IAI, como anda essa inteligência artificial? (participação especial: Tales Cione)


Resumo

O episódio, que marca o final da primeira temporada do podcast, reúne os apresentadores Luiz Iassuda, Gabriel Prado e Jéssica Correia com o convidado especial Tales Cione para um balanço sobre o fenômeno da inteligência artificial (IA) em 2023 e 2024. A conversa parte do frisson causado pela popularização das IAs generativas, como o ChatGPT, que se tornou a ferramenta de adoção mais rápida da história, e explora a transição do medo inicial de perda de empregos para uma visão mais crítica e prática sobre seu uso real.

Os participantes discutem como a IA se tornou um termo onipresente, muitas vezes usado de forma vazia para inflacionar produtos e investimentos, em um movimento comparado ao ‘greenwashing’ – agora chamado de ‘AI washing’. São citados exemplos de produtos que prometiam revolucionar o mercado, como o dispositivo ‘Rabbit R1’ e os óculos ‘AI Pin’, que na prática entregaram funcionalidades limitadas ou eram sustentados por gambiarras e trabalho humano mal remunerado por trás dos panos, desmistificando a suposta magia da tecnologia.

A discussão também aborda os usos práticos e problemáticos da IA. Por um lado, reconhece-se seu valor como ferramenta de auxílio em tarefas específicas, como edição de textos em idiomas não nativos ou geração de poses para animação. Por outro, critica-se fortemente a geração de ‘lero-lero’ corporativo, a criação de ‘terapia’ por IA – considerada perigosa por falta de discernimento e viés – e casos absurdos, como a proposta de usar ChatGPT para substituir professores ou a exposição de arte gerada por IA com erros grotescos (como um Van Gogh com seis dedos) sendo vendida a preços altos.

O episódio conclui que a IA, longe de ser uma novidade absoluta, é uma evolução de tecnologias que já estavam presentes (como algoritmos de recomendação e assistentes de voz), mas que ganhou nova roupagem e hype. O consenso é que seu real valor está no uso como ferramenta de produtividade por quem já domina uma área, e não como substituto mágico para a expertise humana. O futuro aponta para mais investimentos inflados e presepadas, mas também para uma eventual estabilização da tecnologia em aplicações úteis, sempre acompanhada pela ‘burrice real’ de seus criadores e usuários.


Indicações

Conceitos

  • AI Washing — Prática comparada ao greenwashing, onde empresas inflacionam seus produtos ou valores de mercado alegando uso de inteligência artificial de forma enganosa ou exagerada. Já há investigações e multas nos EUA sobre o tema.
  • Turco Mecânico — Referência histórica a um autômato que supostamente jogava xadrez, mas na verdade tinha um humano escondido operando-o. Usado como analogia para sistemas vendidos como IA pura, mas que dependem de trabalho humano mal remunerado nos bastidores (ex.: Amazon Fresh).

Filmes

  • Her — Mencionado como referência visual e conceitual para dispositivos de IA prometidos, como o AI Pin, que tentavam emular a interação fluida e pessoal retratada no filme.

Produtos

  • Juiceiro — Citado como um ‘patrono clássico’ de produtos de tecnologia inúteis e complicados, servindo de analogia para muitas soluções de IA atuais que não resolvem problemas reais.
  • AI Pin — Dispositivo wearable que prometia revolucionar a interação com a tecnologia, mas na prática se mostrou lento, caro e com funcionalidades muito limitadas, sendo útil basicamente como gravador de notas.
  • Rabbit R1 — Dispositivo acusado de ser uma fraude, onde seu suposto modelo de IA avançado era, na verdade, uma gambiarra com scripts de automação (Playwright) e o ChatGPT por trás, quebrando facilmente.

Linha do Tempo

  • 00:00:00Abertura e apresentação do tema especial — Os apresentadores Luiz Iassuda, Gabriel Prado e Jéssica Correia dão as boas-vindas ao último programa da temporada. Eles anunciam um tema especial como tributo aos ouvintes antigos: uma discussão tecnológica sobre inteligência artificial. O convidado especial, Tales Cione, veterano do antigo podcast Mupoca, é introduzido para trazer seu conhecimento sobre o assunto.
  • 00:03:56O frisson da IA generativa e a adoção do ChatGPT — A conversa começa analisando a explosão de popularidade da inteligência artificial generativa a partir de 2023. Eles discutem como ferramentas como o ChatGPT, que atingiu 100 milhões de usuários em tempo recorde, trouxeram o tema para o cotidiano de todos. Surge a questão: será que toda solução agora precisa ter ‘AI’ no nome, mesmo que não agregue valor real? É o início da discussão sobre o hype versus a realidade.
  • 00:09:05Medos, investimentos e a bolha da IA — Os participantes discutem o medo inicial de perda de empregos, que deu lugar a um ceticismo sobre as reais capacidades da tecnologia. Eles analisam como esse medo e o hype alimentaram investimentos vultuosos, muitas vezes em empresas que prometem mais do que entregam – uma dinâmica comparada às bolhas do passado. É levantada a questão de que apenas a Nvidia estaria lucrando de fato com essa corrida, enquanto muitas operações de IA geram prejuízo.
  • 00:13:52Exemplos de ‘Now with AI’ e presepadas — Luiz Iassuda estrutura a discussão em dois blocos: o ‘Now with AI’ (coisas que já existiam e ganharam o selo de IA) e as ‘presepadas’ (casos de fracasso ou picaretagem). Eles começam a citar exemplos, como eletrodomésticos que ganharam funções de IA desnecessárias, promovendo a ideia de que muitas vezes é apenas um termo de marketing para vender o mesmo produto por um preço maior, sem inovação real.
  • 00:14:02O fracasso do AI Pin e dispositivos prometidos — É discutido o caso do ‘AI Pin’, um dispositivo wearable que prometia ser revolucionário, como no filme ‘Her’. Na prática, ele se mostrou lento, caro (com custo inicial e assinatura mensal) e com funcionalidades limitadas, sendo útil basicamente como um gravador de notas mentais – algo que um smartphone já faz. Este exemplo ilustra a disparidade entre a promessa futurista e a entrega medíocre.
  • 00:18:45IA como terapia e questões éticas — Um tópico considerado assustador é levantado: o uso de IAs para simular sessões de terapia. Os participantes criticam fortemente essa prática, destacando que a IA não é uma pessoa, não pode oferecer tratamento real e opera com viés de confirmação, podendo ser prejudicial. Eles também mencionam as ‘namoradinhas virtuais’ com IA, tocando em questões de gênero e dependência emocional.
  • 00:24:12Geração de texto: do útil ao ‘lero-lero’ — A discussão se volta para as IAs generativas de texto. Embora reconheçam usos válidos, como ajudar a escrever em outro idioma mantendo a eloquência, eles criticam ferozmente a proliferação de textos corporativos genéricos e sem sentido gerados por IA. E-mails e posts no LinkedIn cheios de jargões e frases feitas são citados como exemplos de como a ferramenta pode piorar a comunicação quando usada sem critério.
  • 00:31:10Arte por IA: o caso da exposição de Van Gogh — Jéssica Correia conta o caso de uma artista brasileira que fez uma exposição vendendo quadros ‘de Van Gogh na atualidade’ gerados por IA, com erros como mãos de seis dedos. A artista se autointitulava criadora do ‘Neo Expressionismo Digital Cognitivo’. O grupo debate a picaretagem, a apropriação indevida e a audácia de vender essas imagens a preços altos, mas também reconhece que a artista soube usar as ‘tags’ certas para atrair atenção.
  • 00:40:34AI Washing e investigações nos EUA — É comentado que nos Estados Unidos já há investigações e multas por ‘AI washing’ – a prática de empresas inflacionarem seus valores ou produtos alegando uso de IA onde não há, ou onde é apenas um algoritmo comum. Dois casos do mercado financeiro são citados, onde empresas mentiram sobre serem as primeiras gestoras regulamentadas com IA, sendo multadas em centenas de milhares de dólares.
  • 00:44:23IA substituindo programadores? O caso Devin — Thales comenta o anúncio de ferramentas como o ‘Devin’, que prometiam substituir engenheiros de software. Ele revela que uma dessas ferramentas tinha uma taxa de acerto de apenas 13% em tarefas básicas de programação, um número risível. A discussão mostra como o discurso do ‘medo’ é usado para atrair investidores, mas a realidade técnica ainda está muito longe de ameaçar empregos de programação qualificada.
  • 00:50:46O lado oculto: humanos por trás da ‘IA’ — O grupo expõe a realidade de que muitas soluções vendidas como IA pura são, na verdade, sustentadas por trabalho humano mal remunerado. Exemplos incluem a Amazon Fresh (que usava pessoas para identificar produtos nas câmeras), moderadores de conteúdo que filtram material violento para treinar IAs, e até uma startup de texto em português que era, na verdade, operada por estagiários. É o ‘Pepe, já tirei a vela’ da inteligência artificial.
  • 00:56:02A picaretagem do Rabbit R1 e o futuro — É detalhado o caso do dispositivo Rabbit R1, acusado de fraude. Descobriu-se que seu ‘Large Action Model’ era, na verdade, uma combinação de scripts de automação (Playwright) e o ChatGPT, uma gambiarra que quebra facilmente. A empresa por trás já tinha histórico com criptomoedas. A discussão conclui que, enquanto houver dinheiro fluindo, novas presepadas surgirão, mas o assunto da IA deve permanecer em pauta por um bom tempo.
  • 01:04:48Encerramento e agradecimentos da temporada — Os apresentadores agradecem a participação de Tales Cione, que está em outro fuso horário, e celebram o final da primeira temporada do Alvissareiro. Eles agradecem aos ouvintes que acompanharam os 12 episódios mais o piloto e comentam que a segunda temporada pode trazer formatos experimentais diferentes. A ideia é continuar com um programa sem grandes ambições comerciais, focado na discussão descontraída e crítica.

Dados do Episódio

  • Podcast: O Alvissareiro
  • Autor: O Alvissareiro
  • Categoria: Society & Culture
  • Publicado: 2024-06-04T19:06:50Z
  • Duração: 01:07:04

Referências


Dados do Podcast


Transcrição

[00:00:00] E aí, moçada? E aí, Gabriel Prado? E aí, Jéssica Correia? E aí?

[00:00:28] Olá, como estamos? Tudo bom? Muito bem, muito bem. Chegando aqui para gravarmos o último programa

[00:00:36] desta primeira temporada de UOL Vissareiro. Mesmo demorou, mas a gente chegou lá, os 12

[00:00:42] programas estão aqui, estão chegando no ar, queridíssimo ouvinte. E hoje, por ser o último

[00:00:48] programa, a gente quis fazer uma coisa especial. A gente quis, assim, agradar aquele ouvinte que

[00:00:54] está aqui conosco em UOL Vissareiro, mas talvez já estivesse vindo conosco ali dos tempos de

[00:00:59] Mupoca. Então, hoje a gente quis fazer uma espécie de tributo a esse ouvinte que está com a gente há

[00:01:04] tanto tempo, que é, nós vamos falar um tema tecnológico, um pouco menos comportamental,

[00:01:09] por assim dizer, mas vamos acabar falando um pouquinho disso. E a gente tinha que trazer para

[00:01:14] cá, para Baila, em algum momento, como convidado especial, esta pessoa que esteve conosco durante

[00:01:20] sete anos de Mupoca, né? Nas trincheiras. Nas trincheiras, para justamente fazer aqui

[00:01:26] previsões, para poder falar de maneira embasada sobre tecnologia, porque ele é o doutor arroba.

