II - 2026.11 - 6x1 e seus cínicos
Resumo
O episódio gira em torno da ofensiva (inesperada e “suspeita”, segundo os apresentadores) para colocar em tramitação o fim da escala 6x1 na Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta, encaminha uma PEC que limita a jornada e abre caminho para 36 horas semanais, enquanto o governo Lula sinaliza que prefere um projeto de lei com urgência constitucional para acelerar a votação. No meio disso, o programa ironiza a movimentação do Centrão, visto como tentando “abraçar” a pauta sem necessariamente entregar a redução real de horas.
A discussão também passa pela reação contrária de porta-vozes do mercado e do empresariado, com críticas ao “populismo” e previsões de desemprego e inflação. O episódio contrapõe essas narrativas com dados e argumentos: destaca estudo do Ipea/Iper indicando que reduzir de 44 para 40 horas tende a ser absorvido sem grandes efeitos no emprego, com custo adicional diluído (em muitos setores, abaixo de 1% do custo operacional) e potencial de reduzir desigualdades, já que jornadas longas se concentram entre trabalhadores de menor renda.
Na reta final, o programa abre outras frentes: a suspensão do programa de escolas cívico-militares em Minas por falta de base legal, sinais da radicalização da extrema direita (com menções ao Project 2025 nos EUA e ataques à política climática), e um alerta sobre violência contra mulheres no Carnaval (divulgação do canal “OAB Por Elas”), além de críticas ao congelamento de verbas em SP para combate à violência de gênero.
Anotações
- 00:50:43 — Mais lazer e consumo com o fim da 6x1: No trecho, José Cobori segue comparando o discurso alarmista contra o fim da escala 6x1 com argumentos antigos usados contra a abolição da escravidão, dizendo que previsões de “anarquia” e de colapso do país não se confirmaram. Ele comenta que houve um período de transição e dificuldades para trabalhadores recém-libertos, mas destaca um ponto econômico: ao passar a remunerar uma classe que antes não recebia nada, formou-se uma massa salarial que também foi consumida. A partir daí, ele afirma que algo semelhante ocorreria com a redução da jornada: com mais dias de descanso, os trabalhadores teriam mais acesso a educação, cultura, lazer e entretenimento, o que também beneficiaria setores da economia.
- 00:21:28 — Debate sobre fim da escala 6x1: O trecho discute os impactos da jornada 6x1 na saúde mental de trabalhadores, como em shoppings e farmácias. Também critica a rejeição imediata a mudanças trabalhistas, comparando com resistências históricas a direitos como fim da escravidão, salário mínimo, férias e 13º.
Indicações
Filmes / Series
- Apocalipse nos Trópicos (Petra Costa) — citado como ponto de partida para entender a “teologia do domínio” e a captura da fé por projetos autoritários
Artigos / Links
Linha do Tempo
- [00:00] — PL recorre ao STF contra aumento de imposto para super-ricos e debate sobre isenção do IR
- [00:03] — Hugo Motta encaminha PEC do fim da escala 6x1; início do debate público no Congresso
- [00:04] — Reação contrária com “estudos” alarmistas; crítica ao CLP e aos interesses da elite financeira
- [00:06] — Comentadores e economistas atacam a redução de jornada; programa rebate a lógica “vai quebrar tudo”
- [00:10] — Detalhes das propostas (Reginaldo Lopes e Erika Hilton) e leitura política da manobra via PEC
- [00:12] — Governo defende projeto de lei com urgência constitucional; Sósteni Cavalcante sugere que a PEC pode travar
- [00:18] — Movimento VAT (Rick Azevedo) alerta contra “malabarismo” de manter 44h e só acabar com o 6x1 no discurso
- [00:22] — Comparações históricas e debate com Miriam Leitão: direitos trabalhistas x previsões de desastre econômico
- [00:25] — Estudo do Ipea/Iper e entrevista com Felipe Pateu: custos, desigualdade salarial e evidências históricas
- [00:34] — Minas Gerais: TJMG suspende escolas cívico-militares por ausência de lei formal e problemas orçamentários
- [00:38] — EUA: possível revogação de base regulatória climática e a influência do Project 2025 no governo Trump
- [00:46] — Carnaval e violência de gênero: ação “OAB Por Elas” e crítica ao congelamento de verba em SP
- [00:51] — Teologia do domínio e nacionalismo cristão: análise e referência a “Apocalipse nos Trópicos”
Dados do Episódio
- Podcast: Medo e Delírio em Brasília
- Autor: Central 3 Podcasts
- Categoria: News / Politics
- Publicado: 2026-02-12
- Duração: 0h55m
Referências
- URL PocketCasts: https://pocketcasts.com/podcast/medo-e-del%C3%ADrio-em-bras%C3%ADlia/888d5760-4c1b-0138-9785-0acc26574db2/ii-202611-6x1-e-seus-c%C3%ADnicos/043993d0-f1ba-415e-8a82-1d50fc2b5d84
- UUID Episódio: 043993d0-f1ba-415e-8a82-1d50fc2b5d84
Dados do Podcast
- Nome: Medo e Delírio em Brasília
- Tipo: episodic
- Site: http://central3.com.br
- UUID: 888d5760-4c1b-0138-9785-0acc26574db2
Transcrição
[00:00:00] Esse podcast é distribuído pela Central 3.
[00:00:03] Ah, porque não sei o que, porque eu quero ajudar o Medo e Delirio e tal.
[00:00:05] Melhor forma, pix recorrente no Medo e Delirio em Brasília,
[00:00:08] arrobe gmail.com. Agora bora para a abertura.
[00:00:10] Quem é que vai votar de forma negativa num projeto que isenta
[00:00:14] grande parte da população de pagar imposto de renda?
[00:00:17] Então essa maior parte da população ganha ali até cinco mil reais,
[00:00:21] estendendo-se aí de acordo com a Atulia até sete mil trezentos e pouco.
[00:00:25] Quem é que não vai querer ter o seu nome para uma campanha eleitoral dizendo
[00:00:29] Eu aprovei aquele projeto que te isentou de pagar imposto de renda.
[00:00:35] O partido do Bolsonaro recorreu no STF para que os super ricos não paguem mais impostos.
[00:00:40] Ele está pedindo, aliás, que o STF cancele a medida do governo Lula
[00:00:44] que isentou o imposto de renda para quem ganha até cinco mil reais,
[00:00:48] consequentemente aumentando o imposto para quem ganha acima de 50 mil reais por mês.
[00:00:52] O que o PL quer é que essas pessoas que ganham acima de 50 mil reais por mês
[00:00:56] não tenham que pagar imposto a mais.
[00:00:58] E quais são os argumentos do PL?
[00:00:59] O rico, ele fica mais rico?
[00:01:01] Um dos principais argumentos do PL é a suposta violação ao princípio da anterioridade nonagesimal
[00:01:08] Cagando regra!
[00:01:08] que exige um prazo mínimo de 90 dias entre a publicação da lei e o início da cobrança.
[00:01:13] Além disso, ele alega que esse mecanismo teria natureza semelhante a um imposto sob grandes
[00:01:19] fortunas, cuja criação exigiria a lei complementar e não lei ordinária.
[00:01:24] O que vocês querem?
[00:01:24] O de cima sobe e o de baixo desce
[00:01:29] O medo e o perdido em Brasília
[00:01:34] Entendem vocês? Percebem a loucura?
[00:01:36] Legal!
[00:01:37] Olá, bem-vindos ao Medo e Delírio em Brasília com as últimas notícias do que restou do Brasil.
[00:01:42] Bom dia, boa tarde, boa noite!
[00:01:44] Bom dia, porra!
[00:01:45] Por enquanto.
[00:01:46] Eu sou o Cristiano Botafogo.
[00:01:47] Botafogo é baixo, viu, meu filho?
[00:01:48] Você viu a Fernanda Torre?
[00:01:50] Cristiano, seu lixo.
[00:01:51] Cristiano, seu lixo!
[00:01:54] Cristiano, seu lixo!
[00:01:55] Seu lixo?
[00:01:56] Seu lixo!
[00:01:57] Lixo!
[00:01:58] Seu lixo!
[00:01:59] Calma!
[00:02:00] Ê, Cristiano!
[00:02:01] Aquele verme maldito!
[00:02:02] E aí?
[00:02:03] E o?
[00:02:04] Brasília, depressão?
[00:02:05] Como é que chama, gente, o podcast dos caras?
[00:02:06] E o Medo e Delírio em Brasília?
[00:02:07] Medo e Delírio em Brasília!
[00:02:08] Beijo pra eles!
[00:02:09] Medo e Delírio, hein?
[00:02:10] É um programa que, pô, mano, me duvidoso, né, mano?
[00:02:12] Fora seu Medo e Delírio em Brasília, pô!
[00:02:13] Eu não ouço Medo e Delírio.
[00:02:14] É escrito por Pedro Daltro?
[00:02:15] Um abraço, Daltro!
[00:02:16] Meu queridíssimo Pedro Daltro!
[00:02:25] Eu consegui descobrir quem está por trás do Medo e Delírio em Brasília!
[00:02:27] Eu nem conheço os caras!
[00:02:28] Esse é o episódio número 11 de 2026!
[00:02:31] Ah, é?
[00:02:32] Foda-se!
[00:02:33] Bora passar pano?
[00:02:34] Não!
[00:02:35] Tá, mas bora tentar passar um pouquinho menos de raiva?
[00:02:36] Bora!
[00:02:37] Bora!
[00:02:38] Bora!
[00:02:41] 6x1 e seus cínicos!
[00:02:42] Já tamo de volta, senhores e senhores!
[00:02:44] Pera aí, pera aí, pera aí!
[00:02:45] Vale repetir que semana que vem não vai ter Medo e Delírio, hein!
[00:02:47] Vai ter só um episódio de gaveta e enganação!
[00:02:49] Diz aí, Feliciano, por que a gente vai parar?
[00:02:52] O carnaval é uma festa regada a nudez, sexo, drogas, álcool, tudo aquilo que a maioria
[00:02:57] dos seres humanos gosta…
[00:02:59] Concordamos!
[00:03:00] Agora sim, prosseguimos!
[00:03:01] 2026 está nos reservando grandes emoções, hein!
[00:03:04] Susto, caralho!
[00:03:05] Só que dessa vez a emoção foi positiva, raro.
[00:03:07] Do nada…
[00:03:08] Do nada, do nadão!
