Novo choque do petróleo? - BP 1030


Resumo

O episódio analisa a escalada da crise no Oriente Médio após ataques iranianos e a resposta dos EUA e Israel, focando nos impactos imediatos no mercado energético global. São detalhados os eventos do dia: a interrupção da produção de GNL do Catar, a paralisação de refinarias na Arábia Saudita, a suspensão da produção no Kurdistão iraquiano e o fechamento do Estreito de Hormuz, que já levou ao cancelamento de seguros para navios petroleiros e à retenção de cerca de 150 embarcações.

Os apresentadores discutem as consequências econômicas, como a alta de 13% no preço do petróleo (superando US$ 82 o barril), a valorização do dólar e do ouro, e a queda nas bolsas. É traçado um paralelo histórico com o primeiro choque do petróleo de 1973, concluindo que o cenário atual pode ser ainda mais grave devido ao controle iraniano sobre o Estreito de Hormuz, que impacta a produção de todos os países do Golfo Pérsico.

A análise avança para as ramificações geopolíticas, incluindo a regionalização do conflito com os ataques do Hezbollah a Israel e a resposta israelense no Líbano. É destacada a posição distante da OTAN, que não endossa a ação militar, e a consequente movimentação europeia liderada pela França, que anunciou a expansão de seu arsenal nuclear e a oferta de um “guarda-chuva” de dissuasão para países como Alemanha, Polônia e Dinamarca, sinalizando um afastamento estratégico dos EUA.

Por fim, são abordadas as posições da China, que pede fim da interferência externa para garantir seu fornecimento energético, e da Rússia, que se coloca como fornecedor alternativo de petróleo e potencial beneficiária da desorganização global. O episódio termina com a informação de que bombardeios intensos continuam em Teerã no momento da gravação.


Indicações

Companies

  • Rio Claro Investimentos — Apresentada como parceira do podcast, é uma gestora independente de patrimônio que acompanha o cenário internacional para auxiliar na gestão de investimentos, focando no interesse do cliente e na diversificação de carteiras, inclusive fora do Brasil.

Educational_Platforms

  • PetiCursos — Streaming de cursos do Petit Jornal mencionado no final do episódio. Oferece aulas aprofundadas sobre temas como a história da Rússia e de Vladimir Putin, relações internacionais, e cursos sobre EUA, Israel, Irã, Líbano e Hezbollah, com aulas ao vivo semanais.

Linha do Tempo

  • 00:02:15Impactos imediatos da crise no mercado energético — Daniel Souza detalha os movimentos preocupantes do dia: o Catar interrompeu sua produção de GNL após ataques iranianos, a refinaria Hass Tanura na Arábia Saudita parou, e a produção no Kurdistão iraquiano foi suspensa. O petróleo subiu 13%, superando US$ 82 o barril, e o gás natural disparou na Europa. Cerca de 150 navios petroleiros estão retidos no Estreito de Hormuz devido ao cancelamento de apólices de seguro e ameaças iranianas.
  • 00:08:39Comparação histórica com os choques do petróleo — Tanguy Bagdadji relembra a Guerra do Yom Kippur (1973) e o primeiro choque do petróleo que se seguiu. Ele questiona se a crise atual pode levar a um novo choque, considerando o cenário ainda mais perigoso que a Guerra do Golfo de 1990. Daniel Souza concorda, explicando que o controle do Estreito de Hormuz pelo Irã impacta a produção de todos os países da região, tornando a situação potencialmente mais grave.
  • 00:13:24Ataques a instalações nucleares e regionalização do conflito — Os apresentadores discutem a alegação iraniana de novos ataques dos EUA e Israel às instalações nucleares de Natanz. Em seguida, abordam a escalada no Líbano, onde o Hezbollah (aliado do Irã) atacou Israel, que retaliou matando, segundo suas informações, o novo líder e o chefe de inteligência do grupo. A imprensa libanesa reporta 52 mortos e 154 feridos apenas na segunda-feira, confirmando que o conflito já se tornou regional.
  • 00:16:15A resposta europeia e o afastamento da OTAN — É analisada a posição distante da OTAN, cujo secretário-geral Mark Rutte elogiou a ação dos EUA mas afirmou que a aliança não se envolveria. Como resposta, a França, através de Emmanuel Macron, anunciou a expansão de seu arsenal nuclear e a oferta de um “guarda-chuva” de dissuasão para países europeus. Alemanha, Polônia e Dinamarca já manifestaram interesse em cooperar, sinalizando uma mudança geopolítica significativa e um estremecimento nas relações transatlânticas.
  • 00:21:51Posicionamento da China e o papel da Rússia — O ministro das Relações Exteriores da China instou os países do Golfo a se unirem contra “interferência externa”, refletindo a preocupação com o fornecimento regular de petróleo. Paralelamente, a Rússia se posiciona como fornecedor energético alternativo e confiável. Os apresentadores concluem que, se o conflito se prolongar, Vladimir Putin e a Rússia podem sair como grandes beneficiários da desorganização econômica mundial.
  • 00:24:13Atualização em tempo real dos bombardeios — No momento da gravação (19h38 de Brasília), Tanguy Bagdadji informa que bombardeios pesados do exército israelense contra Teerã estão em curso, incluindo o ataque à TV estatal iraniana. Israel confirmou que o Irã está retalhando com mísseis, que estariam sendo interceptados. A declaração do senador americano Marco Rubio, desejando que os iranianos derrubassem seu próprio regime, é citada como exemplo do tom das intervenções externas.

Dados do Episódio

  • Podcast: Petit Journal
  • Autor: Petit Journal
  • Categoria: News
  • Publicado: 2026-03-03T02:32:37Z
  • Duração: 00:30:32

Referências


Dados do Podcast


Transcrição

[00:00:00] Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.

