Lambda3 Podcast 473 - Quando vai ficar pronto?
Resumo
O episódio discute a famosa pergunta “quando vai ficar pronto?” que gerentes, diretores e stakeholders frequentemente fazem a times de desenvolvimento de software. Os participantes exploram as motivações por trás dessa pergunta, que muitas vezes está ligada a expectativas hierárquicas, necessidade de planejamento financeiro ou pressão por metas organizacionais. Eles destacam como essa demanda por previsibilidade entra em conflito com a natureza incerta do desenvolvimento de software, onde escopos mudam e imprevistos são comuns.
A conversa aborda a diferença crucial entre estimativas e prazos fixos, e como roadmaps devem ser documentos vivos que se adaptam conforme novas informações surgem. Os participantes compartilham experiências sobre como times são frequentemente forçados a dar “chutes” que depois se transformam em compromissos, criando um ciclo de pressão e frustração. Eles também discutem a tendência atual de microgerenciamento, especialmente com a cobrança por estimativas em horas, que surge muitas vezes de insegurança dos clientes ou gestores.
São apresentadas alternativas para lidar com a questão dos prazos, como o uso de Kanban para gestão de fluxo e métricas baseadas em dados reais do time. Os participantes enfatizam a importância de manter outras métricas valiosas além das horas, como lead time e throughput, para entender a velocidade real do time e identificar gargalos. A discussão também cobre como estimativas em horas podem prejudicar a colaboração no time e incentivar comportamentos contraproducentes, como a “gordura” nas estimativas.
No final, os participantes deixam conselhos práticos: estudar Kanban como metodologia de gestão de fluxo, não abandonar métricas importantes mesmo quando há cobrança por horas, e entender que cada projeto é único e requer abordagens adaptadas. Eles reforçam que, embora desafiador, é possível criar previsibilidade através de dados históricos e transparência no fluxo de trabalho, sem recorrer ao microgerenciamento que tanto prejudica a moral e a qualidade do trabalho.
Indicações
Conceitos
- Triângulo de Ferro — Conceito de gerenciamento de projetos que ilustra a relação entre escopo, prazo e orçamento, mostrando que é impossível manter os três fixos simultaneamente sem sacrificar a qualidade.
Ferramentas
- Azure DevOps — Mencionado como ferramenta que pode automatizar a coleta de métricas de tempo quando os cards são movimentados corretamente no board, fornecendo dados precisos sobre lead time.
Metodologias
- Kanban — Recomendado como metodologia de gestão de fluxo que fornece previsibilidade através de métricas baseadas em dados históricos reais do time, em vez de estimativas de cabeça.
Linha do Tempo
- 00:02:29 — Introdução ao tema: por que perguntam ‘quando vai ficar pronto?’ — Fernando Okuma introduz o tema questionando por que stakeholders fazem essa pergunta a times que lidam com incertezas no desenvolvimento de software. Ele pede aos participantes que explorem as intenções por trás da pergunta, já que muitas pessoas sabem que é difícil dar uma resposta precisa. Os participantes começam a discutir como expectativas hierárquicas e necessidades de planejamento financeiro motivam essa demanda por prazos.
- 00:05:48 — A diferença entre estimativas, prazos e roadmaps — A discussão avança para a distinção entre estimativas (que são aproximações) e prazos fixos. Os participantes explicam como roadmaps devem ser documentos vivos que se adaptam conforme novas informações surgem, ao contrário de cronogramas rígidos. Eles destacam a dificuldade que muitas empresas têm em entender essa diferença, especialmente em ambientes que misturam metodologias ágeis com gestão tradicional.
- 00:19:00 — O problema das estimativas em horas e o microgerenciamento — Os participantes discutem a cobrança por estimativas em horas, que causa desconforto e é vista como um sintoma de problemas mais profundos no projeto. Eles exploram como essa demanda muitas vezes surge de insegurança dos clientes ou da necessidade de controlar se as pessoas estão trabalhando, especialmente no modelo remoto. A conversa aborda como o microgerenciamento destrói a colaboração no time e incentiva comportamentos defensivos.
- 00:30:06 — Kanban como alternativa baseada em dados reais — Fernando Okuma propõe o Kanban como solução para a questão das estimativas, explicando que ele gerencia o fluxo de trabalho em vez de microgerenciar pessoas. Ele descreve como métricas como lead time e histogramas podem fornecer previsibilidade baseada em dados históricos reais do time, não em ‘chutes’. Os participantes discutem a importância de usar o Kanban corretamente, com políticas explícitas e atualização precisa do board.
- 00:45:33 — Como estimar bugs e trabalhos imprevisíveis — A conversa se volta para o desafio de estimar bugs e outros trabalhos imprevisíveis. Os participantes compartilham diferentes abordagens: não estimar bugs, tratar como história, deixar uma porcentagem da capacidade da sprint para bugs, ou até fazer spikes de investigação. Eles concordam que estimar bugs em horas é particularmente difícil devido à enorme variação na complexidade dos problemas.
- 00:54:44 — O triângulo de ferro e a necessidade de trade-offs — Os participantes discutem o triângulo de ferro do gerenciamento de projetos (escopo, prazo, orçamento) e como é impossível manter os três simultaneamente sem sacrificar a qualidade. Eles explicam que entender essa dinâmica ajuda a tomar decisões conscientes sobre onde fazer concessões, em vez de simplesmente pressionar o time para tentar o impossível. A qualidade é apresentada como uma quarta dimensão que sofre quando se tenta manter tudo fixo.
- 01:00:02 — Impactos comportamentais das estimativas em horas — A discussão se aprofunda nos impactos negativos das estimativas em horas no comportamento do time. Os participantes descrevem como desenvolvedores começam a adicionar ‘gordura’ nas estimativas para se proteger, como a colaboração diminui quando cada pessoa é responsável por suas horas, e como a inovação e a busca por soluções melhores são prejudicadas quando o foco está apenas em cumprir o tempo estimado.
- 01:17:00 — Considerações finais e conselhos práticos — Os participantes oferecem conselhos finais: Renata incentiva a manter métricas valiosas mesmo quando há cobrança por horas; Pedro recomenda estudar Kanban como gestão de fluxo; Sara sugere criar métricas tanto para o cliente quanto para o time; e Fernando Okuma enfatiza que técnicas de gestão ágil funcionam e valem a pena ser estudadas. Eles concordam que cada projeto é único e requer abordagens adaptadas.
Dados do Episódio
- Podcast: Lambda3 Podcast
- Autor: TIVIT
- Categoria: Technology
- Publicado: 2026-02-27T13:21:08Z
- Duração: 01:23:56
Referências
- URL PocketCasts: https://pocketcasts.com/podcast/lambda3-podcast/2c13caf0-f08d-0133-9c6b-59d98c6b72b8/lambda3-podcast-473-quando-vai-ficar-pronto/b71cfa2a-dfb5-4aa5-8add-576da19925d6
- UUID Episódio: b71cfa2a-dfb5-4aa5-8add-576da19925d6
Dados do Podcast
- Nome: Lambda3 Podcast
- Tipo: episodic
- Site: https://www.tivit.com/podcast
- UUID: 2c13caf0-f08d-0133-9c6b-59d98c6b72b8
Transcrição
[00:00:00] No ar, podcast da Lambda, powered by Tiviti.
[00:00:13] Olá, eu sou o Fernando Okuma e esse é o Lambda 3 Podcast, produzido pela Tiviti.
[00:00:18] E hoje, o nosso tema é, quando vai ficar pronto?
[00:00:20] Aquela velha frase, né, de gerente, diretor, stakeholder.
[00:00:25] Sempre vem alguém com a mãozinha na cintura e fala, vem com essa frase.
[00:00:28] E aí, quando vai ficar pronto?
[00:00:30] Bom, hoje para esse papo, né, está aqui comigo a Sara, o Pedro e a Renata.
[00:00:35] Então, eu vou pedir para vocês, por favor, se apresentarem para a nossa audiência.
[00:00:37] Oi, eu sou a Sara, trabalho aqui na Tiviti há uns seis anos, mais ou menos.
[00:00:44] Trabalho com agilidade desde 2020, 2021, mas conheci a agilidade em 2019.
[00:00:51] E, no momento, eu atuo como líder de squads em alguns clientes da Tiviti, aqui dentro da Tiviti.
[00:01:00] E é isso.
[00:01:02] Eu sou o Pedro Arlego.
[00:01:03] Hoje, eu sou analista de produto sênior na Open Finance Brasil.
[00:01:07] Eu estudo agilidade desde 2016.
[00:01:10] Eu tive a chance de atuar nessa área já há seis anos, como hoje.
[00:01:14] E metade desse tempo ali foi meio que dividido entre agilidade e produto.
[00:01:18] O que me trouxe para o momento que eu estou atual aqui na minha carreira, que eu estou focando mais na parte de produto.
[00:01:22] Tem sido uma experiência bem interessante, porque acaba sendo bem diferente, embora seja no mesmo universo.
[00:01:27] Mas eu estou gostando bastante de focar nessa nova escolha.
[00:01:30] Foi a minha carreira.
[00:01:30] Oi, gente. Eu sou a Renata.
[00:01:32] Eu ingressei a minha jornada com agilidade em 2018.
[00:01:36] Trabalhei com algumas pessoas aqui do grupo na época da Lambda 3.
[00:01:40] Desde então, eu tenho trabalhado com produtos digitais.
[00:01:44] Nos últimos anos, estou trabalhando em um produto digital de uma telecom,
[00:01:49] que é em um equilíbrio entre uma gestão mais tradicional e processos ágeis.
[00:01:53] E eu estou, no momento, na posição de agile coach, olhando para a parte de processos.
[00:01:58] Boa!
[00:02:00] Estou com velhos amigos aqui, dessa vez. Então, estou bem feliz hoje.
[00:02:04] Antes de a gente começar o nosso papo aqui, vou deixar aquele recadinho de sempre para a nossa audiência.
[00:02:09] Para não esquecerem de dar cinco estrelas no NiteTunes.
[00:02:12] Nem cinco estrelas, por favor.
[00:02:15] E classifique a gente também no Spotify, porque isso ajuda a colocar o nosso podcast em destaque.
[00:02:19] E também não deixem de comentar esse episódio aqui nas redes sociais, no próprio Spotify.
[00:02:23] Ou, se preferirem, mandem um e-mail para a gente no podcastdalambda.tvt.com
[00:02:27] Bom, vamos começar pelo começo.
[00:02:29] Por que diabos alguém chegaria para um time que vai começar a desenvolver uma aplicação software
[00:02:36] que é lotado de incertezas, lotado de variáveis, lotado de coisas imprevisíveis e faz a fatídica pergunta de quando vai ficar pronto?
[00:02:45] E a gente sabe que é muito difícil você conseguir falar exatamente quando vai ficar pronto, ainda mais se tratando de software.
[00:02:53] Mas, de qualquer forma, isso acontece.
[00:02:54] Eu acho que é muito mais comum do que a gente gostaria e eu acho que a maioria do nosso público, a pessoa que está ouvindo aí,
[00:02:59] já ouviu essa pergunta pelo menos alguma vez na carreira e trabalhando em desenvolvimento de aplicações.
[00:03:05] E eu queria ouvir a opinião de vocês.
[00:03:08] O que exatamente vocês acham que a pessoa exatamente quer?
[00:03:13] O que exatamente é a intenção da pessoa quando ela faz essa pergunta?
[00:03:17] Porque eu acho que, lá no fundo, a maioria dessas pessoas sabe que é difícil você conseguir realmente dizer quando vai ficar pronto.
[00:03:24] Essas pessoas sabem, tanto que a maioria diz assim, não, é só um chute, dá um chute aí.
[00:03:28] Eu só quero saber mais ou menos.
[00:03:29] O que exatamente vocês acham, exatamente não, o que vocês acham que está por trás dessa pergunta?
[00:03:36] Como chega o stakeholder ali, um gerente, um diretor, alguém para perguntar isso para o time?
[00:03:42] Eu acho que tem muito a ver com a expectativa.
[00:03:44] A gente sempre falava na época de consultoria, a expectativa do cliente.
[00:03:47] E assim, independente se é consultoria ou não, sempre você vai ter um cliente, de uma forma ou de outra.
[00:03:51] Seja um cliente interno, um gerente, um diretor, um stakeholder qualquer.
[00:03:55] Todo produto, ele nasce como uma ideia.
[00:03:58] Do segundo que aquela ideia sai da boca de alguém, vai para um papel, para um projeto, tem uma expectativa em cima daquilo.
[00:04:04] E essa expectativa, ela tende a ir descendo.
[00:04:06] Geralmente, as empresas têm uma tendência mais hierárquica, essa expectativa vai descendo.
[00:04:11] Então, vamos dizer que o diretor recebeu um pitch de um produto.
[00:04:14] Ele, pô, isso aqui é interessante, eu quero fazer isso aqui.
[00:04:17] Tipo, quando é que vocês conseguiriam entregar isso aqui?
[00:04:20] Já colocou a pergunta na mesa.
[00:04:21] Aí, geralmente, a pessoa que fez o pitch tem que, calma, não sei ainda, vou ter que averiguar.
[00:04:25] Aí, essa pergunta vai descendo os níveis da empresa até chegar.
[00:04:28] Para o time que vai desenvolver de fato.
[00:04:30] E aí, a gente sabe que tem muitas variáveis nesse meio, que fica um cabo de guerra entre os lados.
[00:04:36] A pessoa que fez o pitch do produto talvez queira entregar o mais cedo possível para poder ter um mérito ali do que entregou.
[00:04:42] O time olha para aquilo, cara, nesse tempo não dá.
[00:04:45] A gente precisa de mais tempo para isso aqui.
[00:04:47] E dá, daí é mal, né?
[00:04:49] Então, e geralmente, pessoal, eu já vi vários…
[00:04:53] Na verdade, eu já ouvi vários motivos diferentes para as pessoas que querem pedir esse prazo, né?
[00:04:58] Querem saber quando isso vai ficar pronto.
[00:05:00] Alguns dizem que querem saber mais ou menos quanto vai investir.
[00:05:03] Não, eu preciso saber porque eu quero saber mais ou menos quanto dinheiro eu vou ter que pôr aí.
[00:05:06] Não, eu preciso saber porque eu quero saber mais ou menos quando eu consigo botar esse produto no mercado.
[00:05:09] Porque eu quero atender um…
[00:05:11] Pegar um timing ali de alguma coisa que vai acontecer.
[00:05:14] Eu quero que esteja pronto até lá.
[00:05:16] Então, existem vários motivos e até eles são coerentes, assim, sabe?
[00:05:22] O pessoal realmente, por exemplo, quer saber quanto dinheiro vai gastar ali, né?
[00:05:25] Naquele produto.
[00:05:26] Eu quero saber se vale a pena.
[00:05:27] Botar o dinheiro ou não para ter o retorno, né?
[00:05:29] Depois.
[00:05:30] Mas, assim, mesmo que o motivo seja injusto, ainda assim, isso não faz essa tarefa ser possível, assim.
[00:05:38] Ser factível, eu acho.
[00:05:40] O que acaba acontecendo é que a gente tem que achar um jeito, né?
[00:05:42] Diferente de conseguir dar mais ou menos uma expectativa, uma estimativa, né?
[00:05:48] E aí, é aí que a coisa começa a ficar meio nebulosa, pelo menos na minha opinião, né?
[00:05:52] Que a estimativa não é uma promessa de prazo, né?
[00:05:55] A estimativa é uma estimativa.
[00:05:56] É você tentar medir, mais ou menos, qual vai ser o esforço para conseguir fazer aquilo funcionar, né?
[00:06:01] Então, deveria ser um prazo, né?
[00:06:04] Exato.
[00:06:05] Deveria ser um prazo.
[00:06:06] Mas é um grande desafio, porque o que o cliente pede no início não é o que vai ser entregue no final, muitas vezes.
[00:06:12] Não é aquele escopo totalmente fechado.
[00:06:15] A gente vai ter algumas mudanças de acordo com o que o sistema permite, com o que o mercado está respondendo.
[00:06:22] Algumas variáveis vão mudando.
[00:06:24] Então, a gente tem uma estimativa inicial.
[00:06:26] Que vai mudando, de acordo com as coisas que vão acontecendo.
[00:06:29] E o que eu percebo é que existe essa grande expectativa do prazo, mas e o que está sendo entregue?
[00:06:36] E o que vai mudar ao longo do caminho? A gente não sabe.
[00:06:39] Os riscos que tem naquela entrega, eles também contam nesse prazo.
[00:06:45] Mas ali no início, o cliente espera ali um cenário que vai acontecer problemas, que não vai acontecer nada.
[00:06:55] Mas…
[00:06:56] É…
[00:06:56] É impossível isso acontecer.
[00:06:58] Sempre vão ter algumas coisas no caminho.
[00:07:01] Sim.
[00:07:01] É muito louco, né?
[00:07:03] Se eu conseguir…
[00:07:05] Dizer mais ou menos quanto tempo vai demorar pra você terminar alguma coisa.
[00:07:08] Sendo que muitas vezes, assim, no momento em que é pedido uma estimativa ali…
[00:07:13] O que vem é assim…
[00:07:14] Ah, eu quero fazer um negócio tipo o Mercado Livre.
[00:07:17] É isso que vem, né?
[00:07:18] É tipo o Mercado Livre.
[00:07:20] Quanto tempo demora pra fazer?
