Vibe Coding – Hipsters Ponto Tech #482
Resumo
O episódio parte da origem do termo “Vibe Coding” (atribuído a um tweet de fevereiro de 2025) e da definição mais radical de “não digitar código”, para então discutir por que essa promessa não se sustenta na prática. Guilherme Silveira argumenta que linguagem natural pura não é viável como base única para programar a longo prazo, porque erros se acumulam e, sem formalização, a IA se perde; ao mesmo tempo, todos reconhecem que houve evolução e que parte do valor está em como as pessoas usam o recurso no dia a dia.
Fabrício Carraro propõe uma separação em três formas de uso: (1) autocomplete/sugestões dentro da IDE, (2) chat/agent mode dentro da IDE que propõe diffs e alterações na base, e (3) agentes mais autônomos via terminal/CLI ou web conectados ao repositório, capazes de gerar mudanças extensas e até preparar commits. Ele relata ter reduzido a resistência ao terceiro modelo após um mês de uso, mas mantém o controle por meio de revisão de diffs e evitando que o agente comite automaticamente.
Patrícia Gomes reforça que, para ela, Vibe Coding não é “só apertar botões”: a IA funciona como co-piloto para manter o ritmo de trabalho e reduzir tarefas repetitivas. Ela descreve um workflow baseado em documentação e contexto (incluindo ADRs, objetivos, restrições e padrões do projeto) para aumentar a taxa de acerto dos assistentes, usando-os especialmente para boilerplate e tarefas como criar múltiplas entidades. O grupo também discute o risco de “PRs gigantescos”, a tendência dos agentes fazerem mais do que foi pedido e a necessidade de revisão e orientação técnica.
Na parte final, a conversa migra para impactos em aprendizado e em perfis não especialistas. Guilherme e André levantam que as ferramentas potencializam qualidades e vícios: sem reflexão e aprendizado, mais velocidade pode significar mais bugs e mais retrabalho, especialmente para pessoas juniores. Por outro lado, surge a possibilidade de recuperar tempo de codar para pessoas mais sêniores/tech leads e de habilitar prototipagem por profissionais generalistas; Fabrício cita a ferramenta Lovable integrada a serviços como Supabase e Vercel para criar protótipos rapidamente e também menciona N8N como opção de automação e integrações.
Indicações
Courses
- Flash Skill sobre produtividade com IA na programação (Alura) — Fabrício cita um Flash Skill gravado por Guilherme Silveira sobre como usar ferramentas de IA sem atrapalhar o trabalho, pedindo em paralelo e evitando tempo ocioso.
- Curso de Lovable (Alura / Flash Skills) — Fabrício diz ter gravado um curso sobre Lovable, mostrando como criar protótipos com integrações prontas (ex.: Supabase) e publicação.
Events
- IAConference Brasil 2025 — Evento citado como contexto de palestra do Sérgio Lopes sobre distrações e interrupções ao esperar respostas de IA.
- Codecom (Joinville) — Fabrício menciona uma palestra em que falou sobre Cursor e notou que poucas pessoas conheciam a ferramenta na época, comparando com a adoção atual.
People
- André Karpathy — Mencionado como quem teria tweetado em fevereiro de 2025 e cunhado o termo “Vibe Coding”, servindo de ponto de partida para o debate do episódio.
- Dario Amodei — Citado como CEO da Anthropic e associado à fala de que em seis meses 90% do código seria escrito por IA, usada como exemplo de previsão exagerada/marketing.
- Sérgio Lopes — Mencionado por Fabrício como autor de um exemplo sobre como a espera por respostas da IA pode levar a distrações (celular/redes sociais), citado em uma palestra.
- Eric Demaine — Citado no contexto de pesquisa e algoritmos (origami/dobras), em uma história relacionada ao mestrado do Paulo e à descoberta de corner cases ao implementar um algoritmo.
Tools
- Cursor — Citado como IDE com autocomplete e modo agente que altera a codebase via diffs; aparece em experiências de Fabrício, Patrícia e Vini, com ganhos e riscos (fazer mais do que foi pedido, exigir revisão).
- GitHub Copilot — Mencionado como exemplo de ferramenta de sugestões/autocomplete e também com chat/integração em IDE, visto como forma comum de “vibe code” no dia a dia.
- Gemini CLI — Apontado por Fabrício como agente via terminal usado no dia a dia; ele relata ter reduzido resistência ao uso, mas mantém revisão dos diffs.
- OpenAI Codex CLI — Citado como agente de terminal que pode fazer alterações no repositório; Fabrício usa e recomenda com cautela e revisão.
- Cloud Code — Mencionado por Fabrício como ferramenta usada por pessoas nos EUA, na categoria de agentes via terminal/CLI.
- Jules (Google) — Citado como exemplo de agente relacionado ao ecossistema do Google, no contexto de agentes que automatizam mudanças.
- OpenAI Codex (web, conectado ao GitHub) — Descrito como opção em que você conecta o repositório e o agente propõe mudanças, diffs e até commit; exige autorização e revisão conforme o nível de controle desejado.
- Claude (Anthropic) — Vini diz que é seu modelo favorito no momento e que migrou após achar ruim a experiência com GPT-5 no Cursor.
- Tailwind CSS — Vini relata usar IA para converter estilos e acelerar trabalho quando era novo no Tailwind, como exemplo de tarefa em que a ferramenta ajuda muito.
- Terraform — Vini cita como exemplo de área em que evitou depender de IA por não ter bagagem suficiente para avaliar se o código gerado estava correto e atualizado.
- Lovable — Fabrício descreve como plataforma para prototipagem: você descreve o que quer e ela entrega site e integrações, incluindo banco de dados e publicação, útil para pessoas não técnicas.
- Supabase — Mencionado no fluxo do Lovable: ao autorizar a conta, ele cria tabelas e operações (select/update) para viabilizar protótipos com banco de dados.
- Vercel — Citada como integração usada para publicar rapidamente um protótipo criado no Lovable.
- N8N — Fabrício se declara um “evangelizador informal” e descreve como ferramenta leve para integrar serviços e automações, especialmente para quem já assina alguma IA e quer plugar APIs.
- Langflow — Citado como exemplo de ferramenta quando se fala de agentes de IA e fluxos, junto com N8N.
Linha do Tempo
- 00:00:00 — Abertura e contexto do termo — André Davi apresenta o tema e explica que o termo “Vibe Coding” foi cunhado em um tweet de fevereiro de 2025. A proposta do episódio é reunir visões de devs, educadores e pessoas da IA para discutir impactos atuais e futuros. Em seguida, ele chama os participantes para o papo.
- 00:02:41 — Definição inicial e limites da promessa — A conversa define Vibe Coding como a ideia de programar sem digitar código, apenas instruindo a IA em linguagem natural. Guilherme contesta a viabilidade dessa definição literal, argumentando que erros se acumulam e que, em algum momento, é preciso formalizar o que se quer fazer. O grupo começa a separar a “ideia vendida” do que funciona na prática.
- 00:04:47 — Flow, expectativas de produtividade e marketing — Paulo relaciona Vibe Coding a momentos de “fluxo” e questiona por que não surgiu uma explosão de novos softwares apesar do hype. Eles mencionam uma previsão atribuída ao CEO da Anthropic sobre “90% do código” em seis meses e tratam isso como exagero/marketing. Fabrício conecta isso à onda de promessas sobre AGI/ASI e à busca por investimento e visibilidade.
- 00:09:16 — Três níveis de Vibe Coding no dia a dia — Fabrício descreve três modalidades: autocomplete na IDE (mais controle), chat/agent mode na IDE que altera a codebase via diffs (controle por aceitar/desfazer), e agentes via CLI/web conectados ao repo que fazem mudanças mais autônomas. Ele diz que começou a usar agentes de terminal recentemente, percebe ganhos, mas evita deixar o agente comitar sem revisão. A discussão enfatiza como o nível de autonomia altera riscos e benefícios.
- 00:13:29 — Workflow com documentação e ADRs — Patrícia defende que Vibe Coding é co-pilot para manter o ritmo e não quebrar o trabalho, e não simplesmente “escrever um prompt e deixar ir”. Ela descreve um processo estruturado com documentação, contexto, padrões e decisões arquiteturais (ADRs) para orientar o assistente. Exemplifica usando IA para gerar boilerplate e acelerar tarefas repetitivas como criar várias entidades.
- 00:17:10 — Crítica ao “flow” e Vibe como exploração — Guilherme critica o termo “flow” como algo que pode ser supervalorizado e reposiciona o “vibe” como o caráter exploratório do desenvolvimento: tentar, testar, errar e retrabalhar. Ele argumenta que a IA potencializa esse processo já existente, mas exige técnicas (documentação, restrições, paralelização) para gerar ganhos reais. Também aponta o risco de queda de produtividade quando a pessoa interrompe o foco para esperar respostas.
- 00:21:48 — Ferramentas maximizam virtudes e vícios — Vini afirma que ferramentas como Cursor e Copilot tendem a maximizar características de quem usa, para o bem e para o mal. Ele descreve casos em que o agente faz mais do que foi pedido, gerando trabalho extra para corrigir e revisar. Compartilha preferências de modelo e exemplos de uso produtivo (Tailwind) versus uso arriscado quando falta base (Terraform).
- 00:26:21 — Espera, distrações e perda de contexto — Fabrício aprofunda o tema da “perda de produtividade”, explicando que o tempo de espera (30s a 2min) incentiva distrações como celular e redes sociais. Ao voltar, a pessoa precisa recuperar contexto e entender diffs grandes, o que reduz o ganho líquido. Ele observa que IDEs com agentes ainda estão em curva de aprendizado e cita um Flash Skill gravado por Guilherme sobre produtividade com IA na programação.
- 00:30:01 — Impacto para quem não tem base e para pesquisa — André direciona a conversa para além de pessoas experientes e pergunta sobre quem não tem base e sobre a “morte do júnior”. Guilherme discute o caso de pesquisa e ressalta que, mesmo em algoritmos, existem corner cases e que resultados transformadores tendem a envolver abordagens mais formais. Ele também alerta que aumento de velocidade sem aprendizado pode amplificar bugs e problemas, especialmente em times com muitas pessoas juniores.
- 00:37:23 — PRs enormes, revisão e papel de liderança — O grupo relata pull requests com muitas mudanças geradas por agentes e o custo de revisar e entender o que foi alterado. Patrícia comenta que chegou a usar o próprio Cursor para ganhar contexto e conseguir fazer perguntas melhores a quem abriu o PR, criando um processo de orientação e reflexão. A discussão reforça revisão, comunicação e limites como parte essencial do uso responsável.