[00:01:32] Seja muito bem-vindo ao UOL Vissareiro, Thales Sione. Olá, estou aqui para confundir aí a voz de

[00:01:39] todo mundo com a minha voz, que é parecida com a do Gabriel. Uma eterna briga, né? Temos essa rixa

[00:01:45] rosa. O que é isso? Eu sempre disse que a voz de vocês para mim é tão inconfundível,

[00:01:51] cada um tem a sua personalidade tão distinta que sempre achei um utragem o pessoal falar uma coisa

[00:01:56] dessa sobre a voz de vocês. Mas tudo bem, tudo bem, né? Fica aí impressão. Minha mãe concorda com

[00:02:01] você, tá? Pois é, estamos juntos. E para hoje, né, justamente aqui com Thales, com o Mupoca reunido

[00:02:09] para gravarmos este último UOL Vissareiro da temporada, é para falarmos justamente sobre

[00:02:16] ela, né? A gente não podia não comentar sobre o tema de 2023 e o tema de 2024, né? Em termos

[00:02:25] de tecnologia, que é a inteligência artificial e o quanto isso está permeando todos os assuntos

[00:02:30] tecnológicos. Mas é claro, a gente quer saber de fato como é que anda essa questão, como é que

[00:02:37] está a tecnologia, o que está acontecendo por aí e principalmente que tipo de presepadas,

[00:02:42] porque tem muitas que estão acontecendo por aí. É porque a inteligência artificial tem que conviver

[00:02:48] com a burrice real, né? A burrice natural e inteligência artificial estão ali, andam sempre

[00:02:54] muito juntas, sempre criando muito conteúdo nessas redes sociais, não é mesmo? É o equilíbrio,

[00:02:58] gente. É a categoria da burrice assistida. Mas antes de irmos até a pauta, eu tenho que lembrar aos

[00:03:04] que o UOL Vissareiro é membro orgulhoso da família B9 de podcasts. Você pode ir lá em

[00:03:10] b9.com.br barra podcasts e ouvir todos eles. Tem podcasts para todos os gostos, cores, sabores e

[00:03:18] amores que você puder nutrir nessa vida. Podcasts produzidos semanalmente, ali em

[00:03:25] rica oferta para o seu deleite audiofônico. Estamos também em todas as plataformas,

[00:03:32] como sempre dizemos, nos melhores e piores players de podcasts do mercado.

[00:03:37] E é isso, minha gente, sem mais delongas, vamos para essa pauta? Partiu! Bora!

[00:03:42] Você tá com a sensação de que tudo que acontece no mundo da tecnologia agora tem a ver com

[00:03:56] inteligência artificial? Pois bem, não que fosse assim uma grande novidade, né? Inteligência

[00:04:01] artificial já tá aí há algum tempo mesmo, né? A última década tem muita pesquisa em relação

[00:04:09] à inteligência artificial. Mas do ano passado para cá, as generative AI, que criam textos,

[00:04:17] que criam imagens a partir de comandos ou prompts, se popularizaram, trouxeram para

[00:04:22] conversa absolutamente todo mundo. Todo tipo de profissional, todo tipo de pessoa, de repente,

[00:04:29] atingido, foi impactado pelo advento do chat GPD e aquela história de que ela se tornou

[00:04:35] a ferramenta com adoção mais rápida da história, batendo 100 milhões de usuários em coisa de dois

[00:04:41] meses. É claro que por conta disso, um grande frisson tomou conta de tudo, que era mercado,

[00:04:46] porque todo mundo quis de alguma maneira surfar essa onda. Então é solução de AI para todo mundo?

[00:04:51] É AI generativa que não acaba mais? Todas aquelas ferramentas que antes faziam coisas interessantes,

[00:04:57] agora elas têm AI. E elas fazem alguma coisa a mais? Não. Ou talvez vamos tentar descobrir.

[00:05:02] Para falarmos sobre o estado atual das coisas que tem AI, a gente trouxe aqui Thalissione,

[00:05:10] expo poker, eterno doutor arroba, para fazer a primeira pergunta, que dá título a este nosso

[00:05:17] programa. E aí, com esse trocadilho safado, como anda essa inteligência artificial, Thalissione?

[00:05:22] O que você tem para nos dizer a respeito dessa onda? Anda girando, passa a passo, né? Tá aí,

[00:05:28] a gente foi do desespero de vamos perder o emprego para tipo, cipar não. Cipar não? Como assim?

[00:05:39] Acabou o medo, Thaliss? Acabou, na verdade, para os próximos anos sim. Sobrou o delírio. Depende do

[00:05:45] que você está fazendo, né? No meu caso, acabou. Eu não sei, né? Minha função ainda, as Generative

[00:05:51] AI. Então aí, justamente para substituir gente como eu, né? Gente aqui, os conteudistas,

[00:05:56] o pessoal que escreve, o pessoal que faz conteúdo. De edição também. De edição de podcasts,

[00:06:01] é mesmo? A Jéssica bem lembrou. Não, mas agora, sendo sincero, acho que não. Tá indo,

[00:06:06] acho que tem muito furor em volta disso. Só que sempre que eu reflito, eu falo,

[00:06:10] puta, é uma máquina de ciência comum, né? E ciência comum vai, tem um monte de alucinação no

[00:06:15] meio, a palavra bonita para falando besteira. Então é isso. E com isso, um monte de coisa,

[00:06:20] né? Que a gente vai comentar. Eu gosto muito, quando a gente vem mais para a superfície do

[00:06:29] usuário comum, ou do mundo dos negócios, tal, tem um paralelo que muita gente faz,

[00:06:34] que a diferença do seu trabalho tradicional para o seu trabalho com inteligência artificial,

[00:06:40] é que antes você usava uma chave de fendas, agora você tem uma parafusadeira. Só que o que

[00:06:47] é o mal é que tem gente que não sabe usar a chave de fenda e tem gente que não sabe usar

[00:06:51] uma parafusadeira. Não adianta ter o queijo e a faca na mão. Se você não tem coordenação motora,

[00:06:56] ou se você nunca viu um queijo ou uma faca. Você não entende o conceito de apertar um parafuso,

[00:07:02] dane-se se é chave de fenda ou se é parafusadeira, né? Você pode destruir o parafuso, você pode,

[00:07:07] sei lá. Continuar rodando a parafusadeira como se fosse uma chave. Exato. Até espanar o negócio.

[00:07:14] E nem só isso, tem as minúcias, tem tipos de trabalho que não funciona bem,

[00:07:18] tem tipos de trabalho que funciona bem, tem, tem jeitos de colocar as coisas,

[00:07:22] tem jeitos de não colocar. E mais importante, né, você não consegue usar esse tipo de inteligência

[00:07:26] artificial no campo que você não domina, porque ela vai falar um monte de besteira e se você não

[00:07:32] tem condição de olhar o que ela tá fazendo e falar, isso faz sentido, isso não faz,

[00:07:35] também é um problema. Até entendo, mas vamos, vamos combinar que no meio do frisson,

[00:07:41] uma série de pessoas partiu de alguma maneira a tentar adotar, tentar usar, tentar colocar ali

[00:07:46] pelo menos uma chat GPT, né, ao seu dispor para poder potencializar alguma parte do trabalho.

[00:07:52] E claro que a gente se deparou com exemplos muito bons, né? A gente comentou em algum momento,

[00:07:57] acho que foi no programa justamente com a Silvia que a gente comentava sobre LinkedIn ou em algum

[00:08:03] outro momento sobre aquele, aquele pessoal que para escrever texto no LinkedIn, por exemplo, vai lá,

[00:08:07] escreve o textão na chat GPT, esquece de apagar o botão Regenerate Response, então vai,

[00:08:14] texto com o Regenerate Response ali no final. Eu uso babaca, né, da tecnologia. Você tem um trabalho,

[00:08:21] né? Você tem um trabalho, exatamente, que é copiar e colar, né, e a pessoa vai lá e copia e cola

[00:08:25] errada. Isso me lembra no colégio, na sexta série, tipo um colega de sala pegou a página da

[00:08:31] internet, imprimiu e entregou para a professora. A professora falou, não tem problema você

[00:08:36] precisar no Wikipedia, mas… Se esforça um pouquinho. Escreve, né? Se esforça um pouco,

[00:08:40] é. Elabora, né? Não sei, assim, uma ideia. Nem só isso, tira as referências, não sei.

[00:08:46] Formata o texto, né? Apaga a formatação, tira os hiperlinks impressos aí. Coloca no Word, né,

[00:08:53] com a formatação do BNT pelo amor de Deus. Não, BNT nem precisa, um Arial 12 já é menos avacalhado.

[00:09:00] Exatamente. Mas, olha, eu tenho que falar por trás dessa coisa de, ah, todo mundo começar a usar.

[00:09:05] Eu sei que tem também um… A gente mencionou esse medo, né, Thales acabou de falar dele, assim,

[00:09:09] que ficamos uma hora com medo que todo mundo ia perder o emprego, mas agora, de repente, não

[00:09:14] exatamente. Para alguns casos, eu acho que talvez ainda esse medo continue. E eu sei que existe um

[00:09:19] medo menos racional do que parece. Eu acho que as pessoas são mais inflamadas. Eu estava falando com

[00:09:24] a Ana Freitas sobre isso. E, justamente, ela comentando, porque ela faz o conteúdo sobre

[00:09:28] inteligência artificial, e ela falou no Prankcast, inclusive, sobre isso, que ela

[00:09:32] fez um determinado conteúdo e ela foi, assim, muito xingada. Ela foi, inclusive, ameaçada, assim.

[00:09:37] É um assunto que dá muito medo às pessoas. Dentro dessa questão de medo, as pessoas realmente

[00:09:41] estão com muito medo do que vem por aí. E, em cima disso, houve, para alimentar, inclusive, um pouco

[00:09:47] mais disso, houve essa aposta, né, vamos dizer, mais fundamentada, eu vou ter que dar o braço a

[00:09:51] torcer aqui, é muito mais fundamentado você fazer uma aposta em inteligência artificial nos dias de

[00:09:56] ou até mesmo no ano passado, do que foi, por exemplo, o metaverso em 2022. Ninguém vai discordar

[00:10:01] disso. De fato, é muito mais fundamentado, a coisa estava acontecendo, realmente teve uma adoção

[00:10:07] muito rápida das coisas. Só que muita gente se aventurou, muita gente botou um dinheiro desgraçado.

[00:10:13] E, de repente, é óbvio, isso sempre atiça uma pulga atrás da orelha. Cara, não é possível que,

[00:10:20] de repente, toda e qualquer empresa tirou do bolso décadas de pesquisa e desenvolvimento em

[00:10:26] inteligência artificial e está lançando o produto. É assim, não é possível, desculpa,

[00:10:30] eu duvido, eu truco. E, de fato, a gente está vendo que muitas dessas coisas eram blefes, né?

[00:10:36] Cara, eu acho que a gente vai entrar nos exemplos, né, mas eles estão aqui, ó. Ó, chegou a polícia

[00:10:42] da inteligência aí. Chegou a polícia da inteligência artificial. É, de qualquer maneira,

[00:10:47] é isso, né? Sim, a gente vai entrar nos exemplos, eu separei aqui exemplos, eu acho que são histórias

[00:10:52] que estão acontecendo no mundo. Alguns exemplos que estão bem comentados, alguns outros que

[00:10:57] são maravilhosos. Eu acho que a gente tem que falar um pouco de tudo, porque novamente,

[00:11:01] é mais uma questão de expectativa. No fim das contas, é comportamental, né? É muito mais do que

[00:11:08] o próprio uso da tecnologia em si. Eu faço um paralelo com a internet das coisas. Também foi uma

[00:11:14] outra palavra gasta pra dedel, pra você, de repente, toda e qualquer eletrodoméstico precisava ser

[00:11:20] gravado. O que que você faria com ele? Não sabemos, mas…

[00:11:23] Roubando aqui o papel do Iassuda no final do Mupoca, tem um Mupoca sobre isso. Não lembro o número,

[00:11:30] eu lembro só da garrafinha com internet. Ah, é, a garrafa, a garrafa d’água que conectava,

[00:11:36] bem lembrado. Pra lembrar você de beber água. Isso era mais inútil que a Juiceiro, que é,

[00:11:41] Juiceiro, que foi esse produto, né, que foi quase um patrono clássico de tudo que a gente gravou

[00:11:48] simbolizava tudo que a gente odiava, tudo que a gente executava, que era aquela coisa da tecnologia

[00:11:54] que não fazia porra nenhuma, era uma máquina de rubigolver, né? Complicava o que deveria ser

[00:11:59] simples, né? Só espremer um saquinho de suco? Não, tem uma máquina que é quase um patrono do nosso

[00:12:04] podcast anterior e não deixa de ter aí nessas aplicações com inteligência artificial quase

[00:12:10] uma inspiração aí, né, pra muita coisa que tem surgido. Acho que é por isso que a gente tá aqui

[00:12:15] comentando, no fim das contas, tem até que advertir o ouvinte, neste exato momento,

[00:12:20] que a gente tá gravando esse programa, que ele vai achar um pouquinho repetitivo algumas coisas,

[00:12:26] porque se ele estiver ouvindo o Braincast, o Braincast vai falar desse tema nessa semana,

[00:12:30] e alguns exemplos a gente vai acabar sendo parecido. Se você ouvir The Shift, você já

[00:12:34] vem ouvindo sobre isso há algum tempo. Então, assim, é claro, porque o assunto tá aí, tá quente,

[00:12:39] a gente precisava também falar um pouquinho sobre isso, mas a gente vai ter que também, né, trazer

[00:12:44] essa abordagem ao vissareira de ser aqui, que é tratar disso tudo com uma ginga aqui, com algum

