Imigrantes brasileiros ganham mais que alemães?
Resumo
O episódio apresenta um estudo do Instituto da Economia Alemã (IW) que analisa a renda mediana de imigrantes trabalhando em tempo integral na Alemanha. Os dados de 2013 mostram que os brasileiros ocupam a oitava posição no ranking, com uma renda mediana mensal de 4.565 euros, cerca de 620 euros acima da mediana dos alemães (3.900 euros). O topo do ranking é liderado por indianos e americanos, seguidos por austríacos, irlandeses e britânicos.
O pesquisador Christian Obers, que participou do estudo, explica que o bom desempenho dos brasileiros está ligado ao seu perfil profissional. Um em cada quatro brasileiros na Alemanha trabalha em áreas MINT (Matemática, Informática, Ciências Naturais e Tecnologia), que exigem alta qualificação e são bem remuneradas. Além disso, 40% atuam como especialistas, frequentemente na área da saúde. Obers ressalta que os números provavelmente estão subestimados devido às duplas nacionalidades, pois brasileiros com passaporte europeu podem ser registrados sob outra nacionalidade.
A conversa esclarece a diferença crucial entre renda média e mediana. A mediana, usada no estudo, representa o valor central de uma distribuição, sendo menos distorcida por salários extremamente altos (como o de jogadores de futebol) do que a média aritmética. Isso fornece um retrato mais realista, especialmente para grupos menores como o de imigrantes brasileiros.
O episódio também aborda o perfil dos estudantes brasileiros na Alemanha, onde um terço estuda engenharia. A Alemanha enfrenta uma grande necessidade de profissionais qualificados, estimada em 300 a 400 mil imigrantes por ano, especialmente nas áreas MINT e saúde. A taxa de permanência de estrangeiros após os estudos é alta no país (cerca de 75%), comparada a outros destinos como Inglaterra ou Holanda.
Por fim, Christian Obers discute os desafios para atrair mais trabalhadores estrangeiros, como a barreira do idioma alemão e a burocracia. Ele sugere que as empresas alemãs poderiam ser mais flexíveis com o uso do inglês e que o país precisa de uma cultura mais aberta para facilitar a integração, aproveitando o potencial de intercâmbio com países como o Brasil.
Indicações
Organizacoes
- DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) — Mencionado como uma fonte de informação para estudantes brasileiros interessados em estudar na Alemanha.
- Casa Alemã de Ciências e Inovações em São Paulo — Citada como um local para buscar informações sobre estudos e oportunidades na Alemanha.
Linha do Tempo
- 00:00:00 — Introdução ao estudo sobre renda de imigrantes brasileiros na Alemanha — O apresentador Guilherme Becker apresenta os dados principais do estudo do Instituto da Economia Alemã: brasileiros em tempo integral têm uma renda mediana mensal de 4.565 euros, superior à dos alemães (3.900 euros). O ranking é liderado por indianos e americanos. Ele anuncia que a entrevista vai explicar a diferença entre média e mediana e os motivos por trás da posição dos brasileiros.
- 00:02:58 — Entrevista com o pesquisador Christian Obers sobre o estudo — Guilherme Becker convida o pesquisador Christian Obers para discutir o levantamento. A primeira pergunta busca entender por que os brasileiros aparecem à frente dos alemães no ranking de renda mediana.
- 00:03:20 — Perfil profissional dos brasileiros: alta concentração em áreas MINT e saúde — Christian Obers explica que um fator crucial é que um em cada quatro brasileiros na Alemanha trabalha em profissões MINT (Matemática, Informática, Ciências Naturais e Tecnologia), que exigem alta qualificação. Além disso, 40% atuam como especialistas, muitos na área da saúde. Ele também comenta que os números estão subestimados devido a questões de dupla nacionalidade.
- 00:04:44 — Diferença entre renda média e renda mediana — Obers esclarece a importância de usar a renda mediana no estudo. A média pode ser distorcida por salários muito altos (como jogadores de futebol), enquanto a mediana fornece um valor mais típico e realista para o grupo, sendo menos sensível a extremos. Becker resume: a mediana é o valor do centro da distribuição.
- 00:05:36 — Demanda futura por profissionais brasileiros e qualificados — Questionado se os brasileiros continuarão importantes, Obers afirma que a Alemanha precisará de ainda mais profissionais qualificados do exterior devido ao envelhecimento da população (‘baby boomers’ saindo do mercado). A demanda é especialmente evidente nas áreas MINT, saúde e em profissões manuais que exigem domínio do alemão.