- 00:42:01 — Vibe Coding para generalistas e prototipagem — André pergunta sobre profissionais não devs que precisam prototipar rapidamente. Fabrício descreve o Lovable como ferramenta de “vibe coding total”, capaz de gerar site e integrações prontas, incluindo banco de dados via Supabase e publicação via integração com Vercel, além de orientar como obter e usar chaves de API. Ele ressalta que pode errar e que conhecimento técnico ajuda a ajustar, mas para prototipagem é muito forte; também menciona N8N como ferramenta de automação e integrações.
- 00:46:35 — Encerramento e convite à comunidade — André encerra agradecendo aos participantes e reforça que o episódio não busca uma resposta definitiva, mas sim compartilhar experiências e visões diferentes. Ele pede comentários no Spotify sobre como ouvintes estão usando Vibe Coding e solicita avaliação e indicação do podcast. O episódio termina com a promessa de links na descrição.
Dados do Episódio
- Podcast: Hipsters Ponto Tech
- Autor: Alura - Hipsters Network
- Categoria: Technology Science Education
- Publicado: 2025-09-23T03:17:33Z
- Duração: 00:48:12
Referências
- URL PocketCasts: https://pocketcasts.com/podcast/8c92b8c0-2f51-0134-eba6-0d50f522381b/episode/ff12f8b4-1995-4c0e-a0bf-267fe83f0fa7/
- UUID Episódio: ff12f8b4-1995-4c0e-a0bf-267fe83f0fa7
Dados do Podcast
- Nome: Hipsters Ponto Tech
- Site: https://www.hipsters.tech/
- UUID: 8c92b8c0-2f51-0134-eba6-0d50f522381b
Transcrição
[00:00:00] Hipsters.tec, o podcast de tecnologia e outras modinhas.
[00:00:13] Salve, ouvintes do Hipsters.tec!
[00:00:16] Tá no ar mais um episódio do seu podcast favorito.
[00:00:19] Eu sou o André Davi, seu host, e eu acho que a gravação do episódio de hoje era uma das mais esperadas,
[00:00:25] não só pelos ouvintes, mas também pela galera que vai participar.
[00:00:27] É que quando o André Carpati tweetou lá em fevereiro de 2025 e cunhou o termo Vibe Coding,
[00:00:34] teve experiências, opiniões, todo mundo queria falar sobre,
[00:00:38] e hoje, meses depois, a gente vai conversar com representantes dos devs, dos educadores,
[00:00:43] da galera da IA, para saber os impactos atuais e os impactos futuros dessa abordagem.
[00:00:48] Então fica comigo para saber quem tá nesse papo.
[00:00:56] Quem tá aqui comigo?
[00:00:57] Hoje é ele, o copiloto da X-Wing, Vini Neves, Tec Lead.
[00:01:03] Tudo bem com você, Vini?
[00:01:05] Tudo bem, André.
[00:01:06] Eu tô aqui para falar que eu já tenho meu modelo de estimação.
[00:01:09] Ô, louco, já começou aí escolhendo lados.
[00:01:12] Bom, quem tá aqui com a gente também é ele, Paulo Silveira,
[00:01:16] CVO do Grupo Alan e co-founder da Alura.
[00:01:18] Tudo bem contigo, Paulo?
[00:01:19] Oi, André. Tudo bacana aqui?
[00:01:21] Tô animado de estar no Vibe Coding aqui, Vibe Podcasting com você.
[00:01:27] E vamos aí nessa Vibe.
[00:01:28] E nessa Vibe, quem tá aqui com a gente é a Patrícia Gomes,
[00:01:33] que é Senior Fullstack Engineer.
[00:01:35] Tudo bem com você, Pati?
[00:01:36] Ei, tudo bem.
[00:01:38] Agora, acabei de descobrir que fui promovida para a Tec Lead,
[00:01:42] então vou aqui falar sobre Vibe Promotion com vocês.
[00:01:46] Brincadeiras à parte.
[00:01:49] Brincadeiras à parte.
[00:01:50] Eu vim aqui defender que Vibe Coding não é só apertar os botõezinhos.
[00:01:54] É um prazer estar aqui.
[00:01:56] Ih, rapaz.
[00:01:57] Já estamos começando a definir alguns times aqui.
[00:02:00] Também está com a gente ele, Guilherme Silveira,
[00:02:03] que é CIO e co-founder da Alura.
[00:02:05] Tudo bem com você, Gui?
[00:02:07] Tudo bem. Obrigado por me chamar, por estar aqui hoje.
[00:02:09] Estou muito feliz.
[00:02:10] Agora eu tenho o prazer de chamar aqui pra gente
[00:02:13] o cara que é host e co-host ao mesmo tempo do nosso podcast irmão
[00:02:18] do IA Sob Controle.
[00:02:20] Eu tô falando dele, AI Advocate, Fabrício Carraro.
[00:02:24] Tudo bem com você, Fabrício?
[00:02:25] Tudo ótimo, André.
[00:02:26] Bom estar aqui.
[00:02:27] E já fiz Vibe Work em alguns dias, mas tento não fazer.
[00:02:32] E agora eu quero mostrar que o Vibe Work funciona muitas vezes.
[00:02:36] Tento não fazer é ótimo.
[00:02:38] Esse autocontrole que a gente está tentando estabelecer aí entre todos nós.
[00:02:41] Eu acho que vale a pena a gente já começar esse papo
[00:02:43] dizendo que tem muita gente falando sobre o tópico,
[00:02:46] muitas promessas, muitos temas diferentes,
[00:02:49] tanto a favor e contra.
[00:02:51] Mas acho que é bacana a gente já traçar aqui uma linha
[00:02:54] do que o André estabeleceu.
[00:02:57] Quando ele falou de Vibe Code, né?
[00:02:59] Ele falou então que seria essa codificação
[00:03:01] onde você não digita código absolutamente.
[00:03:04] Você vai lá, interage com a IA
[00:03:06] e pede pra ela, instrui ela aquilo que você quer que ela faça,
[00:03:09] te devolve um código.
[00:03:10] E ainda que tiver uma correção pra fazer,
[00:03:13] você pede pra IA fazer.
[00:03:14] Isso, claro, pelo menos é aquela ideia original que ele teve.
[00:03:17] A gente tem visto versões disso.
[00:03:20] Eu queria saber pra vocês qual que é o estado atual.
[00:03:24] Quando vocês estão ouvindo Vibe Coding,
[00:03:26] no que vocês estão pensando?
[00:03:27] Você, Gui, o que você pensa quando o termo chega?
[00:03:30] Bom, eu queria dizer que o que ele falou não funciona, né?
[00:03:32] Pelo menos a frase falada do jeito que ela foi falada, né?
[00:03:36] O que a gente vai falar aqui é, de lá pra cá,
[00:03:38] apagando a ideia lançada inicialmente,
[00:03:41] que era muito bacana mesmo,
[00:03:43] o que que funciona, né?
[00:03:44] Então, com certeza mudou.
[00:03:46] A ideia de que você não escreve uma linha de código
[00:03:49] de uma linguagem de programação de alto nível,
[00:03:52] essa ideia eu acho que tá bem distante.
[00:03:54] A gente vai escutar aí todo mundo dizendo,
[00:03:55] mas acho que tá bem distante.
[00:03:56] Por quê? Porque ela erra.
[00:03:58] Aí a inteligência artificial, ela começa a acumular os erros.
[00:04:01] Então, não precisa ser programação pra isso acontecer, né?
[00:04:05] A gente sabe que se a gente começa a discutir um assunto com ela,
[00:04:08] a gente consegue levar ela pra um lugar que, sem querer, né?
[00:04:12] Que ela se perde, ela erra, etc e tal,
[00:04:14] e não consegue mais se recuperar.
[00:04:16] Então, independente de código, não precisa de código
[00:04:19] pra gente entrar nessa discussão de que ela é incapaz
[00:04:22] de resolver sem uma linguagem mais formal.
[00:04:24] Então,
[00:04:26] no entanto,
[00:04:27] programar através de linguagem puramente natural
[00:04:31] não é algo viável, né?
[00:04:32] A longo prazo, né?
[00:04:34] A curto prazo, com certeza.
[00:04:36] Agora, a gente precisa, em algum momento,
[00:04:38] formalizar o que a gente tá fazendo
[00:04:39] e pra formalizar, a gente precisa conhecer a linguagem,
[00:04:42] uma linguagem mais formal de comunicação
[00:04:44] e de definição do que que a gente quer executar do nosso código.
[00:04:47] André, e sabe, o Guilherme uma vez me falou,
[00:04:50] eu imaginei que ele fosse colocar isso,
[00:04:52] que esse termo do vibe,
[00:04:54] sabe quando a gente tá escrevendo código,
[00:04:56] tem momentos, eu já não escrevo há muito tempo,
[00:04:58] mas sabe quando você tá empolgado porque
[00:05:01] aquela sua última hora, você entrou no fluxo
[00:05:03] e fluiu muito bem o código,
[00:05:05] porque você sabia o que precisava ser feito?
[00:05:07] E aí depois você passa as próximas três horas zanzando
[00:05:10] nos issues, com o cliente, lendo o código,
[00:05:13] pensando, conversando com o colega ao lado e etc.
[00:05:17] Esse mecanismo de você vibrar o que você está pensando
[00:05:20] e transformar em código,
[00:05:22] o meu irmão me disse uma vez que isso já existia
[00:05:24] e sempre existiu, que são aqueles picos,
[00:05:26] que é por isso que tem vezes que a gente cometa muito num dia
[00:05:28] e cometa quase nada no outro,
[00:05:30] que são os momentos que você tem aquele fluxo.
[00:05:32] Então, esse mecanismo de fluxo já existia.
[00:05:33] É óbvio que com a IA, talvez ganhe mais vazão,
[00:05:37] então esses momentos ficam mais facilitados,
[00:05:40] mas o vibe em si de você vibrar aquilo que você está pensando
[00:05:44] e que você sabe que precisa ser feito em código,
[00:05:47] seja via teclando a linha de código,
[00:05:49] seja via a IA cuspindo,
[00:05:51] era um mecanismo que meio que já existia.
[00:05:53] Que aí o que eu acho que é atual para esse poder,
[00:05:56] esse podcast,
[00:05:57] é a gente puxar realmente o que aconteceu e o que não aconteceu.
[00:06:00] Porque eu cito duas reportagens que eu li recentemente,
[00:06:03] que eu preciso, o Fabrício deve ter mais fácil,
[00:06:05] a gente tem um grupo, a gente troca muito.
[00:06:07] Tem uma falando, olha, essas ferramentas evoluíram muito,
[00:06:10] porém hoje, no meio, fim, quase fim de 2025,
[00:06:15] não houve uma produtividade enorme.
[00:06:17] Cadê o software novo?
[00:06:19] Cadê as mil apps novas?
