#439 “Sim, tem limites” - com Fabrício Pontin
Resumo
No episódio, Felipe Abal e Gabriel Divan recebem Fabrício Pontin para discutir liberdade de expressão para além da “vulgata liberal” que a reduz a um suposto direito de dizer qualquer coisa “sem consequências”. Pontin reconstrói a matriz moderna do tema (ligada à ideia liberal de propriedade e de indivíduo) e recupera pressupostos clássicos do debate — como a crença na racionalidade e na “prioridade do melhor argumento” em autores como Kant, Spinoza e John Stuart Mill — para então confrontar o problema contemporâneo do dano discursivo em um ecossistema mediado por plataformas e algoritmos.
A conversa avança para a crítica da individualização do conflito (culpar apenas “um imbecil” que usa a plataforma), defendendo que o centro do problema está também nas infraestruturas de comunicação e nos incentivos de engajamento. Nesse ponto, aparece a tensão: responsabilizar penalmente indivíduos pode ser necessário, mas pode também produzir efeitos indesejados (martirização, mais exposição, monetização e replicação do comportamento), enquanto as plataformas seguem pouco responsabilizadas.
O caso Léo Lins vira o exemplo principal. Divan descreve o conteúdo das “piadas” (racistas, capacitistas e LGBTfóbicas) e explica tecnicamente o enquadramento jurídico e a dosimetria da pena (leis do racismo e do Estatuto da Pessoa com Deficiência, qualificadoras, sistema trifásico, causas de aumento e crime continuado), chegando à reflexão: a condenação faz sentido, mas a pena elevada pode gerar backlash político e simbólico, além de não atacar a “causa” (plataformas e dinâmica algorítmica). No fechamento, eles ainda comentam limites do sistema penal em casos midiáticos (como Diddy e Johnny Depp vs Amber Heard) e passam às indicações culturais.
Anotações
- 00:14:41 — Propriedade e liberdade de expressão O trecho relaciona historicamente a liberdade de expressão ao surgimento da ideia de propriedade. Também critica a visão “vulgar” de propriedade como apenas bens materiais e aponta que, no liberalismo, há uma dimensão metafísica nessa noção.
- 00:16:08 — Liberdade, indivíduo e patrimonialismo O trecho discute como a liberdade de expressão, na lógica burguesa, ajuda a construir a ideia de indivíduo, pertencimento e racionalidade, estendendo a noção de propriedade para além do próprio corpo. Como exemplo, menciona-se o debate sobre o crucifixo na sala de audiência e a visão de que o espaço seria uma extensão do corpo do juiz, revelando uma dimensão patrimonialista.
- 00:16:41 — A sala como extensão do juiz O trecho discute uma visão patrimonialista da sala de audiência, tratada como extensão do corpo do juiz, a partir do debate sobre símbolos como o crucifixo no tribunal. Isso é relacionado à ideia de propriedade como algo “próprio” e à noção antiga de legítima defesa da propriedade no direito penal.
- 00:18:22 — Kant e limites da desobediência O trecho discute o papel central da liberdade de expressão em Kant, comparando-o com Spinoza e John Stuart Mill. Em Kant, pode-se sempre discordar e falar contra a lei, mas deve-se obedecê-la e assumir as consequências da crítica.
- 00:19:34 — Limites e liberdade de expressão O trecho discute como Spinoza e John Stuart Mill colocam a expressão — falar o que se pensa — como algo central, mas vinculada ao dever de ouvir a verdade dos outros. Também aponta a tensão de Spinoza ter sido censurado por dizer o que pensava e sugere um fundo racionalista comum a Spinoza, Mill e Kant.
Indicações
Livros
- (nenhuma indicação explícita de livro no episódio)
Filmes / Series
- Estômago — citado na conversa inicial como referência de humor do filme
- Angels in America — série indicada por Felipe; elogios ao roteiro (Tony Kushner) e atuação (Al Pacino como Roy Cohn)
- Better Man (filme do “macaco”) — cinebiografia de Robbie Williams indicada por Gabriel; destaque para a escolha estética e números musicais
- Johnny vs Amber / Depp vs Heard (documentário) — recomendado por Pontin para entender a dinâmica midiática do julgamento e seus efeitos
Artigos / Links
- Artigo do The New Yorker sobre o caso “Diddy” — indicado por Pontin para discutir falhas/irresponsabilidades da promotoria e limites do sistema penal
Linha do Tempo
- [00:00] — Abertura do episódio e introdução do tema: liberdade de expressão e seus limites
- [00:01] — Conversa inicial e menção ao filme Estômago
- [00:09] — Fabrício Pontin se apresenta e contextualiza sua pesquisa sobre liberdade de expressão
- [00:11] — Liberdade de expressão: falar “qualquer coisa” vs. falar sem consequências; raízes históricas e vínculo com propriedade
- [00:17] — Kant, Spinoza e John Stuart Mill: pressupostos racionalistas e a ideia do “melhor argumento”
- [00:23] — “Dano do discurso” e crítica à hiperindividualização: direitos fundamentais em rede e a dimensão social da fala
- [00:27] — Divan critica a “vulgata liberal” contemporânea e a fantasia de direitos isolados do contexto e das consequências
- [00:37] — Plataformas (ex.: Meta) usando “liberdade de expressão” para evitar regulação; foco no sistema e não só no usuário
- [00:45] — Entrada no caso Léo Lins como estudo de caso sobre limites do humor e responsabilização
- [00:50] — Descrição do conteúdo do show e por que não se trata de “piada leve”: racismo, capacitismo e LGBTfobia
- [00:54] — Enquadramento legal: Lei 7.716/89 (racismo) e Lei 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência)
- [00:57] — Explicação da dosimetria da pena (sistema trifásico), qualificadoras, causas de aumento e crime continuado
- [01:06] — Debate sobre proporcionalidade e efeitos: pena alta, provável redução em instâncias superiores e risco de “capitalização” do condenado
- [01:12] — Pontin retoma a crítica: judicialização é limitada; sem regulação e políticas, “corta-se uma cabeça e nascem outras”
- [01:31] — Encerramento do tema principal e transição para notícias/casos correlatos e indicações culturais
Dados do Episódio
- Podcast: Viracasacas Podcast
- Autor: Viracasacas Podcast
- Categoria: News / Politics
- Publicado: 2025-07-08
- Duração: 1h49m
Referências
- URL PocketCasts: https://pocketcasts.com/podcast/viracasacas-podcast/dee3a250-f2f5-0134-ec5e-4114446340cb/439-sim-tem-limites-com-fabr%C3%ADcio-pontin/22a6abdb-cc3d-4fb5-a075-ef4c19e9bce0?t=881.0
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Dados do Podcast
- Nome: Viracasacas Podcast
- Tipo: episodic
- Site: https://www.spreaker.com/podcast/viracasacas-podcast—6704831
- UUID: dee3a250-f2f5-0134-ec5e-4114446340cb
Transcrição
[00:00:00] La bestialidad imperialista. Bestialidad que no tiene una frontera determinada ni pertenece a un país.
[00:00:16] What kind of democracy is that? What kind of freedom is that?
[00:00:23] Con que la revolución cubana sabe también pelear y ganar batalla en este campo.
[00:00:37] Saludas, gente. Bienvenidos a otro episodio de Vir a casacas podcast.
[00:00:43] Mi nombre es Felipe Abal, estoy aquí con él, mi amigo Gabriel Divan.
[00:00:48] ¿Cómo están las cosas, Gabriel?
[00:00:50] Mano, las cosas están llegando a los tríleos, ¿verdad?
[00:00:54] Aquella respuesta así, ¿verdad?
[00:00:56] Están bien, están bien, pero un bien real oficial, ¿verdad?
[00:01:01] No ese bien de tipo así, están peores de lo que nunca se preguntan, ¿verdad?
[00:01:06] Cuando la voz es más fina, ¿verdad?
[00:01:09] ¿Ya viste ese filme Estómago?
[00:01:12] ¿Sí?
[00:01:13] ¿Sí? ¿Te recuerdas que el hombre, cuando él mal comienza a enamorar a la chica de programa aquella, está ahí las amigas?
[00:01:20] Entonces, él llega allí para hablar con ella y las amigas dicen, ay, mi amiguita.
[00:01:25] Entonces él pregunta, ¿cómo va la vida?
[00:01:28] Y ella dice, ah, voy llevando.
[00:01:30] Y una grita así, llevando en el rabo.
[00:01:32] Puta mía, era de mal gusto, ¿verdad?
[00:01:36] Yo adoro ese filme, no he visto el 2, ¿ya viste el 2?
[00:01:39] No, no vi, no vi.
[00:01:40] Yo también no vi, no.
[00:01:41] Hay cosas que tal vez, ¿verdad? Deja así.
[00:01:44] Deja así.
[00:01:47] Levanta, va llevando.
[00:01:48] ¿Ya viste el 2?
[00:01:50] Hablando ahí, va llevando.
[00:01:52] Tenemos el episodio hoy con Fabrício Pontim, ¿verdad?
[00:01:55] Vamos a ver así.
[00:01:56] Va llevando.
[00:01:59] No, hombre.
[00:02:00] A pesar de que nos divertimos mucho siempre grabando,
[00:02:03] episodio con tema importante, tema muy sério,
[00:02:06] y discusión que Felipe me arrasó a decir,
[00:02:09] pocas veces es hecha en los moldes y niveles que hicimos en este programa, ¿verdad?
[00:02:15] Ah, eso es verdad, hombre.
[00:02:16] Eso es verdad.
[00:02:17] Me quedé más quieto en el episodio,
[00:02:19] pero me gustó bastante participar,
[00:02:22] porque realmente, señor,
[00:02:24] a veces es bueno dar una distancia y llevar las cosas en serio, ¿verdad, Gabriel?
[00:02:29] Sin el tema de estar siempre en ese lánche de
[00:02:32] red social, por favor, contra.
[00:02:34] Es así.
[00:02:35] No, no.
[00:02:36] En este caso, señor, vamos a dejar claro el caso.
[00:02:37] Contra, está bastante contra.
[00:02:39] Sí, sí, sí.
[00:02:41] Pero hay cosas para discutir, ¿verdad, gente?
[00:02:43] No vamos a fingir que no hay cosas para discutir
[00:02:44] y la gente discute.
[00:02:46] Entonces, sirvanse, ¿verdad, del episodio de hoy.
[00:02:49] Y si quieres que continuemos discutiendo temas como este y otros,
[00:02:54] antes de comenzar, aquel avisar.
[00:02:56] Apoya o gira casaca, si puede, ¿verdad?
[00:02:59] Da un Rt Maroto, haz un comentario, ¿verdad?
[00:03:02] Apoya a nosotros, ¿verdad, gente?
[00:03:04] Haz un buzz, ¿verdad?
[00:03:06] Hoy, Gabriel, en el día en que estamos grabando esta entrada,
[00:03:09] vi aquel post de Folha de São Paulo,
[00:03:12] uno de aquellos varios clickbaits de la puta.
[00:03:16] Y yo leí aquel post y dije, esto aquí va a tener un billón de RTs,
[00:03:21] seis mil comentarios, no sé qué.
[00:03:23] Y a veces el chico pone un post allí y la gente, ah,
[00:03:27] pasa batido, no, no es necesario, y cosas.
[00:03:29] Es necesario, ¿sabes?
[00:03:31] Si tú te gusta nuestro trabajo, por favor,
[00:03:33] esto ya ayuda mucho, no cuesta absolutamente nada.
[00:03:36] Entonces, así, vamos a compartir cosas lejales,
[00:03:39] comparte cosas lejales, por favor, mi pueblo.
[00:03:42] Por favor, ¿no es?
[00:03:43] Por Dios mío, no vamos a cansar y no vamos a parar de pedir esto.
[00:03:49] Por favor, porque ya hay propaganda paga,
[00:03:54] ya hay propaganda militante orgánica,
[00:03:56] ya hay propaganda involuntaria,
[00:03:58] dé más para esta gente.
[00:03:59] Si no haces o no perdés un poco de tiempo
[00:04:03] intentando hacer propaganda legal para las cosas que son legais,
[00:04:07] por Dios mío.
[00:04:08] Entonces, apoya o vira casacas,
[00:04:10] ya sí, ya es un belo de un apoyo.
[00:04:12] Curtir, comentar, indicar para la gente,
[00:04:15] hacer allí una conversa, dar una respuesta,
[00:04:19] mostrar para alguien, avaliar en los trocitos y todo, ¿no?
[00:04:22] Ya es un belo de ayuda.
[00:04:23] Ahora, Filipe, da para apoyar de un modo aún más sustancial,
[00:04:27] que ahí sí mantiene el programa firme y fuerte,
[00:04:30] bien nutrido, de pie y gratis para todo el mundo,
[00:04:33] como siempre fue y siempre será.
[00:04:34] Perfectamente.
[00:04:35] Ahí vas a apoyar.se barra viracasacas o a orelo.cc
[00:04:40] y ahí cinco riazinhos por mes, ¿no, Gabriel?
[00:04:43] A gente ni pide más, ni pesa más.
[00:04:45] Si quieres, puedes poner cualquier valor, etcétera y tal.
[00:04:49] Es así, los cinco que no sientes en el cartón de crédito,
[00:04:53] está, cinco pilas, ¿de acuerdo?
[00:04:54] Batió aquí, recibí una mensaje de celular.
[00:04:56] Cinco pilas.
[00:04:57] Da para los guiridos viracasacas.
[00:04:58] Pero, Filipe, Gabriel no dijo que el programa era gratis,
[00:05:01] ¿por qué tengo que pagar los cinco riaz?
[00:05:03] Exactamente por lo que tú quieres que siga gratis y siempre será, ¿no, cariño?
[00:05:08] Que es para poder pagar las cosas, pagar a la gente, ¿no?
[00:05:12] Ahí no tienes que hacer edición, guir, pagar a la gente.
[00:05:15] Porque así, Gabriel, al contrario de ciertas personas
[00:05:19] que aparecen diciendo, oh, ¿no?
[00:05:21] Eso es lo que la gente tiene que hacer solo por el amor del corazón.
[00:05:24] No es así que funciona el mundo, ¿no?
[00:05:26] Todo el mundo tiene cuenta, todo el mundo tiene cosas
[00:05:27] y la gente remunera así.
[00:05:29] Si no podemos pagar, no pedimos el servicio.
[00:05:34] Simplemente.
[00:05:35] Al contrario de esas empresas, de las Big Tech,
[00:05:37] que dicen, oh, si tengo que pagar, ahí inviabiliza.
[00:05:40] Bueno, entonces no lo haces.
[00:05:41] Y si sucede, no lo haremos.
[00:05:44] Es esa cuestión así, ¿no?
[00:05:45] Un amigo te llama así, ¿no?
[00:05:47] Ven acá, vamos a hacer aquí un almuerzo aquí en casa,
[00:05:49] solo llega, solo viene.
[00:05:50] Y entonces tú tienes ahí un refrigerante, un suco,
[00:05:53] un whisky en tu casa.
[00:05:55] Entonces tú lo llevas allí para hacer un agrado.
[00:05:57] Como así, ven, suma aquí, ¿no?
[00:05:58] O sea, el almuerzo sigue siendo un convite, ¿no?
[00:06:01] No pagaste para él, no es un establecimiento comercial.
[00:06:05] Entonces recuerda eso, ¿no?
[00:06:06] Quien llora diciendo que es inviable
[00:06:09] es justamente quien está robándote.
[00:06:10] Estamos haciendo y pidiendo una fuerza.
[00:06:12] Traz un refrigerante. Traz unos refrigerantes para nosotros.
[00:06:16] Va a ser nuestra nueva categoría ahora.
[00:06:17] Llegué con los refrigerantes.
[00:06:20] Traz unos refrigerantes. Traz un fruque ahí para nosotros, por favor.
[00:06:24] Bien, Gabriel, ahora sí, vamos al episodio.
[00:06:27] Dale.
[00:06:31] Gabriel Divã, ¿cómo está ahí?
[00:06:34] Cara, yo no sé ver.
[00:06:35] Yo nací para vivir en el verano.
[00:06:37] Yo nací para vivir en el verano y en una playa.
[00:06:40] Y en una estela.
[00:06:42] Y en una sombra.
[00:06:43] Y con una bebida, ¿no, mi amor?
[00:06:45] Pero si no es posible, solo en el verano está bien ya.
[00:06:47] No, no.
[00:06:48] Yo soy una persona del frío.
[00:06:50] Me gusta el frío.
[00:06:51] Me gusta que hay en verano, me gusta que hay en verano.
[00:06:53] Me gusta que no me encha el saco de nada.
[00:06:55] Fabrício Pontín, ¿tú eres un animal del frío, del calor?
[00:07:01] Tanto.
[00:07:02] Yo soy un animal de confort.
[00:07:04] Yo estoy bien si estoy confortable.
[00:07:06] Me preocupa más con el verano extremo de Porto Alegre
[00:07:10] porque creo que es absolutamente imposible
[00:07:12] sobrevivir en los 43 grados Celsius
[00:07:15] con la humedad absurda de esta ciudad.
[00:07:19] Pero hay que destacar que los últimos dos días en Porto Alegre
[00:07:23] estaban absolutamente imposibles de encontrar confort.
[00:07:28] Estaba aquella friaca absurda.
[00:07:31] Entonces…
[00:07:32] Pero personalmente prefiero sentir frío
[00:07:35] que sentir calor.
[00:07:36] Personalmente, prefiero.
[00:07:39] El Fabrício Pontín es un gato.
[00:07:40] Él es un gato, ¿no?
[00:07:42] Es eso.
[00:07:42] Es lo que resumen así.
[00:07:43] Ah, bueno.
[00:07:45] Yo diría que, cara,
[00:07:47] el Rio Grande do Sul como todo
[00:07:48] siempre está sorprendido por el frío.
[00:07:51] Tanto es que no tenemos preparo
[00:07:53] y dentro de los lugares y dentro de casa
[00:07:55] el hombre pasa frío también
[00:07:56] si no tiene alguna condición
[00:07:57] que él particularmente resolvió.
[00:08:00] Y así como lluvias e inundaciones
[00:08:02] nosotros siempre estamos sorprendidos en Porto Alegre.
[00:08:05] Ellas suceden y ellas suceden de nuevo.
[00:08:08] Ellas suceden y hasta con una data marcada
[00:08:10] y nosotros no tenemos nada que hacer al respecto.
[00:08:12] Es muy bueno, ¿no?
[00:08:13] Pero, en fin, concordo.
[00:08:14] Fabrício Pontín es un gato.
[00:08:16] Está gato.
[00:08:17] Yo hasta brinqué para ese papo de frío
[00:08:19] si él estaba con una ajeada allí en la barba.
[00:08:20] No, en realidad es un charme
[00:08:22] de aquella barba más madura, así.
[00:08:24] Un pensador, ¿no?
[00:08:26] Barba más madura.
[00:08:27] Mira, sinceramente,
[00:08:28] tres minutos y cincuenta segundos de programa
[00:08:32] ya fui llamado de velho.
[00:08:34] Aquí la denuncia.
[00:08:36] Es solo el cara saliendo de Blue Sky
[00:08:37] que el cara sopa agresiones gratuitas, velho.
[00:08:40] Ah, hablando de eso.
[00:08:41] Barba madura es sexy.
[00:08:42] Es sexy.
[00:08:42] Sí, sí.
[00:08:43] ¿Cómo se llama? Silver Fox, ¿no?
[00:08:45] Aquel lance así.
[00:08:46] Pero ven acá.
[00:08:47] Hablando de Blue Sky y cosas y tal,
[00:08:49] siempre hay algún desavisado
[00:08:52] que no sabe de quién estamos hablando,
[00:08:54] con quién estamos hablando y todo lo demás.