[00:07:21] Meu, o que exatamente o Mercado Livre está querendo fazer?
[00:07:24] Exatamente.
[00:07:25] Porque tem muita coisa ali.
[00:07:26] Aí você fala assim, não, não, é tudo, só um negocinho diferente, mas é quase tudo que tem ali.
[00:07:32] Você fica, meu, como você estima um troço desse?
[00:07:35] Não tem como, não é possível.
[00:07:37] Eu acho que quando a gente recebe uma demanda, ela vem muito de um usuário ali que até não conhece tanto de tecnologia,
[00:07:45] das metodologias, das premissas que a gente basicamente precisa cumprir ali pra que a gente consiga realmente dar uma estimativa.
[00:07:54] Então, geralmente, quando eles contratam, eles fazem uma estimativa.
[00:07:55] Então, geralmente, quando eles contratam, eles fazem uma estimativa.
[00:07:56] Então, geralmente, quando eles contratam, eles fazem uma estimativa.
[00:07:56] Ou seja, quando eles contratam, vamos dizer né, eu sou uma empresa, sei lá, de Finança e aí estou contratando ali uma consultoria de desenvolvimento pra fazer um novo aplicativo, ok.
[00:08:08] Depois dessa contratação que o time vai se interar do que é o negócio, né, da Finança, entender como que é o ambiente deles, que isso também já é uma premissa, né.
[00:08:19] Entender se já tem uma arquitetura montada, se vai montar essa arquitetura, se não.
[00:08:26] entrar em tela, tela por tela,
[00:08:28] pra entender o negócio.
[00:08:29] Então, assim, existem, eu acho que,
[00:08:32] aí eu vou discordar um pouco do que você falou,
[00:08:34] como, ah, é muito difícil,
[00:08:36] não dá pra você dar um prazo, né, ali.
[00:08:39] Eu acho que dá, tá?
[00:08:40] Na minha visão, dá.
[00:08:41] Só que a gente precisa de muitas informações
[00:08:43] e aí se o usuário, né,
[00:08:46] ou o stakeholder, né, vamos dizer assim,
[00:08:48] se o stakeholder estiver ali à disposição,
[00:08:51] que hoje em dia a gente sabe que é muito difícil,
[00:08:53] é, mas se eles estiverem à disposição
[00:08:56] e passar essas informações pra gente,
[00:08:58] eu acho que sim, o time consegue,
[00:08:59] o time de desenvolvimento consegue passar
[00:09:01] uma estimativa, e aí eu concordo com vocês,
[00:09:03] tipo, é uma estimativa, né,
[00:09:05] e aí o que a Rê falou, existem outros cenários
[00:09:08] que podem impactar no que a gente tá dando de estimativa.
[00:09:11] Eu acho que dá, só que a gente tem algumas premissas
[00:09:13] e uma das premissas principais é a gente ter ali
[00:09:15] o cliente pertinho, né, a gente ter o cliente
[00:09:18] disponível pra passar essas informações
[00:09:21] e conhecer essas informações,
[00:09:23] pra passar pra nós, né.
[00:09:24] É, tudo bem, a gente tem um trabalho ali também, né,
[00:09:27] seja a pessoa PO ou seja a pessoa analista de negócio,
[00:09:30] é, de ir buscar essas informações,
[00:09:32] só que isso antecede o começo do desenvolvimento
[00:09:34] e isso antecede a criação de um roadmap,
[00:09:37] é, de um planejamento,
[00:09:39] então, eu acho que é isso que eu tento fazer sempre, né,
[00:09:42] mostrar ali pro cliente, falar assim,
[00:09:43] olha, a gente tá conhecendo aqui o ambiente,
[00:09:46] tá se ambientando, a gente tá organizando a casinha,
[00:09:50] mas a gente já marcou aqui pra falar com tal pessoa,
[00:09:52] pra gente entender a regra,
[00:09:54] a gente já falou, né, vamos falar aqui com o time de infra
[00:09:57] pra entender como tá a arquitetura,
[00:09:59] e aí, assim que a gente finalizar, né,
[00:10:01] essas, vamos dizer assim,
[00:10:04] essas informações, né,
[00:10:06] quando a gente reunir essas informações,
[00:10:07] a gente com certeza vai fazer ali um roadmap
[00:10:10] e te mostrar quando que a gente tem em mente
[00:10:13] pra te entregar.
[00:10:14] Então, eu acho que dá,
[00:10:15] mas eu entendo que é muito,
[00:10:17] outro dia eu fiz uma reunião
[00:10:18] e na primeira reunião, conhecendo o sistema,
[00:10:21] a pessoa,
[00:10:22] a pessoa me perguntou assim,
[00:10:24] mas então, a gente tá com esse sistema
[00:10:27] sem estar com todas as coisas entregues,
[00:10:31] tem três anos,
[00:10:32] quando é que vocês vão entregar pra gente?
[00:10:34] Gente, eu juro, literalmente, foi a primeira reunião.
[00:10:37] Mas aí eu expliquei isso que eu tô falando, né?
[00:10:40] Roadmap.
[00:10:41] A gente tem duas dicotomias que se comunicam aqui.
[00:10:44] Estimativa, prazo, roadmap, cronograma.
[00:10:47] A maioria das empresas que eu já passei
[00:10:49] tem uma dificuldade grande de entender essa diferença.
[00:10:51] Porque, da mesma forma,
[00:10:52] que a gente falou aqui,
[00:10:53] uma estimativa, ela não é fixa.
[00:10:55] Ela é o que, quando você acha que consegue entregar,
[00:10:58] e conforme você ganha mais informações,
[00:11:00] a estimativa muda.
[00:11:01] Um prazo, ele é batido em pedra ali.
[00:11:03] Tipo, ó, o prazo pra entregar isso aqui é isso aqui.
[00:11:05] A data é fixa.
[00:11:06] Quando a gente fala de prazo,
[00:11:07] a gente tá falando do sistema waterfall ali,
[00:11:08] é um cascatão mesmo.
[00:11:10] Agora, o roadmap, ele precisa ser vivo.
[00:11:12] O roadmap, ele não funciona com prazo fixo,
[00:11:14] ele funciona justamente com essas estimativas
[00:11:16] que vão se movimentando ao longo do projeto.
[00:11:18] Isso é uma dificuldade que eu percebo
[00:11:20] que as empresas têm de entender.
[00:11:21] A gente tá num momento também,
[00:11:22] que a agilidade tá meio que voltando
[00:11:25] pra dentro dos modelos tradicionais,
[00:11:27] tá meio que um momento aí de ajuste do mercado.
[00:11:29] Então, o híbrido tá ficando cada vez mais forte,
[00:11:32] essas conversas que a gente tem há muitos anos
[00:11:35] estão voltando com mais força.
[00:11:37] Sim, exatamente.
[00:11:39] E a gente, assim, nesse momento,
[00:11:42] acho que os projetos todos,
[00:11:44] pelo menos os que eu passei já,
[00:11:45] eles passam por essa fase, né?
[00:11:47] Aquela primeira pedido maluco,
[00:11:49] que é gigantesco e sem zero detalhes,
[00:11:52] aí o time começa a entender, né?
[00:11:55] Quem é pior, ele começa a tentar quebrar
[00:11:56] o que é exatamente o que é, as features,
[00:11:59] quebra aqueles grandes épicos, né?
[00:12:02] Começa todo aquele processo ali de tentar,
[00:12:04] de descoberta ali pra tentar criar um roadmap, né?
[00:12:08] Que é exatamente isso.
[00:12:09] Aí que eu sinto que começa a virar bagunça,
[00:12:13] porque o roadmap começa a virar um cronograma.
[00:12:16] Tipo, ah, então é nessa sequência que vocês vão entregar?
[00:12:19] Tá bom.
[00:12:20] Então, quanto mais, quanto mais ou menos
[00:12:21] vai levar cada bloquinho desse?
[00:12:23] Aí começa a treta, né?
[00:12:25] Ah, não dá pra estimar isso aqui?
[00:12:28] E eu vejo, assim, que muitas vezes
[00:12:30] o time acaba sendo forçado ali
[00:12:34] tentar estimar quanto tempo vai levar
[00:12:36] cada pedaço desse, né?
[00:12:38] Cada bloco desse.
[00:12:39] E aí que começa, eu acho que aí que começa a treta, sabe?
[00:12:43] Porque a estimativa não é assim,
[00:12:45] ah, quanto é complexo fazer cada pedaço desse?
[00:12:48] Não é, a pergunta não é essa.
[00:12:50] Nunca é essa.
[00:12:51] É quando…
[00:12:51] Quando que vocês entregam cada pedaço desse?
[00:12:54] Qual que é a data mais ou menos?
[00:12:55] E assim, a pergunta é sempre nessa meio, assim,
[00:12:58] uma cobrancinha meio velada.
[00:13:01] Não, é mais ou menos.
[00:13:01] Quando mais ou menos que vai entregar isso aqui?
[00:13:03] Não, não precisa me dar uma data exata.
[00:13:05] Só quero saber mais ou menos, assim,
[00:13:07] tipo um chute.
[00:13:08] Só que esse chute é, nossa, meu,
[00:13:11] geralmente isso vira compromisso.
[00:13:13] Quando você tenta chutar ali alguma coisa.
[00:13:16] É…
[00:13:16] E aí, assim, um chute…
[00:13:18] Exato.
[00:13:19] Então…
[00:13:20] Onde a gente perde qualidade.
[00:13:21] Porque assim, né,
[00:13:23] se a gente tem esses impedimentos,
[00:13:24] alguma coisa no meio que muda, né,
[00:13:27] acaba que a gente, ah, não vai cumprir.
[00:13:28] Então, aí ali a pessoa, a coordenadora, a gestora, né,
[00:13:32] ah, tira o teste, tira isso, tira aquilo.
[00:13:34] Por mais que você tente chutar um tempo,
[00:13:36] aí o prazo é difícil, né, você…
[00:13:38] Porque você nunca tá considerando os imprevistos.
[00:13:40] Porque se a gente considerasse os imprevistos,
[00:13:43] eles não seriam imprevistos.
[00:13:44] Tipo, seriam imprevisíveis, né?
[00:13:46] Então, a gente nunca estima.
[00:13:48] Não aceitariam também, eu acho, né?
[00:13:51] É…
[00:13:51] Então, seria muito mais difícil ali de você ter uma conversa,
[00:13:54] vamos dizer assim, com a gestão, né,
[00:13:56] que tá te cobrando essa data.
[00:13:59] Do tipo, é…
[00:14:00] Colocar um tempo a mais ali, garantindo os imprevistos.
[00:14:02] E aí, você deixa de ser verdadeiro também, né?
[00:14:04] Porque assim, se você não conta com o imprevisto…
[00:14:06] E tem, às vezes, tem um caminho feliz.
[00:14:08] Eu já trabalhei num projeto que foi um caminho feliz
[00:14:10] muito lindamente, assim.
[00:14:12] E a gente entregou antes e tal.
[00:14:15] É…
[00:14:15] Mas era porque realmente a gente tinha um ciclo muito definido.
[00:14:20] É…
[00:14:21] Processo muito bem definido.
[00:14:22] O time já tinha uma sintonia muito grande.
[00:14:25] É…
[00:14:26] Então, a gente teve esse caminho feliz.
[00:14:28] Mas é muito difícil mostrar isso pros clientes,
[00:14:29] que isso pode acontecer, né?
[00:14:31] E se, ah, teve um imprevisto.
[00:14:32] E aí, a gente coloca ali no roadmap
[00:14:34] que esse imprevisto, ele afetou, né, ali.
[00:14:38] Por exemplo, a gente tinha tal item pra entregar.
[00:14:41] É…
[00:14:41] Mas aí, a gente teve que colocar outro aqui na frente desse.
[00:14:44] É muito importante.
[00:14:46] De…
[00:14:46] Daquele time que já está trabalhando junto.
[00:14:49] Então, existe uma expectativa…
[00:14:51] De, estou contratando um time.
[00:14:53] Quero que me entregue…
[00:14:55] É…
[00:14:55] A partir do próximo mês, já começa a ter entregas.
[00:14:58] Mas é um time que nunca trabalhou junto.
[00:15:00] E o que eu vejo bastante de cobrança…
[00:15:02] Ah, mas é um time sênero.
[00:15:03] O time tem que chegar já entregando.
[00:15:05] Então, o time vai entregar mais rápido.
[00:15:07] E se eu colocar o dobro de pessoas?
[00:15:09] Vai entregar na metade do tempo?
[00:15:12] Não, eu prefiro que não coloque.
[00:15:13] Só de portão rápido.
[00:15:14] Eu prefiro que não coloque, às vezes.
[00:15:16] Se você tem dois bolos, você não cozinha um bolo mais rápido.
[00:15:18] Tipo, o tempo vai ser o mesmo de cocção.
[00:15:20] Não é?
[00:15:21] O que adianta é colocar mais ali.
[00:15:22] E quando a gente está falando de um projeto, né?
[00:15:25] Ali como uma consultoria.
[00:15:26] Você pega um pedaço do produto para você evoluir.
[00:15:29] Para você construir.
[00:15:31] Então, você não conhece.
[00:15:33] O time não conhece a arquitetura.
[00:15:35] Conhece a tecnologia.
[00:15:37] Mas, precisa de um tempo ali.
[00:15:39] Uma curva de aprendizagem, né?
[00:15:41] E isso daí é difícil medir, né?
[00:15:44] Só que quando você está trabalhando com um produto…
[00:15:47] Ou um projeto mais longo…
[00:15:48] Que você conseguiu manter o time…
[00:15:50] Você vai entender.
[00:15:50] Tendo mais assertividade nessa previsão.
[00:15:53] Porque você começa a ter histórico de dados.
[00:15:56] Para você conseguir considerar e justificar.
[00:15:58] E conseguir comparar as entregas.
[00:16:02] Mas, no início, é muito difícil você ter uma previsão.
[00:16:06] É sempre…
[00:16:07] Alguém dá uma data.
[00:16:08] É uma data desejada.
[00:16:11] Porque tem alguma questão legal.
[00:16:13] Ou mesmo uma questão de concorrência no mercado.
[00:16:16] A gente tem essa expectativa.
[00:16:17] Ou prometeu para outra área que vai entregar.
[00:16:20] A gente conseguiu dinheiro para isso.
[00:16:22] E, muitas vezes, não se pergunta.
[00:16:24] O que a gente quer resolver com isso?
[00:16:26] Tem aquele escopo fechado.
[00:16:28] E tem três meses, seis meses para entregar isso daqui.
[00:16:31] Não tem o foco ali.
[00:16:32] O que o cliente precisa?
[00:16:34] Porque a gente consegue dividir essa entrega.
[00:16:37] Entregar o que é mais importante primeiro.
[00:16:39] Mas, o que eu tenho visto mais é essa tendência de vir esse pacotão fechado aí.
[00:16:44] E tem que entregar tudo.
[00:16:46] Através de soluções tecnológicas e inovadoras.
[00:16:49] A Tivit entrega projetos baseados em metodologias ágeis.
[00:16:53] Para empresas que buscam qualidade, agilidade e sustentação de seus sistemas.
[00:16:58] Com o objetivo de potencializar o seu negócio.
[00:17:01] Tivit.
[00:17:02] Conectando tecnologia por um mundo melhor.
[00:17:08] Aí começa a ficar difícil de gerenciar isso.
[00:17:09] Porque, em geral, você acaba ficando com muitas incertezas.
[00:17:15] Pelo menos eu vejo isso.
[00:17:16] Todo mundo que está ali no time tentando dar um…
[00:17:19] Uma data, um prazo.
[00:17:20] Fica inseguro, né?
[00:17:22] Porque você fala, mas fica…
[00:17:24] Você não coloca na balança.
[00:17:25] Mas, eu acho que, minha mente, você vai pensar assim.
[00:17:27] Pô, mas e se meu computador pifar?
[00:17:29] E se eu ficar doente?
[00:17:31] Mas, se você falar isso numa agenda de planejamento.
[00:17:34] Você vai falar assim, mas você está falando que você vai ficar doente, então?
[00:17:36] Aí você fala assim, não, não vou falar isso.
[00:17:38] Mas, isso já está na conta.
[00:17:40] É, então.
[00:17:41] A Tivit, você vai meter o atestado, então?
[00:17:44] Já está adiantando.
[00:17:45] Está planejando ficar doente semana que vem?
[00:17:47] Então…
[00:17:48] É difícil também para quem vai dar o prazo.
[00:17:51] Mas, eu sei que é difícil para quem está querendo saber quando vai ser entregue.
[00:17:54] Mas, aqui, acho que todo mundo tem que entender um pouquinho um lado do outro.
[00:17:58] Para poder chegar no consenso ali.
[00:18:01] Mas, em geral, o que acaba acontecendo é que o time acaba tentando estimar, né?
[00:18:06] Então, beleza.
[00:18:07] Então, vamos ver que trabalho que vai fazer.
[00:18:09] Se a gente consegue chegar, e assim, não é fácil chegar nisso que você falou, né, Renato?
[00:18:13] Entender qual é o problema que a gente vai resolver.
[00:18:15] E conseguir criar as demandas em cima desse problema.
[00:18:18] Até chegar aí, já é difícil.
[00:18:20] Mas, vamos supor que a gente consegue chegar ali.
[00:18:22] O que eu vejo acontecer é assim.
[00:18:23] Tá bom, entendi. Vocês vão fazer isso.