[00:06:21] Cadê os grandes sistemas construídos?
[00:06:23] Cadê os novos marketplaces, redes sociais,
[00:06:25] competidores de sistemas operacionais,
[00:06:27] grandes jogos, pequenos jogos,
[00:06:29] pequenos sisteminhas feitos com Vibe Coding
[00:06:32] ou quase só em Vibe Coding?
[00:06:34] Não aconteceu.
[00:06:35] Pode vir a acontecer? Pode vir.
[00:06:36] Mas hoje não aconteceu.
[00:06:38] Isso é um ponto.
[00:06:40] Então, acho que isso é muito considerável,
[00:06:42] de parar e enxergar que a grande revolução,
[00:06:45] a revolução está acontecendo.
[00:06:47] Agora, a grande, notória,
[00:06:49] em relação ao desenvolvimento de software,
[00:06:51] que é palpável e que a gente pode já ver
[00:06:53] que grandes sistemas estão sendo instalados,
[00:06:55] inscritos, reescritos, atualizados, remodelados,
[00:06:59] jogos, sistemas da padaria estão sendo feitos
[00:07:02] sem devs ou quase sem devs,
[00:07:05] ou com times muito menores,
[00:07:07] de maneira ampla, não.
[00:07:08] É claro, aposto que há anedotas,
[00:07:10] há sistemas,
[00:07:12] assim como existem pequenos sistemas
[00:07:14] que já foram feitos,
[00:07:16] assim como já houve o Angry Birds,
[00:07:18] assim como já houve o Minecraft.
[00:07:22] Mas, enfim, não aconteceu de forma,
[00:07:25] como as pessoas estavam apostando.
[00:07:27] Acho que o Fabrício vai poder também lembrar
[00:07:29] a notícia de que, exatamente seis meses atrás,
[00:07:32] o CEO da Anthropic falou,
[00:07:34] em seis meses, 90% do código
[00:07:37] estará sendo escrito por IA.
[00:07:39] Seis meses se massaram,
[00:07:40] chegamos em setembro de 2025,
[00:07:42] e isso foi uma grande mentira.
[00:07:45] Então, será que será nos próximos seis meses?
[00:07:48] Enfim, acho que estou jogando aqui
[00:07:51] um monte de insumo para ser debatido.
[00:07:54] Faltam só 72 horas, não é, Paulo?
[00:07:56] Mas, fora a brincadeira,
[00:07:58] eu concordo com muitos pontos que você trouxe,
[00:08:00] mas, falando sobre esse ponto aí
[00:08:03] do Dario Almoden, que é o CEO da Anthropic,
[00:08:06] ele realmente falou isso,
[00:08:07] e também, eu acho que veio naquela onda
[00:08:10] de um momento em que todas essas empresas
[00:08:12] estavam precisando se mostrar,
[00:08:15] precisavam de mais investimento.
[00:08:16] Foi o momento em que eles precisaram.
[00:08:17] Precisamos de mais dados, precisamos de mais compute,
[00:08:20] chips, GPUs aqui da Nvidia,
[00:08:22] para treinar, para chegar,
[00:08:23] e foi a época em que eles começaram a falar
[00:08:25] aquele papo de vamos chegar na AGI,
[00:08:28] a Inteligência Artificial Geral,
[00:08:30] que vai ser o mesmo nível de um humano
[00:08:32] em praticamente todas as coisas.
[00:08:34] E aí, depois, começaram a meio que deixar de lado
[00:08:37] esse papo de AGI,
[00:08:38] e aí entrou um novo papo
[00:08:40] que era o de Super Intelligence,
[00:08:42] que era a ASI,
[00:08:44] porque o AGI tinha ficado tão repetido
[00:08:46] por todos esses caras
[00:08:47] que deixou de ser sexy, basicamente.
[00:08:49] Então, voltou, eles voltaram a atenção
[00:08:52] para o termo.
[00:08:53] E aí, recentemente, eles vieram falando que,
[00:08:56] olha, esse papo, na verdade, de AGI, de ASI,
[00:08:59] isso aí é coisa de marqueteiro.
[00:09:00] Os próprios caras, os próprios marqueteiros
[00:09:02] vindo falando, não, ó,
[00:09:04] isso aí a gente não sabe quando vai chegar,
[00:09:06] isso aí era papo de marqueteiro e tudo mais,
[00:09:08] isso não ajuda muito a gente a evoluir a área,
[00:09:11] a pesquisa.
[00:09:12] Eles mesmos, que seis meses antes estavam
[00:09:14] jogando isso para todo mundo.
[00:09:16] Então, tem com certeza esse lado de que era marketing,
[00:09:19] que daqui a seis meses, daqui a não sei quanto tempo,
[00:09:21] vai substituir 90% dos programadores, vírgula.
[00:09:24] Porém, eu acho que talvez a grande maioria,
[00:09:28] se não todos os programadores hoje em dia
[00:09:30] que eu conheço, estão usando alguma forma
[00:09:34] de vibe code no seu trabalho, no dia a dia.
[00:09:37] E aí, a gente tem várias formas
[00:09:38] que a gente pode abordar aqui,
[00:09:40] mas eu quero elencar pelo menos três delas.
[00:09:42] Uma forma que ela é um pouco mais,
[00:09:45] você tem muito mais controle, vamos dizer assim,
[00:09:47] que é aquela, um copilot ali, o cursor,
[00:09:50] essas IDEs que elas vão ali completando
[00:09:53] o que você está escrevendo.
[00:09:54] Então, você sabe o que você está escrevendo,
[00:09:56] você começa a digitar e ela vai te sugerir alguma coisa,
[00:10:00] até no Collab tem isso,
[00:10:01] ela te sugere, baseado no código anterior,
[00:10:03] qual que é provavelmente o próximo código
[00:10:06] que você vai escrever.
[00:10:07] E muitas vezes está certo, muitas vezes está errado,
[00:10:09] mas isso, vamos dizer, é uma primeira forma de vibe code
[00:10:11] que eu acho que essa praticamente todo mundo está usando.
[00:10:14] Você tem mais controle sobre essa.
[00:10:16] Uma segunda forma que também envolve ali o cursor,
[00:10:19] esse tipo de coisa, é quando você tem um chatzinho,
[00:10:23] uma aba de chat do lado ali da sua ideia,
[00:10:25] que também pode ser copilot, pode ser cursor,
[00:10:27] que ele tem um modo agente,
[00:10:29] que você escreve em linguagem natural,
[00:10:31] ou você fala até o que você quer que ele faça,
[00:10:34] e aí ele busca ali na sua code base e altera,
[00:10:38] ele propõe as alterações, o diff, dentro do próprio código,
[00:10:42] e aí você vai dando keep ou undo, manter ou desfazer
[00:10:47] para cada uma das alterações,
[00:10:49] mas um de cada vez você tem certo controle,
[00:10:51] mas meio que você só escreveu e ele codou, ele fez a coisa.
[00:10:54] E aí também acho que muita gente está usando,
[00:10:56] talvez menos do que do outro lado,
[00:10:58] do que a primeira opção,
[00:11:00] mas muita gente também está usando.
[00:11:01] Você pede, ele faz,
[00:11:03] mas você tem também esse controle de escolher
[00:11:05] sim, não, sim, não.
[00:11:06] E aí tem o terceiro e último ponto,
[00:11:08] que é que muita gente lá fora está usando,
[00:11:11] o pessoal nos Estados Unidos principalmente,
[00:11:13] que é os agentes de terminal, de CLI,
[00:11:17] que é Cloud Code,
[00:11:18] Codex,
[00:11:20] de MNI-CLI,
[00:11:22] e aí também vem junto, eu acho,
[00:11:24] o Jules, do Google,
[00:11:26] e também o Codex de Web, assim, da OpenAI,
[00:11:30] que é aquele cara que você conecta ali o seu repositório do GitHub,
[00:11:36] escreve em linguagem natural o que você quer que ele faça,
[00:11:39] e vai tomar um cafezinho,
[00:11:41] você volta 5, 10 minutos depois,
[00:11:43] ele fez todas as alterações, todas as diffs,
[00:11:45] ele já propôs o commit,
[00:11:47] talvez até já fez o commit por você,
[00:11:49] já alterou o código inteiro,
[00:11:51] e aí você, se você autorizou ele a fazer essas mudanças
[00:11:55] sem o seu controle,
[00:11:57] ele já mudou e já está tudo, já está até commitado.
[00:11:59] Se você tem, tem uma outra opção que é,
[00:12:01] não, mostra para mim primeiro, para eu revisar,
[00:12:03] e aí depois eu decido se eu vou fazer o commit ou não.
[00:12:06] Tem esse também, esse nível, assim,
[00:12:08] um pouco, levemente maior de controle.
[00:12:10] Mas eu acho que por isso que é importante a gente separar nessas três coisas,
[00:12:13] que as três podem ser comentadas como VAB coding,
[00:12:16] e aí eu acho que a primeira todo mundo está usando,
[00:12:18] a segunda tem uma leve resistência ainda,
[00:12:21] eu vejo, mas muita gente está usando,
[00:12:23] e essa terceira tem muita resistência,
[00:12:26] mas eu comecei a aplicar no meu dia a dia,
[00:12:29] faz um mês, mais ou menos,
[00:12:32] e cada dia que eu uso, eu tenho menos resistência a ela,
[00:12:35] eu ainda tenho medo de deixar ele totalmente sem controle,
[00:12:39] eu não deixo ele comitar por mim,
[00:12:41] eu não deixo ele fazer as alterações por mim,
[00:12:44] sem eu revisar os GIFs específicos um por um,
[00:12:47] mas eu tinha muito medo no começo, um mês atrás,
[00:12:50] e agora venho usando tanto o Gemini CLI,
[00:12:53] quanto o Codec CLI da OpenAI,
[00:12:55] o Cloud Code não, mas o pessoal lá de fora,
[00:12:57] eu vejo eles usando muito mais o Cloud Code,
[00:13:00] e tenho que dizer que me surpreendeu muito positivamente
[00:13:04] no quão fácil é usar,
[00:13:06] e quando ao mesmo tempo que ele tira o poder da sua mão,
[00:13:09] ele tem tanto poder que ele consegue fazer muitas coisas boas,
[00:13:13] ao mesmo tempo que você levaria duas horas para fazer,
[00:13:15] ele consegue fazer em dez minutos,
[00:13:17] mesmo que não seja na primeira interação.
[00:13:29] Paty, essa divisão que o Fabrício propôs,
[00:13:31] bate bastante com aquilo que você trouxe na sua apresentação,
[00:13:34] na sua abertura, que você falou de não ser só clicar no botão,
[00:13:37] conta para a gente um pouquinho de como chegou isso para você.