[00:08:56] Entonces, en el medio de la ionsfera,
[00:08:59] creo que nadie necesita hacer más
[00:09:01] ningún tipo de presentación en relación a este ciudadano aquí.
[00:09:04] Pero ¿qué va?
[00:09:06] Tenemos que prevenir, ¿no?
[00:09:08] Más que remediar.
[00:09:09] Entonces, ¿quién es Fabrício Pontín?
[00:09:12] ¿Cómo está esa barba de él, de hombre más maduro?
[00:09:15] ¿Y qué es Blue Sky?
[00:09:16] ¿Por qué no está allí?
[00:09:19] Bien, vamos allá.
[00:09:20] Soy Fabrício.
[00:09:22] Soy profesor aquí en la Universidad de La Salle de Canoas.
[00:09:25] Trabajo principalmente en el departamento de Educación
[00:09:28] y Relaciones Internacionales.
[00:09:30] También doy aula en la postgraduación en la derecha
[00:09:33] aquí en la institución.
[00:09:34] Y mi investigación, mi trabajo,
[00:09:37] principalmente es en la área, digamos así,
[00:09:40] del problema de la libertad de expresión,
[00:09:42] que inclusive es uno de los temas que vamos a discutir hoy, ¿no?
[00:09:47] Y algunas otras pequeñas cosas dentro de la teoría de la escolta y todo más.
[00:09:51] Yo soy, creo que, el curiga, ¿no?
[00:09:54] en el virar casacas en varios momentos.
[00:09:58] Entonces, siempre estoy dispuesto a ser
[00:10:01] la tercera parte en la vía de Diván y de Abao
[00:10:03] en varios momentos del programa, ¿no?
[00:10:06] Su tercero, ella.
[00:10:07] Ella es su namorado.
[00:10:10] Tú ves que él cree que puede hablar todo, Gabriel Diván.
[00:10:13] Él cree que este tema de libertad de expresión es así.
[00:10:17] Tú llegas, tú hablas lo que quieras, sin responsabilidad.
[00:10:20] No, mira, el tema es complicado, ¿no?
[00:10:23] Pero, en fin, es eso, ¿no?
[00:10:24] Aquí, el virar casacas es así, ¿no?
[00:10:26] Los chicos llegan, entran, ¿no?
[00:10:28] Un chico está pasando aquí en la calle, aquí en la frente, así,
[00:10:30] mira, voy a entrar, voy a grabar, voy a aprovechar, entra.
[00:10:32] Hay unos que tienen la llave,
[00:10:33] hay unos que tú llegas y ellos ya están aquí, ¿no?
[00:10:35] Ellos ya están sentados en el sofá.
[00:10:37] Es una cosa muy impresionante.
[00:10:38] Pero, en fin.
[00:10:39] Fabriste tantas participaciones ahí, ¿no?
[00:10:42] De tantas participaciones, aliás, siempre muy alojadas,
[00:10:45] de tantos programas que bomban, ¿no?
[00:10:47] Algunos, ni tantos, ¿no, Diván?
[00:10:49] No, claro que sí, cara, ¿está loco, no?
[00:10:52] Eso ahí es meia dúzia de intrigas que confirma la regla, ¿no?
[00:10:57] Estamos aquí para hablar justamente de temas
[00:11:00] que circulan alrededor de este tipo de categoría
[00:11:05] o de cosa llamada libertad de expresión.
[00:11:08] Estamos aquí para hablar de límites,
[00:11:10] de dónde hay, de dónde no hay límites,
[00:11:13] de dónde tiene que haber.
[00:11:14] Estamos aquí para hablar de sujetos desagradables.
[00:11:17] Mira, el cardápio, Felipe Abal,
[00:11:19] es muy farto.
[00:11:20] Puedes elegir un montón de cosas.
[00:11:22] Puedes hacer entrada, plato principal,
[00:11:24] sobremesa y todo más.
[00:11:25] Incluso ya está elaborado el menú, ¿no?
[00:11:28] Pero vamos a empezar exactamente por lo básico, entonces, aquí.
[00:11:33] Fabristo Pontinho nos guía en esta caminada
[00:11:37] por la libertad de expresión
[00:11:39] porque ya hemos estado hablando
[00:11:40] hace un tiempo de este negocio de la gente, ¿no?
[00:11:43] No, libertad de expresión significa que puedo hacer cualquier cosa
[00:11:46] y yo tengo el derecho de hacer mi derecho fundamental
[00:11:51] de libertad de expresión, de que puedo hacer cualquier cosa.
[00:11:54] Fabristo, no es muy por ahí, ¿no?
[00:11:57] Mira, voy a hacer solo un adendo.
[00:11:59] Yo diría que esta es una de las brigas más antiguas de Vir a Casacas.
[00:12:03] Esta es una de las banderas más, o mejor dicho,
[00:12:06] una de las banderas más antiguas de Vir a Casacas
[00:12:10] porque, entre otras cosas,
[00:12:12] empezamos este podcast aquí,
[00:12:14] allá en los itos de 2017, otros tiempos, ¿no?
[00:12:17] Otros tiempos.
[00:12:19] Comenzamos en un sentido muy enojado
[00:12:23] en lo que se dice para conversiones de democracia
[00:12:25] que nada más nada menos son
[00:12:27] que defensas de la existencia de contrapuntos.
[00:12:31] Creo que es una tecla que batimos con fuerza por tanto tiempo,
[00:12:35] pero siempre hay que hablar
[00:12:38] y siempre hay que aprender sobre esta discusión.
[00:12:41] Vamos allá.
[00:12:42] Creo que podemos comenzar con la provocación de Bal.
[00:12:46] Vamos a partir del principio que libertad de expresión
[00:12:50] es sobre el derecho de hablar cualquier cosa.
[00:12:52] Vamos a conceder esto por libertario, ¿de acuerdo?
[00:12:55] Vamos a comenzar concediendo, vamos a conceder.
[00:12:58] Hay una frase siguiente ahí.
[00:13:02] ¿Puedes decir cualquier cosa?
[00:13:04] Lo que no puedes hacer es la equivalencia
[00:13:07] que tienes el derecho de hablar cualquier cosa
[00:13:09] es hablar cualquier cosa sin consecuencias.
[00:13:12] Punto.
[00:13:13] Y es muy interesante.
[00:13:15] Aquí vamos a hacer un aporte histórico.
[00:13:18] Libertad de expresión tal vez más
[00:13:20] que cualquier otro derecho pensado
[00:13:23] en la era de los derechos,
[00:13:25] en el periodo más clásico de la formación
[00:13:28] de sistemas modernos,
[00:13:31] no contemporáneos, modernos de los derechos.
[00:13:33] Es la dimensión más burguesa del derecho de propiedad, ¿de acuerdo?
[00:13:39] Es más burguesa incluso que la propia idea
[00:13:43] de propiedad inmóvil, de propiedad inmóvil.
[00:13:47] Cuando miramos la historia del derecho de libertad de expresión,
[00:13:51] está íntimamente ligado a la propia emergencia de la idea de propiedad, ¿de acuerdo?
[00:13:56] Cuando pensamos, por ejemplo,
[00:13:58] ya lo dije aquí en el vídeo algunas otras veces,
[00:14:02] tendemos a tener una concepción muy vulgar,
[00:14:06] casi alienada de la idea de derecho de propiedad,
[00:14:10] porque pensamos en los derechos de propiedad como los externo al corto, ¿de acuerdo?
[00:14:15] Entonces pensamos en el derecho de propiedad como el derecho de propiedad de mi auto,
[00:14:18] el derecho de propiedad de mi casa.
[00:14:21] Cuando en la metafísica liberal,
[00:14:23] y estoy usando la palabra de propósito aquí,
[00:14:25] quien cree que no hay metafísica en el liberalismo,
[00:14:28] sea bienvenido,
[00:14:30] no es así que funciona.
[00:14:32] La idea de propiedad siempre tiene que ser pensada de acuerdo con la idea de propio.
[00:14:36] Y aquí viene,
[00:14:38] haciendo una homenaje a un autor que sé que Diva le gusta mucho,
[00:14:42] el negro,
[00:14:43] una cosa que el negro captura muy bien,
[00:14:45] que es la atención fundamental entre las dos modernidades,
[00:14:48] la modernidad del propio y la modernidad del común.
[00:14:52] Existen dos modernidades,
[00:14:54] dos modernidades burguesas, digamos de paso,
[00:14:57] una modernidad burguesa del propio,
[00:14:59] una modernidad burguesa del común las darán en diferentes lugares, ¿de acuerdo?
[00:15:03] ¡Bien!
[00:15:04] Pero los derechos de libertad de expresión
[00:15:07] son idealizados dentro del romance moderno
[00:15:12] como parte más integral de este romance.
[00:15:15] Porque es a partir de la libertad de expresión que el burgués
[00:15:18] puede crear la idea de individuo,
[00:15:21] la idea de pertenecimiento,
[00:15:24] la idea de racionalidad
[00:15:27] que va inclusive a extender la propiedad al externo
[00:15:33] como una extensión del propio cuerpo.
[00:15:36] Y esta es una discusión que aparece muchas veces aquí,
[00:15:40] solo para dar un ejemplo,
[00:15:42] cuando discutimos, por ejemplo,
[00:15:44] y yo ya vi personas hablando de esto,
[00:15:46] no quiero entrar en esta cuestión aquí,
[00:15:48] pero la cuestión del crucifixo en la sala de la audiencia.
[00:15:51] He visto en un debate que participaron
[00:15:53] jueces, promotores, advogados,
[00:15:56] que un juicio diciendo, abre aspas,
[00:15:59] la sala de la audiencia es una extensión del cuerpo del juez.
[00:16:02] Cuando el hombre tiene esta dimensión patrimonialista
[00:16:05] de la sala de la audiencia,
[00:16:07] en realidad está incluyendo algo que es profundamente vinculado
[00:16:11] a esta idea del propio,
[00:16:13] de pensar un inmóvel como una extensión del propio cuerpo.
[00:16:17] Me recuerda a Bal,
[00:16:19] nosotros somos del siglo pasado, del milenio pasado,
[00:16:22] cuando estudiábamos el derecho penal.
[00:16:25] No sé si aún se habla de esto,
[00:16:27] pero me recuerda que se hablaba de la legitima defensa de la propiedad.
[00:16:32] No sé si aún se habla de esto,
[00:16:34] que era aquella concepción que el derecho de propiedad era tanto erga homenis,
[00:16:38] era tanto contra todos,
[00:16:40] que una violación de tu propiedad era equivalente a una violación de tu cuerpo.
[00:16:44] El derecho de la libertad de expresión,
[00:16:46] allá atrás,
[00:16:47] participa de la construcción de este acabouso liberal, romántico,
[00:16:52] de derechos contra todos.
[00:16:54] Que el derecho a la palabra, el derecho a la palabra pública,
[00:16:57] es una forma que tú tienes del diván, del abal,
[00:17:01] de expresar lo que es más individual y más propio de ellos,
[00:17:05] y en un sentido más inalienable, que es la opinión.
[00:17:09] Y la construcción de la opinión
[00:17:12] como una parte integral de la formación de la esfera pública.
[00:17:18] Entonces, cuando leemos…
[00:17:20] Vamos a tomar tres autores que tienen la libertad de expresión como elemento central dentro de su teoría.
[00:17:26] En la orden, cuando leemos Spinoza,
[00:17:29] cuando leemos Kant
[00:17:31] y cuando leemos John Stuart Mill.
[00:17:33] En los tres, la libertad de expresión tiene una función central.
[00:17:37] Nos olvidamos que la libertad de expresión tiene una función esencial en Kant,
[00:17:41] en Kant,
[00:17:42] pero es tan esencial, pero tan esencial,
[00:17:44] que es la única cosa que puedes desobedecer en Kant.
[00:17:48] ¿Cómo así?
[00:17:49] Es curioso, porque Kant dice que tú nunca puedes desobedecer.
[00:17:53] Entonces, si hay una ley que dice que tú no puedes hacer,
[00:17:57] tú no puedes hacer el abal,
[00:17:59] pero tú siempre puedes hablar contra.
[00:18:01] Tú haces, pero tú dices que discordas.
[00:18:04] Y si dicen que tú no puedes discordar,
[00:18:06] tú dices que discordas, que no puedes discordar.
[00:18:09] Y de ahí tú arcas con las consecuencias.
[00:18:11] Tú asumes la pena.
[00:18:12] Eso sí, tú siempre asumes la pena con Kant.
[00:18:15] Kant es a favor de Sócrates.
[00:18:17] Kant adopta la posición socrática.
[00:18:19] Dices que es contra la ley,
[00:18:21] y tú, condenado por ser contra la ley,
[00:18:23] y tú cumples la pena.
[00:18:25] Y crees que allí el tribunal de la historia te inocentará.
[00:18:29] Esto también es parte del mismo román, racional, expresional.
[00:18:35] La misma cosa en Spinoza.
[00:18:37] No voy a entrar aquí en la dinámica de la desobediencia en Spinoza,
[00:18:40] porque esto es bastante cabeludo.
[00:18:42] Pero fundamentalmente en Spinoza también tú tienes esta centralidad de la expresión.
[00:18:46] De la expresión del cuerpo, de la expresión de la palabra,
[00:18:48] de hablar lo que se piensa.
[00:18:50] La última frase del tratado político teológico de Spinoza es esto.
[00:18:54] Que todos puedan hablar lo que piensan.
[00:18:57] Es esencial.
[00:18:59] Pero el mismo Spinoza que fue censurado justamente por decir lo que piensa.
[00:19:04] Y en John Stuart Mill también,
[00:19:06] que el onus que tenemos de hablar nuestra verdad
[00:19:11] es tener que oír la verdad de los otros.
[00:19:13] Pero, ¿qué nadie habla cuando habla de este román moderno?
[00:19:18] Porque este román moderno era un román profundamente racionalista.
[00:19:21] Entonces, Stuart Mill, Spinoza y Kant
[00:19:25] tienen en común una premisa que, sinceramente,
[00:19:29] tenemos que llevar a serio, que nadie racionalmente.
[00:19:32] Los tres tienen esta premisa en común.
[00:19:35] Más que eso, Stuart Mill, Kant y Spinoza
[00:19:39] creen que la presencia de mejores argumentos
[00:19:42] prevalece sobre la existencia de peores argumentos.
[00:19:46] En el Mill de forma casi colonial, si nos olamos
[00:19:50] sobre la libertad y también sobre la economía política.
[00:19:55] En la economía política, el Mill da a entender
[00:19:58] que el colonialismo, él no habla como el colonialismo,
[00:20:00] pero él da a entender que si usted detiene la verdad,
[00:20:03] es tener compromiso de esprayar la verdad,
[00:20:06] enseñar este bando de salvaje que aún no llegó a la verdad.
[00:20:10] Está en el Mill, una especie de, digamos así, intervención positiva.
[00:20:16] Entonces, todos estos elementos no entran mucho en la discusión
[00:20:19] cuando hablamos contemporáneamente.
[00:20:21] Hay un artículo muy famoso de Brink
[00:20:24] sobre el discurso de odio, libertad de expresión.
[00:20:27] Y Brink apunta que, en una perspectiva miliana,
[00:20:30] el discurso de odio es el precio que pagamos
[00:20:33] por la libertad de expresión.
[00:20:35] Brink no está mal,
[00:20:37] pero Brink se esquece convenientemente
[00:20:40] que para Stuart Mill,
[00:20:42] la existencia de argumentos que no son de odio
[00:20:46] va, en el tiempo, a mostrar el absurdo de argumentos de odio.
[00:20:51] O sea, la libertad de hablar cosas de odio
[00:20:55] para Mill es la libertad que tienes
[00:20:58] de después ser zombado por haber dicho eso.
[00:21:01] Porque él acredita en el poder de la racionalidad
[00:21:04] en este sentido, de construir discurso.
[00:21:07] Él cree que en la epistemología se llama
[00:21:10] la prioridad del mejor argumento.
[00:21:12] Vean, todas estas posiciones
[00:21:15] son parte de una estructura romántica
[00:21:18] de libertad, de propiedad, de individuo
[00:21:22] y claro, profundamente burguesa,
[00:21:24] que es esta cuestión de las grandes discusiones
[00:21:28] de salón entre
[00:21:31] esclarecidos gentlemen
[00:21:34] que discutían la estructura de la política
[00:21:37] y que muchas veces iban a discutir esto
[00:21:40] en la falta de mejor argumento, en la honra.
[00:21:44] Entonces, Hamilton,
[00:21:46] siendo desafiado por un duelo para Burr,
[00:21:50] antes de Burr, el presidente,
[00:21:52] el que después se tornaría presidente,
[00:21:54] ¿cómo es su nombre?
[00:21:55] el hombre de la doctora Monroe.
[00:21:59] Monroe desafía a Hamilton a un duelo
[00:22:04] que acabó la conversación, ahora vamos a decidir
[00:22:06] sobre el palo.
[00:22:07] No en ese palo, no se empalguen.
[00:22:10] Aunque también dicen sobre Hamilton
[00:22:12] algunas cosas de ese respeto.
[00:22:14] Entonces, ¿qué ves ahí?
[00:22:16] Ves que hay toda una cuestión romántica
[00:22:18] con relación a esto.
[00:22:20] Un romance, inclusive, con la idea de mentira.
[00:22:23] Y un romance del cual participa
[00:22:25] quien podía hablar y cómo podía hablar
[00:22:27] en ese período,
[00:22:28] que no podemos olvidar esto también.
[00:22:31] Que hay una creencia entre los liberales
[00:22:33] y los republicanos europeos
[00:22:35] que estaban en una posición de mayor sabiduría.
[00:22:38] Entonces, que si hubiera un embate público,
[00:22:40] ellos que eran sabidos iban a permanecer.
[00:22:43] Hay esta creencia dentro de esto.
[00:22:46] Esto no quiere decir que tenemos que tirar al bebé
[00:22:49] con la agua del baño.
[00:22:51] ¿Qué quiero decir con eso?
[00:22:52] Creo que nadie entre nosotros tres
[00:22:54] va a preguntar la importancia de la idea
[00:22:56] de libertad de expresión
[00:22:58] la propia construcción del sistema contemporáneo
[00:23:01] constitucional.
[00:23:03] Vean, la libertad de expresión es una libertad básica, fundamental.
[00:23:06] Incluso la libertad de hablar mentira.
[00:23:09] Lo que tenemos que discutir, me parece,
[00:23:11] es cómo abordamos el problema del daño contemporáneamente.
[00:23:14] En primer lugar, del daño del discurso.
[00:23:17] Y el nivel en el que abordamos el daño del discurso.
[00:23:21] Porque lo que me ha dejado fascinado,
[00:23:24] y aquí ya va una levantada de bolas para vosotros,
[00:23:27] es ver colegas progresistas
[00:23:29] individualizando esta discusión.
[00:23:33] Porque ¿qué vemos?
[00:23:35] Este derecho que es ampliado radicalmente
[00:23:38] entre el siglo XVIII y el siglo XX
[00:23:41] con varios asteriscos del lado,
[00:23:43] pero no resta duda que el derecho a la libertad de expresión
[00:23:45] como dimensión del derecho a la propiedad que él es.
[00:23:48] La libertad de expresión es una dimensión del derecho a la propiedad
[00:23:52] para los liberales.
[00:23:54] No hay duda de eso.
[00:23:55] Que este derecho fue ampliado.
[00:23:57] Tenemos un derecho que es pensado
[00:23:59] solo para hombres blancos, burgueses
[00:24:02] en el medio del siglo XVI, XVII, XVII.
[00:24:07] Y que va siendo progresivamente ampliado.
[00:24:09] Esta ampliación viene a un costo político enorme.
[00:24:13] Ahora, ¿qué es el movimiento de derechos civis?
[00:24:16] Especialmente como Martin Luther King, por ejemplo, amplía.