- 00:06:17 — Perfil dos estudantes brasileiros e perspectivas de permanência — Obers traça o perfil: um terço dos estudantes brasileiros na Alemanha estuda engenharia; em segundo lugar vêm direito, economia e ciências sociais. Ele destaca as vantagens (taxas universitárias baixas) e desvantagens (barreira do idioma, custo e disponibilidade de moradia, burocracia). A taxa de permanência após a graduação é alta (75%), comparada a outros países.
- 00:09:09 — Contexto geral: imigrantes geralmente ganham menos, e a lógica por trás dos salários — Becker pontua que, em geral, os imigrantes ganham menos que os alemães, tornando o caso brasileiro uma exceção. Obers explica que a nacionalidade não deveria ser relevante; o que conta são qualificação e profissão. Brasileiros frequentemente chegam com alta qualificação em áreas com falta de mão de obra, justificando salários mais altos. Imigrantes de outros países muitas vezes exercem atividades mais simples, com salários menores.
- 00:09:53 — Motivos para Índia e EUA liderarem o ranking de renda — Obers explica que a Índia está no topo devido a um recrutamento direcionado do governo alemão para especialistas. No caso dos EUA e também do Brasil, muitos profissionais chegam por meio de corporações multinacionais. Em contraste, imigrantes de outros países podem vir por motivos como conflitos ou guerra, frequentemente para trabalhos menos qualificados.
- 00:11:16 — O que a Alemanha pode fazer para atrair mais trabalhadores estrangeiros — Para finalizar, Obers sugere que a Alemanha precisa ser mais flexível com o idioma, permitindo maior uso do inglês nas empresas, especialmente fora de cidades como Berlim. Ele também menciona a necessidade de uma cultura mais aberta e paciência com a burocracia, destacando o potencial de intercâmbio com o Brasil.
Dados do Episódio
- Podcast: DW Revista
- Autor: DW
- Categoria: Society & Culture Documentary News News Commentary
- Publicado: 2025-08-22T10:00:00Z
- Duração: 00:13:35
Referências
- URL PocketCasts: https://pocketcasts.com/podcast/dw-revista/91cbdd40-c2a6-0138-e71c-0acc26574db2/imigrantes-brasileiros-ganham-mais-que-alem%C3%A3es/90c6c889-b75a-46d8-9c90-88b67a245dc2
- UUID Episódio: 90c6c889-b75a-46d8-9c90-88b67a245dc2
Dados do Podcast
- Nome: DW Revista
- Site: https://www.dw.com/pt-br/dw-revista/program-53680742?maca=bra-podcast_bra_noticias-32059-xml-mrss
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Transcrição
[00:00:00] brasileiros ganham mais do que alemães na Alemanha nem todos mas uma parte deles sim
[00:00:10] um estudo do Instituto da economia alemã com sede em Colônia apontou que brasileiros que
[00:00:16] trabalham em tempo integral e pagam impostos na Alemanha recebem uma renda bruta mensal mediana
[00:00:23] 4.565 euros um valor 620 euros acima do que os alemães na mesma situação esses dados são do
[00:00:32] final de 2013 colocam os brasileiros também a frente de franceses belgas holandeses e
[00:00:39] luxemburgueses e um pouco abaixo de suíços e chineses quem lidera o ranking são os indianos
[00:00:46] e os americanos é claro que isso está longe de ser realidade para grande parte dos imigrantes
[00:00:52] brasileiros e é também por isso que nós vamos explicar a diferença entre renda média e renda
[00:00:59] mediana recorte do estudo que indica porque os brasileiros aparecem à frente dos alemães
[00:01:04] está no ar o DW revista podcast produzido pela redação brasileira da DW e publicado
[00:01:19] todas as sextas-feiras no YouTube em plataformas de áudio como
[00:01:22] Spotify eu sou o Guilherme Becker diretamente de Bonn na Alemanha e nesta edição eu converso
[00:01:28] com o pesquisador do Instituto da economia alemã Christian hobbes que trabalhou nas análises do
[00:01:34] estudo a renda média pode ser muito distorcida por causa de salários muito altos por exemplo
[00:01:41] jogadores de futebol a mediana muitas vezes fornece um Renato mais realista sensível a valores extremos
[00:01:52] eu começo essa edição citando os trabalhadores que mais ganham na Alemanha em termos de renda
[00:02:03] mediana em primeiro lugar aparecem os indianos com 5300 euros por mês depois
[00:02:10] os americanos um pouco acima de 5.000 euros fecham os cinco primeiros do ranking os
[00:02:16] austríacos irlandeses e britânicos e os imigrantes do norte da Europa como suecos e noruegueses com mais tempo de vida.