[00:13:40] A minha visão é um…
[00:13:42] eu sou apegada a definições,
[00:13:46] eu gostei muito do que o Paulo começou dizendo,
[00:13:49] começou dizendo sobre Vibe Coding,
[00:13:52] é uma coisa que já existia,
[00:13:54] antes era só nós e o editor,
[00:13:57] a IDE e o Flow,
[00:13:59] então você entra naquele Flow,
[00:14:01] e aí você voa,
[00:14:04] mas hoje em dia,
[00:14:06] o Vibe Coding, muitos acham que é só escrever um prompt
[00:14:10] e deixar ir a programar,
[00:14:12] mas eu não vejo que é assim,
[00:14:14] para mim não é isso,
[00:14:16] porque eu vejo que a IA, ela é um co-pilot,
[00:14:19] ela é um co-piloto ali que me ajuda a não quebrar o meu Flow,
[00:14:22] deixa com que as coisas sejam mais fluídas,
[00:14:25] pelo menos é assim que eu vejo.
[00:14:28] E outro dia um colega falou assim,
[00:14:30] mas Vibe Coding é só usar IA para programar?
[00:14:33] E eu disse não, para mim não,
[00:14:36] porque eu gosto do Vibe Coding,
[00:14:38] eu adoro quando eu entro nesse Flow,
[00:14:40] e aí eu sinto que eu vou,
[00:14:42] e eu uso, por exemplo, o Cursor,
[00:14:45] que tem esse assistente que me ajuda a,
[00:14:48] vamos dizer, a desenvolver mais rápido,
[00:14:50] e eu tenho o meu próprio workflow,
[00:14:53] para que eu trabalhe de uma maneira estruturada,
[00:14:56] por exemplo, eu trabalho muito com documentação,
[00:15:00] eu quero que as coisas sejam mais fáceis,
[00:15:04] porque com o assistente,
[00:15:06] vai fluir melhor se eu der contexto,
[00:15:08] se eu mostrar para ele,
[00:15:10] vamos supor, no Cursor,
[00:15:12] a gente segue algumas boas práticas,
[00:15:15] temos um diretório de documentação, por exemplo,
[00:15:18] lá, no meu dia a dia,
[00:15:20] eu coloco as decisões arquiteturais,
[00:15:23] eu vou começar a trabalhar numa nova Feature,
[00:15:26] então eu destrincho a arquitetura,
[00:15:29] qual que é meu Goal, qual é o contexto,
[00:15:31] qual que é o Goal, quais são as restrições,
[00:15:33] as limitações,
[00:15:35] isso me serve como contexto de uma Feature,
[00:15:37] e o básico que eu tenho,
[00:15:39] são as regras, os padrões de código,
[00:15:42] porque a gente, normalmente,
[00:15:44] nos projetos, tem padrões de código,
[00:15:46] então juntando tudo isso,
[00:15:48] isso me dá mais poder para que eu entende,
[00:15:51] para eu dar um Boost na minha produtividade,
[00:15:54] no meu Flow,
[00:15:55] então eu não quero fazer coisas repetitivas,
[00:15:59] eu tenho que caprichar nessas ADRs,
[00:16:03] que são essas decisões arquiteturais,
[00:16:06] e etc.
[00:16:07] E aí, essa parte de,
[00:16:09] criar, por exemplo,
[00:16:10] outro dia,
[00:16:11] eu fiz isso, esse Flow,
[00:16:13] era para criar umas 15 novas entidades,
[00:16:16] no banco de dados,
[00:16:17] eu não queria fazer isso,
[00:16:19] então eu caprichei nessa parte da documentação,
[00:16:22] nessa fundamentação,
[00:16:24] foi, eu estava no Flow, eu escrevi,
[00:16:27] e aí eu pedi para o assistente me apoiar,
[00:16:30] fazendo o que?
[00:16:31] Programando aquilo,
[00:16:33] trabalhando no boilerplate,
[00:16:35] então eu vejo mais,
[00:16:37] nesse ponto de vista,
[00:16:39] precisa da criatividade humana,
[00:16:42] mas o Vibe,
[00:16:43] e aí que está o Vibe Code,
[00:16:45] eu acho que esse é o coração da coisa,
[00:16:47] a criatividade humana,
[00:16:48] e aí a gente tem a AI,
[00:16:50] que vai nos apoiar nesse trabalho.
[00:16:54] Tavi, eu comentei no começo que,
[00:16:56] sobre o Coding,
[00:16:57] porque você lançou primeiro uma frase,
[00:16:59] dando uma definição que era do Coding,
[00:17:01] e aí eu quis quebrar,
[00:17:02] que aquela ideia do Coding era irreal,
[00:17:05] agora eu posso quebrar do Vibe também?
[00:17:07] Por favor!
[00:17:08] Por favor!
[00:17:10] E aí depois eu construo em cima disso tudo,
[00:17:13] eu prometo, tá?
[00:17:14] Eu prometo que trago algo positivo em cima disso.
[00:17:16] Promete que não vai ficar só os destroços, né?
[00:17:18] Prometo que eu defendo,
[00:17:19] tem algo aí que eu defendo, eu prometo.
[00:17:21] Então eu queria dizer assim,
[00:17:22] o Paulo usou o termo Flow,
[00:17:23] mas eu, na verdade,
[00:17:24] eu uso o termo de uma outra coisa, tá?
[00:17:27] Não é esse Flow.
[00:17:28] O Flow, eu acho,
[00:17:30] que é uma mentira que os programadores inventaram,
[00:17:33] para fingir que são artistas,
[00:17:35] que não é a primeira vez que os programadores fazem isso,
[00:17:37] e achando que artista funciona dessa forma, tá?
[00:17:41] O Flow é se focar no trabalho e estar produzindo, tá?
[00:17:46] É isso.
[00:17:47] Em outras áreas isso se chama
[00:17:49] focar no trabalho e estar produzindo.
[00:17:52] Não tem um termo para isso, tá?
[00:17:54] A comunidade de desenvolvedores desenvolveu essa palavra
[00:17:58] para elitizar,
[00:18:00] para dizer nós fazemos algo que somos superiores
[00:18:04] e os outros não fazem.
[00:18:05] Todo mundo no trabalho,
[00:18:07] tem momentos de mais produtividade,
[00:18:09] menos produtividade.
[00:18:10] Ah, mas quando me cutucam,
[00:18:11] eu não consigo olhar para o lado.
[00:18:13] Todos os trabalhos têm isso.
[00:18:14] Não é só o nosso.
[00:18:15] Todas as características que a gente tenta atribuir a isso
[00:18:18] são características que são genéricas de trabalho, né?
[00:18:21] Então, mais do que o fluxo de trabalho,
[00:18:24] e eu não estou dizendo que a gente não faz,
[00:18:26] a gente faz, é justo isso,
[00:18:27] mas eu quero dizer que isso não tem nada de especial.
[00:18:28] É simplesmente trabalhar, né?
[00:18:30] É o processo de trabalho qualquer humano.
[00:18:32] O que tem de especial é o seguinte,
[00:18:33] quando a gente programa,
[00:18:35] a nossa forma de programar
[00:18:36] sempre foi a forma do Vibe,
[00:18:39] que é o seguinte,
[00:18:40] eu testo uma coisa
[00:18:42] e deixo para ver se vai funcionar ou não, né?
[00:18:45] No Vibe Conte com a IA,
[00:18:46] a gente manda ela fazer alguma coisa
[00:18:48] e aí a Pathy, o Fabrício comentaram,
[00:18:51] talvez dê certo, talvez não.
[00:18:52] Cada um usou termos diferentes para dizer isso,
[00:18:54] mas talvez dê certo, talvez não.
[00:18:56] E você tenta guiar aumentando a documentação,
[00:18:58] aumentando restrições, etc.,
[00:19:00] para que a taxa de acerto seja mais alta.
[00:19:02] Mas isso já é o que a gente fazia.
[00:19:05] E é esse que é o meu ponto lá de trás,
[00:19:07] que o Paulo citou.
[00:19:08] A gente sempre programou dessa forma.
[00:19:10] Que forma?
[00:19:11] Pega um problema e implementa
[00:19:13] da primeira forma que vem na nossa cabeça.
[00:19:15] A gente ainda não sabe as constraints,
[00:19:17] a gente ainda não sabe os fluxos,
[00:19:19] a gente ainda não sabe os caminhos,
[00:19:21] fluxos de lógica, tá?
[00:19:22] E aí a gente testa,
[00:19:23] e a gente vê o que dá errado
[00:19:25] e a gente retrabalha.
[00:19:26] Às vezes a gente apaga o código e faz de novo,
[00:19:28] do zero.
[00:19:29] Às vezes a gente coloca condições novas
[00:19:32] e aí descobre que aquele caminho não dava certo.
[00:19:34] Então esse processo exploratório,
[00:19:37] criativo de criação de código,
[00:19:39] esse processo é real e sempre existiu.
[00:19:42] A IA, junto com a Pathy também,
[00:19:45] ela vem do nosso lado para potencializar isso,
[00:19:48] para acelerar esse processo exploratório.
[00:19:50] Então o processo de desenvolvimento de software
[00:19:52] sempre foi um processo criativo,
[00:19:54] que a gente está acostumado no dia a dia, né?
[00:19:56] Criativo, exploratório,
[00:19:58] que envolve até mesmo imaginação.
[00:20:00] A gente imagina caminhos,
[00:20:01] mas e se eu fizer assim?
[00:20:02] Deixa eu tentar isso.
[00:20:03] Imagina e vê, e não deu certo,
[00:20:04] e vai para outro.
[00:20:05] Então isso sempre fez parte.
[00:20:06] A vantagem é que agora,
[00:20:07] enquanto eu peço para ela fazer,
[00:20:09] eu posso, como o Fabrício disse,
[00:20:11] ir tomar um café de cinco minutos.
[00:20:13] Ou eu posso ir fazendo outra coisa.
[00:20:16] Os artigos que a gente viu
[00:20:18] dizem que justamente a produtividade da pessoa
[00:20:20] deve diminuir com o uso da IA dessa forma,
[00:20:23] porque a pessoa vai para o café.
[00:20:25] A pessoa vai para o café e quando ela volta,
[00:20:28] o ganho não é tão grande
[00:20:29] quanto ela tinha imaginado.
[00:20:30] Então existe um potencial,
[00:20:33] um potencial da ferramenta
[00:20:34] para essa nossa forma de trabalhar,
[00:20:36] porque a forma de trabalhar já existia.
[00:20:38] E a ferramenta está dando potencial.
[00:20:40] Eu concordo que ela está dando potencial
[00:20:41] e aí é o lado positivo.