[00:24:20] Si no, un movimiento pelo direito a fala.
[00:24:23] Pelo direito a igual consideración de demandas.
[00:24:27] Es la misma cosa la cuestión LGBT.
[00:24:29] Entonces, es esencial que nosotros primero reconocemos
[00:24:33] que la ampliación del cuadro del derecho a la libertad
[00:24:37] es esencial y importante para la construcción
[00:24:40] del arcoabouso republicano de la postguerra
[00:24:42] con todas las porras de los problemas
[00:24:44] del arcoabouso republicano de la postguerra.
[00:24:46] Sólo que esta construcción
[00:24:48] es hecha dentro de una dimensión
[00:24:52] donde reconocemos que el derecho a la propiedad
[00:24:56] no funciona sin red.
[00:24:58] ¿Qué quiero decir?
[00:25:00] Parte de esta evolución es
[00:25:02] el reconocimiento de que no estamos más
[00:25:05] solo en un nivel individual y individualizado
[00:25:09] donde la palabra es un evento autogestado.
[00:25:13] Pero sí que la palabra ocurre en un contexto comunitario.
[00:25:16] O sea, tenemos que aprender a hablar.
[00:25:19] Aprender a priorizar palabras.
[00:25:21] ¿Cómo hablamos? ¿Con quién hablamos?
[00:25:23] ¿Cómo hablamos? ¿Qué palabras usamos?
[00:25:25] Y eso es esencial incluso en el debate
[00:25:27] sobre la importancia de la educación para la expresión.
[00:25:30] Que es, sí, la expresión es un derecho.
[00:25:33] Pero también tenemos el derecho a aprender a hablar.
[00:25:37] A tener acceso a la capacidad de ejercir esta libertad.
[00:25:41] Y entonces podemos pensar en el acto discursivo
[00:25:45] en cuanto al acto libre, libertario,
[00:25:47] y en cuanto al acto autónomo.
[00:25:50] ¿Cierto?
[00:25:51] Y me parece que hay una tensión aquí
[00:25:53] que es una superación de una perspectiva
[00:25:55] hiperindividualista
[00:25:57] del problema de la libertad de expresión
[00:25:59] que se vuelve menos hiperindividualista
[00:26:03] conforme se vuelve más un derecho.
[00:26:06] En términos amplios.
[00:26:07] Un derecho social.
[00:26:08] Y parte del arcabouso de lo que llamamos
[00:26:10] de un sistema básico de derechos fundamentales.
[00:26:13] Porque un derecho fundamental
[00:26:15] no es un derecho fundamental
[00:26:16] si él solo puede ser ejercido individualmente
[00:26:18] sin red.
[00:26:19] Un derecho fundamental es ejercido con red.
[00:26:21] Siempre.
[00:26:22] Esto es una conquista contemporánea
[00:26:26] de la postguerra.
[00:26:27] De la postguerra agurizada.
[00:26:29] Ella es nueva, por lo tanto.
[00:26:30] Me preocupa que estamos mordiendo la isca
[00:26:34] de pensar este problema
[00:26:36] en el nivel individual.
[00:26:37] Sea en el nivel de crítica al acto de habla,
[00:26:41] sea en el nivel de la acción estatal.
[00:26:44] Y es por ahí que quería comenzar
[00:26:46] a conversar con ustedes.
[00:26:47] Muy bien, Fabrício Pontín.
[00:26:49] Mira, es una de las únicas veces
[00:26:51] que tu nerdió de una forma corta.
[00:26:54] Pero mira, Pontín,
[00:26:55] podría haber tomado una hora y veinte
[00:26:57] para hablar de todo esto.
[00:26:58] Parabéns, hombre.
[00:26:59] Me gustó mucho.
[00:27:00] Pero así,
[00:27:01] yo creo que es excepcional,
[00:27:03] Pontín, cómo este discurso
[00:27:05] se puede ser anacrónico.
[00:27:07] Y en un sentido también
[00:27:09] de que no se presta atención
[00:27:11] exactamente en estos presupuestos
[00:27:14] para que él pueda existir.
[00:27:16] Pero Gabriel Divan,
[00:27:17] Fabrício Pontín habla ahora
[00:27:19] en la cuestión de la individualización.
[00:27:21] Él habla de la cuestión
[00:27:23] de la red, de los derechos fundamentales,
[00:27:26] etcétera y tal.
[00:27:27] ¿Qué crees?
[00:27:28] ¿Vamos a hablar de algún caso específico?
[00:27:30] ¿Tenemos alguno en mente?
[00:27:32] Mira, antes de hablar de casos específicos,
[00:27:34] quería continuar en una línea
[00:27:37] porque estaba pensando en algo
[00:27:40] escuchando Fabrício
[00:27:42] y él usó la propia expresión.
[00:27:44] Fue a este lado,
[00:27:45] que es siempre un momento de felicidad
[00:27:47] cuando esto sucede en la vida.
[00:27:49] Porque tú percebes que estás entendiendo
[00:27:51] lo que estás escuchando.
[00:27:52] Pero, brindas, aparte,
[00:27:54] estaba continuando mentalmente
[00:27:56] algunos raciones de Fabrício.
[00:27:58] Y la parte que estaba pensando
[00:28:00] justamente cuando él empezó a hablar,
[00:28:02] que mostró nuestra sintonía aquí,
[00:28:05] es la cuestión de la red.
[00:28:07] Porque pensamos
[00:28:09] el derecho de propiedad
[00:28:11] en el sentido clásico,
[00:28:12] este moderno que está trazando Fabrício,
[00:28:14] podríamos llamarlo
[00:28:16] un derecho rival.
[00:28:18] Porque él supone, inclusive,
[00:28:20] que tienes que ponerlo
[00:28:22] no solo en una red,
[00:28:23] sino que puedes usarlo
[00:28:24] para defender algo contra alguien.
[00:28:26] Puedes usarlo como límite
[00:28:28] de la propia amplitud
[00:28:30] de otro derecho de otra persona,
[00:28:32] que hará esa fricción.
[00:28:34] Derechos fundamentales,
[00:28:36] sí, tienen que ser pensados en la red.
[00:28:38] Y tienen que ser pensados,
[00:28:40] inclusive,
[00:28:42] ante esta cuestión de la red
[00:28:44] en un panorama
[00:28:46] donde estarán atenciónados
[00:28:48] y generarán consecuencias
[00:28:50] y se encostarán.
[00:28:52] Esta batida, este shock
[00:28:54] de lo que es derecho y lo que no es derecho,
[00:28:56] o lo que se piensa derecho
[00:28:58] y lo que también se piensa derecho,
[00:29:00] necesariamente causará consecuencias.
[00:29:02] Entonces, en primer lugar,
[00:29:04] no es necesario tomar derechos,
[00:29:06] y aquí la alusión que Fabrício hace
[00:29:08] es muy feliz,
[00:29:10] no es necesario tomar derechos
[00:29:12] y ponerlos en la misma platilla,
[00:29:14] sí, derechos como los de propiedad
[00:29:16] y o lo que sería esta propiedad de discurso,
[00:29:18] que sería una libertad de expresión,
[00:29:20] y simplemente isolarlos
[00:29:22] desde el punto de vista en el que entran en contacto
[00:29:24] con su antimateria,
[00:29:26] cuando entran en contacto con las cosas
[00:29:28] que los negan o los intentan limitar
[00:29:30] o los intentan conformar o modificar
[00:29:32] de alguna manera.
[00:29:34] Entonces hablar de libertad de expresión
[00:29:36] nunca puede ni nunca va a poder ser
[00:29:38] en un buen sentido, en un sentido productivo,
[00:29:40] hablar simplemente de quien emite
[00:29:42] un discurso y pronto.
[00:29:44] Como si fuera una cartilla de buenas prácticas
[00:29:46] para quien emite discursos.
[00:29:48] Y entonces está todo el mundo en la calle hablando,
[00:29:50] en discursos y básicamente ninguno
[00:29:52] cruza con otro, ninguno encosta en otro,
[00:29:54] ninguno interpenetra en otro y así vamos.
[00:29:56] Es muy fácil hablar así
[00:29:58] y yo no quería bajar el nivel de la discusión
[00:30:00] que está elevado,
[00:30:02] pero estoy obligado a decir una cosa que tal vez
[00:30:04] sea un poco trivial.
[00:30:06] El problema es que
[00:30:08] tenemos hoy en día
[00:30:10] lo que podría llamar una especie
[00:30:12] de liberal vulgata
[00:30:14] y aquí el liberal es usado de manera
[00:30:16] muy melancólica porque estoy hablando
[00:30:18] de muchas cosas menos de lo que sería
[00:30:20] estrictamente liberal.
[00:30:22] Tenemos una supuesta vulgata liberal
[00:30:24] donde el tal del liberal
[00:30:26] se define por una
[00:30:28] cuestión ilusoria
[00:30:30] o fantasmagórica.
[00:30:32] Pega todo lo que cree que está en el liberal
[00:30:34] y lo coloca en una cajita
[00:30:36] en oposición a todo lo que cree que es
[00:30:38] socialismo o comunismo
[00:30:40] o cosas parecidas.
[00:30:42] Y entonces en esta división completamente
[00:30:44] absurda acaba caiendo
[00:30:46] dentro de este guarda ropa
[00:30:48] del lado liberal
[00:30:50] acaba caiendo una serie de cosas
[00:30:52] que si el sujeto
[00:30:54] tiene capacidad de pensar por
[00:30:56] 30 segundos, percibe la bobage.
[00:30:58] Entonces lo que muchas veces es
[00:31:00] una defensa de un punto de vista liberal
[00:31:02] va a partir de un concepto
[00:31:04] de libre expresión como
[00:31:06] propiedad, pero como propiedad en un sentido
[00:31:08] que exclusivamente el sujeto
[00:31:10] habla y puede hablar y son
[00:31:12] reglas para cuando él habla.
[00:31:14] No es regla para dónde llega esta
[00:31:16] mensaje, no es regla para el sistema
[00:31:18] donde está inserido, no es regla para
[00:31:20] dónde hay un patamar de derechos y
[00:31:22] posibilidades donde él mismo puede
[00:31:24] actuar y defenderse y él
[00:31:26] mismo puede ser cuestionado.
[00:31:28] Es lo que brinco,
[00:31:30] cuando hablamos de estos
[00:31:32] caras, el cara que
[00:31:34] mistura lo que es liberalismo
[00:31:36] con lo que es libertarianismo, con lo que
[00:31:38] es conservadorismo porque
[00:31:40] va bailando de un lado para el otro y
[00:31:42] luego el de ligación es lo que
[00:31:44] esta gente consolidó como lo que sería
[00:31:46] un antiesquerdismo, un antisocialismo,
[00:31:48] un anticomunismo de tal manera.
[00:31:50] Entonces yo costumo brincar y el
[00:31:52] ejemplo que yo do es, estos caras
[00:31:54] hablan de libertades
[00:31:56] y entonces la expresión entra
[00:31:58] perfectamente en el juego
[00:32:00] de la misma manera que había esos videojuegos
[00:32:02] antiguos, que tu tenías el carro
[00:32:04] el Outrun, Top Gear,
[00:32:06] no sé, tu tenías
[00:32:08] acelerador y freno y tu aceleras y
[00:32:10] frenas y tu corres por ahí.
[00:32:12] Tu no necesitas abastecer, tu no necesitas estacionar,
[00:32:14] no necesitas cuidar
[00:32:16] con las reglas básicas.
[00:32:18] La única cuestión es que simplemente
[00:32:20] te preocupes en llegar a donde quieres
[00:32:22] llegar de la manera en que consigas llegar
[00:32:24] y pronto. O sea,
[00:32:26] no tienes ni pie ni cabeza
[00:32:28] si vas a pensar en un sentido estricto
[00:32:30] porque es como si tuvieras
[00:32:32] una pista para correr con tu carro
[00:32:34] y tu no debes explicar
[00:32:36] ni para las reglas de tránsito, ni para los
[00:32:38] otros, ni para las leyes de geografía
[00:32:40] y de la gravedad,
[00:32:42] ni para cualquier otro tipo
[00:32:44] de cuestión que tiene que ver con
[00:32:46] el accidentado terreno,
[00:32:48] ni cualquier otra cuestión de mano
[00:32:50] o norma de tránsito básica.
[00:32:52] Entonces es interesante ver
[00:32:54] eso porque cuando
[00:32:56] el hombre coloca la cosa en ese término
[00:32:58] nos percebemos que
[00:33:00] no podemos negar,
[00:33:02] no es todo el mundo, pero gran parte
[00:33:04] de las personas que podríamos usar y
[00:33:06] principalmente una que vamos a usar como ejemplo aquí
[00:33:08] no solo se coloca como
[00:33:10] quiere se colocar, como viene
[00:33:12] en su defensa un montón de gente que también
[00:33:14] se coloca en este tipo de división.
[00:33:16] Y entonces las personas
[00:33:18] cobran, por ejemplo, las
[00:33:20] autoridades y las otras
[00:33:22] personas que están chocadas
[00:33:24] o están indignadas o fueron lesadas
[00:33:26] por discursos, en base
[00:33:28] de que están intentando matar,
[00:33:30] por ejemplo, la libre expresión cuando
[00:33:32] matan entre aspas las posibilidades
[00:33:34] de un sujeto hacer humor
[00:33:36] en el sentido de ser ofensivo y todo más.
[00:33:38] Y ahí viene una serie de otros argumentos
[00:33:40] penduricales, paralelos
[00:33:42] como por ejemplo, otra
[00:33:44] apropiación, yo creo que podríamos
[00:33:46] también hablar un poco de esto,
[00:33:48] hablar de la manera como que
[00:33:50] las personas que se sienten
[00:33:52] muy aviltadas en su derecho
[00:33:54] propietario, rival de
[00:33:56] libre expresión,
[00:33:58] como ellas básicamente
[00:34:00] se tocan, se
[00:34:02] cadelan, ellas van por ferrolho
[00:34:04] de todo un pilar
[00:34:06] democrático de derechos
[00:34:08] y de base garantías
[00:34:10] que fundamentalmente
[00:34:12] quieren destruir en un instante en que
[00:34:14] la forma como ven la expresión es esta forma
[00:34:16] que es exclusivamente
[00:34:18] un derecho individual. Ellas no desbloquearon
[00:34:20] ainda, Felipe Abao, la fase
[00:34:22] donde esto también rende deberes, o sea
[00:34:24] ellos no leeron ni el Espinosa,
[00:34:26] ni el Kant, mucho menos
[00:34:28] Stuart Mill, no leeron nada, no quieren saber de nada
[00:34:30] y supuestamente están escorados
[00:34:32] en razón de estos factores.
[00:34:34] Yo no estoy cobrando aquí que los caras sean estudiados,
[00:34:36] filósofos, cultos
[00:34:38] y todo mas.
[00:34:40] A gente tiene que lidiar con un paradoxo
[00:34:42] y este es un paradoxo, que es un paradoxo
[00:34:44] que es presente en la historia de la modernidad
[00:34:46] en un cierto sentido
[00:34:48] mas que fica mas intenso en la contemporaneidad
[00:34:50] que para mi, a gente
[00:34:52] fala de tener un pos moderno de forma muy irresponsable,
[00:34:54] pero para mi tiene una característica
[00:34:56] pos moderna, que es lo siguiente
[00:34:58] la gente está lidando con personas que están un poco
[00:35:00] ligando para la idea de
[00:35:02] derechos, usando
[00:35:04] la idea de derechos
[00:35:06] para fundamentar
[00:35:08] posturas que son posturas
[00:35:10] de degradación de la orden pública.
[00:35:12] Sólo que hay dos problemas aquí.
[00:35:14] El primer problema
[00:35:16] es esta acción. El segundo problema
[00:35:18] es que no era
[00:35:20] no era en la contemporaneidad.
[00:35:22] Yo no estoy hablando de la modernidad.
[00:35:24] Ok? En la modernidad
[00:35:26] en la modernidad
[00:35:28] pensamos una idea
[00:35:30] de sistema
[00:35:32] y de derecho
[00:35:34] donde el intolerante no es tolerado.
[00:35:36] Punto. Sólo que
[00:35:38] no necesito explicar para Gabriel Givin
[00:35:40] como la idea es de intolerante
[00:35:42] se vincula a la idea de
[00:35:44] enemigo y va a dar en lo que va a dar
[00:35:46] en los años 30.
[00:35:48] Entonces, esta cuestión
[00:35:50] del sistema de exclusión del intolerante
[00:35:52] en realidad es el sistema
[00:35:54] de exclusión del deseado
[00:35:56] en los sistemas modernos.
[00:35:58] Y intentamos en la postguerra
[00:36:00] crear sistemas robustos o suficientes
[00:36:02] con un millón de asteriscos
[00:36:04] al lado. Ninguno es el higiénico.
[00:36:06] Ok?
[00:36:08] Pero al menos teníamos
[00:36:10] una utopía o una idea
[00:36:12] de un sistema de
[00:36:14] derechos que quería sí
[00:36:16] contemplar el derecho de la
[00:36:18] persona que es contra la idea de
[00:36:20] derecho. Es lo que siempre brinco
[00:36:22] con mis alumnos. Mira aquí.
[00:36:24] Derechos humanos es principalmente
[00:36:26] para quienes no creen en derechos humanos.
[00:36:28] Es principalmente.
[00:36:30] Quiero una dimensión de derechos humanos
[00:36:32] que contempla incluso el cara
[00:36:34] más desgraciado del mundo
[00:36:36] que si dependía de mí quería hacer
[00:36:38] miséreas con él, pero yo necesito ser controlado.
[00:36:40] Entonces, esto de nuevo.
[00:36:42] Esto es una conquista. Si ampliamos
[00:36:44] nuestra idea de derechos para contemplar
[00:36:46] personas que no toleran los derechos
[00:36:48] es una cosa buena.
[00:36:50] Pero hay un problema.
[00:36:52] En el ecosistema que estamos actualmente
[00:36:54] las personas se esconden detrás
[00:36:56] retóricamente de esto.
[00:36:58] Y no solo personas. Creo que es más importante.
[00:37:00] Empresas
[00:37:02] se esconden detrás de esto. Entonces, cuando
[00:37:04] vemos una meta, por ejemplo,
[00:37:06] hablando de libertad de expresión, es un poco
[00:37:08] divertido. Porque primero
[00:37:10] la meta no se importa un poco
[00:37:12] con libertad de discurso, tanto que
[00:37:14] está usando algoritmos todo el tiempo
[00:37:16] para condicionar discurso.
[00:37:18] Entonces, la meta no se importa
[00:37:20] con un domínio irrestrito de discurso.
[00:37:22] Saben con que la meta está se importando?
[00:37:24] Con no ser regulamentada.
[00:37:26] Cada vez que la meta dice que necesitamos
[00:37:28] de libertad de expresión, la meta está diciendo
[00:37:30] por favor no ponga antitrust,
[00:37:32] no ponga antimonopólio,
[00:37:34] no me considero una plataforma de
[00:37:36] comunicación en mídia. Y se esconde
[00:37:38] atrás la discusión sobre libertad de expresión
[00:37:40] para decir que no puede ser regulamentada.
[00:37:42] Y en un cierto sentido hay un problema
[00:37:44] que cuando individualizamos la demanda, porque
[00:37:46] individualizamos la demanda y nos mordemos esta risca.
[00:37:48] Porque en vez de discutir la plataforma,
[00:37:50] discutimos un imbécil
[00:37:52] que usa la plataforma.
[00:37:54] Mi cuestión es, por que
[00:37:56] la plataforma no está siendo responsabilizada?
[00:37:58] Porque imbécil muere,
[00:38:00] imbécil nace. Vamos a
[00:38:02] condenar un imbécil, vamos a tener cinco
[00:38:04] después de éste. O que es
[00:38:06] una discusión para daqui a poco, el sistema penal
[00:38:08] o criminal o civil
[00:38:10] va a ser insuficiente, va a ser ineficiente
[00:38:12] porque él es, el derecho es un mecanismo
[00:38:14] insuficiente por definición.