[00:00:14] Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal.

[00:00:18] Esse é o Bate-Papo número 1030.

[00:00:21] Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal.

[00:00:23] São exatamente 19 horas e 14 minutos da segunda-feira, 2 de março de 2026.

[00:00:30] Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece.

[00:00:33] Tangui, o Bagdadji, que já esteve mais animado,

[00:00:37] já esteve mais satisfeito com a vida, mais retumbante,

[00:00:41] mas o atual momento traz enormes preocupações para o professor Bagdadji,

[00:00:47] que segue tarifado e que segue preocupado.

[00:00:50] Afinal, eu disse isso há pouco e repito agora,

[00:00:53] porque essa tem sido uma das principais características do professor Bagdadji

[00:00:57] ao longo dos últimos tempos.

[00:00:59] Temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala ao longo dos próximos minutos.

[00:01:04] Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas.

[00:01:08] Como vai, professor Bagdadji? Tudo bem? Vamos a isso.

[00:01:11] Tudo bem, Daniel Souza. Vamos lá para esse Bate-Papo 1030.

[00:01:14] Mais um dia vindo aqui comentar guerra, tensão, conflitos, crises,

[00:01:21] mas sempre muito…

[00:01:23] Grato de ter todo mundo que acompanha a gente aqui no podcast, seja no YouTube.

[00:01:28] É um prazer muito grande saber que muita gente acompanha tudo o que está acontecendo no mundo

[00:01:31] junto com o Petit Jornal.

[00:01:33] Então, sejam muito bem-vindos.

[00:01:34] Você que acompanha a gente pelo YouTube, você que acompanha a gente pelo podcast.

[00:01:37] A gente pediu aquela força, né, Daniel?

[00:01:39] Se inscreve no canal do Petit Jornal no YouTube.

[00:01:41] Às vezes você assiste os episódios aqui no YouTube

[00:01:43] e você nem se dá conta de que não se inscreveu.

[00:01:47] Isso para a gente faz diferença.

[00:01:48] Você que ouve a gente no podcast também.

[00:01:50] Você está no Spotify, você está no Apple Podcast,

[00:01:52] você está em qualquer…

[00:01:53] Qualquer outro aplicativo.

[00:01:54] Vê se você assinou, dá cinco estrelas,

[00:01:57] porque para a gente isso realmente faz muita diferença.

[00:02:01] E, Daniel, eu quero jogar a primeira bola para você.

[00:02:04] A gente já sabia, mas uma crise envolvendo o Irã,

[00:02:07] envolvendo o estreito de Hormuz, tudo isso mexe muito com energia.

[00:02:12] E hoje a coisa se materializou, né?

[00:02:14] Me conta o que aconteceu.

[00:02:15] Pois é, Tanguy.

[00:02:16] No dia de hoje, nós já tivemos alguns movimentos bastante preocupantes.

[00:02:19] Por exemplo, o Catar interrompeu.

[00:02:23] Essa segunda-feira, sua produção de gás natural liquefeito

[00:02:27] após ataques iranianos contra instalações no país.

[00:02:33] O Catar responde por cerca de 20% da oferta mundial de GNL

[00:02:39] e é um fornecedor crucial para a Ásia e para a Europa.

[00:02:44] Eu lembro, inclusive, como os europeus fizeram ali um esforço

[00:02:48] depois do início da guerra entre Rússia e Ucrânia

[00:02:51] para buscar novos mercados fornecedores.

[00:02:53] E o Catar apareceu naquela altura como uma alternativa

[00:02:58] e as compras de GNL por parte dos europeus se intensificaram bastante.

[00:03:04] Com a crise se espalhando, nós tivemos o gás europeu disparando,

[00:03:09] o gás natural, na realidade, disparando nos mercados europeus

[00:03:12] e o petróleo que chegou a avançar 13%, superando a barra dos 82 dólares o barril.

[00:03:19] Aliás, a refinaria Hass Tanura, operada pela Sao Paulo,

[00:03:23] com capacidade de 500 mil barris por dia, também foi interrompida.

[00:03:30] Teve essa operação interrompida depois de dois drones sendo interceptados

[00:03:35] e um pequeno incêndio controlado.

[00:03:38] A produção de petróleo no Kurdistão iraquiano foi suspensa.

[00:03:43] O Israel também interrompeu a produção de gás,

[00:03:46] embora não tenha tido qualquer tipo de ataque.

[00:03:48] Existe a preocupação de potenciais ataques.

[00:03:50] No caso de Israel, é…

[00:03:53] E as exportações iranianas também estão sob altíssimo risco.

[00:04:05] A gente está falando também de um ambiente onde o fechamento do Estreito de Jormuz

[00:04:11] está levando ao cancelamento de apólices de seguro para navios petroleiros.

[00:04:18] E nós temos aí aproximadamente 150 navios

[00:04:21] que já estão…

[00:04:23] Retidos.

[00:04:24] Alguns, inclusive, chegaram a ter danos.

[00:04:27] E o Irã ameaçando pôr fogo nos petroleiros se eles tentarem passar,

[00:04:32] o que não é muito difícil.

[00:04:33] A gente está falando de navios que têm uma carga altamente inflamável.

[00:04:39] A desorganização da economia mundial já começou.

[00:04:42] O dólar experimentou um processo de valorização,

[00:04:45] apesar dos pesares.

[00:04:47] Muita gente se refugiando na moeda americana.

[00:04:49] O ouro apresentou uma tendência de valorização.

[00:04:53] Ações apresentaram uma tendência de queda,

[00:04:56] a não ser empresas que podem ser beneficiadas por esse contexto,

[00:04:59] como é o caso das empresas de petróleo.