[00:20:42] Só que para a gente se beneficiar desse potencial,
[00:20:45] a gente tem que usar as técnicas
[00:20:47] que estão sendo citadas,
[00:20:48] como a de documentar direitinho,
[00:20:50] como a de executar em paralelo,
[00:20:52] como a de estar fazendo outra coisa,
[00:20:53] como a de não sei o quê.
[00:20:54] Diversas coisas que a gente tem que fazer,
[00:20:56] que são coisas que a gente já fazia humanamente
[00:20:58] para nós mesmos,
[00:20:59] agora a gente tem que descrever para a máquina.
[00:21:01] Então eu acho que essa cara do Vibe Coaching
[00:21:03] é essa.
[00:21:04] A gente tem essa vantagem
[00:21:05] de poder utilizar a ferramenta
[00:21:06] para algo que a gente já fazia.
[00:21:08] Muito diferente do que foi vendido
[00:21:10] pelo Carpaccio lá no começo.
[00:21:11] Agora, como fazer isso?
[00:21:13] Através do Fabrício e Pathy
[00:21:14] estão falando dos parênteses.
[00:21:15] Os parênteses que elas estão colocando
[00:21:17] são o que cobre e faz aquilo
[00:21:20] ter um potencial e um ganho.
[00:21:22] Ou através do modelo que o Vini falou
[00:21:24] que é o favorito dele,
[00:21:25] que ele ainda não contou para a gente
[00:21:26] qual que é.
[00:21:27] Logo no começo ele disse
[00:21:28] que já tem um de estimação.
[00:21:30] Como que é para você, Vini?
[00:21:31] E se puder também,
[00:21:32] acho que o Gui levantou pontos bem legais,
[00:21:35] esse lance da gente interromper
[00:21:36] a nossa produtividade,
[00:21:38] o nosso estar no flow,
[00:21:40] porque a máquina está fazendo,
[00:21:41] mas aí quem acaba virando
[00:21:43] esse limitador do que poderia ser feito
[00:21:45] somos nós mesmos.
[00:21:47] Comenta um pouquinho.
[00:21:48] Boa, André.
[00:21:49] Acho que assim, fazendo um pouco de eco
[00:21:50] que todo mundo comentou,
[00:21:52] eu acho que esse tipo de ferramenta,
[00:21:54] tipo o Cursor ou o Copilot,
[00:21:56] ele vai maximizar as características
[00:21:59] da pessoa que está usando.
[00:22:01] Porque o que acontece?
[00:22:02] Da mesma forma
[00:22:03] que a pessoa que estava acostumada
[00:22:05] a abrir um commit,
[00:22:06] abrir um pull request
[00:22:07] sem nem testar o código que ela escreveu
[00:22:09] e isso acontece,
[00:22:10] essa pessoa vai continuar fazendo isso
[00:22:12] usando essas novas ferramentas.
[00:22:14] Então ela vai maximizar essa característica aí.
[00:22:17] A pessoa que já fazia documentação
[00:22:19] vai continuar fazendo,
[00:22:20] só que agora está usando.
[00:22:21] Então eu vejo muito essa maximização
[00:22:25] da característica da pessoa
[00:22:26] que está ali trabalhando.
[00:22:27] Porque no dia a dia, na prática,
[00:22:30] o que a gente tem é uma ideia
[00:22:31] com super, super poderes.
[00:22:34] E isso para o bem e para o mal.
[00:22:36] Então, igual o Fabrício falou,
[00:22:37] a gente tem aquele autocomplete.
[00:22:39] O Cursor, ele tem uma ferramenta lá
[00:22:41] que eles chamam de tab, qualquer coisa.
[00:22:43] E aí ele vai assumindo o que você quer fazer
[00:22:46] baseado no que você tem na sua hora de transferência,
[00:22:49] nos arquivos abertos.
[00:22:50] Ele vai tentando adivinhar
[00:22:51] o que você quer escrever.
[00:22:53] Então ele é só um snippet super poderoso.
[00:22:56] Ele está tentando adivinhar o que vai acontecer.
[00:22:59] Isso é muito legal.
[00:23:00] Só que para o bem e para o mal.
[00:23:02] Às vezes ele está viajando
[00:23:03] numa parada que não tem nada a ver
[00:23:04] com o que a gente quer fazer.
[00:23:05] E a gente fica meio que brigando com ele.
[00:23:07] Não, não é isso, não é isso, não é isso.
[00:23:09] E quando a gente tem ali o modo de agente,
[00:23:11] é a mesma coisa.
[00:23:12] A gente vai lá fazer um prompt
[00:23:13] que vai pedir para o curso.
[00:23:15] Olha, cria aí para mim uma controller,
[00:23:18] uma modelo e um repositório.
[00:23:20] E eu vou fazer aqui um endpoint novo
[00:23:22] que vai guardar um produto.
[00:23:23] E essa aqui é a interface de produto.
[00:23:25] Ele vai sair lá, criar os arquivos,
[00:23:27] vai criar tudo.
[00:23:28] E na prática, o que eu vejo,
[00:23:30] é que ele tende a fazer mais do que a gente pede.
[00:23:34] Então, isso normalmente é o que acontece
[00:23:36] quando, pelo menos como eu estou trabalhando.
[00:23:39] Então, às vezes eu quero fazer uma coisa simples.
[00:23:41] E ele vai lá e faz um monte de coisa além.
[00:23:44] Aí eu tenho que interromper ele e falar assim,
[00:23:45] não, não faz isso.
[00:23:47] Eu só quero fazer X, não quero fazer XYZ.
[00:23:50] Então assim, acho que por um lado,
[00:23:52] ele maximiza essa parte de fazer coisas mais rápido,
[00:23:56] principalmente quando acerta.
[00:23:58] Só que assim,
[00:23:59] o lado negativo que eu vejo
[00:24:02] é justamente essa parte da galera que pega,
[00:24:06] faz aí todo o desenvolvimento baseado num prompt
[00:24:10] e já faz commit, abre por request,
[00:24:12] nem viu se está funcionando.
[00:24:14] Aí vai um monte de código.
[00:24:16] Às vezes como ela faz rápido,
[00:24:20] às vezes duplica, então tem código duplicado.
[00:24:24] Então assim, como um kickstart,
[00:24:27] vamos botar assim,
[00:24:28] ou seja, para a gente começar rápido,
[00:24:30] acho que é super bacana,
[00:24:32] mas a gente tem que vir atrás aqui pulindo e tudo mais.
[00:24:35] E assim, por nível de curiosidade,
[00:24:37] o meu modelo hoje favorito é o Cloud da Anthropic,
[00:24:42] porque antes eu usava o GPT,
[00:24:45] só que quando mudou para o GPT-5,
[00:24:47] pelo menos no curso,
[00:24:49] ficou muito ruim, muito ruim.
[00:24:51] E aí eu suítei e estou usando,
[00:24:54] acho que é o Phonet, se não me engano.
[00:24:56] E aí estou usando desde então.
[00:24:57] Para me ajudar aí nas minhas tarefas.
[00:25:00] E uma coisa que eu faço muito,
[00:25:01] acaba que hoje eu faço menos,
[00:25:03] porque eu fui aprendendo.
[00:25:04] Mas eu estava trabalhando num projeto que usa Tailwind,
[00:25:06] aí vamos fazer um bingo aí do episódio
[00:25:08] que a gente gravou agora recente.
[00:25:10] E aí eu era novo no Tailwind,
[00:25:12] eu sabia o conceito,
[00:25:13] mas eu não estava acostumado a usar ele.
[00:25:15] Então eu pegava e escrevia lá no prompt,
[00:25:17] olha, eu preciso aplicar esses estilos aqui usando o Tailwind.
[00:25:20] Aí ia lá e fazia para mim.
[00:25:22] E aí, beleza, é isso aqui mesmo.
[00:25:24] E ela só dava aquela polida.
[00:25:26] Então para esse tipo de atividade,
[00:25:29] ele é incrível e maximiza muito a produtividade.
[00:25:33] Só tem que tomar cuidado porque,
[00:25:35] por exemplo, uma outra coisa que também era nova para mim
[00:25:38] e aí eu tive mais dificuldade de usar,
[00:25:41] que é com Terraform,
[00:25:42] que é para você fazer infraestrutura como código.
[00:25:44] Como eu não tinha bagagem para entender
[00:25:48] se o código que estava sendo gerado estava bom,
[00:25:50] estava certo, estava decente, estava atualizado,
[00:25:53] eu meio que comecei a usar
[00:25:55] e vi que não ia funcionar e parei.
[00:25:57] Porque eu não tinha uma bagagem para criticar
[00:25:59] e dizer se isso aqui está bom ou não.
[00:26:01] E eu não quero abrir um pull request
[00:26:03] sem ter certeza do que eu estou fazendo.
[00:26:05] Então, na prática, ele maximiza as coisas que eu já sei,
[00:26:09] mas eu evito usar com coisas que eu conheço menos,
[00:26:13] justamente para não ter esse termômetro
[00:26:15] para saber se está bom, se está legal ou não,
[00:26:17] se tem que refazer
[00:26:19] ou estou usando aqui um antepadrão, coisas do tipo.
[00:26:21] Eu acho interessante um ponto que o Guilherme trouxe,
[00:26:24] que foi basicamente isso, da produtividade,
[00:26:27] de você sair para tomar um cafezinho.
[00:26:29] E esse é um exemplo que pode ser até um pouco,
[00:26:31] vamos dizer, exagerado,
[00:26:33] mas pensa ali no seu dia a dia,
[00:26:35] não no primeiro caso, de você só dar o Tab e autocompletar,
[00:26:38] mas no segundo e no terceiro,
[00:26:40] que você escreve para a gente,
[00:26:41] ou você escreve no GPT, no Gemini, no Cloud,
[00:26:43] e tem que esperar ali 30 segundos,
[00:26:46] 2 minutos para ele te dar uma resposta,
[00:26:48] no modo de reasoning.
[00:26:49] Mesmo que não for tomar um cafezinho,
[00:26:51] o celular está do seu lado.
[00:26:53] É um exemplo que o Sérgio Lopes deu lá na palestra dele
[00:26:56] no IAConference Brasil 2025.
[00:26:58] O celular está aqui do lado,
[00:26:59] você abre o Instagram para ver os stories,
[00:27:01] você abre o Twitter para ver umas notícias,
[00:27:03] abre o Globo Esporte, sei lá, qualquer coisa nesse sentido.
[00:27:06] E aí, em vez de passar 1 minuto, 30 segundos,
[00:27:09] 2, que é o tempo ali da coisa,
[00:27:11] você já começou a ver a notícia do São Paulo
[00:27:13] que vai jogar a Libertadores amanhã,
[00:27:15] de não sei que bobagem
[00:27:17] que algum bilionário falou hoje,
[00:27:19] e você já começa a perder ali 5, 10 minutos.