[00:38:16] Va a crear distorsión, va a crear hipocrisia
[00:38:18] y todo lo que va a acontecer es que
[00:38:20] personas van a ser tornadas más famosas
[00:38:22] y ganar más dinero.
[00:38:24] Que tipo, ay, coitadino del monarque.
[00:38:26] Coitadino que, meu? No caso del monarque
[00:38:28] lá, el cara defendió al nazista,
[00:38:30] porque defendió. Fue condenado.
[00:38:32] Grande cosa.
[00:38:34] El cara ganó una matrana en New York Times
[00:38:36] de presente. Cuál fue la consecuencia
[00:38:38] específica de la condenación del monarque?
[00:38:40] Alguien fue realmente
[00:38:42] insabilizado? Alguien perdió
[00:38:44] alguna cosa?
[00:38:46] Alguna plataforma tuvo que responder
[00:38:48] por el daño? Que tipo de daño?
[00:38:50] Alguien fue educado después de este
[00:38:52] negocio? Entonces, tipo, a gente fica
[00:38:54] en este problema, ¿no? Porque
[00:38:56] todo lo que acontece es una degradación que es
[00:38:58] yo siempre uso esta metáfora, tú dices
[00:39:00] que no era para ser vulgar, yo voy a ser ahora.
[00:39:02] Amigo, tú no tienes derecho
[00:39:04] de cagar en una piscina pública.
[00:39:06] Tú no tienes el derecho equivalente
[00:39:08] en el nivel discursivo.
[00:39:10] Tu no tienes, este derecho no existe.
[00:39:12] Sólo para complementar, porque
[00:39:14] quería engatar en esta discusión
[00:39:16] a Diva contigo.
[00:39:18] No, bien, voy a pasar la palabra
[00:39:20] a Filipe, pero sólo para no perder
[00:39:22] aquel gancho que quedó en suspenso
[00:39:24] con tu intervención. No estoy
[00:39:26] cobrando, chicos, que ustedes separen todo
[00:39:28] y leen espinosa, aunque
[00:39:30] creo que debe ser así.
[00:39:32] No estoy cobrando con el libro
[00:39:34] en la mano. Creo que voy a votar con el libro
[00:39:36] en la mano. No, no estoy haciendo esto.
[00:39:38] Pero estoy diciendo lo siguiente,
[00:39:40] no es necesario intentar ir a esta arena
[00:39:42] de discusión
[00:39:44] cuando el otro lado es lo siguiente.
[00:39:46] El hombre está basado en la carte,
[00:39:48] la moda pinceladas,
[00:39:50] en un tipo de
[00:39:52] visión de derecho
[00:39:54] de libertad de expresión que puede ser
[00:39:56] encontrado en autores y teorías
[00:39:58] liberales, modernas,
[00:40:00] pero al mismo tiempo
[00:40:02] está basado en una serie de otras premisas
[00:40:04] que absolutamente no importan
[00:40:06] o que están completamente
[00:40:08] contrarias a esta propia lógica.
[00:40:10] Y ahí, de nuevo, no estoy queriendo decir así,
[00:40:12] el joven es burro, ni nada del tipo.
[00:40:14] Ahora, es muy divertido porque
[00:40:16] estamos intentando llegar aquí
[00:40:18] a alguna conclusión a partir de una visión
[00:40:20] seria sobre un problema y
[00:40:22] estamos allí del otro lado con personas
[00:40:24] que es todo en la base del KKK.
[00:40:26] Y es lo siguiente,
[00:40:28] uno de los pequeños problemas,
[00:40:30] pequeños grandes problemas, es justamente
[00:40:32] esta visión absolutamente
[00:40:34] individual,
[00:40:36] esta visión que no es tributaria a nada
[00:40:38] que está alrededor en cuanto a libertad de expresión.
[00:40:40] Pero otros problemas vienen al reloj de esto.
[00:40:42] Otros problemas vienen al reloj de esto,
[00:40:44] es decir,
[00:40:46] es el tipo de noción de libertad,
[00:40:48] el tipo de noción de individualidad que tú tienes,
[00:40:50] el tipo de noción,
[00:40:52] entre otras cosas, de cómo
[00:40:54] se responsabiliza, porque
[00:40:56] este argumento de que la persona
[00:40:58] habla lo que quiere y obvio que no quiere así,
[00:41:00] pero dependiendo de lo que tú
[00:41:02] hablas, mi hermano,
[00:41:04] tú cagaste en la piscina pública, es exactamente
[00:41:06] este el punto. Y entonces
[00:41:08] yo voy a ser aún más agudo.
[00:41:10] Tú no tienes el derecho de cagar en la piscina pública
[00:41:12] dentro de lo que
[00:41:14] se considera usos
[00:41:16] posibles de una piscina pública,
[00:41:18] primer punto, porque usar
[00:41:20] la piscina pública es, tú puedes
[00:41:22] brincar, tú puedes nadar, tú puedes
[00:41:24] pertenecer, el hombre puede dar
[00:41:26] una bombilla desagradable aquella para intentar
[00:41:28] moler a los otros, dependiendo,
[00:41:30] está haciendo parte de la esfera
[00:41:32] usos bajos y buenos y
[00:41:34] punibles o no de piscina pública, tú da la bombilla
[00:41:36] o el hombre está andando por debajo
[00:41:38] y perteneciendo para intentar ver a las niñas,
[00:41:40] o cosas parecidas, todo esto es parte de
[00:41:42] esa cuestión de usos buenos y
[00:41:44] bajos, prohibidos, permitidos, punibles
[00:41:46] o no de una piscina pública.
[00:41:48] Ahora, en el momento que el hombre caga en la piscina,
[00:41:50] él está inclusive
[00:41:52] lidiendo con un tipo de cosa
[00:41:54] que no es originario de lo que
[00:41:56] hacer en la piscina, y él está
[00:41:58] no colocando su mal uso
[00:42:00] dentro de una esfera que es
[00:42:02] el natural entre buen y mal, permitido
[00:42:04] y prohibido, él está haciendo otra cosa,
[00:42:06] está ir más allá de eso, está mudando
[00:42:08] la discusión, simplemente
[00:42:10] considerando su individualidad, su individualidad
[00:42:12] en este caso es la voluntad de ir
[00:42:14] a los pies, de hacer el número 2,
[00:42:16] pero esto también no puede llegar
[00:42:18] a un nivel que atinge a los otros
[00:42:20] sin ninguna consecuencia, porque
[00:42:22] aquí el argumento no vale,
[00:42:24] hace lo que quiere y aguanta
[00:42:26] y después la consecuencia es que va a hacer
[00:42:28] qué, va a cagar en la piscina y va a pagar
[00:42:30] multa, esto no hace el menor sentido
[00:42:32] en términos de equivalencia.
[00:42:34] Y ahí comienza el papo, el Estado está me
[00:42:36] impidiendo de cagar en la piscina, qué bueno.
[00:42:38] Sí, qué bueno, ese es el punto también.
[00:42:40] No están dejando de
[00:42:42] emanciparlo en el quesito
[00:42:44] usos que puedo dar en una piscina,
[00:42:46] me masturbar y hacer cocó, por Dios
[00:42:48] caray.
[00:42:50] Al mismo tiempo.
[00:42:52] Ahora, es muy complicado
[00:42:54] cuando estamos lidiando
[00:42:56] con un ecosistema
[00:42:58] donde las personas no están con
[00:43:00] piscinas privadas, donde
[00:43:02] pueden buscar su fetiche
[00:43:04] y hacer cocó en la piscina
[00:43:06] y todo el mundo que va a esa piscina privada
[00:43:08] concorda con ese fetiche que no es
[00:43:10] de nadie.
[00:43:12] Si estás en tu casa
[00:43:14] con tus amigos
[00:43:16] que gustan hacer cocó en la piscina
[00:43:18] con ti, este es un problema tuyo.
[00:43:20] No me invites.
[00:43:22] Punto. Ótimo.
[00:43:24] En este nivel
[00:43:26] podemos hablar, sí, en una dimensión
[00:43:28] posible de libertad y de moralismo
[00:43:30] con relación a mi objeción
[00:43:32] a esta práctica.
[00:43:34] Es muy diferente
[00:43:36] cuando tengo
[00:43:38] una empresa
[00:43:40] interferiendo
[00:43:42] en el curso de un río
[00:43:44] instalando una industria
[00:43:46] en la barra de este río
[00:43:48] haciendo lobby
[00:43:50] con la prefeitura, el estado
[00:43:52] y el gobierno federal
[00:43:54] para jugar esgoto en el río
[00:43:56] y te diciendo que
[00:43:58] si estás comiendo mierda
[00:44:00] esto no es un problema de ella
[00:44:02] porque ella está exerciendo la libertad
[00:44:04] empresarial de ella y que por sinal
[00:44:06] ella siquiera es una empresa que
[00:44:08] trabaja con esgoto.
[00:44:10] Es una plataforma para empresas
[00:44:12] que producen esgoto.
[00:44:14] Opa, opa, opa, opa, opa, opa, opa.
[00:44:16] Y luego tú individualizas
[00:44:18] una persona que está
[00:44:20] produciendo esgoto dentro
[00:44:22] de este ecosistema que produce esgoto
[00:44:24] y dice, ah, es el problema de esta persona.
[00:44:26] No, no, no. No.
[00:44:28] Porque esta persona va a parar de producir esgoto
[00:44:30] esta individual ahí, oh,
[00:44:32] y cinco van a ir produciendo en lugar de ella
[00:44:34] y ella va a encontrar una otra empresa que por acaso
[00:44:36] está dentro del ecosistema de esta misma empresa
[00:44:38] para continuar produciendo esgoto por
[00:44:40] otros medios. Porque la prestación
[00:44:42] del derecho en el nivel individual
[00:44:44] es profundamente limitada.
[00:44:46] La prestación es necesariamente limitada.
[00:44:48] Y ahí, Givan, quería
[00:44:50] te pasar esta bola.
[00:44:52] Hay gente acreditando demasiado
[00:44:54] en la actuación del justiciario
[00:44:56] como poder moderador.
[00:44:58] Yo no estoy diciendo que el justiciario no tenga un papel
[00:45:00] algorizado, pero hay gente
[00:45:02] acreditando demasiado en la actuación
[00:45:04] de, oh,
[00:45:06] así va, Foucault erró en muchas cosas,
[00:45:08] pero él no erró en eso, no.
[00:45:10] La cuestión de la eficiencia
[00:45:12] de la presentación de la jurisdicción
[00:45:14] no tiene que ser
[00:45:16] cuestionada ahí, no.
[00:45:18] Voy a ultimar esta palabra porque quiero
[00:45:20] te oír sobre eso.
[00:45:22] No, tu vas a me oír después porque hay
[00:45:24] pelo menos dos casos que vamos a comentar
[00:45:26] sobre eso. Ahora tu vas a oír ¿sabes quién?
[00:45:28] Felipe Abau. Ese que tu vas a oír ahora.
[00:45:30] Cara, yo estoy muy feliz aquí
[00:45:32] ouviendo a ustedes y yo solo tengo que
[00:45:34] poner orden en el negocio.
[00:45:36] Gabriel, Givan,
[00:45:38] yo estoy aquí distribuyendo las cartas,
[00:45:40] el público no sabe que yo hago un trabajo de
[00:45:42] trabajo, ¿no? Fico haciendo cara fea,
[00:45:44] digo para parar, paso para un, paso
[00:45:46] para otro, pero así,
[00:45:48] vamos a oír, sí, Gabriel, Givan,
[00:45:50] porque el cara estudió
[00:45:52] el caso que, así, hasta poco
[00:45:54] tiempo atrás, estaba todo el mundo en las redes
[00:45:56] sociales, hablando del caso de Leo
[00:45:58] Guinness, aplaudiendo,
[00:46:00] otros criticando, humorista
[00:46:02] vio a favor, otro personal
[00:46:04] vio contra, dice, ¿es eso ahí
[00:46:06] mesmo? Y nos damos una conversación
[00:46:08] en off, en aquella época, y dijo,
[00:46:10] porque no da para hablar de esto aquí
[00:46:12] en el calor del momento, porque va a ser
[00:46:14] problemático. Pero ahora
[00:46:16] podemos, exactamente, en medio de esta
[00:46:18] discusión, hablar sobre el caso
[00:46:20] y Gabriel no solo
[00:46:22] sabe del tema, pero él
[00:46:24] estudió el proceso.
[00:46:26] Y es por eso que tenemos que oír
[00:46:28] él en este momento aquí,
[00:46:30] Fabrício Pontín. Va lá,
[00:46:32] Gabriel, Givan. No, mira, es brinda.
[00:46:34] Pero así, yo quería dejar claro una cosa,
[00:46:36] conversamos sobre hablar, por ejemplo,
[00:46:38] del caso de Leo Lins, sobre lo que vamos a
[00:46:40] hablar ahora,
[00:46:42] conversamos en
[00:46:44] hacer una especie de
[00:46:46] postponimiento en este episodio,
[00:46:48] pero que esté claro, no es por ningún
[00:46:50] miedo de enfrentar ninguna discusión,
[00:46:52] no es por ningún miedo de poner
[00:46:54] las opiniones que queremos poner, no es
[00:46:56] ningún miedo, ni
[00:46:58] receo cuanto a nada que tengamos para hablar
[00:47:00] sobre esto, es simplemente para evitar
[00:47:02] que el episodio
[00:47:04] se afogara en medio de un tiroteo
[00:47:06] de opiniones que tal vez
[00:47:08] tornaría menos cualificada a
[00:47:10] su recepción. Entonces, estamos pensando
[00:47:12] en el caso, en el sentido
[00:47:14] de usar como emblema para
[00:47:16] discutir estas cosas aquí,
[00:47:18] para poder hacer una evaluación, inclusive
[00:47:20] crítica en lo que se dice respecto
[00:47:22] a la decisión que fue dada,
[00:47:24] para hacer una evaluación sóbria
[00:47:26] sin que esto esté simplemente
[00:47:28] en aquel mar ondulado que estaba
[00:47:30] entre algunas personas
[00:47:32] por motivos completamente
[00:47:34] errados, eventualmente
[00:47:36] defendiendo el humorista
[00:47:38] y cosas parecidas, pero
[00:47:40] hay que decir también algunas personas
[00:47:42] simplemente movidas por el calor
[00:47:44] y solo, sin ningún tipo
[00:47:46] de otra análisis o ningún
[00:47:48] vies, diciendo que está todo bien obligado
[00:47:50] en la decisión. Yo tendo
[00:47:52] a decir, mis amigos, que
[00:47:54] concordo con la decisión.
[00:47:56] En primer lugar, yo soy
[00:47:58] un poco suspecho
[00:48:00] para hablar del caso, porque
[00:48:02] no hay nadie que se sienta más ridículo
[00:48:04] el stand-up comedy que yo.
[00:48:06] Yo odio el stand-up comedy.
[00:48:08] Yo combato el stand-up comedy.
[00:48:10] El stand-up comedy es
[00:48:12] Bono Vox para mí, como si
[00:48:14] fuera para Felipe Abal.
[00:48:16] Y alguien va a, en este momento,
[00:48:18] decir así, ya sé, voy a las
[00:48:20] redes a decir al Diván que hay
[00:48:22] un chico que él debería conocer,
[00:48:24] porque él hace stand-up comedy,
[00:48:26] entonces, uno, yo no me gusta.
[00:48:28] Dos, yo no quiero conocerlo.
[00:48:30] Y bien claro, no quiero.
[00:48:32] De hecho, un gran momento de mi vida fue cuando
[00:48:34] Will Smith hizo un tabefo en aquel idiota
[00:48:36] hablando de esos cosas que,
[00:48:38] no sé, yo me sentía así,
[00:48:40] mi mano acompañó
[00:48:42] espiritualmente
[00:48:44] Will Smith batiendo en este tipo de cosas.
[00:48:46] Entonces,
[00:48:48] no tengo ningún aprecio por
[00:48:50] stand-up, por el estilo,
[00:48:52] por el tipo de piada que él acaba
[00:48:54] casi siempre induciendo,
[00:48:56] aunque sea, sí, obligado
[00:48:58] a decir, ahora hablando bien sério,
[00:49:00] es obvio que hay profesionales que
[00:49:02] trabajan con eso, que
[00:49:04] claramente no se valen
[00:49:06] del tipo de humor que está bien
[00:49:08] posibilitado por este estilo
[00:49:10] y por este tipo
[00:49:12] de manifestación,
[00:49:14] que de tal manera no necesitan
[00:49:16] estar escuchando en propósitos ni nada.
[00:49:18] Pero, hablando claramente,
[00:49:22] yo creo que hay un problema en sí
[00:49:24] con toda la conjuntura
[00:49:26] de este stand-up porque él acaba conduciendo
[00:49:28] para un maneirismo
[00:49:30] en el sentido del humor
[00:49:32] que tú trabajas, que él está casi
[00:49:34] siempre en el límite de este tipo de cosas.
[00:49:36] Ahora claro, entre ser o no ser
[00:49:38] un canalia, ser o no ser
[00:49:40] un imbécil, ahí hay mucha
[00:49:42] diferencia entre las personas y entre
[00:49:44] la calidad de lo que ellas hacen.
[00:49:46] Pero vamos allá, vamos allá.
[00:49:48] Yo conversaba aquí con Fabrício
[00:49:50] y con Felipe antes de grabarmos
[00:49:52] y yo hice una pregunta bien
[00:49:54] espinosa, bien venenosa.
[00:49:56] Yo decía así, todo bien, pero ustedes
[00:49:58] llegaron a analizar el contenido
[00:50:00] del humor que el hombre practicaba
[00:50:02] en su show, en su espectáculo.
[00:50:04] Ahí quedó una cosa, pues sí,
[00:50:06] medio así, medio por encima.
[00:50:08] Yo me presté a ir allá y analizar
[00:50:10] tanto la sentencia
[00:50:12] como los elementos que estaban
[00:50:14] en juego. Fui allá a dar una
[00:50:16] mirada en lo que estaba en juego
[00:50:18] en el sentido de ser
[00:50:20] encuadrado en la práctica
[00:50:22] donde él acabó condenado,
[00:50:24] lembrando que es una condenación en primer grado,
[00:50:26] cabe recurso, va a tener toda una
[00:50:28] rediscusión, muy posiblemente esta pena
[00:50:30] va a ser reducida, es mi previsión
[00:50:32] aquí de quien no está
[00:50:34] con información ninguna
[00:50:36] secreta ni nada, es simplemente una previsión.
[00:50:38] Bueno, si ustedes
[00:50:40] aquí no vieron
[00:50:42] y presumo que el escuchante de Viracasacas
[00:50:44] no ve este tipo de cosas, porque está interesado
[00:50:46] en otros tipos, y ahí voy a quemar
[00:50:48] mi lengua, está interesado incluso en otros tipos
[00:50:50] de stand ups,
[00:50:52] pero yo diría que
[00:50:54] es una cosa bastante grotesca,
[00:50:56] bastante grotesca.
[00:50:58] Y ahí, las piadas del camarada,
[00:51:00] y ahí voy a pedir perdón
[00:51:02] a quien está escuchando, voy a tener que
[00:51:04] repasar alguna cosa, las piadas del camarada
[00:51:06] envolven brincadería
[00:51:08] con deficiencia física,
[00:51:10] brincadería con autismo,
[00:51:12] el hombre dice que
[00:51:14] si no estás conseguiendo tener
[00:51:16] un hijo, una buena opción es ser rica
[00:51:18] para poder ir a África y comprar
[00:51:20] un negro y tirar una foto
[00:51:22] en Instagram.
