinho do modelo híbrido numa outra vertente aí, que é a educação,

[00:36:53] porque educação também passou por esses problemas, ocorreu aí de uma maneira muito

[00:36:59] pelada a questão adotar-se ou não modelos híbridos mediados por tecnologia, e aí como

[00:37:04] educação é uma coisa muito mais abrangente do que o mercado do colarinho branco, de faria lima e

[00:37:10] afins, então eu tô falando efetivamente que você tem muitos estudantes de todas as classes

[00:37:15] sociais possíveis e imagináveis, de todas as condições sociais econômicas, e neste caso,

[00:37:21] você tem impactos de fato do que seria, ó, vou impor aqui um modelo híbrido, porque é o que dava

[00:37:27] a ideia, né, senão não teria educação, e vamos ver o que acontece, e agora a gente começa a

[00:37:33] colher os resultados, né, então você começa a ver que o ano de 2020 foi extremamente desgastante

[00:37:39] para alunos e para professores, então, assim, 72% dos alunos, segundo uma pesquisa aí da Associação

[00:37:45] Brasileira de Educação à Distância, reprovaram a qualidade do ensino remoto. É que ensino remoto

[00:37:51] é uma estrutura, velho. Então, mas novamente, tá, a gente foi jogado, a gente foi jogado num

[00:37:59] acidente. Preste atenção, este programa não é para defender esse remoto local qual é melhor,

[00:38:05] eu não tenho juízo de valor para fazer sobre isso, eu tô querendo olhar aqui por que que fica,

[00:38:10] porque qual que é, para mim, o que tem sido uma constante dessas discussões de este programa só

[00:38:16] está aqui, porque a gente tem essa primeira provocação. Quando as pessoas vêm e falam,

[00:38:20] modelo híbrido, é modelo híbrido para quem, como é isso e que tipo de modelo híbrido você tá

[00:38:26] falando, cara, parida, porque de coração, modelo híbrido não tá claro na cabeça das pessoas exatamente

[00:38:32] do que que você está falando, e quando às vezes a gente pega algumas experiências, ah, determinada

[00:38:37] coisa deu certo, mas cara, você tá abrindo problemas aqui, você tá abrindo problemas a colar,

[00:38:41] você não tá resolvendo um determinado problema que existia de um outro sistema, então a gente,

[00:38:46] essa discussão precisa ser um pouquinho mais enriquecida para apenas determinarmos, ah,

[00:38:50] o modelo híbrido vem aí, em escritório que atende uma parcela da população, eu até entendo que se

[00:38:56] isso venha a ser uma coisa um pouquinho mais de cima para baixo, do executivo ordenar seus

[00:39:03] subordinados. Agora, no caso de educação, cara, estamos aqui diante de um contexto que a gente

[00:39:08] precisa discutir política pública. E tem uma questão aí que o trabalho, se ele não

[00:39:14] deu certo, em uma semana você reverte, né, você fala, gente, vamos combinar que se não deu certo,

[00:39:19] vamos voltar todo mundo. Educação é ter um impacto na vida das pessoas muito maior, né?

[00:39:25] Exato, teve uma matéria no JN duas semanas atrás, eu assisti, eu terminei a matéria, eu

[00:39:31] tava chorando de nervoso, eu tava falando sobre essa questão, né, do ensino, do quanto que os

[00:39:36] estudantes estão com vontade de largar os estudos porque sentiram que não aprenderam nada nesse um

[00:39:42] tempo que eles ficaram remotos. E aí veio um depoimento de uma mãe, ela é pescadora, grande do

[00:39:48] sul, e ela tem um menino em idade escolar, idade de alfabetização, tá? Então agora realiza, faz

[00:39:55] a conta de quantas crianças estão em fase de alfabetização aqui no Brasil. Alfabetização, que

[00:40:00] é um ponto muito crucial, é o ponto de partida da educação, ele já era muito falho, né? A gente tem

[00:40:07] funcionais aí enormes, né? E ela falou uma frase que me marcou muito, que ela falou assim, poxa,

[00:40:13] ele tá na fase que ele precisa de presença física para ensinar ele segurar uma caneta,

[00:40:20] pra poder escrever, aprender a desenhar as letras, e das letras esse desenho virá uma frase, né? E

[00:40:28] virá palavras. A hora que ela falou isso, eu juro que eu quase me joguei no chão e tipo estribuixei,

[00:40:34] sabe? Porque, porque assim, no mundo inteiro, tá? A gente tem educação, tem países que trabalharam

[00:40:41] educação mediada por tecnologia, tem coisas super avançadas, tal, porém o nosso processo de escrita

[00:40:47] que tornou e virou a nossa civilização, ele é feito presencialmente. Quem conhece, quem é filho

[00:40:53] de professor, de professor que, de professoras dão aula em escola, pré escola, dão essa fase

[00:41:01] de alfabetização, percebe quem é filho, quem tem na família pessoa assim, percebe que é quase

[00:41:06] mágico esse processo, porque tem essas professoras maravilhosas que estão aí no trabalho há 40,

[00:41:12] 50 anos, que elas pegam qualquer criança e vão distrair qualquer criança, e automaticamente

[00:41:18] ensina a criança a ler e escrever, é uma coisa muito mágica que se acontece, e só acontece com

[00:41:24] contato, entendeu? E como é que você resolve isso num modelo híbrido? Como é que você resolve isso

[00:41:31] já num modelo à distância, entendeu? Então assim, se tem que pensar, como a gente falou da questão do

[00:41:36] jovem aprendiz, do júnior, tal, o aprendizado depende de contato, tá? Como é que fica isso?