[00:02:22] com ganhos médios também próximos de 5 mil euros mensais.
[00:02:26] Na sequência, vêm os trabalhadores de China, Suíça e Liechtenstein.
[00:02:30] E, em oitavo lugar, os brasileiros, com ganhos médios mensais de 4.565 euros.
[00:02:37] Fecham o ranking dos dez primeiros Bélgica, Holanda, Luxemburgo, França e Mônaco.
[00:02:42] Só então em décimo primeiro lugar estão os alemães,
[00:02:46] que ganham cerca de 3.900 euros mensais nesse recorte do estudo
[00:02:50] que focou na renda mediana dos trabalhadores que têm trabalho fixo em tempo integral
[00:02:55] e pagam impostos e seguros, como de saúde, na Alemanha.
[00:02:58] E para falar sobre o levantamento e também outros temas relacionados ao mercado de trabalho na Alemanha,
[00:03:05] eu convido o Christian Obers, que participou da pesquisa do Instituto de Economia Alemã.
[00:03:10] Christian, obrigado por participar do DW Revista.
[00:03:13] E a primeira coisa que eu queria saber é por que os brasileiros aparecem à frente dos alemães.
[00:03:18] Um fator importante é a estrutura.
[00:03:20] A cada quatro brasileiros na Alemanha, um trabalha em profissões que chamamos de MINT.
[00:03:28] Essas são áreas de matemática, informática, ciências naturais e tecnologia, que é a engenharia,
[00:03:35] e que precisam de uma qualificação alta.
[00:03:39] De acordo com as estatísticas da Agência Federal de Emprego,
[00:03:43] há pouco menos de 7 mil brasileiros em profissões de MINT na Alemanha.
[00:03:48] Dez anos atrás, eram apenas 1.300.
[00:03:52] Além da área de MINT, os brasileiros na Alemanha também trabalham com frequência em profissões de especialista na área da saúde.
[00:04:00] No total, 40% dos brasileiros trabalham em posições de especialistas.
[00:04:06] Mas os números provavelmente estão bastante subestimados.
[00:04:11] O registro por nacionalidade é difícil, em caso de dupla nacionalidade.
[00:04:17] O número de brasileiros na Alemanha é muito alto.
[00:04:18] O número de brasileiros na Alemanha é muito alto.
[00:04:18] O número de brasileiros na Alemanha é muito alto.
[00:04:18] O número de brasileiros na Alemanha é muito alto.
[00:04:18] Os brasileiros que também possuem um passaporte alemão não são contabilizados.
[00:04:23] O mesmo pode ocorrer com outras nacionalidades.
[00:04:26] Por exemplo, se um brasileiro tiver também uma nacionalidade italiana ou portuguesa,
[00:04:30] é provável que seja registrado nas estatísticas como italiano ou português, com europeus.
[00:04:38] Porque é mais fácil, né?
[00:04:39] Com visa, burocracia, é fácil se você tem um passaporte europeu.
[00:04:44] Agora, Christian, renda média e renda mediana, que foi no que o estudo…
[00:04:48] Tudo se baseou para fazer o levantamento.
[00:04:50] Por que é importante diferenciar isso?
[00:04:52] A renda média pode ser muito distorcida por causa de salários muito altos.
[00:04:58] Por exemplo, jogadores de futebol.
[00:05:00] Enquanto a mediana mostra a renda típica, especialmente em grupos pequenos, como brasileiros na Alemanha,
[00:05:08] a mediana muitas vezes fornece um renato mais realista, sensível a valores extremos.
[00:05:15] Bom, resumindo então, enquanto a renda média é a soma,
[00:05:18] de todos os valores e a posterior divisão de todas as rendas,
[00:05:21] a renda mediana seria o valor recebido por alguém que está mais ou menos ali no centro da distribuição de um grupo.
[00:05:27] E assim, a renda mediana busca evitar distorções que podem ser causadas, por exemplo,
[00:05:32] pelos super salários dos jogadores de futebol, citado pelo Christian.
[00:05:36] E nesse sentido, Christian, os brasileiros devem continuar sendo procurados
[00:05:39] e também sendo cada vez mais importantes para o mercado de trabalho alemão?
[00:05:43] A demanda por trabalho depende muito do ciclo econômico.
[00:05:48] Mas é muito provável que a Alemanha precisa de ainda mais profissionais qualificados do exterior.