[00:51:24] Tal vez la brincadeira
[00:51:26] idiota, criminosa, más famosa
[00:51:28] de él, ha sido decir que
[00:51:30] el gente que es negro
[00:51:32] está reclamando que no tiene trabajo, que está
[00:51:34] marginalizado, pero reclama
[00:51:36] de barriga che, porque por ejemplo
[00:51:38] en la época de la esclavitud ya nació con trabajo.
[00:51:40] Y ahí,
[00:51:42] el nivel
[00:51:44] muy bajo
[00:51:46] de un cretino como éste, va
[00:51:48] a ir hasta llegar a otros puntos.
[00:51:50] Dice, por ejemplo, que una buena
[00:51:52] salida para la persona que quiere emagrecer y no
[00:51:54] puede, es transar con un gay.
[00:51:56] Usa la expresión
[00:51:58] que el negocio es ir y comer un viado,
[00:52:00] que luego se toma la AIDS y se emagrece.
[00:52:02] O sea,
[00:52:04] no necesito decir
[00:52:06] el nivel de la raiva
[00:52:08] y no necesito decir
[00:52:10] el nivel de la posibilidad
[00:52:12] de encuadramiento jurídico penal
[00:52:14] de este camarada. Y ahí
[00:52:16] vamos a la sentencia y vamos a
[00:52:18] el tal del encuadramiento, chicos.
[00:52:20] Ahora disculpa, disculpa Diván,
[00:52:22] así, una gente hizo esto
[00:52:24] en las redes sociales, yo lo encontré muy interesante,
[00:52:26] sabes, que había mucha gente
[00:52:28] también que tomó la mancheta
[00:52:30] del caso y dijo, ah, él
[00:52:32] hizo una piada, como si dijera así,
[00:52:34] no sé, ahí viene un gay
[00:52:36] para conversar conmigo y no sé qué.
[00:52:38] No, mi amigo,
[00:52:40] no fue un negocio, así, de una piada
[00:52:42] de tío, de botéco, cualquier cosa.
[00:52:44] Es pesado, es hardcore,
[00:52:46] y hubo mucha gente que se dio el trabajo de
[00:52:48] ir y decir, ¿tienes visto las piadas?
[00:52:50] No. Así, así, así, de acapó.
[00:52:52] Pues es, así es.
[00:52:54] Es complicado. Es difícil.
[00:52:56] Cara, así, ha mucho tiempo, yo tengo para mí
[00:52:58] lo siguiente, vamos a separar
[00:53:00] las esteras, ¿verdad? Porque siempre veo a alguien
[00:53:02] que dice así…
[00:53:04] Yo tengo un primo que es negro, y él
[00:53:06] Y ahí está todo bien porque él acha más, entonces está…
[00:53:08] Gente, no es una cuestión de individualizar la cosa,
[00:53:12] de neutralizar la cosa con base a su experiencia,
[00:53:15] a su experiencia personal, ¿no es?
[00:53:17] Las brincadeiras que yo hago con mis amigos que son gays,
[00:53:19] y todo más, ¿de qué?
[00:53:21] Yo no voy a salir por ahí haciendo una palestra,
[00:53:22] un show y estar hablando unas bobagas que yo hablo
[00:53:25] con una persona que inclusive está ciente,
[00:53:27] está gustando y está retrucando a la misma medida,
[00:53:29] porque es una experiencia individualizada.
[00:53:31] Está casi, yo no voy a decir que es la misma,
[00:53:33] está casi llegando en el ejemplo de Fabrício,
[00:53:35] de la persona que tiene el fetiche y lo hace en su piscina privada.
[00:53:39] Y allí, con todo el mundo de acuerdo en un ámbito altamente reducido
[00:53:42] de posibilidades de red o de grid en relación a eso,
[00:53:46] es otro escenario.
[00:53:49] Es otro escenario.
[00:53:49] Ahora, tú vas a trabajar con la posibilidad de que la piada
[00:53:54] no lleve en cuenta la presencia o la existencia
[00:53:57] de personas con deficiencia, de personas negras,
[00:53:59] de personas homosexuas,
[00:54:00] de personas con algunos tipos de enfermedades o infecciones.
[00:54:02] La piada consiste en ellas.
[00:54:05] La piada son ellas.
[00:54:07] El humor del cara está estirado en la risa de situaciones
[00:54:11] en que el hecho de la color de la piel o la deficiencia de la persona
[00:54:15] es el moteo de lo que debería rirse con respecto.
[00:54:18] Entonces, para mí, eso es claramente la imputación penal.
[00:54:21] Y entonces, vamos allá.
[00:54:23] Tenemos dos leyes que están en juego aquí.
[00:54:25] La ley que va a hablar de la cuestión del racismo.
[00:54:29] Esa ley que hay, 7716 de 89,
[00:54:32] que ganó una serie de modificaciones en 2023.
[00:54:36] De hecho, si no me enojo, fue la primera ley asignada
[00:54:39] en la nueva gestión de Lula en 2023 a 14.532,
[00:54:44] que modifica la ley 7716.
[00:54:48] Y también tenemos la ley 13.146 de 2015,
[00:54:53] que institúa la cuestión de la inclusión
[00:54:55] y la protección de la persona con deficiencia.
[00:54:57] Es llamado el Estatuto de la Persona con Deficiencia.
[00:55:00] Entonces, en estas dos leyes hay crímenes, entre otras cosas,
[00:55:04] donde Leolins fue encuadrado.
[00:55:06] Voy a leer aquí para ustedes los crímenes que él fue encuadrado.
[00:55:10] Fue el artículo 20, parágrafos 2 y 2A,
[00:55:14] de la ley del racismo.
[00:55:16] Y por varias veces, vamos a hablar un poco sobre eso.
[00:55:19] Y también el artículo 88, parágrafo segundo,
[00:55:22] de la ley del Estatuto de la Persona con Deficiencia.
[00:55:24] Entonces, voy a decir rápidamente cuáles son los crímenes aquí.
[00:55:27] El artículo 20 de la ley del racismo dice
[00:55:29] practicar, inducir o incitar discriminación
[00:55:32] o preconceito de raza, cora y etnia o religión
[00:55:35] o procedencia nacional.
[00:55:37] Entonces, ve que es muy amplio la posibilidad de discriminación aquí.
[00:55:41] Y la pena básica para este crimen es de 1 a 3 años.
[00:55:45] Sólo que, en la versión cualificada aquí,
[00:55:48] vamos a tener
[00:55:49] que si cualquier de los crímenes previstos
[00:55:51] fueron cometidos en el contexto de actividades esportivas, religiosas,
[00:55:54] artísticas o culturales destinadas al público,
[00:55:57] entonces la pena va para 2 a 5 años.
[00:55:59] Y también hay otra cualificadora aquí,
[00:56:02] que es el crimen ser cometido por medio de comunicación
[00:56:05] y publicación en redes sociales,
[00:56:07] que también va para 2 a 5 años.
[00:56:09] Esta es la cuestión del racismo.
[00:56:12] Ahora, en el caso del artículo 88,
[00:56:16] donde estamos hablando de la ley del Estatuto con Deficiencia,
[00:56:19] el parágrafo segundo dice
[00:56:21] que si cualquier de los crímenes previstos en el capítulo de este artículo
[00:56:23] es cometido por intermedio en medio de comunicación social
[00:56:26] o publicación de cualquier naturaleza,
[00:56:28] la pena también es igual.
[00:56:29] 2 a 5 años.
[00:56:31] Entonces, tenemos aquí
[00:56:32] un tipo de preconceito criminalizado en ley
[00:56:35] con pena de 2 a 5 años
[00:56:38] y otro tipo también cualificado
[00:56:40] también con pena de 2 a 5 años.
[00:56:42] Entonces, aquí fue considerado que
[00:56:44] no se puede simplemente hacer un balayo solo
[00:56:47] e igualar las prácticas criminosas discriminatorias de raza
[00:56:50] con aquellas de deficiencia
[00:56:52] o otro tipo de cuestión similar.
[00:56:55] Entonces, aquí está Leolin encuadado en dos crímenes.
[00:56:58] Bueno, rápido para no encher el saco de nadie
[00:57:01] porque aquí no es el aparte,
[00:57:03] pero creo que es importante esclarecer para nuestro público
[00:57:06] cómo se monta una sentencia criminal
[00:57:08] de un modo altamente resumido, ¿no, chicos?
[00:57:10] Porque no es simplemente el cara que toma la pena
[00:57:13] 2 a 5 años, entonces quiero 5.
[00:57:16] No.
[00:57:17] Tenemos un sistema
[00:57:18] que es un sistema que el código nos ofrece,
[00:57:21] es una especie de manual de instrucciones para jueces
[00:57:24] que es el sistema trifásico.
[00:57:26] Y ahí podemos, por ejemplo, pensar en una especie de fase 0
[00:57:30] o fase introductoria
[00:57:32] que es justamente cuando la jueza en el caso relata el caso,
[00:57:36] cuando ve lo que es posible imputar o no,
[00:57:39] cuando analiza si hubo autoría o no
[00:57:41] y llega a la conclusión de que sí,
[00:57:43] hubo la práctica de un crimen
[00:57:45] y define cuál es el crimen.
[00:57:47] Entonces, cuando define que el crimen es en la moda cualificada,
[00:57:50] es lo mismo que decir que el crimen que practicó
[00:57:54] tiene otra posibilidad de práctica
[00:57:56] con una pena un poco mayor en una dada circunstancia.
[00:58:00] Entonces, tú escolta el crimen del que partes.
[00:58:03] Entonces, decir que él practicó los actos
[00:58:06] en las formas cualificadas aquí,
[00:58:08] está diciendo que el crimen practicado
[00:58:10] es no solo la discriminación,
[00:58:12] sino la discriminación con ese plus.
[00:58:14] En este caso, practicar esto para divulgar públicamente,
[00:58:17] practicar esto con amplia posibilidad de circulación.
[00:58:21] Ahí vienen las tres fases que llamamos,
[00:58:23] porque está definido que el cara será condenado
[00:58:26] y está definido que será condenado a partir de la pena
[00:58:29] que está prevista en abstrato para aquel crimen
[00:58:31] que, en la versión cualificada,
[00:58:33] ofrece así la posibilidad.
[00:58:35] La primera fase, gente, es la fase de las circunstancias judiciales.
[00:58:39] O sea, la juiza, en este caso,
[00:58:41] va a jugar hacia arriba o hacia abajo.
[00:58:44] Va a hacer o no hacer acréscimos
[00:58:47] con base en circunstancias que ella está considerando dentro del caso.
[00:58:51] Y entonces no puedes repetir cosas.
[00:58:53] Entonces, si ya está, por ejemplo, cualificado el crimen
[00:58:57] porque la discriminación fue practicada dentro de un ámbito artístico,
[00:59:02] no vas a aplicar junto a otra cualificadora también
[00:59:05] porque ella va a repartir una con la otra.
[00:59:07] Entonces, el cara puede usar la cualificadora otra que tiene
[00:59:11] en este caso como, por ejemplo, una circunstancia.
[00:59:13] Y aquí, cuando la juiza piensa en circunstancias,
[00:59:15] está pensando en la culpabilidad de nosotros.
[00:59:18] O sea, cuánto sabía que era mal lo que estaba haciendo.
[00:59:21] Consecuencias causadas por el crimen.
[00:59:24] Eventual comportamiento de víctima que haya tal vez provocado
[00:59:27] o se colocado en una posición para facilitar la práctica criminosa.
[00:59:32] Antecedentes de la persona allí.
[00:59:34] Circunstancias que tienen que ver con esto.
[00:59:37] Entonces, con esta primera fase,
[00:59:39] ella toma la pena que está prevista en la ley
[00:59:41] y aumenta o deja neutralizado
[00:59:45] con base en lo que va colocando para formar una llamada pena base.
[00:59:49] Entonces terminó esta primera fase
[00:59:51] donde estos factores fueron analizados.
[00:59:53] Ella colocó la pena base para uno de los crímenes
[00:59:58] dos años y ocho meses de reclusión.
[01:00:01] Y para el otro también.
[01:00:03] Estamos trabajando con un paralelo entre los dos.
[01:00:06] Entonces alguien piensa,
[01:00:07] ¿Y, Gabriela, se quedó muy cerca de la pena inicial
[01:00:10] porque la pena era dos a cinco?
[01:00:12] Sí, gente, si comienzas con la pena base allá arriba,
[01:00:15] nadie nunca más parará.
[01:00:17] Todos los crímenes van a llevar una condenación de 30 años.
[01:00:20] Va a comenzar a llegar a asomatores inatingibles.
[01:00:23] Entonces, tiene que partir del comienzo,
[01:00:26] tiene que partir de la base inicial
[01:00:28] para que no exageres de una manera injusta en la pena.
[01:00:30] Entonces, estas circunstancias pueden o empatar
[01:00:33] o hacer algún tipo de acréscimo.
[01:00:35] Y aquí, en este caso, fueron algunos meses.
[01:00:37] Entonces, la pena base parte de dos años
[01:00:40] y va a llegar a trabajo en dos años y ocho meses.
[01:00:44] La segunda fase es la fase
[01:00:46] de las cuestiones de circunstancias agravantes y atenuantes.
[01:00:49] Ellas están previstas en la ley también.
[01:00:51] Entonces, tú ya llegaste a cuál es el crimen,
[01:00:53] cuál es la pena abstrata para este crimen,
[01:00:56] tú evaluaste circunstancias judiciales
[01:00:59] para hacer algunos acréscimos,
[01:01:01] llegaste a una pena base
[01:01:02] y ahora es hora de poner algunos aumentos o disminuciones
[01:01:06] dependiendo de si hay circunstancias atenuantes y agravantes.
[01:01:09] Ellas están previstas en ley,
[01:01:11] lo que significa que la juiza tiene que hacer un pente fino en el caso
[01:01:15] para ver cuáles están verificadas.
[01:01:17] En el caso de Leolin no había ninguna,
[01:01:19] porque circunstancias que hasta cualifican o mejoran otros crímenes
[01:01:23] no dicen respecto a estos crímenes aquí.
[01:01:26] Así como atenuantes también no hay.
[01:01:28] No hubo confusión.
[01:01:30] El hombre no estaba en una cierta edad para arriba o para abajo
[01:01:34] en el sentido de poder ser atenuado en términos de pena
[01:01:38] cuando practicó las acciones criminales.
[01:01:41] No hubo, por ejemplo, algún tipo de alvo específico
[01:01:46] que puede también ser un factor agravante.
[01:01:49] No hay una cuestión de reincidencia.
[01:01:51] Aquí pasó en blanco.
[01:01:53] La primera fase hace llegar a una pena base
[01:01:57] desde aumentar un poco o no la pena inicial.
[01:02:00] Segunda fase, aumenta o disminuye un poco
[01:02:03] estando presentes o no las agravantes y atenuantes que la ley te ofrece.
[01:02:06] En la tercera fase, que es el método trifásico por eso,
[01:02:10] vas a llegar a las causas de disminución y aumento.
[01:02:14] Estas, la ley no solo dice que tienes o no tienes que considerar,
[01:02:18] sino que también dice que tienes o no tienes una fracción específica para aumentar.
[01:02:23] Tienes o no tienes valores específicos para colocar o para tirar
[01:02:27] dependiendo de la causa de disminución o de la causa de aumento.
[01:02:30] Aquí, en el caso de nuestro camarada,
[01:02:33] vamos a tener una pena que va a trabajar en base con 2 y 8 meses,
[01:02:40] pero se considerarán algunas cuestiones de causa aumentativa,
[01:02:44] como por ejemplo que está en la propia ley del racismo
[01:02:47] en lo que dice respecto a los crímenes
[01:02:50] tendrán un aumento en un terzo, hasta la mitad,
[01:02:53] cuando ocurra en contexto o intuido de descontracción
[01:02:57] o diversión o recreación.
[01:03:00] Vea bien.
[01:03:01] Entonces aquí tienes una pena base,
[01:03:03] tienes modalidades para aumentar o disminuir esa pena base
[01:03:06] y allí tienes algunas cuestiones que o tiran obligatoriamente
[01:03:10] o colocan obligatoriamente más tiempo de pena.
[01:03:12] Aquí en el caso es una necesidad de colocar obligatoriamente alguna cosa
[01:03:16] cuando el contexto fuera un contexto de diversión, de recreación,
[01:03:19] cuando estás practicando la llamada discrimina recreativa.
[01:03:23] Y ahí puede ser de un terzo hasta la mitad el aumento.
[01:03:27] Después viene la posibilidad de considerar el crimen continuado.
[01:03:31] ¿Qué es eso?
[01:03:33] Es más o menos así.
[01:03:35] Si veo a Felipe Abal y Fabrício Pontín en un bus viajando
[01:03:41] y ambos están durmiendo y yo voy y golpeo la cartera de uno
[01:03:44] y golpeo la cartera de otro, de la mochila,
[01:03:47] alguien podría decir que hubo dos furtos aquí.
[01:03:50] Pero dado que hay la misma circunstancia de tiempo, local, práctica
[01:03:54] y mismo intuito, es posible considerar que hubo
[01:03:57] un gran furto de dos carteras.
[01:04:00] Esta es la lógica del crimen continuado que está en el código.
[01:04:04] Entonces, claro, no diré que cada ofensa que le ofreció en su show
[01:04:10] fue un crimen, si no, llegaremos a una pena de 382 años aquí.
[01:04:14] Y aunque algunos gusten ver a un cara como este en esta situación,
[01:04:18] vamos a ser razonables y técnicos aquí, no es el caso.
[01:04:21] Entonces, el crimen continuado hace la pena tal vez ser aumentada
[01:04:26] de un sexto a dos tercios, lo que significa que
[01:04:30] no lo trataré solo como un furto, simplemente,
[01:04:33] que voy a decir que fue un furto, pero que merece un aumento activo
[01:04:36] porque fue un furto de varias carteras de varias personas.
[01:04:39] Aquí, en su caso, fueron varias ofensas
[01:04:43] proferidas en el mismo contexto, que acabaron atingiendo varios bienes jurídicos,
[01:04:47] varias posibilidades de hacer con que las personas fueran heridas con eso.
[01:04:51] Entonces, se consideró el crimen continuado
[01:04:54] y para un caso se colocó un aumento de un quinto,
[01:04:56] para otro caso se colocó un aumento de un tercio.
[01:04:59] Y así vamos construyendo estas penas, que al final,
[01:05:02] para estas dos posibilidades criminales, se sumarán.
[01:05:05] Por eso que, al llegar al final,
[01:05:08] tenés esa pena de 8 años y 3 meses porque
[01:05:11] vas a hacer la suma de dos criterios de dos crímenes diferentes
[01:05:15] que tuvieron sus cualificadores considerados,
[01:05:18] que tuvieron circunstancias que jugaron un poco hacia arriba la pena,
[01:05:22] que, aunque no tuvieran agravantes en la segunda fase,
[01:05:25] tuvieron caos de aumento reconocido en la tercera,
[01:05:28] tuvieron un aumento también colocado a partir de la cuestión de que el crimen fue continuado,
[01:05:33] o sea, fueron varias ofensas que caracterizaron una grande ofensa zona
[01:05:38] en el show entero del cara,
[01:05:40] y ahí tenés las dos penas de los dos crímenes de la misma acusación sumadas.
[01:05:46] ¿Qué tengo que decirles, chicos?
[01:05:47] Es perfectamente posible decir que matemáticamente la pena está bien.
[01:05:54] Perfectamente posible decir que está bien.
[01:05:56] Ahora, realmente, cuando pensas que un cara como este está condenado a una pena de 8 años
[01:06:03] y cuando ves crímenes,
[01:06:05] no diré crímenes graves o no graves,
[01:06:08] crímenes con violencia o sin violencia porque lo que dice es muy grave
[01:06:11] y lo que dice es un tipo muy específico de violencia.