[00:18:25] Tá, eu quero saber agora quando que vocês vão me entregar.
[00:18:27] E o problema é que, assim, o fato de pessoas que fazem gestão,
[00:18:33] que estão acostumadas a fazer uma gestão mais tradicional,
[00:18:37] que eles cravam as datas em que as tarefas vão começar e terminar.
[00:18:40] Esse pessoal está meio acostumado a ter um cronograma e falar assim, tá?
[00:18:44] Essa tarefa vai começar tal dia, vai terminar tal dia, vai começar…
[00:18:46] Então, saber, né?
[00:18:47] Quando as coisas vão começar e terminar.
[00:18:49] E eles querem ter isso também, né?
[00:18:50] Com um time ali que está tentando fazer com agilidade.
[00:18:53] Na agilidade, a gente tem… Meio que muda um pouco isso.
[00:18:57] E aí, assim, eu vejo que quando alguém chega e fala assim,
[00:19:00] eu quero saber quantas horas vai demorar essa tarefa.
[00:19:03] Nossa, essa pergunta, velho, me dá um calafrio.
[00:19:06] Quando alguém me pergunta assim, tá?
[00:19:07] Eu preciso que vocês estimem as tarefas em horas.
[00:19:10] Eu fico, minha nossa, como assim vai estimar em horas?
[00:19:13] Eu já peguei um projeto bem Frankenstein, assim, que a gente fez com isso.
[00:19:17] A gente tinha um cliente que tinha essa cobrança.
[00:19:20] Não, eu quero saber em horas quando é que isso vai ser entregue.
[00:19:22] O que a gente fazia?
[00:19:24] A gente tinha as estimativas com o time em store points.
[00:19:26] A gente pegava as métricas do time, do tempo que eles demoravam,
[00:19:30] cada número de store point ali para entregar em dias.
[00:19:33] E aí, traduzia esses dias para horas úteis,
[00:19:35] para poder ter uma resposta para o cliente.
[00:19:37] Só que assim, cálculo de padeiro, assim mesmo.
[00:19:40] É.
[00:19:41] Só para atender a vontade que o cara queria ter de ver uma hora ali, né?
[00:19:44] O cara, tipo…
[00:19:45] É.
[00:19:46] É.
[00:19:47] Semana passada.
[00:19:48] Exatamente isso.
[00:19:49] O time só estimava…
[00:19:51] Inclusive, parte desse time que eu falei, né?
[00:19:54] Que acontecia o caminho feliz, né?
[00:19:56] Da gente ter um prazo ali, a gente conseguir entregar,
[00:19:59] porque a gente não tinha muitos desvios e tal.
[00:20:01] E aí, o cliente, eles estão padronizando toda a TI.
[00:20:05] Toda.
[00:20:06] Assim, toda a TI do cliente.
[00:20:08] Com o mesmo board, as mesmas métricas, o mesmo formato de tudo.
[00:20:12] E eu sou zero padrão.
[00:20:14] Gente, eu sou literalmente o escrito do ágil, que é…
[00:20:17] Está funcionando para mim?
[00:20:18] Está funcionando para o meu time?
[00:20:19] Não.
[00:20:20] Então, a gente tira.
[00:20:21] Ah, a gente precisa trocar isso daqui, porque não está funcionando.
[00:20:23] Ou…
[00:20:24] Vamos testar isso daqui?
[00:20:25] Eu sou literalmente essa pessoa.
[00:20:27] E aí, me colocar num padrão, eu me sinto muito desconfortável.
[00:20:29] É igual colocar uma coluna ali, uma coluna que a gente não precisa,
[00:20:32] que a gente não vai usar.
[00:20:33] Enfim, voltando para as horas.
[00:20:35] E aí, a gente estimava em story points e trabalhávamos com Kanban,
[00:20:41] porque o sistema já está em produção.
[00:20:43] Então, eu entendo que é muito melhor, né?
[00:20:45] Assim, trabalhar com…
[00:20:46] Realmente, o framework do Kanban,
[00:20:48] dos sistemas que estão em produção,
[00:20:50] como trocaram o processo de todos os times,
[00:20:52] a gente também teve que trocar de story points para horas.
[00:20:55] O time foi estimar em horas.
[00:20:57] Ficou metade da sprint, um negócio que seria duas sprints.
[00:21:00] E aí, eu falei assim, gente, não vai dar, assim, olhando para isso.
[00:21:04] Aí, eles, não, imagina isso daqui, são duas sprints.
[00:21:07] Então, eu falei assim, então, vamos pegar as nossas métricas.
[00:21:09] Exatamente o que você falou, Pedro.
[00:21:11] Vamos pegar as nossas métricas de story points e a gente vai colocar…
[00:21:15] Vamos pontuar.
[00:21:16] Estar em story points e aí a gente faz a conversão ali para horas.
[00:21:21] E aí, o que está acontecendo? Estou no meio dessa sprint.
[00:21:24] Vamos ver o que vai acontecer.
[00:21:25] Mas já não está funcionando,
[00:21:26] porque o time fica mais horas em uma task, enfim.
[00:21:30] Então, acho que isso faz o time patinar demais, né?
[00:21:33] E aí, trazendo o tema,
[00:21:35] eu acho que a gente perde muito tempo pensando nisso, estimando por task.
[00:21:39] Às vezes, a história tem muitas tasks, a gente já perde um tempo grande ali,
[00:21:43] seja no refinamento, seja na planning, a gente já perde tempo,
[00:21:46] porque a gente poderia estar codando.
[00:21:47] É só para uma métrica que o cliente quer, por, às vezes, desejo,
[00:21:51] porque, assim, não é um processo que tem sucesso. Não é.
[00:21:54] De verdade, na minha experiência, não tem sucesso.
[00:21:56] Essa questão da estimativa em horas, que talvez seja uma certeza,
[00:22:02] o cliente quer ter certeza de que as pessoas estão trabalhando.
[00:22:05] Ah, eu contratei esse time. Será que está trabalhando?
[00:22:08] Quantas horas são? Deixa eu ver.
[00:22:10] Pode ser até situações mais complicadas,
[00:22:12] tem alguém validando, alguém lá do lado do cliente validando e falando oito, não.
[00:22:16] Isso aqui não é oito, não. Isso aqui é duas horas.
[00:22:18] Eu faria em dez minutos.
[00:22:19] Mas eu acho que é até antes disso,
[00:22:22] é até para ter certeza se as pessoas estão trabalhando.
[00:22:24] Será que eu contratei um fantasma?
[00:22:26] Será que eu estou pagando aqui por um time de dez pessoas
[00:22:29] e, na verdade, tem só o Ocuma lá e o robozinho dele que está entregando?
[00:22:35] Então, às vezes, é essa insegurança,
[00:22:38] mas que tem algumas disfunções que causam isso.
[00:22:42] Uma falha na comunicação, o cliente não vê evolução,
[00:22:45] não vê entrega, até por ele, às vezes, estar distante,
[00:22:49] não ter essa disponibilidade,
[00:22:51] mas, às vezes, ele não vê e causa essa insegurança,
[00:22:53] mas vai além disso. Isso é um ponto.
[00:22:56] Essa questão da insegurança, da incerteza,
[00:22:59] ter esse microgerenciamento, o controle das pessoas,
[00:23:03] se elas estão trabalhando ou não, principalmente com o modelo do remoto,
[00:23:07] que a maioria dos times, os desenvolvedores ficam remotos,
[00:23:11] porque eu tenho observado isso.
[00:23:13] Eu não sei como é para vocês.
[00:23:15] Se vocês percebem esse microgerenciamento,
[00:23:18] talvez para saber se eles estão pagando pela pessoa ou não,
[00:23:21] ou se a preocupação é mesmo com o produto.
[00:23:24] É muito momento de mercado também.
[00:23:25] A gente está voltando justamente a essa cultura do presencial de novo,
[00:23:28] até com esse mesmo mindset que você trouxe.
[00:23:31] É o orçamento que a gente teve na época de pandemia,
[00:23:34] que os governos estavam injetando dinheiro
[00:23:35] nas empresas de tecnologia para poder crescer, e isso foi.
[00:23:38] Então, o mercado está se ajustando de novo,
[00:23:40] um pedido de vacas magras, digamos assim.
[00:23:43] Então, começa esse microgerenciamento,
[00:23:45] essa cobrança por prazo, essa cobrança do presencial.
[00:23:48] É realmente um cenário bem preocupante,
[00:23:50] mas até puxando o gancho do que vocês falaram mais cedo.
[00:23:53] A gente tem que entender o que a pessoa quer de fato aqui.
[00:23:55] Isso não é só com a entrega,
[00:23:57] isso também vale para o que o cliente cobra da gente.
[00:23:59] Então, se o cliente está querendo cobrar horas de você, microgerencial,
[00:24:01] o que ele quer de fato? Qual é a dor dele aqui?
[00:24:03] Entender o que o time está fazendo,
[00:24:05] talvez fazer uma agenda com ele de um status semanal, por exemplo,
[00:24:09] e testando as águas ali.
[00:24:11] E mostrar as métricas aqui do time que a gente entregou.
[00:24:14] X demand.
[00:24:15] A gente conseguiu entregar tantos por cento dessa feature que você tinha mapeado
[00:24:21] e fazer esse acompanhamento com o cliente ali para dar essa visibilidade.
[00:24:24] Talvez isso acalme um pouco o coração dele ali,
[00:24:27] ele solte um pouco a mão dessa história de horas
[00:24:30] e que ele está em cima do time ali, respirando um cangote de polvo.
[00:24:35] É, e eu concordo totalmente com o que você falou, Renato,
[00:24:39] assim, e também com você, né, Pedro?
[00:24:42] Quando um cliente, né,
[00:24:45] uma empresa começa a pedir para saber quantas horas as pessoas estão demorando para fazer cada coisa,
[00:24:50] isso é um sintoma de que alguma coisa não está certa,
[00:24:52] alguma coisa não está boa no projeto,
[00:24:54] porque se alguém está querendo saber essa informação,
[00:24:57] é porque provavelmente o objetivo da entrega em si já meio que se perdeu,
[00:25:02] não é mais esse o problema.
[00:25:03] O problema é a desconfiança, talvez, a pessoa, tipo,
[00:25:05] será que eu estou sendo passado para trás?
[00:25:07] Esse bando de dev aí está me enganando?
[00:25:10] Eu quero saber o que o cara não está fazendo.
[00:25:11] Ah, você está demorando, por que está demorando tanto tempo?
[00:25:13] Eu quero saber quando você foi fazer a reunião,
[00:25:15] porque você está falando que a reunião é o que está atrapalhando a sua entrega,
[00:25:17] então eu quero saber quando você parou para fazer a reunião.
[00:25:19] Ou seja, alguma coisa está deixando essa,
[00:25:22] provavelmente quem está pagando a conta ali,
[00:25:25] essa pessoa está ficando desconfortável,
[00:25:27] porque de alguma forma essa pessoa não está conseguindo ver o que está sendo entregue, né,
[00:25:31] ou está sentindo que deveria ser mais rápido do que é de ver do que está sendo na realidade, né?
[00:25:37] E eu acho que essa desconfiança começa a se refletir em micro gerenciamento,
[00:25:43] porque isso é um reflexo,
[00:25:45] é um reflexo muito forte,
[00:25:46] querer saber o que cada pessoa está fazendo e quanto tempo está levando para fazer cada coisa.
[00:25:50] Porque assim, para que você quer essa informação na prática, assim?
[00:25:54] Quando você pega, eu quero saber cada um aqui,
[00:25:57] quem está entregando mais tarefas, quem está entregando mais ou menos tarefas,
[00:26:00] quem é que está estimando um tempo e está levando mais?
[00:26:03] Esse tipo de cobrança, de comportamento, ele basicamente, assim, né,
[00:26:09] acho que agora que a gente está aqui verbalizando,
[00:26:11] parece muito óbvio que a pessoa está tentando achar quem é que está atrasando o time.
[00:26:14] Ela está tentando apontar para quem é que está lento ali,
[00:26:18] para ou dar uma acelerada na pessoa ou tirar ela do time, né?
[00:26:22] É a famosa cultura do caça às bruxas, né?
[00:26:24] Exatamente.
[00:26:26] O problema é quando isso…
[00:26:28] Porque assim, eu não vou dizer que todas as pessoas que estão nos projetos são super honestas,
[00:26:33] trabalham umas oito horas por dia, ninguém faz isso, né?
[00:26:36] Mas tem gente que abusa um pouco mais, né?
[00:26:38] Que não trabalha, não trabalha, tipo, nem uma hora por dia.
[00:26:42] E aí acaba…
[00:26:44] Acaba causando essa angústia em quem está pagando a conta.
[00:26:47] O ponto é, fazer microgerenciamento não é a resposta para resolver esse tipo de problema de comportamento.
[00:26:53] Só que essa, para muitas empresas, né, para muitas pessoas que estão acostumadas a fazer gestão assim,
[00:26:59] essa é a ferramenta que elas têm.
[00:27:00] Eu quero saber o que você está fazendo, porque é assim que eu sei avaliar se eu tenho que te manter ou não no time.
[00:27:06] E eu acho que a gente, assim, quem tem experiência com agilidade,
[00:27:09] aí acaba sendo nosso papel mostrar que tem um jeito diferente de conseguir tirar esse tipo de…
[00:27:14] de estimar de métrica, né?
[00:27:15] Entender a velocidade do time, se tem alguma coisa causando impedimento no time, deixando mais lento.
[00:27:21] Se tem coisas, tem muitas incertezas, tudo isso a gente consegue tirar, né?
[00:27:26] Das ferramentas de agilidade.
[00:27:29] Só que não contabilizando horas e microgerenciando.
[00:27:33] Tem várias ferramentas, várias técnicas.
[00:27:35] A treta é o que isso causa no time, né?
[00:27:38] Porque quando você começa a microgerenciar as pessoas e querer saber o que cada uma está fazendo
[00:27:42] e elas têm que apontar a cada hora,
[00:27:43] isso causa uma angústia gigantesca.
[00:27:46] E o problema é quando você…
[00:27:48] Não, aí começa a mentir, aumenta a estimativa.
[00:27:53] A gente começa totalmente o contrário do que eles querem, né?
[00:27:56] Às vezes você tem cinco times lá.
[00:27:59] Tem um time que está assim, que está esquisito ali, né?
[00:28:01] Está estranho, tem gente esquisita ali trabalhando com aquele time.
[00:28:04] Aí você fala, não, agora virou padrão.
[00:28:05] Agora todo mundo vai ter que seguir isso aqui.
[00:28:07] Eu quero saber todo mundo o que todo mundo está fazendo.
[00:28:09] Para uma pessoa que trabalha direitinho, que está acostumada ali, que é responsável,
[00:28:13] você vai forçar essa pessoa a entrar numa treta ali de microgerenciamento
[00:28:19] que vai causar uma angústia gigantesca na pessoa.
[00:28:22] Eu quero saber quanto tempo você vai levar para fazer essa tarefa aqui.
[00:28:25] Aí você fica pensando, meu, se eu falar aqui a quatro horas e não acertar as quatro horas
[00:28:30] e errar dez tarefas seguidas a estimativa, eles vão me mandar embora.
[00:28:34] Então, eu vou estimar com oito.
[00:28:36] Eu sei que eu levo quatro, vou meter oito, só para 16, para não errar.
[00:28:40] E aí, aquela demanda que era para levantar,
[00:28:43] para levar, sei lá, três dias, vai levar oito, dez,
[00:28:46] porque todo mundo vai querer botar mais tempo para não errar, para não ser mandado embora.
[00:28:51] É, acaba que a sprint, né, ela vira uma mentira ali,
[00:28:55] porque as pessoas querem se manter ali dentro da métrica, dentro do horário,
[00:29:00] e aí eles vão colocar muitas coisas, então não funciona, eu acho.
[00:29:05] Acho que eu já troquei até uma ideia sobre isso em outro podcast.
[00:29:08] Eu sou bem chato nesse tema, porque eu sou completamente contra investir
[00:29:13] o tempo do time em você estimar demandas.
[00:29:16] Porque, assim, se você ler bastante livros nessa área,
[00:29:19] você vê que, historicamente, o ser humano é péssimo em fazer estimativas de cabeça.
[00:29:23] Por exemplo, quantas vezes por dia vocês se levantam para beber água no trabalho?
[00:29:27] Várias, certo? Imagino que vocês não estão desidratados por aí.
[00:29:31] Quanto tempo vocês levam para pegar uma água agora?
[00:29:33] Vocês fazem isso todo dia? Duvido vocês acertarem.
[00:29:35] E, assim, mesmo que você chegue próximo, tipo, ah, não, eu sou uma pessoa muito metódica,
[00:29:39] eu sei exatamente quanto tempo eu levo para pegar uma água.
[00:29:42] Pode ser que você encontre o seu cachorro,
[00:29:43] Pode ser que você encontre o seu cachorro,
[00:29:43] Pode ser que você encontre o seu cachorro,
[00:29:43] Pode ser que você encontre o seu cachorro,
[00:29:43] no meio do caminho, queira, tipo, abaixar, fazer um carinho nele ali.
[00:29:46] Pode ser que toque a campainha quando você for pegar uma água,
[00:29:48] você tem que ver o que é, tipo, tocar o interfone.
[00:29:50] Tem imprevistos que acontecem no meio.
[00:29:52] Você não tem como garantir isso quando você faz uma estimativa puramente de cabeça.