[00:05:02] Tudo mais ou menos dentro do que nós havíamos previsto

[00:05:06] e já apresentado aqui no Petit Jornal.

[00:05:09] Na prática, a gente está falando de uma concretude agora,

[00:05:14] em função da abertura dos mercados,

[00:05:16] em função da retomada de algumas atividades

[00:05:19] que levam, claro, à tomada também de algumas decisões.

[00:05:23] Os principais aeroportos da região permanecem fechados,

[00:05:27] o que traz ali um impacto para a circulação de aeronaves muito significativo

[00:05:32] e também para o transporte de passageiros.

[00:05:35] A gente está falando de dezenas de milhares de pessoas

[00:05:37] que estão presas em Dubai, que não conseguem sair,

[00:05:41] em Abu Dhabi e também em Doha.

[00:05:44] Estamos falando também de impactos, de um efeito cascata, né?

[00:05:49] E já é a maior paralisação, já é a maior redução do túnel,

[00:05:53] do tráfego de aeronaves desde a Covid-19.

[00:05:56] E existe aí o potencial da situação se agravar

[00:05:59] ao longo dos próximos dias, semanas e, sei lá, quem sabe até meses,

[00:06:05] dependendo da gravidade da situação.

[00:06:08] Os impactos nesse sentido, Tanguy, são bastante graves,

[00:06:11] já são bastante graves.

[00:06:13] Alta forte do petróleo, alta forte do preço do gás,

[00:06:17] redução do fornecimento de gás,

[00:06:21] interrupção da passagem de petróleo,

[00:06:23] pelo Estreito de Hormuz,

[00:06:24] interrupção ali da produção de gás por parte do Catar.

[00:06:28] Isso vai trazer consequências para a economia mundial

[00:06:31] muito relevantes, muito significativos,

[00:06:35] incluindo os Estados Unidos.

[00:06:37] A gente tem aí o preço do combustível nos Estados Unidos

[00:06:41] já subiu em alguns postos justamente por conta dessa ligação

[00:06:48] que o preço dos combustíveis nos Estados Unidos tem

[00:06:50] com o valor do barril.

[00:06:53] De petróleo, a chance de gerar inflação nos Estados Unidos

[00:06:56] não é pequena, a chance de impactar juros nos Estados Unidos

[00:07:00] não é pequena.

[00:07:01] É claro que tudo depende de quanto tempo essas operações vão durar,

[00:07:06] de quanto tempo as hostilidades vão durar.

[00:07:08] O Trump, ele acaba não sendo muito claro,

[00:07:11] num determinado momento fala que vai durar quatro semanas,

[00:07:13] depois fala que vai durar o tempo necessário.

[00:07:17] Não me parece crível que essas operações se mantenham

[00:07:20] por muitas e muitas semanas,

[00:07:21] mas de qualquer maneira,

[00:07:23] nós temos aí um Trump muito ousado

[00:07:26] que também agora precisa entregar algum resultado das operações.

[00:07:30] As operações continuaram depois ali das principais cabeças

[00:07:34] do regime iraniano sendo decepadas

[00:07:36] e agora ele precisa de alguma justificativa

[00:07:39] para eventualmente interromper e para proclamar a vitória

[00:07:42] como ele sempre gosta de fazer.

[00:07:45] O apoio ao ataque ao Irã não é grande nos Estados Unidos,

[00:07:49] a gente está falando aí de um apoio de aproximadamente um quarto,

[00:07:52] o que pode trazer também alguns embaraços para ele domesticamente

[00:07:55] e isso sem falar na desorganização da economia mundial.

[00:08:01] Ontem eu cheguei a destacar aqui no Petit Jornal

[00:08:04] que o Estreito de Hormuz é responsável por aproximadamente

[00:08:08] 40% das importações chinesas de petróleo

[00:08:11] e claro, a China está bastante preocupada com essa situação

[00:08:15] e tem trazido ali uma série de sinais e de recados

[00:08:20] para que esse tipo de operação não se desvaneça.

[00:08:22] E a gente está falando sobre uma crise que ainda tem muito espaço

[00:08:34] para se agravar quando a gente fala sobre a questão energética.

[00:08:36] Só para lembrar, olhando para a história,

[00:08:39] em outubro de 73 começou a Guerra do Yom Kippur.

[00:08:42] Não vou entrar aqui nos detalhes dos motivos da guerra,

[00:08:45] mas em outubro de 73 a gente teve a Guerra do Yom Kippur.

[00:08:48] Os países da OPEP iniciaram, portanto, um boicote,

[00:08:52] passaram a diminuir a sua produção de petróleo,

[00:08:55] impuseram uma série de limitações a quem poderia comprar petróleo.

[00:08:58] Isso gerou um choque do petróleo,

[00:09:00] considerado o primeiro choque do petróleo, em dezembro,

[00:09:03] cerca de dois meses depois.

[00:09:05] Você acha que pode caminhar nesse sentido, Daniel,

[00:09:07] para ser mais um choque do petróleo?

[00:09:09] Porque me parece que está tudo mais ou menos colocado

[00:09:11] talvez até mais perigoso que a própria Guerra do Golfo,

[00:09:14] lá de 1990, de 1990 para 1991.

[00:09:16] Me parece que o cenário é muito sério.

[00:09:18] São muitos atores e um país que tem uma capacidade real

[00:09:21] de colocar medo em todo mundo que queira passar pelo Estreito de Hormuz.

[00:09:24] Pode sim, Tanguy.

[00:09:25] A gente pode estar diante de um novo choque do petróleo,

[00:09:29] a depender do que ocorra ao longo das próximas semanas.