[01:06:14] Ahora, sabemos muy bien que hay una espesa gama de criminalidad
[01:06:21] que practica otros tipos de violencia en un sentido más concreto
[01:06:25] que no atinge condenaciones con este tipo de pena.
[01:06:28] Y sabemos también, y repetiré nuevamente,
[01:06:31] soy capaz de apostar si me gusta apostar,
[01:06:33] pero creo que es otra plaga nacional, así que no lo hago.
[01:06:36] Sería capaz de apostar que esta pena va bastante reducida en la TJ
[01:06:41] cuando el recurso de Leolín, que ya está en curso,
[01:06:45] obviamente la discusión continúa,
[01:06:47] porque no digo que la pena es exagerada
[01:06:51] ante el bien y el valor y las cuestiones que él está provocando aquí.
[01:06:56] Este hombre merece y merece una condenación.
[01:06:59] Ahora, creo que es bastante complicado
[01:07:02] cuando nos resumimos simplemente y basado en ningún criterio,
[01:07:07] solo en la antipatía que tenemos,
[01:07:09] solo en la raíz que tenemos de este tipo de gente,
[01:07:11] de este tipo de discurso,
[01:07:12] nos basamos en un criterio completamente abstrato y incorpóreo
[01:07:18] para decir así, no, la pena es poca,
[01:07:21] tiene que ser 38 años, no sé qué.
[01:07:23] Gente, si el Leolín, por una mierda que es esta,
[01:07:27] le toma 8 años,
[01:07:29] daqui a poco dirás así,
[01:07:31] bueno, el asesino tiene que tomar necesariamente 14,
[01:07:34] y el otro tiene que tomar necesariamente 58,
[01:07:37] y el otro tiene que tomar necesariamente 220,
[01:07:40] sabes, yo no sé.
[01:07:42] Creo que estos criterios de aumento de pena
[01:07:45] ya darían un bello de un caldo
[01:07:47] y si te pones una pena de este tipo en 5 años, por ejemplo,
[01:07:50] ya está bastante reducido de posibilidades
[01:07:54] en términos de sustitución o cosas parecidas,
[01:07:56] o sea, va a amargar una canilla,
[01:07:58] que es lo que nos gustaría.
[01:08:00] Ahora, hablar en 8 años aquí,
[01:08:03] tal vez la jueza haya jugado la línea de pesca allá afuera,
[01:08:08] sabiendo que va a tener una reducción,
[01:08:10] para evitar también una distorsión de tipo así,
[01:08:12] yo voy a dar tres años al tipo,
[01:08:14] entonces el tribunal va a hacer una comutación
[01:08:16] para un y poquillo,
[01:08:18] daqui a poco, ni cano, el cara pega,
[01:08:20] daqui a poco es solo una multa,
[01:08:22] entonces creo que está por ahí la discusión.
[01:08:24] Ahora, tenemos que recordar que sí,
[01:08:26] llegar a este nivel de pena no fue una aberración,
[01:08:28] fue un cálculo matemático muy simple
[01:08:30] que es posible.
[01:08:32] Ahora, si es necesario
[01:08:34] y si es usual
[01:08:36] usar estos valores
[01:08:38] y estas causas aumentativas
[01:08:40] para sumar las penas,
[01:08:42] yo diría que tal vez no,
[01:08:44] porque están también de burburín en torno del caso
[01:08:46] y no sin decir que sí,
[01:08:48] es amplamente revoltante
[01:08:50] que el cara hace, para mi no tengo ninguna
[01:08:52] duda que aquí no se juega
[01:08:54] cartadas de libertad de expresión,
[01:08:56] porra nenhuma y todo más, porque esto aquí es gravísimo.
[01:08:58] Punti, voy a dejar para ti
[01:09:00] ahora, para comentarle
[01:09:02] lo que Divo falou, yo solo voy
[01:09:04] a recordar algunas cosas así
[01:09:06] y voy a adicionar una que yo creo que
[01:09:08] tu no ias a hablar por
[01:09:10] libre, espontánea y a vontade.
[01:09:12] Tú has hablado de la cuestión de la individualización
[01:09:14] tú has hablado de la cuestión
[01:09:16] de la utilización de una creencia
[01:09:18] en el derecho penal, en el sistema penal
[01:09:20] y hay otra cosa que siempre
[01:09:22] me deja con un alerta en la cabeza, Punti
[01:09:24] que es lo siguiente
[01:09:26] existe una tendencia, y aquí
[01:09:28] estoy utilizando la Suprema Corte de los Estados Unidos
[01:09:30] para todo lo que es sentencia
[01:09:32] que a gente
[01:09:34] a veces acha, nossa que
[01:09:36] bacana que fue dado en este sentido
[01:09:38] ella tiene la tendencia de dar la vuelta
[01:09:40] y nos morder en la perra
[01:09:42] tu pegas una sentencia como fue
[01:09:44] la de NAACP
[01:09:46] no va, no necesitas mostrar el nombre
[01:09:48] de los miembros
[01:09:50] ella vira y esto aquí acaba siendo
[01:09:52] para esconder donador de campaña
[01:09:54] siempre tiene esa virada que acaba
[01:09:56] cerrando con los mismos
[01:09:58] y protegiendo los mismos
[01:10:00] yo solo quería adicionar mas este punti
[01:10:02] de posibilidad
[01:10:04] de a veces a gente comemorar
[01:10:06] alguna cosa en este sentido
[01:10:08] ella viene y wow
[01:10:10] morde a nuestra mundo
[01:10:12] y mas tambien un asterisco aqui
[01:10:14] mandar un abrazo para nuestros queridos amigos
[01:10:16] compañeros, Guilherme Madeira y Flavio Martins
[01:10:18] que en su podcast
[01:10:20] bicesto, saiendo
[01:10:22] de la caverna, en su podcast
[01:10:24] que sale a cada equinoccio
[01:10:26] yo me solidarizo con todos los fans
[01:10:28] que mandan mensajes indignados
[01:10:30] diciendo que ellos tratan mal a la gente
[01:10:32] porque ellos no actualizan nunca
[01:10:34] el ultimo episodio que ellos grabaron recientemente
[01:10:36] con los limites del humor
[01:10:38] aun que pasaran un buen tiempo
[01:10:40] discutiendo el disco Born to Run
[01:10:42] de Bruce Springsteen
[01:10:44] que tambien me gustaba bastante
[01:10:46] pero en fin
[01:10:48] Flavio recordo algo interesante
[01:10:50] y la opinion de Flavio divergido
[01:10:52] de Madeira y yo creo que lo divido un poco
[01:10:54] de él tambien, pero Flavio
[01:10:56] trajo como constitucionalista que es
[01:10:58] el ejemplo de la corte americana
[01:11:00] para decir que
[01:11:02] existe esa cuestión de precedentes
[01:11:04] donde en la duda entra
[01:11:06] y la discusion esta un poco
[01:11:08] al lado, pero entra
[01:11:10] con todo aquí, por la puerta
[01:11:12] cuando hay una duda
[01:11:14] si una manifestacion puede o no puede ser
[01:11:16] obligada dentro de un panorama
[01:11:18] donde tal vez sea considerada libre
[01:11:20] porque es arte o no porque es opinion
[01:11:22] la tendencia es
[01:11:24] en la duda considerar que es arte
[01:11:26] para evitar la posibilidad de imputacion penal
[01:11:28] injusta o excesiva
[01:11:30] aqui
[01:11:32] y en ese sentido Flavio construye
[01:11:34] un argumento un poco divergente
[01:11:36] pero para mi
[01:11:38] tenemos que pensar que nuestra ley
[01:11:40] al contrario de la juridica americana
[01:11:42] y de lo que su Suprema
[01:11:44] hace con este tipo
[01:11:46] de valor
[01:11:48] en el sentido de libertad de expresión
[01:11:50] tenemos aquí estas regulaciones especificas
[01:11:52] que ya son limitaciones
[01:11:54] están diciendo inclusive
[01:11:56] cuando cualificas en la ley que usar
[01:11:58] el escudo de
[01:12:00] arte o de un momento
[01:12:02] artístico para inclusive
[01:12:04] tapear mejor a tu
[01:12:06] discrimina y hacer esto es se propagar
[01:12:08] esto no está al dios de Hará
[01:12:10] esto no está a deriva de lo que la Suprema
[01:12:12] va a decir o no que es o no es una duda
[01:12:14] esto ya está establecido
[01:12:16] entonces bien interesante este punto de vista
[01:12:18] de Flavio, aunque el discorde
[01:12:20] y recomiendo que escuchen porque
[01:12:22] cuando viene el próximo de ellos
[01:12:24] tal vez en el año 3000
[01:12:26] entonces escuchen lo que ya tienen
[01:12:28] así entonces Gris, vamos
[01:12:30] en mi opinión necesitamos primero
[01:12:32] reconocer que si, Givato, tienes razón
[01:12:34] que
[01:12:36] hay una violación
[01:12:38] y que la responsabilización
[01:12:40] aquí me parece, ella necesita pasar
[01:12:42] por una discusión de dano
[01:12:44] que no cabe a mi hacer
[01:12:46] no es a mi que cabe
[01:12:48] no es yo que tengo
[01:12:50] que discute cual es el dano de lo que
[01:12:52] leolins hizo o dejó de hacer
[01:12:54] yo entiendo tu punto
[01:12:56] mi preocupación, ella dialoga
[01:12:58] un poco con la preocupación del ABAL
[01:13:00] tanto en la cuestión que esto puede generar
[01:13:02] efectos bastante
[01:13:04] ricos
[01:13:06] en términos amplios
[01:13:08] pero mi principal preocupación
[01:13:10] es la individualización
[01:13:12] y justamente la hipocrisia
[01:13:14] dentro de la prestación
[01:13:16] de dano
[01:13:18] de compensación de dano porque
[01:13:20] esto que tu hablas es muy verdadero
[01:13:22] probablemente el tribunal va a disminuir esta pena
[01:13:24] mientras esto leolins está ganando dinero
[01:13:26] con la exposición
[01:13:28] está ganando visualizaciones con la exposición
[01:13:30] y mas personas
[01:13:32] están replicando lo que leolins está
[01:13:34] haciendo porque están viendo que este es un tipo
[01:13:36] de conducta que da, que gera
[01:13:38] resultado, que gera
[01:13:40] engajamiento y es recompensado
[01:13:42] por las redes
[01:13:44] las redes no respetan decisiones
[01:13:46] judiciales o no son
[01:13:48] regulamentadas y ganan
[01:13:50] dinero y siguen ganando dinero inclusive de
[01:13:52] personas promoviendo leolins y diciendo que
[01:13:54] leolins es un injustizado
[01:13:56] entonces aquí tenemos un problema
[01:13:58] del nivel donde estamos
[01:14:00] haciendo el control
[01:14:02] del curso, esto no es para decir que leolins
[01:14:04] no debe ser responsabilizado
[01:14:06] mi primera pregunta es la eficiencia
[01:14:08] de la prestación judicial
[01:14:10] que me parece
[01:14:12] está más que provado por ejemplo en el caso
[01:14:14] del monarque que simplemente no funciona
[01:14:16] el monarque es más rico
[01:14:18] y con más micrófono
[01:14:20] apareciendo la porra del New York Times
[01:14:22] después de aquel episodio
[01:14:24] entonces así, nosotros
[01:14:26] acabamos confiando en este nivel de prestación
[01:14:28] el sistema funciona
[01:14:30] como el sistema funciona, él acaba siendo ineficiente
[01:14:32] en la gestación del problema
[01:14:34] y aunque sea
[01:14:36] suficiente y eficiente con relación
[01:14:38] a un individuo
[01:14:40] la hidra tiene muchas cabezas
[01:14:42] entonces tu tienes un efecto que puedes
[01:14:44] hacer sexy este tipo de postura
[01:14:46] porque el cara se puede poner
[01:14:48] como un combatente
[01:14:50] perseguido por la media y algunos
[01:14:52] babacas pueden achar eso cool, pueden achar eso
[01:14:54] legal y querer imitar
[01:14:56] cuanto más gente imitando
[01:14:58] más difícil queda el control
[01:15:00] jurisdiccional, más tú tienes
[01:15:02] los efectos negativos de esta conducta
[01:15:04] entonces lo que sucede
[01:15:06] el efecto cagar en la piscina aumenta
[01:15:08] el empresario vio
[01:15:10] que jugar esgoto en el río no da
[01:15:12] problema, si usted tiene vinculado
[01:15:14] aquel
[01:15:16] entonces él se vincula a aquel
[01:15:18] y va a jugar esgoto en la piscina, es lo que
[01:15:20] se convirtió en X, el X se convirtió en una máquina
[01:15:22] de jugar esgoto en la piscina, todo el mundo que
[01:15:24] quiera jugar esgoto en la piscina comunicacional
[01:15:26] juega esgoto en la piscina
[01:15:28] mi preocupación aquí es
[01:15:30] mientras todo esto suceda
[01:15:32] transferimos el onus de lidar
[01:15:34] con este daño por el jurisdicciario que
[01:15:36] es un mecanismo ineficiente
[01:15:38] y no tomamos providencias
[01:15:40] desde el punto de vista
[01:15:42] republicano
[01:15:44] para que la gente consiga
[01:15:46] de hecho hacer algo
[01:15:48] por ejemplo, ¿cuál es la capacidad
[01:15:50] que las personas tienen de lidiar con este tipo de
[01:15:52] información? ¿cuál es la capacidad
[01:15:54] que el público está escogiendo este tipo
[01:15:56] de contenido? o ¿por qué hay tanta adhesión
[01:15:58] a este tipo de contenido?
[01:16:00] ¿por qué los algoritmos
[01:16:02] prevalecen o privilegian este tipo
[01:16:04] de contenido para decirnos
[01:16:06] ah no, es natural y nadie nunca sabe
[01:16:08] si es natural o si es inducido?
[01:16:10] entonces mi cuestión
[01:16:12] que es siempre en el nivel de jurisdicción
[01:16:14] en primer lugar, segundo
[01:16:16] en la creencia del jurisdicciario como un mecanismo
[01:16:18] adecuado para hacer esta media
[01:16:20] y en último lugar en la eficiencia
[01:16:22] que es, el cara va a ser condenado
[01:16:24] pero al final de las cuentas probablemente no va a cumplir
[01:16:26] pena, si cumplir pena
[01:16:28] va a ser una pena corta que él va a cumplir en casa
[01:16:30] si dicen para él
[01:16:32] que él no puede usar un vehículo de midi
[01:16:34] él va a dar un jeito de usar fuera
[01:16:36] del Brasil como un monarco que hizo
[01:16:38] y continuar con un público muy parecido
[01:16:40] por lo que él tenía antes
[01:16:42] entonces para mi
[01:16:44] aquí tenemos un problema típico
[01:16:46] de la postmodernidad
[01:16:48] que confiamos en estos mecanismos
[01:16:50] modernos de gestión
[01:16:52] para problemas que no tienen más características
[01:16:54] modernas, si es que ya lo tuvieron
[01:16:56] pero en este momento
[01:16:58] por ejemplo la cuestión del discurso público
[01:17:00] es muy delicada, ¿Leo Lins
[01:17:02] es un individuo
[01:17:04] o es una plataforma
[01:17:06] de media? yo creo que en su caso
[01:17:08] no es para caracterizarlo como individuo
[01:17:10] pero es un individuo usando una plataforma de media
[01:17:12] que no quiere ser caracterizada como tal
[01:17:14] entonces todas estas cuestiones
[01:17:16] las responsabilizaciones, atribución de dano
[01:17:18] control de dano, eficacia
[01:17:20] me preocupan también
[01:17:22] desde el punto de vista utilitario
[01:17:24] y desde el punto de vista de efectos indesejados
[01:17:26] con relación a esto que es
[01:17:28] tu matas una cabeza solo de cinco
[01:17:30] bueno, tenemos que
[01:17:32] parar de atacar
[01:17:34] el síntoma y entender cuál es la causa
[01:17:36] y regular esto
[01:17:38] o crear alternativas para esto
[01:17:40] en el nivel de la causa, pero claro
[01:17:42] esto requiere la voluntad política
[01:17:44] que simplemente no tiene clima
[01:17:46] para esta voluntad política actualmente, ¿por qué?
[01:17:48] porque las organizaciones están
[01:17:50] usando la discusión de inteligencia artificial
[01:17:52] para lo que, para lo que, para lo que, para lo que
[01:17:54] para evitar la regulación
[01:17:56] que sería capaz de crear
[01:17:58] un ataque a causa
[01:18:00] y no al síntoma
[01:18:02] porque para mi Leo Lins es síntoma
[01:18:04] no es causa, ¿entende?
[01:18:06] todos estos caras son síntomas, no son causas
[01:18:08] va a sumir este cara y va a aparecer cinco
[01:18:10] bandido muere y bandido nace
[01:18:12] entonces no es necesario atacar
[01:18:14] la criminalidad solo en el nivel
[01:18:16] para hacer ese ejemplo clásico
[01:18:18] solo para poner bandido en la cadena
[01:18:20] porque si no creas causa
[01:18:22] va a poner uno y va a surgir cinco
[01:18:24] y la cadena también es una máquina
[01:18:26] de crear bandido, entonces bueno
[01:18:28] hay una cosa, creo que son
[01:18:30] dos discusiones, ¿de acuerdo?
[01:18:32] vamos a anular otra aquí
[01:18:34] a gente tiene muchos problemas
[01:18:36] en aderir pura y simplemente a un punitivismo
[01:18:38] porque a gente sabe que uno no funciona
[01:18:40] y dos, porque es un discurso
[01:18:42] completamente atrelado a una lógica
[01:18:44] que va a nos llevar para un argumento
[01:18:46] muy próximo, ¿verdad?