[00:29:56] Mas temos sistemas para isso.
[00:29:57] Se eu não me engano, foi a Renata que mencionou o Kanban.
[00:29:59] Não sei se foi a Renata ou foi a Sarah agora.
[00:30:01] Me fugiu. Foi a Sarah? Pronto.
[00:30:03] A Sarah mencionou mais cedo o Kanban.
[00:30:04] Por que eu gosto tanto do Kanban?
[00:30:06] O Kanban, ele não gerencia as pessoas.
[00:30:08] Ele gerencia o fluxo.
[00:30:10] Então, assim, você coloca o time para rodar e começar a entregar as demandas,
[00:30:13] eu não preciso perguntar para o Okuma quanto tempo ele demora para fazer uma coisa.
[00:30:16] As métricas vão me mostrar isso.
[00:30:18] Eu olho para um histograma ali que vai me mostrar o tempo de entrega de lead time
[00:30:23] de cada demanda, agrupado por tempo.
[00:30:25] Por exemplo, teve 10 demandas que o time demorou 2 dias para entregar.
[00:30:29] Teve 5 que ele entregou em um dia. Por aí vai.
[00:30:32] Se você pegar o percentual 85 desse histograma,
[00:30:35] você vai ter uma chance alta de responder para um stakeholder
[00:30:39] quando é que uma coisa vai ser entregue.
[00:30:40] Por que 85%?
[00:30:41] Porque esses 15% é uma prática.
[00:30:43] É uma prática de mercado que o pessoal consegue comprar de risco.
[00:30:45] Então, assim, você tem como responder essa pergunta usando dados
[00:30:49] e não o que o feeling do pessoal que está no time ali.
[00:30:52] Porque o que acontece?
[00:30:53] A Renata mencionou que tem projetos que duram anos, ele é longo.
[00:30:56] E um time bom, talvez você consiga manter essa galera.
[00:30:59] Mas quanto mais longo o projeto, maior a chance de ter rotatividade desse time.
[00:31:03] E como é que ficam as estimativas, se são do puro feeling ali?
[00:31:05] Com as métricas, elas vão se ajustando.
[00:31:07] Porque é estatística.
[00:31:08] Eu achei legal que você comentou aí do Kanban, né?
[00:31:11] Que o Kanban traz.
[00:31:13] É, a metodologia nos apoia nisso.
[00:31:18] Mas eu já vi muito por aí de o Kanban e eu estou olhando por pessoa.
[00:31:22] Eu não estou olhando por entrega, não estou olhando pelo,
[00:31:25] não estou olhando o serviço, estou olhando ali a pessoa.
[00:31:28] E às vezes a pessoa está lá com 10 cards no nome dela,
[00:31:31] não tem uma limitação de trabalho em andamento.
[00:31:35] Só vai jogando, só tem a priorização.
[00:31:37] Não existe despriorização.
[00:31:39] É uma preocupação que eu tenho quando o time fala,
[00:31:41] trabalhamos com Kanban.
[00:31:42] Tem que falar, tá.
[00:31:43] Então, quem que prioriza?
[00:31:45] Ah, fulano, fulano, fulano.
[00:31:46] Então, um comitê de priorização.
[00:31:48] E quem que desprioriza?
[00:31:49] Quem decide o que não vai fazer?
[00:31:51] Porque isso também é muito importante.
[00:31:53] O que que não vai fazer?
[00:31:54] Às vezes é até mais importante.
[00:31:55] Estava no outro podcast também com o Fernando e alguém falou isso, né?
[00:31:58] Eu não lembro o nome da pessoa que disse isso.
[00:32:00] Que a parte mais importante é essa.
[00:32:02] Que ele estava num projeto que despriorizou lá 70% do trabalho
[00:32:07] e os 30% que entregou já resolveu o problema.
[00:32:10] Então, o que eu tenho visto é,
[00:32:12] priorizando, priorizando, priorizando
[00:32:14] e o time aceitando.
[00:32:17] Não tem como falar, não.
[00:32:19] Só vai entregando.
[00:32:20] Ah, não. Vai fazendo em paralelo.
[00:32:21] Vai tocando aí.
[00:32:23] Como que a gente vai ter um dado disso
[00:32:25] de uma coisa que começou, ficou parado,
[00:32:27] porque eu puxei outro,
[00:32:29] sendo que a gente não tem as políticas explícitas do Kanban.
[00:32:33] Então, acho super válido isso que você falou do Kanban,
[00:32:35] mas a gente precisa olhar o que o Kanban diz mesmo.
[00:32:40] Porque eu vejo que,
[00:32:42] que a gente está usando um quadro.
[00:32:44] Mas nem sempre a gente consegue extrair dados tão valiosos, assim,
[00:32:48] desse fluxo.
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[00:33:18] Eu acho que tem uma questão de cultura
[00:33:21] para utilizar isso.
[00:33:23] E aí não vai só da pessoa agilista,
[00:33:24] não vai só do Schoolmaster,
[00:33:26] vai dos devs também,
[00:33:28] vai das pessoas que estão ali atuando.
[00:33:31] E, além disso, voltando até um dos nossos tópicos,
[00:33:35] que a gente tocou um pouquinho e depois a gente mudou,
[00:33:37] que é basicamente, como a Falu,
[00:33:41] da insegurança.
[00:33:42] Que o cliente tem ali, ou dos gestores têm.
[00:33:46] E aí, por isso que eles querem fazer esse microgerenciamento,
[00:33:49] que é o que a gente teve um boom aí na tecnologia.
[00:33:52] Todo mundo cresceu muito rápido.
[00:33:54] Então, tinham pessoas que estavam formadas há dois anos
[00:33:58] ganhando 10, 15 mil reais.
[00:34:00] E acabava que essas pessoas não…
[00:34:02] Eu acho, hoje, vendo isso,
[00:34:04] eu pensei nisso agora, nessa conversa de meio que terapia.
[00:34:07] Você vai falando assim e aí você vai entendendo
[00:34:10] os seus pensamentos.
[00:34:12] Falando em voz alta, você vai entendendo.
[00:34:13] O que eu acho que aconteceu?
[00:34:16] Essas pessoas não estudaram, inclusive ágil.
[00:34:18] Tem muitos devs que não estudaram agilidade
[00:34:21] ou metodologias mesmo para desenvolvimento só.
[00:34:24] Estudaram ali a parte do código.
[00:34:26] E aí, não tem essa cultura com eles
[00:34:28] de conseguir estimar,
[00:34:32] fazer práticas,
[00:34:34] seguir com boas práticas no código.
[00:34:38] Então, isso acaba trazendo para o projeto.
[00:34:40] Então, assim, eu,
[00:34:41] aí, gente, vou falar uma coisa aqui.
[00:34:43] Não fiquem tristes, pessoas da Church.
[00:34:45] Mas eu, quando eu trabalho com as pessoas da Lambda,
[00:34:49] isso que eu falei,
[00:34:51] do tipo assim, a gente consegue estimar,
[00:34:53] a gente, tendo ali as informações, a gente consegue…
[00:34:55] O time, ele é autogerenciado.
[00:34:58] Autogerenciável.
[00:34:58] E eles seguem com essas demandas.
[00:35:01] Já as outras pessoas que eu trabalho ali,
[00:35:05] pessoas do cliente e tal,
[00:35:06] eu vejo uma dificuldade maior.
[00:35:08] E o que isso acarreta?
[00:35:09] Acarreta insegurança para o cliente,
[00:35:11] realmente, porque vamos dizer que é uma pessoa Schoolmaster,
[00:35:15] é que não tem, não teve a vivência ali de Lambda, né, gente?
[00:35:18] A minha vivência é Lambda, tá?
[00:35:19] Lambda e depois, Activity.
[00:35:21] Então, assim, não tem aquela proximidade do cliente, né?
[00:35:24] Porque a gente sempre trouxe ali, né?
[00:35:25] Cliente sempre perto, sempre, né, acima,
[00:35:29] a gente ajudando o cliente acima de documentação, etc.
[00:35:33] Então, a gente sempre estava ali com o cliente,
[00:35:35] mostrando o que a gente estava fazendo, mostrando as métricas e tal.
[00:35:38] E aí, quando a gente não tem isso, quando o cliente não tem isso,
[00:35:41] aí eu entendo que está tudo bem para o cliente,
[00:35:43] ele querer microgerenciar, ele querer horas,
[00:35:45] ele querer um prazo ali muito acirrado,
[00:35:48] ou vocês entregam um cronograma ou é isso,
[00:35:51] não tem uma segunda opção, entendeu?
[00:35:53] Então, realmente, eu entendo essa insegurança do cliente
[00:35:59] e eu estou numa posição dessa nesse projeto que eu falei para vocês,
[00:36:02] que na semana passada, né, começou ali a gente estimar por horas.
[00:36:06] O que que acontece?
[00:36:08] A TI deles já vem sofrendo com atraso em projetos,
[00:36:14] eu estou lá há uns quatro anos nesse cliente,
[00:36:19] eles vêm sofrendo não com o meu projeto,
[00:36:21] porque o meu projeto sempre teve o caminho feliz,
[00:36:23] mas eles têm esses atrasos já tem uns três anos,
[00:36:29] que eu sei, tá?
[00:36:30] Que existem projetos que são atrasos gigantescos,
[00:36:33] assim, é projeto de três meses que durou um ano e meio,
[00:36:36] é projeto que era para durar,
[00:36:38] um ano está em dois, dois anos e meio.
[00:36:40] Então, o que acontece?
[00:36:41] Com a diretoria, né, nem digo a diretoria,
[00:36:44] mas é tipo a presidência, os CEOs,
[00:36:46] eles não acreditam mais no TI.
[00:36:48] E aí, eles fazem o quê?
[00:36:49] Eles pedem para microgeniciar,
[00:36:50] porque eles acham que os devs não estão trabalhando.
[00:36:52] Mas aí, eu acho que falta um pouquinho,
[00:36:54] até na nossa posição aqui, Pedro, Renata, Sara, né,
[00:36:57] o Okuma é mais dev, mas tem um papel,
[00:37:00] é mais agilista do que muito agilista,
[00:37:01] de mostrar realmente para o cliente para passar segurança.
[00:37:04] Só que acaba que eu, por exemplo,
[00:37:06] estou embaixo de uma caixinha,
[00:37:07] que está toda prejudicada.
[00:37:09] Então, eu estou entrando, estou estimando em horas,
[00:37:11] porque lá em cima, na vice-presidência, presidência,
[00:37:15] eles já estão com uma visão totalmente errada de TI.
[00:37:17] Então, eu acho que uma das coisas que motivam eles a pedir em horas,
[00:37:21] é exatamente isso, a insegurança.
[00:37:23] Assim, outra coisa que também, né,
[00:37:25] a Renata falou aqui,
[00:37:27] eu acho que é bem importante dizer,
[00:37:29] não é só porque você vai botar um Kanban,
[00:37:31] ou você vai colocar, né,
[00:37:33] vai seguir um framework tipo Scrum ali,
[00:37:35] que isso vai resolver todos os problemas.
[00:37:36] Agora é ágil,
[00:37:37] você vai conseguir tirar a estimativa,
[00:37:39] vai ter métrica, vai…
[00:37:41] Se as pessoas não usarem, né, Sarah,
[00:37:43] que a gente está comentando aqui,
[00:37:45] se as pessoas não usarem direito o board,
[00:37:47] não respeitarem, não manterem ele organizado,
[00:37:49] não vai existir métrica.
[00:37:51] A métrica que tem lá não vai servir para nada.
[00:37:53] Você tem que respeitar e usar direito.
[00:37:55] Então, não é porque colocou um board Kanban lá,
[00:37:58] que você vai falar assim,
[00:37:59] agora cada dev puxa uma história.
[00:38:01] Não serve para nada, não adiantou nada.
[00:38:03] Você não vai conseguir medir a velocidade do time,
[00:38:06] se cada pessoa está puxando uma história,
[00:38:08] já era, você individualizou.
[00:38:10] Porque aí o que adianta você ficar tentando estimar,
[00:38:13] sei lá, em story points,
[00:38:14] se uma pessoa só vai puxar aquela história, sabe?
[00:38:17] Cada uma vai puxar uma,
[00:38:19] você não vai abrir cinco demandas de uma vez só.
[00:38:21] Aí começam essas coisas meio bizarras, né,
[00:38:23] que o time tem que se comprometer com um monte de história
[00:38:25] numa iteração,
[00:38:27] e não consegue entregar nenhuma.
[00:38:29] Aí começa a perder a confiança mesmo, né, nesse time.
[00:38:32] Aí uma pessoa puxou uma história, ficou doente,
[00:38:34] pegou atestado lá que eu não ia entregar.
[00:38:36] E aí, como é que tá a história?
[00:38:38] Ninguém sabe.
[00:38:40] O exemplo que eu coloco até aí,
[00:38:42] cada pessoa puxa uma história,
[00:38:44] a estimativa é dada pelo time inteiro.
[00:38:45] Quando tem essa cultura na empresa,
[00:38:47] que cada pessoa puxa uma história
[00:38:49] e não tem essa cultura de pareamento de demandas ali,
[00:38:52] é muito comum a estimativa ser por pessoa,
[00:38:55] e cada pessoa tem um capacete próprio no sprint.
[00:38:57] A gente bate e não usa.
[00:38:59] Que mexe com as horas, né?
[00:39:01] Como é que você vai estimar em horas,
[00:39:02] se você tem um júnior, um sênior, um especialista?
[00:39:05] Então, aí acaba que as métricas que você tem lá aqui no board,
[00:39:09] porque eu acho que isso é muito legal, assim,
[00:39:12] de quando você tem um time que respeita
[00:39:14] e mantém o board atualizado.
[00:39:16] Se você abre uma demanda,
[00:39:18] puxou ela pra uma coluna de desenvolvimento,
[00:39:20] e se você tá usando uma ferramenta,
[00:39:21] que nem eu tô muito acostumado a usar o Azure DevOps,
[00:39:23] quando você arrasta esse card pra lá,
[00:39:25] ele começa a contar quantos trips card tá lá.
[00:39:27] E se as pessoas atualizam ele corretamente,
[00:39:29] tipo, puxa uma tarefa,
[00:39:30] puxa desenvolvimento, terminou, fecha ela.
[00:39:33] Tudo isso, a ferramenta não é só,
[00:39:35] a ferramenta vai contabilizando esse tempo.
[00:39:37] Então, quando você quer saber assim,
[00:39:39] qual que é a média de tempo, mais ou menos,
[00:39:41] que uma tarefa demora entre entrar em desenvolvimento
[00:39:45] e ser concluída.
[00:39:46] Ou uma demanda, uma história,
[00:39:48] demora pra entrar em desenvolvimento e ser concluída.
[00:39:51] Provavelmente o tempo que vai dar lá,
[00:39:53] é tipo, sei lá,
[00:39:54] um dia e duas horas e 37 minutos.
[00:39:58] Vai dar nesse nível de precisão.
[00:40:00] Porque realmente o que aconteceu
[00:40:01] foi a hora que a pessoa puxou o card,
[00:40:03] e foi na hora que ela foi pra outra coluna.
[00:40:05] Quatro horas, ou seis horas, ou oito horas.
[00:40:08] Porque se nunca, se você falar assim,
[00:40:10] que é o que você tá falando, né Pedro?
[00:40:12] Se você falar, eu demoro oito horas pra fazer essa tarefa,
[00:40:15] eu duvido que alguém vai acertar oito horas em ponto.
[00:40:18] A hora que eu terminar, pá, oito horas.
[00:40:20] Mesma coisa que eu falar assim,
[00:40:22] quanto que você demora pra fazer essa tarefa?
[00:40:23] Eu demoro quatro horas, trinta minutos e vinte e sete segundos.
[00:40:26] Tipo assim, ah, todo mundo vai falar assim,
[00:40:28] mas como assim, como você vai fazer exatamente nesse tempo?
[00:40:32] Eu falo assim, mas é a mesma coisa que eu falar oito horas.
[00:40:34] Oito horas, zero minutos, zero segundos.
[00:40:36] É a mesma coisa.
[00:40:37] É tão absurdo quanto.
[00:40:38] Tipo, se você falar, não é porque você falou um horário redondo
[00:40:42] que não é absurdo você tentar chutar esse horário.
[00:40:45] Você não vai acertar isso.
[00:40:46] Então, quando você mede, tira essa métrica de uma ferramenta
[00:40:50] aqui no Azure DevOps, ou qualquer uma que conte
[00:40:53] o tempo que o card tá em cada coluna,
[00:40:55] você tá contando o tempo real que ele demorou,
[00:40:57] exatamente o tempo que ele demorou
[00:40:59] pra passar por cada parte do processo.
[00:41:01] E quando você tira uma média disso,
[00:41:03] você não tá tirando média de chutes,
[00:41:05] você tá tirando média do que realmente o time fez.
[00:41:07] Só que pra que isso dê certo,
[00:41:09] não depende só do Kanban,
[00:41:11] não depende só da pessoa agilista,
[00:41:12] depende do board.
[00:41:13] Ele tem que ser atualizado com muita precisão.
[00:41:16] As pessoas têm que respeitar.
[00:41:18] Então assim, quem tá ouvindo aqui,
[00:41:20] nosso público tem muita gente que é desenvolvedora aqui.