[00:03:09] O centrão, que de centro não tem porra nenhuma, né, como a gente sabe, é todo mundo ali
[00:03:12] de direita, resolveu colocar pra frente a proposta pelo fim da escala 6x1.
[00:03:16] E a gente jura que não queria começar o episódio desse jeito, mas…
[00:03:22] Desde já a gente pede perdão!
[00:03:24] Falando em quão e com a churro, o presidente da câmara das deputinhas, Hugo Mota, anunciou
[00:03:31] ontem o envio da PEC, que propõe fim à escala 6x1.
[00:03:37] Esse aí é o Thiago Pavinato, que já passou pela Rádio Panamericana SA, e nesses trechos
[00:03:41] dele aí, deixa eu vai colocar inserção sonora nenhuma a partir de agora.
[00:03:45] De acordo com Mota, presidente da câmara das deputinhas, depois da análise do texto
[00:03:50] pelo colegiado, a proposta será encaminhada para debate em uma comissão especial da
[00:03:56] casa.
[00:03:57] Porra, brother!
[00:03:58] Graças a Deus você, hein!
[00:03:59] Aí você pensa, porra, o cara saiu da Jovem Pan, né, deve estar com o canal dele no YouTube.
[00:04:02] Errou!
[00:04:03] Mas não!
[00:04:04] Ele agora tem um programa no YouTube, mas do…
[00:04:06] Metrópolis!
[00:04:07] Porra, Metrópolis!
[00:04:08] E olha esse cara lendo um trecho do discurso do Hugo Mota.
[00:04:11] Não vou interromper ele, só no finzinho da fala dele vou colocar uma trilha adequada.
[00:04:15] Já passou da hora de enfrentarmos essa questão, de discutirmos democraticamente soluções
[00:04:22] para que o nosso povo possa, nesta terceira década do século XXI, em meio à Revolução
[00:04:28] Tecnológica, dispor de mais tempo, de mais dignidade para desfrutar de uma economia que
[00:04:35] avança na direção ao trabalho braçal, não ao trabalho braçal, mas ao respeito pelo
[00:04:42] ser humano e pelo seu tempo de qualidade, fecho aspas, para esta porcaria.
[00:04:48] Vai dar certo!
[00:04:49] Vai dar super!
[00:04:50] Vai dar certo!
[00:04:51] Né?
[00:04:52] Que um levantamento feito pelo CLP, que é o Centro de Liderança Pública, mostra que
[00:04:57] reduzir a jornada de trabalho de 6x1 para 5x2 pode ser prejudicial ameaçando empregos
[00:05:04] e a produtividade no Brasil.
[00:05:05] O estudo aponta que até 640 mil empregos podem ser perdidos caso a jornada semanal
[00:05:12] seja reduzida de 44 para 40 horas.
[00:05:15] Vai tomar no ful, vai pro caralho!
[00:05:18] Porra!
[00:05:19] É claro que a gente foi atrás do tal Centro de Liderança Pública para saber que porra
[00:05:22] é essa.
[00:05:23] E já vimos logo que se trata de uma organização suprapartidária.
[00:05:27] É golpe.
[00:05:28] A gente foi então ver as pessoas por trás e, basicamente, é a elite brasileira.
[00:05:32] Tá falando da elite?
[00:05:33] Não, ranzinza, azeda, medíocre, cobiçosa.
[00:05:37] É um ajuntamento de banqueiros e investidores e foi fundado pelo Luiz Felipe Dávila.
[00:05:42] Pois é, sim, ele, o criador do Kit Estresa, e também comentarista da Jovem Pan.
[00:05:50] Ele foi candidato à presidência em 22 pelo Partido Novo e o Kit Estresa rolou num debate
[00:05:54] da Globo.
[00:05:55] Ou seja, essa legislação, você vai acabar com todo o comércio de rua.
[00:06:00] Ó, a Amazon, a Amazon deve estar financiando um troço desse aqui.
[00:06:05] Isso é a coisa, isso é a coisa mais, isso é a coisa mais agressiva contra comércio
[00:06:13] de rua, contra prestador de serviço, contra o agronegócio, contra a indústria.
[00:06:20] O Brasil nunca conseguiu se industrializar.
[00:06:22] Vai tomar no cu.
[00:06:24] Pois é, esse episódio já começa completamente equivocado.
[00:06:26] Começou mal.
[00:06:27] Depois desse rapaz aí, a gente vai com quem?
[00:06:29] Com ele.
[00:06:30] Alexandre.
[00:06:31] Garcia.
[00:06:33] Parece que o Brasil não precisa de trabalho, né?
[00:06:35] Já está faltando mão de obra, né?
[00:06:36] Porque o pessoal fica pendurado no bolso da família.
[00:06:39] Vai tomar no cu, porra!
[00:06:40] Claro que quem trabalha acha que o imediatismo é muito bom.
[00:06:44] Muito bom, muito bom.
[00:06:45] Vou ter mais tempo para a Farra.
[00:06:47] Cláus dominante?
[00:06:48] Não.
[00:06:49] Para festa.
[00:06:50] Ranzinza.
[00:06:51] Para tomar algumas.
[00:06:52] Azeda.
[00:06:53] Talvez brigar até.
[00:06:54] A importância de encher tua boca com a porrada.
[00:06:55] Pode até ter esse lado.
[00:06:56] Medíocre.
[00:06:57] Sindicato já está achando bom.
[00:06:59] Comissosa.
[00:07:00] 66% estão achando bom.
[00:07:01] O que será?
[00:07:02] Só que em um ano as consequências já virão.
[00:07:04] Inflação?
[00:07:05] Claro.
[00:07:06] Menos emprego.
[00:07:07] Porque quem ganha mais vai ser substituído por quem aceita menos.
[00:07:11] Reflita um segundo sobre o que você está falando.
[00:07:13] Porque se você fizer isso, eu tenho certeza que você vai mudar de opinião sozinho.
[00:07:16] E vai cair a produção geral do país.
[00:07:18] Ora, meu Deus do céu.
[00:07:19] Meu Deus do céu!
[00:07:20] E…
[00:07:21] Chama o Paulo Guedes aí para fazer um programa para tirar o país dessa sinuca de bico.
[00:07:27] Pá, bate a merda, cara.
[00:07:29] Porra.
[00:07:30] Puta que pariu.
[00:07:32] E durante o lançamento de seu mais novo livro, o ex-ministro da Fazenda, Maílson
[00:07:37] da Nóbrega, criticou a proposta de redução da jornada de trabalho.
[00:07:42] Carai, olha lá.
[00:07:43] O Brasil tem uma economia medíocre.
[00:07:44] Medíocre?
[00:07:45] É você.
[00:07:46] Que cresce muito pouco, cheia de riscos.
[00:07:48] Classe dominante?
[00:07:49] Não.
[00:07:50] E uma classe política que não enxerga e prefere o populismo.
[00:07:53] Por exemplo, a mudança da jornada de trabalho de 6x1 para 5x2 ou 3x2.
[00:07:59] Você é maluco, é?
[00:08:00] Não, não é.
[00:08:01] E para os jovens que não sabem quem é o rapaz…
[00:08:03] O ex-ministro da Fazenda durante o governo, José Sarney.
[00:08:06] Ah, agora eu entendi.
[00:08:08] Brasileiros e brasileiras.
[00:08:10] O agronegócio deveria ser a inspiração para outro segmento da economia brasileira.
[00:08:16] Xô, droga!
[00:08:17] Fazendão, né?
[00:08:18] Fazendão.
[00:08:19] A indústria vai se inspirar no setor primário?
[00:08:21] Eu não entendi o que ele falou.
[00:08:22] Mas ainda estamos muito presos.
[00:08:23] A busca de benefícios fiscais, a busca de subsídios, a busca do jeitinho.
[00:08:28] Você não teria agro sem Embrapa, por exemplo.
[00:08:31] Não teria agro sem benefício fiscal, sem subsídio, sem estoques reguladores, sem segurança
[00:08:36] para o produtor rural.
[00:08:37] Isso é segurança alimentar também.
[00:08:39] É assim em qualquer país, caralho.
[00:08:40] Carol, essa ideia de reduzir as horas de trabalho na Constituição, na minha opinião, é um
[00:08:45] tiro no pé gigantesco.
[00:08:47] Foda-se você!
[00:08:49] Calma, calma.
[00:08:50] Porque lei não altera o que o trabalhador produz, mas essa lei está aumentando o salário
[00:08:55] dele por hora trabalhada, por decreto, na marreta.
[00:08:58] É essa galera aí que defende, tipo, o congelamento do salário mínimo.
[00:09:02] Congelar o salário mínimo em termos reais de seis anos congelados já ajudaria.
[00:09:06] Quem?
[00:09:07] Seu cu.
[00:09:08] Para eles, os seis anos de congelamento sem aumento real mesmo durante os governos do
[00:09:12] Temer e do Bolsonaro não foram suficientes e sempre foi assim.
[00:09:15] Todo e qualquer direito trabalhista vai quebrar a burguesia.
[00:09:18] No século XIX você já via.
[00:09:19] Não?
[00:09:20] Vocês querem proibir trabalho infantil?
[00:09:21] Vai quebrar.
[00:09:22] Mulher grávida?
[00:09:23] Você quer tirar mulher grávida da fábrica?
[00:09:24] Impossível.
[00:09:25] Vai quebrar as empresas.
[00:09:26] Não?
[00:09:27] Vocês querem diminuir de 16 horas para 14?
[00:09:29] Impossível.
[00:09:30] Vai quebrar as fábricas.
[00:09:31] Vocês sabem que quando foi acabar a escravidão aqui no Brasil, existiu uma grita.
[00:09:35] Ah, acabar com a escravidão é um erro.
[00:09:38] Em 1936, quando criaram o salário mínimo, a mesma coisa.
[00:09:41] Vai quebrar o país!
[00:09:42] Vai quebrar o país!
[00:09:43] Então, o que vai acontecer?
[00:09:44] Vai aumentar desemprego, vai aumentar algo de informalidade, por isso, inclusive, ferra
[00:09:49] a previdência.
[00:09:50] Essa ideia continua sendo péssima por quem impede que o sujeito trabalhe mais para ganhar
[00:09:55] mais.
[00:09:56] O homem é digno do seu trabalho e todo trabalho significa o homem.
[00:09:58] E nós temos um país que precisa crescer e só a crescimento se houver trabalho.
[00:10:02] Democracias sérias e maduras como os Estados Unidos da América, como o Japão, todas
[00:10:05] as pessoas trabalham até a exaustão, mas não corram, rapaz.