[00:12:51] cadinho só, mas bem pouquinho assim de deboche. Então, por tudo isso, vamos aos exemplos. Eu

[00:12:56] separei as listas, olha, e tá ali isso pra você também matar a saudade de outra coisa aqui,

[00:13:00] uma lista de coisas, enfim, de inventos, de promessas, de produtos lançados, que eu separei

[00:13:07] em dois grandes blocos, que é o que eu tô chamando de Now with AI, que é tudo que já fazia alguma

[00:13:14] coisa ou, enfim, já existia, mas agora com inteligência artificial. O bloco que eu acho

[00:13:20] fabuloso, que é os exemplos Pepe Já Tirei a Vela de Inteligência Artificial, que a gente vai falar

[00:13:26] um pouco sobre reais presepadas aqui, que são histórias ótimas. E, finalmente, nós vamos olhar

[00:13:32] para o futuro, resgatando o que a gente fazia um pouquinho lá em Futura Ospectiva, que é que a

[00:13:37] algumas previsões do que a gente espera ver aí, coisas boas ou de presepadas, né? Neste grande

[00:13:44] assunto que é inteligência artificial, portanto. Vamos trazer as boas novas da AI. Exatamente,

[00:13:52] vamos trazer as boas novas da AI, muito bem lembradas, as alvíceras da inteligência

[00:13:57] artificial. Vamos começar aqui com um exemplo que foi emblemático, que era um lançamento de um

[00:14:02] produto que prometia ser uma parada louca. Eu vi o vídeo de lançamento de produtos e falei,

[00:14:11] meu, chegamos lá, é o futuro, é her, o filme. Eu lembro de ver o primeiro release que fizeram

[00:14:18] com o Engenheiro Mal-humorado e a Moça de Piara, tipo, não, isso aqui eu falei, caralho, velho,

[00:14:24] isso vai ser muito louco. Acho que o engenheiro tinha acabado de acabar o produto, né? Ele tava,

[00:14:28] não deu tempo a gente fumar um cigarro. Que irado, né? Aquilo realmente me deu aquela sensação de que

[00:14:35] o futuro tinha, olha, se isso aí entregar o que tá prometendo, o futuro chegou, o futuro, né? Apesar

[00:14:40] de eu ter, né, pra quem me conhece há mais tempo, né, severas questões com privacidade, né, o quanto

[00:14:46] esse negócio ia ficar captando de dados e informações sobre as pessoas, né, ao longo do

[00:14:50] tempo, as pessoas já fazem isso com o celular, então, assim, tipo, eu sabia que se entregasse,

[00:14:55] porém, né, quando ele chegou ao mercado, ele chegou num preço nada razoável, ele custa o mesmo que

[00:15:02] os celulares dos Estados Unidos, começa em 700 dólares e, tipo, vai até 800, 900 dólares, enfim.

[00:15:09] Ou de 900 dólares tem AI. Tem AI. Mas tem que pagar uma assinatura, se não me engano. E tem que pagar

[00:15:14] uma assinatura de 24 dólares, exatamente. E aí, qual que é o lance, qual que é a pior parte, né?

[00:15:19] Então, eles prometeram o negócio que você ia plugar na tua roupa, ele ia ter uma câmera pra ver

[00:15:24] quando você ia poder, tipo, quando você não quisesse falar com ele como em her, você poderia

[00:15:29] projetar na sua mão algumas informações e com uma navegação super intuitiva, você iria, né, ali,

[00:15:36] como se estivesse usando um smartphone, mas na palma da sua mão, sem nenhum outro device, assim.

[00:15:40] Só com uma projeçãozinha você conseguiria fazer algumas ações, né? E era isso que ia ser uma

[00:15:46] coisa maravilhosa, interconectada, que ia substituir, com certeza, o seu celular, que ele ia ser mais um

[00:15:53] do iPhone Killer, vários que já surgiram no mundo, desde que o iPhone surgiu. E o que ele entregou?

[00:15:59] Ele entregou, ele entregou um assistente que faz menos coisas que a Alexa. Entregou ali um tijolinho,

[00:16:06] né? Um tesinho de papel. É, assim, o uso dele, assim, tava vendo os reviews, assim, é desesperador,

[00:16:14] ele é lento pra fazer as coisas, ele não entrega uma boa experiência, ele no máximo é muito bom,

[00:16:20] sabe pra que ele é bom? Olha o que ele vai substituir. Eu vi, assim, o melhor uso dele é pra você fazer

[00:16:26] notas mentais, você dá um play aqui e anote para mim essa ideia maluca que eu tive. É mais ou

[00:16:32] menos aquelas pessoas que andavam com gravadorzinho de fita. Tipo gravador do meu celular. Isso,

[00:16:36] exatamente. WhatsApp é a conversa que é com a gente mesmo, né? É, a única coisa que ele salva lá na

[00:16:42] nuvemzinha dele já em texto, essa nota mental. Então, tipo, você faz essa anotação e anote para

[00:16:48] tal coisa, tal coisa, tal coisa. Aí vai ter o textinho lá pra você usar. E já deve ter uns 10 apps que

[00:16:52] fazem a mesma coisa. Com certeza. Só que na era dos apps da qual pertencemos, estamos ameaçados

[00:16:59] de extinção, a gente chamava isso de algoritmo. Pois é. Mas você tá certo, você tá certo, vai lá.

[00:17:06] O que tem de gente aí querendo vender o que era algoritmo, falando não, agora isso, aí você pega

[00:17:12] uma vigência artificial para impactar o cliente e tal. Eu ouço com muita paciência e diplomacia

[00:17:20] a qual sou obrigado a ter. E aí eu falo, tá, tipo um algoritmo. É, mas com IA. É com machine learning,

[00:17:27] né? Machine learning é uma palavra que agora caiu um pouco, né? Já tá desatualizado. Eram os algoritmos

[00:17:32] com machine learning que agora viraram IA. É isso. Agora você tem que falar LLM ou GNI. Ah, é. LLM ou

[00:17:39] IA. É isso. Cara, é isso. É um pouco disso mesmo, Gabriel. Você matou a charada. IA não é um assunto

[00:17:46] novo. A gente tem ouvido falar sobre IA em algumas aplicações. A, né, Thalys, o quê? Uma década,

[00:17:51] mais ou menos, para mais. Desde os 2007, assim, Google Maps, Google Translate, Amazon, Sistemas de

[00:17:59] Recomendação, Netflix. O seu celular é o Google. Ok, Google. É, então tudo bem. Vamos combinar,

[00:18:05] vamos combinar que são tecnologias que andaram fortemente aí na década de 10, né? Na década

[00:18:10] anterior. Ou seja, é um papo que tem pelo menos uns 14 anos aí que já tá acontecendo. Então não é

[00:18:15] um assunto, ah, surgiu em 2023. Mas, né, volta em 2023 no frisson porque, justamente, né, todo e

[00:18:21] qualquer pessoa agora tem IA ou quer ter IA. É que agora fala que nem um ser humano, né? É a primeira

[00:18:28] que você tem aberta desse jeito que, tipo, parece que tá conversando que nem uma pessoa conversaria

[00:18:33] Parece. Parece. Não é, não é nem fudendo. Não é. Não é de jeito nenhum. E o parece também, muitas vezes,

[00:18:39] parece com sérias restrições orçamentárias. Mas vocês sabiam que isso de parecer com pessoa tá

[00:18:45] tendo uma questão muito maluca em relação à terapia? Tem gente que tá lidando com IA como se tivesse

[00:18:50] falando com um psicólogo e tem algumas IAs que fazem esse papel de emular uma sessão. Só que tem as

[00:18:58] coisas de, primeiro, não é uma pessoa, não é mesmo? Credo. Segundo, você não tá sendo tratado. E

[00:19:03] terceiro, a disponibilidade. Outra coisa que, por exemplo, você pode fazer terapia nesse formato,

[00:19:09] digamos assim, e muito entre aspas, sei lá, seis vezes ao dia, entendeu? E com viés de confirmação

[00:19:15] das suas paradas muito alto. Então, pra mim é muito assustador, cara, é muito. E tem a parada que a

[00:19:22] gente vê toda vez que precisa falar de IA, a gente precisa falar disso. E a alucina. Então,

[00:19:27] você precisa pegar um punhado de teorias da psicologia, misturar tudo e foda-se. E pra

[00:19:34] pessoa avaliar que aquilo faz sentido ou não, ela não sabe, ela não conhece. E ela não tem

[00:19:38] discernimento pra isso. Ela não tem discernimento. E quem tem as namoradinhas virtual powered by AI,

[00:19:45] que também se prestam a esse papel de conselhos. Tem coisas aí que estão ficando bastante

[00:19:51] curiosas. A gente já tinha aquela polêmica há dez anos com o surgimento da Siri, da Alexa.

[00:19:58] É sempre dá, né? É sempre uma assistente. Mas sempre uma mulher. Coisa desses engenheiros

[00:20:03] de The Valley of Silicio, bando de homem branco. E isso voltou principalmente com a última versão

[00:20:08] do chat GPT e tal, com a voz sexy que não é da Scarlett Johansson, né? Não é, né? É da

[00:20:15] Scarlett Johansson. Aquilo é mais uma patacoada, né? Essa realmente. E eu tô aqui torcendo pela

[00:20:23] Scarlett pra lá e pra cima mesmo, né? Não, eu tô amando porque dá a volta completamente de a voz

[00:20:28] dela ter sido usada num filme, ela ter atuado como essa voz e ela ser completamente contra. É

[00:20:34] maravilhoso. Eu amo a Lorde dessa situação. Ela foi procurada. Ela foi procurada pela empresa.

[00:20:40] Olha, somos a OpenAI, estamos querendo lançar um negócio aqui, a gente queria usar sua voz.

[00:20:45] Que que você quer assinar esse contrato aqui? Ela, não, obrigado. E seguiu a vida dela, né?

[00:20:50] Falando, nossa, pelo amor de Deus, meu ex já fez aquele filme. Não foi o ex dela, foi o ex da

[00:20:56] Sofia Coppola que usou a mesma atriz, o que eu acho bem esquisito. Mas tudo bem. Eu odeio Her,

[00:21:02] gente. Só um parênteses aqui. Eu acho muito escroto. Ah, eu adoro. Acho um filme muito babaca.

[00:21:08] Eu acho que é um filme que, de uma maneira muito sutil, porque não é um filme que desenha na tua

[00:21:13] cara, mas é um filme que aponta para um cenário muito bizarro, assim. O cara toma um fora de um

[00:21:18] robô, Luiz. É, mas é isso, gente. Ele toma um toco de um robô. Não, ela é não monogâmica.

[00:21:23] Não sei, é que na época ainda não existia isso. Mas no final acabou, né? No final todos os

[00:21:28] IA simplesmente somem. Mas o lance todo ali, acho que tem essa coisa de mostrar o absurdo que era

[00:21:33] a situação. É o surubão do HD no final. Surubão na nuvem. Sabe o que eu acho? Que realmente todo

[00:21:41] esse frisson, eu acho que a culpa, a culpa é nossa aqui. Nossa, a Jéssica se excluiu dessa culpa. Mas

[00:21:47] ela atua como, então a culpa é dela também. Mas a culpa é dos comunicadores, porque o frisson do

[00:21:54] blockchain, do metaverso e agora o da inteligência artificial. Não é só dos comunicadores não,

[00:22:00] não atire no mensageiro. Não, calma aí, calma aí. Chegarei no meu argumento. Tem todo aquele debate nos

[00:22:07] Estados Unidos de proibir o TikTok, obrigar a ByteDance a vender o TikTok para que ele seja

[00:22:14] operado por uma empresa não chinesa e tal. Eu acho que muito do frisson em cima de inteligência

[00:22:20] artificial é uma resposta, talvez, política dos Estados Unidos. Porque se você olhar as empresas

[00:22:25] que estão liderando essa corrida são todas empresas americanas. Você tá falando de Google,

[00:22:31] você tá falando de OpenAI, você tá falando de Microsoft, Amazon, não sei o quão avançada tá

[00:22:37] nisso, a Meta, Apple correndo por fora, enfim, são todas as big techs americanas envolvidas num tema,

[00:22:44] que era um tema que tava debaixo da superfície, como a gente já comentou aqui, e a vida seguia

[00:22:49] por fora e lançaram o Akinator, qualquer pessoa que saiba usar um celular consegue operar.