[00:09:31] Quando a gente pensa na Guerra do Golfo,

[00:09:34] o Iraque é lá no fundo do Golfo Pérsico.

[00:09:37] O Kuwait também.

[00:09:39] Consequentemente, você acaba tendo ali um impacto regional,

[00:09:43] como ocorreu naquela altura,

[00:09:44] mas você não tem um país controlando o Estreito de Hormuz.

[00:09:49] E ao controlar o Estreito de Hormuz,

[00:09:51] você impacta a produção dos Emirados Árabes Unidos,

[00:09:54] você impacta a produção do Qatar, do Bahrein,

[00:09:56] 90% da produção saudita,

[00:09:59] você impacta a produção do Kuwait,

[00:10:01] você impacta a produção do Iraque

[00:10:03] e você impacta a produção do próprio Irã.

[00:10:06] Me parece que é uma situação até mais grave

[00:10:09] do que a Guerra do Golfo em 1990,

[00:10:12] que vai haver uma escalada do petróleo,

[00:10:14] é algo incontornável.

[00:10:16] Aliás, essa escalada já começou

[00:10:18] e pode ser que nós estejamos diante

[00:10:21] de uma crise do petróleo de maior gravidade,

[00:10:24] de um novo choque do petróleo.

[00:10:26] O que pode salvar, entre aspas,

[00:10:28] o mundo dessa nova crise do petróleo

[00:10:31] é a pressão, inclusive, de outros atores regionais

[00:10:35] para que isso não aconteça,

[00:10:36] porque existe uma diferença importante no choque do petróleo.

[00:10:40] Os membros da OPEP estavam todos coordenados no mesmo objetivo.

[00:10:43] Não é o caso agora.

[00:10:45] Você tem um desses atores que está querendo realmente jogar

[00:10:50] a sujeira do ventilador como forma, justamente,

[00:10:53] de tentar fortalecer o seu posicionamento estratégico

[00:10:57] e a luta pela sobrevivência do regime,

[00:10:59] mas você tem ali todos os vizinhos que não têm nada a ver com isso

[00:11:03] ou que não gostariam de ter nada a ver com isso,

[00:11:05] gostariam de manter o fluxo regular dos seus negócios

[00:11:09] e esse acaba sendo um elemento diferente e importante

[00:11:12] em relação aos choques do petróleo anteriores.

[00:11:15] Agora, isso tudo mexe com a economia de todo mundo, né?

[00:11:18] A gente fica pensando assim,

[00:11:19] ah, mexe com a economia,

[00:11:20] mexe com a economia de quem precisa comprar petróleo.

[00:11:23] Eu não compro petróleo, para mim não vai mexer tanto.

[00:11:25] Se o preço do petróleo sobe,

[00:11:27] a sua vida é impactada imediatamente.

[00:11:29] Seus alimentos ficam mais caros,

[00:11:31] seu transporte fica mais caro,

[00:11:32] tudo, absolutamente tudo fica mais caro.

[00:11:34] Isso mexe com a sua capacidade de economizar,

[00:11:37] com a sua capacidade de pensar, inclusive, no futuro.

[00:11:39] É por isso que a gente sempre deixa aqui, Daniel,

[00:11:41] a indicação da Rio Claro Investimentos,

[00:11:43] que são os nossos parceiros que estão muito de olho

[00:11:46] em tudo o que está acontecendo.

[00:11:47] Aliás, esse é um diferencial da Rio Claro.

[00:11:49] A Rio Claro acompanha muito o que está acontecendo mundialmente,

[00:11:52] porque sabe que não tem como você pensar em investimento

[00:11:55] somente dentro do Brasil.

[00:11:56] É importante você olhar para o contexto,

[00:11:58] para o cenário internacional de uma forma geral.

[00:11:59] A Rio Claro é uma gestora completa.

[00:12:01] Tudo o que você precisa para conseguir pensar numa gestão

[00:12:05] concreta e robusta para o seu futuro,

[00:12:09] a Rio Claro faz.

[00:12:11] Desde diversificação de carteira,

[00:12:13] até olhar para a possibilidade de você diversificar para fora do país,

[00:12:17] tudo com muita segurança,

[00:12:18] muita responsabilidade.

[00:12:19] E garantindo o cumprimento dos seus objetivos.

[00:12:22] É você que determina os objetivos da Rio Claro.

[00:12:25] O link está na descrição desse episódio.

[00:12:28] Não perde, não.

[00:12:29] Conversa com eles, porque o momento é muito, muito sério.

[00:12:32] É importante você ter alguém que saiba o que está fazendo do seu lado.

[00:12:34] A gente sempre reforça a informação de que a Rio Claro Investimentos

[00:12:39] é uma gestora independente de patrimônio.

[00:12:42] Ou seja, ela não vai ficar empurrando para você produtos financeiros.

[00:12:46] Ela não é remunerada dessa forma.

[00:12:48] O objetivo dela é exclusivamente trabalhar para o melhor interesse do cliente.

[00:12:54] E a gente está falando de uma economia mundial

[00:12:56] que está do avesso da semana passada para cá.

[00:12:59] Isso mexe com os indicadores,

[00:13:01] desorganiza realmente a dinâmica de gestão de ativos.

[00:13:05] E é super importante você ter profissionais qualificados ao seu lado.

[00:13:10] E fica aqui a nossa recomendação da Rio Claro Investimentos.

[00:13:14] Link no descritivo desse episódio.

[00:13:16] Clique.

[00:13:17] Conheça o trabalho da Rio Claro.

[00:13:18] Você vai gostar demais.

[00:13:20] Daniel, eu queria falar sobre algumas coisas que vêm acontecendo ao longo do dia de hoje.

[00:13:24] E uma notícia que saiu hoje, na verdade uma declaração do Irã, me chamou a atenção.