[00:41:42] E fora o contato, só para complementar a Silvia, toda a parte de socialização também, né? Entre as

[00:41:48] crianças. Nem me fala que eu tenho um bebê que conhece tipo 15 pessoas, tá? Tenho um bebê de 6

[00:41:53] e eu acho que o total de pessoas que ele viu na vida, acho que não passaram de 15.

[00:41:57] Eu fico muito triste, assim, porque efetivamente, quando a gente fala em educação, dois anos é uma

[00:42:03] coisa grande. É muito tempo. Então, para quem é criança, é muito tempo. Para quem é pré-adolescente,

[00:42:10] é um tempo considerável. Eu fico pensando até para quem é jovem, cara, quem tá na idade aí de

[00:42:14] universidade, metade da universidade, ela tá vivendo uma coisa, cara, é o completo contrário da vida

[00:42:21] da troca. Exato. E para quem tá em idade pré-vesticular, gente. É, eu acho que com opção de poder,

[00:42:28] tipo, se eu fosse privilegiado ao ponto de, olha, será que eu opto entrar na faculdade? Eu esperaria

[00:42:33] esses dois anos, porque pelo amor de Deus, sabe? Não, gente, tem uma questão aí também que é a

[00:42:38] seguinte, quando a gente fala de trabalho, beleza, você só pode oferecer um modelo híbrido se você

[00:42:43] oferecer no mínimo um notebook para o funcionário, concorda? Quando a gente fala de educação, tem um

[00:42:50] muito mais profundo, porque uma coisa é a escola particular, que custa um rim, que se a criança tá

[00:42:57] lá, a família tem condições de, se tem dois, três irmãos, cada um ter um cômodo para estudar,

[00:43:03] ter um computador, ter um celular, ter uma conexão de internet estável, mas quando você vai para a

[00:43:08] realidade da escola pública, tem família que querendo ou não tem um smartphone, que a pessoa às vezes

[00:43:14] usa para trabalhar, que aí tem que deixar com uma criança, às vezes tem mais de uma criança em casa,

[00:43:20] então assim. Tem família que só vai ter um cômodo, tá, Gabriel, pra ordenar todas as crianças para

[00:43:26] essas aulas. Tem família que conta com a merenda escolar como uma ou duas refeições para as

[00:43:33] crianças, então é… Para justamente economizar, né, poder proveir as outras refeições que ela

[00:43:39] tem que prover em casa, mas sem a merenda, às vezes a criança fica sem uma refeição mesmo.

[00:43:44] Educação virou a meritocracia, o jogo da meritocracia entrou no hard, porque os governos,

[00:43:51] ah, a gente tá oferecendo ensino remoto, a gente tá oferecendo… As aulas estão lá, né? As aulas

[00:43:57] estão lá, as aulas estão na tv, a postila tá na casa de todo mundo, mas, entendeu? Toda vez que eu penso nisso,

[00:44:05] eu fico até enjoada, de tão nervosa. Eu tô quase chorando, eu tô tipo…

[00:44:10] Eu vou falar… É, não, me dá um abraço, Tháries, me dá um abraço.

[00:44:14] O que a gente queria propor com esse programa, eu acho que a gente chega… Programas que a gente vai chegar ao final sem nenhuma conclusão.

[00:44:19] A gente, na verdade, queria pedir um abraço coletivo, tá, gente? É isso que a gente queria, tá?

[00:44:24] A gente queria um abraço coletivo de vocês, ouvintes, Mupoc.

[00:44:27] É, e a gente chega realmente sem nenhuma conclusão. Aqui realmente a provocação

[00:44:31] que foi feita no começo do programa, que é… Gente, cuidado!

[00:44:35] Quando você ouvir aí híbrido e algum guru desses… Principalmente essa gente emocionada de LinkedIn

[00:44:42] dizer que é isso aí, veio pra ficar… Vamos lá fazer umas comparações, uns gráficos bosta, né, Gabriel Prado?

[00:44:50] É, uns desenhos feios aí no LinkedIn, dizendo o que que tem, tipo, na vida de home office normal,

[00:44:57] o que que não é na pandemia, como é que é a educação dos sonhos híbrida, etc., como é que é o trabalho do futuro.

[00:45:03] Cuidado, porque não há certezas. A gente tem… O que a gente, na verdade, tem agora, muito pouco é certeza.