[00:10:08] Feliciano tá brilhando nesse episódio.
[00:10:10] Peral, nosso governo faz jornada 6x1 para fugentar ao capital.
[00:10:14] E o pior é que, em ano de eleição, um projeto populista assim tem chance de passar.
[00:10:20] Se fodeu!
[00:10:21] Total.
[00:10:22] E a gente pede, por esse começo…
[00:10:24] Difícil.
[00:10:25] Pois é.
[00:10:27] A nota nos surpreendeu logo no início dessa semana, dando pontapé inicial para o debate
[00:10:30] rápido, em ritmo acelerado, da PEC que põe, enfim, a escala 3x1.
[00:10:36] E malandro é malandro, mané, mané!
[00:10:39] Pois é, e logo o centrão, senhoras e senhores, que de centro não tem nada, porque eles
[00:10:42] são de direita.
[00:10:43] Tem que ser falado!
[00:10:44] Pegou de surpresa até os autores dessa PEC.
[00:10:47] Susto, caralho!
[00:10:48] O deputado do PT Reginaldo Lopes, de Minas Gerais, e a deputada do PSOL, Erika Hilton.
[00:10:52] Ele resolveu apensar esses dois projetos.
[00:10:54] Quando eu conversei com o deputado Reginaldo Lopes, logo que o Hugo Mota anunciou, vou
[00:10:59] enviar essa pauta para a CCJ, ele me disse o seguinte, nossa, eu fui pego de surpresa.
[00:11:02] Susto, caralho!
[00:11:03] Não sabia.
[00:11:04] Não sabia.
[00:11:05] Hugo Mota, muito malandramento, sem avisar ninguém, abraçou o fim da escala 6x1, antes
[00:11:09] que ele fosse atropelado por ela.
[00:11:11] E vamos entender os projetos do Reginaldo e da Erika Hilton.
[00:11:14] A do Reginaldo Lopes, ela preveu o seguinte, uma transição de 10 anos.
[00:11:17] Portanto, nesse início, a proposta começa a valer com 40 horas semanais, cinco dias
[00:11:24] de trabalho, dois de folga, sábado e domingo, liberado.
[00:11:27] Mas aí é uma transição de 10 anos para que se chegue a 36 horas de trabalho por semana.
[00:11:32] Lembrando que a Constituição Brasileira hoje prevê 44 horas semanais no máximo de
[00:11:37] trabalho e a possibilidade de uma escala 6x1.
[00:11:40] E tinha gente achando pouco 44 horas semanais.
[00:11:44] Quando chegar ao fim dessa transição de 10 anos, Juliana, então as empresas e os
[00:11:48] trabalhadores vão, por meio de convenção coletiva, tomar uma decisão sobre qual vai
[00:11:52] ser a jornada desde que ela não ultrapasse 36 horas de trabalho.
[00:11:56] Pode ser o 5x2?
[00:11:57] Pode.
[00:11:58] Mas pode ser outra jornada.
[00:11:59] Então há uma flexibilidade no final desse caminho.
[00:12:02] Mas de cara, assim que aprovar o projeto, começaria a valer 40 horas semanais com cinco
[00:12:07] dias trabalhados e dois dias folgados.
[00:12:10] E obviamente tem várias pegadinhas nessa movimentação do Hugo Mota aí.
[00:12:14] Ele diz que uniu tudo em uma proposta só de emenda constitucional e essa PEC, ela pretende
[00:12:19] alterar a constituição para poder, entre outros pontos, limitar o horário máximo
[00:12:23] de trabalho a 36 horas semanais, trazendo o fim da escala 6x1.
[00:12:28] E a malandragem aí é que o Mota quer frear o processo.
[00:12:31] A apuração da Isabela Causulare, que é repórter do G1, é de que foi visto isso pelo
[00:12:36] Planalto como um gesto positivo, essa ação de Mota, mas que o governo ainda pretende
[00:12:39] enviar um projeto de lei com urgência constitucional, ou seja, para ser apreciado em até 45 dias
[00:12:44] por cada uma das casas, sendo 90 dias no total, para poder ter uma tramitação mais
[00:12:50] rápida em relação a esse assunto, porque o governo quer que isso seja analisado ainda
[00:12:53] no primeiro semestre.
[00:12:54] Ele não precisa nem acreditar na gente.
[00:12:56] Diz aí Sóstanes!
[00:12:57] Não pode de vocês!
[00:12:58] Com relação à escala 6x1, eu entendo que o encaminhamento do presidente Hugo Mota
[00:13:02] foi o melhor possível.
[00:13:03] De forma discreta.
[00:13:04] Ele encaminhou a CCJ para o parecer de admissibilidade.
[00:13:08] Se for admitido na CCJ, vai a uma comissão especial.
[00:13:12] Na Comissão Especial, terão suas sessões, seu amplo debate.
[00:13:16] Este é um ano com muitos feriados, com Copa do Mundo, com eleição.
[00:13:20] Estratgicamente discreta.
[00:13:22] Agora eu entendi!
[00:13:23] Diz aí Sóstanes!
[00:13:24] Quais são as reais intenções do Mota quando ele optou por uma PEC?
[00:13:28] Eu vou te falar da minha experiência.
[00:13:29] Um ano muito curto, cheio de feriados, Copa do Mundo, eleição.
[00:13:34] Quando se joga alguma coisa para a Comissão Especial em um ano como esse, dificilmente
[00:13:39] consegue ser votado.
[00:13:40] Dificilmente consegue ser votado.
[00:13:43] Essa é minha opinião pessoal, não estou falando que é isso que vai acontecer.
[00:13:46] O governo não quer correr riscos, por isso tentará sensibilizar os parlamentares de
[00:13:53] que o melhor caminho para dar celeridade à matéria é através de um projeto de lei
[00:14:00] e não por uma proposta de emenda à Constituição.
[00:14:04] E bora ouvir o agora ministro, pois secretário-geral da presidência, Guilherme Boulos.
[00:14:08] O governo segue na proposta de enviar um projeto de lei com urgência constitucional,
[00:14:13] porque isso faria com que a votação pudesse ocorrer nos próximos meses.
[00:14:17] A urgência constitucional em 60 dias, ela trava a pauta da casa legislativa se não
[00:14:22] for votada.
[00:14:23] Então a gente garante as condições para que seja votada.
[00:14:25] O ministro confia na articulação com os congresistas para que o texto seja discutido
[00:14:31] e aprovado rapidamente.
[00:14:33] E é tudo muito suspeito.
[00:14:35] Diz aí Sóstanes!
[00:14:36] Eu ouvi hoje coisas do presidente Hugo Mota, que só ele pode repetir, que eu acho que
[00:14:40] esse texto, inclusive com algumas adaptações, pode ser a grande solução deste debate todo.
[00:14:45] Ah, será que é isso mesmo?
[00:14:46] A direita está perdidinha!
[00:14:47] A Raquel disse que você de uma forma muito habilidosa, líder, colocou que vocês estão
[00:14:52] a favor do debate, mas ela quer saber se vocês também são a favor do fim da escala
[00:14:57] cês-por-um.
[00:14:58] E qual será que vai ser a resposta dele?
[00:15:00] Qual será?
[00:15:01] Não sabemos.
[00:15:02] Não tem como saber!
[00:15:03] Porra!
[00:15:04] Raquel, na verdade, eu ainda não discuti o assunto com a minha bancada.
[00:15:09] De forma discreta.
[00:15:10] Bem discreta.
[00:15:11] E o Sóstanes realmente é um cara propositivo.
[00:15:13] Eu, pessoalmente, acho que a melhor forma de relação empregador-trabalho é horas trabalhadas.
[00:15:18] Isso é o mais justo.
[00:15:19] A melhor forma, pra mim, é esta é a melhor forma.
[00:15:22] Porra, horas trabalhadas?
[00:15:23] É a uberização completa, porra.
[00:15:25] O cara ficou doente e não trabalhou, e aí?
[00:15:27] Deixa o cara se fuder, porra!
[00:15:29] Quem diz isso é um sujeito que em 2025 acumulou 55 dias de férias e 15 faltas, e não teve
[00:15:35] nada descontado do salário.
[00:15:38] Este é meu olhar pessoal, na minha avaliação, sem dúvidas alguma, seria a melhor solução
[00:15:42] pro país, porque o trabalhador teria total liberdade de trabalhar o quanto ele quer
[00:15:46] o…
[00:15:47] Que sacanagem.
[00:15:48] Caralho!
[00:15:49] O quanto ele não quer e ser remunerado devidamente pelo seu trabalho.
[00:15:53] Deixa eu te falar uma coisa, você tem quantos anos, menino?
[00:15:54] E esse episódio tá tomando um rumo complicado.
[00:15:57] Bora voltar com aquele esquisito que abriu esse roteiro.
[00:16:00] O que mais assusta é que você vai ver na votação, eu quero ver quem vai ter coragem
[00:16:03] de votar contra.
[00:16:04] O Sósteni já anunciou que parte da bancada do PL vai votar a favor.
[00:16:08] Então, exatamente.
[00:16:09] O Sósteni.
[00:16:10] O Sósteni.
[00:16:11] Mas só fica o Sósteni escavar o campo.
[00:16:12] Qual que é o…
[00:16:13] Como você chama ele?
[00:16:14] Alecrim Dourado.
[00:16:15] Que nasceu no campo sem ser semeado?
[00:16:16] Alecrim, alecrim dourado, que nasceu no campo sem ser semeado.
[00:16:23] Porra, galinha pitadita, dia sim, dia não no episódio do meu delírio, porra.
[00:16:26] O Brasil tá drogado.
[00:16:27] Exatamente, ele mesmo.
[00:16:29] Mas será que não corre risco de ter algum efeito bom isso no final que eles não planejam,
[00:16:34] por exemplo, acabar de vez com a CLT?
[00:16:36] Mas que filho da puta, olha aí, veja você.
[00:16:38] Que isso aí vai ser também um arraso para a CLT, os caras vão tentar dar um jeitinho
[00:16:42] e…
[00:16:43] Eu não vejo um parlamentar, Luiz, defender, por exemplo, a liberdade do empregado, negocia
[00:16:47] livremente.
[00:16:48] Eu tive uma experiência.
[00:16:49] Esquece a CLT, vamos negociar livremente.
[00:16:50] Caralho!
[00:16:53] Porra, toda hora é isso, cara.
[00:16:57] Não tem paridade de armas entre empregador e empregado.
[00:17:00] Faz atenção para o momento de transição.
[00:17:02] Primeiro isso aqui, ó.