[00:27:22] E esse é um dos principais casos do pessoal falar
[00:27:26] que diminuiu a produtividade nessas pesquisas.
[00:27:29] Não é que a IA diminuiu a sua produtividade,
[00:27:32] mas é que como você tem que esperar,
[00:27:34] você sai desse, entre muitas aspas aqui,
[00:27:37] o flow, o fluxo, ou sei lá,
[00:27:39] daquela coisa que você estava focado,
[00:27:41] que poderia ter sido, sei lá,
[00:27:43] uma mensagem que você recebeu no WhatsApp.
[00:27:45] Poderia ter sido a mesma coisa que se o celular vibrou,
[00:27:47] você parou para olhar a mensagem,
[00:27:49] parou ali para responder e você parou de programar.
[00:27:51] Você viria da mesma forma aqui,
[00:27:53] como uma quebra de fluxo de trabalho,
[00:27:55] qualquer coisa nesse sentido, né?
[00:27:57] Então, mas nesse caso, talvez é até um pouco mais,
[00:27:59] porque a mensagem, em alguns casos, você responde ali,
[00:28:01] sim, não, e já era.
[00:28:03] Nesse caso, você, putz, às vezes,
[00:28:05] você sabe que vai demorar um minuto,
[00:28:07] o seu cérebro sabe, né, que vai demorar 1, 2 minutos
[00:28:09] para ele te pensar e te dar uma resposta,
[00:28:11] e aí você perde ali 10 minutos,
[00:28:13] e aí quando você volta, você tem que, putz,
[00:28:15] o que é isso mesmo? Onde é que está o DIF?
[00:28:17] O que é que ele mudou aqui nesse código inteiro?
[00:28:19] Então, você tem que meio que voltar.
[00:28:21] Nisso, eu acho que é a coisa
[00:28:23] mais relevante
[00:28:25] dessa, entre aspas, perda de produtividade
[00:28:27] nesses primeiros meses,
[00:28:29] nessas primeiras pesquisas que a gente vê por aí.
[00:28:31] Só que a gente também tem que olhar,
[00:28:33] eu acho que para um primeiro momento,
[00:28:35] isso aqui a gente está agora em setembro de 2025,
[00:28:37] IDEs
[00:28:39] com agentes
[00:28:41] são uma coisa que a gente começou
[00:28:43] a falar, eu comecei a falar isso
[00:28:45] em agosto ou setembro
[00:28:47] do ano passado. Então, faz exatamente
[00:28:49] um ano, eu fui lá dar uma palestra
[00:28:51] na Codecom, em Joinville,
[00:28:53] e eu falei sobre o Cursor,
[00:28:55] eu pedi para o pessoal levantar a mão,
[00:28:57] ninguém quase, acho que tinha duas pessoas que tinham
[00:28:59] ouvido falar lá atrás, já era uma coisa que a gente
[00:29:01] estava falando por causa do podcast,
[00:29:03] do IA Subcontrole e tudo mais,
[00:29:05] e de lá para cá, todo mundo começou a usar
[00:29:07] Copilot, a usar Cursor,
[00:29:09] mas a gente ainda está na curva de aprendizado.
[00:29:11] Inclusive, é um dos cursos que o próprio
[00:29:13] Gui Silveira aqui gravou para a gente,
[00:29:15] um dos Flash Skills, que a gente vai deixar
[00:29:17] o link aqui na descrição, já vai estar publicado,
[00:29:19] de como você fazer essa questão
[00:29:21] de melhorar a sua produtividade
[00:29:23] com o IA na programação,
[00:29:25] usando essas ferramentas
[00:29:27] de, entre aspas, vibe coding,
[00:29:29] mas para ela não atrapalhar
[00:29:31] o seu fluxo de trabalho,
[00:29:33] para você, como o Gui falou,
[00:29:35] você não parar e esperar dois minutos,
[00:29:37] ou ir tomar um café, ou ir ver o seu Instagram,
[00:29:39] mas você pedir para ela fazer uma coisa,
[00:29:41] enquanto isso, você está fazendo uma outra coisa
[00:29:43] que não necessariamente tem a ver com aquilo,
[00:29:45] pode ter a ver, pode não ter a ver,
[00:29:47] mas é um curso que eu já revisei ele,
[00:29:49] inclusive, foi muito legal, muito interessante,
[00:29:51] ver como o Gui está trabalhando com isso.
[00:30:01] Fabrício, foi legal você ter levantado essa bola,
[00:30:03] porque eu queria agora que vocês
[00:30:05] me acompanhassem assim, subindo uma pequena montanha,
[00:30:07] a gente tem uma característica em comum
[00:30:09] em vocês cinco,
[00:30:11] todos são experientes,
[00:30:13] mesmo o Paulo comentou, faz muito tempo
[00:30:15] que eu não codo, mas assim,
[00:30:17] tem um conhecimento que não some, que não vai embora,
[00:30:19] enfim, a gente está discutindo aqui,
[00:30:21] no nível mais alto, quem está trabalhando
[00:30:23] com isso, quem está colocando todo dia,
[00:30:25] perfeito, mesmo que haja
[00:30:27] essa polêmica,
[00:30:29] essa discussão, é um outro
[00:30:31] campo de discussão, ninguém aqui falou, por exemplo,
[00:30:33] só codar e deixar lá, todo mundo
[00:30:35] está falando, vou revisar, vou conferir,
[00:30:37] vou verificar questões de arquitetura e tudo mais.
[00:30:39] O que me chamou a atenção? Eu fui pesquisar
[00:30:41] alguns artigos, para ver se já tinham
[00:30:43] sido publicados papers
[00:30:45] sobre o tal do Vibe Coding, achei alguns
[00:30:47] poucos, mas
[00:30:49] um que me chamou bastante a atenção
[00:30:51] é um que fala sobre como acelera
[00:30:53] a área de pesquisa,
[00:30:55] porque não necessariamente os pesquisadores
[00:30:57] são pessoas desenvolvedoras,
[00:30:59] às vezes precisam ali colocar uma
[00:31:01] amostra, passar por um software, fazer
[00:31:03] algum tipo de scrap em algo
[00:31:05] do gênero, e o Vibe Coding ajudaria.
[00:31:07] Como a gente tem esse
[00:31:09] espaço de seres humanos também, de pessoas
[00:31:11] que ou não são desenvolvedoras
[00:31:13] e não serão, ou que ainda
[00:31:15] não são, o que o Vibe Coding
[00:31:17] está representando? Então a gente vai ter a
[00:31:19] morte do Júnior, que está sendo anunciada
[00:31:21] há tanto tempo, não vai ter a morte
[00:31:23] do Júnior, ainda é para aprender
[00:31:25] a programar. Gui, acho que principalmente você
[00:31:27] está tão envolvido com educação
[00:31:29] assim, a gente está partindo
[00:31:31] de uma discussão onde todo mundo tem a base,
[00:31:33] mas e quando a pessoa não tem a base?
[00:31:35] É ótimo, Vini, até tinha comentado
[00:31:37] algo nessa linha, e
[00:31:39] só pegar primeiro do caso específico
[00:31:41] de uma pessoa pesquisadora, eu lembro
[00:31:43] do caso do mestrado do Paulo, que ele
[00:31:45] implementou um algoritmo de um matemático,
[00:31:47] quer dizer, você espera que essa pessoa matemática,
[00:31:49] acho que foi o professor mais
[00:31:51] jovem do MIT, alguma coisa assim,
[00:31:53] era o professor Eric Demaine,
[00:31:55] ele era, sei lá, ele fez
[00:31:57] mestrado, doutorado aos 17 no MIT
[00:31:59] e foi contratado como professor
[00:32:01] aos 21 anos.
[00:32:03] E quando o Paulo implementou
[00:32:05] com o código o algoritmo
[00:32:07] matemático de uma pessoa que é de uma área
[00:32:09] que exige muita lógica,
[00:32:11] inclusive na descrição do algoritmo,
[00:32:13] encontrou bugs no algoritmo, não foi isso
[00:32:15] Paulo? Corrija-me se estiver errado.
[00:32:17] É, encontramos alguns corner cases
[00:32:19] alguns casos ali de que
[00:32:21] ah, mas se o input do papel
[00:32:23] era sobre cortes em papel e origami
[00:32:25] e dobras, ah, se vier o papel assim
[00:32:27] olha, ele não funciona, precisa ajustar um pouco
[00:32:29] assim, né? Isso, então
[00:32:31] mesmo um pesquisador, vai ser
[00:32:33] imagina que um pesquisador, se
[00:32:35] o algoritmo entregasse o que
[00:32:37] o pesquisador incrível precisasse
[00:32:39] ainda ia estar enganando
[00:32:41] esse pesquisador, entendeu?
[00:32:43] Se não tivesse encontrado os corner cases
[00:32:45] que o Paulo encontrou durante
[00:32:47] a pesquisa do mestrado dele.
[00:32:49] Quer dizer, nada garante que a IA
[00:32:51] teria pensado nesses corner cases
[00:32:53] na hora de implementar esse algoritmo.
[00:32:55] Então, com certeza, é uma
[00:32:57] ferramenta a mais, potencializa
[00:32:59] o trabalho de uma pessoa de pesquisa,
[00:33:01] né? Inclusive porque agora ela pode
[00:33:03] mandar implementar diversas variações, ela pode
[00:33:05] mandar fazer as coisas. Só que onde
[00:33:07] que a gente vê na pesquisa isso sendo usado
[00:33:09] de uma forma realmente
[00:33:11] transformadora? É numa pesquisa mais
[00:33:13] formal, em que você
[00:33:15] define as regras de como você
[00:33:17] pode provar as coisas,
[00:33:19] né? Então ela usa linguagens mais formais.
[00:33:21] Por quê? Porque daí a IA vai trabalhar
[00:33:23] em cima de linguagem formal pra
[00:33:25] provar que aquilo que você quer provar é verdadeiro,
[00:33:27] ou provar, encontrar alguma solução,
[00:33:29] etc. Então os ativos que a gente
[00:33:31] encontra do Google, etc.,
[00:33:33] costumam ser,
[00:33:35] que encontram novos algoritmos,
[00:33:37] que encontram novas provas matemáticas,
[00:33:39] costumam estar em cima de, não é
[00:33:41] simplesmente, ah, o pesquisador está com um problema
[00:33:43] de matemática, jogou ali no GPT-Pro
[00:33:45] e o GPT-Pro resolveu.
[00:33:47] Não costuma ser assim. Muito longe
[00:33:49] tem um método de
[00:33:51] abordagem bem definido
[00:33:53] que é implementado num loop que demora
[00:33:55] e que chega num resultado.
[00:33:57] E pra problemas bem específicos, por enquanto.