[00:13:29] O Irã afirmou no dia de hoje que ontem, no domingo,

[00:13:33] Estados Unidos e Israel fizeram mais ataques a instalações nucleares iranianas.

[00:13:39] Segundo o Irã, as instalações nucleares de Natanz,

[00:13:43] que já tinha sido atingido em ataques no ano passado, em junho do ano passado,

[00:13:47] foram atacadas.

[00:13:48] Então, segundo o chefe da Agência de Energia Atômica do Irã, Mohamed Eslami,

[00:13:53] aconteceram dois ataques brutais ao complexo que está situado ali no noroeste do país.

[00:13:59] A gente até agora não tinha essa informação.

[00:14:02] O Irã não tinha falado nada, tampouco Israel e Estados Unidos.

[00:14:06] Mas aparentemente, segundo o Irã pelo menos, ataques aconteceram contra Natanz.

[00:14:12] Lembrando que a questão nuclear, naturalmente, é um pano de fundo importantíssimo

[00:14:16] para tudo o que está acontecendo.

[00:14:18] O Trump hoje, aliás, cantou a vitória dizendo que o Irã poderia ter bombas nucleares

[00:14:23] em muito pouco tempo.

[00:14:25] O que as próprias agências de inteligência dos Estados Unidos não sustentam, tá, Daniel?

[00:14:30] Elas dizem que, olha, talvez demorasse aí três, quatro anos

[00:14:34] para o Irã vir até o primeiro protótipo de uma ogiva nuclear e tal.

[00:14:37] Mas, de qualquer maneira, segundo Donald Trump, isso era uma coisa urgente,

[00:14:40] tinha que acontecer imediatamente.

[00:14:42] Então, a gente teve esse ataque contra instalações nucleares de Natanz.

[00:14:45] Ainda a ser confirmado, naturalmente.

[00:14:47] Mas, segundo o Irã, esse ataque aconteceu.

[00:14:50] O Líbano, Daniel, segue sendo um campo de batalha importantíssimo.

[00:14:56] A gente falou sobre isso no episódio que a gente gravou hoje de manhã.

[00:15:00] Então, o Hezbollah, que é um aliado histórico do Irã.

[00:15:03] Aliás, não apenas um aliado histórico.

[00:15:05] O Hezbollah foi criado pelo Irã no ano de 1982, em meio à guerra civil libanesa.

[00:15:10] Então, o Irã criou um aliado para apoiá-lo dentro da guerra civil.

[00:15:13] Para apoiá-lo dentro da guerra civil libanesa.

[00:15:16] Desde então, é financiado de forma direta pelo Irã.

[00:15:19] Então, o Hezbollah passou a atacar Israel.

[00:15:22] Isso aconteceu de ontem para hoje.

[00:15:24] Israel reagiu.

[00:15:26] Aliás, inclusive, segundo Israel, matou de ontem para hoje o novo líder do Hezbollah,

[00:15:32] além do chefe de inteligência do Hezbollah.

[00:15:35] Até esse momento, Daniel, segundo a imprensa libanesa,

[00:15:39] que, repito, não tem relação com o Hezbollah,

[00:15:43] já morreram 52 pessoas e 154 ficaram feridas somente nessa segunda-feira.

[00:15:52] Então, a gente tem mais informações sobre como é que essa guerra já se regionaliza.

[00:15:57] Não é que ela pode se regionalizar.

[00:15:59] Ela já é uma guerra regional.

[00:16:01] Não há muitas dúvidas com relação a isso.

[00:16:03] E outro ponto que eu acho importante a gente trazer, Daniel,

[00:16:06] que tem um contraste aqui com relação a cenários anteriores,

[00:16:09] é a posição da Europa e, por consequência, da OTAN,

[00:16:13] em meio a essa guerra.

[00:16:15] A gente sabe, Daniel, que os Estados Unidos,

[00:16:17] eles muitas vezes agiram internacionalmente em nome da OTAN,

[00:16:20] ou pelo menos tendo a OTAN do seu lado.

[00:16:22] Nem sempre.

[00:16:23] Então, por exemplo, quando os Estados Unidos invadiram o Iraque,

[00:16:26] dois membros importantes da OTAN foram críticos.

[00:16:29] Foi o caso da França e o caso da Alemanha.

[00:16:31] Os dois foram muito críticos, não aceitaram, não concordaram e tudo.

[00:16:35] Mas, normalmente, quando os Estados Unidos fazem algum tipo de ação,

[00:16:38] a OTAN está ali ou participando ou então dando apoio e tal.

[00:16:42] E a gente tem um cenário diferente dessa vez.

[00:16:45] O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, por exemplo,

[00:16:48] ele elogiou a ação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã,

[00:16:54] mas disse que, olha, isso aí é Estados Unidos.

[00:16:58] A OTAN não tem nada a ver com isso.

[00:17:00] A gente não vai se envolver.

[00:17:02] Não é nosso objetivo.

[00:17:03] Então, não tem nem aquela coisa de, não, pode contar com a gente,

[00:17:06] precisando aí, pô, a gente está dentro e tal.

[00:17:08] Isso não aconteceu.

[00:17:09] Então, a gente tem um corte importante.

[00:17:11] Nesse relacionamento, aliás, não por acaso.

[00:17:14] O Trump, ele vem se posicionando de forma bastante constante

[00:17:19] contra essa necessidade de tudo a OTAN estar envolvida,

[00:17:23] que os Estados Unidos têm que financiar a OTAN.

[00:17:25] Então, quando a gente falava sobre aquele enfraquecimento da OTAN,

[00:17:28] me parece que a gente tem aqui um estremecimento muito sério

[00:17:31] da relação entre os Estados Unidos e os demais integrantes da OTAN.