[00:17:03] Ô guia, você vai pro carnaval?
[00:17:06] Opa, você em Cristiano, claro.
[00:17:08] E você, Ju, maravilhosa criadora das nossas estampas, você vai pro carnaval?
[00:17:11] Sim, sim, sim.
[00:17:12] E Pedro, tu vai pro carnaval, né?
[00:17:14] Obviamente, porra.
[00:17:15] E você, Bolsonaro, vai pro carnaval?
[00:17:17] Eu não posso mais isso aí, não vou fazer.
[00:17:20] Promoção de carnaval do Medo e Delírio em Brasília, tudo com 15% de desconto durante
[00:17:29] a semana do carnaval, de quinta pré até domingo pós, do dia 12 ao dia 22, com o
[00:17:34] cupom só não vai já ir.
[00:17:35] Vai lá, dá uma olhada no loja.medoedelirimbrasilia.com.br e pega lá o que você quiser porque é
[00:17:40] por tempo limitado.
[00:17:41] Agora outra transição, bom, até aqui eu tava gravando de Brasília e agora tô gravando
[00:17:53] do Recife.
[00:17:54] Tá, ok, mas vamos continuar.
[00:17:56] Ela pergunta em relação ao veto do presidente Lula, ao Pelo da Dosimetria.
[00:18:00] Insuportável.
[00:18:01] Como está a organização do oposição?
[00:18:03] Bom, isso inclusive, Raquel, obrigado pela oportunidade de me dirigir aos patriotas de
[00:18:07] todo o Brasil.
[00:18:08] Aqui através do SBT News, foi uma das matérias que nós discutimos com ele, o presidente
[00:18:14] Alcolumbre inclusive esteve minutos antes com o presidente Hugo Mota e ainda não há
[00:18:18] uma data.
[00:18:19] Pois é, o Mota pautou o fim da escala 6x1, mas não a dosimetria.
[00:18:30] Agora voltar para as malandragens do suspeitíssimo Hugo Mota, que do nada, do nada mané, pegou
[00:18:35] pra si a bandeira do fim da escala 6x1.
[00:18:38] Henrique, acho que você tá, assim, considerando um avanço, né, apesar de tudo, é um avanço
[00:18:44] porque a pauta tá caminhando lá e com os setores do Centrão admitindo o fim da escala
[00:18:48] 6x1.
[00:18:49] Quem diria?
[00:18:50] Preste atenção que isso aqui é importante!
[00:18:52] Mas defendendo uma jornada de até 44 horas semanais, isso representa, digamos, uma vitória
[00:18:57] parcial até aqui, pelo menos?
[00:19:00] Olha, não aceitaremos esse malabarismo.
[00:19:03] Já estou ciente dessa articulação nos bastidores, sei que o Centrão está se articulando para
[00:19:09] que eles possam sair por aí dizendo que é apoiar o fim da escala 6x1, mas estão querendo
[00:19:16] manter as 44 horas semanais.
[00:19:18] Esse aí é o Henrique Azevedo, que foi eleito vereador pelo pessoal do Rio de Janeiro e
[00:19:23] desde lá de trás é uma das principais lideranças do movimento.
[00:19:26] Essa discussão, ela pode até ser colocada na mesa, mas saibam.
[00:19:31] A classe trabalhadora não vai aceitar.
[00:19:34] Nós do Movimento VAT, Vida Além do Trabalho, não aceitaremos a permanência de 44 horas
[00:19:41] semanais na CLT.
[00:19:44] Não permitiremos porque se trata de uma jornada bastante exaustiva e a gente precisa do fim
[00:19:51] da escala 6x1 e a diminuição da jornada de trabalho também, o mínimo, porque precisamos
[00:19:56] levar em consideração o tempo que o trabalhador leva no transporte público para ir e voltar.
[00:20:02] É edil!
[00:20:03] Pois é, tem gente que gasta 4 horas por dia para ir e voltar do trabalho, tem gente que
[00:20:07] gasta mais.
[00:20:08] Olha o tamanho da merda!
[00:20:09] E a reação é algo tão necessário como o fim da escala 6x1 e infelizmente a coisa
[00:20:14] mais brasileira possível, quem é contra não trabalha 6x1, se você trabalha 6x1, você
[00:20:19] é contra.
[00:20:20] Quem não trabalha 6x1 e é contra o fim da escala ou não trabalha ou nem nunca conversou
[00:20:24] sobre o tema com alguém que trabalha nessa escala.
[00:20:26] Porra!
[00:20:27] Caralho!
[00:20:28] Porra!
[00:20:29] Conversa com quem trabalha em shopping para entender como é que fica a saúde mental de
[00:20:31] você além de não ver o sol, ficar no ambiente fechado o dia inteiro, você só folgar um
[00:20:34] dia na semana.
[00:20:36] Deve ser insuportável.
[00:20:37] É insuportável!
[00:20:38] O mesmo vale para farmácias, que segundo o Rick Azevedo é o pior trabalho 6x1 que
[00:20:42] tem por aí.
[00:20:43] Carol, eu acho que essa discussão, ela passa por uma premissa, porque veja, muita gente
[00:20:48] já rebate de pronto a possibilidade de uma escala 6x1 no Brasil e eu costumo dizer que
[00:20:53] essa ideia de rebater de maneira imediata sem uma discussão e veja, eu estou falando
[00:20:56] aqui de uma discussão fundamentada, com razoabilidade, com dados reais e concretos, com as experiências
[00:21:02] dos outros países, etc.
[00:21:04] Porra!
[00:21:05] Caralho!
[00:21:06] Porra!
[00:21:07] É um tipo de manifestação muito típica no Brasil de rejeição a ideias de extensão
[00:21:11] de direitos, de defesa de direitos e eu costumo dizer de ideias civilizatórias.
[00:21:16] Caralho!
[00:21:17] Tem uma classe dominante?
[00:21:18] É uma maneira quase sempre de manter a gente numa espécie de status quo, como se a
[00:21:22] singularidade brasileira, como se a realidade brasileira fosse tão singular que não permitisse
[00:21:28] que a gente adaptasse regras de outros países no nosso país.
[00:21:31] Isso aconteceu, vou lembrar aqui um fato histórico importante, que é quando se fala que lá no
[00:21:36] período da escravidão, quando não se podia pensar em ter um regime de trabalho livre,
[00:21:42] porque o país tinha uma singularidade, era uma dependência econômica, etc.
[00:21:46] Cara, e se a gente acabar com a escravidão?
[00:21:48] É impossível!
[00:21:49] A gente vai ter que pagar eles!
[00:21:50] Não tem a mínima condição!
[00:21:51] Vai quebrar o país!
[00:21:52] Agora vai ter salário mínimo!
[00:21:53] Passe mínimo!
[00:21:54] Mas se eu quiser pagar menos, não pode!
[00:21:56] Meu amigo é o fim!
[00:21:57] Vai quebrar o país!
[00:21:58] Se a gente não acaba com o trabalho infantil?
[00:22:00] Como que não vai ter criança trabalhando?
[00:22:02] Gente, tem coisa que só aquela mãozinha faz!
[00:22:04] Se acabar, vai quebrar o país!
[00:22:06] Vamos implementar o décimo terceiro!
[00:22:08] O salário a mais?
[00:22:09] Eu já não quero pagar os que tem!
[00:22:10] Vai quebrar!
[00:22:11] Se a gente acabar com a escala 6x1?
[00:22:13] É uma forma de você normalmente manter as coisas como estão e manter uma espécie de
[00:22:18] atraso.
[00:22:19] Isso acontece também, por incrível que pareça, na escala 6x1, como aconteceu no décimo terceiro
[00:22:24] salário, como aconteceu no direito de férias e assim por diante.
[00:22:27] Então a gente tem que afastar esse tipo de reação, porque é uma reação puramente
[00:22:30] emocional e é uma reação típica no cenário brasileiro.
[00:22:34] É isso aí mesmo!
[00:22:35] É o famoso…
[00:22:36] Dedo no cu!
[00:22:37] Amite!
[00:22:38] E dessa mesma…
[00:22:39] Dedo no cu!
[00:22:40] Amite!
[00:22:41] E dessa mesma…
[00:22:42] Amite!
[00:22:43] E se você acha que papo de luta de classes é coisa do passado…
[00:22:46] Você é maluco, é?
[00:22:47] Ou você é idiota!
[00:22:48] Uma coisa vale para a PEC das Domésticas.
[00:22:51] Por exemplo, foi o único parlamentar que votou contra todos os direitos trabalhistas
[00:22:54] empregados domésticos.
[00:22:55] Bora com a Miriam Leitão!
[00:22:56] Se é aquilo, várias vezes na história essa ideia de que não podemos avançar com uma
[00:23:00] qualidade de vida maior, porque isso gera custos, isso a gente provou ao longo do tempo
[00:23:06] que não melhora a sociedade.
[00:23:09] A gente tem a história famosa da época da lei das domésticas, né?
[00:23:13] Muita gente diz que se vai provocar uma demissão ninguém mais vai ter doméstica, porque vai
[00:23:16] ficar mais caro.
[00:23:17] E não aconteceu isso, pelo contrário, e era um direito delas de terem as suas regulamentações
[00:23:22] trabalhistas, seus direitos trabalhistas respeitados.
[00:23:24] Inclusive o FGTS, que não era um direito até então, né?
[00:23:27] Pois é, exatamente, eram tratadas como trabalhadoras de segunda categoria, porque não tinham alguns
[00:23:32] direitos que os outros tinham, então…
[00:23:34] Eu ouvi, na época, muita gente falando, ah, isso aí vai fazer com que as pessoas não
[00:23:38] tenham uma pessoa em casa, mas não foi isso que aconteceu.
[00:23:42] Tirando esse tipo de reação, o que a gente tem?
[00:23:44] A gente tem, na verdade, hoje uma demanda real e concreta, nós temos um problema concreto
[00:23:49] no mercado de trabalho, e veja, 38% do mercado de trabalho, pelo menos, a gente está falando
[00:23:54] que é informal, ou seja, nem vai ser atingido por esta medida.
[00:23:58] E mais do que isso, nós temos já experiências em outros países que indicam para nós que
[00:24:03] ao adotar escalas similares àquela que quer ser adotada hoje no Brasil a partir de diversos
[00:24:08] projetos que tramitam no Congresso Nacional, isso não gera necessariamente um caos total
[00:24:13] isso não quebra uma economia, isso não gera desemprego generalizado, ou seja, não existe
[00:24:18] nenhuma evidência concreta, além de discursos e narrativas, que indique que isso é o que
[00:24:22] vai acontecer.