[00:33:59] Então tem um resultado positivo,
[00:34:01] mas é bem mais específico do que
[00:34:03] a venda inicial da ideia.
[00:34:05] Bom, dito isso, isso pra um grupo
[00:34:07] muito específico de pessoas. Pessoas que estão trabalhando
[00:34:09] com pesquisa, com encontrar coisas
[00:34:11] novas, etc., né?
[00:34:13] Pra humanidade. Agora, e pra
[00:34:15] júnior, né? Você trouxe a questão
[00:34:17] do júnior. E aí eu trago a frase que eu vi
[00:34:19] no vídeo e trouxe lá atrás, né? Essas ferramentas
[00:34:21] potencializando o que nós somos.
[00:34:23] Então, acho que também eu vi
[00:34:25] que citou a pessoa que faz o pool, às vezes,
[00:34:27] sem rodar o teste direito, e eu me identifiquei
[00:34:29] aí nessa frase. O pessoal da minha equipe
[00:34:31] também vai me identificar aí nessa
[00:34:33] frase. E é uma vergonha, né? Não
[00:34:35] deveria mesmo. Está todo mundo certo
[00:34:37] nessa conclusão. Então, quer dizer,
[00:34:39] potencializa tendências
[00:34:41] nossas. Então pensa, se uma pessoa
[00:34:43] sênior tem uma taxa de bug
[00:34:45] de 1 em cada 100 linhas, e uma pessoa
[00:34:47] júnior tem uma taxa de bug de 1 em cada 30 linhas,
[00:34:49] e a gente tem 10 júniors
[00:34:51] e um sênior, uma pessoa sênior,
[00:34:53] e a gente agora está produzindo, imagina
[00:34:55] que fosse aquela história do 10 vezes deve,
[00:34:57] só fingindo, tá? Se fosse 10 vezes
[00:34:59] deve, então agora todos esses júniors estão
[00:35:01] produzindo mais bugs, por padrão.
[00:35:03] Se não está havendo
[00:35:05] uma reflexão para o
[00:35:07] aprendizado dessas pessoas,
[00:35:09] a gente está inserindo
[00:35:11] bug a rodo. Então estou tentando dar uma
[00:35:13] métrica simples, que é número de bugs.
[00:35:15] Então, o que é fundamental? Qualquer
[00:35:17] ferramenta que potencializa o nosso trabalho
[00:35:19] e potencializa os nossos vícios,
[00:35:21] e as nossas qualidades
[00:35:23] e desvantagens, a gente tem que estar
[00:35:25] aprendendo durante esse processo.
[00:35:27] Se não, a gente vai ficar para trás.
[00:35:29] Vai ficar para trás no sentido
[00:35:31] a gente começa a causar desastres
[00:35:33] cada vez maiores.
[00:35:35] Então eu acho que o trabalho
[00:35:37] da pessoa júnior vai mudar bastante nesse
[00:35:39] sentido, ela ganha uma potencialização
[00:35:41] e ela ganha uma responsabilidade
[00:35:43] muito maior do que ela tinha antes, que é
[00:35:45] tudo bem que você está produzindo tudo isso agora,
[00:35:47] mas você precisa aprender o que você está fazendo.
[00:35:49] Mais do que antes.
[00:35:51] Você precisa aprender o que você está fazendo.
[00:35:53] E não necessariamente as empresas vão
[00:35:55] querer isso, né? A empresa quer a produtividade.
[00:35:57] Não necessariamente quer que
[00:35:59] o aprendizado acompanhe essa
[00:36:01] produtividade por questões de
[00:36:03] timing, etc. E esse é um
[00:36:05] grande desafio de trabalho das empresas.
[00:36:07] Nessa de potencializar,
[00:36:09] eu tenho visto aí por
[00:36:11] request de quase 200 changes,
[00:36:13] porque, imagina, a pessoa
[00:36:15] faz lá um prompt e pede às vezes uma
[00:36:17] alteração simples lá no agente
[00:36:19] e aí ele vem recortando
[00:36:21] tudo e alterando tudo e mexendo com
[00:36:23] tudo. Então, assim, é
[00:36:25] aquela faca de dois legumes eterna,
[00:36:27] né? Então,
[00:36:29] a minha relação com essa ferramenta é muito de amor e ódio
[00:36:31] porque eu vejo o ganho dela
[00:36:33] muito tangível no meu dia a dia,
[00:36:35] mas quando eu pego uns pull requests
[00:36:37] desses, bate preguiça até
[00:36:39] de ler e entender o que está rolando.
[00:36:41] Porque, imagina, é muita alteração
[00:36:43] que às vezes está sendo feita ali
[00:36:45] e porque, sim, aí você vai ver
[00:36:47] conforme você vai abrindo as diffs e tudo mais,
[00:36:49] às vezes é um formato
[00:36:51] que rolou errado, ou às vezes
[00:36:53] é um arquivo que está lá e nem está fazendo
[00:36:55] nada, comentou uma classe que não tem nada a ver
[00:36:57] e aí isso daí está, né,
[00:36:59] o Gui já falou, está potencializando a pessoa
[00:37:01] que nem quem
[00:37:03] pediu o prompt revisou ali.
[00:37:05] Acho que quando a gente está fazendo esse
[00:37:07] bytecode, a primeira coisa que a gente
[00:37:09] faz é vamos revisar
[00:37:11] o que a ferramenta aqui fez
[00:37:13] para eu poder pulir e tirar esse
[00:37:15] lixo e para eu poupar o tempo das
[00:37:17] outras pessoas que vão revisar esse
[00:37:19] código aqui que eu estou mandando. Acho que é mais ou menos
[00:37:21] por aí. E eu considero
[00:37:23] que tem um ponto interessante
[00:37:25] do vibe que eu vejo as pessoas,
[00:37:27] tá? É a recuperação do CTO,
[00:37:29] do Tech Lead, do Senior, Senior,
[00:37:31] Senior, do Staff Engineer, que
[00:37:33] muitos já tinham relativamente
[00:37:35] parado de codar, ou codado bem menos,
[00:37:37] porque estão auxiliando as outras equipes,
[00:37:39] tirando dúvidas, mostrando caminhos.
[00:37:41] Com SA fica
[00:37:43] mais fácil de dar vazão no
[00:37:45] código óbvio, no código
[00:37:47] boilerplate, no código
[00:37:49] pequenininho, que é relativamente
[00:37:51] simples de uma pessoa júnior resolver,
[00:37:53] mas que às vezes é difícil dela perceber.
[00:37:55] Então, por exemplo, a Patrícia
[00:37:57] que agora teve o Vibe Promotion
[00:37:59] dela e virou Tech Lead, ela pode
[00:38:01] não se distanciar tanto do código
[00:38:03] exatamente com esse auxílio,
[00:38:05] porque eu imagino que agora fique fácil
[00:38:07] para ela também, além de ter as outras
[00:38:09] tarefas que uma liderança técnica exige,
[00:38:11] também pode colocar a mão no código
[00:38:13] porque para coisas pontuais,
[00:38:15] para auxiliar pessoas mais justas,
[00:38:17] juniors do time, ou simplesmente
[00:38:19] pessoas que estão chegando naquele projeto,
[00:38:21] fica mais fácil
[00:38:23] de você não ter que parar, repensar
[00:38:25] com o texto e você falar, olha, era mais ou menos por aqui,
[00:38:27] deixa eu conversar com a gente. Ah é,
[00:38:29] é isso aqui, olha só. Faz sentido, Patrícia?
[00:38:31] Faz super sentido.
[00:38:33] Primeiro de tudo, eu queria
[00:38:35] falar para o Vini, mas é fácil
[00:38:37] cair na tentação
[00:38:39] até de nós que somos
[00:38:41] experientes, pedir tudo para IA,
[00:38:43] porque pedir é de graça,
[00:38:45] então a gente quer pedir, pedir,
[00:38:47] enfim, mas isso gera
[00:38:49] efeitos colaterais e
[00:38:51] isso abre uma pauta gigantesca
[00:38:53] onde a gente podia ficar falando
[00:38:55] por meses aqui sobre as pessoas
[00:38:57] desenvolvedoras mais
[00:38:59] juniors atuar com IA
[00:39:01] e não deixar
[00:39:03] que ela engula
[00:39:05] aquela pessoa desenvolvedora
[00:39:07] e aí se torne realmente
[00:39:09] um inferno. E claro,
[00:39:11] as pessoas mais sêniores, tech leads,
[00:39:13] seja quem for, com mais
[00:39:15] experiência, pode auxiliar
[00:39:17] em, vamos dizer, orientar
[00:39:19] aquela pessoa,
[00:39:21] porque na verdade a gente
[00:39:23] está aqui para crescer juntos,
[00:39:25] então eu tenho visto
[00:39:27] que está sendo aberto
[00:39:29] por requests gigantescos
[00:39:31] e muitas vezes
[00:39:33] isso é time consuming,
[00:39:35] demora muito tempo para entender.
[00:39:37] Eu já baixei o projeto
[00:39:39] e fiz a pergunta para o cursor
[00:39:41] tentando desvendar.
[00:39:43] O que isso aqui significa?
[00:39:45] Para eu conseguir abordar
[00:39:47] a pessoa e fazer as perguntas certas.
[00:39:49] No início foi assim, foi uma
[00:39:51] descoberta empírica. Como eu
[00:39:53] abordava aquela pessoa que
[00:39:55] eu nem era tão experiente
[00:39:57] assim com assistente de IA
[00:39:59] e etc. Então eu estava ali
[00:40:01] me adaptando a minha comunicação
[00:40:03] para tentar ajudar aquela
[00:40:05] pessoa. Então eu usava também
[00:40:07] essa ferramenta para ganhar
[00:40:09] contexto para tentar fazer perguntas
[00:40:11] mais assertivas. E então
[00:40:13] ali empiricamente
[00:40:15] eu fui entendendo. Eu falei
[00:40:17] ah, então aqui o meu
[00:40:19] papel é de orientação
[00:40:21] e fazer perguntas para aquela pessoa.
[00:40:23] Por que mudou aqui?
[00:40:25] Por que a gente não pode continuar
[00:40:27] usando X, Y, Z?
[00:40:29] E aí eu criava
[00:40:31] essa auto avaliação
[00:40:33] neles mesmos.
[00:40:35] E isso foi bem benéfico. Lógico
[00:40:37] foi um processo empírico, levou
[00:40:39] tempo. Mas pessoas
[00:40:41] mais sênior podem
[00:40:43] com certeza apoiar
[00:40:45] fazendo as perguntas
[00:40:47] mais ou menos certas.
[00:40:49] Puxando aquelas pessoas para pensar.
[00:40:51] Inclusive as nossas próprias
[00:40:53] indagações faz com que nós
[00:40:55] refletimos sobre
[00:40:57] se é melhor esse caminho ou aquele.