[00:41:23] Se você tá ouvindo isso aqui agora,
[00:41:26] e tá sendo cobrado por estimativa em horas
[00:41:28] e tá super estressado aí,
[00:41:30] falando, pô, que absurdo,
[00:41:32] tem uma pressão aqui, não sei o quê,
[00:41:34] mas você não atualiza o board direitinho,
[00:41:36] a culpa é sua.
[00:41:37] Então tenha consciência que a culpa
[00:41:39] de você estar sendo cobrado é sua,
[00:41:41] porque se você tem que atualizar o board direitinho,
[00:41:44] pra pessoa que tá tirando métricas,
[00:41:46] provavelmente uma pessoa agilista,
[00:41:47] ela precisa que você faça isso direito.
[00:41:49] Então, ou seja,
[00:41:50] se você arrasta o card pra frente, volta ele pra trás,
[00:41:53] ou você espera a iteração inteira,
[00:41:56] você desenvolve a tarefa inteira
[00:41:58] e tira ela do to do pro close de uma vez só,
[00:42:01] meu, a culpa é sua.
[00:42:02] Ou espera dele, né, do dia seguinte,
[00:42:04] terminou a tarefa,
[00:42:05] ou espera dele do dia seguinte.
[00:42:07] É, espera dele pra arrastar o card lá, meu.
[00:42:10] Assim, é isso, você tá estragando a métrica.
[00:42:12] Quando a gente quer usar essa métrica pra poder
[00:42:14] dizer qual é a velocidade do time,
[00:42:16] tentar dar uma estimativa de quando, mais ou menos,
[00:42:18] as coisas vão ser entregues,
[00:42:20] se você não tem mais essa informação, ferrou.
[00:42:22] Acabou, assim, você não tem.
[00:42:24] Aí é chute, você tem que ficar dando chute mesmo.
[00:42:26] Deixa eu passar um pano aqui pros devs agora,
[00:42:28] já que você falou que a culpa é dele.
[00:42:31] É, a culpa é sua aí por um lado,
[00:42:34] mas por outro, às vezes a empresa tem essa cultura
[00:42:37] de buscar ali o micro gerenciamento,
[00:42:40] mas você ajusta, atualiza corretamente ali o seu card
[00:42:45] ali na ferramenta de gestão visual.
[00:42:47] Você pode propor isso, falar quantos a gente entrega
[00:42:52] por mês, por semana, quantas pessoas a gente tem aqui,
[00:42:55] pode estimular isso também.
[00:42:57] E muitas vezes o que eu percebo que falta, às vezes,
[00:43:00] eu falo assim, ah, o item terminou.
[00:43:02] Terminou o que? O desenvolvimento.
[00:43:04] Então eu consigo estimular o desenvolvimento, mais ou menos,
[00:43:06] porque é um trabalho criativo, não é algo tão prático,
[00:43:10] eu vou construir uma parede e eu demoro 30 segundos pra cada…
[00:43:14] Não, não é assim.
[00:43:15] É racional, né, Ri?
[00:43:17] Tipo assim, quanto tempo eu vou demorar pra raciocinar isso daqui?
[00:43:20] Sim, é uma coisa que não dá pra prever tanto,
[00:43:24] mas o que eu percebo que falta muitas vezes.
[00:43:26] O que que é o pronto?
[00:43:28] O pronto é o desenvolvimento pronto.
[00:43:30] O pronto é produção, porque o deploy tá fora do meu alcance.
[00:43:35] Então o pronto é…
[00:43:37] Eu consigo falar da minha etapa.
[00:43:39] A minha etapa, eu costumo demorar um dia pra fazer esse tipo de trabalho.
[00:43:42] Pode ser que seja mais ou seja menos.
[00:43:44] Então a gente tá colocando a culpa ali, né, em alguém,
[00:43:47] porque sempre acaba quebrando na parte mais fraca, né, entre aspas, aqui.
[00:43:52] Mas faltam algumas coisas no caminho, né?
[00:43:55] E o que eu tenho percebido é muito difícil a gente conseguir
[00:43:58] criar essa definição de pronto.
[00:44:00] Porque se a gente for pensar antes de começar, a gente precisa ter o quê que…
[00:44:04] Qual o checklist? Qual o definition of the ride?
[00:44:06] Raramente a gente consegue começar com tudo que precisa.
[00:44:09] Ah, precisa ter um protótipo, precisa ter a documentação, o swagger,
[00:44:13] precisa tá o ambiente no ar, precisa ter uma massa pra teste.
[00:44:17] Quando a gente consegue gabaritar esse checklist inicial?
[00:44:21] Nem sempre.
[00:44:22] E aí a gente espera que entregue nas oito horas.
[00:44:25] Então tem outras coisas pra apoiar.
[00:44:26] Então você que tá ouvindo isso aqui,
[00:44:27] questiona dentro da squad de vocês.
[00:44:30] O que que a gente precisa ter pra começar um trabalho?
[00:44:33] O que que a gente considera como pronto?
[00:44:35] E olha, estou arrastando o meu card certinho.
[00:44:37] Vamos começar a olhar pra isso daqui?
[00:44:38] Mesmo sem a gente ter esses critérios tão claros.
[00:44:41] Mas provoca isso também, porque são coisas que vêm do estratégico ali,
[00:44:47] de querer fazer esse microgerenciamento.
[00:44:49] Não é só culpa da Agilice aqui passando pano pra gente aqui também.
[00:44:53] Mas provoque isso também.
[00:44:57] E é legal que o senhor fala agora,
[00:44:58] quando é que eu tô com a fala da Sarah ali no começo da conversa, Renata?
[00:45:01] Porque a Sarah falou antes em alto nível.
[00:45:03] Tipo, ah, eu consigo estimar melhor o projeto
[00:45:05] se eu tiver mais informações no começo.
[00:45:08] E você foi no granular agora.
[00:45:09] Isso também se aplica pras tarefas, né?
[00:45:11] Então assim, ah, chegou uma história de usuário nova pra fazer.
[00:45:14] Você também precisa desse bolo de informações ali
[00:45:17] pra poder conseguir estimar com confiança.
[00:45:19] E até que eu mencionei história,
[00:45:20] agora tem um ponto que eu queria provocar com vocês aqui.
[00:45:23] A gente tá falando sobre estimativas do fluxo de trabalho do time,
[00:45:26] no fluxo ágil.
[00:45:28] Vocês estimam todo tipo de trabalho?
[00:45:30] Ou vocês reservam estimativas só pra história de usuário?
[00:45:33] Boa pergunta.
[00:45:34] Até tinha anotado também aqui.
[00:45:36] Como fazemos pra correção de bugs?
[00:45:38] Se a gente tá falando de um produto,
[00:45:40] algo que tá já em produção.
[00:45:42] Aí o que eu vejo é assim,
[00:45:43] pra bug tudo bem a gente não estimar.
[00:45:46] Mas a história tem que ser estimada.
[00:45:48] Sendo que ambas você precisa ali ter…
[00:45:51] Você não tem certeza,
[00:45:52] não sabe quantas linhas de código vai escrever,
[00:45:54] quanto tempo vai demorar pra alguém fazer o código,
[00:45:56] o código de review.
[00:45:58] Mas eu vejo que tem essa cobrança aí
[00:46:02] de todo o trabalho ser estimado.
[00:46:04] Inclusive os bugs que a gente não encontrou ainda.
[00:46:06] Eles já tinham que estar estimados.
[00:46:08] Quantos tempos você vai demorar pra resolver esse bug, Renata?
[00:46:10] É, então não tinha nem que ter um bug.
[00:46:12] Você não sabe nem onde é que tá acontecendo,
[00:46:14] o que que tá acontecendo,
[00:46:16] como você vai arrumar,
[00:46:17] mas quanto é que tempo você vai levar,
[00:46:19] quantas horas.
[00:46:20] É, não tinha nem que ter bug.
[00:46:22] Mas já que teve, quanto tempo?
[00:46:24] Se tiver, quanto tempo você vai gastar?
[00:46:26] Eu já vi alguns cenários bem diferentes com isso.
[00:46:28] Já escutou essa?
[00:46:30] Eu vi alguns cenários bem diferentes
[00:46:32] com relação a bug no mundo de estimativas.
[00:46:34] Eu já vi empresas que eram mais segregadas.
[00:46:36] Você tinha um time de QA
[00:46:38] que olhava pros bugs e trazia pro time.
[00:46:40] E geralmente quando era assim,
[00:46:42] eles traziam estimativa,
[00:46:44] o que já traz alguns problemas
[00:46:46] porque é uma estimativa de outro time
[00:46:48] que vem pra você.
[00:46:50] Eu já vi time que é adamante ali.
[00:46:52] Tipo, não, a gente não estima bug,
[00:46:54] bug é tempo zero, pega tempo zero,
[00:46:56] entrega e faz.
[00:46:58] E eu já vi também times que tratam como história.
[00:47:00] Você para pra olhar o que é o bug
[00:47:02] e tenta estimar ali o tempo
[00:47:04] que vai ter pra fazer aquilo
[00:47:06] e bota a estimativa dentro ali em store points.
[00:47:08] Às vezes também já vê retroativo.
[00:47:10] Ah, entreguei o bug? Qual foi o esforço que eu tive pra isso aqui?
[00:47:12] Aí coloca.
[00:47:14] Tem muitos cenários, não tem um consenso.
[00:47:18] A Tivit está entre as melhores empresas
[00:47:20] para se trabalhar no Brasil pelo GPTW
[00:47:22] e uma das maiores referências
[00:47:24] no país quando se fala
[00:47:26] em desenvolvimento de software
[00:47:28] e metodologia ágil.
[00:47:30] Somos um grupo de pessoas curiosas
[00:47:32] que adoram inovação e tecnologia.
[00:47:34] Estamos em constante evolução
[00:47:36] técnica e social.
[00:47:40] Eu já ouvi uma proposta, não que tenha sido
[00:47:42] colocada em prática, mas
[00:47:44] a proposta mais diferente que eu já ouvi
[00:47:46] era o time fazer tipo um
[00:47:48] spike antes de puxar
[00:47:50] a bug. Assim, foi a proposta mais diferente
[00:47:52] que eu já ouvi. Em geral, a gente tem bug
[00:47:54] mas lá a gente meio que combina
[00:47:56] mais ou menos qual que vai ser a frequência
[00:47:58] que a gente vai atuar em bugs. Então, sei lá,
[00:48:00] se o time tem uma média
[00:48:02] mais ou menos ali de quatro demandas,
[00:48:04] a gente tenta intercalar
[00:48:06] três demandas de história e uma
[00:48:08] de bug, sei lá, sabe? Pra ter uma
[00:48:10] vazão ali. Mas assim, em geral,
[00:48:12] eu não consigo estimar
[00:48:14] a bug, porque você não sabe exatamente
[00:48:16] o que está acontecendo, né? Então, é isso.
[00:48:18] Às vezes o time até sabe,
[00:48:20] mas a maioria das vezes não sabe,
[00:48:22] porque se soubesse, teoricamente não deveria ter
[00:48:24] concordo com o bug. A proposta mais interessante
[00:48:26] que eu já ouvi, mais diferente, não que a gente tenha
[00:48:28] ninguém concordou e não deu certo,
[00:48:30] não foi pra frente, mas foi fazer spike.
[00:48:32] Mas eu achei interessante a ideia.
[00:48:34] Em vez de puxar o bug direto pra
[00:48:36] pra… porque a ideia era poder
[00:48:38] ter uma estimativa pro bug, né?
[00:48:40] Mas como é que a gente estimula uma coisa que a gente não sabe? O que a gente precisa
[00:48:42] fazer pra consertar? Então, a proposta
[00:48:44] foi, a gente combina um spike, então
[00:48:46] o spike tem um time box,
[00:48:48] né? Então você tem um tempo limite pra aquele
[00:48:50] pra estudar aquilo. Então tinha um time box
[00:48:52] pra estudar o bug e desse estudo
[00:48:54] tinha que sair alguma estimativa. Tinha que pelo menos
[00:48:56] saber mais ou menos onde tá o problema ali,
[00:48:58] né? Entender um pouquinho ali do que tem
[00:49:00] que fazer. Não necessariamente
[00:49:02] conseguir fazer. E aí sim, conseguir estimar.
[00:49:04] Uma vez que uma pessoa estudou, o que tem
[00:49:06] que fazer? Então, ou seja, tinha primeiro
[00:49:08] uma… teria que ter primeiro uma fase de spike,
[00:49:10] de estudo ali do bug,
[00:49:12] e aí sim, com ele estimado, ele
[00:49:14] estaria pronto pra entrar em
[00:49:16] correção. Só que é lógico que isso
[00:49:18] não foi pra frente, porque bug é bug. Bug
[00:49:20] tá em produção, você não vai esperar, não quer
[00:49:22] esperar nada pra resolver isso. Tem que
[00:49:24] resolver. Então, por isso que não foi pra frente. Mas foi
[00:49:26] a proposta mais interessante que eu ouvi, assim,
[00:49:28] de uma tentativa de ter estimativa
[00:49:30] de bug. Mas quando eu pensei,
[00:49:32] quando você falou aí,
[00:49:34] eu pensei exatamente isso. Eu falei assim, mas se
[00:49:36] for um bug, né? Emergencial
[00:49:38] ali, alguma coisa, né?
[00:49:40] As pessoas não vão
[00:49:42] deixar você ali com o tempo
[00:49:44] pra fazer um spike e tal, né?
[00:49:46] Acaba que, na verdade, o spike, ele acontece
[00:49:48] dentro do bug, né? Então, assim,
[00:49:50] vamos entender ali o que tá acontecendo. Vamos
[00:49:52] entender o que a gente vai fazer, né? Como
[00:49:54] acaba que é uma análise,
[00:49:56] né? Sempre a primeira task do bug é
[00:49:58] analisar o problema, né?
[00:50:00] É…
[00:50:02] Eu já trabalhei de duas formas.
[00:50:04] Uma que era
[00:50:06] estimando o bug no final, realmente,
[00:50:08] ali, pra, inclusive, a gente
[00:50:10] colocar nossa média de
[00:50:12] story points, né? Na
[00:50:14] iteração e tal.
[00:50:16] E funcionou durante muito
[00:50:18] tempo. E
[00:50:20] uma outra também que funcionou
[00:50:22] foi deixar 10% do capacity
[00:50:24] da sprint pra
[00:50:26] bugs, né? Ou pra
[00:50:28] itens fora
[00:50:30] ali da sprint, que às vezes acaba acontecendo.
[00:50:32] Então, a gente pegava, né? A nossa média da
[00:50:34] sprint de entrega e
[00:50:36] 10% daquele tempo ali, né?
[00:50:38] Ou dos story points, a gente
[00:50:40] deixava pra
[00:50:42] pra bug. E funcionou
[00:50:44] também, né? Então,
[00:50:46] acho que essas duas formas aí pra
[00:50:48] bug funcionam de estimar.
[00:50:50] Agora, em horas, estimar antes
[00:50:52] nunca, não acontece.
[00:50:54] Olha, tem esse
[00:50:56] bug aqui acontecendo no sistema,
[00:50:58] só agora, tá? A gente tá na reunião aqui,
[00:51:00] 30 minutos falando sobre o problema
[00:51:02] que tá acontecendo. Tá, mas quando vocês vão terminar,
[00:51:04] né? Que a gente precisa.
[00:51:06] Ainda dá um prazo, na verdade, né? Quando vocês
[00:51:08] vão terminar, não. A gente precisa resolver
[00:51:10] até amanhã. Tá bom, claro.
[00:51:12] Nossa, então,
[00:51:14] o nível de dificuldade
[00:51:16] de você estimar esse tipo de trabalho
[00:51:18] é da magnitude de, tipo, assim,
[00:51:20] pode ser que você vai lá e muda uma
[00:51:22] variável, assim. Muda um nome de algum
[00:51:24] coisa e corrigiu. Nossa,
[00:51:26] tranquilo. E pode ser que o bug
[00:51:28] exija que você modifique a infraestrutura
[00:51:30] da tua aplicação pra corrigir aquilo.
[00:51:32] Então, você vai ter que mexer em pipeline,
[00:51:34] mexer na versão do framework que você
[00:51:36] tá usando, atualizar alguma
[00:51:38] outra biblioteca. Você tem que
[00:51:40] fazer uma porrada de coisa pra corrigir
[00:51:42] um bug que é, sei lá, às vezes
[00:51:44] um pop-up tá aparecendo no lugar errado.
[00:51:46] Tipo, você não tem como medir.
[00:51:48] Então, pode ser uma coisa besta, que é
[00:51:50] mudar realmente uma coisinha de lugar, ou talvez
[00:51:52] seja reestruturar toda a aplicação,
[00:51:54] quase, pra que do comportamento não
[00:51:56] acontecer mais. Então, como que
[00:51:58] você estima um troço desse, sabe?
[00:52:00] Olha a diferença de 8 a 80
[00:52:02] que pode ir, né? E eu acho
[00:52:04] que isso causa uma pressão forte,
[00:52:06] assim, se você já tá sendo cobrado
[00:52:08] por horas, pra estimar em horas cada coisa que você
[00:52:10] faz, se você pegar um bug que você
[00:52:12] não sabe mais exatamente quanto precisa levar pra
[00:52:14] fazer, assusta as pessoas. Geralmente
[00:52:16] as pessoas vão falar assim, meu, não quero pegar bug
[00:52:18] nenhum. Aí que eu pego uma encrenca aí e
[00:52:20] depois o pessoal vai falar que eu demoro muito pra resolver as
[00:52:22] coisas. E aí começa a criar uns comportamentos
[00:52:24] desse tipo, né? A galera querer evitar certos tipos
[00:52:26] de demanda, né? E estimar isso
[00:52:28] eu acho muito difícil, muito.