[01:18:48] dos babacas, dos criminosos, dos canalias
[01:18:50] y entonces a gente no quiere eso también
[01:18:52] ahora, hay un pequeño detalle aquí
[01:18:54] combate esta causa que tú hablas
[01:18:56] es extremamente
[01:18:58] necesario
[01:19:00] crucial, yo diría
[01:19:02] ahora, mi tese
[01:19:04] de un buen tiempo ya
[01:19:06] es justamente la siguiente
[01:19:08] sabe aquel viejo argumento del
[01:19:10] derecho penal es para una cosa que importa
[01:19:12] cadena es para gente peligrosa
[01:19:14] máquina penal
[01:19:16] es para lidiar con algo que
[01:19:18] es, sí, un gran peligro
[01:19:20] un gran riesgo para la gente
[01:19:22] en cuanto a la sociedad como un todo
[01:19:24] pues bien, la gran cuestión aquí es
[01:19:26] reacertar o rearranjar
[01:19:28] las cosas que importan
[01:19:30] porque quieren jugar para dentro
[01:19:32] de la discusión de cosas menores
[01:19:34] que se resuelven de otros tipos
[01:19:36] como pequeñas ofensas
[01:19:38] meros de sabores cotidianos
[01:19:40] personas siendo abusadas
[01:19:42] personas siendo maleducadas, quieren jugar
[01:19:44] para dentro de esta panela
[01:19:46] un tipo de discurso que realmente mata
[01:19:48] gente, que causa dolor, que causa
[01:19:50] desespero, que rebaja a personas
[01:19:52] entonces así, yo
[01:19:54] siempre fui a favor
[01:19:56] de tomar la mayor esmagadora
[01:19:58] de los crímenes contra la honra y ponerla
[01:20:00] en la lata del lixo, porque
[01:20:02] criminalizar una injusticia
[01:20:04] que es una ofensa personal
[01:20:06] criminalizar una difamación dependiendo
[01:20:08] del ámbito de actuación y
[01:20:10] control que tiene esta su honra
[01:20:12] maculada en un sentido
[01:20:14] genérico, objetivo
[01:20:16] y incluso algunas calúneas que es imputar
[01:20:18] falsamente que ustedes son
[01:20:20] criminosos, pero dependiendo del nivel
[01:20:22] de propagación y del nivel de
[01:20:24] similianza que tiene, hasta menos de quien
[01:20:26] propaga a calúneas, podría
[01:20:28] muy bien hacer una reforma que varrería
[01:20:30] del mapa casi todos los crímenes contra la honra
[01:20:32] ahora, hay veces que
[01:20:34] esto es muy pesado
[01:20:36] entonces, por ejemplo, yo nunca
[01:20:38] tiraría del Código Penal
[01:20:40] la llamada injuria racial
[01:20:42] a menos que sea para hacer
[01:20:44] lo que sucedió con la ley aquí, que
[01:20:46] tiró la de la categoría de injuro y
[01:20:48] la colocó en la categoría de racismo, o sea
[01:20:50] de un upgrade, ella cayó hacia arriba
[01:20:52] ella es punida de forma más rigorosa
[01:20:54] ahora, en su lugar
[01:20:56] quedó la injuria
[01:20:58] en relación a otras cosas como
[01:21:00] por ejemplo, edad y motivos
[01:21:02] religiosos, siendo que
[01:21:04] si eso es esbarrar en esa cuestión
[01:21:06] de la deficiencia, ya vimos aquí
[01:21:08] hay una ley específica para eso, entonces
[01:21:10] lo que interesa
[01:21:12] y lo que no interesa, está lleno
[01:21:14] de cosas en el Código Penal
[01:21:16] que no solo no interesa, como ella acaba
[01:21:18] girando un burburín y ella posibilita
[01:21:20] incluso que el hombre se haga de injusto
[01:21:22] ahora, hay algo que interesa
[01:21:24] y interesa mucho, entonces
[01:21:26] yo creo así, en ese balance
[01:21:28] entre lo que tenemos que punir
[01:21:30] y lo que tenemos que encuadrar
[01:21:32] y quién tenemos que encuadrar
[01:21:34] y qué tipo de discurso tenemos que ir hacia arriba
[01:21:36] con fuerza
[01:21:38] estas cuestiones de este tipo de manifestación
[01:21:40] tienen que estar, entonces
[01:21:42] ese sueño de acabar un día
[01:21:44] y no necesitar más de un Código Penal
[01:21:46] ni de prisión para nadie
[01:21:48] ni de nada de este tipo
[01:21:50] yo hasta embarco en este sueño
[01:21:52] pero voy muy lentamente
[01:21:54] diciendo
[01:21:56] que vamos a tirar
[01:21:58] uno por uno de los crímenes
[01:22:00] y voy a elegir los últimos que durarán
[01:22:02] y en esa metáfora
[01:22:04] para hablar
[01:22:06] lo que hablamos al comienzo del episodio
[01:22:08] en esa metáfora kantiana
[01:22:10] yo diría así
[01:22:12] voy a elegir bastante cariño
[01:22:14] los últimos que quedaran
[01:22:16] cuando la cadena fuera abolida
[01:22:18] yo voy tirando uno por uno
[01:22:20] y hay algunos que quedaran más tiempo
[01:22:22] y si me demora para tirar toda la población de allá
[01:22:24] hay algunos que voy a dejar
[01:22:26] por último de propósito
[01:22:28] yo creo que sí
[01:22:30] tenemos que cuidar para evitar esta máquina de propagación
[01:22:32] ahora
[01:22:34] si no hay derecho penal
[01:22:36] para poner en el cuadro
[01:22:38] un hombre que utiliza
[01:22:40] el sufrimiento de las personas negras
[01:22:42] y de personas con enfermedades
[01:22:44] o incapacidades
[01:22:46] o cosas así
[01:22:48] para utilizar como su material de trabajo humorístico
[01:22:50] entonces no hay derecho penal para nada
[01:22:52] entonces repito
[01:22:54] yo creo que hay que encuadrar a este hombre
[01:22:56] que tiene que condenar, que tiene que darle un ferro
[01:22:58] mi problema es
[01:23:00] una pena como esta
[01:23:02] puede ser llamada
[01:23:04] repito gente también
[01:23:06] da para llegar a la pena
[01:23:08] no fue una invención de la cajola del juez
[01:23:10] la pena es matemáticamente viable
[01:23:12] hasta por padrón
[01:23:14] ahora
[01:23:16] se puede decir que es un poco irresponsable
[01:23:18] jugar una pena como esta
[01:23:20] solo para que los leones de la opinión pública
[01:23:22] se desgladeen sobre ella
[01:23:24] morderla y jugar con ella
[01:23:26] sabiendo que esto va a ser reducido
[01:23:28] sabiendo que esto va a ser incluso capitalizado
[01:23:30] como victoria
[01:23:32] por un hombre que dice así
[01:23:34] y sabiendo que esto va a ser material para otros
[01:23:36] imbéciles de su categoría
[01:23:38] quedarse ahí chafurdando también
[01:23:40] eso sí, eso yo concordo
[01:23:42] pero que tal diván
[01:23:44] yo creo que voy a ser un poco utilitarista
[01:23:46] y siempre recordando a quien está escuchando
[01:23:48] diván sabe cosas de derecho
[01:23:50] yo no sé
[01:23:52] entonces mi cuestión aquí
[01:23:54] es un poco hasta bentaniana
[01:23:56] vea, me parece que
[01:23:58] tenemos que considerar daño
[01:24:00] entonces yo concordo contigo
[01:24:02] que leo lins causa daño
[01:24:04] y como algo que causa daño público
[01:24:06] es objeto legítimo de la acción penal
[01:24:08] ¿cuál es mi preocupación?
[01:24:10] tenemos que considerar si la aplicación
[01:24:12] de daño no causa más daño
[01:24:14] y un poco eso que estás diciendo
[01:24:16] y aquí entra el paradoxo
[01:24:18] de la prestación
[01:24:20] o de la decisión judicial en este caso
[01:24:22] en un nivel individual
[01:24:24] que no puede alcanzar
[01:24:26] la infraestructura que permite a leo lins
[01:24:28] o tantos otros leos lins
[01:24:30] serían los leos lins
[01:24:32] entiendo?
[01:24:34] entonces ¿qué sucede? es exactamente este el punto que te traje
[01:24:36] mi preocupación es
[01:24:38] primero, el leo lins individualmente
[01:24:40] no va a ser penalizado
[01:24:42] no de verdad, al final de esta jugada
[01:24:44] es capaz de salir de ella con más dinero en el bolso
[01:24:46] más exposición, más convite
[01:24:48] para hacer show
[01:24:50] y más leos lins van a tener licentios
[01:24:52] para ser leos lins
[01:24:54] ¿por qué? porque el nombre
[01:24:56] y la provocación genera hit
[01:24:58] y luego el algoritmo va a decir
[01:25:00] que le gusta esto, porque en fin
[01:25:02] y luego no podemos regular
[01:25:04] la cosa a un nivel que necesita ser regulado
[01:25:06] y todo lo que la decisión hizo
[01:25:08] fue crear más daño
[01:25:10] ese es mi problema aquí, que en fin de cuentas
[01:25:12] todo lo que esta decisión está haciendo es crear
[01:25:14] más dolor, entiendo?
[01:25:16] está creando más dolor aquí
[01:25:18] utilitariamente, por lo más que yo creo que
[01:25:20] ok, no es lo mejor, es el que
[01:25:22] llora en la cama en aquel lugar caliente
[01:25:24] entiendo? no es esta
[01:25:26] la cuestión para mi es este paradoxo
[01:25:28] de la individualización de la prestación
[01:25:30] mientras no podemos discutir
[01:25:32] otra de una legislação
[01:25:34] sobre la regulación de estos vehículos
[01:25:36] en nivel internacional, que es lo que necesitamos
[01:25:38] porque no hay momento político
[01:25:40] porque hay gente que es dono de estas plataformas
[01:25:42] comprando elecciones
[01:25:44] y nada sucede asombrado
[01:25:46] entonces, tú tienes
[01:25:48] un problema
[01:25:50] con relación a esto, entiendo?
[01:25:52] yo prefería fundamentalmente
[01:25:54] ver estas decisiones siendo colocadas
[01:25:56] en un nivel en el que
[01:25:58] pressionamos la replicabilidad
[01:26:00] por otro lado, yo también prefería que
[01:26:02] estuviéramos discutiendo un poco más
[01:26:04] nuestra capacidad de filtrar esta información
[01:26:06] que es el papel institucional
[01:26:08] inclusive de darnos mejores
[01:26:10] capacidades con relación a esto
[01:26:12] que estamos entrando en la esfera pública
[01:26:14] muy pelado, entonces por que
[01:26:16] este contenido está dando tanta vazado?
[01:26:18] por que perdimos
[01:26:20] la capacidad en alguna medida
[01:26:22] de conseguir hacer la automoderação
[01:26:24] con relación a esto? tanta gente perdió
[01:26:26] hay algo también que me parece
[01:26:28] ser responsabilidad institucional
[01:26:30] que también pasa por el momento político que estamos viviendo
[01:26:32] entonces es un problema de varios niveles
[01:26:34] y a veces yo creo que
[01:26:36] la creencia en la mediación
[01:26:38] del derecho penal
[01:26:40] ella genera más daño
[01:26:42] que compensa daño
[01:26:44] entiendo lo que quiero decir?
[01:26:46] yo no se cual daño
[01:26:48] yo creo que esta es la pregunta que tendría, cual es el daño que al final
[01:26:50] hasta que es un año
[01:26:52] va a haber sido compensado
[01:26:54] ahora yo sé el daño que va a haber sido creado
[01:26:56] pues es que yo ya no se si
[01:26:58] la esfera de compensar
[01:27:00] daño, ella dice necesariamente
[01:27:02] respecto a la punición
[01:27:04] prevista en el cuadrado de un
[01:27:06] tipo como este por una práctica como esta
[01:27:08] claro, hay que pensar en una
[01:27:10] posibilidad, no solo de
[01:27:12] punir
[01:27:14] estamos extremadamente canteanos
[01:27:16] hoy, no voy a hacer
[01:27:18] la posibilidad de punición
[01:27:20] como una especie de
[01:27:22] simplemente atribución de mal a quien
[01:27:24] quien hizo un mal y pronto, no
[01:27:26] pensar en compensar daño y pensar en
[01:27:28] otros aspectos de
[01:27:30] exterioridades de una sentencia
[01:27:32] yo creo que es extremadamente necesario
[01:27:34] ahora yo no se si el carácter
[01:27:36] de valla no va a compensar daño
[01:27:38] entra aquí
[01:27:40] en lo que diz respecto al sentido de
[01:27:42] no tener que aplicar la pena a este cara
[01:27:44] pero entraría en el sentido de como
[01:27:46] punir y como tenemos que pasar
[01:27:48] a discutir estas cuestiones
[01:27:50] ahí con toda certeza
[01:27:52] para responder la pregunta que
[01:27:54] Fabrício está haciendo desde antes de
[01:27:56] comenzar a grabar
[01:27:58] yo digo que
[01:28:00] en mi tesis de doctorado
[01:28:02] que ya tengo unos 10 años por debajo
[01:28:04] creo que 11
[01:28:06] yo hablo bastante de esto
[01:28:08] quiere decir, aquel artigo 5
[01:28:10] inciso 35
[01:28:12] de la Constitución que dice que
[01:28:14] la ley no va a dejar
[01:28:16] posibilidad de fuera
[01:28:18] de apreciación de
[01:28:20] cuestiones en cuanto al Judiciario
[01:28:22] en términos de perda o amenaza
[01:28:24] de perda de derechos
[01:28:26] aquel inciso es leído muy mal
[01:28:28] porque hay gente que cree que
[01:28:30] la Constitución dice que el Judiciario
[01:28:32] no puede ser impedido de evaluar
[01:28:34] cuestiones jurídicas
[01:28:36] de amenaza a derechos
[01:28:38] es la misma cosa que decir que el Judiciario
[01:28:40] tiene que evaluar toda y cualquier cuestión
[01:28:42] que podría significativamente ser
[01:28:44] una pérdida de derechos y entonces tú creas
[01:28:46] aquel pan Judicialismo
[01:28:48] es una pérdida de media absolutamente todo
[01:28:50] vía Judiciario que es una cosa que
[01:28:52] yo defiendo al contrario, yo defiendo
[01:28:54] que tenemos que crear anticorpos
[01:28:56] entre aspas sociales
[01:28:58] para lidar con más cosas
[01:29:00] para hacer el recurso al Judiciario ser
[01:29:02] la última de las últimas de nuestras posibilidades
[01:29:04] hoy alguien podría me acusar
[01:29:06] de liberal
[01:29:08] en el sentido de que es contratualizar
[01:29:10] o privatizar las cuestiones
[01:29:12] jurídicamente relevantes
[01:29:14] para no dejar llegar
[01:29:16] yo juro por Dios que no es eso
[01:29:18] es hasta más vergonzoso
[01:29:20] yo diría que es hasta un poco chilele
[01:29:22] yo quiero que las personas se acercen de otras maneras
[01:29:26] pero es por ahí
[01:29:28] no tenemos que confiar en el Judiciario
[01:29:30] como si esto fuera nuestro gran
[01:29:32] factor, porque ya sabemos que esto
[01:29:34] hace agua, este es un barco que tiene
[01:29:36] un lado que está abierto y está entrando
[01:29:38] agua demasiado
[01:29:40] hace mucho tiempo
[01:29:42] por otro lado es lo que
[01:29:44] yo he dicho
[01:29:46] si sirve justicia penal
[01:29:48] y Judiciario y investigación criminal
[01:29:50] y el Ministro Público acusando
[01:29:52] y justicia
[01:29:54] y sistema de ejecución penal
[01:29:56] y sistema penitenciario y toda esa porra
[01:29:58] si sirve para alguna cosa
[01:30:00] es para aprender y para hacer
[01:30:02] utilizar en cuanto no venga otro mecanismo
[01:30:04] para aquellos casos estrictamente
[01:30:06] necesarios, la discusión es
[01:30:08] este es un caso estrictamente necesario
[01:30:10] o no es, yo creo que es
[01:30:12] con todo lo que yo haría
[01:30:14] en términos, y no es por falta
[01:30:16] de voluntad
[01:30:18] pero con todo lo que yo tecnicamente haría
[01:30:20] para hacer llegar a una pena
[01:30:22] un poco más reducida
[01:30:24] no es por falta de voluntad, ni por falta de querer
[01:30:26] ver a este cara amargar, yo quiero
[01:30:28] quiero, ahora
[01:30:30] yo no se si llegare a este punto
[01:30:32] tal vez la propia sentencia
[01:30:34] va en esta línea Fabricio
[01:30:36] tal vez la propia sentencia confíe
[01:30:38] más su propio taco y quiera
[01:30:40] usarla a si propia como ejemplo
[01:30:42] y acabo creando una cosa
[01:30:44] que va a generar decepción
[01:30:46] para un lado y ganho para otro
[01:30:48] porque, vuelvo a decir por la tercera vez
[01:30:50] tomara que yo me queme y yo
[01:30:52] esteje errado aquí
[01:30:54] porque si es lo que este cara merece o no
[01:30:56] foda-se, para mi merece y más
[01:30:58] ahora, yo creo que la sentencia
[01:31:00] va a ser drásticamente reducida
[01:31:02] yo creo que el cara va a tirar onda
[01:31:04] y yo creo que esta simbología
[01:31:06] que se intentó poner en esta discusión
[01:31:08] va a acabar yendo por el ralo
[01:31:10] ahora, es lo que yo
[01:31:12] costumo decir siempre
[01:31:14] si no es para este tipo de cara
[01:31:16] y para este tipo de cosas
[01:31:18] y para todo lo que carrega
[01:31:20] que sirve una acción penal
[01:31:22] y una condena y una cana braba
[01:31:24] yo no se para que sirve
[01:31:26] y es parte de la categoría de cosas
[01:31:28] para las cuales sirve y sirve mucho
[01:31:30] Muy bien, Gabriel Givain
[01:31:32] Muy bien, Fabricio Pontin
[01:31:34] Infelizmente, yo creo que vamos a tener que
[01:31:36] terminar por aquí
[01:31:38] vamos a tener que ir para nuestras
[01:31:40] dicas culturales, Gabriel Givain
[01:31:42] Yo pensé que ibas a nuestra piscina
[01:31:44] Y en el final vamos a tener que dejar
[01:31:46] para otro día hablar de Iri
[01:31:48] Exactamente
[01:31:50] Pues es, la semana pasada, todos fuimos
[01:31:52] acometidos también por este
[01:31:54] material noticioso
[01:31:56] extremamente inquietante que es
[01:31:58] P Diri, no se librando de todas
[01:32:00] las acusaciones, pero se librando
[01:32:02] Fabricio, de las que interesa, es esto?