[00:40:59] Certo? Esse foi um ponto legal
[00:41:01] já que o Fabrício mencionou a palestra
[00:41:03] que o Sérgio fez lá no IA Conference
[00:41:05] que ele trouxe e que eu lembro
[00:41:07] que eu estava ali no fundo assistindo. Eu falei caraca
[00:41:09] foi assim um sair do armário
[00:41:11] para mim. Porque eu pensei putz é exatamente isso que eu faço
[00:41:13] e eu estava fazendo dentro da caverna
[00:41:15] escondido achando que era feio, bobo, cabeça de melão
[00:41:17] que é usar diferentes
[00:41:19] IAs, diferentes
[00:41:21] serviços para diferentes
[00:41:23] partes do seu projeto. Então você precisa
[00:41:25] aqui conversar sobre a arquitetura
[00:41:27] que vai sustentar esse projeto.
[00:41:29] Puxa dá para usar ali
[00:41:31] sei lá um chat GPT para discutir
[00:41:33] que abordagem eu vou ter, o que eu não vou ter
[00:41:35] o que eu vou usar, o que o custo comporta
[00:41:37] o que não comporta. Ah mas na hora de codar
[00:41:39] eu vou para essa outra.
[00:41:41] Dá para perceber que quem tem um passado
[00:41:43] já com desenvolvimento
[00:41:45] consegue extrair mais se se propuser
[00:41:47] a entender como criar esses
[00:41:49] prompts todos. E quem está começando
[00:41:51] agora está entrando
[00:41:53] em um barco que está também
[00:41:55] em movimento. Por isso que vale a pena
[00:41:57] clicar nesses links que a gente falou que vai deixar aqui
[00:41:59] em baixo. O último ponto que eu queria trazer
[00:42:01] aqui para a gente fechar esse nosso papo que
[00:42:03] está super legal, acho que todo mundo que ouviu
[00:42:05] vai conseguir extrair algumas ideias
[00:42:07] é daqueles profissionais
[00:42:09] que não são profissionais
[00:42:11] desenvolvedores como já mencionei
[00:42:13] antes, não são de TI
[00:42:15] mas eu estou pensando para aquela galera
[00:42:17] que é generalista
[00:42:19] e que a parte de TI está dentro
[00:42:21] do generalismo da pessoa, quer dizer
[00:42:23] ela não é especialista em código
[00:42:25] ela é especialista em marketing
[00:42:27] ela é especialista em produtos digitais
[00:42:29] e o código está ali
[00:42:31] no Tzinho lá dela em uma das partes
[00:42:33] do T. Vocês acham que o vibe coding
[00:42:35] dá espaço também
[00:42:37] para essas pessoas explorarem
[00:42:39] quer dizer, eu quero prototipar aqui rapidinho
[00:42:41] mas eu não sou dev, eu não sei o que é
[00:42:43] docker, eu não sei o que é isso
[00:42:45] como vocês veem essa questão?
[00:42:47] Eu acho que eu posso falar bastante sobre isso
[00:42:49] porque eu recentemente gravei um curso de lovable
[00:42:51] que vai ser tanto flash skills quanto
[00:42:53] vai estar na plataforma da Alura
[00:42:55] e é uma dessas ferramentas, essa é vibe coding
[00:42:57] assim, total
[00:42:59] a gente estava falando até agora
[00:43:01] eu acho que muito para dev, de cursor
[00:43:03] de CLI
[00:43:05] e tudo mais, lovable é uma outra
[00:43:07] história que é literalmente, para quem não conhece
[00:43:09] é uma dessas plataformas onde
[00:43:11] você escreve e não
[00:43:13] só ele te dá o código
[00:43:15] quer dizer, como faria o Gemini
[00:43:17] o GPT, o Cloud, mas
[00:43:19] ele te dá o site e ele tem
[00:43:21] várias integrações já pré-prontas
[00:43:23] que inclusive tem lá no curso
[00:43:25] e ele integra com um banco de dados
[00:43:27] então ele fala, putz, para isso que você está falando
[00:43:29] agora, eu acho que eu vou precisar fazer uma conexão
[00:43:31] e aí você conecta, autoriza
[00:43:33] ali a sua conta, por exemplo, do Supabase
[00:43:35] que é grátis, e ele cria
[00:43:37] as tabelas para você
[00:43:39] ele cria a ideia de como
[00:43:41] eu vou fazer um select, como eu vou fazer um update
[00:43:43] nas tabelas, você literalmente
[00:43:45] não tem que saber nada
[00:43:47] de programação, para claro
[00:43:49] fazer um protótipo, claro, depois entram
[00:43:51] aqueles papos que a gente já teve aqui sobre segurança
[00:43:53] sobre na hora de a gente
[00:43:55] publicar isso efetivamente
[00:43:57] mas vamos dizer, para criar um protótipo
[00:43:59] do jeitinho que você quer
[00:44:01] é uma das ferramentas mais impressionantes
[00:44:03] que eu vi realmente, porque além disso
[00:44:05] ele tem outras coisas, por exemplo, conectar
[00:44:07] com um gate de pagamento
[00:44:09] ele já tem ali, você fala, putz, eu quero conectar
[00:44:11] com um gate de pagamento do Paypal, do Stripe
[00:44:13] ele faz isso, você só coloca ali
[00:44:15] a chave da API, ele te ensina
[00:44:17] como buscar essa chave de API
[00:44:19] para você que é de marketing, de produto, não sabe
[00:44:21] nem o que é uma chave de API, ele te mostra
[00:44:23] onde você vai lá, copia, cola
[00:44:25] e tudo mais, e ele faz
[00:44:27] uma integração de um jeito que você consegue publicar
[00:44:29] inclusive, internamente
[00:44:31] por uma integração que eles tem com a Vercel
[00:44:33] se não me engano lá, então, em sei lá
[00:44:35] duas horas ali do curso que a gente gravou
[00:44:37] você tem um site publicado
[00:44:39] que você manda para sua mãe, você manda para o pessoal
[00:44:41] dev do seu time falar
[00:44:43] é isso que eu quero, é exatamente isso
[00:44:45] agora, pega esse código aqui
[00:44:47] e resolve qualquer problema de segurança
[00:44:49] ou então, refaça
[00:44:51] do zero, só que tendo noção
[00:44:53] que é exatamente isso que eu quero
[00:44:55] então, eu tenho
[00:44:57] depois de ter feito, de ter gravado esse curso
[00:44:59] de ter colocado a mão na massa realmente
[00:45:01] eu tenho convicção praticamente, que é uma ferramenta
[00:45:03] extremamente útil
[00:45:05] tem outras né, Lovable é talvez
[00:45:07] a mais famosa, mas tem muitas outras
[00:45:09] e aí quando a gente vai falar de agentes de IA
[00:45:11] vai ter N8n, vai ter
[00:45:13] Langflow e tudo mais, mas falando de
[00:45:15] site assim, e com integrações
[00:45:17] já fiquei bastante surpreso, bastante
[00:45:19] humbold, vamos dizer
[00:45:21] assim, com o bom trabalho
[00:45:23] que eles conseguiram fazer
[00:45:25] de você escreve e ele
[00:45:27] faz, e não é de primeira tá, exatamente
[00:45:29] esse papo que a gente estava falando desde o começo do
[00:45:31] episódio, teve muitas
[00:45:33] vezes que eu pedi para ele fazer uma coisa
[00:45:35] e ele fez errado, ele não fez o que eu queria
[00:45:37] e algumas delas
[00:45:39] exigiu que eu fosse uma
[00:45:41] pessoa que soubesse de programação
[00:45:43] para saber o porque daquilo estava errado
[00:45:45] ou porque que não fez aquele jeito
[00:45:47] para eu dar um novo ponto e falar
[00:45:49] olha, você fez desse jeito, só que não era
[00:45:51] essa pegada que eu queria, tenta fazer
[00:45:53] dessa outra maneira aqui, de um conhecimento
[00:45:55] técnico, uma pessoa não técnica talvez
[00:45:57] não pediria daquela maneira
[00:45:59] mas de qualquer forma
[00:46:01] para prototipagem cara
[00:46:03] é uma ferramenta absurda
[00:46:05] que qualquer pessoa, acho que minha mãe conseguiria
[00:46:07] utilizar sem problema para criar
[00:46:09] o site de vender bolos dela
[00:46:11] ou uma primeira versão, vamos dizer assim
[00:46:13] pô, legal demais e eu quero dizer
[00:46:15] que eu sou agora um evangelizador
[00:46:17] informal
[00:46:19] do N8N que é maravilhoso
[00:46:21] cara, extremamente leve
[00:46:23] você pluga a gente de tudo que é coisa
[00:46:25] ali, a galera que já assina alguma IA
[00:46:27] dependendo da IA que você assina
[00:46:29] você consegue ter acesso a
[00:46:31] alguma API e já integra lá
[00:46:33] enfim, é uma coisa muito legal
[00:46:35] e eu queria, acho que acima de tudo
[00:46:37] agradecer a vocês cinco
[00:46:39] por esse papo que ele foi
[00:46:41] muito rico, ele foi muito cheio de informação
[00:46:43] a gente está saindo daqui sem a pretensão
[00:46:45] de dar uma resposta
[00:46:47] definitiva do que o
[00:46:49] Vibe Code representa na sua
[00:46:51] vida ouvinte, mas de mostrar
[00:46:53] diferentes experiências
[00:46:55] diferentes visões, diferentes
[00:46:57] entendimentos desse momento que a gente está vivendo
[00:46:59] por isso agradeço demais ao Paulo
[00:47:01] ao Fabrício, a Pathy
[00:47:03] ao Gui e ao Vini
[00:47:05] por virem aqui compartilhar com a gente
[00:47:07] e a você ouvinte do Hipsters
[00:47:09] por ter acompanhado esse papo
[00:47:11] todo, eu quero te fazer um pedido especial
[00:47:13] inclusive, como essa conversa
[00:47:15] enriquece a todos nós
[00:47:17] deixa o seu comentário aqui no Spotify
[00:47:19] conta pra gente, você tem usado
[00:47:21] o Vibe Code, você tem uma opinião
[00:47:23] sobre esse tópico, como que ele é
[00:47:25] no seu trabalho, na sua vida
[00:47:27] vamos compartilhar, vamos continuar
[00:47:29] fortalecendo essa comunidade
[00:47:31] fica atento aos links que a gente vai
[00:47:33] disponibilizar aqui nesse episódio
[00:47:35] e é claro, avalia
[00:47:37] o Hipsters com cinco estrelas
[00:47:39] além de indicar para um amigo
[00:47:41] ou uma amiga, a gente se vê
[00:47:43] semana que vem, até mais