[00:52:30] Porque às vezes parece fácil, né? Que
[00:52:32] esse caso, né? Tipo, o papo tá parecendo meio fora
[00:52:34] do lugar aqui. Você vai descobrir que esse bug
[00:52:36] é um problema gigantesco
[00:52:38] da base da tua
[00:52:40] aplicação. E aí, pra corrigir isso
[00:52:42] aí, leva muitas horas,
[00:52:44] né? Pra conseguir botar isso no lugar.
[00:52:46] E às vezes você quebra o trabalho de
[00:52:48] outras pessoas ainda no meio do caminho,
[00:52:50] corrigindo bug. Então, pode ser
[00:52:52] catastrófico. Eu já vi bugs bem
[00:52:54] catastróficos mesmo pra corrigir. Que acabam
[00:52:56] virando quase que dívidas técnicas, assim.
[00:52:58] Você corrige uns pedaços e larga outros pedaços
[00:53:00] pra trás, assim. E é isso.
[00:53:02] A Tivit
[00:53:04] é uma multinacional brasileira
[00:53:06] de tecnologia com expertise
[00:53:08] comprovada na construção
[00:53:10] de soluções digitais e
[00:53:12] customizadas de ponta a ponta
[00:53:14] que transformam o seu negócio para uma
[00:53:16] nova realidade. Saiba mais no site
[00:53:18] tivit.com
[00:53:20] Assim, isso até me
[00:53:22] puxou. Me fez
[00:53:24] querer puxar um outro gancho, que é exatamente
[00:53:26] quando as pessoas
[00:53:28] começam a colocar mais demandas
[00:53:30] que não estavam planejadas. Tipo assim,
[00:53:32] ah, lembrou que precisa fazer outra coisa
[00:53:34] ali, coloca uma outra demanda ali no meio, né?
[00:53:36] E às vezes, às vezes não,
[00:53:38] né? Muitas vezes eu percebo que os projetos
[00:53:40] eles parecem que não andam por causa dessas
[00:53:42] mudanças constantes,
[00:53:44] né? Assim, pô, vocês não terminam nunca essa aplicação.
[00:53:46] Mas quando você vê o backlog,
[00:53:48] isso por isso que é legal, né? Quando
[00:53:50] tem um gerenciamento muito bom de backlog,
[00:53:52] se você consegue ter uma novidade
[00:53:54] de noção do qual era o backlog quando você
[00:53:56] começou o projeto, né? E qual é o
[00:53:58] backlog depois que o pessoal
[00:54:00] começou a falar que o projeto não anda,
[00:54:02] se você consegue mostrar o que mudou
[00:54:04] no backlog do tempo que era
[00:54:06] o primeiro planejamento para o momento
[00:54:08] que o pessoal tá se sentindo incomodado, às vezes
[00:54:10] você percebe que o backlog é completamente
[00:54:12] diferente do começo. E assim,
[00:54:14] não tem milagre, né?
[00:54:16] Assim, não tem como
[00:54:18] fazer milagre. É o…
[00:54:20] Tem uma parada lá que eu acho bem interessante,
[00:54:22] né? Que é o triângulo de ferro lá, né? Que fala que
[00:54:24] você tem três pernas ali
[00:54:26] que você não consegue ter as três ao mesmo tempo.
[00:54:28] Você não vai conseguir ter as três coisas ao mesmo tempo.
[00:54:30] Que é manter o orçamento, manter o
[00:54:32] escopo e manter o prazo.
[00:54:34] Sempre uma das coisas vai dançar.
[00:54:36] Uma dessas coisas vai dançar.
[00:54:38] Se você quer manter
[00:54:40] o orçamento e o escopo,
[00:54:42] você vai ter que abrir mão de prazo. Porque assim,
[00:54:44] eu quero manter as funcionalidades,
[00:54:46] né? Eu quero manter o meu orçamento,
[00:54:48] então talvez você tenha que estender um pouco mais
[00:54:50] ali o tempo do desenvolvimento, né?
[00:54:52] Pra poder manter essas coisas um dia ali.
[00:54:54] Agora, se você quer
[00:54:56] orçamento e prazo, que acho que esse é o cenário
[00:54:58] da agilidade, né? Geralmente você não quer gastar
[00:55:00] mais dinheiro com o teu projeto. E você não
[00:55:02] quer mexer no prazo. O que vai acontecer
[00:55:04] é que você tem que começar a entender o seu escopo.
[00:55:06] O que você pode tirar fora pra manter o prazo
[00:55:08] e não sair… Não ter que
[00:55:10] pôr mais gente, né? Ou, se você
[00:55:12] quer ter o escopo, manter o escopo. Eu quero entregar
[00:55:14] tudo. Dentro do prazo, provavelmente
[00:55:16] vai dançar o orçamento. Você vai ter que pagar
[00:55:18] mais… Vai ter que aumentar o time,
[00:55:20] vai ter que pagar mais caro numa
[00:55:22] tecnologia que às vezes é tipo
[00:55:24] é mais cara, mas vai resolver
[00:55:26] o seu problema, né? Às vezes você tem que
[00:55:28] criar um monte de implementações
[00:55:30] pra performance. Ah não, mas
[00:55:32] não dá tempo. Então você paga
[00:55:34] uma instância super, hiper alta lá
[00:55:36] do SQL Server e aí ele vai aguentar
[00:55:38] a porrada. Então, você vai gastar mais
[00:55:40] dinheiro, mas vai manter o prazo e o escopo. Então,
[00:55:42] não tem fórmula mágica.
[00:55:44] Alguma coisa vai dançar nessa…
[00:55:46] Na hora que você começa a mexer no teu
[00:55:48] backlog, né? A colocar coisas a mais
[00:55:50] ali. Então,
[00:55:52] entender isso ajuda
[00:55:54] a entender que não adianta você botar
[00:55:56] pressão nas pessoas, né? Tentar saber quem
[00:55:58] é as pessoas pra tentar forçar elas a entregar
[00:56:00] mais rápido as coisas. Porque
[00:56:02] entendendo isso, você sabe onde
[00:56:04] tem que abrir mão, né? Tem
[00:56:06] essa lucidez de qual
[00:56:08] lugar que você vai abrir mão. E se você não quer abrir mão de
[00:56:10] nenhum dos três, que eu acho que esse é o mais perigoso
[00:56:12] de todos, se você quer manter o orçamento,
[00:56:14] quer manter o escopo, quer manter o prazo,
[00:56:16] o que vai dançar é a qualidade.
[00:56:18] A galera não vai… Exatamente.
[00:56:20] Eu tava me segurando pra não comentar isso. Tem uma
[00:56:22] quarta dimensão que não aparece nesse triângulo,
[00:56:24] que é justamente a qualidade.
[00:56:26] É o que tá em cima da cadeira. Se você tentar
[00:56:28] mexer nos pés, a qualidade vai cair.
[00:56:30] É isso aí. Exatamente.
[00:56:32] É, mas aí acho que a qualidade
[00:56:34] entra na questão do escopo, né?
[00:56:36] Você não…
[00:56:38] Você acaba não conseguindo entregar o escopo.
[00:56:40] Porque se a qualidade caiu,
[00:56:42] provavelmente vai ter bugs em
[00:56:44] algum módulo. Vamos dizer que é um sistema
[00:56:46] inteiro. Vai ter bugs, muitos bugs
[00:56:48] em algum módulo que a sua equipe não vai
[00:56:50] usar. Então, o escopo, ele foi
[00:56:52] alterado, porque você
[00:56:54] não teve o todo, entendeu?
[00:56:56] Você não teve o todo. Então,
[00:56:58] eu acho que entra ali na…
[00:57:00] no escopo. Quando você quer
[00:57:02] manter os três,
[00:57:04] sempre o escopo, ele vai cair, que é a
[00:57:06] qualidade. É, sim.
[00:57:08] É, e assim, a gente tava comentando
[00:57:10] que esses parâmetros são os que… Quando vai
[00:57:12] começar o projeto. Então, eu sei exatamente o que eu quero,
[00:57:14] né? O escopo. Eu sei exatamente quanto eu quero
[00:57:16] gastar e quanto mais ou menos
[00:57:18] quanto eu quero terminar ali, né? Entregado.
[00:57:20] Considerando todas as nossas incertezas,
[00:57:22] se você quer manter o orçamento
[00:57:24] e quer manter o prazo, provavelmente
[00:57:26] que você tem que diminuir o escopo, né? Pra
[00:57:28] manter dentro daquele parâmetro. Porque
[00:57:30] as incertezas, elas vão acontecer, né?
[00:57:32] Vão aparecer coisas ali que você não tava prevendo. Então,
[00:57:34] se você já tem noção que talvez você tem
[00:57:36] que começar a abrir mão de algumas coisas ali, né?
[00:57:38] Que você previa no começo ali,
[00:57:40] tá tudo bem. Aí você
[00:57:42] consegue abrir mão
[00:57:44] disso com paz
[00:57:46] no coração, né? Sabendo que você já
[00:57:48] esperava por isso. Ou o prazo,
[00:57:50] tipo assim, não, eu não posso deixar
[00:57:52] nenhuma dessas features. Todas elas são importantes pra mim.
[00:57:54] Então, quando começam as incertezas ali,
[00:57:56] você começa a ver que tá tendo coisas erradas,
[00:57:58] você já tem a consciência de que isso aqui vai
[00:58:00] estender um pouco, né? Mas, você já
[00:58:02] sabia disso. Então,
[00:58:04] eu acho que ter esse conhecimento, né?
[00:58:06] Tipo, você já ter essa certeza
[00:58:08] e saber em qual dessas pernas
[00:58:10] você vai abrir mão ali,
[00:58:12] acho que ajuda você a ter paz,
[00:58:14] né? Não jogar essa…
[00:58:16] Forçar o time a tentar entregar
[00:58:18] mais rápido pra
[00:58:20] tentar compensar. Porque o que vai acontecer
[00:58:22] é isso. O pessoal vai começar a escrever as coisas em teste,
[00:58:24] vai fazer as coisas
[00:58:26] com performance prejudicada,
[00:58:28] tipo, não vai escolher a melhor forma de implementar,
[00:58:30] vai fazer tudo de qualquer jeito, tipo, pra entregar.
[00:58:32] E eu, assim,
[00:58:34] eu já passei por muito projeto que tava assim,
[00:58:36] a galera, tipo, ah, entrega aí,
[00:58:38] tipo, manda
[00:58:40] ver. Ah, por exemplo, eu estimei
[00:58:42] em oito horas, né? Estimei em oito
[00:58:44] horas e tá dando sete horas e meia.
[00:58:46] Não consegui terminar ainda. Ah, manda
[00:58:48] paquear do jeito que tá mesmo, velho.
[00:58:50] Tipo, não vou deixar passar de oito horas não.
[00:58:52] Mas funcionou? Nem sei.
[00:58:54] Manda paquear, aí eles vão falar que tá
[00:58:56] com bug, aí volta, aí começa a contar
[00:58:58] de novo o tempo. Tipo, olha o tipo
[00:59:00] de coisa que vai começar a acontecer, né?
[00:59:02] Sim, que é até
[00:59:04] um dos tópicos ali que a gente tinha
[00:59:06] combinado de falar, né? Que é
[00:59:08] sobre como impacta o time
[00:59:10] estimar em horas, né? Porque gera uma
[00:59:12] ansiedade também se você
[00:59:14] estimou ali e não tá
[00:59:16] conseguindo, né? Que que eu vou fazer, né?
[00:59:18] Nossa, vou falar pro time que eu não consegui?
[00:59:20] Vou estourar aqui, vou estragar
[00:59:22] as métricas do time? Então gera
[00:59:24] um transtorno em cima
[00:59:26] disso e acaba que sempre
[00:59:28] a qualidade acaba caindo ali.
[00:59:30] Mas teve um outro ponto
[00:59:32] que você falou.
[00:59:34] Ah, eu esqueci
[00:59:36] agora. Mas era de…
[00:59:38] Hum, esqueci.
[00:59:40] Mas é interessante esse
[00:59:42] seu comentário, Sarah, que afeta até a capacidade
[00:59:44] do time de colaborar entre si.
[00:59:46] Porque pensa assim, uma pessoa tá
[00:59:48] com uma demanda de três horas.
[00:59:50] Você já tá na segunda hora e não finalizou.
[00:59:52] Aí chega o Okuma, tipo, Pedro, me ajuda
[00:59:54] aqui. Tô com um problema aqui no bug que eu tô
[00:59:56] puxando. Eu não vou afetar a minha
[00:59:58] entrega pra ajudar o Okuma.
[01:00:00] Essa cultura de
[01:00:02] cobrar a hora dos devs desse jeito, de uma forma tão
[01:00:04] fincada em pedra ali, sem essa
[01:00:06] flexibilidade, gera esse tipo de cultura
[01:00:08] que destrói colaboratividade no time.
[01:00:10] Isso é terrível pra um projeto.
[01:00:12] Mas é
[01:00:14] totalmente ruim essa estimativa
[01:00:16] em horas? Eu acho que
[01:00:18] isso também pode ajudar o time
[01:00:20] a saber que eu tô indo bem. Eu
[01:00:22] tenho que entregar isso daqui, a sprint
[01:00:24] acaba na sexta-feira
[01:00:26] e eu falei que eram oito
[01:00:28] horas e ainda não cheguei.
[01:00:30] Fiz seis horas e ainda não
[01:00:32] cheguei em cinquenta por cento do tempo.
[01:00:34] Isso daí internamente, entendo
[01:00:36] que pode ajudar o time. Como o time vai
[01:00:38] organizar o capacity por dia,
[01:00:40] eu acho que
[01:00:42] pode ser, pode ter um cálculo ali
[01:00:44] estimado em horas. Acho que o problema
[01:00:46] é quando a gente começa a ter esse
[01:00:48] tipo de progerenciamento. A gente fala aí, passou
[01:00:50] oito horas, o Okuma
[01:00:52] demora quatro horas,
[01:00:54] eu quero que tira o Pedro,
[01:00:56] que o Pedro demora oito pra fazer.
[01:00:58] Na maioria das tarefas do Pedro é oito.
[01:01:00] Isso daí eu acho negativo, mas que isso
[01:01:02] possa ser uma ferramenta pra ajudar
[01:01:04] a pessoa, eu acho que é
[01:01:06] legal. Eu também tive a experiência
[01:01:08] de trabalhar na Lambda, que foi realmente
[01:01:10] uma grande escola pra mim, de
[01:01:12] aprender muitas coisas sobre agilidade
[01:01:14] e realmente era
[01:01:16] um time que conseguia
[01:01:18] estimar e acertava, e
[01:01:20] era muito mais assertivo ali,
[01:01:22] quando o time já estava junto, a gente acertava bastante
[01:01:24] as estimativas. Tinha muita sinergia
[01:01:26] os times, né? Funcionava
[01:01:28] muito bem, mas o que
[01:01:30] eu vejo que, e mesmo na época
[01:01:32] da Lambda, o time fazia
[01:01:34] estimativas em horas internamente,
[01:01:36] a gente tinha ali, que no Azure DevOps tinha
[01:01:38] a funcionalidade de a gente ter ali
[01:01:40] qual capacity por pessoa,
[01:01:42] ah, são seis horas, e aí
[01:01:44] eu acho que vou gastar umas três aqui, uma
[01:01:46] aqui, e o time ia
[01:01:48] se organizando, falando, ó, na outra
[01:01:50] semana, no outro ciclo, a gente
[01:01:52] eu achei que era esse tempo e eu gastei
[01:01:54] o dobro, então, por que que eu gastei o dobro?
[01:01:56] Será que falta eu estudar alguma coisa?
[01:01:58] E na retrospectiva a gente pensava sobre isso.
[01:02:00] Ou gastou menos, né? Gastou
[01:02:02] na verdade, porque tem essa
[01:02:04] Eu tô gastando tanto tempo
[01:02:06] pra fazer tal tipo de trabalho
[01:02:08] e a Sarah tá gastando mais, vamos trocar
[01:02:10] experiência e vice-versa? Por que que você tá
[01:02:12] gastando menos, Sarah? Por que que você tá fazendo
[01:02:14] diferente? Me explica a tua coisa.
[01:02:16] É, então era uma coisa
[01:02:18] que funcionava pro time, mas pra
[01:02:20] ter, mas não era uma coisa que ficava
[01:02:22] se cobrando, ó, você
[01:02:24] gastou uma hora mais, gastou uma hora menos, usava
[01:02:26] pra reflexão e isso eu achava muito positivo.
[01:02:28] Mas não é isso que eu tenho visto
[01:02:30] ultimamente, é mais assim, realmente,
[01:02:32] ter em horas pra gente controlar as
[01:02:34] pessoas. Sim, e
[01:02:36] um ponto desse de
[01:02:38] horas, eu lembrei que eu ia falar,
[01:02:40] é sempre que tem uma
[01:02:42] a meta de alguém ali pra gente bater.