[00:45:10] E o que eu sinto, e isso vale pra tudo, educação, trabalho, segurança, transporte, todos os níveis possíveis e imagináveis

[00:45:19] que foram extremamente… Serviços, gente, serviços. É um negócio importantíssimo. Aqui é uma área que corresponde a uma enorme parcela do PIB

[00:45:26] que está completamente afetada pela pandemia, porque não é só, ah, você optar escritório ou não, tal.

[00:45:33] Cara, o trilhão de serviços que existe só pra te suprir porque você e o escritório agora tiveram que mudar, porque agora você tá em casa,

[00:45:41] então, tem muita coisa aí pra gente realmente discutir que impacta como a gente imagina, como a gente vive,

[00:45:48] como vai ser a cidade que a gente vai morar, como é que vai ser a questão da concentração ou distribuição de renda,

[00:45:54] como é que vão ser educadas as crianças. É uma discussão tão profunda, e eu não tinha menor, como eu estava fazendo,

[00:46:01] eu não tinha menor… Palavra certa seria… Eu não queria ter… Presumando, eu não queria ser pretencioso de achar que eu chegaria aqui

[00:46:10] fazendo certas previsões ou certos apontamentos, porque, cara, não… Justamente, eu acho que esse programa é uma espécie de primeiro convite,

[00:46:19] ou mais um convite, porque eu acho que tem muito especialista chamando pra esse tipo de debate, que é, galera, isso precisa ser sentado,

[00:46:26] isso precisa ser dialogado, em menor esfera da empresa onde você trabalha, em que as equipes precisam sentar e conversar sobre isso,

[00:46:33] e não, tipo, vamos esperando e vamos vendo, e uma hora a liderança vai jogar, vai vomitar uma solução qualquer,

[00:46:39] e no caso, então, de educação, a gente precisa realmente debater o que vamos fazer com os anos que já estão perdidos,

[00:46:47] dois, o que a gente realmente vai manter e tomar como política pública, porque simplesmente jogar a postila e vídeo na internet,

[00:46:56] a gente viu que não dá certo, as crianças estão com severas dificuldades, os professores estão extenuados,

[00:47:04] e a educação simplesmente não está funcionando. Eu acho que está posto aí o que a gente queria dizer.

[00:47:10] Eu abro agora para os meus colegas de bancada fazerem também suas considerações para o fim do programa.

[00:47:16] É, a consideração final minha é, se você escutar alguém falando, o modelo híbrido veio para ficar,

[00:47:22] você educadamente pode falar, cara, segura a sua emoção.

[00:47:25] Se o cara estiver muito empolgado fazendo testando o Naked In, você chama, manda uma mensagem para a gente,

[00:47:31] que a gente manda a Vano Mupoca lá para dar um pescotapa nele.

[00:47:35] Ai, que saudade, saudade.

[00:47:36] A Vã vai com luva.

[00:47:38] Tem, não, uma luva Face Shield e ele não entende.

[00:47:42] Uma luva apresentada de álcool para ficar seguro.

[00:47:44] Seguindo todos os protocolos.

[00:47:46] Luva híbrida. Ela tem a ponta dos dedos de pelica, mas ela tem um soco em inglês também.

[00:47:51] Nossa.

[00:47:52] Luva modelo híbrido.

[00:47:53] O meu recadinho do final é o mesmo recadinho do começo.

[00:47:57] É a era do nenem. Então, vamos tomar cuidado porque nenem não é bom. A gente tem que se posicionar.

[00:48:05] Que bonito, Gabriel. Vou copiar. Minhas palavras, Gabriel, serão as minhas.

[00:48:09] É justo, minha gente. Então, nós ficamos por aqui.

[00:48:12] Já deixando um grande abraço a você, ouvinte, que chegou até o final deste programa.

[00:48:18] Nós voltamos na semana que vem. Olha que gostoso. Eu quero prometer isso mesmo.

[00:48:23] Então, não é na quinzentinha. Nós voltamos em breve com o programa número 135.

[00:48:28] Propondo talvez mais uma discussão gloriosa sobre as coisas que estão nos afetando.

[00:48:35] Como a tecnologia poderia melhorar ou poderia, de fato, transformar a vida das pessoas para o bem ou para o mal.

[00:48:43] Eu estou já aqui… Eu tenho que ficar emocionado agora no final com todas essas notícias que colocamos à mesa.

[00:48:50] Então, eu já fico por aqui mesmo e deixo um beijo no seu coração.

[00:48:54] Beijinhos.

[00:48:55] Beijocas.

[00:48:56] Um abraço, amigo.

[00:49:05] Muito bem, amigo. Você ouviu o Mupoca número 134, programa que tem a apresentação de Luiz Yassuda, este que vos fala,

[00:49:14] e participação e contribuição na pauta de Thalicione, Gabriel Prado e Sílvia Ferrari.

[00:49:21] A edição é de Jessica Correia e a entidade sonora e visual são obras de Robson Bravo e Luiz Yassuda,

[00:49:27] orgulhosamente contando com recursos open source ou livres de direitos para usos comerciais.

[00:49:33] O Mupoca tem parceria na divulgação e comercialização do B9.