[00:17:35] Isso ficou materializado hoje quando o presidente da França, Emmanuel Macron,

[00:17:40] anunciou que a França vai expandir o seu arsenal nuclear.

[00:17:45] Daniel, tem muito tempo que a gente não ouve falar

[00:17:48] dos países que têm ogivos nucleares e uma expansão do arsenal.

[00:17:52] Trump começou a cogitar essa possibilidade,

[00:17:55] os acordos de restrição a ogivos nucleares que existiam com a Rússia

[00:17:59] não existem mais, né, já perderam validade e tudo.

[00:18:02] Então, a França é mais um país que fala agora sobre

[00:18:06] uma expansão do seu arsenal nuclear.

[00:18:08] E ele fala também em permitir, potencialmente,

[00:18:11] que países europeus hospedem aeronaves francesas

[00:18:15] em emissões de dissuasão nuclear.

[00:18:17] Basicamente, o que ele está falando, Daniel, é você criar

[00:18:19] como se fosse um guarda-chuva de proteção da Europa

[00:18:22] com ogivos nucleares franceses.

[00:18:25] Claro que isso tem um objetivo da própria França.

[00:18:28] A França se torna com isso, portanto, a grande protetora da Europa Ocidental,

[00:18:31] ganha influência, ganha poder na Europa.

[00:18:34] Mas você também tem um cenário no qual a Europa está se sentindo abandonada.

[00:18:37] É uma Europa que vê a Rússia invadindo a Ucrânia,

[00:18:41] chegando, portanto, perto da fronteira com a OTAN,

[00:18:45] uma OTAN que já não tem mais os Estados Unidos.

[00:18:48] Você tem um cenário no qual os Estados Unidos

[00:18:50] soam cada vez mais ameaçadores, atuam no Irã

[00:18:53] e ameaçam agir, inclusive, na Groenlândia.

[00:18:57] Então, a Europa começa a olhar para isso com uma certa preocupação.

[00:19:01] E o Macron, inclusive, anunciou que alguns países

[00:19:04] poderão abrir a possibilidade de participar

[00:19:06] de exercícios nucleares franceses.

[00:19:09] Alemanha. Daniel, você colocou França e Alemanha na mesma frase.

[00:19:13] Alemanha, Grécia, Polônia, Países Baixos, Bélgica, Dinamarca e Suécia

[00:19:19] poderão participar de exercícios nucleares franceses, enfim.

[00:19:24] E o chanceler Friedrich Merz, o chanceler alemão,

[00:19:27] anunciou a criação de um grupo franco-alemão de coordenação nuclear

[00:19:33] e a participação de forças convencionais alemães,

[00:19:36] em exercícios nucleares franceses.

[00:19:39] E fala-se já numa cooperação concreta já a partir desse ano.

[00:19:43] Outro país sempre muito preocupado com esse cenário é a Polônia.

[00:19:47] Então, o primeiro ministro polonês, o Donald Tusk, já afirmou que

[00:19:52] com a França e um grupo de aliados europeus mais próximos,

[00:19:56] teremos um programa avançado de dissuasão nuclear.

[00:19:59] Estamos nos armando junto com nossos amigos.

[00:20:02] Amigos, ele está chamando aqui os europeus de amigos.

[00:20:05] Parece que dessa maneira você coloca meio que os Estados Unidos em,

[00:20:08] sei lá se eles são nossos amigos mesmo,

[00:20:10] para que nossos inimigos nunca ousem nos atacar.

[00:20:15] Então, acho que a gente tem aqui uma inflexão, tá, Daniel?

[00:20:18] Essa inflexão não é de agora, é uma inflexão que está sendo construída,

[00:20:22] mas no momento em que a França anuncia isso,

[00:20:24] a gente tem aqui a formalização de uma mudança que há algum tempo estava se constituindo.

[00:20:29] E eu queria ressaltar por fim, Daniel, só com relação a essa iniciativa,

[00:20:33] que a Dinamarca também,

[00:20:35] pulou à frente e a primeira-ministra dinamarquesa,

[00:20:39] Mette Frederiksen, anunciou um acordo de dissuasão nuclear estratégica com a França.

[00:20:44] Eu achei curioso, Daniel, porque quando a Mette Frederiksen, ela fala,

[00:20:48] não, a gente está com a França aí, esse negócio de dissuasão nuclear e tal,

[00:20:51] do nada, ela fala assim, ó, mas é contra a Rússia, hein?

[00:20:55] Só para deixar claro, é com a Rússia, não tem nada a ver com Groenlândia,

[00:21:00] não tem nada a ver com Donald Trump, porque a Rússia, falar que não gosta da Rússia pode, né, Daniel?

[00:21:04] É contra a Rússia que a gente está pensando aqui e tal, mas olha a frase dela.

[00:21:09] Esse acordo complementará e de alguma forma substituirá a cooperação

[00:21:16] que temos na área de dissuasão dentro da OTAN.

[00:21:19] A gente está falando, Daniel, sobre substituição, ainda que parcial, das funções da OTAN.

[00:21:25] Olha o tamanho da mudança que a gente tem do ponto de vista geopolítico, Daniel,

[00:21:29] quando a gente fala sobre um cenário como esse.

[00:21:32] Então, a gente tem uma mudança que, agora,

[00:21:34] ela já não é mais uma mudança que acontece de forma muito escondida, né?

[00:21:37] Ela acaba tomando uma gravidade um pouquinho maior, né, Daniel?

[00:21:41] E a gente percebe, portanto, como é que essa relação entre Estados Unidos

[00:21:44] e os membros europeus da OTAN, ela fica bastante estravecida.