[00:22:55] O Akinator. Não, esse é perfeito. E aí fica todo mundo, ai meu Deus, vou perder meu emprego,

[00:23:01] vou perder meu emprego. Cara, aí eu queria entender o paralelo. Quando, sei lá, o pacote Office foi

[00:23:06] lançado, será que as pessoas não tiveram a mesma sensação? Provavelmente, quando o Photoshop foi

[00:23:12] lançado eu sei que sim. Então, eu acho que a única coisa que inteligência artificial vai trazer no fim

[00:23:16] é mais trabalho, porque você vai conseguir produzir mais dentro do seu tempo, e não é que você vai

[00:23:22] trabalhar menos, você como um headcount deverá ser capaz de entregar mais trabalho, então é bom que

[00:23:29] você saiba operar bem essas ferramentas que a gente coloca à disposição. Essa é uma boa notícia,

[00:23:33] é uma notícia alviçareira. Mas ainda assim, olha, vou falar que o sonho, o sonho mesmo, né, é aquela

[00:23:42] coisa de pagar salário. Não é legal, né? Se tivesse um goleiro que a gente não precisasse,

[00:23:50] ia ser bom. Enfim, bilionário pensando como sempre pensam. A gente já teve um programa para discutir,

[00:23:55] rinha de bilionário inclusive. Pensam exatamente dessa maneira. É complexo. O mundo salariado é

[00:24:01] relativamente novo, né, se a gente pegar toda a história da humanidade. Tem nem 300 anos. É algo

[00:24:06] realmente, realmente recente. Seguindo aqui, porque tudo isso de ser lema em torno só da primeira das

[00:24:12] coisas, a gente tem que partir para outros exemplos. Um exemplo que eu acho maravilhoso,

[00:24:17] das GNI’s. Generative AI, as que fazem texto por conta do chat GPT, agora toda ferramenta,

[00:24:24] até powered by GPT, powered by OpenAI, arruma um botão ali de tacar, você tacar mais texto.

[00:24:31] Eu comecei a escrever um e-mail. Você quer continuar escrevendo dessa maneira?

[00:24:36] Você quer escrever essa frase? Você quer mais texto desse seu parágrafo? Você quer um parágrafo

[00:24:41] maior? Você quer um rebusco? Você quer ser mais prolixo do que você já é? Você quer ser mais prolixo?

[00:24:46] Então você magicamente vai clicar nesse botão, então linhas, parágrafos, laudas vão sendo ali

[00:24:53] produzidos, né, e vão surgir de acordo com o que você gostaria de escrever. Aí eu sempre pergunto,

[00:24:58] é justamente assim, o que tá se criando de textos prolixos, enfadonhos, que muitas vezes tem parágrafos,

[00:25:04] não quer dizer nada com nada, e cara, AI, assim, tá sendo especialmente boa em produzir esse tipo de

[00:25:10] parágrafo? É o gerador de lero lero, né? É isso, vira um grande gerador de lero lero, assim.

[00:25:15] Copyright 2005. Exato, pra mim, outro que eu também amo, que era um gerador de textos enfadonhos,

[00:25:22] era um maravilhoso gerador de letras de músicas do Engenheiros do Havaí, que era a sensação

[00:25:27] da internet daquela época, porque é isso, é um monte de coisa, assim, enfadonha, prolixa,

[00:25:32] que não vai a lugar nenhum. Eu fico besta, porque não é o melhor uso que você poderia fazer dessa

[00:25:37] ferramenta, mas é o uso que tem sido incentivado pelas grandes empresas. Agora você não precisa

[00:25:43] mais saber escrever direito. Sabe, eu não tô falando aqui do email, sabe, do email experimental,

[00:25:49] tô falando aqui do email das líderes. Se você tem teu email na nuvem da Microsoft, na nuvem do Google,

[00:25:54] já se depara com esse tipo de botão, deixa eu escrever esse email melhor pra você e aí vai

[00:25:58] aquele festival de frase pronta, né? Detalhes. Eu odeio, eu odeio, porque eu começo a ler no

[00:26:05] trabalho, eu já fico chateado, eu já perco a vontade de trabalhar, assim, eu queria fechar

[00:26:08] meu computador e jogar videogame, porque, tipo, os três itens fáceis, sei lá, confiabilidade,

[00:26:14] quando se tem confiabilidade é muito legal, rapidez, porque rapidez é essencial. Cara,

[00:26:19] muito bom. E com esses três conceitos você conseguirá fazer um ótimo trabalho. E daí você

[00:26:24] fala, puta que eu… Você não falou nada. Aí você rolou e rolou e rolou. Eu acho muito bom que,

[00:26:29] qual que é a solução pra esse problema, né? Então você usou a IA pra gerar um texto prolixo,

[00:26:34] aí você usa a IA pra ela resumir o texto que ela mesmo criou. Isso. Só que resumir é errado.

[00:26:40] Assim, e aí que tá, o resumo não é bom também. Foi que, tipo, toda vez que eu vejo aqui o resumo

[00:26:45] do cast com AI ou aqui o resumo do e-mail, às vezes tá errado e às vezes… Às vezes é genérico

[00:26:51] também. Você perde o ponto. Não tem prompt que salve. Às vezes você fala, ah, não, peraí,

[00:26:54] deixa eu tirar um abstract disso que eu vou ler, né? Às vezes é um estudo grande, assim, você joga,

[00:26:59] jogou lá um estudo científico pra pegar um resumo, óbvio que não vai te entregar o estudo

[00:27:03] científico, mas o abstract ele vai ser um pouquinho mais completo do que o que tá no próprio estudo.

[00:27:08] Agora, de fato, assim, a interpretação tá chegando lá, mas não chegou. Ainda não é isso, né?

[00:27:14] Mas ajuda. Ajuda, ajuda. A fazer tarefas enfadonhas, tipo, sei lá, e que são importantes,

[00:27:20] tipo, minutos de uma reunião. Sim. É mais lógico. Não é você soltar o negócio lá e mandar pra todo

[00:27:27] mundo. Revise, observe. Você estava lá, você estava prestando atenção o tempo todo, então é óbvio

[00:27:34] que você vai autocompletar o que a inteligência gerou pra você. Tem muitos usos que eu acho muito

[00:27:39] legítimos. Eu vou dar um exemplo que, assim, eu acho ele extremamente legítimo de uso desse

[00:27:44] tipo de ferramenta, que é você tá fazendo um PowerPoint em inglês, ou uma apresentação em inglês,

[00:27:49] ou qualquer coisa, você tá escrevendo numa língua que não é a tua nativa, você não domina,

[00:27:53] você tende a escrever de uma maneira mais dura. E aí você pode, um, se valer de um tradutor que

[00:27:59] vai tentar traduzir pra você muito ao pé da letra aquilo, né, aquilo que você tá tentando dizer,

[00:28:04] ou com uma frase muito, às vezes, muito dura, muito rudimentar aquilo que você gostaria de dizer,

[00:28:09] assim, numa linguagem muito simplória. E, às vezes, você precisa de algum rebusco, assim,

[00:28:15] pra fazer uma piadinha ali associando, né, o tema do qual você tá falando com o que você tá

[00:28:21] querendo escrever, né, fazer uso de metáforas, qualquer coisa do gênero, e aí eu vejo muito

[00:28:27] valor você utilizar essa ajuda daí, ó, pra fazer esse tipo de coisa, né. Mas o texto é teu, sabe,

[00:28:34] você não tá inventando, você não tá pedindo pra ela inventar pra você, né. Você escreveu,

[00:28:38] você foi lá, pensou um pouco, puto, eu queria falar isso aqui, e aí você pediu ajuda daí,

[00:28:44] aí você ainda vai ter que avaliar o inglês dela, claro, você vai ter que ter algum, né,

[00:28:47] pra poder avaliar, pra poder ver se tá tudo correto, mas você tá pedindo uma ajuda pra ela

[00:28:52] manter o inglês no mesmo nível de eloquência que você usou no português. Eu acho isso um uso

[00:28:58] mas, olha, não é pedir, a faz aí, né, me entrega, escreve esse email pra mim. Sempre tem que ser

[00:29:04] dirigido, né, porque ela não vai entender o fundo do texto, né, a tese principal ela não tá literal

[00:29:10] ali, não é vernacular, às vezes você tem que, tipo, ir atrás e daí já não é tão bom, porque

[00:29:14] eles falam, ó, qual a intenção aqui, o que você tá tentando fazer, o que que você quer, é uma ótima

[00:29:19] ferramenta com direção, de edição, né, edição, de reportar os fatos que aconteceram, pra e vai.

[00:29:25] E é isso, né, você precisa de repertório pra você usar bem a ferramenta, né, pra dar os prompts

[00:29:31] corretos. A ferramenta precisa de contexto pra ela poder trabalhar bem. Ainda segue uma lógica bem de

[00:29:36] programação, que é você ter que dar ordens muito específicas, né, prompt é uma palavra que nasceu,

[00:29:43] que nasceu com a IA, nasceu lá atrás, né, com primórdios da computação, pô, é tipo você escrever

[00:29:49] prompt pra pedir alguma coisa ao computador. Antes do mouse. Antes do mouse, exatamente, antes da

[00:29:54] é, o avanço disso, porque elas são tão boas, é justamente porque você coloca mais contexto,

[00:29:58] né, e o seu prompt é contexto, porque a rigor isso funciona fazendo o cálculo estatístico a cada

[00:30:03] palavra, né, e se isso veio antes, que que é mais provável que venha depois, apesar de parecer muito

[00:30:08] humano? A minha crítica é que é isso, a inteligência artificial é um grande exercício de PR do ocidente,

[00:30:16] porque o exemplo que você tá falando, a gente já tem no teclado do celular há quanto tempo? É,

[00:30:21] é diferente, mas sim. É diferente, eu quero dizer que eu não quero ridicularizar o que é de fato IA,

[00:30:29] sabe, porque IA tá aí, ele vai continuar aí e vai ser uma ferramenta útil agora. Ela já faz parte das

[00:30:36] nossas vidas, é que a gente fica colocando isso numa redoma, numa num pedestal que às vezes afasta.

[00:30:43] É que agora seu pai pode usar. Eu acho que a questão é que não é que a IA ela é interessante ou

[00:30:48] interessante, burra, inteligente, é porque os humanos que fazem o uso dela, e os humanos são

[00:30:53] burros, e quando os humanos são burros, eles criam o que? Juiceiros, essa é a questão. É verdade,

[00:30:58] aí sim, esse é o ponto. E fazem inclusive juiceiros em texto e fazem juiceiros em arte,

[00:31:05] Jéssica Correia. Porra, essa eu tô muito feliz. Conta essa história pra ouvir, Jéssica. Bom,

[00:31:10] a minha parte de IA, além do texto que eu fico muito curiosa, é sobre arte, né, a gente tá vendo

[00:31:16] muito o da Vinci, tem várias coisas que fazem arte a partir de estilo de artistas, né, você pode

[00:31:23] pegar, sei lá, um quadro de Monet e você repintar de uma forma diferente com alguns comandos. Só que a

[00:31:29] gente teve uma artista brasileira que ela foi além, ela foi disruptiva, ela trouxe o quê pra gente?

[00:31:35] Ela trouxe a arte que ela fez numa IA, que é basicamente o quê? Quadros do Van Gogh na atualidade,

[00:31:43] não é mesmo? E aí ela disse que ela passou o quê? Técnicas de material físico em cima dessas

[00:31:49] impressões. Eu não diria impressões, eu diria telas, não é mesmo? Telas de arte, telas pintadas com

[00:31:55] muito esmero. Só que o que acontece? Você vai ver a arte, tem o quê? Uma mão com seis dedos, tem o

[00:31:59] Van Gogh hipster, tem o gato esbugalhado. Enfim, aí ela fez o quê? Uma exposição no Shopping Maringá,

[00:32:06] assim, ela colocou uma boina na sua cabeça, tinha o quê? Um pincel e um sonho e um prompt e é isso.

[00:32:13] Um pincel, um sonho e um prompt, né? Isso sempre vai me remeter àquela frase que o Thait Sousa falou

[00:32:20] em O Alvi Sareiro, né? Número 7, que é até os 25 anos o cérebro não tá formado e o jovem é burro.

[00:32:27] Pelo amor de Deus, gente, o que que é isso? Que audácia, né? E é maravilhoso que ela descreve o

[00:32:33] nome dela como Neo Expressionismo Digital Cognitivo. Essa, eu tive uma síncope quando

[00:32:40] eu li essa frase, eu quase caí pra trás a cadeira. Cara, eu tenho um carinho pelas etiquetas.