[01:32:04] En realidad no va a ser condenado a prisión
[01:32:06] perpetua, va a ser condenado a una pena
[01:32:08] menor, un poco de esto
[01:32:10] yo creo que podemos discutir
[01:32:12] yo voy a indicar para la lectura, inclusive
[01:32:14] el artigo que salió de New Yorker
[01:32:16] yo creo que hay algo a ser hablado sobre
[01:32:18] la irresponsabilidad de la promotora en este caso
[01:32:20] la promotora, al menos
[01:32:22] leyendo sobre el caso, me parece que la
[01:32:24] promotora fue un poco carrerista
[01:32:26] irresponsable, inclusive en la forma
[01:32:28] como hizo la denuncia
[01:32:30] y después como condujo el caso
[01:32:32] como todo
[01:32:34] yo creo que este caso de Diri es bastante lucrativo
[01:32:36] como fue el caso antes
[01:32:38] de
[01:32:40] yo había notado el nombre de él aquí
[01:32:42] de Crosby
[01:32:44] de Crosby
[01:32:46] el Crosby es solo un maconero viejo Fabricio
[01:32:48] este es el Crosby
[01:32:50] perdón, yo estaba
[01:32:52] pensando en este caso, que fue un caso
[01:32:54] donde hubo un mistrial
[01:32:56] el juicio no pudo ir hacia adelante
[01:32:58] y me parece que los dos casos indican
[01:33:00] bastante la insuficiencia
[01:33:02] de nuestra creencia
[01:33:04] en el sistema penal como mediador
[01:33:06] de ciertos tipos de crisis
[01:33:08] y aquí está el Fabricio que es
[01:33:10] el liberal del trio
[01:33:12] colocando este punto
[01:33:14] yo creo que tenemos que volver
[01:33:16] a discutir el papel de las instituciones
[01:33:18] y del poder público
[01:33:20] no solo en la regulación
[01:33:22] sino en la preparación y la creación
[01:33:24] de redes para cuando las instituciones
[01:33:26] fallan, incluso el judicial
[01:33:28] estamos muy frágiles en este sentido
[01:33:30] estamos muy frágiles, está faltando formación
[01:33:32] está faltando un montón de cosas
[01:33:34] está faltando comunidad en un sentido más amplio
[01:33:36] entonces
[01:33:38] hay algunos problemas
[01:33:40] y en el caso de Tiri
[01:33:42] vimos esto, vimos al sistema
[01:33:44] actuando
[01:33:46] para favorecer
[01:33:48] quien detenga los medios
[01:33:50] para trabajar el sistema
[01:33:52] yo creo que va a ser condenado, creo que va a
[01:33:54] pegar una canilla
[01:33:56] no era lo que se esperaba
[01:33:58] yo solo creo que son varios casos
[01:34:00] como el caso por ejemplo de Johnny Depp
[01:34:02] que colocan los límites de la actuación del sistema criminal
[01:34:04] y no debemos confiar
[01:34:06] tanto
[01:34:08] en esta prestación jurídica y excepcional
[01:34:10] hay un cierto ceticismo
[01:34:12] que hace bien
[01:34:14] con relación a la jurídica y excepcional
[01:34:16] yo sé que no necesito decir esto a Djibai y a Baal
[01:34:18] pero creo que vale la pena
[01:34:20] puntuar esto
[01:34:22] y para mi es la lección de algunos de estos casos
[01:34:24] que hemos visto
[01:34:26] en los últimos años
[01:34:28] estoy muy feliz que dijiste dos cosas
[01:34:30] una es que en un cierto sentido
[01:34:32] había un déficit
[01:34:34] de comunidad
[01:34:36] y de nuevo
[01:34:38] mi segundo libro
[01:34:40] que es la Tese del doctorado
[01:34:42] está resucitando aquí hoy
[01:34:44] va a ver yo hablando sobre comunidad
[01:34:46] y sobre crítica a confianza
[01:34:48] y la utilidad de la jurídica
[01:34:50] yo siendo un horizontalista
[01:34:52] maldito
[01:34:54] que es algo que hoy
[01:34:56] estoy totalmente al contrario
[01:34:58] y esta es la belleza y la gracia de ser un aprendiz eterno
[01:35:00] la otra cosa es el caso de Johnny Depp
[01:35:02] que un día quería comentar también
[01:35:04] porque quería comentar
[01:35:06] exclusivamente
[01:35:08] hablaría 3 horas
[01:35:10] escucharía 3 horas
[01:35:12] sobre alguien comentando
[01:35:14] el hecho de que
[01:35:16] transferimos el juicio por una ciudad
[01:35:18] altamente conservadora
[01:35:20] porque
[01:35:22] también hubo una impresión
[01:35:24] del vehículo
[01:35:26] donde habría habido publicación
[01:35:28] es bizarro
[01:35:30] es completamente bizarro
[01:35:32] es completamente bizarro
[01:35:34] vi un documental sobre Johnny Depp
[01:35:36] después voy a poner un nombre y me fugió
[01:35:38] vi aquel que
[01:35:40] en 3 episodios
[01:35:42] es muy deprimente
[01:35:44] es muy deprimente
[01:35:46] deprimente
[01:35:48] Hablando de eso,
[01:35:50] vamos a nuestras dicas culturales
[01:35:52] dicas que son
[01:35:54] un ofrecimiento de artesano
[01:35:56] pizzas para hacer en casa
[01:35:58] vas en un artesano
[01:36:00] en las redes sociales, se delicia
[01:36:02] hay pizza, hay una serie de otras cosas
[01:36:04] hay productos que
[01:36:06] vas a encontrar solo en el café normal
[01:36:08] también, mira la familia artesano
[01:36:10] ya bastante diversificada
[01:36:12] y
[01:36:14] recuerda que si dices que nos escuchas
[01:36:16] todo esto
[01:36:18] estando en la región metropolitana de Porto Alegre
[01:36:20] Cristiúma, por favor
[01:36:22] diga que eres escuchante de Vira
[01:36:24] y que tienes la promoción de la mamata
[01:36:26] y no pagas la entrega
[01:36:28] quien paga
[01:36:30] es Ana Paula Vargasmaia
[01:36:32] entonces
[01:36:34] ella va a pagar
[01:36:36] porque tiene dinero
[01:36:38] pero que absurdo
[01:36:40] las dicas culturales son el momento
[01:36:42] donde hablamos de cosas que son para relajar
[01:36:44] que tienen que ver con el tema del episodio
[01:36:46] o no, que son cosas que animaron
[01:36:48] o encafifaron
[01:36:50] nuestra semana
[01:36:52] Felipe Abal, cual es la dica del momento
[01:36:54] o las dicas
[01:36:56] Ivana, voy a dar de dica a una serie
[01:36:58] que una vez un amigo, cuando me recuerdo quien
[01:37:00] me habló a respeito de ella, yo acabé
[01:37:02] asistiendo, muy muy muy muy atrasado
[01:37:04] debería haber asistido muy muy muy antes
[01:37:06] y tal vez alguien esteja
[01:37:08] en esta situación de
[01:37:10] nunca vio hablar
[01:37:12] pero aún no dio play
[01:37:14] que es Angels in America
[01:37:16] Fabrício Pontin
[01:37:18] asistí, terminé este final de semana
[01:37:20] es muy bueno
[01:37:22] el roteo
[01:37:24] es un espectáculo
[01:37:26] el roteo es un espectáculo
[01:37:28] es divertido
[01:37:30] es emocionante
[01:37:32] te lleva a lugares
[01:37:34] que no crees que vas a ir
[01:37:36] porque hubo
[01:37:38] algunos personajes de inicio
[01:37:40] va a quedar en un chavón
[01:37:42] pero al final te sorprende
[01:37:44] no, es Anthony Kushner
[01:37:46] es el hombre que nos dio Monique
[01:37:48] que es Monique
[01:37:50] corazón
[01:37:52] pero Angels in America
[01:37:54] Roy Cohn interpretado por Al Pacino
[01:37:56] es un espectáculo
[01:37:58] no pierdan esta oportunidad
[01:38:00] estar en HBO
[01:38:02] que nunca voy a llamar de Max
[01:38:04] porque volverá a ser HBO
[01:38:06] entonces tiene toda esa calidad HBO
[01:38:08] hay grandes actores, grandes actuaciones
[01:38:10] gran roteo
[01:38:12] en serio, asistan así
[01:38:14] sin
[01:38:16] ninguna restricción
[01:38:18] infelizmente es parte de esas cosas
[01:38:20] que tú dices así
[01:38:22] aún están actuales
[01:38:24] infelizmente hay cosas que aún están muy actuales
[01:38:26] no, cara, después de la Covid
[01:38:28] es aquel trozo así
[01:38:30] pero no hay un
[01:38:32] no hay nada, no hay un asterisco
[01:38:34] que se puede decir, es una serie perfecta
[01:38:36] hay un último diálogo, Pontinho
[01:38:38] no sé cuánto tiempo hace que tú lo has visto
[01:38:40] pero hay un último diálogo
[01:38:42] pero ese último diálogo de Israel y Palestina
[01:38:44] dentro de un día así
[01:38:46] desde la época estamos discutiendo
[01:38:48] la misma mierda
[01:38:50] pero vale mucho, mucho, mucho
[01:38:52] gracias por la dica, Pontinho
[01:38:54] fue muy buena, estoy repasando
[01:38:56] que belleza, que belleza
[01:38:58] mi dica es muy sincronizada, es muy simple
[01:39:00] y es
[01:39:02] ver un filme, el filme del macaco
[01:39:04] la biografía de
[01:39:06] Robbie Williams
[01:39:08] yo la asistí porque tú dijiste que la asistía
[01:39:10] y yo dije que la voy a asistir junto
[01:39:12] es muy divertido, para mi toda y cualquier biografía
[01:39:14] en primer lugar tiene que ser con macaco a partir de ahora
[01:39:16] esto está cerrado
[01:39:18] no hay conversación, es macaco en la cabeza
[01:39:20] segundo lugar
[01:39:22] para un filme que es musical
[01:39:24] y obviamente
[01:39:26] es una versión completamente complaciente
[01:39:28] de Robbie Williams se heroicizando
[01:39:30] y transformando su vida
[01:39:32] toda su vida en una propia jornada de héroes
[01:39:34] y todo más
[01:39:36] sería todo para dar errado este filme
[01:39:38] pero yo lo encontré tan genial
[01:39:40] esa escena
[01:39:42] cuando están en el comienzo del suceso de Take That
[01:39:44] que tocan una música
[01:39:46] que no es de Take That, es de Robbie Williams
[01:39:48] Rock DJ
[01:39:50] que están bailando por las ruedas de Londres
[01:39:52] entrando en un barco, subiendo en un bus
[01:39:54] yo estaba con un sonrisa de oreja
[01:39:56] a oreja viendo este filme
[01:39:58] fuera que es necesario confesar
[01:40:00] hay varias canciones de Robbie Williams que me gustan mucho
[01:40:02] ahora
[01:40:04] el filme tiene todo aquel tono
[01:40:06] de pieguice
[01:40:08] que una autobiografía
[01:40:10] encomendada
[01:40:12] tiene, ahora es muy bueno
[01:40:14] es ver un ídolo pop
[01:40:16] debochado como él
[01:40:18] se utilizando también en varios momentos
[01:40:20] para el propio deboche
[01:40:22] y yo vuelvo a decir, macacos
[01:40:24] por favor consideren macacos
[01:40:26] la idea del macaco
[01:40:28] no, por favor
[01:40:30] la idea del macaco es
[01:40:32] maravillosa
[01:40:34] y los oasis
[01:40:36] aparecieron los oasis
[01:40:38] aparecieron pocos
[01:40:40] aparecieron Liam Gellert siendo poco escrotos
[01:40:42] y la única frase de Noel
[01:40:44] en todo el filme
[01:40:46] ah, me cago
[01:40:48] es muy bueno
[01:40:50] me divertí mucho
[01:40:52] con Better Man
[01:40:54] Fabriz Ponti
[01:40:56] lo que yo había planeado
[01:40:58] las minas dos indicaciones
[01:41:00] es Amber Vs Head
[01:41:02] el documentario de Netflix
[01:41:04] no, no, no, Amber Head es ella
[01:41:06] es el Depp Vs Head
[01:41:08] Amber Vs Depp, exactamente
[01:41:10] el Amber Vs Depp
[01:41:12] recomiendo efusivamente
[01:41:14] porque muestra mucho como
[01:41:16] este ecosistema se replica
[01:41:18] y las limitaciones
[01:41:20] con relación al poder criminal
[01:41:22] y la materia que salió en New Yorker
[01:41:24] está valiendo mucho la pena leer las dos
[01:41:26] este documentario de Amber Vs Depp
[01:41:28] es profundamente deprimente
[01:41:30] y la serie
[01:41:32] y la materia de New Yorker está muy bien
[01:41:34] escritas
[01:41:36] solo para tirar una duda que es Johnny Vs Amber
[01:41:38] yo creo que es Johnny o
[01:41:40] todo el mundo erró el nombre
[01:41:42] porque hay una que es Johnny Vs Amber
[01:41:44] The US Trial
[01:41:46] es en tres episodios, no es esta que ustedes están hablando
[01:41:48] hay una que es dos episodios
[01:41:50] la única cosa que aparece
[01:41:52] entonces cuando coloco Amber Vs
[01:41:54] es Johnny Vs Amber
[01:41:56] una que es en dos episodios
[01:41:58] y está con una nota 4.13
[01:42:00] es la de Max
[01:42:02] tal vez sea este
[01:42:04] yo me recuerdo que así
[01:42:06] puedo estar yo sugiriendo mal aquí
[01:42:08] yo me recuerdo que había una que era en tres
[01:42:10] tal vez sea este que es en dos
[01:42:12] pero es un negocio así chato
[01:42:14] no en el sentido de
[01:42:16] información, pero en el sentido de
[01:42:18] cara, es un círculo
[01:42:20] es un círculo muy bizarro
[01:42:22] este juzgado
[01:42:24] este es un juzgado que
[01:42:26] fue todo mediatizado
[01:42:28] a partir de estos factores
[01:42:30] había en Cells haciendo live
[01:42:32] comentando, apoyando por Johnny Depp
[01:42:34] en fin
[01:42:36] y cara, muchos problemas
[01:42:38] con ambas partes
[01:42:40] y muchos problemas con el juzgado, muchos problemas con todo
[01:42:42] en fin
[01:42:44] muy bien
[01:42:46] Fabrício, gracias
[01:42:48] vamos a mandar un salve
[01:42:50] muchas gracias a todos
[01:42:52] y Adiván, muchas gracias por la parcería
[01:42:54] fue muy bueno escucharte hoy sobre este material
[01:42:56] muy bueno
[01:42:58] la gente hace esto
[01:43:00] nuestro gran explicador
[01:43:02] el explicador general de la republica
[01:43:04] estamos intentando explicar
[01:43:06] en breve una parte sobre un tema
[01:43:08] que es muy afín a algunas
[01:43:10] de las preocupaciones
[01:43:12] de Fabrício Pontinho hoy
[01:43:14] atención, atención
[01:43:16] hay Evarza, hay todo
[01:43:18] y viracasacas es esto
[01:43:20] toda semana con vos
[01:43:22] vamos a nuestros vivos
[01:43:24] que el pessoal está mereciendo
[01:43:32] muy bien, mi amigo Gabriel DeVan
[01:43:34] episodio grabado, Fabrício Pontinho
[01:43:36] mandó bien
[01:43:38] siempre va bien
[01:43:40] en gran forma
[01:43:42] lo que nos sobra
[01:43:44] ahora es mandar cariño
[01:43:46] para nuestra audiencia
[01:43:48] Gabriel DeVan
[01:43:50] el pessoal que entra en contacto
[01:43:52] el que manda mimos para nosotros
[01:43:54] el que manda fotos de bichos
[01:43:56] toda esta gente
[01:43:58] ahora es hora de recibir un viva
[01:44:00] puedo comenzar?
[01:44:02] debe comenzar
[01:44:04] sabe quien es que dio el signo de vida?
[01:44:06] Will Bolognés
[01:44:08] nuestro sorteado de entre los apoyadores
[01:44:10] que era para mandar
[01:44:12] los datos para recibir el libro de Tatiana Vargas Maia
[01:44:14] estaba sumido
[01:44:16] ganó un shout
[01:44:18] en el inicio del episodio
[01:44:20] de signo de vida por favor
[01:44:22] y luego respondió
[01:44:24] aprovecho la ilusión y la ocasión
[01:44:26] para pedir si es posible
[01:44:28] claro que es posible, siempre es posible
[01:44:30] un salve de los ídolos de
[01:44:32] Van Abal y Karapanovski
[01:44:34] para él, Will
[01:44:36] para su amada, la doctora Rafaela
[01:44:38] la advogada que detesta
[01:44:40] con ella de doctora
[01:44:42] perfecto, con postura correcta Rafaela
[01:44:44] y un salve para los cachorrentos
[01:44:46] de la casa
[01:44:48] la luna vira la lata de la calle con cara de lobo
[01:44:50] y muy piscata
[01:44:52] la cual llamamos de lobirca
[01:44:54] lobirca
[01:44:56] que es esto? Real Madrid?
[01:44:58] lobirca
[01:45:00] y nuestro idoso anciano
[01:45:02] pudorabujento, Bento
[01:45:04] carinhosamente apelidado de
[01:45:06] Bente Curico
[01:45:08] y ve el foto también
[01:45:10] Curico
[01:45:12] Me gustó
[01:45:14] Muchas gracias
[01:45:16] y esa cosa
[01:45:18] está llegando
[01:45:20] quien se comunica más rápido
[01:45:22] recibe el brindis más rápido
[01:45:24] es una ecuación que
[01:45:26] tenemos que desvendar todavía
[01:45:28] un abrazo para todo el mundo
[01:45:30] Curico, Cacareco, Bisteca
[01:45:32] lobirca
[01:45:34] lobirca
[01:45:36] me gusta?
[01:45:38] voy a mandar un salve
[01:45:40] para un amigo que
[01:45:42] nos mandó mimos
[01:45:44] es Pedro Voh
[01:45:46] recibí en mi escanillo
[01:45:48] que tal
[01:45:50] el servicio de entrega es completo
[01:45:52] solo faltó dejar debajo de la puerta
[01:45:54] recibí en mi escanillo
[01:45:56] con un servicio tercerizado de Felipe Abal
[01:45:58] en la firma
[01:46:00] recibí la revista, el HQ
[01:46:02] la coleta
[01:46:04] y volví a decir este tipo de cosas
[01:46:06] este es el tipo de propaganda
[01:46:08] que tiene que ser hecho
[01:46:10] es como esa cosa apretada de carbono
[01:46:12] carbono vox
[01:46:14] sabes esa cosa apretada de carbono
[01:46:16] para cada tanto
[01:46:18] tienes que neutralizar tanto
[01:46:20] para cada cosa que compartes
[01:46:22] de mierda, de cosas malas
[01:46:24] que te ayudas a espalhar
[01:46:26] para hacer una crítica que no hace ni un toque
[01:46:28] se policia para hacer
[01:46:30] unas dos o tres propagandas de cosas buenas
[01:46:32] por ejemplo la arte de Pedro Voh
[01:46:34] que ya tiene varios trabajos
[01:46:36] y la coleta
[01:46:38] esta historia de gente que es
[01:46:40] catadora, que es algo mas
[01:46:42] Brasil, todo el mundo dice
[01:46:44] Sudamérica, orgullo
[01:46:46] entonces vamos a leer
[01:46:48] artistas de aquí hablando de cosas de aquí
[01:46:50] y poniendo aventuras y viviendas
[01:46:52] de la gente de aquí
[01:46:54] y es muy bonito
[01:46:56] no se si llamamos de HQ
[01:46:58] de graphic novel
[01:47:00] lindo, lindo, lindo
[01:47:02] entonces de nuevo
[01:47:04] primero el abrazo, el viva
[01:47:06] para Pedro Voh
[01:47:08] segundo, da una mirada la, es fácil de recordar
[01:47:10] Pedro Voh
[01:47:12] se recuerda a su abuela
[01:47:14] que es una cosa massa
[01:47:16] que pega a aquel chico que tiene aquella abuela
[01:47:18] de film de terror
[01:47:20] y ya estraga el merchan del pobre Pedro
[01:47:22] no, va la en las redes de Pedro Voh
[01:47:24] y da una sacada en los trabajos
[01:47:26] y principalmente en la coleta
[01:47:28] que esta autografada, esta muy linda
[01:47:30] muy bueno
[01:47:32] quien mando un email para nosotros
[01:47:34] vamos a dar un grito aqui para el pessoal
[01:47:36] es a Jusceline Durigan
[01:47:38] que dice lo siguiente
[01:47:40] estoy aquí animada esperando llegar
[01:47:42] a mi camiseta de Vira
[01:47:44] para ir gloriosamente vestida
[01:47:46] en la manifestación de Paulista
[01:47:48] de Ades
[01:47:50] entonces queda aquí un convite para los
[01:47:52] audientes de São Paulo que quieren tirar
[01:47:54] la peita, virar casacas del armario
[01:47:56] y formar un bloquillo por la
[01:47:58] ya imagino que massa, la lado de Paulista
[01:48:00] un bloquillo de Vira
[01:48:02] por el amor de Dios, si esto existe
[01:48:04] esta foto va a parar aquí
[01:48:06] en mi escritorio, enmoldurada
[01:48:08] va a ser muy massa
[01:48:10] si reuniremos tres personas
[01:48:12] de camisetas de Vira en Paulista
[01:48:14] para mi ya es victoria
[01:48:16] yo quiero cuatro, que ya es formación
[01:48:18] de organización criminosa
[01:48:22] ustedes están pensando de trio
[01:48:24] no se duda de un más
[01:48:28] muy bueno, en mi parte es eso
[01:48:30] en mi también, fuera, aquel bello
[01:48:32] y aquel vive, aquel salve
[01:48:34] para todo el mundo que nos escucha
[01:48:36] que nos comparte, que nos apoye
[01:48:38] que concorre a los brindios de Natal
[01:48:40] que divulgue, que entre en contacto
[01:48:42] que tiene cachorros
[01:48:44] en fin, todo el mundo
[01:48:46] muchas gracias, Vira casacas existe
[01:48:48] por causa de ti, si no iba a ser solo
[01:48:50] Filipe tomando chimarrón
[01:48:52] con el video llamado carapanan
[01:48:54] y con la conversabilidad
[01:48:56] eso es, Gabriel de fans
[01:48:58] somos solo lobiscos
[01:49:00] normales
[01:49:02] lobiscos inocentes
[01:49:04] vamos a dar un chau al pessoal
[01:49:06] chau galerín
[01:49:08] adios prejuricada
[01:49:22] chau