[00:05:54] Isso se deve ao fato que há gerações nos chamados baby boomers,
[00:05:58] muito mais pessoas deixaram o mercado de trabalho do que ingressaram nele.
[00:06:03] E especialmente evidente nas áreas de MINT e a saúde.
[00:06:07] Mas também no setor profissionais manuais, onde o domínio da língua alemã é ainda mais essencial.
[00:06:13] Christian, o teu foco na pesquisa foi mais em relação aos estudantes.
[00:06:17] E por isso eu queria te perguntar se é possível traçar um perfil dos estudantes brasileiros.
[00:06:22] E também se dá para dizer que há grande chance de mais brasileiros estudarem
[00:06:26] e, consequentemente, permanecerem na Alemanha no futuro.
[00:06:30] Sim, claro. Como cenário atual nos Estados Unidos, é possível que no futuro o número volte a crescer.
[00:06:38] Uma vantagem são as taxas inexistentes ou muito baixas na maioria dos cursos e amplas por as universidades.
[00:06:45] Uma desvantagem é…
[00:06:47] Provavelmente, o idioma alemão é diferente, né? É por isso difícil.
[00:06:52] Mesmo quando o programa é em inglês, saber alemão ajuda muito.
[00:06:57] Só além disso, os custos de moradia nas cidades, para quem chega de fora,
[00:07:02] a baixa disponibilidade de moradia costuma ser um problema ainda maior do que o valor de aluguel.
[00:07:09] E, por fim, há burocracia em excesso.
[00:07:12] A principal área de estudos de estudantes brasileiros são as engenharias.
[00:07:17] De cada três estudantes brasileiros na Alemanha, uma é nessa era.
[00:07:22] Em segunda, vem direito, economia e ciências sociais.
[00:07:27] Também aqui os dados, provavelmente, é subestimado devido à dupla nacionalidade, né?
[00:07:32] Pode ser especialmente atraente passar alguns anos na Alemanha.
[00:07:37] E depois, como boas perspectivas de trabalho, a integração por meio da universidade
[00:07:43] é certamente um caminho muito bom para trabalhar na Alemanha.
[00:07:47] E existem muitos programas que ajudam o processo.
[00:07:51] O ideal é buscar informações no DAAD ou no Casa Alemão de Ciências e Inovações em São Paulo.
[00:07:59] A Alemanha precisa de quase 300 mil imigrantes qualificados por ano,
[00:08:04] sendo que alguns dados falam até em 400 mil em diferentes áreas.
[00:08:09] Qual é a chance de muitos dos estudantes que vêm para a Alemanha permanecerem no país?
[00:08:13] A demanda é grande nas profissões de áreas de imigração.
[00:08:17] Matemática, informática, ciências naturais e tecnologias.
[00:08:21] Além disso, falta trabalhadores na assistência social, na saúde.
[00:08:26] A Alemanha apresenta uma alta taxa de permanência,
[00:08:29] porque cerca de 45% ainda está no país após 10 anos.
[00:08:35] Em comparação internacional, em muitos países, essa taxa é 25%.
[00:08:42] Muitas pessoas ficam na Alemanha no mercado de trabalho.
[00:08:46] É uma taxa alta.
[00:08:47] 75% de permanência depois de se formar, ficar no país.
[00:08:51] Em comparação a quais outros países, por exemplo, Christian?
[00:08:54] A Inglaterra é um exemplo.
[00:08:57] A Holanda é um país que as pessoas vão para estudar,
[00:09:01] mas depois vão para outro país, só por pouco tempo.
[00:09:05] Agora, no geral, Christian, os imigrantes ganham menos do que os alemães.
[00:09:09] Algo diferente do que aponta a pesquisa.
[00:09:12] Então, não seria interessante para a Alemanha que mais estrangeiros ganhassem mais,
[00:09:16] e assim pagassem mais impostos?
[00:09:18] Em geral, é um tópico complexo.
[00:09:21] Eu acho que a nacionalidade não deveria ser relevante.
[00:09:25] O que deve contar são a profissão, a formação e a capacidade do trabalhador.
[00:09:31] No Brasil, muitas vezes chegam profissionais com qualificados altos em profissões em falta.
[00:09:38] Por isso, os salários devem ser mais altos.
[00:09:41] De outros países, chegam com mais frequência pessoas para atividades mais simples.
[00:09:46] Também com um salário menor.
[00:09:48] Eles também são essenciais, mas, por causa de qualificação, ganham menos.
[00:09:53] E por que a Índia e os Estados Unidos estão no topo dos países que mais têm trabalhadores,
[00:09:59] que mais ganham na Alemanha?