[00:32:44] Eu lembrei de uma história nada a ver com o Thales. O que é isso? Falando de rótulos, eu e o Thales a

[00:32:50] gente teve um espírito startupeiro que durou uns 40 minutos, a gente até foi trabalhar no mesmo

[00:32:58] lugar, pra ficar mais próximos, que a gente faria aplicativos e tal. Aí a gente soube que teria tipo

[00:33:04] um, eu nem lembro como era o nome, tipo uma feira de startups, um pitch, uma rodada de pitch, alguma

[00:33:10] coisa assim, na Vila Olímpica, com um endereço qualquer. A gente chegou lá, entrou, tinha uma

[00:33:15] energia bro, tão forte. Eu juro pra você, a gente ficou uns 5 minutos, um olhou pra cara do outro,

[00:33:22] e a gente foi pro sujinho. Eu tinha apagado esse rolê da minha cabeça, credo. E essa foi nossa aventura.

[00:33:29] Mas era o auge do Vila Olímpica startupeiro? Era. A gente entrou, olhou, cara, que onda errada e fomos embora.

[00:33:38] Mas eu lembrei disso porque essa mulher, no fim, ela tá correta, porque ela tá usando as tags certas

[00:33:44] pra ter um mecenato aí na arte dela. Meu sonho é ter uma etiqueta patente A e vender cursa.

[00:33:50] O dinheiro provavelmente vai até ela e alguém vai bancar a arte cognitiva dela e ela vai se dar

[00:33:56] muito bem, porque ela tá vivendo o zeitgeist, entendeu? Se a gente, naquela época, engolisse um pouco a

[00:34:03] nossa falta de vontade e falasse, ó, a gente tá pensando em entrar nesse universo de aplicativos aí,

[00:34:10] ó, o que que vocês têm? A gente tem um computador debaixo do braço, umas ideias em código. A gente

[00:34:17] fica lá com, sei lá, milhões, milhões. Do alto dos meus 35 anos, eu tiro o chapéu pra essas pessoas

[00:34:27] que tentam, pros picaretas. Aquele manifesto lá da Apple, do Steve Jobs, acho que tinha um picareta

[00:34:34] e cortaram na redação final, mas essas são as pessoas que movem o mundo, que movem a economia.

[00:34:40] Tá certo. Gabriel, o seu ódio é picaretagem, seu ódio é…

[00:34:44] Parabéns pra artista aí.

[00:34:45] A alandragem, a… Não, cara, desculpa. Vai me perdoar.

[00:34:49] Automultinho.

[00:34:50] É, seu ódio é automultinho também? Exatamente. É tudo muito tosco lá, Gabriel. Vai me perdoar, cara.

[00:34:56] Me lembrou aquela exposição que tinha umas personalidades de papel machê numa igreja,

[00:35:01] tipo, Ayrton Senna, Chico Xavier, Ebe Kamar.

[00:35:05] Ah, não, era de cera. Era tipo, era pra ser o Madame Tussaud da igreja, assim.

[00:35:09] É, mas acho que era uma veia que fez umas… Pegou um monte de sabonete, finzinho de sabonete,

[00:35:14] assim, e fez esse negócio, sei lá. Quem sabe, sabe.

[00:35:17] É que eu acho maravilhoso, porque ela tem, assim, uma autenticidade, eu diria até, né,

[00:35:22] de pensar fora da caixa. Ela pegou uma imagem pronta e colocou pinceladas em si e vendeu por R$3.500.

[00:35:29] Você não entendeu, né? Ela tem uma mente visionária.

[00:35:32] Tentou vendendo, sei quem comprou, né? Mas é muito bom que elas estejam tentando vender.

[00:35:36] Errado tamo nós.

[00:35:38] Gente, as pessoas venderam NFT do macaquinho por milhares de dólares, sabe?

[00:35:43] Não faz muito tempo, não, cara. Então, assim, a menina também não…

[00:35:46] Ela olhou certo. É que a execução acabou se tornando nacional, né?

[00:35:51] Aí acabou virando uma grande chacota.

[00:35:53] Mas eu indico muito depois olhar as obras sem AI dela, as obras realmente autorais.

[00:36:00] E você não acha que ela usou a ferramenta pra melhorar o trabalho dela?

[00:36:04] Definitivamente.

[00:36:05] Vocês já viram as coisas do Picasso velho? O Picasso, quando ele ficou velho, ele já era o Picasso, né, obviamente.

[00:36:14] Sim.

[00:36:15] Aí ele resolveu fazer esse… Ah, agora eu vou fazer a arte em cerâmica.

[00:36:19] Tudo uma merda as cerâmicas dele, mas é do Picasso, entendeu?

[00:36:23] O cara criou a marca dele.

[00:36:24] Então a gente vai fazer uma vaquinha pra comprar um quadro dela pra você, tá bom, Gabriel?

[00:36:28] Vou pôr aqui do lado do meu Bill Murray.

[00:36:32] Eu, olha…

[00:36:33] Bill Murray e o Ivangog Hipster.

[00:36:36] Olha, se a gente fizer essa vaquinha, se a gente fizer essa vaquinha, vai ser o seu Romero Brito, cara.

[00:36:42] A gente vai botar essa coisa aí na tua parede, você vai aparecer em tudo que é lugar, vai ser a sua cover de redes sociais, entendeu?

[00:36:49] A gente vai botar o quadro dessa menina, a gente vai comprar esse quadro, mas você vai ter que usar.

[00:36:55] Do Jornal Nacional, né?

[00:36:56] Não, então, eu queria comentar sobre, sei lá, Machado de Assis e daí tá lá no fundo.

[00:37:05] É o especialista da Globo News, né?

[00:37:09] Aliás, eu tô sumido da Globo News, acho que eu saí de lá.

[00:37:13] Talvez você tenha saído de lá, né?

[00:37:15] O que abre também é essa possibilidade de você voltar a ser o Gabriel Prado famoso da internet, olha só.

[00:37:21] É, o médico deu uma sumida também.

[00:37:23] O médico também deu uma sumida, e você vai ser o único que vai ter um quadro desse na sua parede.

[00:37:28] Então, toda vez que você aparecer aí participando num podcast, que bota vídeo na internet,

[00:37:33] toda vez que você tiver que dar uma entrevista pra Globo News também como especialista que você é na sua área,

[00:37:38] de repente você vai ter ali, que nem eu tenho aqui, né?

[00:37:41] Johnny Brito, por exemplo, ilustrando a minha sala, você pode ter, como que é o nome da menina?

[00:37:46] Aline, né? Você pode ter uma Aline na tua sala também.

[00:37:48] Eu vou ser Merchant de NFT.

[00:37:51] Maravilhoso.

[00:37:52] Merchant de arte cognitiva.

[00:37:53] Eu vejo com grande futuro isso pra você, Gabriel.

[00:37:56] Auspiciosíssimo.

[00:37:58] Mas assim, ó, pra ser só justa com a AI na parte artística, cara, pra poses, por exemplo,

[00:38:04] é uma coisa muito legal pra uma pessoa que anima, que faz vários tipos de materiais,

[00:38:10] cara, tira um peso de cima, até mesmo em relação a, por exemplo, direito autoral de alguma pose,

[00:38:18] de alguma foto específica.

[00:38:20] Você consegue fazer de uma forma um pouco menos pior, assim, sabe?

[00:38:24] Então eu acho justo a gente também pensar por esse lado, né?

[00:38:27] Também não é de tudo lixo, dá pra usar de formas muito boas.

[00:38:31] Novamente, a favor é como é que você usa, né?

[00:38:34] Inverter a proporção da imagem, fazer umas inções pequenas, tem uma pancada de uso legal.

[00:38:40] Sim.

[00:38:41] Não é pra você subir as obras todas do Van Gogh, né?

[00:38:43] Que tá tudo disponível.

[00:38:44] Exatamente.

[00:38:46] Tá tudo disponível.

[00:38:47] Você pega, joga na AI e fala, gera AI, meu!

[00:38:50] Sabe quem tá disponível também?

[00:38:52] Que dá pra fazer?

[00:38:53] O Mickey.

[00:38:54] Tá lá.

[00:38:55] O Mickey do Steamboat Willie, né?

[00:38:57] É o Mickey específico.

[00:38:58] É o Mickey veio.

[00:38:59] Mas dá pra fazer o Ratatouille do Mickey do Steamboat na cabeça do…

[00:39:04] O Ratatouille na cabeça do Van Gogh.

[00:39:07] Fica a dica aí pra Aline.

[00:39:09] É, a próxima exposição, Mickey veio em contra de Níquel Náusea.

[00:39:14] Pá, pô, puta merda.

[00:39:15] É que eu amo aquela editoria do Mickey feio.

[00:39:18] Eu não sei…

[00:39:19] Mickey feio é bom demais, cara.

[00:39:21] Eu aprecio por causa de você, Gabriel.

[00:39:23] Junto com a Mônica Feia é duas grandes editorias aí.

[00:39:26] Juntando-se essa editoria, outro dia, subprefeitura do Butantã, aqui em São Paulo,

[00:39:31] publica nas redes sociais uma revitalização que eles fizeram ali no bairro,

[00:39:36] num muro ali, provavelmente, da Avenida Escola Politécnica.

[00:39:39] Eu convido vocês a procurarem esse post no Instagram,

[00:39:43] porque aí vocês serão confrontados com o Simpsons Feio.

[00:39:46] Eu viajo muito aqui pelos rincões de São Paulo e de Minas Gerais, né?

[00:39:51] E eu coleciono Homer Simpsons em fachadas de adegas e distribuidoras de bebida.

[00:39:58] Eu já contei três, não vou revelar as cidades,

[00:40:01] porque eu não quero as pessoas indo atrás desses estabelecimentos comerciais pedindo a retirada,

[00:40:07] porque eu acho que é uma homenagem,

[00:40:08] e ninguém é obrigado a saber tudo sobre direitos autorais,

[00:40:12] mas três Homer Simpsons segurando canecas de chopp na porta desse tipo de estabelecimento,

[00:40:17] e um bar do Moll.

[00:40:19] E o bar do Moll usa a cara do Moll, é um bar de esquina e é um bar grande.

[00:40:22] E é um Homer meio papel machê, assim também, sabe? Então, por isso que eu lembrei.

[00:40:26] Continuando aqui com a nossa lista, minha gente,

[00:40:28] pra gente e pras coisas também aqui,

[00:40:30] entramos aqui no lance do Now with AI coisas que já existiam.

[00:40:34] E fica curiosidade, os Estados Unidos, lá nos Estados Unidos,

[00:40:37] existem alguns processos acontecendo,

[00:40:40] existem umas investigações acontecendo sobre o que eles já estão chamando de AI washing,

[00:40:45] que é exatamente a mesma coisa que Greenwashing pra AI,

[00:40:49] ou que, enfim, é o lance de você invernizar com AI algo que não tem,

[00:40:54] eles realmente estão investigando,

[00:40:56] porque isso tem a ver com inflacionar valores de ações,

[00:41:00] então isso, no fim das contas, implica em questões severas econômicas pra eles.

[00:41:05] Então, tem investigações e o equivalente a CVM de lá

[00:41:09] começou já a aplicar multas.

[00:41:11] Então, tem duas empresas do mercado financeiro que receberam duas multas,

[00:41:14] na casa de uns 400 mil dólares,

[00:41:16] porque prometeram coisas com AI.

[00:41:18] E uma delas, inclusive, prometeu ser a primeira gestora financeira regulamentada com AI.

[00:41:24] O que é uma mentira!

[00:41:26] Uma mentira deslavada, talissiore!

[00:41:28] O robô tá atorando no mercado, tá jambrulando o mercado financeiro,

[00:41:32] faz pelo menos uns 10 anos.

[00:41:33] Pois é, cara!

[00:41:33] Uns robôzinhos.

[00:41:34] Que pássimo, cara!

[00:41:35] Deixa eu adivinhar, eles tinham um algoritmo

[00:41:38] e eles falaram que agora o algoritmo era um IE.

[00:41:40] A Pachoa vai se chamar de a primeira com AI.

[00:41:43] Mentira!

[00:41:44] Mentira!

[00:41:44] A Nozaki tem inventado, que eu duvido.

[00:41:46] Eu tenho um amigo que há muito tempo atuou com o mercado financeiro,

[00:41:50] acho que hoje ele não tá mais fazendo isso,

[00:41:52] ou faz só com a grana dele.

[00:41:53] Isso há muitos anos, eu tô falando coisa de 10 anos atrás.

[00:41:57] Ele já falava disso, ele já falava de estar criando um mecanismo ali,

[00:42:02] de ficava aprendendo pra dar as melhores recomendações de investimento.

[00:42:06] Cara, eu tô falando de coisa muito antiga.