[00:21:48] Tem aqui o ministro das Relações Exteriores da China,

[00:21:51] isso aqui é um complemento até a uma declaração minha há poucos minutos.

[00:21:55] Ele instou, nessa segunda-feira, os países do Golfo Pérsico a se unirem

[00:22:00] contra o que chamou de interferência externa.

[00:22:04] Ele destacou que os países devem fortalecer a cooperação regional,

[00:22:09] desenvolver relações amistosas com vizinhos,

[00:22:13] manter seu futuro e destino em suas próprias mãos.

[00:22:18] É claro que, quando a gente está falando aqui do posicionamento da China,

[00:22:22] o que fica claro para mim é que a China não vai intervir militarmente,

[00:22:28] não vai mandar arma para ninguém, mas, pelo amor de Deus, gente,

[00:22:31] parem com isso porque está atrapalhando o meu rolê.

[00:22:33] Está atrapalhando o fornecimento de energia,

[00:22:37] o meu petróleo, que precisa chegar com regularidade e com bons preços

[00:22:42] para abastecer a minha economia e o meu crescimento econômico.

[00:22:46] É bem verdade que a China não deve ter grandes impactos no curto prazo.

[00:22:51] Essa é a avaliação das próprias autoridades chinesas.

[00:22:55] Afinal, você teve embarques recordes de petróleo iraniano durante o mês de fevereiro.

[00:23:01] Você tem histórias.

[00:23:02] Você tem histórias.

[00:23:03] Você tem toques estratégicos elevados.

[00:23:05] E você tem, Tanguy, a Rússia, né?

[00:23:08] A Rússia que está dizendo ali para a China,

[00:23:10] China, não se preocupe.

[00:23:12] O que seria de você sem mim?

[00:23:14] Eu estou aqui pronta para fornecer mais petróleo para você em caso de necessidade.

[00:23:19] Aliás, para quem estiver precisando.

[00:23:21] Tem alguém precisando de petróleo ali?

[00:23:23] Temos aqui na Rússia.

[00:23:24] A Rússia fornece com regularidade, com segurança,

[00:23:27] eventualmente até com desconto,

[00:23:29] dependendo aí das condições da dinâmica do mercado,

[00:23:32] embora agora talvez eu ofereça menos desconto,

[00:23:35] porque, afinal, a demanda tende a aumentar

[00:23:39] e a gente vai tendo aí a economia mundial se reorganizando.

[00:23:44] Tanguy, acho que é só o começo

[00:23:46] e se nós tivermos realmente um prolongamento desse conflito

[00:23:50] e um prolongamento do fechamento do Estreito de Hormuz,

[00:23:53] os impactos econômicos vão ser grandes

[00:23:56] e, potencialmente, nós teremos aí todo mundo sendo impactado,

[00:24:01] alguns mais, outros menos,

[00:24:03] mas quem pode sair beneficiado dessa conclusão toda,

[00:24:06] dessa confusão toda,

[00:24:08] é o Vladimir Putin e a sua Rússia.

[00:24:10] Daniel, só algumas informações do que está acontecendo nesse momento,

[00:24:13] só para localizar aqui, a gente está gravando esse episódio,

[00:24:15] são exatamente agora 19 horas e 38 minutos, horário de Brasília,

[00:24:20] e a gente está tendo, nesse momento, um bombardeio bastante pesado

[00:24:25] do exército israelense contra Teherã.

[00:24:28] A gente teve, inclusive, a confirmação, há alguns poucos minutos,

[00:24:30] tem coisa de cinco minutos,

[00:24:32] do bombardeio da TV estatal iraniana em Teherã,

[00:24:36] que foi bombardeado pesadamente.

[00:24:39] O exército israelense confirmou que o Irã retalhou,

[00:24:42] então está lançando mísseis também contra Israel,

[00:24:45] que, a princípio, estão sendo interceptados,

[00:24:47] segundo Israel, a interceptação está acontecendo,

[00:24:50] mas só para a gente saber que, às vezes, quando a gente está falando aqui,

[00:24:53] Daniel, pode dar a impressão de que entrou numa certa calmaria e tal,

[00:24:57] isso não está acontecendo, tá?

[00:24:59] Os bombardeios estão acontecendo a todo minuto,

[00:25:02] e, de fato, Teherã está sendo pesadamente bombardeado.

[00:25:06] Inclusive, a gente teve uma declaração agora há pouco do Marco Rubio, Daniel,

[00:25:09] isso também tem alguns poucos minutos,

[00:25:10] dizendo que adoraria, que amaria, o termo foi esse,

[00:25:14] love, we would love, amaria que os iranianos derrubassem o regime.

[00:25:19] Então, é meio que o recado é, se vocês derrubarem o regime aí,

[00:25:22] até economiza trabalho para a gente,

[00:25:24] que a gente não precisa nem ficar quatro, cinco semanas bombardeando,

[00:25:27] de repente, a coisa pode se resolver mais cedo.

[00:25:30] Ô Daniel, na geleia da Shakira de hoje, eu queria, acima de tudo, te pedir cuidado.

[00:25:35] Você vai mexer com interesses poderosos, com a vida pessoal de poderosos,

[00:25:40] mas eu sei que você é um cara que não tem medo,

[00:25:42] você é um cara que enfrenta.

[00:25:43] Então, siga em frente, Daniel Souza,

[00:25:45] deixando claro que quem está fazendo essa geleia da Shakira é Daniel Souza,

[00:25:49] e eu não tenho nada a ver com isso.

[00:25:52] Essa geleia da Shakira de hoje, que é um quadro do magnífico Petit Journal,

[00:25:55] que tem entre os seus participantes o professor Tanguy Baghdadi.