[00:24:23] Agora, nós podemos discutir sim situações particulares, ou seja, existem provavelmente
[00:24:28] certos setores da economia que terão dificuldades a implementar, por isso o Congresso Nacional
[00:24:33] pode debater, pode implementar, pode pensar maneiras de fazer uma transição ou de maneiras
[00:24:39] específicas de beneficiar certos setores que podem ser prejudicados.
[00:24:43] Então veja, Carol, eu acho que essa é uma discussão que tem que ser feita com razoabilidade,
[00:24:46] com dados concretos e menos achismo, porque hoje as pesquisas indicam que pelo menos 70%
[00:24:52] da população tem um apoio muito forte à medida, ou seja, não é uma medida simplesmente,
[00:24:57] vamos dizer assim, populista, é uma medida que tem apoio popular, por isso deve ser debatida,
[00:25:02] discutida.
[00:25:03] Acredito que o presidente da Câmara está tentando liderar esse processo por óbvio,
[00:25:07] na própria imagem da Câmara dos Deputados, que tem sido de alguma forma manchada nos
[00:25:11] últimos tempos.
[00:25:12] Acertou miserável!
[00:25:13] Então vamos, com alguns dados concretos de fato, e não é do CLP, hein?
[00:25:18] Tá maluco!
[00:25:19] E um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicado, IPER, aponta que a redução da
[00:25:23] jornada semanal de 44 para 40 horas teria impactos semelhantes aos de reajustes históricos
[00:25:30] do salário mínimo, indicando que o mercado de trabalho tende a absorver a mudança sem
[00:25:35] efeitos relevantes sobre o emprego.
[00:25:38] Porra!
[00:25:39] Caralho!
[00:25:40] Porra!
[00:25:41] Segundo esse estudo que foi divulgado pela Agência Brasil, a pesquisa avalia a transição
[00:25:44] do modelo associado à escala 6x1 e conclui que em grandes setores como indústria e comércio,
[00:25:50] o custo adicional seria inferior a 1% do custo operacional.
[00:25:55] Inferiou a 1% do custo operacional.
[00:25:59] Porra!
[00:26:00] Caralho!
[00:26:01] Porra!
[00:26:02] Porra!
[00:26:03] Menos de 1%, sabe?
[00:26:04] Os impactos mais intensivos em mão de obra, como vigilância e limpeza, esses podem enfrentar
[00:26:10] impactos maiores, o que exigiria políticas de transição e adaptação gradual.
[00:26:15] Segundo o IPER, a jornada de 40 horas elevaria o custo do trabalhador seletista em cerca
[00:26:21] de 7.8%.
[00:26:23] Mas aí é um custo baixo para o benefício social que a medida gera.
[00:26:27] E avaliando, talvez caiba alguma forma de auxílio do governo para os setores mais impactados,
[00:26:32] especialmente pequenos e médios empresários.
[00:26:34] No conjunto das despesas das empresas, esse aumento tende a ser diluído por outros custos
[00:26:39] relevantes, como investimentos e formação de estoques.
[00:26:43] Pequenas empresas que concentram proporcionalmente mais trabalhadores com jornadas acima de 40
[00:26:49] horas podem ter maior dificuldade de adaptação, o que reforça a necessidade de medidas como
[00:26:54] a ampliação de contratos de meio período e prazos de transição.
[00:26:59] O estudo do IPER também destaca que jornadas mais longas se concentram entre trabalhadores
[00:27:04] de menor renda e escolaridade.
[00:27:06] E quem tá contra isso é quem?
[00:27:07] Eu sou rico!
[00:27:08] Cheio de dinheiro.
[00:27:09] Por que será?
[00:27:10] E como…
[00:27:11] Aqui tem informação!
[00:27:12] E esse aqui é um…
[00:27:13] Programa com informação!
[00:27:14] A gente pediu e recebeu uma generosa contribuição do Felipe Pateu, um dos responsáveis pelo
[00:27:19] estudo do IPER.
[00:27:20] Minha querida, eu sou um jornalista de alta performance.
[00:27:22] Eu sou o Cristiano, um prazer falar com vocês aí do Mero Delírio, contar um pouquinho da
[00:27:26] pesquisa que a gente tá fazendo no IPER, com o foco de entender quais as consequências.
[00:27:31] Então começando contando um pouquinho do perfil dos trabalhadores, a gente viu que
[00:27:35] tem uma predominância muito grande entre os trabalhadores com carteira assinada da jornada
[00:27:40] de 44 horas semanais, né?
[00:27:42] 77% dos trabalhadores no Brasil tem jornadas superiores a 40 horas semanais, a maioria
[00:27:48] deles é realmente 44.
[00:27:51] Mas isso não tá distribuído igualmente entre os trabalhadores, né?
[00:27:54] O que a gente percebe é uma desigualdade muito grande.
[00:27:57] Eu tô passada, chocada!
[00:27:59] Para vocês terem uma ideia, os dados que a gente pegou do Ministério do Trabalho de
[00:28:02] 2023, mostram que os trabalhadores com jornadas de 44 horas semanais têm uma média salarial
[00:28:08] de R6.200.
[00:28:14] Isso significa o quê?
[00:28:15] Que trabalhadores de serviços técnicos, profissionais, de nível superior, em geral
[00:28:20] já estão alocados em jornadas de 40 horas semanais, enquanto aqueles trabalhadores com
[00:28:25] com inserção mais precária, em serviços operacionais, eles têm inclusive menor tempo
[00:28:30] de vínculo de emprego, estão sujeitos à rotatividade, menor escolaridade, eles estão
[00:28:34] predominantemente em jornada de 44 horas semanais.
[00:28:37] Então esse era o primeiro recado e achado que a gente encontrou no estudo, que a redução
[00:28:42] de jornada ela reduz desigualdades, porque ela aumenta o salário por hora daqueles trabalhadores
[00:28:47] de menores salários.
[00:28:48] E tem quem seja contra, hein?
[00:28:50] Filho da puta!
[00:28:51] Mas ao mesmo tempo que ela aumenta o salário por hora desse trabalhador, ela aumenta o
[00:28:55] custo para os empresários, não é como que a gente fez essa conta.
[00:28:59] A gente analisou a redução de jornada com manutenção do salário, ela aumenta proporcionalmente
[00:29:05] o custo da hora trabalhada, então o trabalhador que trabalhava 44 horas por semana, se ele
[00:29:10] fica com o mesmo salário trabalhando 40 horas por semana, o salário por hora dele aumenta
[00:29:15] em 10%.
[00:29:16] A gente fez essa distribuição na realidade do mercado de trabalho brasileiro e viu que
[00:29:22] esse aumento do custo da hora trabalhada é de 7.8%, aproximadamente, o que não é
[00:29:28] uma notícia essencialmente ruim, porque a gente pode comparar esse aumento do custo
[00:29:35] da hora de trabalho com aumentos recentes do salário mínimo que teve, tem a política
[00:29:41] de aumento real aí, desde o começo do século XXI.
[00:29:44] Dentro dessa política de aumento real, a gente já teve aumentos de até 12% do salário
[00:29:48] mínimo na comparação interanual, sem impactos negativos no mercado de trabalho, ou seja,
[00:29:54] a nossa economia já é capaz de absorver esse tipo de aumento, ela já se mostrou
[00:29:59] capaz de absorver esse tipo de aumento, e a gente está até ganhando espaço nessa
[00:30:04] absorção quando a política de valorização do salário mínimo incorporou um teto de
[00:30:09] 2,5%, por exemplo, nesse último aumento poderia ter aumentado 1% a mais que não aumentou
[00:30:15] por conta do IK Bolso Fiscal, e isso já pode ser um espaço que a gente tem para a redução
[00:30:22] da jornada de trabalho, então o nosso objetivo é mostrar que é verdade, existe um custo
[00:30:28] no aumento da jornada de trabalho, ela tem uma consequência na redução da jornada,
[00:30:33] tem um custo na hora de trabalho, mas esse custo não é catastrófico, como se faz querer
[00:30:41] demonstrar hoje, né?
[00:30:43] Não é uma pauta simples, inclusive ontem já causou uma reação em alto e bom som
[00:30:49] de várias associações de classe, aliás, como já era esperado, tem CNI, Fiesp, Abimac,
[00:30:55] todas elas se pronunciaram, nós reparamos algumas das notas, vamos lá pras notas, mostrar
[00:31:00] muito rapidamente a Fiesp, né, que fala que tem dialogado com lideranças do mundo do
[00:31:05] trabalho, aí ela fala que tais medidas, né, olha só, a entidade alerta que uma transição
[00:31:11] sem o correspondente aumento de produtividade ou redução do chamado custo Brasil resultará
[00:31:16] em pressões inflacionárias e perda de competitividade, tais medidas impactam a sustentabilidade
[00:31:21] de pequenas e médias empresas, as principais atingidas, devendo gerar retração econômica,
[00:31:26] fechamento de trabalhos e o avanço da informalidade, agora deixa eu passar para a próxima nota
[00:31:31] que a gente tem, temos CNI e Abimac também, que é a associação brasileira da indústria
[00:31:36] de máquinas e equipamentos se manifestando, contrariamente, chamando a atenção para
[00:31:40] os pontos mais discutíveis dessa pauta, né, a discussão sobre a escala 6x1 é legítima,
[00:31:46] mas nós entendemos que o país hoje enfrenta problemas muito mais urgentes, né, aí fala
[00:31:50] da justiça fiscal pendente, etc, e por último temos a nota aqui da Abimac, conforme eu
[00:31:56] citei, cada uma delas enfatiza um determinado ponto, né, todas elas entendem a legitimidade
[00:32:02] da busca por melhores condições de trabalho, né, mas diz que isso ameaça o progresso
[00:32:07] a ignorar a realidade econômica do país.
[00:32:09] Acho que está absolutamente claro aí pela demonstração dos meus amigos, que vai ser
[00:32:15] completamente nefasto para uma classe, digamos, ilustrada, e bora voltar com o Felipe Pateu.