[01:02:44] Então,
[01:02:46] tanto a estimativa,
[01:02:48] não é a meta do time, não é do desenvolvedor,
[01:02:50] não é do agilista, não é
[01:02:52] do coordenador do projeto,
[01:02:54] é sempre ali de uma
[01:02:56] liderança muito alta
[01:02:58] que a gente tem que
[01:03:00] bater essa meta. Então, até voltando
[01:03:02] naquele assunto que o Okuma tava
[01:03:04] trazendo ali
[01:03:06] do triângulo, né? O que
[01:03:08] acaba que quando você, ah,
[01:03:10] quanto tempo você vai demorar pra me entregar?
[01:03:12] É porque alguém tem alguma meta, ou a pessoa
[01:03:14] já vem com, olha, eu tenho que entregar isso e tal.
[01:03:16] E aí a pessoa já te dá um mês menos, tá?
[01:03:18] Um mês a menos. Que é pra
[01:03:20] garantir que a pessoa
[01:03:22] vai bater a meta dela pra ganhar o bônus,
[01:03:24] pra ganhar o que seja,
[01:03:26] né? Ela já te dá um mês a menos. Então,
[01:03:28] eu vejo que isso tem muito no
[01:03:30] mercado, de tipo, a pessoa tem uma meta
[01:03:32] e a gente tem que bater a meta da
[01:03:34] pessoa, e por isso que a gente é tão
[01:03:36] instigado a passar
[01:03:38] uma estimativa, que às vezes a gente nem tem
[01:03:40] o todo, né? A informação
[01:03:42] toda, e aí é que entra nas
[01:03:44] mentiras que o Okuma falou, que a gente
[01:03:46] tem que chutar algo
[01:03:48] muito grande, porque realmente
[01:03:50] não tem nem especificado
[01:03:52] tudo o que a gente precisa fazer.
[01:03:54] Então, isso que
[01:03:56] acontece. Aí sobre as horas,
[01:03:58] que a Rê tava falando,
[01:04:00] tem um lado positivo, sim,
[01:04:02] com uma métrica, né? Horas são métricas
[01:04:04] assim como store points,
[01:04:06] assim como o tamanho de camiseta,
[01:04:08] assim como animais. É uma métrica,
[01:04:10] né? Que daria pra gente olhar,
[01:04:12] trazer o lado positivo.
[01:04:14] Só que eu acho que traz, se a gente pudesse
[01:04:16] trabalhar com horas
[01:04:18] na história,
[01:04:20] no use store mesmo,
[01:04:22] né? Tipo, ao invés das
[01:04:24] tasks, que é o que tá acontecendo hoje em dia,
[01:04:26] me pouparia muito tempo.
[01:04:28] O tempo dos meus devs também.
[01:04:30] Porque o que é caro é que a gente gasta
[01:04:32] muito tempo. E eu, nossa,
[01:04:34] na agonia, ficar numa reunião com muito tempo
[01:04:36] deles gasto, entendeu?
[01:04:38] Eu acho que o propósito…
[01:04:40] Perdão, Okuma. Segue aí, pode falar.
[01:04:42] Isso é uma coisa que me frustra muito com
[01:04:44] estimativas, que às vezes o time
[01:04:46] bate numa parede que eles não estão
[01:04:48] concordando em uma estimativa,
[01:04:50] mas às vezes, tipo assim, estão discutindo
[01:04:52] entre um PP e um P. Às vezes a gente
[01:04:54] passa uma hora discutindo qual é o tamanho
[01:04:56] correto e a demanda é feita em 20 minutos.
[01:05:00] É, então, a parte que eu acho difícil
[01:05:02] assim, de conseguir estimar
[01:05:04] no nível de tarefas, né? Em tempo,
[01:05:06] é que, por exemplo,
[01:05:08] você só consegue fazer isso se você tem certeza que
[01:05:10] é você que vai puxar essa tarefa. Porque
[01:05:12] não tem como o time, por exemplo, estimar o tempo
[01:05:14] de uma tarefa ali. Por exemplo,
[01:05:16] eu vou lá e vou dar minha estimativa. Eu tenho
[01:05:18] 20 anos de carreira. Eu vou
[01:05:20] dar um tempo ali. Ah, eu acho que vou dar um tempo.
[01:05:22] Aí, se outra pessoa aqui começou
[01:05:24] até dois anos de carreira a puxar essa tarefa,
[01:05:26] ferrou, a pessoa tá
[01:05:28] ferrada, porque ela vai ter que seguir,
[01:05:30] que é mais ou menos como você falou, né, Sarah?
[01:05:32] Eu botei uma meta e a pessoa vai ter que cumprir
[01:05:34] agora. Tipo, ferrou, a pessoa
[01:05:36] tá ferrada. Aí, o que acontece? Você tem que
[01:05:38] chegar no meio termo de todo mundo. Então, tá,
[01:05:40] essa tarefa aqui, eu consigo fazer em
[01:05:42] duas horas ou eu consigo fazer em seis?
[01:05:44] E o que que vai ser? Vamos fechar
[01:05:46] no quatro aqui? Vamos bater quatro aqui e tal?
[01:05:48] Cinco? É, fica meio que
[01:05:50] um leilão ali, né? Então,
[01:05:52] na pior das hipóteses, o que que todo mundo vai fazer?
[01:05:54] Vai tentar botar todo mundo pro
[01:05:56] no pior caso, que é, vai, seis
[01:05:58] horas. Quem falou? É, o pior tempo.
[01:06:00] Seis, seis horas. Aí, eu puxo essa
[01:06:02] tarefa e faço em duas. Aí, eu falo assim, puta, eu sou bom
[01:06:04] pra caramba, velho. Estimou em seis e eu fiz em duas.
[01:06:06] Não, vou ficar aqui de braço cruzado agora,
[01:06:08] porque, né, a tarefa era de seis horas.
[01:06:10] E não vou puxar, né, porque eu tô com
[01:06:12] tempo aqui, tô com um capacete ainda
[01:06:14] na, na sprint, né? Aí, a galera vai
[01:06:16] falar assim, que estranho, o
[01:06:18] Okuma, é, ele tem vinte
[01:06:20] anos de carreira, levou seis horas.
[01:06:22] E aí, a outra pessoa que tem um ano de carreira
[01:06:24] levou as mesmas seis horas, velho. Eu acho que
[01:06:26] o Okuma tá meio ruim, velho, tá meio zoado,
[01:06:28] porque tu leva o mesmo tempo do, né, de uma
[01:06:30] pessoa que é júnior, né, começou agora na carreira.
[01:06:32] Eu acho que eles não tão olhando isso, Okuma,
[01:06:34] hoje, né? Eu acho que eles não tão olhando
[01:06:36] isso, entendeu? É, então, parece que o projeto é
[01:06:38] perfeito, né? Fala assim, nossa, o pessoal estima
[01:06:40] e cumpre. É que, na verdade, se a pessoa
[01:06:42] fosse fazer, levar o tempo que
[01:06:44] precisa pra cada tarefa, provavelmente
[01:06:46] esse tempo ia ser menor. Muito.
[01:06:48] O fato é que a pessoa está estimando com gordura,
[01:06:50] e esse, todo mundo já ouviu esse termo, falta uma
[01:06:52] gordurinha, e, e
[01:06:54] consome ela. Seja, seja enrolando,
[01:06:56] seja não fazendo nada, ou seja
[01:06:58] falando assim, ah, sobrou três horas, sabe o que
[01:07:00] eu vou fazer? Eu vou tirar aqueles comentários que tá
[01:07:02] sobrando no código, ah, vou dar essa refatoradinha
[01:07:04] aqui, já que sobrou tempo.
[01:07:06] As pessoas vão fazer esse
[01:07:08] tempo ser ocupado com alguma coisa,
[01:07:10] entendeu? No final das contas. Mesmo que a pessoa
[01:07:12] não fique olhando pro teto, realmente
[01:07:14] queira fazer alguma coisa, provavelmente ela vai fazer
[01:07:16] uma coisa na, na demanda que não era pra ela ter
[01:07:18] feito, que ela não, não, não tava no
[01:07:20] planejamento, mas eu tô assim, ah, sobrou
[01:07:22] quatro horas aqui, tipo, vou
[01:07:24] refatorar aquele teste lá que tá estranho.
[01:07:26] Ah, eu vou dar uma mexida aqui, não sei o que.
[01:07:28] É, vou dar uma melhorada na documentação. E aí
[01:07:30] eu, pra dar um jeito de espalhar, né, o
[01:07:32] trabalho por essas horas restantes.
[01:07:34] Então, acaba que o comportamento fica esquisito,
[01:07:36] sabe? É, ou
[01:07:38] você começa a ver pessoas, é,
[01:07:40] terminando muito antes do tempo, que você vai falar,
[01:07:42] pô, essa estimativa tá errada. Obviamente tá errada, porque
[01:07:44] o pessoal tá estimando oito e tá fazendo duas.
[01:07:46] É, ou todo mundo começa, o time inteiro,
[01:07:48] com vários níveis de conhecimento, começa
[01:07:50] todo mundo a entregar a tarefa no mesmo tempo, né?
[01:07:52] E aí, obviamente, assim, por mais que no final
[01:07:54] do projeto, o pessoal olhe pro cronograma
[01:07:56] ali, né, e fala, olha, todas
[01:07:58] as estimativas deram certo, porque o time
[01:08:00] estimou e atingiu, estimou e atingiu.
[01:08:02] Talvez se tivesse feito, é,
[01:08:04] sem essa estimativa em
[01:08:06] horas, talvez aquele tempo que demorou três
[01:08:08] meses, talvez tivesse terminado em um mês e meio.
[01:08:10] Se o pessoal tivesse terminou a tarefa, puxa outra.
[01:08:12] Terminou a tarefa, puxa outra. Não terminou a tarefa,
[01:08:14] espera, ou deu tempo, puxa outra.
[01:08:16] Espera, deu tempo, puxa outra. É,
[01:08:18] esse é um ponto que eu
[01:08:20] penso, assim, sobre isso. Porque, assim,
[01:08:22] a gente tem a sprint com um
[01:08:24] certo capacidade que a gente aloca pra ela, correto?
[01:08:26] Se entregou antes,
[01:08:28] essa pressão com relação a prazo,
[01:08:30] não deveria ter um peso ali pro time.
[01:08:32] Pô, entreguei antes, show, eu posso colocar
[01:08:34] uma demanda nova na sprint, posso adiantar
[01:08:36] alguma coisa na próxima. Essa deveria ser
[01:08:38] a cultura que a gente tá tentando trazer. Mas
[01:08:40] eu acho que esse é o ponto, né, quando você começa a ter esse
[01:08:42] micro gerenciamento em cima, você gera esses
[01:08:44] comportamentos que são contraprodutivos.
[01:08:46] Você acaba fazendo o time se comportar
[01:08:48] do jeito que você não quer. Exatamente.
[01:08:50] Você está
[01:08:52] ouvindo mais um podcast da
[01:08:54] Lambda Powered by Tiviti.
[01:08:56] Nos organizamos de forma
[01:08:58] democrática pra que todas as pessoas
[01:09:00] compartilhem conhecimentos e boas
[01:09:02] histórias. Temos muito papo
[01:09:04] sobre tecnologia, diversidade,
[01:09:06] cultura e muito mais.
[01:09:08] E encontre o caminho para
[01:09:10] novas ideias aqui.
[01:09:12] E assim, se você deseja
[01:09:14] ter sorte de não ter nenhum imprevisto nas tarefas
[01:09:16] e realmente o pessoal estimar com a gordura
[01:09:18] e nunca estourar esses tempos de gordura,
[01:09:20] o projeto quando ele terminar,
[01:09:22] ele vai parecer que foi perfeito.
[01:09:24] Nossa, o pessoal estimou no tempo e deu exatamente
[01:09:26] o tempo pro… Aí vai gerar
[01:09:28] mais segurança também, que aconteceu
[01:09:30] isso comigo agora recentemente também.
[01:09:32] Nossa, mas vocês estimaram
[01:09:34] um projeto em 12 meses, vocês entregaram
[01:09:36] em 12 meses. Parece que vocês arrastam um projeto
[01:09:38] pra acabar em 12 meses. E aí entregou
[01:09:40] outro em 12 meses, eu falei assim, olha,
[01:09:42] não foi em 12 meses, a gente
[01:09:44] teve uma equipe reduzida, a gente
[01:09:46] repriorizou a forma que a gente
[01:09:48] ia fazer um
[01:09:50] dos módulos ali, a gente teve que fazer
[01:09:52] uma outra ferramenta pra conseguir
[01:09:54] entregar. Então existiam várias
[01:09:56] coisas, mas aí mesmo
[01:09:58] você tendo um projeto seguindo
[01:10:00] ali a sua estimativa
[01:10:02] que você passou, nossa, mas porque foi tão
[01:10:04] perfeito? Não, tem alguma coisa de errado.
[01:10:06] Entendeu? Então eu entendo que
[01:10:08] a Yarrê falou muito
[01:10:10] o que ela está vendo acontecer hoje,
[01:10:12] como está acontecendo,
[01:10:14] que, ah, estamos sendo medido em horas
[01:10:16] então, ok, vamos admitir aqui
[01:10:18] estamos sendo medido em horas, ou em
[01:10:20] task, quantas tasks vocês entregaram.
[01:10:22] E aí,
[01:10:24] se você chegar ali
[01:10:26] numa média, que igual
[01:10:28] a gente trouxe, horas também são métricas.
[01:10:30] A gente vai conseguir
[01:10:32] estimar ali, e aí
[01:10:34] quando a gente chegar num cenário perfeito,
[01:10:36] olha, a gente entregou a sprint
[01:10:38] aqui, realmente a gente cumpriu as horas que
[01:10:40] eu acho que as pessoas, eu faria isso,
[01:10:42] eu não sou dev, mas eu faria isso. Se eu tivesse ali uma task
[01:10:44] que consegui entregar antes, igual você falou,
[01:10:46] como você é uma pessoa
[01:10:48] especialista, entregou
[01:10:50] a task em duas horas,
[01:10:52] sendo que uma pessoa ali, pleno
[01:10:54] júnior, entregaria em seis. O que eu vou fazer?
[01:10:56] Vou ligar o Netflix, alguma coisa
[01:10:58] do tipo. Mas enfim, no final
[01:11:00] a sprint foi perfeita, todo mundo entregou
[01:11:02] ali o que tinha que entregar.
[01:11:04] Aí vai gerar,
[01:11:06] você chegou, sei lá, três
[01:11:08] sprints perfeitas.
[01:11:10] Ah, mas tem alguma coisa de errado. O time está
[01:11:12] estimando mais, entendeu? Então
[01:11:14] eu acho que sempre vai ter alguma
[01:11:16] desconfiança ali,
[01:11:18] sei lá, até botar no presencial, será?
[01:11:20] Não sei.
[01:11:22] Acho que depende muito da cultura também,
[01:11:24] porque assim, agora no papel de BO
[01:11:26] eu tenho essa visão do outro lado também.
[01:11:28] Pô, se o time me entregou mais cedo do que o estimado,
[01:11:30] que maravilha! Notícia maravilhosa!
[01:11:32] Porque assim, sempre vai ter
[01:11:34] mais trabalho pra fazer. Porque tudo bem,
[01:11:36] a gente fechou um scope pra um projeto,
[01:11:38] mas tem aquelas coisinhas que a gente deixou de lado ali
[01:11:40] porque a gente tinha um prazo em vista.
[01:11:42] Se o time entregou o projeto mais rápido,
[01:11:44] pô, talvez dê tempo nesse tempo que a gente
[01:11:46] organizou ali o financeiro desse projeto,
[01:11:48] talvez com esse tempo que sobrou,
[01:11:50] a gente consiga puxar aquelas coisas que a gente deixou de lado antes.
[01:11:52] Então assim, você tem muito
[01:11:54] mais ganhos do time entregar
[01:11:56] antes do que a gente achava que ia entregar.
[01:11:58] Eu não vejo porque
[01:12:00] essa necessidade de estar em cima,
[01:12:02] tipo, não, mas você me disse que entregava mais tempo,
[01:12:04] você entregou em menos. Isso é uma coisa,
[01:12:06] é uma notícia boa, por que colocar isso numa imagem tão ruim?
[01:12:08] Sim.
[01:12:10] É, é mais pra
[01:12:12] acho que, é um comportamento
[01:12:14] que acaba
[01:12:16] entrando meio naturalmente nos times
[01:12:18] quando você tá estimando em horas, né? Você tem aquele
[01:12:20] tempo, tem algum autor,
[01:12:22] depois eu vou procurar quem é que falou
[01:12:24] que, não era nem sobre
[01:12:26] software, né? É uma
[01:12:28] putz, depois eu vou pegar
[01:12:30] a citação pra colocar aqui no post aqui
[01:12:32] do podcast. Ele disse que
[01:12:34] todo o trabalho, ele
[01:12:36] tende a se
[01:12:38] espalhar pelo tempo que você tem pra
[01:12:40] fazer. Então se você tem um tempo pra fazer
[01:12:42] e terminar antes, a tendência
[01:12:44] é que a pessoa
[01:12:46] faça isso, tente espalhar o
[01:12:48] trabalho pra que ele caiba naquele tempo.
[01:12:50] É, exatamente pra você
[01:12:52] não ficar com esse tempo sobrando. Porque
[01:12:54] assim, é dificilmente que você vai pegar, se você
[01:12:56] realmente gosta de trabalhar e desenvolver software,
[01:12:58] que é o que eu tava falando antes, né? Se você terminou
[01:13:00] sua tarefa em menos tempo, mas
[01:13:02] você não quer entregar ela, porque você
[01:13:04] quer entregar ela no tempo que você, que tava
[01:13:06] combinada, provavelmente você vai começar a achar
[01:13:08] coisa pra fazer que não era pra fazer.