[00:26:00] Então, Tanguy Baghdadi é um dos participantes desse magnífico podcast.

[00:26:08] Pois bem, Tanguy, vamos trazer aqui notícias absolutamente sem fundamento,

[00:26:14] fofocas, ou digo, informações de qualidade duvidosa,

[00:26:19] mas o fato é que a Alina Kabaeva,

[00:26:23] ex-ginasta olímpica russa apontada há anos como parceira de Vladimir Putin,

[00:26:32] é alvo de nova denúncia envolvendo recursos relacionados ao chamado Palácio do Putin no Mar Negro.

[00:26:39] Temos informações sobre esse Palácio do Putin? Não temos.

[00:26:42] Temos informações sobre o envolvimento da Alina Kabaeva? Não temos.

[00:26:46] Mas temos aqui fofoca, ou melhor, informação, informação de qualidade.

[00:26:50] E o que acaba acontecendo, Tanguy,

[00:26:52] é que a construção da mega-mansão às margens do Mar Negro teria custado cerca de 7 bilhões de reais,

[00:26:58] o equivalente a 7 bilhões de reais,

[00:27:00] e após a conclusão da obra, você teria tido ali uma sobra de algo em torno de uns 400 milhões de reais,

[00:27:08] e esse valor teria sido transferido para instituições ligadas à Kabaeva.

[00:27:13] Mas também, Daniel, 400 milhões de reais não dá para fazer nada também, né?

[00:27:16] Não dá para fazer nada.

[00:27:17] E aí, o que acaba acontecendo é que o Kremlin nega que a propriedade pertença ao Palácio do Putin,

[00:27:21] não tem nada a ver com isso.

[00:27:23] Formalmente, o imóvel estaria registrado em nome da empresa Investment Solutions,

[00:27:29] apontada como parte de uma rede de empresas de fachada, Tanguy.

[00:27:33] Que isso, gente, empresa de fachada, que absurdo.

[00:27:36] De qualquer maneira, o dinheiro foi parar lá na fundação ligada à Kabaeva,

[00:27:41] e é simplesmente para realizar investimentos, sei lá, para realizar oficinas com pessoas carentes,

[00:27:48] pessoas que precisam de ajuda, tenho certeza,

[00:27:50] que será muito bem empregado esse dinheiro.

[00:27:53] Não é a opinião do professor Baghdadi.

[00:27:54] O professor Baghdadi tem teme que esse dinheiro possa ser surrupiado.

[00:27:57] Eu não temo.

[00:27:58] Não, não, não, não, não, não, não, não, não.

[00:27:59] Eu acredito que o dinheiro será usado de maneira correta.

[00:28:02] Eu tenho plena consciência, confiança de maneira, com a transparência do Estado russo,

[00:28:07] e principalmente da senhora Kabaeva, certamente é um mal entendido.

[00:28:10] E eu fico muito preocupado, Daniel Souza, com você levantando esse tipo de alegação

[00:28:14] que mancha um pouco a imagem do presidente Vladimir Putin e da senhora Kabaeva, né?

[00:28:19] Mulheca, quer dizer, ele não quer falar da vida pessoal dele, a gente também respeita,

[00:28:23] mas Daniel Souza que está falando isso, se vocês quiserem,

[00:28:26] eu posso dar inclusive localização onde é que ele está, para onde que ele vai e tudo,

[00:28:30] isso tudo pode ser conversado.

[00:28:32] Daniel Souza, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio.

[00:28:35] Se você quiser, aliás, saber mais sobre a Rússia,

[00:28:37] você quer saber sobre a vida pessoal de Vladimir Putin,

[00:28:40] temos uma aula sobre a história de Vladimir Putin,

[00:28:43] sobre as relações dele, quem são as filhas dele,

[00:28:45] está tudo lá, não é brincadeira não, a gente tem uma aula mesmo em que a gente destrincha,

[00:28:49] a vida pessoal de Vladimir Putin, um curso todo sobre a Rússia,

[00:28:53] a gente tem curso sobre os Estados Unidos, a gente tem curso sobre Israel, sobre o Irã,

[00:28:57] sobre o Líbano, sobre o Hezbollah, sobre tudo o que está acontecendo,

[00:29:01] está lá tudo no PetiCursos, acessa lá, peticursos.com.br,

[00:29:05] muitas das coisas que você está curioso para saber,

[00:29:08] certamente estão respondidas lá ao longo do curso, é um streaming, né?

[00:29:11] Então você passa a ter acesso a todas as aulas já gravadas

[00:29:14] e mais aulas ao vivo que acontecem toda terça-feira, às 19 horas.

[00:29:18] Fica aqui o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do PetiJornal,

[00:29:22] vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé,

[00:29:24] fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês.

[00:29:27] O Peti é uma mídia pequena, não tem nenhum suporte de um conglomerado

[00:29:31] ou de uma grande produtora, por isso a ajuda de nossos apoiadores é tão importante

[00:29:35] e por isso registramos aqui o nosso agradecimento a cada um deles,

[00:29:39] fica o nosso abraço, nosso carinho, nosso muito obrigado.

[00:29:42] Fica também o convite, se você gosta do nosso projeto,

[00:29:45] se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar,

[00:29:47] no descritivo desse episódio tem várias alternativas,

[00:29:50] tem a chave Pix, que é uma forma prática, instantânea de apoiar o Peti,

[00:29:53] dá para ativar o Pix recorrente, a chave Pix está no descritivo desse episódio,

[00:29:57] tem o link do Apoia-se, o link do Patreon,

[00:30:00] tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você.

[00:30:03] É isso, Daniel Souza, amanhã estamos de volta, um abraço, até a próxima, valeu!

[00:30:06] Tchau, tchau!

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