[00:10:00] Na Índia, o governo alemão tem um recrutamento direcionado de especialistas na Índia.
[00:10:07] Por isso, o número é mais alto.
[00:10:10] É um país muito grande, né?
[00:10:12] Mais de um bilhão de pessoas.
[00:10:14] Nos Estados Unidos…
[00:10:16] Nos Estados Unidos…
[00:10:16] Nos Estados Unidos…
[00:10:16] Nos Estados Unidos…
[00:10:16] Nos Estados Unidos…
[00:10:16] Nos Estados Unidos…
[00:10:16] Nos Estados Unidos…
[00:10:16] Nos Estados Unidos…
[00:10:16] Nos Estados Unidos…
[00:10:16] Nos Estados Unidos…
[00:10:16] Eu acho que, provavelmente, chegam por meio de corporações, tanto para os Estados Unidos,
[00:10:22] quanto para a Índia e o Brasil.
[00:10:24] Vale a mesma lógica.
[00:10:25] As chances de sucesso na obtenção de visto de trabalho são maiores para imigrantes bem
[00:10:31] qualificados.
[00:10:32] Em outros países, porém, os motivos da migração são diferentes, né?
[00:10:37] Guerra, conflitos…
[00:10:39] Muitas vezes, trabalhar com um trabalho mais simples.
[00:10:42] E também, no caso de Europa Oriental, por causa da migração…
[00:10:46] O Brasil é um país muito livre.
[00:10:47] Trabalha mais frequentemente com profissões com salários menos.
[00:10:52] Acho que, Brasil e Alemanha, nós temos, às vezes, um intercâmbio, né?
[00:10:59] Às vezes, mas precisa mais.
[00:11:01] Eu acho que muitas pessoas jovens olham para os Estados Unidos.
[00:11:06] Mas, às vezes, para os brasileiros, Alemanha é uma boa oportunidade.
[00:11:10] E também, para os alemães, Brasil é um país muito interessante.
[00:11:14] Bom, pegando esse gancho, então…
[00:11:16] Christian, para finalizar, eu queria saber o que a Alemanha poderia fazer de diferente
[00:11:21] para atrair cada vez mais trabalhadores estrangeiros.
[00:11:24] Há exemplos dos brasileiros, né?
[00:11:26] Na Alemanha, você não tem uma preferência muito grande para estudar matemática e informações.
[00:11:33] Nós precisamos mais estudar os tópicos que são importantes.
[00:11:38] Nesse caso, os tópicos que são importantes para o mercado de trabalho alemão.
[00:11:42] Sim.
[00:11:43] Eu acho que a Alemanha precisa mais…
[00:11:46] flexível com idiomas.
[00:11:48] Só em poucas cidades você fala inglês tudo bom, né?
[00:11:51] Outra língua, só Berlim, por exemplo, Hamburgo.
[00:11:54] Também na Colônia, é difícil.
[00:11:56] Você precisa falar alemão.
[00:11:59] E com muitas profissões, às vezes, na tecnologia, menos.
[00:12:03] Mas outros, jornalistas, economistas, a língua é muito importante.
[00:12:09] Você precisa falar alemão.
[00:12:11] E não só um pouco, você precisa falar muito bem.
[00:12:14] Por isso, eu acho que as empresas alemãs precisam…
[00:12:16] mais flexibilidade, que também trabalham no inglês.
[00:12:19] Abrem muitas portas.
[00:12:21] Também com uma cultura mais aberta.
[00:12:24] E pessoas estrangeiras que vão na Alemanha, você precisa de paciência, né?
[00:12:30] Você precisa encontrar pessoas boas, mas você precisa falar mais de uma vez, né?
[00:12:38] Você precisa de paciência, como na burocracia.
[00:12:41] Vai funcionar, mas precisa de tempo.
[00:12:46] A edição desta semana do DW Revista, uma produção da DW em Bonn, na Alemanha, fica por aqui.
[00:13:03] Fica aqui também meu muito obrigado ao Christian Oberst pelas informações e análises compartilhadas neste episódio.
[00:13:09] Mais conteúdos você encontra no nosso site dw.com.br e também no canal da DW Brasil,
[00:13:15] no YouTube.
[00:13:17] A produção, apresentação e edição técnica são minhas, Guilherme Becker.
[00:13:21] A revisão final é da Luiza Frey e a coordenação é do Rafael Plezan.
[00:13:25] O DW Revista volta na sexta-feira que vem.
[00:13:27] Obrigado por acompanhar a gente e um bom final de semana.