[00:42:09] Sim, como o Tati falou, a IA já tá jambrulhando o mercado financeiro

[00:42:13] há uma década, pelo menos.

[00:42:15] Vocês não sentem que essa questão toda é de querer ser o primeiro, sabe?

[00:42:20] A primeira empresa que usa AI pra tal coisa.

[00:42:23] Eu acho que talvez a corrida do ouro agora

[00:42:26] seja pra você dizer que você foi o primeiro.

[00:42:28] Então, quem puder jogar essa carta primeiro,

[00:42:31] acha que vai acabar ganhando mais nessa questão.

[00:42:35] Mas que não foram, né? Porque, como eu falei, esse negócio tá aí há 10 anos, né, Jéssica?

[00:42:39] Tudo bem, mas são os primeiros a falar que foram.

[00:42:41] É, mas nem podiam, né? Porque é isso, virou propaganda enganosa e tomaram uma multa.

[00:42:45] A gente não pode fazer tanta coisa.

[00:42:47] Tenho humildade pra não dizer o que as pessoas devem fazer, cara.

[00:42:51] Aqui na frente de casa, até outro dia, tinha uma lanchonete com uma faixa,

[00:42:56] o melhor hambúrguer de São Paulo.

[00:42:58] É verdade.

[00:42:58] Foi até parar no pesadelo na cozinha, aquele troço lá.

[00:43:03] Porque tava quebrando, e quebrou no fim das fontes.

[00:43:06] E o Jacan jogou no lixo essa faixa, ele foi lá, fez o extreme makeover da lanchonete,

[00:43:12] ele pegou, botou de novo a faixa e fechou da mesma forma.

[00:43:16] Mas eu gosto que aqui perto de casa tem um que fala que é o segundo melhor pastel do mundo,

[00:43:20] e aí eu dou o que é o segundo.

[00:43:22] Aí você acredita, aí você acredita.

[00:43:24] Esse cara é inteligente, esse cara botou inteligência real pra promover o negócio dele, entendeu?

[00:43:32] Top 50 pastéis.

[00:43:34] Isso!

[00:43:35] Top 50 pastéis da Ciência do Sicília.

[00:43:39] Virou uma bobajada esse programa, né?

[00:43:42] Eu tô adorando.

[00:43:43] É isso, é o melhor hambúrguer de São Paulo, é o segundo melhor pastel,

[00:43:48] o sextagésimo terceiro maior brasileiro…

[00:43:52] Vivo.

[00:43:53] Que já existiu, que é o Dedé do Vasco.

[00:43:55] Dedé do Vasco.

[00:43:56] Então assim…

[00:43:57] Então assim, gente, tá realmente…

[00:44:00] Relembrando os bons tempos de Bopoca, esse programa tá uma vársia.

[00:44:05] De telestração, né?

[00:44:06] Maravilha, eu adoro.

[00:44:08] Muito bom, muito bom.

[00:44:09] Eu quero ver uma AI fazer um sumário desse programa.

[00:44:13] Exato, resume esse podcast aqui, vai, Trigis, resumei.

[00:44:16] Uma outra AI aqui que deixou o Thales muito tranquilo,

[00:44:19] que é as AI que estão prometendo substituir um engenheiro de software, o programador.

[00:44:23] Eternamente atacado, a única profissão cuja profissão é eliminar a si mesmo.

[00:44:27] Mas deixa eu te fazer uma pergunta, Thales.

[00:44:29] Eu entendi direito mesmo, os caras estão se orgulhando de uma taxa de acerto de 13%?

[00:44:34] Caraca, bicho.

[00:44:36] Então, os caras chegaram e falaram, olha, seguinte, a gente tá lançando isso aqui com 13% taxa de acerto,

[00:44:41] e agora não vai mais precisar de engenheiro de software nos próximos, sei lá, três anos.

[00:44:45] E daí veio o cara da NVIDIA na sequência, o cara do Stability falando, tipo,

[00:44:49] não, não, não aprenda a codar, não, foda-se, isso aí já foi.

[00:44:52] Só que daí, sim, 13%.

[00:44:54] 13%, Thales, que porra é essa?

[00:44:56] Issues no GitHub, que são muito bem documentados, boa parte das vezes.

[00:44:59] Também, tipo, o vídeo foi editado, demorou mais de 20 horas, tem uma série de questões ali.

[00:45:05] Mas sim, 13%.

[00:45:06] Cara, 13% de taxa de acerto, gente, se eu tiver uma taxa de acerto de 13% do meu trabalho, eu sou demitido.

[00:45:12] Sim, mas você pode colocar mil iassudinhas fazendo a mesma coisa, né?

[00:45:17] Um revisando o trabalho do outro e eles vão provavelmente alucinar.

[00:45:21] Exatamente, e vão ser demitidos do mesmo jeito.

[00:45:25] Cara, mil iassudinhas de Sérgicos.

[00:45:27] Eu lembro de um experimento da Microsoft, deve ter uns bons 5 anos, pelo menos, para mais,

[00:45:34] que era um chat falando com o outro, lembra?

[00:45:36] Que eles tiveram que desligar aqui no fim, eles criaram uma língua própria.

[00:45:39] E ficou fascista.

[00:45:40] Ah, tá, também teve esse.

[00:45:41] Ah, não, esse é o outro.

[00:45:42] É que teve outro da Microsoft que ficou fascista em menos de 5 horas, sei lá.

[00:45:46] Então, mas tá vendo, esse negócio tá aí faz tempo.

[00:45:48] Mas teve um recentemente que criaram um Seinfeld.

[00:45:52] Era um Seinfeld de 24 horas em tempo real, e quando veio ele ficou…

[00:45:56] Nem lembro, em céu, alguma coisa assim, acharam, por bem desligar.

[00:46:00] Ficou em céu.

[00:46:00] Ficou em céu muito rápido.

[00:46:02] Gente, é isso.

[00:46:03] Atacoadas aí.

[00:46:04] Mas, enfim, essa invenção aí que teve, que é o Devin, realmente, sabe o que é isso?

[00:46:09] Esse lance do medo é um bom injetor de investimento.

[00:46:13] Porque toda empresa que recebeu, assim, vultuosos aportes, historicamente,

[00:46:19] ela propôs que ela ia acabar com o mercado.

[00:46:22] Só pegar um exemplo bem famoso.

[00:46:24] Uber.

[00:46:24] Eu vou acabar com os táxis do mundo.

[00:46:26] Acabou.

[00:46:27] Investe em mim.

[00:46:28] Era o pitch deles.

[00:46:29] Airbnb, mesma coisa.

[00:46:31] Vou acabar com os hotéis do mundo.

[00:46:33] Cabou os hotéis.

[00:46:34] O único investimento viável em turismo é em mim.

[00:46:36] Então, a AI tá indo a mesma coisa, né?

[00:46:38] Mas pegando seu exemplo, pra falar um pouquinho bem da AI também,

[00:46:42] estimulou o mercado.

[00:46:43] Tornou coisas acessíveis que antes não eram pra uma grande camada da população.

[00:46:48] Eu tô comentando esse pitch, tá, Gabriel?

[00:46:49] Que é essa coisa de os empregos acabaram.

[00:46:52] Esse teu negócio vai ser transformado.

[00:46:54] Sim.

[00:46:54] Se eu fosse você, eu pegaria teu dinheiro e enfiaria aqui.

[00:46:57] Lembrando que antes que teve que haver regulamentação, né?

[00:47:02] Porque o Uber começou ilegal em diversas cidades.

[00:47:05] O Airbnb é a mesma coisa.

[00:47:07] Inclusive, é proibido em algumas cidades.

[00:47:10] Eu acho que é um longo debate.

[00:47:12] Felizmente, como todas essas outras tecnologias disruptivas

[00:47:16] que a gente vem discutindo aí desde que a gente se conhece

[00:47:21] ou que a gente tá gravando podcast,

[00:47:23] elas carecem de baixar a cortina de fumaça.

[00:47:26] Eu acho que o AI tá demorando um pouquinho além da conta,

[00:47:30] porque tem muitos casos de uso ainda bem, né?

[00:47:33] Porque a gente ficar criando um monte de tecnologia,

[00:47:36] queimando um monte de carbono pra virar Akinator é complicado, né?

[00:47:41] Mas acho que é o que a gente sempre se propôs a fazer aqui.

[00:47:44] Legal, bacana isso aí.

[00:47:46] É bom pra humanidade, mas vamos dar um passinho pra trás

[00:47:48] e olhar prós e contras e o que muda de fato, né?

[00:47:52] Claro.

[00:47:52] Acho que tem uma questão que as pessoas não comentam muito

[00:47:54] é que todas essas empresas operam num prejuízo gigantesco,

[00:47:57] mesmo a OpenAI, e a infraestrutura é caríssima

[00:48:01] e não tem perspectiva de ser comercialmente viável pro consumidor.

[00:48:04] Só a Nvidia que tá ganhando dinheiro com isso, né?

[00:48:07] Mas já se discute que é uma grande bolha,

[00:48:10] assim como foi a bolha.com.

[00:48:12] Novamente, gente, é a história de você ter um negócio sendo inflado,

[00:48:16] tomando um preju, mas podendo tomar esse preju,

[00:48:18] porque tem muito dinheiro entrando, tem muito dinheiro entrando,

[00:48:22] porque essa promessa do medo de eu sou destruidor de mercados,

[00:48:25] ela vende, ela vende pro investidor,

[00:48:27] não tô falando pra sua física, ela vende pro investidor,

[00:48:30] ela vende pro capital.

[00:48:31] Então, assim, esse discurso de se montou em cima de IA que ela vai destruir, tá?

[00:48:35] Enfim, e tudo que a gente tá vendo até agora é pra atrair esse capital,

[00:48:39] porque se você não prometer IA nesse momento,

[00:48:42] você vai ficar de fora dessa boquinha,

[00:48:44] e o dinheiro só tá fluindo pra esse tipo de iniciativa nesse momento.

[00:48:47] É onde as coisas estão no mundo.

[00:48:48] Descapitalizou todas as outras startups,

[00:48:50] descapitalizou tudo porque tem que tá todo o investimento foi

[00:48:53] pras empresas de AI, etc.

[00:48:55] Mas é um pouco assustador ver que não é viável pro consumidor, assim,

[00:48:58] e não tem perspectiva de ser viável,

[00:49:00] e inclusive os modelos que se estão usando,

[00:49:03] a não ser que tenha uma quebra de paradigma científica muito grande,

[00:49:07] a gente não vai muito mais longe do que o que a gente tá vendo.

[00:49:10] Talvez seja uma coisa da…

[00:49:11] Ah, que legal, criamos uma Siri 2.0, né?

[00:49:14] E tem uma questão de esgotamento também, né?

[00:49:18] Porque se a gente começar a usar só IA pra criar conteúdo,

[00:49:22] o que vai acontecer com a criatividade humana, com o conhecimento humano?

[00:49:26] Já tem até uma estimativa que um grande percentual da internet,

[00:49:29] do tráfego da internet e do conteúdo da internet já é artificial, né?

[00:49:33] Já é robô.

[00:49:34] Mas eu acho que é bom e importante ter o debate,

[00:49:37] porque uma das coisas que a gente falou lá no começo do programa,

[00:49:39] aquela coisa de, aí de repente a gente quer usar pra tudo, né?

[00:49:43] Quer botar…

[00:49:43] Existiu uma proposta séria,

[00:49:45] uma proposta aqui do governo do estado de São Paulo,

[00:49:48] pra pegar a parte das aulas e botar os alunos na frente do chat GPT

[00:49:51] pra eles aprenderem por lá.

[00:49:52] Isso foi sério, isso foi proposto.

[00:49:54] E aí, nós que tamo aqui, a gente sabe um mínimo de IA

[00:49:57] pra saber que isso é um absurdo.

[00:49:59] Mas as pessoas que tão lá legislando na ponta e o grosso da população

[00:50:02] não tem a menor ideia.

[00:50:03] Então isso precisava ser bastante discutido, né?

[00:50:05] Até pra você ter uma ideia esdrúxula dessa,

[00:50:08] de que IA já tá substituindo o professor,

[00:50:10] IA já tá substituindo uma porrada de professores.

[00:50:12] Não tá.

[00:50:12] E, né?

[00:50:13] E não vai.

[00:50:13] Fica nessa do programador,

[00:50:16] que é a profissão para a qual IA surgiu,

[00:50:19] pra substituir neste momento,

[00:50:21] que tá longe de chegar.

[00:50:22] É bom perguntar pro legislador se ele colocaria os filhos dele

[00:50:26] numa escola com essa programação.

[00:50:28] Ah, mas é só uma forma de destruir a educação pública, né, gente?