[00:32:21] O custo é perfeitamente absorvível e ali vai ser absorvido de acordo com as estratégias
[00:32:26] empresariais, seja contratar mais trabalhadores, aí sim isso vai virar um custo financeiro,
[00:32:31] vai aumentar a produtividade com o investimento em maquinários, na gestão do trabalho,
[00:32:35] o que importa é que no fim do dia as experiências históricas e o nosso contexto do mercado
[00:32:41] de trabalho não nos levam a crer que vai haver um impacto negativo com essa política
[00:32:46] de redução de jornada, né, isso a gente tem, além da comparação com o salário
[00:32:51] mínimo, a gente pode ver parar com a redução da jornada de 48 horas para 44 horas semanais
[00:32:58] que aconteceu na Constituição de 88, acho que isso é pouco falado, mas já tem estudo
[00:33:02] de impacto que mostra que essa redução de jornada não teve um impacto negativo no
[00:33:07] emprego, então já é uma experiência histórica brasileira, a gente tem as experiências internacionais
[00:33:12] também que mostram que a redução de jornada leva um aumento de produtividade, seja por
[00:33:16] melhoria das condições de saúde do trabalhador, seja por impulsionar uma melhor organização
[00:33:22] produtiva, então a gente considera que tem elementos suficientes para dizer que a economia
[00:33:28] brasileira é capaz de absorver esse impacto dessa redução da jornada de trabalho, isso
[00:33:34] que a gente queria deixar essa mensagem aí para o debate público e uma honra ter falado
[00:33:39] com vocês.
[00:33:40] A honra é nossa, brigadíssimo Felipe, e quero agradecer também ao Thor Saad Ribeiro
[00:33:44] pela ponte, valeu Thor!
[00:33:45] E é inacreditável que a gente precisa chegar em 2026 para que as pessoas não tenham só
[00:33:51] um descanso semanal, para derrubar a escala 6x1.
[00:33:58] E bora para Minas Gerais!
[00:33:59] Eu quero me drogar!
[00:34:00] Rafael Mansur no Jão Minas no dia 5 de fevereiro.
[00:34:04] O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o TJMG, voltou a suspender o Programa de Escolas Cívico-Militares
[00:34:11] do Estado.
[00:34:16] O desembargador Pedro Bittencourt Marcondes derrubou a eficácia da sentença da juíza
[00:34:20] Janete Gomes Moreira, que havia suspendido uma decisão do Tribunal de Contas do Estado,
[00:34:25] TCE de Minas Gerais.
[00:34:26] O órgão havia determinado a paralisação da política educacional.
[00:34:30] E repara só no motivo.
[00:34:32] Então repare bem.
[00:34:33] O magistrado atendeu a um pedido do próprio TSE, que argumentou que, abre aspas, se ateve
[00:34:39] à análise de ilegalidade, especialmente quanto à ausência de lei formal que institui o
[00:34:45] modelo cívico-militar no âmbito da rede pública estadual de ensino, bem como a irregularidade
[00:34:50] de orçamentária verificada.
[00:34:52] Fecha aspas.
[00:34:53] Pois é, entenderam?
[00:34:54] O governo Zema criou uma parada e esqueceu de transformar isso em lei.
[00:34:59] Antes tinha o PESIM, que era um projeto federal nos estados, mas ainda bem que essa desgraça
[00:35:04] bolsonarista acabou.
[00:35:05] E a solução do governo Zema envolveu a ausência de lei formal sobre as escolas, mas a gente
[00:35:10] só tá falando disso aqui por causa do Matheus Simões, que é vice do Zema e que em breve
[00:35:16] vai assumir o governo de Minas.
[00:35:18] O Matheus Simões tá no PSD, mas a gente lembra muito bem que até o ano passado esse
[00:35:23] rapaz era do Partido Novo, e tal qual o Ricardo Salles, a gente sempre vai associar a pessoa
[00:35:30] ao partido que esse podcast mais odeia.
[00:36:48] Pois é, olha o naipe da retórica do cara.
[00:36:55] Aí na semana passada a gente apontou que a extrema direita tá gravitando em torno
[00:36:59] da…
[00:37:00] Infelizmente, a gente descobriu que o Millay é o Adrilis da Casa Rosada.
[00:37:06] O Millay foi dar uma corrida enquanto pulava alucinadamente, aí o Palitor deu uma levantada
[00:37:13] e deu pra ver que ele tava usando fralda.
[00:37:16] Bom, ele tem a necessidade de usar fraldas porque os sphincters deles não funcionam.
[00:37:22] O Javier ficou sem conseguir andar durante uma semana.
[00:37:24] Ele tem sete harnas de disco, ele usa um colete, por isso ele se senta sempre na ponta da cadeira,
[00:37:29] assim, todo ereto.
[00:37:30] O problema é o que ele tem na coluna.
[00:37:33] Sim, e toma de clofenaco todos os dias, toma seis latas de mango todo dia, mango louco,
[00:37:39] que é tipo um Red Bull, né?
[00:37:42] Que te dá asas, perdão pelo merchama, mas cada lata equivale a vinte e quatro xícaras
[00:37:46] de café.
[00:37:47] Não, claro que não.
[00:37:50] Então vai o coquetel de ketchupina, Red Bull e de clofenaco.
[00:37:54] Tudo isso acaba com a flora intestinal e, bom, aí ele tem a necessidade de usar fralda
[00:37:58] porque todos os sphincters dele não funcionam, não respondem.
[00:38:04] Porra Jair, tu tá no lucro, hein?
[00:38:05] Por que chora Jair Bolsonaro?
[00:38:07] Aí, infelizmente, a gente precisa falar dos Estados Unidos, que lá tá sendo um grande
[00:38:10] de um laboratório da extrema-direita.
[00:38:12] Bora pra Lisa Friedman e a Maxine Joselow no New York Times no dia 9 de fevereiro.
[00:38:18] Nos próximos dias, a Agência de Proteção Ambiental, a EPA, deverá revogar uma determinação
[00:38:23] que tem sustentado a capacidade do governo federal de combater o aquecimento global desde
[00:38:27] 2009.
[00:38:28] Essa conclusão científica, conhecida como constatação de perigo, determinou que os
[00:38:32] gases de efeito estufa ameaçam a saúde e o bem-estar públicos.
[00:38:36] Ela exigiu que o governo federal regulamentasse esses gases, que resultam da queima de petróleo
[00:38:40] e óleo, gás e carvão.
[00:38:41] Ao revogar essa determinação, o governo Trump eliminaria os limites para gases de efeito
[00:38:46] estufa emitidos por carros, por usinas de energia e por indústrias, que geram a poluição
[00:38:50] que aquece o planeta.
[00:38:51] E quem tá liderando essa cruzada maluca é o Russell Vought, o maior responsável pelo
[00:39:02] projeto 2025, e o Trump jurava que não tinha nada a ver com esse projeto.
[00:39:07] Primeiro, eu não tenho nada a ver com isso, como você sabe, e como ela sabe melhor do
[00:39:11] que ninguém.
[00:39:12] Eu não tenho nada a ver com o projeto 2025.
[00:39:13] O projeto foi publicado e eu não li.
[00:39:15] Eu não quero ler, de propósito, eu não vou ler, era só um grupo de pessoas que se
[00:39:18] reuniram.
[00:39:19] Aí, para a surpresa de ninguém, o Project 2025, cujo grande cérebro, esse cara que
[00:39:25] vai falar, ia seguir, é a grande planta do segundo governo Trump.
[00:39:29] 80% do meu tempo é dedicado a elaborar planos sobre o que é necessário para assumir o
[00:39:35] controle dessas burocracias.
[00:39:37] Eu quero ser a pessoa que esmaga o estado profundo.
[00:39:39] Acho que existem muitas maneiras diferentes de fazer isso.
[00:39:41] Cortar o financiamento, congelar os cofres públicos, impedir que gastem dinheiro.
[00:39:46] É acabar com a independência deles.
[00:39:50] Vale dizer que isso aí, o cara disse sem saber que tava sendo gravado, hein?
[00:39:54] O Vought é um cara interessante porque ele vem dessa aula que tradicionalmente é socialmente
[00:39:58] e fiscalmente conservadora do Partido Republicano.
[00:40:01] Ele acendeu por esses canais tradicionais.
[00:40:02] Não parece ser naturalmente um apoiador de Trump, você tão conservador em questões
[00:40:06] sociais.
[00:40:07] Mas ele entrou para o primeiro governo e ficou muito frustrado com o que viu.
[00:40:11] Ele viu funcionários públicos em sua opinião obstruindo Trump, mas também viu nomeados
[00:40:15] políticos que ele considerava serem preguiçosos, radicais ou que tentavam obstruir Trump por
[00:40:20] seus próprios motivos, e ele não queria que isso acontecesse novamente.
[00:40:23] Então ele criou o projeto 25 como uma forma de ter uma equipe engajada, treinada e pronta
[00:40:27] para agir, e como um conjunto de métodos para superar essa oposição e construir a nação
[00:40:32] cristã que segundo ele deveríamos ser e como fomos fundados.
[00:40:38] E ele foi bem didático quando ele foi gravado.
[00:40:40] Então eu quero ter certeza de que possamos dizer que somos uma nação cristã, e isso
[00:40:45] é bem próximo do nacionalismo cristão.
[00:40:48] Se vamos ter imigração legal, podemos pelo menos conseguir pessoas que realmente acreditam
[00:40:52] no cristianismo, e vamos encerrar esse mix de insanidade e o episódio com ele.
[00:40:57] Céu sul, rocha de barros, céu sul, rocha de barros, as análises embasadas, as análises
[00:41:04] embasadas.
[00:41:05] Que resumiu bem o que deve ser esse ano de 2026.
[00:41:08] Quem aí tinha na sua cartela de bingo para 2026 uma campanha de solidariedade ao povo
[00:41:13] dinamarquês contra o imperialismo?
[00:41:15] Ninguém.
[00:41:16] Essa ninguém adivinhou o que acontecia, né?
[00:41:20] Fala a verdade.
[00:41:21] Que quadra da história, hein, senhores e senhores?
[00:41:22] Ó, acabou.
[00:41:23] Tchau pra vocês.
[00:41:24] Juízo no Carnaval, hein?
[00:41:26] Não esperem episódios na Semana do Carnaval.
[00:41:28] Por favor!
[00:41:29] Só uma gaveta de enganação aí.
[00:41:31] Pessoal tem um jeito de terminar esse episódio.
[00:41:33] Para quem quiser tem uma versão de uma hora no YouTube, hein, para deixar rolando.
[00:41:36] Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Delírio, de astrólogo a ideólogo, do
[00:41:41] politicamente incorreto ao reto, do cifeto fase anal, o Brasil no temporal.
[00:41:47] No inferno em Virgínia chegou o autoproclamado pensador, discorreu no YouTube a sua verve,
[00:42:03] o ressentimento ferve, o diabo carregou.