[01:13:10] Só pra preencher o tempo.
[01:13:12] Ou vai começar a puxar
[01:13:14] coisa que não era pra fazer mesmo, sabe? Alguma coisa que
[01:13:16] você já sabe que vai fazer na próxima sprint,
[01:13:18] ah, deixa eu adiantar aqui, já vou deixar pronta aqui, porque
[01:13:20] na próxima sprint vai precisar. E
[01:13:22] você acaba não otimizando, exatamente
[01:13:24] isso, acaba perdendo essa otimização
[01:13:26] de tempo. Porque às vezes
[01:13:28] você precisa otimizar porque você
[01:13:30] vai conseguir adiantar coisas, mas vai ter
[01:13:32] momentos em que você vai atrasar,
[01:13:34] porque você vai pegar muito imprevisto. E a ideia
[01:13:36] é que nessa, entre atrasar e
[01:13:38] adiantar algumas vezes, no final do projeto
[01:13:40] você chega muito próximo do que se gostaria
[01:13:42] né? Agora, se você tá forçando
[01:13:44] todo mundo pra ficar dentro,
[01:13:46] a hora que vem os imprevistos só vai empurrar pra
[01:13:48] frente. Você nunca vai ter esses adiantamentos
[01:13:50] que vai ter no meio do projeto.
[01:13:52] Ah, e um ponto muito, acho que importante
[01:13:54] de, dessa questão
[01:13:56] de horas, é
[01:13:58] que assim, se o time
[01:14:00] sempre tá ali, se eles não colocam
[01:14:02] a gordurinha, ou mesmo que coloquem,
[01:14:04] eles não vão
[01:14:06] testar novas coisas, né?
[01:14:08] Então, o que me mata é
[01:14:10] a gente entrar em uma caixinha
[01:14:12] que eles não podem pensar fora
[01:14:14] da caixa. Tipo, eles não podem testar
[01:14:16] as coisas. Eles
[01:14:18] não podem, tipo, ah,
[01:14:20] dá pra eu fazer assim, eu sei, só que talvez
[01:14:22] se eu fizer dessa forma, deixa eu testar aqui
[01:14:24] pra ver se vai funcionar melhor, né?
[01:14:26] E aí, ou,
[01:14:28] deixa eu ver se isso daqui
[01:14:30] seria bom pra
[01:14:32] esse sistema. Talvez eu não esteja
[01:14:34] me expressando da melhor forma, mas o que eu quero
[01:14:36] dizer é assim, quando a gente tá com as horas
[01:14:38] ali, eu sinto que eles ficam mais
[01:14:40] travados em questão de
[01:14:42] realmente pensar,
[01:14:44] né? De raciocinar coisas
[01:14:46] que podem melhorar o projeto, podem melhorar
[01:14:48] o sistema do cliente,
[01:14:50] podem melhorar a arquitetura, enfim,
[01:14:52] a vida do usuário. E aí,
[01:14:54] por ficar com as horas na cabeça
[01:14:56] ali, pronto, acabou, acabou. Eles não
[01:14:58] tem mais tempo de raciocinar, entendeu? Então,
[01:15:00] ah, eu tenho que entregar tarefa, pronto, acabou. E é isso.
[01:15:02] Verdade, o que você tá falando é muito real, assim,
[01:15:04] porque no final das contas, quando a gente tá
[01:15:06] no projeto, a ideia é que a gente
[01:15:08] busque resolver problemas, né?
[01:15:10] Resolver os problemas do cliente.
[01:15:12] O problema é que você tá se propondo a resolver.
[01:15:14] Mas se você tá muito preso no trabalho
[01:15:16] ali de escrever código, você meio que
[01:15:18] perde essa visão do
[01:15:20] objetivo e foca só em terminar a
[01:15:22] tarefa, independente se ela resolve ou não o problema
[01:15:24] do cliente ou do usuário final.
[01:15:26] Você só quer entregar a sua tarefa. E você
[01:15:28] passa uma sequência de só quero entregar,
[01:15:30] só quero entregar a tarefa, no final
[01:15:32] você entregou um monte de tarefa que não resolve o
[01:15:34] problema do usuário final. Mas você cumpriu o seu
[01:15:36] prazo. Não, eu entreguei tudo no prazo.
[01:15:38] Resolve o problema do usuário final.
[01:15:40] Todo, né? Às vezes não teve tempo.
[01:15:42] Não teve horas.
[01:15:44] Entendeu o contexto inteiro.
[01:15:46] Exatamente. E tem aquela famosa frase lá
[01:15:48] de métricas moldam comportamentos.
[01:15:50] Então, a tarefa que você quer,
[01:15:52] então tá bom. Vou entregar várias
[01:15:54] tarefas aqui que não
[01:15:56] agregam valor. Mas, assim, depende
[01:15:58] da maturidade do time,
[01:16:00] do que, como é conduzido,
[01:16:02] mas tem uma tendência a isso,
[01:16:04] né? É volume. Não me
[01:16:06] preocupar com a qualidade.
[01:16:08] Por exemplo, em caso você é de Lambda,
[01:16:10] me diga como me mede isso que eu te digo como trabalho.
[01:16:14] Eu ainda vivo na bolha Lambda,
[01:16:16] gente. Nossa,
[01:16:18] vivo muito. Literalmente, eu só trabalhei com
[01:16:20] pessoas Lambda. Não, teve
[01:16:22] uma ou outra ali, né? Do cliente e tal,
[01:16:24] né? Outras pessoas da Chibit.
[01:16:26] Mas eu vivo muito nessa bolha Lambda ainda,
[01:16:28] graças a Deus.
[01:16:30] E aí eu tenho muito essa cultura, né?
[01:16:32] O do ágil e tal. Então, isso
[01:16:34] é muito maravilhoso, assim. Muito, muito
[01:16:36] mesmo.
[01:16:38] A gente está ouvindo mais um podcast
[01:16:40] da Lambda Powered by Chibit.
[01:16:42] Nos organizamos de forma
[01:16:44] democrática para que todas as pessoas
[01:16:46] compartilhem conhecimentos e boas
[01:16:48] histórias. Temos muito papo
[01:16:50] sobre tecnologia, diversidade,
[01:16:52] cultura e muito mais.
[01:16:54] Encontre o caminho para
[01:16:56] novas ideias aqui.
[01:16:58] Bom, pessoal,
[01:17:00] o papo tá muito bom. Tá muito bom,
[01:17:02] mas a gente tem que encerrar porque tá muito… Nossa,
[01:17:04] vai ficar mega longo esse episódio. Vai ficar um dos
[01:17:06] mais longos, na verdade. Porque eu já gravei
[01:17:08] aqui. Mas esse papo é muito legal, né?
[01:17:10] Isso é muito interessante. Eu acho que, nossa, tem várias
[01:17:12] coisas que a gente podia falar ainda, né? Sobre a parte de gestão
[01:17:14] mesmo. Como organizar,
[01:17:16] como tirar métricas. Mas vai ter que
[01:17:18] ficar pra um próximo papo. E eu queria
[01:17:20] pedir pra vocês deixarem, assim, algumas
[01:17:22] considerações finais, assim, sobre o que a gente
[01:17:24] conversou aqui, né? Pode ser uma
[01:17:26] consideração, uma frase, um conselho,
[01:17:28] uma piada. Fique à
[01:17:30] vontade, né? Mas queria que vocês deixassem
[01:17:32] alguma mensagem, né? Antes da gente
[01:17:34] encerrar aqui o nosso episódio. E aí,
[01:17:36] alguém que candidata,
[01:17:38] começar? Eu posso começar?
[01:17:40] Então, beleza. Vai lá, Renata. Eu queria agradecer aí pelo
[01:17:42] convite, né? Primeiramente.
[01:17:44] Foi muito legal mesmo tá aí
[01:17:46] com o Pedro, passar com você, Fernando.
[01:17:48] E é
[01:17:50] só reforçar que
[01:17:52] mesmo que estejam pedindo
[01:17:54] apontamento de horas, não abandonem
[01:17:56] outras métricas que são importantes.
[01:17:58] Pra medir o fluxo,
[01:18:00] mostrar gargalos, insistam
[01:18:02] no que realmente
[01:18:04] vocês veem que é valioso.
[01:18:06] Então, precisa continuar. Vai
[01:18:08] apontar horas. Pode ser que a gente consiga mudar
[01:18:10] a cabeça do cliente ou não, mas pelo
[01:18:12] menos a gente tá conseguindo
[01:18:14] ver que tá evoluindo,
[01:18:16] que as outras
[01:18:18] métricas que a gente tem, que são
[01:18:20] valiosas mesmo. Elas tão
[01:18:22] ajudando a gente a crescer. Então, assim,
[01:18:24] persistam, trabalhando direitinho,
[01:18:26] arrastando o card, questionando,
[01:18:28] tentando provocar dentro do time de vocês.
[01:18:30] Eu vou puxar aqui em seguida. Correndo
[01:18:32] risco de apertar a mesma tecla, eu queria
[01:18:34] deixar a sugestão pro pessoal que tá assistindo.
[01:18:36] Gente, estudem Kanban. Não
[01:18:38] o Kanban quadro, não o Kanban
[01:18:40] como metodologia ágil. Estudem
[01:18:42] Kanban como gestão de fluxo. Isso foi uma
[01:18:44] coisa pra mim que explodiu minha cabeça.
[01:18:46] Tipo, isso abriu muitos horizontes
[01:18:48] de estudar outras coisas nesse entorno também.
[01:18:50] Isso mudou muito a minha vida
[01:18:52] profissional, assim, no que eu consigo
[01:18:54] fazer e olhar na gestão de projeto, de produto ali.
[01:18:56] Boa. Vou eu então
[01:18:58] agora. A primeira coisa que eu
[01:19:00] queria dizer é que foi
[01:19:02] estimado que esse tópico teria
[01:19:04] teríamos muitas pautas, teríamos
[01:19:06] muitos, como eu posso dizer,
[01:19:08] pontos pra trazer, né?
[01:19:10] Experiências. Então, a gente já, eu
[01:19:12] conversando ali com o Okuma quando ele me fez o convite
[01:19:16] eu falei assim, nossa, muitos
[01:19:18] tópicos a gente vai ter, né? E aí ele trouxe,
[01:19:20] né? Nossa, vai ser muito grande.
[01:19:22] Então, assim, a estimativa foi
[01:19:24] atingida, tá, pessoal? A gente conseguiu.
[01:19:26] A gente teve
[01:19:28] essa expectativa no início e a
[01:19:30] estimativa foi atingida.
[01:19:32] Mas, vamos lá,
[01:19:34] de dica, concordo
[01:19:36] com a Rê. Não deixem de olhar pras outras
[01:19:38] métricas, inclusive se você tiver um
[01:19:40] perfil ali de liderança de time.
[01:19:42] Faça as métricas,
[01:19:44] deixe ali mesmo que você esteja no cenário
[01:19:46] como eu, né? Em um dos projetos
[01:19:48] que não sejam utilizadas,
[01:19:50] mas até pra você e o time
[01:19:52] funcionarem, né? Sabe
[01:19:54] aquela daily que tem a daily com o cliente
[01:19:56] e a daily só do time? Faça
[01:19:58] isso com as métricas, né? Então tem as
[01:20:00] métricas do cliente, tem as métricas do time.
[01:20:02] Porque com as métricas ali do
[01:20:04] Scrum realmente, né? As métricas
[01:20:06] do Kanban, o time vai
[01:20:08] entender onde eles estão, né? Vão conseguir
[01:20:10] pontuar as coisas, né? Da melhor forma,
[01:20:12] estimar as coisas da melhor forma
[01:20:14] e vocês vão conseguir ter um
[01:20:16] projeto ali o mais
[01:20:18] viável possível e estimar
[01:20:20] da melhor forma possível pro cliente,
[01:20:22] né? Querendo ou não, a gente sempre tem que atender
[01:20:24] essa expectativa
[01:20:26] de qual é a data. Então é isso, continue
[01:20:28] aí com as métricas e
[01:20:30] é isso. Muito obrigada, Okuma, pelo convite.
[01:20:32] Eu amei, amei ver você.
[01:20:34] Pedro, Renata também. Foi muito
[01:20:36] especial. Obrigada.
[01:20:38] Boa, boa. E eu concordo
[01:20:40] com todos vocês. Acho que
[01:20:42] o conselho que eu deixo,
[01:20:44] a sugestão que eu deixo pra quem tá
[01:20:46] trabalhando, seja dev, seja agilista,
[01:20:48] seja líder, né?
[01:20:50] Estudem, né? Estudem as
[01:20:52] técnicas ali pra fazer a gestão,
[01:20:54] entender a velocidade do time, porque
[01:20:56] isso funciona, de
[01:20:58] verdade. Mesmo que você
[01:21:00] nunca tenha visto isso funcionar e
[01:21:02] ache que isso é uma mentira, funciona.
[01:21:04] E eu acho que vale a pena estudar
[01:21:06] e procurar casos pra entender
[01:21:08] como encaixar isso na rotina
[01:21:10] e no seu time, né? Então,
[01:21:12] mesmo que estejam meio desiludidos
[01:21:14] aí, dêem uma chance. Procurem casos
[01:21:16] de sucesso pra entender como funcionou,
[01:21:18] quais técnicas, quais ferramentas
[01:21:20] foram usadas, porque funciona
[01:21:22] de verdade. E eu já vi funcionar
[01:21:24] de verdade, né? A gente falou aqui
[01:21:26] com times ali que a gente já trabalhou juntos
[01:21:28] ali na Lambda, né?
[01:21:30] Então, quando
[01:21:32] dá certo é muito legal. É muito bom
[01:21:34] assim. É prazeroso trabalhar
[01:21:36] e é prazeroso entregar software.
[01:21:38] Então, vale a pena investir em
[01:21:40] entender os casos de sucesso
[01:21:42] e como que foram conduzidos.
[01:21:44] E tenho certeza absoluta que
[01:21:46] cada projeto foi conduzido de um jeito diferente.
[01:21:48] Não tem como você botar um padrão
[01:21:50] em dois projetos porque não vai dar certo.
[01:21:52] Cada projeto é diferente, porque as pessoas são
[01:21:54] diferentes, as demandas são diferentes,
[01:21:56] os problemas são diferentes, né? Então,
[01:21:58] deixando aí o meu último
[01:22:00] recado, acho que a única
[01:22:02] estimativa realmente confiável em software
[01:22:04] é que ele vai levar mais tempo do que alguém
[01:22:06] achou que ia levar, com certeza. Não, não.
[01:22:08] Não é eu.
[01:22:10] Não é bem assim.
[01:22:12] Já consegui entregar coisas antes.
[01:22:14] Não, eu já consegui, vai.
[01:22:16] Um projetinho de dois anos eu consegui entregar em um ano e meio.
[01:22:18] Com certeza alguém
[01:22:20] achou que ia entregar antes.
[01:22:24] Bom, galera, é isso.
[01:22:26] Eu espero que a gente consiga também
[01:22:28] combinar outros episódios.
[01:22:30] Acho que tem muito mais coisas que a gente poderia falar.
[01:22:32] E quem tá ouvindo, se tiver alguma dúvida,
[01:22:34] alguma coisa que a gente achar que a gente deixou
[01:22:36] de lado, né? Que seria importante.
[01:22:38] Manda pra gente aí, né?
[01:22:40] Nos comentários aí do Spotify ali.
[01:22:42] E vamos trocando ideias.
[01:22:44] E se for o caso, a gente puxa um outro episódio, né?
[01:22:46] Se tiverem muitas dúvidas e tal.
[01:22:48] Mas, de qualquer forma, eu vou deixar os nossos
[01:22:50] perfis ali do LinkedIn
[01:22:52] ali disponível pra quem quiser procurar a gente.
[01:22:54] Ou, se quiserem,
[01:22:56] se preferirem, mandem e-mail lá pra gente no
[01:22:58] podcast.lambda.tvt.com, que aí
[01:23:00] eu encaminho as perguntas aqui, né?
[01:23:02] Se acharem melhor. Mas é isso
[01:23:04] por hoje, né? Por hoje, né?
[01:23:06] Eu ia falar é só isso, mas é tudo isso.
[01:23:08] Certo, galera?
[01:23:10] E como vocês devem ter reparado, a gente gosta muito de falar sobre
[01:23:12] esse assunto, né? Então, a gente poderia ficar muito mais tempo.
[01:23:14] Mas, por hoje, a gente vai ter que parar por aqui.
[01:23:16] Certo, pessoal? Muito obrigado por terem
[01:23:18] participado desse episódio. Eu adorei
[01:23:20] também. Gosto muito. Eu gosto muito de falar
[01:23:22] sobre esse assunto e gosto muito de falar com todos vocês.
[01:23:24] Então, foi 10 de 10.
[01:23:26] Foi maravilhoso. Certo, galera?
[01:23:28] Boa. Muito bom. Então, é isso.
[01:23:30] Valeu, galera. Então, é isso. E até a próxima.
[01:23:32] Falou!
[01:23:34] Você ouviu mais um episódio do podcast
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[01:23:40] para os seus amigos, colegas de trabalho
[01:23:42] e comunidades que participam.
[01:23:44] Temos um feed com assuntos
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[01:23:50] Toda sexta-feira, sempre com
[01:23:52] pessoal animado da Tiviti.