[00:50:32] É mais uma forma de a educação privada ser colocada num pedestal

[00:50:38] e criar pessoas da classe operária mais baixa, gente.

[00:50:42] É o clássico.

[00:50:43] É o clássico com a nova roupagem.

[00:50:45] Só isso.

[00:50:46] Já fizeram apostilas, já baniram os livros,

[00:50:48] agora nem mais apostilas.

[00:50:49] Estão mais preguiçosos que estão fazendo PowerPoints, né,

[00:50:52] em vez de apostilas.

[00:50:53] É isso, né?

[00:50:54] E assim caminha a humanidade.

[00:50:55] Pra encerrarmos aqui os exemplos de ao IFAI,

[00:50:59] e depois partir pra Elissa,

[00:51:00] que também tem exemplos maravilhosos que o Pepe já tirei a vela,

[00:51:03] eu quero falar do meu exemplo favorito de now IFAI,

[00:51:06] que é o mundo dos eletrodomésticos.

[00:51:08] Porque o mundo dos eletrodomésticos, gente,

[00:51:10] ele já surfou todas as ondas, entendeu?

[00:51:13] Tudo que foi ondas, o negócio não muda rigorosamente.

[00:51:17] Grosso modo, eletrodoméstico mudou, assim,

[00:51:20] tecnologia de tela pra televisão,

[00:51:22] aquela coisa de embutilar a viceca num único produto.

[00:51:26] Tipo, isto foi revolucionário.

[00:51:27] Economia de energia, né?

[00:51:29] Consumo de energia, tal.

[00:51:30] Isso foi revolucionário, isso foi uma coisa bacana.

[00:51:33] Daí em diante, não, sabe?

[00:51:36] Então, assim, tecnologias, por exemplo,

[00:51:38] de melhora de imagem já estão aí há bastante tempo,

[00:51:41] mas tem críticas em relação a elas,

[00:51:42] porque elas deformam as imagens,

[00:51:44] elas tornam as imagens não aquilo que elas foram criadas pra ser vistas,

[00:51:48] por exemplo, cineastras estão putíssimos com esses ajustes

[00:51:52] de telas ultra HD que são feitas e tudo mais.

[00:51:55] Mas isso não é uma novidade.

[00:51:57] Estou falando de televisores que estão no mercado há anos,

[00:51:59] prometendo melhoria de pixels, ajustes de finos de imagem,

[00:52:04] melhoria de nitidez, melhoria de som,

[00:52:06] ou no caso de outros eletrodomésticos

[00:52:08] que a gente brincou aqui na questão de conectabilidade,

[00:52:11] então é o internet das coisas,

[00:52:14] então agora a máquina de lavar conecta e ela faz coisas,

[00:52:18] você pode fazer programas personalizados e bababá.

[00:52:21] O que aconteceu neste exato momento?

[00:52:24] Mas aí eu achei muito engraçado porque o pessoal largou mão, sabe?

[00:52:28] Teve a pachorra de simplesmente tacar na frente de cada uma dessas funções,

[00:52:34] então é o AI, melhoria de imagem, AI, melhoria de som,

[00:52:39] AI, melhoria de pixels, AI, conecte sua máquina,

[00:52:43] você fala vai se fuder, cara, não é possível.

[00:52:46] Sendo que você só quer usar o mesmo ciclo sempre.

[00:52:48] Exato, eu só quero lavar minha roupa, né?

[00:52:50] A minha TV é de 2019 e ela tem um recurso

[00:52:54] que ela lê o ambiente para configurar o som.

[00:52:58] Eu nunca vou mudar ela de lugar.

[00:52:59] Pois é.

[00:53:00] E acho que ela já fala de inteligência artificial,

[00:53:03] eu quero até ver de novo.

[00:53:04] É, então a minha tinha um desses recursos ligados

[00:53:07] e aí assim, pela posição que ela está na sala,

[00:53:10] a imagem dela estava sempre rosa,

[00:53:12] aí eu fui lá e desliguei tudo, agora a imagem voltou ao normal,

[00:53:15] mas assim, cara, eu tive que ir lá desligar essas melhorias.

[00:53:19] Meu conselho é que toda TV hoje em dia tem alguma coisa do tipo

[00:53:22] Filmmaker Mode, vai lá e usa isso, toda TV tem.

[00:53:26] É o modo cinema.

[00:53:27] É isso, modo cinema, dependendo do que você está usando.

[00:53:30] Usa, usa isso, é o melhor bagulho porque desliga tudo.

[00:53:34] Desliga tudo.

[00:53:35] Absolute cinema.

[00:53:36] Absolute cinema.

[00:53:38] É tipo conforme o artista quis,

[00:53:41] e hoje em dia você só vê TV que é muito bem curada,

[00:53:43] você não tem mais o risco de ter aquele programa no SPT

[00:53:46] que era completamente fora do prumo.

[00:53:48] Ai, gente, mas eu acho maravilhoso,

[00:53:51] a pachurra, desculpa, a pachurra.

[00:53:53] Vou meter AI no nome aqui porque foda-se.

[00:53:58] Yolo.

[00:54:00] Ai, cara.

[00:54:01] Nossa, é a mesma função, gente.

[00:54:04] Tem aquele documentário do Amada Foca,

[00:54:06] que eu não sei se envelheceu bem ou mal sobre gourmet,

[00:54:09] chega o cara lá no balcão da padaria,

[00:54:11] qual a diferença entre o pão na chapa e o pão na chapa gourmet?

[00:54:13] O pão na chapa gourmet é potário.

[00:54:15] É meio que isso, né?

[00:54:17] É isso, é um pouco isso mesmo.

[00:54:19] Agora com AI, você vai pagar 8 mil reais a mais

[00:54:22] nesse eletrodoméstico aqui.

[00:54:24] Pode rolar, é óbvio.

[00:54:25] E ele vai enviar seus dados anonimamente.

[00:54:27] Já aconteceu com outros mercados com várias outras coisas.

[00:54:30] Você deu uma incrementadinha, mudou de nome,

[00:54:33] taca ali 50% de ágil.

[00:54:35] Eu gosto muito do exemplo dos micro-ondas.

[00:54:38] Os micro-ondas, se você abrir um micro-ondas de qualquer marca,

[00:54:41] eles são absolutamente idênticos.

[00:54:44] Se bobear, eles saem todos da mesma fábrica.

[00:54:46] Sim.

[00:54:47] É uma tecnologia que, tipo,

[00:54:48] ela funciona bem, ela já chegou no pico,

[00:54:51] ela cumpre o que promete, ela é barata,

[00:54:53] ela é escalável,

[00:54:54] mas agora ela tem AI.

[00:54:55] Ela tem AI.

[00:54:56] Porque ela sabe que você não usa 30 segundos,

[00:54:59] você usa 28 para não ouvir o apito.

[00:55:02] É de uma…

[00:55:04] Cara, não é possível, gente.

[00:55:05] Eu me lembro da primeira vez que eu fui defrontado

[00:55:07] com uma Nespresso que tinha operação por smartphone.

[00:55:11] Eu falei, mas por que você quer isso?

[00:55:13] Não, para poder apertar aqui no smartphone e fazer meu café.

[00:55:16] Só me custa apertar um botão no celular ou na máquina, dane-se.

[00:55:20] Mas daí como é que você vai agendar o fazer o café

[00:55:23] para quando você acordar ter…

[00:55:24] O café que leva 30 segundos para ficar pronto.

[00:55:27] Para você entregar em alto nível,

[00:55:29] imagina, você vai ter que ser ausentado a sua mesa por um minuto.

[00:55:32] Se você está sentado aqui fazendo uma reunião conosco

[00:55:36] e faz o seu café,

[00:55:37] você pode perder só 6 segundos.

[00:55:39] É um ganho de eficiência de…

[00:55:41] Eu sou de humanas.

[00:55:42] Se você calcular 6 segundos todo dia, Iaiá,

[00:55:45] você está perdendo ali, quantas horas a mais?

[00:55:47] Enquanto eles dormem, trabalhem, velho.

[00:55:49] É? Ai, gente, olha, desculpa.

[00:55:52] Está com uma manteiga aqui nesse café também.

[00:55:54] Está com uma manteiga aqui nesse café, exatamente.

[00:56:00] Tem histórias aqui em Pepe, já tirei a vela.

[00:56:02] Eu queria começar com…

[00:56:03] Só para mostrar que esse papo não é novo, esse papo é antigo.

[00:56:06] Nem lembro o nome, vou ser bem real aqui.

[00:56:09] Nem lembro o nome do que era, mas estava eu no mercado, né?

[00:56:13] Publicitário, eu tinha minha própria empresa.

[00:56:15] E aí chega um amigo que estava trabalhando,

[00:56:17] eles tinham acabado…

[00:56:18] Oh, estou trabalhando para um negócio novo aí.

[00:56:20] Pô, que negócio novo.

[00:56:21] E aí ele me explicou uma história que parecia ser meu sonho,

[00:56:24] que é um cara que tinha uma empresa pequena como eu tinha na época.

[00:56:27] Nós temos uma inteligência artificial

[00:56:29] que escreve textos maravilhosamente em português.

[00:56:32] Eu falei, não.

[00:56:33] É mentira.

[00:56:33] Não é impossível, é senhora.

[00:56:34] Não é impossível, é senhora.

[00:56:36] E estou falando de muitos anos.

[00:56:38] Estou falando de uma coisa que agora não.

[00:56:39] Não é 2023, não.

[00:56:40] Estou falando de, sei lá, em algum momento de 2017, sabe?

[00:56:46] Não é possível, senhora, não é possível.

[00:56:48] Não, e os caras mostrando, saindo reportagem,

[00:56:51] grandes clientes, o escambal.

[00:56:53] Dois meses depois, juro, dois meses depois,

[00:56:56] eu encontrei com esse meu amigo e ele foi sair de lá.

[00:56:57] Eu, carai, o que aconteceu, né?

[00:56:59] Ele, então, velho, os caras não me pagavam.

[00:57:02] Aí eu falei, ô, como assim?

[00:57:04] Ah, prometeram o salário, nunca pagaram uma hora.

[00:57:06] Eu falei, não, estou chegando a esse fingimento.

[00:57:08] Eu falei, caraca, mas, pô, existiu,

[00:57:10] não tinha uma plataforma aí promissora, IA, escambal.

[00:57:14] E ali, o caramba, cara, eram os estagiários fazendo,

[00:57:17] está ligado?

[00:57:18] Ixi, velho.

[00:57:20] Caramba.

[00:57:22] Eu estou com o mecânico.

[00:57:23] Ah, cara.

[00:57:24] Igual aquela Leandro Urbana com o algoritmo do Google,

[00:57:27] era no Bom Retiro.

[00:57:29] Aí você pensa o seguinte,

[00:57:30] esse tipo de presepada, as big techs jamais fariam, né?

[00:57:33] Aí você vê o exemplo da Amazon, que é fabuloso.

[00:57:36] O exemplo da Amazon inspirou esse programa.

[00:57:38] Eu gosto muito desse exemplo.

[00:57:39] O exemplo da Amazon, o Gabriel Hava mandando para a gente,

[00:57:43] a gente precisa, eu sei que você não quer mais gravar mupocas,

[00:57:46] mas a gente precisa falar disso, cara.

[00:57:48] Está aqui, Gabriel.

[00:57:50] Está aqui a sua oportunidade para falar sobre Amazon Fresh.

[00:57:53] Deixe que eu já comentei tudo que tinha para ser comentado,

[00:57:56] para quem não conhece, Amazon Fresh é aquela loja

[00:57:58] sem, entre muitas aspas, sem um caixa humano,

[00:58:02] que você entra lá, se identifica com a sua conta Amazon,

[00:58:06] nem sei como, pega as coisinhas lá,

[00:58:08] bota na cestinha, bota na sua sacolinha e vai embora.

[00:58:11] E se pregava que era, nem falavam de inteligência artificial,

[00:58:15] falavam que era só cashless.

[00:58:17] Não, falavam que era um sistemi.

[00:58:19] Falavam sim.

[00:58:21] Falavam que era um sistemi.

[00:58:23] Falavam que tinha reconhecimento de imagem, falavam que era tudo bonitinho.

[00:58:25] Exatamente, o reconhecimento de imagem,

[00:58:27] eram pessoas contratadas, treinadas,

[00:58:29] para olhar o que você colocou na cesta,

[00:58:31] para provavelmente fazer o equivalente…

[00:58:33] Pela câmera.

[00:58:35] Logados na sua conta Amazon, provavelmente para

[00:58:37] enfiar as coisinhas lá em tempo real,

[00:58:39] apertar e concluir a compra no seu cartão,

[00:58:42] que já estava cadastrado também na sua conta Amazon.