[00:42:07] Alô, Unidos do Delírio, a tempatia tem limite.
[00:42:13] Do cifeto fase anal, o jardim das aflições, marxismo cultural, fim das civilizações,
[00:42:20] o tabaco não faz mal, coletivo imbecil, manda você pra puta que pariu.
[00:42:29] Pai Daniel, direita brasileira, com discurso conservador, ajudou os patriotas a instalar
[00:42:41] o veneno do terror.
[00:42:43] Na África é macumba e eixo, o que que ele vai fazer?
[00:42:47] Manda tu tomar no cu, vê comigo o amor, a retórica explodir, na mídia abriu a porta
[00:42:55] pro astrólogo exprimir.
[00:42:57] Uma filosofia retorcida, pervertida da egípcia, faz o cu querer cair.
[00:43:05] Newton revisou, galeu, o charlatão já revulgou.
[00:43:11] A Covid é só invenção e voz da prova, chega lá no seu caixão, no inferno em Virgina.
[00:43:20] Chegou o alto proclamado pensador.
[00:43:26] Não há que se medo global, nova ordem mundial, o diabo carregou.
[00:43:33] Doce e feta, fase anal, o jardim das aflições, marxismo cultural, brindas civilizações,
[00:43:40] o tabaco não faz mal, coletivo imbecil, manda você pra puta que pariu.
[00:43:47] Veneno imbecil, imbecilia.
[00:43:53] Valeu gente, bom carnaval para vocês.
[00:43:55] Ah porra, e não esqueçam da promoção na loja, vai de agora de hoje, já tá valendo,
[00:44:00] só não vai já ir, sem acento, sem nada, 15% desconto, hein, até o domingo pós carnaval, aproveitem.
[00:44:15] Tchau pra vocês, vem pianinho.
[00:44:20] E hoje a gente fica por aqui.
[00:44:22] Esse episódio usa áudios de Metrópoles, o Tempo, Bande de Jornalismo, CNN Brasil,
[00:44:25] o OUSBT News, Câmara dos Deputados, Jovem Pânio, O Povo, Felipe Pateu, PBS News Hours,
[00:44:29] CNN, Katie Couric, A Praça é Nossa, Adrilis, Alexandre Frota, Thais Bilenk, Alfredo Del Penho,
[00:44:33] Pedro Paulo Malta, Alfredo Rolo, Ana Bonassa, Letícia Sarturi, Angu de Grilo, Aquarismo,
[00:44:37] Rolê de Casal, Ariel Palacios, As Meninas, Auri Verde Brasil, Aviões e Músicas, Bahia
[00:44:40] Cast, Bebel da Bebel Book, Celã do Ângelo, Carol Ito, Belo Futurama, Bezerra da Silva,
[00:44:43] Bonde do Tigrão, Hermes Renato, Brasil Conference, Brochada Sinistra, Bruno Aleixo, Canal Gove,
[00:44:47] Congresso em Foco, Carla Bora, Caroline Sardá, Casimiro, Casa TV, CBN, Choque de Cultura,
[00:44:51] Coisa Nossa, Roda Viva, Jô Soares, Jogo Defante, DPF Tubes, Eu Presley, Rede Globo, Fernanda
[00:44:55] Torres, Altas Horas, Flávio Florencio, Flávio Florencio, Flipe, Flow, Rolê de São Paulo,
[00:45:00] Franciel Cruz, Bagaceira Chique, Galãs Feios, Gil Broder, Globonews, Greg News, Ilherme Boulos,
[00:45:04] Cartoon Network, Gustavo Mendes, Hoje Tem, Ian Neves, ICL Notícias, Inteligência Limitada,
[00:45:07] Pesadelo na Cozinha, Jair Rodrigues, Joe Pesso, José Cobori, Jout Jout, Limerson Morales,
[00:45:11] Conversa Com Bial, Maria Rita, Marketing de Milhões, Massacration, Programa Silvio Santos,
[00:45:14] Maíra Réquia, MCBN, Porta dos Fundos, Meteoro Brasil, Midcast, Esporte TV, Molejo, Moreira da Silva,
[00:45:20] MTV, Natuzaneri, Notas Taquigráficas do Senado, Não Enviabilize, O Antagonista, O Assunto, TV Senado,
[00:45:24] O Apai, Os Sete Gatinhos, Os Faldeus Taque, O Padre Reginaldo Manzotti, Paulo Gala, Escolhendo
[00:45:28] Professor Raimundo, Picardia e Caos, Poder 360, Podcast, Podtrash, Ponte Jornalismo, Dom Enruan,
[00:45:33] Portal Uai, Professor Pasquale, QG do Pop, Rádio Band News FM, Rafa Amon, Rodrigo Góes, Samira
[00:45:37] Seu Pimenta, Super Pop, Samia Bonfim, O Poderoso Chefão, The Noite, Thiago Santinelli, TV 247,
[00:45:41] TV Brasil, TV Brasil GOV, TV Câmera Distrital, TV Justiça, TV Quase, Vitor Camejo, Tulio Milionário,
[00:45:46] Chadrez Verbal, MC Crel e The Office.
[00:45:48] Thank you!
[00:45:48] Se quiser e puder, pingam lá pra gente no apoia.se bar Medo e Delírio, no patreon.com bar Medo e Delírio em Brasília,
[00:45:55] na Orelo ou no Pix, Medo e Delírio em Brasília, arroba gmail.com.
[00:45:59] Porra, relação ao caralho, porra, não tem nem dinheiro pra me comprar um jogo de videogame, moro, cara?
[00:46:03] Assina o nosso feed no seu agregador de podcast favorito
[00:46:06] e dá uma olhada nas nossas redes sociais e também no loja.medoedelirimbrasília.com.br
[00:46:12] Eu sou Cristiano Botafogo, o Medo e Delirio em Brasília é escrito por Pedro Daltro
[00:46:16] e produzido pelo Guilherme Gandolfi, arroba Gui Frodo nas redes sociais.
[00:46:20] Bora passar pano?
[00:46:21] Não!
[00:46:21] Mas bora passar menos raiva?
[00:46:22] Bora!
[00:46:25] Me permite uma parte?
[00:46:26] Não lhe dou a parte!
[00:46:27] Fala galera do Medo e Delírio em Brasília, tudo bem?
[00:46:30] Aqui é a Maíra Reca, advogada da OAB São Paulo e presidente da Comissão das Mulheres Advogadas.
[00:46:35] A violência contra mulher atinge no Brasil números alarmantes
[00:46:38] e no meio dessa violência temos as importunações sexuais e os casos de assédio
[00:46:42] que aumentam bastante durante o Carnaval.
[00:46:45] Por isso a OAB São Paulo criou o OAB Purelas no Carnaval,
[00:46:49] um projeto com mais de 350 advogadas voluntárias que vão prestar acolhimento
[00:46:54] e dar orientações pras mulheres que se sintam vítimas desta violência durante as festividades,
[00:47:00] seja nos bloquinhos de rua ou no sambódromo de São Paulo.
[00:47:03] Pra registrar a denúncia é fácil, basta entrar no site
[00:47:06] www.oabsp.org.br e procurar pelo banner OAB Purelas.
[00:47:13] Lá a denúncia pode ser feita de maneira anônima e a vítima vai receber acolhimento.
[00:47:18] Divulguem esse canal e vamos juntos e juntas combater essa violência.
[00:47:22] Obrigada pelo espaço pessoal, boas festas!
[00:47:25] Acabou?
[00:47:25] Não!
[00:47:26] Enquanto o estado bate recorde no número de feminicídios,
[00:47:28] o governo de São Paulo congelou a verba destinada ao combate à violência contra a mulher.
[00:47:32] Pode isso!
[00:47:32] A Elda Melo tá em frente à delegacia da Mulher,
[00:47:34] é uma das delegacias, ela se fica em Santo Amaro, ou na sua aqui da capital,
[00:47:36] e fala pra gente sobre o impacto dessa medida, no momento que a gente vive uma crise,
[00:47:40] um aumento, um recorde do número de feminicídios no estado de São Paulo.
[00:47:42] Pois é, Elda, boa tarde!
[00:47:43] Oi, Elan, boa tarde, boa tarde a todos!
[00:47:45] Pois é, muito dinheiro congelado justamente numa pasta que promove as ações de combate à violência contra a mulher.
[00:47:50] Pra você ter uma ideia, no ano passado faz com que teve investimento.
[00:47:52] 96% do dinheiro destinado acabaram ficando congelados.
[00:47:56] Dos 26 milhões previstos pra essas ações de enfrentamento à violência,
[00:48:00] somadas as verbas dos programas da Secretaria de Segurança Pública e de políticas pra mulher.
[00:48:05] 900 milhões foram liberados pra execução desse orçamento.
[00:48:08] O maior congelamento foi na Secretaria de Políticas pra Mulher,
[00:48:11] que ficou sem dinheiro no ano passado,
[00:48:12] e pra este ano, do total dos 36 milhões de reais que o governo, que ela teria, o melhor,
[00:48:18] o governo manteve aí quase 16 milhões,
[00:48:20] sendo que é uma boa parte pra despesas administrativas pelos dados que nós levantamos.
[00:48:24] Agora, tudo isso num momento em que o cenário, ele vai ficando cada vez mais complicado.
[00:48:27] Acabou?
[00:48:28] Não!
[00:48:28] Para ouvir o José Cobori.
[00:48:29] Eu vou ler algumas notícias aqui, pra gente ler só duas, né?
[00:48:31] Já encerrando o vídeo.
[00:48:32] A abolição repentina da escala 6x1 é a grande questão nacional neste momento.
[00:48:36] A abolição repentina da escala 6x1 é o pesadelo do comércio.
[00:48:39] A abolição repentina da escala 6x1 é finalmente o pleito supremo,
[00:48:42] de cuja solução depende o respeito à propriedade, à prosperidade, à integridade e o futuro do país.
[00:48:47] A abolição repentina da escala 6x1 é, pois, uma questão de interesse geral da pátria,
[00:48:51] uma questão política, uma questão de administração, uma questão econômica.
[00:48:54] Essa é uma notícia que saiu no jornal A Cotilha, de 10 de outubro de 1884.
[00:48:59] Eu troquei aqui as palavras também de escravidão por escala 6x1,
[00:49:02] só pra vocês verem que fez sentido a notícia que eu li.
[00:49:04] Essa aqui saiu no jornal O País, de 7 de maio de 1881.