[00:58:45] Mas a parte mais divertida para mim,

[00:58:47] é que a Amazon nunca escondeu o que fazia isso.

[00:58:50] Porque eles têm esse site do Turco Mecânico,

[00:58:53] que eu acho que me soa como um nome bastante preconceituoso,

[00:58:56] mas eu sei que é inspirado…

[00:58:58] Tem uma razão histórica.

[00:58:59] Em algum preconceito antigo.

[00:59:01] Exato, um preconceito histórico, sei lá.

[00:59:03] Imagina a função ingrata, né?

[00:59:05] Você, uma pessoa ali na Índia,

[00:59:07] tem dando uma imagem de câmera, provavelmente não boa.

[00:59:10] Esse cara pegou um desodorante ou pegou um apaz de dente?

[00:59:13] Enfim, o Mecânico Turco era uma máquina que jogava xadrez,

[00:59:17] que era um turco, em tese,

[00:59:19] era meio que surfava no orientalismo ali da época.

[00:59:22] Eu não sei se já tinha… Acho que é um pouco anterior,

[00:59:24] eu não lembro o ano.

[00:59:25] Só que na verdade tinha um cara embaixo do mano jogando xadrez ali.

[00:59:30] Só que fez tour na Europa, o autômato.

[00:59:32] Na época era o autômato, não era AI,

[00:59:34] mas é por isso que é o Turco Mecânico.

[00:59:36] Enfim, ou pra nós aqui na América Latina,

[00:59:39] o bom e velho exemplo, Pepe,

[00:59:41] já tirei a vela de Chapolin,

[00:59:44] que eu acho ser maravilhoso, Pepe,

[00:59:46] já tirei a vela, a porta se abre.

[00:59:48] E eu acho que é tangencial isso.

[00:59:51] Você fala muito das inteligências artificiais,

[00:59:53] como elas estão avançadas, etc.

[00:59:55] E se esquece que tudo isso foi possibilitado

[00:59:58] por um trabalho em anglório mal remunerado,

[01:00:00] na Nigéria, na Indonésia, etc.

[01:00:04] Um exemplo besta é o OpenAI pagando a galera

[01:00:07] pra ver conteúdo impróprio, violência,

[01:00:10] coisas grotescas, gráficas e terríveis,

[01:00:13] gore, etc. pra falar,

[01:00:15] não, você não pode soltar isso.

[01:00:17] Tem um artigo do Verge,

[01:00:18] eu acho, sobre os moderadores de Facebook,

[01:00:20] que é mais ou menos a mesma coisa, assim,

[01:00:22] a vida aí é terrível.

[01:00:24] É, tô ligado a uma galera que tirava rápido,

[01:00:27] inclusive, na batatinha.

[01:00:28] Eu lembro dessa reportagem, já há um bom tempo.

[01:00:30] Era basicamente ficar no Rotten.com o dia inteiro

[01:00:34] como seu trabalho.

[01:00:36] Bom, e a gente já falou,

[01:00:37] o primeiro exemplo que nós usamos era de uma maquininha

[01:00:39] que prometia ser a inteligência artificial de Her.

[01:00:42] Depois a gente volta a falar sobre uma maquininha

[01:00:45] que prometia quase a mesma coisa

[01:00:47] e até faz um pouco mais de coisas.

[01:00:50] É um pouquinho melhor?

[01:00:51] É funcional.

[01:00:52] É funcional, é funcional.

[01:00:54] Mas tem picaretagem por trás.

[01:00:56] Aí ela tá em outra lista,

[01:00:58] ela tá aqui nessa lista,

[01:00:59] que na verdade não é nem que tem humanos por trás, tá?

[01:01:02] Mas é que tem gambiarra por trás.

[01:01:04] Aí eu fiquei… Aí…

[01:01:06] Aí coisa bateu, né?

[01:01:08] Falei, não, isso aqui é…

[01:01:09] Isso aqui é a cara da coisa.

[01:01:11] O cara saiu metendo um monte de script aberto,

[01:01:14] solução de prateleira, né, Thales?

[01:01:16] Que é os caras da Rabbit R1.

[01:01:19] Não é bem solução de prateleira,

[01:01:21] mas é um negócio chamado Playwright

[01:01:22] que você usa pra fazer automação de teste.

[01:01:24] Só que ele pode usar navegador, né?

[01:01:26] Então você vai lá e programa,

[01:01:28] só que é programado na mão.

[01:01:29] Então o site mudou qualquer coisa,

[01:01:30] o bagulho quebra.

[01:01:31] Mudou o ID do HTML.

[01:01:32] Qualquer coisa mesmo.

[01:01:33] Qualquer coisa, qualquer coisa mesmo.

[01:01:35] Um elementinho, sei lá, um banner que entra mais,

[01:01:39] uma coisa…

[01:01:39] É, depende de como foi feito.

[01:01:41] Mas sim, tudo tem potencial pra quebrar, né?

[01:01:43] E tem duas coisas, né?

[01:01:44] Eles, um, falaram,

[01:01:45] não, a gente tem um action…

[01:01:47] Eu não lembro como eles chamaram.

[01:01:48] Era action alguma coisa.

[01:01:49] Large action model.

[01:01:51] Só que na verdade isso não existe,

[01:01:53] eles usam o GPT por baixo dos panos.

[01:01:55] E a interface, o que eles chamam de LAM,

[01:01:58] na verdade são scripts de playwright

[01:02:00] que fazem interface com chat IPT às vezes.

[01:02:03] Eu achei maravilhoso, cara, que é tipo…

[01:02:05] No fundo é um Android.

[01:02:06] Eu achei muito bom, porque assim,

[01:02:08] traduzindo aqui pro…

[01:02:09] Sabe, quando eu fui entender exatamente o que se tratava, assim,

[01:02:12] é o nível de inteligência artificial que você,

[01:02:14] o usuário, conseguia quase atingir com aquele if desdendete.

[01:02:17] Lembra disso?

[01:02:18] Porque aquilo era maravilhoso,

[01:02:19] eu adorava aquilo na internet.

[01:02:20] É, exatamente isso que eu falei.

[01:02:22] É ótimo.

[01:02:23] Tem que usar, hoje em dia tem que usar Zapier.

[01:02:24] Mas sim, é exatamente isso.

[01:02:26] Enfim, também um produto muito ruim,

[01:02:30] o produto tá sendo execrado,

[01:02:31] que também ficou atrasando a entrega,

[01:02:33] e quando entregou, entregou uma bomba, né,

[01:02:35] enquanto produto,

[01:02:36] e ainda com essa acusação muito séria por trás.

[01:02:38] E aí foram atrás da empresa,

[01:02:40] e essa empresa já tinha tido picaretagem com o Crypto

[01:02:43] há uns anos.

[01:02:44] Ih, eu falei, ih, aí…

[01:02:46] E daí o bagulho foi indo, né?

[01:02:48] Aí o bagulho foi indo.

[01:02:49] Exatamente.

[01:02:50] O cara chegou e falou, sabe o que é louco?

[01:02:52] Crypto.

[01:02:53] Essa questão do R1 é isso,

[01:02:54] é uma empresa que tá sendo acusada de fraude nesse momento,

[01:02:57] acusações sérias de fraude,

[01:02:58] acusações aí de abriram o código,

[01:03:01] acharam todas essas malandragens,

[01:03:04] essas gambiarras aí,

[01:03:05] e novidades virão, né?

[01:03:07] Só que qual que é o ponto, né?

[01:03:08] Por que que esse tipo de exemplo tá aqui?

[01:03:10] De tudo que a gente falou, né?

[01:03:11] É o tipo de produto que vendeu lá nos…

[01:03:14] uns Kickstartering de Google da vida,

[01:03:16] 10 milhões de dólares em produto,

[01:03:19] e ela recebeu um aporte de mais 20 milhões.

[01:03:22] Então assim, não é tudo bem.

[01:03:23] Pra níveis de grandes empresas isso não é muito dinheiro,

[01:03:27] mas é dinheiro, pô, é, né?

[01:03:28] A gente tá sempre falando de coisas movimentando dinheiro

[01:03:31] e não entregando patavinhas do que prometem, né?

[01:03:34] É bastante dinheiro.

[01:03:35] Considerando 2023 assim, é dinheiro pra caramba.

[01:03:39] Pois é, pois é.

[01:03:40] Eu também acho assim.

[01:03:41] E assim, a perspectiva é essa, né?

[01:03:44] A gente olha pra frente,

[01:03:45] eu acho que esses exemplos não vão acabar.

[01:03:47] Por mais que eu gostaria, tal,

[01:03:49] acho que a tendência é que a gente…

[01:03:50] A gente pode até fazer em um futuro ou vissareira assim,

[01:03:54] a parte dois, a parte três,

[01:03:56] porque eu acho que isso vai continuar aí um tempo,

[01:03:58] e a continua muito quente,

[01:03:59] e eu não tô vendo esse assunto arrefecendo tão cedo.

[01:04:02] Não à toa a gente…

[01:04:04] Quando falou, vamos ter que falar de tecnologia esse ano,

[01:04:07] é a palavra, né?

[01:04:09] É o que mais tá se comentando.

[01:04:11] Ninguém tá falando muito de outras coisas, né?

[01:04:13] Como você bem lembrou,

[01:04:15] outras coisas sequer estão recebendo investimentos

[01:04:17] vultuosos nesse ano.

[01:04:18] Secou o investimento de outros tipos de empresas de tecnologia

[01:04:22] pra ser tudo aplicado em quem tiver algum tipo de solução dessas, né?

[01:04:26] Mas, de qualquer maneira,

[01:04:29] vai ser muito bom se novas prezepadas acontecerem,

[01:04:34] porque é sempre um deleite.

[01:04:35] A gente sempre adora quando surge uma juíceira no mundo,

[01:04:38] porque é certeza de risadas.

[01:04:41] É questão de quando, não de ser, né?

[01:04:43] É, exatamente.

[01:04:46] Muito bem, meus amigos, muito bem.

[01:04:48] Eu, primeiro, quero agradecer demais o seu tempo, tá?

[01:04:51] Você tá num outro fuso horário,

[01:04:53] você tá aí na Alemanha, como a gente sempre falava,

[01:04:56] no Mupoca.

[01:04:57] Eu sei que tá tarde pra dedeus já ir,

[01:04:59] mas muito obrigado pela sua presença.

[01:05:01] Nessa temporada de Alvi Sareiro,

[01:05:03] você já esteve lá no primeiro programa,

[01:05:04] num áudiozinho especial,

[01:05:06] mas você tá aqui de novo, agora participando,

[01:05:09] comentando esse delicioso tema conosco.

[01:05:11] Quero agradecer aqui demais também minha bancada fixa

[01:05:14] nessa temporada inteira, coisa maravilhosa.

[01:05:17] Jéssica Correia, Gabriel Prado.

[01:05:19] Foi um prazer inenarrável estar com vocês

[01:05:22] ao longo desses 12 programas mais um,

[01:05:25] que é aquele zero que nós fizemos ali hoje no Mupoca.

[01:05:29] Treze.

[01:05:29] E vamos ver, né?

[01:05:31] A ideia é a gente sentar agora,

[01:05:33] começar a desenhar uma segunda temporada

[01:05:34] que pode ser muito diferente

[01:05:36] disso que a gente teve nessa primeira.

[01:05:38] A ideia é esse programa ser mais experimental mesmo.

[01:05:42] A gente não tem grandes ambições comerciais.

[01:05:44] Temos que falar a verdade, né?

[01:05:45] E é isso, mas também, de repente,

[01:05:47] experimentando fazer algumas outras coisas.

[01:05:48] E é isso, minha gente.

[01:05:49] Eu também deixo um beijo enorme

[01:05:51] para todos os ouvintes que acompanharam esta saga.

[01:05:54] E agora até a próxima temporada, minha gente.

[01:05:58] Isso, a combinar.

[01:05:59] A combinar.

[01:05:59] Inbox.

[01:06:00] Beijo, gente.

[01:06:02] Tchau.

[01:06:02] Um beijo.

[01:06:02] Muito obrigado, beijo.

[01:06:03] Valeu, obrigado.

[01:06:05] Tchau.

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[01:06:43] Você acabou de ouvir um programa que teve roteiro e apresentação

[01:06:47] de Luiz e Assuda, este que vos fala,

[01:06:50] Jéssica Correia e Gabriel Prado.

[01:06:52] A edição é de Jéssica Correia

[01:06:54] e OVissareiro tem parceria na divulgação do P9.