[00:49:24] E afinal, levarão a nação com a sua mal-entendida filantropia à anarquia, à dissolução.
[00:49:31] Como nação possuidora de escravos, está o Brasil em condições especiais,
[00:49:34] que de todo ponto o inibem de levar a efeito à emancipação sem prévia indenização,
[00:49:38] porque todo país vive exclusivamente da lavoura, e esta é feita exclusivamente pelos escravos.
[00:49:42] Sendo sem contestação a lavoura sua única fonte de riqueza,
[00:49:45] como é que poderá então o Brasil, de um momento para o outro, abrir mão da escravidão sem indenização
[00:49:49] e nem tendo capitães para atenuar os efeitos dolorosos do criminoso atentado
[00:49:53] contra o direito de propriedade, em tais circunstâncias não será só a lavoura.
[00:49:56] Convençamo-nos disto, que há de sofrer os terríveis efeitos da espantosa crise social.
[00:50:00] É o comércio, é o funcionalismo, é o país inteiro, representado por todas as suas classes,
[00:50:04] que a súbida desorganização do trabalho, a falta de capitães e finalmente a anarquia
[00:50:08] reduzirão a maior extremidade.
[00:50:10] Argumentos aqui de que vai acabar, o país vai acabar, nesse caso que vai virar uma anarquia,
[00:50:14] não aconteceu nada disso, até porque, eu não sei se eu falei no outro vídeo,
[00:50:16] existe também a questão econômica, que quando passaram a…
[00:50:18] Obviamente teve um momento de transição também, muitos trabalhadores que eram escravos,
[00:50:21] deixaram de ser escravos, passaram por necessidades, mas você agora remunerando
[00:50:24] uma classe que não recebia nada, você criou também uma massa salarial,
[00:50:27] uma massa de renda, que foi utilizada para ser consumida também, para ser consumida,
[00:50:30] que é exatamente o que vai acontecer agora, o trabalhador também com mais dias de descanso,
[00:50:33] então os setores da economia serão também beneficiados, porque são
[00:50:36] trabalhadores que possivelmente vão ter acesso a mais educação, a mais cultura,
[00:50:39] a mais lazer, a mais entretenimento, então tem setores da economia que vão ser beneficiados.
[00:50:43] Acabou? Não.
[00:50:44] Isso aqui estava no canal Eu Presley.
[00:50:46] Tentando colocar a cabeça do trabalhador agora,
[00:50:48] é que uma coisa que é boa para ele vai se tornar ruim no futuro.
[00:50:51] Desde que o mundo é mundo, sempre que há uma melhoria na vida do trabalhador,
[00:50:55] as pessoas usam o perigo do desemprego para assustar.
[00:50:58] Acabou? Não.
[00:50:59] Porque teve um tempo que eu fazia propaganda para os homens fazerem exames de próstata.
[00:51:05] Não sei se vocês sabem, tem homem com 60 anos que nunca fez o exame.
[00:51:12] Ah, eu não posso, eu sou homem, eu não quero que o médico mexa nas minhas partes.
[00:51:18] Enquanto a mulher se tubimete a um monte de exames, o homem tem vergonha de tomar uma dedada.
[00:51:28] Ah, tem ajuízo, meu caro. Se você não fizer o exame de próstata,
[00:51:34] quando você tiver um problema na próstata, você vai ver que não é um dedo que ele vai enfiar.
[00:51:40] Você vai perceber o tratamento, como é difícil de fazer.
[00:51:43] Então a gente precisa educar a pessoa.
[00:51:47] Acabou? Não.
[00:51:47] Bora ouvir a Caroline Sardá.
[00:51:49] Se você vê mais o diabo do que Cristo nos discursos de um político cristão,
[00:51:52] talvez você esteja diante da teologia do domínio.
[00:51:55] Para quem não conhece, a teologia do domínio é menos uma teologia e mais uma captura da fé em uma ideologia de poder.
[00:51:59] Ela usa religião, medo e a ideia permanente de caos para legitimar projetos autoritários.
[00:52:03] Se trata de um projeto teocrático organizado, mais duradouro e até mais perigoso do que o bolsonarismo enquanto figura política.
[00:52:09] Até porque presidentes passam, projetos de poder permanecem.
[00:52:11] Só o comentário Apocalipse nos Trópicos, da cineasta e roteirista Petra Costa,
[00:52:14] é um ponto de partida essencial para entender como essa engrenagem opera no Brasil de hoje.
[00:52:18] O princípio central é que o Estado deve se submeter a uma fé cristã em específica.
[00:52:21] Para isso, recorre-se a um Jesus que deixa de ser uma figura de salvação do ser humano
[00:52:25] e vira uma espécie de general em uma batalha contra os descrentes.
[00:52:27] O que se torna, na prática, autorização divina para dominar pessoas, instituições, leis e culturas.
[00:52:32] Essa teologia nasce no fundamentalismo cristão norte-americano e ela é importada para o Brasil.
[00:52:36] Dentro dessa lógica, surge também a doutrina dos Sete Mãos.
[00:52:39] A sociedade deve ser conquistada cristalmente nessas áreas.
[00:52:41] Não à toa vemos influência direta em campanhas eleitorais, políticas públicas e discursos oficiais.
[00:52:45] Trata-se de um nacionalismo cristão, o Brasil como uma nação escolhida.
[00:52:48] Alianças com lideranças evangélicas globais e até o uso da política externa como ferramenta religiosa.
[00:52:53] Nesse cenário, a política é mitificada.
[00:52:55] Não se julga mais líderes por ações, mas por unção.
[00:52:57] Tanto que Bolsonaro e Trump aparecem como pecadores ungidos.
[00:52:59] Os pecados não importam, porque a missão seria divina.
[00:53:01] O mito substitui o projeto político racional.
[00:53:03] A consequência desse projeto é que a política se transforme em uma guerra de justiça.
[00:53:07] Quem discorda não é mais visto como adversário político, mas como inimigo a ser eliminado.
[00:53:10] A religião passa a fabricar medo e obediência, criando pânico moral constante e normalizando discursos de eliminação do outro.
[00:53:15] É o caminho para uma lei divina que se sobrepõe à constituição.
[00:53:17] E esse movimento também marca a transição da teologia da prosperidade para a teologia do domínio.
[00:53:21] Antes, o foco era a bênção individual.
[00:53:23] Agora, é o domínio institucional.
[00:53:25] A igreja deixa de esperar Cristo e passa a governar em nome dele.
[00:53:28] Tudo isso está em curso nesse instante.
[00:53:29] Em síntese, a teologia do domínio é quando a fé deixa de orientar a vida e passa a se transformar.
[00:53:35] Quando a fé deixa de orientar a vida e passa a objetivar o poder.
[00:53:38] Acabou?
[00:53:38] Não!
[00:53:39] Esse aqui é o Limerson Morales.
[00:53:59] Acabou?
[00:54:00] Não!
[00:54:00] Acabou sim!
[00:54:01] Acabou!
[00:54:01] Acabou!
[00:54:02] Porra!
[00:54:02] Acabou!
[00:54:03] Beijinho, sigamos com muito amor e poesia.
[00:54:06] Ouve a voz do Silperínio.
[00:54:08] A boca é um ano da face.
[00:54:09] Faranda do Poe.
[00:54:10] Lexotan não se toma na veia.
[00:54:12] Essa porra é maconha?
[00:54:13] Quando você é jovem, qualquer pessoa que tenha um baseado vira seu amigo.
[00:54:16] O Bolsonaro sendo atropelado.
[00:54:18] Tô de acordo.
[00:54:19] Fazer as pessoas passarem fome.
[00:54:20] É isso.
[00:54:21] Cenoura!
[00:54:22] Cenoura!
[00:54:23] Mais ou menos isso.
[00:54:24] Que porra é essa aqui? É maconha essa porra?
[00:54:25] Quem fuma 200 baseados?
[00:54:28] Muita gente.
[00:54:29] Muita, mas muita gente.
[00:54:30] Conversa de bêbado.
[00:54:31] Nem todo artista é maconheiro.
[00:54:34] Mas todo maconheiro é um artista.
[00:54:35] Algum delírio.
[00:54:36] Presunto Parma, vamos lembrar, não é qualquer presunta.
[00:54:38] Não é proibido no Brasil transar.
[00:54:41] Antigamente as pessoas ainda coçavam a virilha, hoje nem isso coça mais.
[00:54:44] Pega sua toalha, tem porre dentro do seu cu.
[00:54:47] Um opalão, um chevette, um golbolinha.
[00:54:49] Vai deixar eles mijarem em cima de você.
[00:54:52] Lixo.
[00:54:52] Arrombado.
[00:54:53] Vai entrar o grosso.
[00:54:54] O grosso chegou!
[00:54:56] Ai, que dor no meu pau.
[00:54:58] Eu sou especialista em pau.
[00:54:59] É a piroca.
[00:54:59] Ela é bastante extensa.
[00:55:01] Veja a gramatura.
[00:55:02] Você não sabe como eu ficava feliz quando eu vi um trabalhador mostrar uma pica.
[00:55:07] Também entra, também entra.
[00:55:09] Cadê os machos?
[00:55:10] Eles têm um pênis.
[00:55:11] Pistolão bonito, né?
[00:55:13] A controvérsica.
[00:55:13] Contém ovos.
[00:55:14] Não esqueça de lavar os testículos, a virilha e o anjo.
[00:55:17] Noventa e cinco por cento da população mundial faz errado a limpeza do ânus.
[00:55:23] Ânus.
[00:55:24] Os galinachos têm pênis.
[00:55:25] Tem graça esse final? Não, né?
[00:55:27] Desculpa.
[00:55:27] Desculpe.
[00:55:28] Desculpe.
[00:55:28] Desculpe.
[00:55:29] Desculpe.
[00:55:29] Desculpe.
[00:55:30] Desculpe.
[00:55:32] Pera um pouco, querido.
[00:55:34] Pera só um minuto.
[00:55:36] Só um minutinho.
[00:55:38] Estamos esperando aí.
[00:55:40] Calma, calma, calma.
[00:55:41] Relaxe.
[00:55:42] Pronto, tá bom.
[00:55:43] Pronto.
[00:55:43] Era isso?
[00:55:45] Acorda, vagabundo.
[00:55:46] Acorda.
[00:55:47] Acorda.
[00:55:49] Obrigado, minha gente.
[00:55:51] Desproteja tudo.
[00:55:52] Seja feliz.
[00:55:54] Abraço.
[00:55:55] Desproteja tudo.
[00:55:58] Crêu.